Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 24/09/2020 às 19h56

A Covid-19 impôs um dos maiores desafios à saúde pública do planeta nos últimos tempos! O novo coronavírus espalhou, além da doença, a insegurança, a desinformação e o medo. Mas desde o início da pandemia, uma categoria profissional está lado a lado da população, garantindo, em 135 diferentes áreas de atuação, prevenção, cuidado, suprimento de produtos para a saúde, diagnóstico e apoio ao tratamento, além de contribuir nas pesquisas da vacina e da cura. Esses profissionais da saúde são os farmacêuticos. Para agradecê-los, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) e conselhos regionais deflagram, na sexta-feira, 25 de setembro, mais uma campanha em comemoração ao Dia Internacional do Farmacêutico. O slogan desse ano é “Farmacêuticos são essenciais. E merecem nosso reconhecimento” – para acessar os materiais da campanha clique em diainternacionaldofarmaceutico2020.cff.org.br. A ação contempla a veiculação de material publicitário nas redes sociais, na TV Globo e no portal G1. Durante os próximos quatro meses será mostrado, em reportagens divulgadas no portal, como os farmacêuticos contribuíram e estão contribuindo com a população nessa emergência de saúde pública. Exemplos que podem ter passado despercebidos, mas que espelham a dedicação e o empenho dessa categoria profissional, estão espalhados por todo o país. Ao ser decretada a pandemia, quando a comunidade científica ainda buscava conhecer com maior profundidade as formas de contágio pelo novo coronavírus, e a sociedade se isolava em casa, os farmacêuticos das cerca de 90 mil farmácias brasileiras, se colocaram a postos para garantir o atendimento aos usuários de medicamentos. O mesmo ocorreu com os farmacêuticos dos laboratórios de análises clínicas, que, por meio de resultados de exames, apoiam cerca de 70% das decisões clínicas. São dez mil laboratórios de análises clínicas de propriedade de farmacêuticos no Brasil. Assim como as farmácias, esses estabelecimentos nunca fecharam as portas! Os farmacêuticos também têm atuado nos hospitais, colocando sua expertise a serviço dos pacientes e da segurança dos trabalhadores dessas unidades de saúde. No Sírio Libanês, em São Paulo, farmacêuticos clínicos promoveram ajustes nos protocolos terapêuticos, e conseguiram reduzir em 30% o número de entradas nas unidades de terapia intensiva (UTIs), o que diminuiu a utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs). A coordenadora do setor, Lívia Barbosa, explica que foi observada a evolução padrão dos pacientes para criar um procedimento que protegesse os profissionais e garantisse o material para aqueles membros da equipe que são indispensáveis nas unidades. Para saber mais acesse https://bit.ly/3kDUcKv. Os farmacêuticos contribuíram ainda no desenvolvimento de novas tecnologias para a assistência aos doentes de Covid-19. Para ajudar a contornar a crise gerada pela falta de respiradores no mercado, a startup em que o farmacêutico Ricardo Ferreira Nantes é presidente desenvolveu, em um tempo recorde de menos de três meses, o Equipamento de Suporte Respiratório Emergencial e Transitório. A ferramenta é mais barata e utiliza uma tecnologia alternativa. Para saber mais acesse - https://bit.ly/3hFUxdA. Outro exemplo é um sistema inteligente desenvolvido no Rio Grande do Sul, que auxilia o farmacêutico clínico durante a avaliação do paciente no ambiente hospitalar. Desenvolvido por uma equipe liderada pela farmacêutica Ana Helena Ulbrich, diretora do Instituto de Inteligência Artificial, o sistema cria uma barreira para evitar que o dano de um erro de prescrição chegue ao paciente. Assim, é possível dar maior atenção às prescrições com maior risco de erro, o que aumenta a segurança. Para saber mais acesse https://bit.ly/2ZM7Enq. “Fato é que, nos mais diversos postos de trabalho das mais diferentes frentes de atuação, nós, farmacêuticos, estamos prestando uma enorme contribuição à sociedade, como sempre fizemos. Em nome de todos os colegas, especialmente aqueles que estão na linha de frente do combate à Covid-19, eu digo que a nossa categoria merece, sim, todo o reconhecimento”, destaca o presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João.

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 24/09/2020 às 18h13

O Brasil registrou queda de 37% no número de transplantes de órgãos realizados entre janeiro e julho deste ano. Em 2019, foram realizados 15.827 transplantes e, no mesmo período em 2020, o número de procedimentos foi de 9.952. As doações de órgãos também tiveram queda de 8,4% em relação aos dados de 2019. Até 31 de julho, existiam 46.181 pacientes aguardando por transplante. A redução foi consequência da pandemia do coronavírus, de acordo com nota divulgada pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira, 24. Os transplantes de medula óssea, pelo alto impacto imunológico, tiveram redução em 25,82%, passando de 2.130 em 2019 para 1.580, em 2020. Os transplantes de coração caíram 25,10%, passando de 231, em 2019, para 173 neste ano, impactado pela dificuldade de logística, redução no número de doadores e estrutura de UTI livre de covid-19. O médico cirurgião do Hospital Sírio-Libânes e membro da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) Paulo Pego Fernandes comenta que os hospitais ficaram cheios com pacientes infectados pela covid-19 e as famílias tinham medo. “Não havia espaço para realização de transplantes e ainda não conhecíamos a doença para identificar se o doador possuía o vírus, como a covid-19 poderia ser passada para um paciente de transplante e como evitar isso. Hoje, estamos retomando até com um volume maior por conta da demanda reprimida”, diz. O médico explica que o paciente que irá receber um órgão recebe imunossupressores para evitar rejeição, deixando-o mais suscetível a infecções. Como forma de evitar o risco de infecção pela forma mais grave do coronavírus, os hospitais e ambulatórios tiveram que suspender os transplantes. Atualmente, os procedimentos retomaram com reforço de segurança, como a radiografia dos pulmões do paciente recebedor e doador. Contudo, não na frequência anterior à pandemia. Não há relatos, até o momento, de pacientes infectados durante a realização do transplante. Aspectos como logística de transporte de equipes, órgãos e tecidos entre Estados foi fortemente impactada pela redução no número de voos comerciais. “O Brasil é um país continental e, por isso, é imprescindível o transporte aéreo do órgão de um paciente do Nordeste para o Sul em tempo hábil”, explica Paulo. O Ministério da Saúde possui parceria firmada com companhias aéreas comerciais e com a Força Aérea Brasileira (FAB). Juntas, elas transportaram 608 órgãos no primeiro semestre de 2020, sendo 497 por voos comerciais e 111 pela FAB. Já no primeiro semestre do ano passado foram transportados 696 órgãos, sendo 626 por voos comerciais e 70 pela FAB. O ministro da saúde, general Eduardo Pazuello, disse que a retomada dos procedimentos será subsidiada por protocolos rigorosos para garantir a segurança de todos. O Sistema Nacional de Transplantes (SNT) incentivou as equipes de transplantes a acompanhar seus pacientes por meio de consultas em plataforma digital. A medida visa a minimizar a circulação de pacientes portadores de doenças crônicas graves em unidades hospitalares. Com a instituição deste novo protocolo, pacientes assintomáticos que testaram positivo na chegada ao hospital não puderam realizar o procedimento, o que obrigou as equipes a selecionar outro paciente para o transplante. Campanha para doação de órgãos Todos os anos no Dia Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos, em 27 de setembro, o Ministério da Saúde lança uma nova campanha de conscientização sobre a importância da doação de órgãos. Este ano, de acordo com a nota divulgada “a campanha se tornou ainda mais necessária, tendo em vista o fato de que o Brasil contabilizava um número crescente de transplantes nos últimos anos”. As peças mostram a relação entre a espera da volta da vida ao normal que vivemos antes da pandemia, com a espera de alguém que aguarda pela doação de um órgão ou tecido. No primeiro semestre de 2020, houve um aumento na taxa de autorização de doação de órgãos de 68,2%. “É fruto de uma sociedade mais consciente do seu papel e da importância do gesto de doar. Por isso, é importante que os parentes e pessoas próximas saibam da vontade do seu familiar em ser doador”, ressalta Pazuello em nota. O médico Paulo Fernandes reforça que o transplante começa pelo doador e por isso é importante conscientizar as famílias. “Temos estrutura e equipes, mas se não houver doação, não tem transplante. E o brasileiro tem uma receptividade muito boa para a doação”, destaca. Programa é garantido por meio do SUS O Brasil possui o maior programa público de transplante de órgãos, tecidos e células do mundo, que é garantido a toda a população por meio do SUS, responsável pelo financiamento de cerca de 95% dos transplantes no país. O Sistema Nacional de Transplantes (SNT) é formado pelas 27 Centrais Estaduais de Transplantes; 13 Câmaras Técnicas Nacionais; 594 estabelecimentos de saúde; 1.420 equipes de transplantes; 574 Comissões Intra-hospitalares de Doações e Transplantes; e 68 Organizações de Procura de Órgãos e tecidos (OPOs). O Ministério da Saúde repassa recursos para Estados e municípios apoiando a qualificação dos profissionais de saúde envolvidos nos processos de doação e transplante. O orçamento federal para essa área mais que dobrou em 11 anos (2008-2019), passando de R$ 458,4 milhões para R$ R$ 1,089 bilhão. Os recursos transferidos para o Plano Nacional de Implantação de Organizações de Procura de Órgãos e tecidos (OPO), no período de 2011 a setembro 2020, foram de R$ 148,1 milhões. O repasse para o custeio do Plano Nacional de Apoio às Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (PNA-CNCDO), no período de 2014 a setembro 2020, foi de R$ 67,5 milhões.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 24/09/2020 às 14h34

A Justiça Eleitoral dispensou a biometria nas eleições deste ano. O mecanismo de verificação de identidade iria gerar mais filas de eleitores. Um levantamento estatístico feito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que nesse pleito a checagem biométrica gastaria mais da metade do tempo do eleitor para votar –especialmente porque serão feitas apenas duas escolhas, uma para prefeito e outra para vereador. Assim, dispensaram a biometria para dar vazão ao fluxo de eleitores. Veja um vídeo em que Luis Barroso, o presidente do TSE, explica as razões para a dispensa da biometria. Essa não foi a única razão: também pretendem reduzir os pontos de contato dos eleitores com objetos e superfícies. Desde 2008 a Justiça Eleitoral vem implementando a identificação por biometria. Nas últimas eleições, em 2018, 87 milhões de eleitores estavam cadastrados. Em março deste ano, o TSE parou de fazer a coleta dos dados biométricos. Em julho, o presidente do TSE, Luís Barroso, dispensou a identificação biométrica. Antes de tomar a decisão, ele consultou médicos do Hospital Sírio Libanês, da Fundação Fiocruz e do Hospital Albert Einstein.