Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

VEJA SÃO PAULO.COM.BR/SÃO PAULO
Data Veiculação: 25/03/2021 às 18h35

O chamado “tratamento precoce” contra a Covid-19 foi propagandeado pelo presidente Jair Bolsonaro desde os primeiros meses da pandemia. Na mesma época, estudos científicos ao redor do mundo já certificavam a ineficácia de qualquer tratamento preventivo para a doença. No entanto, o “kit covid” continuou a ser difundido pelas autoridades federais brasileiras e pelo próprio Ministério da Saúde. Passadas mais de 300 mil mortes pela Covid-19 no país, médicos relatam efeitos colaterais graves em pacientes que tomaram medicamentos sem comprovação científica para o vírus, como lesão renal, arritmia cardíaca e dificuldade no tratamento de casos graves. O “kit covid”, distribuído por secretarias municipais da Saúde pelo Brasil afora, inclui drogas como hidroxicloroquina, ivermectina, corticoides, azitromicina e anticoagulantes. “O que tem preocupado muito [os médicos] é que as pessoas estão desesperadas para tomar algum tipo de tratamento. Muitas vezes, elas não só lançam mão do ‘kit covid’, mas de várias outras coisas, como vitamina D, de anti-inflamatórios, corticoides. Não tem sido incomum a gente ver pacientes com muitos efeitos colaterais decorrentes desse tipo de medicação”, relatou o Dr. Christian Morinaga, gerente do Pronto Atendimento do Hospital Sírio-Libanês, à VEJA São Paulo. O Dr. Carlos Carvalho, chefe de pneumologia do Instituto do Coração (Incor), do Hospital das Clínicas (Faculdade de Medicina da USP), confirma a incidência de lesão em ductos na região do fígado em pacientes que fizeram uso de ivermectina, droga usada para combater verminoses. Em alguns casos, ele relata a necessidade de transplante hepático (fígado). O médico afirma que há a impressão de que as infecções mais graves pela Covid-19 são notadas em pacientes que fizeram uso do “kit covid”. “Aqui nós temos hoje 150 pacientes internados no InCor. Se eu fizer uma enquete, eu te diria que dois terços a três quartos desses pacientes que estão aqui internados, sendo a maioria deles intubados, tomaram o kit covid”, descreve o pneumologista. “Quem falou que deu o ‘kit covid’ para população e disse que o resultado foi estupendo não vivenciou o doente grave que tá aqui nas UTIs e no Hospital. A maior parte dos que estão aqui hoje tomaram”, continua. Nesta semana, o Estadão relatou que cinco pacientes entraram na fila do transplante de fígado após tomarem os medicamentos do chamado ‘tratamento precoce’. Para os pacientes que fizeram uso da cloroquina ou hidroxicloroquina e contraíram a Covid-19, os médicos relatam alterações no ritmo cardíaco. O Dr. Christian diz que o uso indevido da ivermectina e da azitromicina pode inflamar o fígado. Nos pacientes infectados com a Covid-19 em um estágio avançado da doença, quando é necessário outras medicações para o tratamento, a inflamação e os demais efeitos colaterais prejudicam a cura da infecção. “Quanto mais órgãos vitais forem inflamados e lesados maior é a letalidade dessa doença”, explica Dr. Carlos Carvalho. +Assine a Vejinha a partir de 6,90. “Os casos de hepatite medicamentosa têm aumentado, mas a gente não teve notícia de nenhum caso grave, felizmente. Nestes casos, com a suspensão da medicação, houve melhora. Porém, é um quadro potencialmente grave que, num pior cenário, pode prejudicar muito o tratamento”, explica Christian sobre os casos no Sírio-Libanês. No entanto, Luiz Carneiro D’Albuquerque, chefe de transplantes de órgãos abdominais do HC-USP e professor da universidade, disse ao Estadão que dos quatro pacientes colocados na fila do transplante no HC, dois tiveram a condição de hepatite e morreram antes da operação. Preocupações A hidroxicloroquina é um medicamento normalmente utilizado no tratamento de lúpus, artrite reumatoide, doenças fotossensíveis e malária. A ivermectina é um vermífugo usado para combater vermes, piolhos e carrapatos. A azitromicina é um antibiótico utilizado em casos de infecção bacteriana. Nenhum deles previne a contaminação pelo coronavírus. Outra preocupação dos médicos em relação ao “tratamento precoce” é a demora dos infectados com a Covid19 em procurar recursos adequados. O pneumologista do Hospital das Clínicas conta que um médico pediatra, seu colega de turma na faculdade, faleceu de coronavírus após se recusar a procurar tratamento médico para a doença, já que estava tomando o “kit covid”. Quando chegou ao hospital, estava com mais de 60% do pulmão acometido e acabou falecendo. “Mesmo pessoas com formação técnica caem às vezes nessa bobagem”, lamenta. A azitromicina é um antibiótico que vem sendo utilizado por médicos em pacientes que possuem infecção bacteriana associada à Covid-19. E, na maioria das vezes, são pessoas que estão em uma fase avançada da doença. No entanto, a droga faz parte do kit covid para tratamento precoce do coronavírus. “Tomar azitromicina sem evidência de infecção bacteriana pode levar a indução de existência de bactérias”, explica o médico do Hospital Sírio-Libanês. Além da infecção viral correr o risco de ser complementada por uma bactéria, o uso indevido desta medicação vai criar resistência para estes organismos, o que é um risco para toda a população. “É um antibiótico excelente que no futuro próximo não vai mais poder ser usado no tratamento de infecções, porque ele já vai estar queimado”, explica Carvalho. Os corticoides também são utilizados em pacientes que estão na forma grave da doença. Para quem toma este remédio precocemente, sem estar nesta condição, se acabar se infectando pela Covid-19, além de propiciar a replicação de vírus, pode propiciar também uma infecção por bactérias, que vão complicar mais o quadro da pneumonia viral, informa o pneumologista. Já o uso indevido de anticoagulantes pode aumentar o risco de acidente vascular cerebral. O pneumologista alerta que tais medicamentos devem se restringir à conotação hospitalar. “Gostaria que já existisse um tratamento. Mas não tem. A única saída é a vacina. Não tem nenhum outro tipo de tratamento. Então, paciência. Fica em casa, tome os cuidados, não contamine os outros, porque isso vai passar”, finaliza o Dr. Carlos Carvalho. +Assine a Vejinha a partir de 6,90.

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 25/03/2021 às 15h28

A Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados) soltou nesta quinta (25) um novo boletim sobre o estado dos estoques de medicamentos usados na intubação de pacientes com Covid-19. A entidade afirma que, nos últimos dias, conseguiu uma pequena parte dos medicamentos que necessita com o Ministério da Saúde e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), além de uma ajuda coletiva entre hospitais, mas ainda não é o suficiente —há estoque, porém, a situação é crítica. Segundo a associação, muitos hospitais só têm produtos necessários para o tratamento da doença por mais três ou quatro dias. A Anahp diz que as importações emergenciais estão sendo feitas, mas a solução depende do Ministério da Saúde. De acordo a Anahp, os associados definiram uma estratégia de acesso a fornecedores internacionais por meio de importações extraordinárias dos produtos em falta, o que só foi possível com a alteração de procedimentos administrativos pela Anvisa. Ainda assim, de acordo com os hospitais privados, o tempo mínimo necessário para que os produtos cheguem ao Brasil exige que o Ministério da Saúde distribua com urgência os medicamentos que requisitou na semana passada também na iniciativa privada, e não apenas no SUS. Sem isso, “muitos hospitais privados perderiam, em um prazo de três a quatro dias, as condições de atendimento aos pacientes com Covid-19”, diz a entidade. A Anahp representa os 118 maiores hospitais privados do Brasil, que atendem cerca de 8 mil pacientes. Entre eles estão Albert Einstein, Sírio Libanês, Oswaldo Cruz e Moinhos de Vento. Na semana passada, a associação havia divulgado uma estimativa de esgotamento do estoque de alguns hospitais em 48h por causa da medida adotada pelo Ministério da Saúde de requisitar os remédios de intubação na indústria. com Filipe Oliveira e Andressa Motter

BLOGS DO ESTADÃO
Data Veiculação: 25/03/2021 às 13h25

O boxe brasileiro está de luto. Morreu, nesta quinta-feira, aos 83 anos, o empresário argentino José Salomon Altstut, também conhecido como Pepe, vítima das complicações da covid-19. Ele estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Proprietário da Memorial Necrópole Ecumênica, Pepe foi um dos maiores incentivadores do boxe na Baixada Santista e de outros esportes também. Patrocinou muitos eventos, que tiveram a participação de Acelino Popó Freitas, Patrick Teixeira, Yamaguchi Falcão, Rose Volante, entre outros. Amigo da família de Eder Jofre, Pepe foi o idealizador do projeto da construção de três bustos em homenagem a Jofre, Miguel de Oliveira e Popó em frente à Arena Santos, que recebeu o nome de “monumento do boxe”. Ele também organizou um evento em Santos para festejar os 80 anos do Galo de Ouro, em 2016, além de um encontro do maior boxeador brasileiro com Pelé em 2018.

CNN NOVO DIA/CNN BRASIL/SÃO PAULO
Data Veiculação: 25/03/2021 às 06h04

Agora seis horas e quatro minutos seis de cinco agora novo de estar de volta e a gente atualiza você das principais notícias desta quarta-feira vinte e cinco de março hoje mais um dia em que o brasil na verdade ontem pelos útil pelos últimos levantamentos feitos ali pelo ministério da saúde que mostraram dados ocupantes também foi um dia em que foi informado esse comitê de enfrentamento pt nacional de enfrentamento à pandemia e é o que a gente espera como a luciana falou agora pouco ali de que de fato ações concretas e práticas sejam tomadas a partir de agora pro enfrentamento da doença né antes tarde do que nunca né por isso a gente atualiza vocês também sobre noticiar daqui de são paulo porque são paulo ultrapassa a marca de trinta mil pessoas hospitalizadas por Covid19 pela primeira vez o estado registrou mais de três mil e quinhentas novas internações em um só dia o repórter renan fiúza atualiza pra gente a situação ao vivo renato bom dia por que zoa luciana tainá bom dia pra vocês pra turma que tá acordando com a gente aqui na cnn em números extremamente preocupantes como você ressaltou três mil e quinhentas internações num único dia quarta feira ontem e aí a gente chega ao recorde são pelo menos trinta mil pessoas internadas em todo o estado de são paulo isso desde o início da pandemia nunca havia se visto ou seja é a primeira vez são trinta mil pessoas precisando de leitos de uti estão internadas aí a gente tem esse aumento significativo se for transformada em porcentagem esses números são dezesseis por cento maior porque na semana passada as três mil e quinhentas internações num único dia trinta e oito por cento maior do que a média de duas semanas e aí quando a gente faz a comparação com mês passado esse número é cento e oito por cento maior e aí é claro com muitas pessoas internadas cresce também a busca de pessoas que ainda não conseguiram uma vaga de uti porque os hospitais estão completamente lotados são pelo menos vinte e cinco hospitais públicos em todo o estado em todo o estado de são paulo que estão com sua capacidade máxima ou seja cem por cento de ocupação e noventa por cento dos hospitais privados aqui da capital paulista também estão ocupados o sírio libanês tem ao menos duzentos e trinta e nove pacientes weinstein que é um outro hospital superman privado tem cento e cinquenta e sete pacientes internados no oswaldo cruz duzentos e quarenta e seis quando a gente fala da taxa de ocupação com tantas pessoas precisando nem dessa vaga a gente tem noventa e dois por cento vírgula três no estado de são paulo a taxa de ocupação de hospitais na região metropolitana também noventa e dois vírgula dois por cento só pra gente finalizar apesar disso os números altíssimos tem muitas pessoas que não conseguem ao menos um leito de uti ou então de enfermaria e a fila do cross que a central de regulação de vagas tá infladas são pelo menos mil e quinhentos pedidos por dia um crescimento de cento e dezessete por cento de infelizmente o recorte mais triste de todos esses números que eu falei as pessoas estão morrendo aqui no estado de são paulo aguardando uma vaga de uti foram segundo levantamento da agência cnm cento e vinte e quatro mortes de pessoas que aguardavam por um leito de uti a gente recebeu uma nota do cross que cada solicitação é avaliada por médicos reguladores os óbitos podem ocorrer em virtude de quadros clínicos graves e da rápida evolução negativo e o cross disse que enquanto esse paciente aguarda pelo seu leito a responsabilidade é do hospital de origem ou seja tirou o corpo fora na foto com vocês pregada renan e só aconteceu no amazonas. aconteceu na região sul está acontecendo em são paulo por isso as pessoas se mobilizam cada.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 25/03/2021 às 01h43

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