Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus

HOSPITAIS BRASIL ONLINE
Data Veiculação: 25/08/2020 às 00h00

No Brasil, até o momento, mais de 2 milhões de pessoas conseguiram vencer o novo Coronavírus. No entanto, grande parcela desses pacientes ainda precisa de atenção mesmo após a alta hospitalar, e a suplementação nutricional é uma parte importante desse cuidado. Pensando nesses pacientes, Danone Nutricia, divisão de nutrição especializada da Danone, está oferecendo subsídio para pesquisa clínica e 16 dias de tratamento nutricional para auxiliar na recuperação desses pacientes. As iniciativas vêm ao encontro da missão de Danone Nutricia de transformar vidas por meio da nutrição e irão contar com o apoio de médicos que estão trabalhando na linha de frente da Covid-19. Para ajudar na recuperação nutricional daqueles que venceram a doença, os profissionais poderão enviar um kit para 16 dias de tratamento aos pacientes que necessitarem de cuidados nutricionais após a alta. Os beneficiados irão receber em casa, de forma gratuita, 16 unidades de Nutridrink Compact Protein, suplemento nutricional que contém nutrientes que contribuem para recuperação e manutenção de massa muscular e peso. Serão mais de 6 mil pacientes atendidos em todo o Brasil, totalizando a distribuição de 100 mil unidades de produto. “Decidimos utilizar nossa expertise em nutrição especializada para demonstrar nossa empatia com o momento de vida das pessoas que venceram este desafio. A intenção é auxiliar na recuperação nutricional daqueles que sofreram com a doença, contando com o apoio imprescindível de nossos parceiros da área médica”, comenta Edson Higo, presidente da Danone Nutricia no Brasil. Danone Nutricia também está apoiando uma iniciativa de pesquisa clínica que vai analisar o impacto da suplementação nutricional na recuperação de pacientes que foram hospitalizados com a Covid-19. “O estudo tem dois objetivos. Um deles é o de avaliar o tipo e frequência das manifestações gastrintestinais como parte dos sintomas da Covid-19. O outro é avaliar o impacto de suplementos orais em pacientes com Covid-19 que mantêm dieta oral voluntária”, explica Paulo César Ribeiro, gerente médico da equipe multidisciplinar de terapia nutricional do Hospital Sírio Libanês. A pesquisa acompanhará 200 pacientes, após a alta da unidade de terapia intensiva, nos centros de pesquisa do Hospital Sírio Libanês e do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, localizados no estado de São Paulo. “Além dos problemas respiratórios graves, a infecção por COVID pode reduzir a capacidade do paciente de se alimentar, o que traz consequências para seu estado nutricional. Além de observar os efeitos dessa recusa à alimentação, vamos estudar a utilidade, aceitação e tolerância de um suplemento oral hiper proteico desenhado para essas situações”, explica Dan L. Waitzberg, professor associado do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Além do Brasil, outros 16 países são apoiados por Danone Nutricia com subsídios que somam, aproximadamente, 1 milhão de euros para essas pesquisas. “Nutrição e saúde estão diretamente relacionadas. O poder da nutrição no auxílio à melhora e manutenção de nossas condições físicas, além da prevenção de uma série de doenças, é cientificamente comprovado. Por este motivo, oferecer uma nutrição adequada e balanceada ao paciente com condições graves de saúde é extremamente importante. A nutrição especializada é um recurso fundamental para o tratamento de pacientes com doenças graves e evidências cientificas com foco na Covid-19 serão fundamentais nesta luta global contra os inevitáveis efeitos causados pelo tempo de internação”, complementa a médica Márcia Schontag, Diretora de Medical Affairs de Danone Nutricia no Brasil.

ISTOÉ DINHEIRO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 25/08/2020 às 15h10

Como o segundo país mais afetado pela pandemia da covid-19, o Brasil virou polo de testagem das vacinas contra a doença. Mas, mesmo com uma população de mais de 200 milhões de habitantes, se situa atrás muito dos Estados Unidos e a Europa nas compras futuras de doses. EUA e países da União Europeia já assinaram contratos com farmacêuticas para ter acesso à milhões de doses após a validação da eficácia da imunização. Para especialistas, no entanto, esse processo não deve atrapalhar ou atrasar o acesso do Brasil às vacinas. A infectologista e diretora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Lessandra Michelin, acredita que, se for possível produzir as vacinas aqui, esse cenário não deve nos afetar. “Para a vacina da influenza, sempre temos outros locais que compram muito também, por exemplo. Acho que o fundamental é saber quais serão as vacinas possíveis e a quantidade de produção”, ressalta. Lessandra explica também que os institutos responsáveis por esses testes já estão organizados para produção assim que que as vacinas forem aprovadas. Já para a infectologista Mirian Dal Ben, do Hospital Sírio-Libanês e conselheira do Society for Healthcare Epidemiology of America (SHEA), a expertise do Brasil em campanhas de vacinação é uma das principais vantagens para a produção nacional. “Nós já temos uma rede muito estruturada no SUS [Sistema Único de Saúde] para a vacinação e a gente também detém tecnologia para a produção de vacina. Hoje, não dependemos da importação de uma série de vacinas consideradas essenciais. Temos capacidade de produzir aqui”, diz. Atualmente, o País está testando as seguintes vacinas: a britânica, desenvolvida pela Universidade de Oxford; a chinesa CoronaVac, da Sinovac Biotech; a americana do laboratório Johnson & Johnson; e as germano-americanas BNT162b1 e BNT162b2, testadas por um mesmo estudo das empresas BioNTech e Pfizer. No mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 168 potenciais vacinas estão sendo desenvolvidas, mas nenhuma está em fase de comercialização ainda. “As vacinas de Oxford e da China são acordos para transferência de tecnologia. Se for provada a eficácia, nós vamos poder produzir aqui. Acredito que se pelo menos essas duas vacinas forem liberadas, nós não teremos dificuldade de acessar a imunização”, acrescenta Mirian. Vacina para todos? Lessandra também destaca que essa produção inicial não será para toda a população. Pessoas que já foram infectadas pela doença, por exemplo, não serão imunizadas, exceto se for comprovado que a imunidade da covid-19 é transitória. “Nesse momento, a prioridade são pessoas que não tiveram a doença. Acredito que talvez aconteça como na vacina da influenza, o grupo de pessoas com maior risco de mortalidade seja priorizado, mas sempre depende do tipo de vacina. Vacinas vivas, por exemplo, não podem ser aplicadas em todas as pessoas”, finaliza. +Viviane Araújo posa de biquíni e exibe barriga trincada: “Gominhos aparecendo” +Em entrevista ao ‘Pânico’, João Doria deixa escapar que Emílio Surita está com a Covid-19 +As 10 picapes diesel mais econômicas do Brasil

MSN BRASIL
Data Veiculação: 25/08/2020 às 00h00

Como o segundo maior concentração da pandemia da covid-19, o Brasil virou polo de testagem das vacinas contra a doença. Apesar disso, os Estados Unidos e a Europa já assinaram contratos com farmacêuticas para ter acesso à milhares de doses após a validação da eficácia da imunização. Para especialistas, no entanto, esse processo não deve atrapalhar ou atrasar o acesso do Brasil às vacinas. A infectologista e diretora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Lessandra Michelin, acredita que, se for possível produzir as vacinas aqui, esse cenário não deve nos afetar. + Covid: Moderna negocia contrato para fornecer 80 milhões de doses de vacina à UE + Um dos epicentros da pandemia, Brasil atrai 21 testes estrangeiros de remédios “Para a vacina da influenza, sempre temos outros locais que compram muito também, por exemplo. Acho que o fundamental é saber quais serão as vacinas possíveis e a quantidade de produção”, ressalta. Lessandra explica também que os institutos responsáveis por esses testes já estão organizados para produção assim que que as vacinas forem aprovadas. Já para a infectologista Mirian Dal Ben, do Hospital Sírio-Libanês e conselheira do Society for Healthcare Epidemiology of America (SHEA), a expertise do Brasil em campanhas de vacinação é uma das principais vantagens para a produção nacional. “Nós já temos uma rede muito estruturada no SUS [Sistema Único de Saúde] para a vacinação e a gente também detém tecnologia para a produção de vacina. Hoje, não dependemos da importação de uma série de vacinas consideradas essenciais. Temos capacidade de produzir aqui”, diz. Atualmente, o País está testando as seguintes vacinas: a britânica, desenvolvida pela Universidade de Oxford; a chinesa CoronaVac, da Sinovac Biotech; a americana do laboratório Johnson & Johnson; e as germano-americanas BNT162b1 e BNT162b2, testadas por um mesmo estudo das empresas BioNTech e Pfizer. No mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 168 potenciais vacinas estão sendo desenvolvidas, mas nenhuma está em fase de comercialização ainda. “As vacinas de Oxford e da China são acordos para transferência de tecnologia. Se for provada a eficácia, nós vamos poder produzir aqui. Acredito que se pelo menos essas duas vacinas forem liberadas, nós não teremos dificuldade de acessar a imunização”, acrescenta Mirian. Vacina para todos? Lessandra também destaca que essa produção inicial não será para toda a população. Pessoas que já foram infectadas pela doença, por exemplo, não serão imunizadas, exceto se for comprovado que a imunidade da covid-19 é transitória. “Nesse momento, a prioridade são pessoas que não tiveram a doença. Acredito que talvez aconteça como na vacina da influenza, o grupo de pessoas com maior risco de mortalidade seja priorizado, mas sempre depende do tipo de vacina. Vacinas vivas, por exemplo, não podem ser aplicadas em todas as pessoas”, finaliza.

CORREIO WEB/CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA
Data Veiculação: 25/08/2020 às 14h22

A transfusão de plasma sanguíneo de recuperados da covid19 em doentes na fase aguda da infecção é foco de ao menos 26 estudos clínicos no Brasil, a maioria não concluída ou com resultados ainda inconclusivos. O tratamento ganhou destaque no domingo, após a FDA, agência americana de medicamentos, autorizar o uso emergencial da terapia em meio à pressão do presidente Donald Trump, que defende a eficácia do método mesmo sem evidências científicas robustas. Para cientistas brasileiros envolvidos em pesquisas sobre o tema, resultados dos primeiros estudos no Brasil e no mundo mostram que a terapia é segura e promissora. Por limitações na metodologia das pesquisas ou número pequeno de participantes, nenhuma delas permite afirmar que o tratamento, de fato, reduz significativamente o risco de morte por covid. As primeiras instituições brasileiras a investigarem o uso de plasma convalescente contra covid foram os Hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês. Na primeira fase da pesquisa, feita conjuntamente pelas duas instituições e já finalizada, 60 pacientes receberam o composto sanguíneo. Em uma segunda fase, ainda em andamento, outros 60 doentes farão uso da terapia, mas todos deverão cumprir o requisito de não estarem entubados para que a terapia seja avaliada antes de um agravamento maior do quadro. "Os resultados são claros quanto à segurança. É uma terapia segura. E há uma indicação de efetividade, principalmente se o plasma é dado nos primeiros dias da infecção. Mas não tivemos grupo controle. Esses resultados podem não se confirmar em estudo randomizado e controlado", diz Luiz Vicente Rizzo, diretor-superintendente de pesquisa do Einstein. Ele refere-se a estudos em que são incluídos, além dos pacientes que fazem uso da medicação em teste, doentes que recebem placebo - o chamado grupo controle. Só assim é possível comparar diretamente os resultados de quem tomou e de quem não recebeu a terapia e, assim, minimizar o risco de os resultados encontrados terem ocorrido por acaso. É importante ainda que os participantes de cada grupo sejam escolhidos aleatoriamente (de forma randomizada). O principal estudo feito nos Estados Unidos até agora e citado por Trump no domingo para justificar a autorização do uso emergencial também não teve grupo controle. No Brasil, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) iniciou em junho um estudo randomizado e controlado com o uso de plasma convalescente. "Serão 120 pacientes divididos em três grupos: um recebe placebo, outro recebe plasma em maior volume e outro, em menor volume. Já foram incluídos 73 pacientes. As primeiras análises dos 30 primeiros confirmam que é uma intervenção segura, mas a amostra é muito pequena para confirmar o benefício. Temos de esperar", explica Esper Kallás, coordenador do estudo e professor da FMUSP. A pesquisa, diz ele, deve terminar a inclusão de pacientes nas próximas semanas. Ela é financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Nesta segunda-feira, 24, a OMS ressaltou que os estudos clínicos finalizados até agora têm resultados "inconclusivos" e afirmou que irá esperar o término de ensaios clínicos randomizados e controlados para fazer qualquer recomendação a respeito. Limitações O uso de plasma convalescente já é usado há mais de cem anos contra outras doenças infecciosas. Ele foi investigado em epidemias mais recentes, como as de SARS, MERS e Ebola e, embora dados preliminares tenham demonstrado benefícios clínicos, estudos mais aprofundados não tiveram continuidade quando tais surtos arrefeceram. A terapia, apesar de antiga, é cara e complexa do ponto de vista das análises que precisam ser feitas na amostra antes da transfusão. "Além dos testes já padronizados para doação de sangue, como o de HIV e tipagem sanguínea, é preciso fazer pesquisa de anticorpos específicos para o coronavírus e verificar a quantidade. Não são todas as pessoas que produzem anticorpos em níveis suficientes para que possamos utilizar em outro doente", explica Bruno Deltreggia Benites, hematologista e hemoterapeuta do Hemocentro da Unicamp, uma das instituições que participa da pesquisa da USP. Os especialistas explicam que é recomendável ainda submeter o plasma coletado a um teste para um anticorpo específico (o anti-HLA), mais presente em mulheres que já tiveram filhos. Esse anticorpo pode provocar uma reação rara no receptor, que leva a uma lesão no pulmão - por isso a pesquisa do anticorpo é necessária. De acordo com Rizzo, o custo do procedimento é outro desafio. "A cada 30 pacientes transfundidos com plasma, gastamos R$ 1,7 milhão. Tem o custo da bolsa, dos testes feitos na amostra para várias doenças, de trazer o doador", ressalta o diretor do Einstein. Para Benites, a autorização para uso do plasma mesmo sem evidências mais fortes, como ocorreu nos EUA, pode prejudicar até o andamento dos estudos clínicos. "A gente precisa de grupo controle. Nos Estados Unidos, já há a dificuldade de incluir pessoas nos estudos porque ninguém quer correr o risco de cair nesse grupo. Mas temos de lembrar que é um tratamento experimental", diz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

YAHOO! FINANÇAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 25/08/2020 às 14h14

Uma parceria entre a 99 e o hospital Sírio-Libanês gerou um mapa de risco que deve ajudar a evitar o contágio pelo coronavírus durante corridas da plataforma. As indicações trazem pontos de risco no interior e também fora dos veículos e vêm acompanhadas de um conjunto de boas práticas focado no mercado de transporte por aplicativos, de olho na retomada das atividades e no retorno das pessoas ao trabalho presencial e rotinas anteriores à pandemia. As superfícies do carro são divididas em três graduações. Foi considerada de baixo risco, por exemplo, a lataria externa da parte dianteira, local onde há pouco ou nenhum contato de passageiros e, também, poucos toques por parte do motorista. Aqui, a indicação é de uso de máscaras e de higienização das mãos após uso. Na categoria de risco médio estão as superfícies internas da parte traseira do veículo, atrás dos bancos, e o porta-malas, também por serem locais comumente tocados apenas pelos motoristas, mas nos quais passageiros também circulam ou depositam itens. Assim, o perigo de contágio é maior pois depende da utilização de métodos de higiene pelo usuário, com a indicação, além do uso de máscaras e do álcool em gel para as mãos, sendo uma higienização constante dos veículos. Em risco mais alto e com alto índice de transmissão direta está a parte superior dos veículos, bem como itens internos manipulados com frequência e o escudo protetor que divide a parte da frente do banco de trás. São superfícies de alto risco, por exemplo, o conector de cintos de segurança, controles de vidros e maçanetas das portas, assim como o volante, o câmbio, controles do rádio e saídas de ar. O guia da 99 também faz uma série de indicações para os motoristas, que são instruídos a limitarem o número de passageiros no interior dos veículos e a transitarem sempre com as janelas abertas. O uso de equipamentos de proteção individual é essencial, assim como do álcool em gel, junto com outras medidas que envolvem a não utilização do banco frontal do passageiro. Os especialistas indicam, ainda, que as conversas sejam mantidas a um mínimo durante a corrida, para evitar a dispersão de gotículas, e que as máscaras sejam usadas o tempo todo, por todas as pessoas no interior do veículo. Aos passageiros, o Sírio-Libanês mantém a indicação de isolamento social, afirmando que o ideal é sair de casa somente quando estritamente necessário. Após a corrida, a dica é que os motoristas higienizem as superfícies de maior contato pelos passageiros, começando pelas de menor risco (banco e cinto) até as de maior, como maçanetas e controles da janela, de forma a não espalhar o vírus pelo carro. O mesmo também vale para os locais onde apenas o próprio condutor toca. Aos passageiros, o ideal é retirar joias e adereços e usar o álcool em gel para limpar as mãos, sem esquecer da parte inferior das unhas. De acordo com a 99, o estudo que levou às indicações e ao mapa de contágio envolveu 180 horas de análises e contará, agora, com materiais informativos que serão distribuídos aos parceiros e usuários da plataforma. As conclusões também servirão ao processo de reabertura das Casas99, centros de atendimento presencial aos parceiros que estão espalhados nas principais cidades e capitais nas quais o aplicativo atua. Além do estudo, a empresa disse ter investido R$ 32 milhões em iniciativas de prevenção e combate aos efeitos da pandemia, um pacote que envolve um fundo de R$ 20 milhões para apoio a motoristas que tenham sido diagnosticados com a doença. A distribuição de escudos protetores para os carros, álcool em gel e equipamentos de proteção também faz parte da iniciativa, assim como a higienização de veículos e tecnologias de reconhecimento facial para analisar de parceiros e passageiros estão usando máscaras durante todo o trajeto. Fonte: Canaltech

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 25/08/2020 às 13h19

A transfusão de plasma sanguíneo de recuperados da covid-19 em doentes na fase aguda da infecção é foco de ao menos 26 estudos clínicos no Brasil, a maioria não concluída ou com resultados ainda inconclusivos. O tratamento ganhou destaque no domingo, após a FDA, agência americana de medicamentos, autorizar o uso emergencial da terapia em meio à pressão do presidente Donald Trump, que defende a eficácia do método mesmo sem evidências científicas robustas. Para cientistas brasileiros envolvidos em pesquisas sobre o tema, resultados dos primeiros estudos no Brasil e no mundo mostram que a terapia é segura e promissora — mas, por limitações na metodologia das pesquisas ou número pequeno de participantes, nenhuma delas permite afirmar que o tratamento, de fato, reduz significativamente o risco de morte por covid. Einstein e Sírio As primeiras instituições brasileiras a investigarem o uso de plasma convalescente contra covid foram os Hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês. Na primeira fase da pesquisa, feita conjuntamente pelas duas instituições e já finalizada, 60 pacientes receberam o composto sanguíneo. Em uma segunda fase, ainda em andamento, outros 60 doentes farão uso da terapia, mas todos deverão cumprir o requisito de não estarem entubados para que a terapia seja avaliada antes de um agravamento maior do quadro. "Os resultados são claros quanto à segurança. É uma terapia segura. E há uma indicação de efetividade, principalmente se o plasma é dado nos primeiros dias da infecção. Mas não tivemos grupo controle. Esses resultados podem não se confirmar em estudo randomizado e controlado", diz Luiz Vicente Rizzo, diretor-superintendente de pesquisa do Einstein. Ele refere-se a estudos em que são incluídos, além dos pacientes que fazem uso da medicação em teste, doentes que recebem placebo - o chamado grupo controle. Só assim é possível comparar diretamente os resultados de quem tomou e de quem não recebeu a terapia e, assim, minimizar o risco de os resultados encontrados terem ocorrido por acaso. É importante ainda que os participantes de cada grupo sejam escolhidos aleatoriamente (de forma randomizada). O principal estudo feito nos Estados Unidos até agora e citado por Trump no domingo para justificar a autorização do uso emergencial também não teve grupo controle. Mais estudos No Brasil, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) iniciou em junho um estudo randomizado e controlado com o uso de plasma convalescente. "Serão 120 pacientes divididos em três grupos: um recebe placebo, outro recebe plasma em maior volume e outro, em menor volume. Já foram incluídos 73 pacientes. As primeiras análises dos 30 primeiros confirmam que é uma intervenção segura, mas a amostra é muito pequena para confirmar o benefício. Temos de esperar", explica Esper Kallás, coordenador do estudo e professor da FMUSP. A pesquisa, diz ele, deve terminar a inclusão de pacientes nas próximas semanas. Ela é financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Nesta segunda-feira, 24, a OMS ressaltou que os estudos clínicos finalizados até agora têm resultados "inconclusivos" e afirmou que irá esperar o término de ensaios clínicos randomizados e controlados para fazer qualquer recomendação a respeito. Limitações O uso de plasma convalescente já acontece há mais de cem anos contra outras doenças infecciosas. Ele foi investigado em epidemias mais recentes, como as de SARS, MERS e Ebola e, embora dados preliminares tenham demonstrado benefícios clínicos, estudos mais aprofundados não tiveram continuidade quando tais surtos arrefeceram. A terapia, apesar de antiga, é cara e complexa do ponto de vista das análises que precisam ser feitas na amostra antes da transfusão. "Além dos testes já padronizados para doação de sangue, como o de HIV e tipagem sanguínea, é preciso fazer pesquisa de anticorpos específicos para o coronavírus e verificar a quantidade. Não são todas as pessoas que produzem anticorpos em níveis suficientes para que possamos utilizar em outro doente", explica Bruno Deltreggia Benites, hematologista e hemoterapeuta do Hemocentro da Unicamp, uma das instituições que participa da pesquisa da USP. Os especialistas explicam que é recomendável ainda submeter o plasma coletado a um teste para um anticorpo específico (o anti-HLA), mais presente em mulheres que já tiveram filhos. Esse anticorpo pode provocar uma reação rara no receptor, que leva a uma lesão no pulmão - por isso a pesquisa do anticorpo é necessária. De acordo com Rizzo, o custo do procedimento é outro desafio. "A cada 30 pacientes transfundidos com plasma, gastamos R$ 1,7 milhão. Tem o custo da bolsa, dos testes feitos na amostra para várias doenças, de trazer o doador", ressalta o diretor do Einstein. Para Benites, a autorização para uso do plasma mesmo sem evidências mais fortes, como ocorreu nos EUA, pode prejudicar até o andamento dos estudos clínicos. "A gente precisa de grupo controle. Nos Estados Unidos, já há a dificuldade de incluir pessoas nos estudos porque ninguém quer correr o risco de cair nesse grupo. Mas temos de lembrar que é um tratamento experimental", diz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

ÉPOCA ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 25/08/2020 às 13h00

O presidente do PSDB, Bruno Araújo, deu entrada no hospital Sírio Libanês, após testar positivo para Covid-19. Segundo a assessoria do partido, Bruno foi preventivamente. Bruno sentiu febre e fraqueza, mas teve os sintomas controlados e deve ficar internado por precaução.

TERRA/SÃO PAULO
Data Veiculação: 25/08/2020 às 12h11

A transfusão de plasma sanguíneo de recuperados da covid-19 em doentes na fase aguda da infecção é foco de ao menos 26 estudos clínicos no Brasil, a maioria não concluída ou com resultados ainda inconclusivos. O tratamento ganhou destaque no domingo, após a FDA, agência americana de medicamentos, autorizar o uso emergencial da terapia em meio à pressão do presidente Donald Trump, que defende a eficácia do método mesmo sem evidências científicas robustas. Para cientistas brasileiros envolvidos em pesquisas sobre o tema, resultados dos primeiros estudos no País e no mundo mostram que a terapia é segura e promissora. Por limitações na metodologia das pesquisas ou número pequeno de participantes, nenhuma delas permite afirmar que o tratamento, de fato, reduz significativamente o risco de morte pelo novo coronavírus. As primeiras instituições brasileiras a investigarem o uso de plasma convalescente contra covid-19 foram os hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês. Na primeira fase da pesquisa, feita conjuntamente pelas duas instituições e já finalizada, 60 pacientes receberam o composto sanguíneo. Em uma segunda fase, ainda em andamento, outros 60 doentes farão uso da terapia, mas todos deverão cumprir o requisito de não estarem entubados para que a terapia seja avaliada antes de um agravamento maior do quadro. "Os resultados são claros quanto à segurança. É uma terapia segura. E há uma indicação de efetividade, principalmente se o plasma é dado nos primeiros dias da infecção. Mas não tivemos grupo controle. Esses resultados podem não se confirmar em estudo randomizado e controlado", diz Luiz Vicente Rizzo, diretor-superintendente de pesquisa do Einstein. Ele refere-se a estudos em que são incluídos, além dos pacientes que fazem uso da medicação em teste, doentes que recebem placebo - o chamado grupo controle. Só assim é possível comparar diretamente os resultados de quem tomou e de quem não recebeu a terapia e, então, minimizar o risco de os resultados encontrados terem ocorrido por acaso. É importante ainda que os participantes de cada grupo sejam escolhidos aleatoriamente (de forma randomizada). O principal estudo feito nos Estados Unidos até agora e citado por Trump no domingo para justificar a autorização do uso emergencial também não teve grupo controle. No Brasil, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) iniciou em junho um estudo randomizado e controlado com o uso de plasma convalescente. "Serão 120 pacientes divididos em três grupos: um recebe placebo, outro recebe plasma em maior volume e outro, em menor volume. Já foram incluídos 73 pacientes. As primeiras análises dos 30 primeiros confirmam que é uma intervenção segura, mas a amostra é muito pequena para confirmar o benefício. Temos de esperar", explica Esper Kallás, coordenador do estudo e professor da FMUSP. A pesquisa, diz ele, deve terminar a inclusão de pacientes nas próximas semanas. Ela é financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Na segunda-feira, 24, a OMS ressaltou que os estudos clínicos finalizados até agora têm resultados "inconclusivos" e afirmou que irá esperar o término de ensaios clínicos randomizados e controlados para fazer qualquer recomendação a respeito. Limitações O uso de plasma convalescente já é usado há mais de cem anos contra outras doenças infecciosas. Ele foi investigado em epidemias mais recentes, como as de SARS, MERS e Ebola e, embora dados preliminares tenham demonstrado benefícios clínicos, estudos mais aprofundados não tiveram continuidade quando tais surtos arrefeceram. A terapia, apesar de antiga, é cara e complexa do ponto de vista das análises que precisam ser feitas na amostra antes da transfusão. "Além dos testes já padronizados para doação de sangue, como o de HIV e tipagem sanguínea, é preciso fazer pesquisa de anticorpos específicos para o coronavírus e verificar a quantidade. Não são todas as pessoas que produzem anticorpos em níveis suficientes para que possamos utilizar em outro doente", explica Bruno Deltreggia Benites, hematologista e hemoterapeuta do Hemocentro da Unicamp, uma das instituições que participa da pesquisa da USP. Os especialistas explicam que é recomendável ainda submeter o plasma coletado a um teste para um anticorpo específico (o anti-HLA), mais presente em mulheres que já tiveram filhos. Esse anticorpo pode provocar uma reação rara no receptor, que leva a uma lesão no pulmão - por isso a pesquisa do anticorpo é necessária. De acordo com Rizzo, o custo do procedimento é outro desafio. "A cada 30 pacientes transfundidos com plasma, gastamos R$ 1,7 milhão. Tem o custo da bolsa, dos testes feitos na amostra para várias doenças, de trazer o doador", ressalta o diretor do Einstein. Para Benites, a autorização para uso do plasma mesmo sem evidências mais fortes, como ocorreu nos EUA, pode prejudicar até o andamento dos estudos clínicos. "A gente precisa de grupo controle. Nos Estados Unidos, já há a dificuldade de incluir pessoas nos estudos porque ninguém quer correr o risco de cair nesse grupo. Mas temos de lembrar que é um tratamento experimental", diz.

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 25/08/2020 às 05h00

A transfusão de plasma sanguíneo de recuperados da covid19 em doentes na fase aguda da infecção é foco de ao menos 26 estudos clínicos no Brasil, a maioria não concluída ou com resultados ainda inconclusivos. O tratamento ganhou destaque no domingo, após a FDA, agência americana de medicamentos, autorizar o uso emergencial da terapia em meio à pressão do presidente Donald Trump, que defende a eficácia do método mesmo sem evidências científicas robustas. Para cientistas brasileiros envolvidos em pesquisas sobre o tema, resultados dos primeiros estudos no Brasil e no mundo mostram que a terapia é segura e promissora. Por limitações na metodologia das pesquisas ou número pequeno de participantes, nenhuma delas permite afirmar que o tratamento, de fato, reduz significativamente o risco de morte por covid. As primeiras instituições brasileiras a investigarem o uso de plasma convalescente contra covid19 foram os Hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês. Na primeira fase da pesquisa, feita conjuntamente pelas duas instituições e já finalizada, 60 pacientes receberam o composto sanguíneo. Em uma segunda fase, ainda em andamento, outros 60 doentes farão uso da terapia, mas todos deverão cumprir o requisito de não estarem entubados para que a terapia seja avaliada antes de um agravamento maior do quadro. “Os resultados são claros quanto à segurança. É uma terapia segura. E há uma indicação de efetividade, principalmente se o plasma é dado nos primeiros dias da infecção. Mas não tivemos grupo controle. Esses resultados podem não se confirmar em estudo randomizado e controlado”, diz Luiz Vicente Rizzo, diretor-superintendente de pesquisa do Einstein. Ele refere-se a estudos em que são incluídos, além dos pacientes que fazem uso da medicação em teste, doentes que recebem placebo - o chamado grupo controle. Só assim é possível comparar diretamente os resultados de quem tomou e de quem não recebeu a terapia e, assim, minimizar o risco de os resultados encontrados terem ocorrido por acaso. É importante ainda que os participantes de cada grupo sejam escolhidos aleatoriamente (de forma randomizada). O principal estudo feito nos Estados Unidos até agora e citado por Trump no domingo para justificar a autorização do uso emergencial também não teve grupo controle. No Brasil, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) iniciou em junho um estudo randomizado e controlado com o uso de plasma convalescente. “Serão 120 pacientes divididos em três grupos: um recebe placebo, outro recebe plasma em maior volume e outro, em menor volume. Já foram incluídos 73 pacientes. As primeiras análises dos 30 primeiros confirmam que é uma intervenção segura, mas a amostra é muito pequena para confirmar o benefício. Temos de esperar”, explica Esper Kallás, coordenador do estudo e professor da FMUSP. A pesquisa, diz ele, deve terminar a inclusão de pacientes nas próximas semanas. Ela é financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Na segunda-feira, 24, a OMS ressaltou que os estudos clínicos finalizados até agora têm resultados “inconclusivos” e afirmou que irá esperar o término de ensaios clínicos randomizados e controlados para fazer qualquer recomendação a respeito. Limitações. O uso de plasma convalescente já é usado há mais de cem anos contra outras doenças infecciosas. Ele foi investigado em epidemias mais recentes, como as de SARS, MERS e Ebola e, embora dados preliminares tenham demonstrado benefícios clínicos, estudos mais aprofundados não tiveram continuidade quando tais surtos arrefeceram. A terapia, apesar de antiga, é cara e complexa do ponto de vista das análises que precisam ser feitas na amostra antes da transfusão. “Além dos testes já padronizados para doação de sangue, como o de HIV e tipagem sanguínea, é preciso fazer pesquisa de anticorpos específicos para o coronavírus e verificar a quantidade. Não são todas as pessoas que produzem anticorpos em níveis suficientes para que possamos utilizar em outro doente”, explica Bruno Deltreggia Benites, hematologista e hemoterapeuta do Hemocentro da Unicamp, uma das instituições que participa da pesquisa da USP. Os especialistas explicam que é recomendável ainda submeter o plasma coletado a um teste para um anticorpo específico (o anti-HLA), mais presente em mulheres que já tiveram filhos. Esse anticorpo pode provocar uma reação rara no receptor, que leva a uma lesão no pulmão - por isso a pesquisa do anticorpo é necessária. De acordo com Rizzo, o custo do procedimento é outro desafio. “A cada 30 pacientes transfundidos com plasma, gastamos R$ 1,7 milhão. Tem o custo da bolsa, dos testes feitos na amostra para várias doenças, de trazer o doador”, ressalta o diretor do Einstein. Para Benites, a autorização para uso do plasma mesmo sem evidências mais fortes, como ocorreu nos EUA, pode prejudicar até o andamento dos estudos clínicos. “A gente precisa de grupo controle. Nos Estados Unidos, já há a dificuldade de incluir pessoas nos estudos porque ninguém quer correr o risco de cair nesse grupo. Mas temos de lembrar que é um tratamento experimental”.