Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

PORTAL HOSPITAIS BRASIL
Data Veiculação: 25/05/2021 às 00h00

A proporção entre o número de mortes e o número total de internações por Covid-19 é diferente entre os hospitais públicos e privados no Brasil, de acordo com estudo realizado pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) em conjunto com a Federação Mundial de Cuidados Críticos e Intensivos (WFICC), em março de 2021. O levantamento demonstrou que a taxa de mortalidade é de 52,9% na rede pública de saúde, enquanto na rede privada, a taxa de óbitos após internação por Coronavírus é de 29,7%, quase 44% menor que no SUS. Um dos fatores decisivos para o tratamento do Coronavírus é a disposição de leitos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e enfermaria nos hospitais brasileiros. Segundo a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e Ministério da Saúde, os munícipios devem dispor de um a três leitos a cada 10 mil habitantes, porém a realidade, infelizmente, é outra no comparativo feito entre a rede pública e privada. Em janeiro de 2021, a distribuição de leitos de UTI foi de 1,0 leitos por 10 mil habitantes no Sistema Único de Saúde, o SUS, e, no mesmo período, a proporção de distribuição foi de 3,5 leitos para 10 mil habitantes nos hospitais particulares, conforme aponta o estudo da AMIB com relação a evolução dos leitos de UTI no Brasil. Com a taxa geral de 2,6 leitos por 10 mil habitantes, o Brasil demonstra um índice satisfatório, porém a percepção dos profissionais de saúde que atuam na linha de frente no combate ao Coronavírus foi oposta. Entre os 1345 profissionais que responderam ao questionário da Associação, 78% afirmaram que os leitos nas Unidades de Terapia Intensiva eram escassos nesta segunda fase da doença. “A administração dos leitos de UTI é primordial para a contenção da crise sanitária e preservação de vidas”, afirmou o médico Infectologista do Hospital Novo Atibaia, Dr. Murilo Etchebehere. O hospital, que teve uma das menores taxas de letalidade equiparada às taxas dos grandes hospitais da capital paulistana como o Hospital Israelita Albert Einsten e o Hospital Sírio Libanês, implementou no início da pandemia o Comitê de Enfrentamento ao Covid-19, visando o monitoramento do avanço de novos casos do Coronavírus no hospital e na região bragantina. “Esse Comitê discute as melhores ações para administrar tantos os leitos quanto insumos, fluxos ambulatoriais e todo o funcionamento do Hospital Novo Atibaia durante o período pandêmico. Nele, chegamos à conclusão, logo no começo da primeira fase, de que as vagas eram insuficientes e, por isso, aumentamos os números totais de leitos para suprir a demanda maior”, explicou o Dr. Murilo Etchebehere. Além disso, o suporte intensivo aos pacientes que necessitam de internação é primordial. “No Hospital Novo Atibaia temos uma equipe multiprofissional para dar a atenção que o paciente em leito de UTI precisa. A assistência é essencial, como o paciente é tratado define a melhora ou piora do seu quadro clínico”, comentou o Infectologista. Em 2020, o Hospital Novo Atibaia implementou uma ação de visitas virtuais programadas semanalmente, já que as visitas presenciais foram suspensas como medida de prevenção à Covid-19. Com o uso de tablets e a ajuda de profissionais do hospital, os pacientes internados no HNA puderam receber conforto e alívio de conversar com familiares e amigos por meio de videochamadas. O médico do HNA reforça que o amparo correto colabora ativamente na boa evolução e melhora do doente, assim como o efeito terapêutico das visitas virtuais. “O hospital possui o diferencial de ter uma equipe competente e preparada para tratar, através do cuidado e carinho, cada paciente com a excelência do HNA baseada em evidência”, finalizou o Dr. Etchebehere.

REPÓRTER BRASIL NOITE/TV BRASIL/BRASÍLIA
Data Veiculação: 25/05/2021 às 19h03

Mais da metade dos hospitais municipais da cidade de São Paulo tem pelo menos, 90 por cento de ocupação dos leitos de UTI ao vivo de São Paulo, o repórter Fábio Moon de em falar dessa alta nas internações. 8º, boa noite para você. Olá Renata, Paulo, boa noite a todos dos 3 hospitais 6 estão com 100 por cento de ocupação dos leitos de UTI, ou seja, uma situação de colapso em toda a rede municipal. A média é de 82 por cento, um dos grandes hospitais privados, o sírio-libanês está com 93 por cento é neste cenário que a capital tenta se proteger com barreiras sanitárias para evitar a chegada da nova cepa identificada na índia na rodoviária do Tietê, o maior da América Latina teve início a triagem dos passageiros serão monitorados os que vêm do Maranhão, onde um navio estrangeiro foram identificados casos hoje, pesquisadores da Unesp identificar uma nova variante até 4 na cidade de Porto Ferreira Descalvado é a mesma que também foi detectada em Mococa e não se sabe se é mais perigosa que as que circulam no estado também começou a triagem, caminhoneiros em postos de pesagem para o aeroporto de Congonhas, a prefeitura ainda aguarda protocolos da Anvisa, em Campinas, a 100 quilômetros da capital, a prefeitura está com barreira no aeroporto de Viracopos. Segundo o Observatório da PUC da cidade, a região se aproxima dos 100 por cento de ocupação dos hotéis e pacientes aguardam em fila de espera enquanto Campinas e São Paulo monitoram essa nova variante. Alves aprovou a testagem humanos do soro contra a convias desenvolvido pelo Instituto Butantan para tratamento dos pacientes, vamos ver na reportagem de Lula na cara. Osório desenvolvido pelo Instituto Butantan é feita a partir do plasma de cavalos e pode amenizar os sintomas da Covid19 e 10 em pessoas hospitalizadas. Os testes devem começar na próxima semana em pacientes transplantados e com comunidades será a 1ª vez que o material será testado em humanos. O instituto também vai retomar a produção da Corona Vasco com a chegada de 3 mil litros de ingredientes, farmacêutico, ativo, Oi e falar o material será suficiente para a fabricação de 5 milhões de doses da cor, o Nasdaq ganhou 3 frentes a Fiocruz já começou a produção de 12 milhões de doses aceleração de 0 a matéria-prima recebida no final de semana. Com isso, as entregas do produto estão garantidas até o começo de julho, até agora mais de 41 milhões de doses da AstraZeneca. 47 milhões de doses da Corona Vasco e 2.200 mil unidades do e mês antes da schaitzer foram enviadas pelo Ministério da Saúde aos estados e ao Distrito Federal e ainda sobre vacinas. A Anvisa recebeu nova solicitação de autorização para importar 20 milhões de doses da vacina com vai assim fabricada na índia, o pedido está em análise.

RÁDIO CBN FM 90,5/SÃO PAULO | CBN BRASIL
Data Veiculação: 25/05/2021 às 13h04

Mas passamos agora informações com o vinicius passarelli aqui em são paulo o número de internações de pacientes em utis para tratamento de Covid19 volta a preocupar em são paulo vinícius oi thássia boa tarde a você boa tarde aos ouvintes pois é sete hospitais municipais aqui da capital paulista já estão com os leitos cem por cento ocupados outras seis unidades estão com noventa por cento ou mais de ocupação de acordo com dados da secretaria municipal de saúde os quatro hospitais contratados pela prefeitura o santa isabel hospital da cruz vermelha os à santa casa de santo amaro e também o santa marcelina estão com as utis completamente lotadas com pacientes com Covid19 no estado de são paulo a taxa de ocupação dos leitos de uti voltou a ultrapassar a marca dos oitenta por cento a última vez que o estado esteve com esse patamar de ocupação dos leitos foi no dia vinte e sete de abril segundo o secretário estadual de saúde de angola em está em tem se notado uma mudança no perfil dos internados nas últimas semanas segundo ele apesar da alta taxa de ocupação das utis boa parte dos novos pacientes que chegam aos hospitais são de casos menos graves eu sou um hotel nós temos visto pacientes menos graves mas nós temos também pacientes que necessitaram de unidades de alta complexidade isso como é o que tem sido visto limite que nós tínhamos de internação e ele já era elevado portanto qualquer incremento próximo ele estava próximo a setenta e oito setenta e nove por cento acabou portanto subindo e para um percentual de cerca de oitenta por cento de acordo com o secretário o aumento de internações e enfermarias e portanto de casos mais leves principalmente de idosos e pessoas com comorbidade já pode estar relacionado com o avanço da vacinação dentro destes grupos a alta a também atinge os hospitais privados no hospital albert einstein nos leitos já estão completamente lotados a ocupação de cento e três por cento segundo o hospital ou seja quem chega para ser internado hoje precisa aguardar que aguardar que outro paciente receba alta no sírio libanês a ocupação está em noventa e dois por cento de acordo com o presidente do albert einstein doutor sidney kleiner na semana passada para cá o número saltou de cento e catorze para cento e sessenta e oito internados um aumento de quarenta e sete por cento sendo quase metade em leitos de alta complexidade o hospital deve abrir mais sessenta leitos para convide nesta semana li a partir desta semana passada começou a ter de novo um incremento nas parcelas de cento e catorze para cento e vinte e oito depois por cento e trinta e seis cento e quarenta e dois e antes de ontem cento e cinquenta e sete ontem um meia dois de hoje um meia oito quebrando a que temos hoje tem sessenta e oito pacientes internados com diagnóstico de covid19 pacientes internados nos últimos dias e que já estavam com a imunização completa pela vacinação apresentaram quadros leves no último boletim divulgado pela secretaria estadual de saúde a taxa de ocupação dos leitos de uti está em oitenta vírgula dois por cento no estado setenta e sete vírgula um na grande são paulo na capital paulista essa taxa de oitenta e dois por cento de ocupação das utis cássia muito obrigada estou vinícius passarelli.

RÁDIO BANDEIRANTES 840 AM/SÃO PAULO | BORA BRASIL
Data Veiculação: 25/05/2021 às 13h01

A ana paula rodrigues e a produtora especial giovanna de apoiarem a claro com todos vocês muito bom tê-los aqui na nossa rádio que como o datena diz diariamente a pedra fundamental no grupo né tudo surgiu a partir daqui então tenho um privilégio muito grande de poder fazer parte dela ganhar junto é claro ao lado é claro dos nossos amigos às pessoas que falam no rádio às pessoas que falam neste microfone e aquela galera que é mais importante ainda que há de retaguarda pra galera que aperta os botões que regula tudo para fazer com que a gente tenha condição de desempenhar um trabalho legal para que a gente faça o nosso trabalho da melhor forma possível como sempre irá nos últimos tempos semana corrida dia corrido lá em brasília a cpi da Covid19 tá pegando por lá a mayra pinheiro que a capitã cloroquina está sendo ouvida pelos senadores e como não poderia ser diferente está sendo muito questionada acerca da crise lá em manaus é a crise que terminou com várias pessoas mortas asfixiadas é isso mesmo por falta de oxigênio vocês se lembram dessa crise e as pessoas precisam ser responsabilizadas na quem interferiu ou quem deixou de interferir principalmente na e ela está sendo questionada também acerca da cloroquina que ela é uma das grandes defensoras desse medicamento é medicamento que segundo alguns especialistas segundo alguns estudos infelizmente viu falo isso do fundo do coração pra vocês não têm eficácia na para ajudar no combate da doença eu conheço alguns médicos renomados inclusive aqui de são paulo que utilizam a cor da cloroquina ou que pelo menos vinham utilizando e receitando para pacientes em determinado estado lá num sei se era no início no meio ou no fim mas há médicos competentes utilizando esse medicamento e eu não me vi naquela ocasião na condição como leigo que sou de discutir com esses médicos estão eu respeito quando um médico emite uma opinião diferente de você sair falando defendendo as coisas sem ter conhecimento algum é claro tudo isso está sendo questionado lá na cpi vai acabar com alguma ou algumas consequências pelo intuito da cpi é exatamente esse é responsabilizar as pessoas que agiram de determinadas formas ou deixaram de agir para responsabilizar mesmo e fazer com que novos problemas não se repitam no futuro quem imagina a responsabilidade que é você cuidar do povo você cuidar das pessoas você tendo uma caneta na mão tendo orçamento tendo condição de agir e poder de decisão para você tem o dinheiro ali você puxa vida através de uma assinatura você pode mandar dinheiro para determinada região isto é de uma responsabilidade sem igual a rua é uma responsabilidade você cuidar do seu dinheiro agora imagine cuidar do dinheiro dos outros cuidar do dinheiro de milhões de brasileiros principalmente quando a gente tenta direcionar esse dinheiro deve direcionar o dinheiro para saúde para um momento tão emergencial como esse que estamos enfrentando agora porque às vezes a falta de uma canetada a falta de uma assinatura pode terminar em morte pode custar vidas wellington não é uma assinatura comum é uma assinatura que ela vem junto a muita responsabilidade não por isso que o brasil hoje volta os seus holofotes volta seus olhares lá para brasília nesta cpi da corrida e dezenove quem fala agora quem está indagando a capitã cloroquina é o senador humberto costa do pt de pernambuco ana paula rodrigues muito batalha você tudo bem joel boa tarde batalha que também um ouvinte da rádio bandeirantes daqui a pouquinho a gente vai conversar com a nossa reportagem em brasília para falar sobre esse depoimento de hoje na cpi do senado sendo retomada com o depoimento da capitã cloroquina como você falou agora a mayra pinheiro tem sido muito questionada sobre a atuação do ministério da saúde em manaus já falou que não havia evidências que poderia poderia haver crise troxe gênio na que aconteceu em manaus senador estão pegando muito nesse ponto agora o depoimento dela joel é muito aponta que pode ser muito decisivo em relação à descoberta de de onde veio a ordem para distribuição de medicamentos sem eficácia comprovada porque uma coisa é um a inclusive um debate muito muito grande em torno disso né e dos órgãos de saúde o que eles recomendam com o ministério da saúde o que as associações médicas nem recomendam e provam que os médicos façam que os médicos prescrevam e mesmo diante de indícios de pesquisas feitas em vários lugares do mundo inclusive no brasil que não havia eficácia na distribuição da cloroquina como prevenção a convide dezenove houve ainda distribuição desses medicamentos de onde veio essa ordem como isso aconteceu pra onde os medicamentos foram mandados e mais do que isso você falou de dinheiro esse dinheiro usado na fabricação de medicamentos pelo exército por exemplo na compra desses kits poderia ter sido usado para que para vacina para leitos de uti para equipamentos de medicamentos de entubação por exemplo de cabelos eficazes meios até então este é o grande ponto dessa dessa cpi daqui a pouquinho a gente vai pra brasília com trechos inclusive depoimentos sobre que juntando agora o que você falou com o que eu falei né você colocou é claro de forma objetiva clara que esse medicamento tem ficasse algum tanto que nem tudo é verdade tanto queriam estudo é foi na contramão disso que a gente está colocando na e eu falei que há alguns médicos que atuam inclusive aqui em são paulo é medicando seus pacientes com esse medicamento e olha o ano não vou revelar o nome mas é médico que atua nos principais hospitais sírio libanês albert einstein só pra você ter uma ideia né é só que há uma diferença muito grande nisso durante a sua fala pensei o seguinte uma coisa você tratar de forma coletiva com o dinheiro do povo você fazendo compras ali gigantes determinada bom é um método de saúde pública acho você direcionar o método de saúde pública de um país outra coisa é você atuar no seu paciente ali no dia a dia se medicando um paciente aqui e outro daqui a três dias e tal você pode arriscar talvez como médico porque isso não vai custar no bolso do povo né agora é diferente de uma ação de política de saúde pública mesmo de forma coletiva são coisas muito distintas eu na conversa que tive com um desses médicos eu indaguei o seguinte forem mais doutor comércio sua recomenda isso sem ter nenhum tipo de estudo né ou os estudos que foram feitos até hoje não comprovaram nada me falou ali é porque eu acredito nisso nisso aquilo outro e aí me deu um exemplo claro de um medicamento que ele me receitou uma vez o medicamento que eu li a bula e não tinha nada relacionado ao problema tutinha nada nada nada eu até liguei pra ele falou doutor tem alguma coisa errada foi também recomendando aqui um medicamento que na bula não tem nada de deste determinado problema que eu tenho e formal espera um pouco espera alguns dias pois a gente conversa e realmente resolveu o problema mas o cara médio tem conhecimento para isso ele sabia que alguma coisa naquela forma poderia ajudar indiretamente no problema que eu tenho mesmo não tendo o estudo não são coisas muito discutíveis na a por isso que nós temos que deixar nas mãos dessas pessoas responsáveis mesmo tem condição de fazer estudo que tem condição de confirmar as coisas têm condição de negar essas coisas todas os senadores já estão desempenhando o papel de investigador na de investigadores aí espero que consigam da de forma objetiva mesmo clara atingi o principal foco desta cpi que a responsabilizar mesmo se for fato pessoas que agiram com negligência e tem uma outra coisa que eu acho que é o que pode no fundo acontecer joel está lá né a gente tem um histórico de cpi que é tão desanimadora que a viu mas assim pode ser que a gente consiga mudar o rumo de algumas ações que a gente ter uma cpi fica tratando de um assunto que ainda está em andamento já tá rolando na investigação de algo que aconteceu anos atrás por exemplo tal quem sabe a gente não consegue tirar algo de positivo daí negam reaper apuração demais vacinas sendo compradas mais acordos sendo fechados por muito mais importa neste momento joel é isso aí boa fruta coberto de razão como sempre unia borba os destaques do nosso programa

R7.COM/SÃO PAULO
Data Veiculação: 25/05/2021 às 08h46

O número de casos de covid-19 voltou a aumentar, após o período de flexibilização ao redor do Dia das Mães. No Hospital Sírio Libanês, o aumento nesta segunda-feira (24), na comparação com o dia 17, foi de 23%, saltando de 141 casos para 174 em uma semana. A taxa de ocupação geral do hospital, que inclui casos que não são de infecção pelo vírus, passou de 75% para 89%. Gerente de Práticas Médicas do hospital, Felipe Duarte diz que há uma tendência de aumento de casos, mas o quadro ainda não está sendo tratado como a chegada de uma terceira onda. "Já passamos por variações de números de pacientes e isso pode não significar nada." Ele explica que o momento é de observação do cenário antes de tomar medidas, como converter leitos de enfermaria em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), por exemplo. "Nossas unidades estão tentando absorver bem esses pacientes. Em um eventual aumento, pela tendência dos últimos dias, vamos mobilizar planos que já fizemos no passado e acolher esses pacientes e os sem suspeita de covid. Estamos em um momento mais de observar do que de agir", diz. "O perfil de pacientes críticos continua seguindo a tendência de queda das faixas etárias, ficando em torno dos 40 e 50 anos, até porque pessoas mais velhas já foram vacinadas." Copyright © Estadão. Todos os direitos reservados.

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 25/05/2021 às 05h00

O número de casos de covid-19 voltou a aumentar após o período de flexibilização ao redor do Dia das Mães, algo que já preocupava especialistas. No Hospital Sírio-Libanês, o aumento nesta segunda-feira, 24, em relação ao último dia 17 foi de 23%, saltando de 141 casos para 174 em uma semana. A taxa de ocupação geral do hospital, que inclui casos que não são de infecção pelo vírus, passou de 75% para 89%. Gerente de Práticas Médicas do hospital, Felipe Duarte diz que há uma tendência de aumento de casos, mas o quadro ainda não está sendo tratado como a chegada da terceira onda. Covid-19 no Brasil Consórcio de Veículos de Imprensa "Hoje, a gente está com 174 pacientes internados com suspeita ou confirmação de covid-19 e é um número mais expressivo do que na semana anterior, mas ainda estamos inseguros de chamar de terceira onda, porque já passamos por variações de números de pacientes e isso pode não significar nada." Ele explica que o momento é de observação do cenário antes de tomar medidas, como converter leitos de enfermaria em UTI, por exemplo. "Nossas unidades estão tentando absorver bem esses pacientes. Em um eventual aumento, pela tendência dos últimos dias, vamos mobilizar planos que já fizemos no passado e acolher esses pacientes e os sem suspeita de covid. Estamos em um momento mais de observar do que agir, mas a observação desperta pensamentos de planejamento, olhando o cenário de aumentar o número de leitos sem prejudicar o atendimento do outro lado (sem casos da doença)." Diante dos primeiros registros da variante indiana no País, Duarte diz que, se ela se disseminar, os cuidados vão seguir a mesma linha do que foi feito com o vírus inicial e suas demais variantes, como a P.1. "Como a gente está falando de um vírus com alta transmissibilidade, a seleção das variantes está relacionada com o poder de transmissão. Enquanto a vacinação não está em massa para garantir a redução da circulação do vírus, a P.1 ensina que devemos continuar respeitando o distanciamento social, uso de máscara e higiene das mãos. Esse tipo de medida que é eficaz, embora seja dura, porque estamos somando tempo e cansaço." O temor do aumento de número de casos é real, segundo Duarte, que afirma ainda que as grandes instituições estão em alerta, mantendo reuniões de gestão de leitos e monitoramento de casos. Mas ele diz que ainda não é possível apontar um motivo específico para a alta atual. "A gente não baixou completamente a ocupação dos hospitais, diferentemente do que aconteceu no ano passado. Tem muito fator misturado. Não tem como saber se é só o relaxamento do Dia das Mães, se tem questão de variantes, se é porque a vacinação está aquém." O perfil de pacientes críticos continua seguindo a tendência de queda das faixas etárias, ficando em torno dos 40 e 50 anos, até porque pessoas mais velhas já foram vacinadas. Plano Apesar de a situação ainda não ser tratada como a terceira onda, o plano para esse quadro é discutido e sua execução vai depender da evolução de casos. "Temos um plano e planejamento para um aumento de casos. A gente sabe lidar com uma pressão ainda maior, mas não gostaria de lançar mão de planos radicais. Em março e abril deste ano, houve redução de cirurgias eletivas. Mas é muito dinâmico. Sei quais unidades podemos converter e temos de trabalhar com a variável mais semelhante possível da realidade. Por isso que a gente se reúne de domingo a domingo." A suspensão do atendimento de pacientes sem covid, como ocorreu no início da pandemia, é algo que não está nos planos. "Esse é o plano extremo de uma catástrofe muito grande. Não é algo que está sendo planejado."