Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

COFEN - CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM
Data Veiculação: 26/07/2021 às 00h00

Recuperação Pós-Covid: Sintomas Prolongados e as Dificuldades da Reabilitação 26 de julho de 2021 por filipesoares Imprimir Pacientes com covid19 internados por dias ou semanas podem precisar de reabilitação e acompanhamento com múltiplos profissionais de saúde após a alta médica, deixando o processo de recuperação mais longo. Além disso, casos leves de covid também exigem atenção. Para conversar sobre o tema, convidamos Christina Moran de Brito, médica fisiatra e coordenadora dos serviços de reabilitação do Hospital Sírio-Libanês e do Instituto do Câncer. Tags: Coronavírus, Covid-19, Pandemia, reabilitação.

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | COTIDIANO
Data Veiculação: 26/07/2021 às 03h00

Com termômetro na casa dos 30QC, Minhocão atrai multidão; alguns pedestres, sem máscara Roberto de Oliveira são paulo Num domingo com clima de verão em pleno inverno, muita gente botou a cara no Sol e ignorou a máscara de proteção. Entre uma caminhada e uma paradinha para tomar uma gelada, houve aglomeração no Minhocão. Durante a fase do Plano Sã o Paulo, o elevado fica aberto, aos fins de semana, das 8h às iç)h. É quando ciclistas, skatistas, patinadores, gente só, acompanhada de amigos ou de cachorros transformam a via expressa em área de lazer. No domingo (25), São Paulo teve um dia de calor intenso. O termômetro de uma das entradas do Minhocão chegou a registrar 3i°C, e asduasvias de asfalto e concreto ficaram tomadas, sobretudo à tarde. A administradora Beatriz Paulueei, 25, que mora em Higienópolis, costuma andar de skate por lá. “O número de pessoas sem máscara me assustou. O povo deu uma relaxada. Não era assim dois meses atrás, quando todo o mundoandava sempre protegido." Beatriz preferiu procurar um lugar à sombra e mais tranquilo. “Ainda não chegou a minha vez de ser vacinada.” Nos pontos de entrada e saída do Minhocão, no largo Padre Pérides, em Perdizes (zona oeste), e na rua da Consolação, no centro, pedestres entravam e saiam sem máscara. Também era comum encon- Movimento de pedestres na tarde invernal com clima de verão no Minhocão Gabriel cabrai/Foihapress trar gente sem o equipamento de segurança sentada nos bancos espalhados na altura da praça Marechal Deodoro e do largo do Arouche. Na avaliação da infectologista Mirian Dalben, 42, do hospital Sírio-Libanês, a população precisa entender que flexibilização não significa tudo ou nada. “Não sou contra abrir espaços, como o Minho cão, o vale do Anhangabaú e a avenida Paulista, desde que sigamos o tripé de prevenção: lugares sempre arejados, uso constante de máscaras e manter o distanciamento social.” A infectologista alerta para a presença da variante delta do coronavírus em ares paulistanos. “A nova cepa tem maior potencial de transmissibilidade entre 50% e 200%”, diz. “Onde ela chegou houve um boom de novos casos da doença. Em países como o Reino Unido, Israel e os EUA, com índice de 60% da população vacinada, não ocorreu aumento nem de internações nem de mortes, mas a cidade de São Paulo apresenta apenas 22% da população adulta totalmente imunizada e cerca de 80% parcialmente vacinada”, diz. “Não é o momento para descuidarmos.” Moradora da Mooca, na zona leste da capital, a designer Raísa Almeida, 27, costuma ir de casa até o Minhocão de bike. “Está muito cheio. Sempre procuro um lugar distante das aglomerações no Minhocão para fazer uma pausa”, conta. “A prefeitura colocou os bancos justamente durante a pandemia. Eles são bem-vindos, é claro, mas se faz necessária uma fiscalização para evitar justamente as aglomerações e reforçar o aso de máscara. Os funcionários não falam nem fazem nada. Zero.” A Prefeitura de São Paulo diz que possui seguranças próximos aos mobiliários para orientar e evitar uma possível aglomeração. Reconhece que não existe uma estimativa sobre o número de pedestres que ali circulam. Diz, porém, fazer o controle de pessoas que passam pelos portões de acesso ao parque. Informa que em cada um deles realiza a contagem das pessoas que entram. Afirma ainda que os pedestres são orientados sobre o uso de máscara e alertados para evitarem aglomeração. Não foi o que a reportagem presenciou durante quase quatro horas em que esteve na via. Em ambos os portões, funcionários de uma empresa terceirizada conversavam e falavam ao celular, indiferentes ao fluxo intenso de pedestres. Para a prefeitura, o local é um parque de passagem, em que as pessoas entram e saem. Dessa forma, não criam aglomerações. Sendo assim, descarta a necessidade de algum tipo de intervenção. “Está bem lotado. Não esperava por tanta gente”, disse o porteiro Pedro Henrique de Souza, 57, que veio do Ipiranga (zona sul). “A dica é ir se esquivando sempre da muvuea. Não dá para tirar a máscara.” O excesso de gente, opina, é reflexo da carência de espaços públicos. “Isso aqui é uma espécie de praia de concreto. Vem gente de toda parte e ninguém paga nada por isso. Vai aglomerar? Com certeza.”