Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

YAHOO! FINANÇAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 24/12/2020 às 13h47

As buscas em farmácias por testes rápidos para a Covid-19 dispararam neste fim de ano. Nos primeiros 15 dias de dezembro, foram realizados 110.046 exames, número superior aos 108.801 da última semana de novembro. Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 min e receba todos os seus e-mails em 1 só lugar Siga o Yahoo Notícias no Google News Assine agora a newsletter Yahoo em 3 Minutos Siga o Yahoo Notícias no Instagram A alta nos números é relevante por mostrar um padrão de comportamento de paulistanos que buscam resultados negativos antes das tradicionais reuniões de Natal e Ano-Novo. Porém, não há nenhuma medida capaz de impedir totalmente a transmissão da Covid-19. De acordo com o levantamento feito pelo Uol junto à Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias), as farmácias já realizaram mais de 1,5 milhão de estagens desde abril deste ano. Desse total, foram 1.548.508 testes em 2.456 farmácias, com 233.496 resultados confirmados, ou 15,08%, e 1.315.012 negativos, o que representa 84,92%. Entenda o papel de Crivella no 'QG da Propina' 'Se não tiver voto impresso, pode esquecer eleição de 22' Veja o que já se sabe sobre a nova mutação do coronavírus encontrada no Rio Desde o início de dezembro, as buscas pelo termo "teste de covid19" voltaram a crescer no Google. A semana do dia 6-12 de dezembro é até o momento o período com maior volume de pesquisa sobre o tema — maior inclusive que o pico da doença em junho. Segundo o pneumologista do Hospital Sírio-Libanês e professor do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, André Nathan, relatou ao Uol, a procura por testes têm criado a teoria de que se a resposta for negativa a aglomeração está liberada. O médio, no entanto, reforça que os testes não foram criados para detectar Covid-19 em pacientes que não apresentaram sintomas. “Nenhuma sociedade médica nacional ou internacional indica testes para passar o Natal tranquilo”, afirmou.

METRÓPOLES/BRASÍLIA
Data Veiculação: 24/12/2020 às 04h45

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) quer evitar a interrupção de procedimentos essenciais realizados no Hospital de Base do Distrito Federal, maior unidade médica da capital do país, como os serviços oncológicos e cardiológicos, mesmo diante de uma possível segunda onda de Covid-19. O Base (foto em destaque), de acordo com a pasta, continuará tendo leitos para pacientes com o novo coronavírus, mas apenas para aqueles dentro do perfil do hospital que evoluam com quadro da doença. “A ideia é que essa unidade [Hospital de Base] não seja retaguarda na rede para atendimento Covid-19, mas que continue atendendo os casos de maior complexidade que já atende”, explicou Petrus Sanchez, secretário-adjunto de Assistência à Saúde. Em reunião, nesta quarta-feira (23/12), integrantes da cúpula da Secretaria de Saúde discutiram medidas para enfrentar o possível aumento de casos de contaminação pelo novo coronavírus, entre as quais um plano de mobilização de leitos. De acordo com a pasta, o documento está em fase de finalização e, diferentemente do primeiro, lançado no início da pandemia, permitirá a oscilação dos leitos, ampliando e reduzindo os espaços conforme os dados de transmissão e ocupação de leitos. “Esse é um plano flexível, que prevê vários cenários e a capacidade de resposta necessária”, afirmou o secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto. No último domingo (20/12), 15 leitos de UTI passaram a ser exclusivos para tratar pacientes da rede pública diagnosticados com o novo coronavírus – sendo 10 no Hospital Regional de Samambaia e cinco no Hospital Daher. A Secretaria de Saúde também abriu inscrições para contratação imediata de 102 médicos temporários, na última terça-feira (22/12). Os aprovados, de acordo com a pasta, irão trabalhar nos hospitais regionais da Asa Norte, Brazlândia e Planaltina, além de atuarem no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Hospital de Campanha de Ceilândia. Taxa de ocupação A taxa de ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) da rede pública do Distrito Federal destinados a pacientes da Covid-19 subiu para 80% na noite dessa quarta-feira (22/12). Segundo os dados mais recentes divulgados pela SES-DF, 136 dos 170 leitos estão ocupados. O número inclui UTIs pediátricas e adultas. Do total, oito instalações estão bloqueadas ou esperando liberação e 26 estão disponíveis para acolher novos pacientes. Desse total, 25 contam com suporte para hemodiálise. No Hospital de Base, de acordo com as informações da SES-DF, 17 das 26 unidades de UTI para adultos estão ocupadas. Outras seis seguem bloqueadas ou esperando liberação. No Hospital de Campanha da Polícia Militar, que conta com a maior estrutura para receber pacientes graves de Covid-19, 75 dos 80 leitos de UTI equipados para atender adultos estão preenchidos. Na rede particular, 153 dos 201 suportes de UTI – adultos e pediátricos – estão ocupados, o que equivale a 76,11% da capacidade total. De acordo com os dados atualizados às 18h10 dessa quarta, algumas unidades não contam mais com leito algum disponível. São elas: Hospital Home, Hospital Alvorada, Hospital Daher, Hospital Santa Lúcia Norte, Hospital Santa Luzia, Hospital Santa Marta e Hospital Sírio Libanês. Média móvel A média móvel de mortes por Covid-19 no Distrito Federal se manteve em 10,6 nessa quarta. Na comparação com o indicador apurado há 14 dias houve queda de 8,6%, o que mostra estabilidade na quantidade de mortes. Devido ao tempo de incubação do novo coronavírus, adotou-se a recomendação dos especialistas no sentido de comparar a média móvel do dia com a de duas semanas atrás. As oscilações no número de mortes ou de casos de até 15% para mais ou para menos caracterizam invariabilidade. Desde o início da pandemia de coronavírus, o DF já notificou 246.397 contaminações e 4.181 óbitos em decorrência da doença. Nas últimas 24 horas, foram 12 mortes e 525 novas infecções.

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 24/12/2020 às 04h00

Às vésperas das festas de final de ano, o volume de buscas por testes rápidos em farmácias voltou a apresentar recorde: na primeira quinzena de dezembro, foram realizados 110.046 exames, índice superior aos 108.801 da última semana de novembro. Os dados são de um levantamento feito pelo UOL junto à Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias). Desde abril, as farmácias já realizaram mais de 1,5 milhão de testagens. Foram 1.548.508 testes em 2.456 farmácias, com 233.496 resultados confirmados (15,08%) e 1.315.012 negativos (84,92%). A alta nos números é relevante por mostrar um padrão de comportamento de paulistanos que buscam resultados negativos antes das tradicionais reuniões de Natal e Ano Novo. Não existe, contudo, nenhuma medida capaz de impedir totalmente a transmissão de covid-19. É o caso de Mayara*, que foi convidada para um camarote em uma boate na zona sul. Segundo ela, testes serão disponibilizados para as presenças "vips" — Ela será testada no dia da confraternização. "Uma festa que só vai entrar quem tiver negativado no teste. A gente queria que todos pudessem ir sem esse medo, se divertir, abraçar os amigos. Mas as notícias só mostram que os casos estão aumentando. Não dá para ir sem fazer o teste. Se der positivo a pessoa não entra. Vai funcionar assim", disse a jovem, que é moradora do Morumbi. Há uma taxa elevada em falsos negativos e falsos positivos da doença nesse tipo de teste [rápido]. A utilidade é mais de triagem, mas não permite excluir completamente um diagnóstico, nem serve para confirmá-lo, podendo, portanto, gerar uma confusão se não for interpretado por um profissional de saúde devidamente capacitado." Natanael Adiwardana, médico infectologista do Hospital Emílio Ribas Já Claudio*, diz que tem viagem marcada para o réveillon no litoral e que todos convidados farão teste antes da viagem. "A casa é grande, comporta até 30 pessoas. Todos que testarem negativo estarão dentro. Foi um ano difícil, a gente precisa comemorar que estamos vivos". De acordo com a Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica) a busca por testes em laboratórios teve alta de 25% nos últimos 30 dias, entre novembro e a primeira quinzena de dezembro. "Falsos positivos e negativos" de testes preocupam médicos Desde o início de dezembro, as buscas pelo termo "teste de covid19" voltaram a crescer no Google. A semana do dia 6-12 de dezembro é até o momento o período com maior volume de pesquisa sobre o tema. Maior inclusive que o pico da doença em junho. As procuras por testes têm criado a teoria, principalmente entre jovens, de que se a resposta for negativa a aglomeração está liberada. Entretanto, alerta André Nathan, pneumologista do Hospital Sírio-Libanês e professor do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, os testes não foram criados para detectar covid-19 em pacientes que não apresentaram sintomas. Nenhuma sociedade médica nacional ou internacional indica testes para passar o Natal tranquilo." André Nathan, pneumologista do Hospital Sírio-Libanês "Os testes podem erroneamente indicar alguém como negativo que na verdade está com a doença. Você pode estar negativo, mas outras pessoas com as quais você eventualmente se aproximar pode ser uma transmissora assintomática", explica Adiwardana. Os médicos explicam que o tempo de realização do teste também é um fator importante. Nos primeiros dias de sintomas, o teste tem menor sensibilidade ao novo coronavírus, e o risco de alguém infectado obter resultado negativo aumenta. Mesmo que o teste fosse 100% eficiente, o próprio fato de estar aglomerado nos deixaria vulneráveis à infecção e, mesmo com o teste (até então) negativo, poderíamos nos infectar na aglomeração e, com ou sem sintomas, levar a infecção para outras pessoas, expandindo a pandemia." Evaldo Stanislau, médico infectologista do HC Para Stanislau, testar negativo significa apenas que o teste foi negativo naquele momento. "E nem de longe significa que nunca terá pois mesmo quem já teve pode pegar de novo. Infelizmente gostaríamos de dar outras notícias, mas segurança absoluta, risco zero, são situações que inexistem na covid-19". Desigualdade social Os infectologistas ouvidos pela reportagem ressaltam que a doença não escolhe classe social, mas que os mais vulneráveis tendem a "pagar a maior conta". "Certamente, a desigualdade social e de acesso é muito perceptível na covid-19. Os mais pobres tendem, de novo, a serem os mais prejudicados", afirma Evaldo Stanislau, médico infectologista do HC (Hospital das Clínicas). "Por que não comemorar com pessoas que conseguiram sobreviver a esse ano e que quero ter perto no próximo ano? O vírus está no ar, podemos ir comprar um pão e ser contaminado", questiona Pablo Linhares, 19, que é morador do bairro Jardim Eliana, no Grajaú, extremo sul da capital paulista. "A gente aqui, da periferia, não tem toda essa capacidade de testar todos amigos e familiares, infelizmente. Os ricos já têm esse privilégio de se cuidar, de comprar testes, muito pela condição financeira. Temos medo? Sim. Mas a gente vai curtir sem teste mesmo", diz Linhares. Marina* também mora no extremo sul. Ela diz que está viajando e não fez teste e tem visto amigos saindo e curtindo sem saber se tem ou não o vírus. "Meu esposo talvez tenha pegado [covid-19] no início e ficamos isolados. Eu não tive nenhum sintoma. Mas ficamos sem saber o que ele tinha realmente. Então eu não acho necessário a não ser que tivesse com algum sintoma", afirma a jovem. Nenhuma festa é 100% segura "Confraternização, minimizando riscos e danos, é possível de ser feita, mas é importante lembrar que o risco de transmissão com alguns elos assintomáticos é alto. E isso pode colocar aquela pessoa querida para você sob risco de manifestar uma doença grave, ou que ela mesmo passe para alguém querido para ela", orienta Natanael. Já Evaldo, entende que "nenhuma festa será absolutamente segura". "Uma festa envolve falar alto e até cantar, no consumo e compartilhamento de álcool, distanciamento, higiene das mãos, ambientes arejados e uso de máscaras. Que se não seguidas podem ajudar na proliferação do vírus. Mas convenhamos, as pessoas obedeceriam essas regras?", questiona. Segundo Bernadete Perez, vice-presidente da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), a felicidade deve ser comemorada, mas que haverá um novo momento oportuno. A gente pede que as festas sejam mais introspectivas, com todo cuidado. A gente tem que fazer festas, sim, mas a partir do núcleo familiar. E assim, vamos ficar vivos e conseguirmos ter festas com todos nossos entes queridos no próximo ano." Bernadete Perez, vice-presidente da Abrasco A preocupação para um novo surto do novo coronavírus no país a partir de janeiro, após as festividades de fim de ano, tem tomado conta das discussões entre infectologistas e profissionais da saúde no geral. Um tema que tem ganhado mais força nos corredores de hospitais. "Nós, infectologistas e profissionais de saúde, estamos extremamente preocupados com o aumento de casos após as festas. O período de incubação da doença varia de um a 14 dias. O impacto disso será sentido ao longo do mês de janeiro e do verão", diz Stanislau.