Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

SAÚDE BUSINESS ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 24/03/2020 às 21h03

Projeto irá avaliar a eficácia da hidroxicloroquina, azitromicina e corticoides em pacientes com a COVID-19: Coalizão COVID Brasil inicia nesta semana Uma aliança entre o Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio Libanês e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet), em parceria com o Ministério da Saúde, inicia pesquisas para avaliar a eficácia e segurança de medicamentos para pacientes com infecção pelo novo coronavírus (COVID-19). A farmacêutica EMS apoia as pesquisas fornecendo os medicamentos hidroxicloroquina e azitromicina. Participarão do estudo entre 40 e 60 hospitais. A iniciativa, chamada de Coalizão COVID Brasil, contará com 40 a 60 hospitais do país para realizar três pesquisas. A primeira, Coalizão I, envolverá pacientes de menor gravidade internados por COVID-19. Nestes pacientes será avaliado se a hidroxicloroquina é eficaz em melhorar o quadro respiratório. Também será avaliado se adicionar o medicamento azitromicina, que pode potencializar a ação da hidroxicloroquina, terá efeito benéfico adicional. Serão incluídos nesta primeira fase 630 pacientes. A segunda pesquisa, Coalizão II, envolverá casos mais graves, que necessitam de maior suporte respiratório. Nesta, todos os pacientes receberão o medicamento hidroxicloroquina, com o objetivo de verificar se a azitromicina tem efeito benéfico adicional, com potencial de melhorar os problemas respiratórios causados pelo novo coronavírus. Os centros participantes são os mesmos e serão incluídos em torno de 440 pacientes. O terceiro estudo, Coalizão III, avaliará a efetividade da dexametasona, uma medicação com ação anti-inflamatória, para pacientes com insuficiência respiratória grave, que necessitam de suporte de aparelhos (ventilador mecânico) para respirar. Nesta pesquisa serão incluídos 284 pacientes. Todos estes estudos serão liderados de forma simultânea pelas instituições HCor, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio Libanês e a rede de pesquisa BRICNet. Os resultados, que deverão estar disponíveis em 60 a 90 dias, são essenciais para fornecer o melhor tratamento aos pacientes com a COVID-19 no Brasil.

SAÚDE BUSINESS ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 24/03/2020 às 20h54

TI ainda muito desalinhada em relação às necessidades das instituições de saúde no Brasil Infelizmente esta foto sintetiza a realidade da TI aplicada nas instituições de saúde no Brasil: papel, carimbo, cópias, papel, papel, papel… Tem muita propaganda de avanços dos sistemas na área, mas algo que está perto do “estado da arte” em relação aos outros segmentos de mercado só se verifica em 2 cenários: · O das poucas empresas gigantes da área da saúde. A área da saúde é formada, na média, por uma maioria absoluta de pequenas empresas com estruturas organizacionais precárias; · Na área assistencial, especificamente na área de diagnósticos. As 3 principais razões que levam a este cenário são bem conhecidas: · A implantação dos sistemas é muito mal planejada no Brasil – mal feita, não completamente realizada, os recursos dos sistemas não são aproveitados na maioria absoluta das empresas, utiliza-se praticamente nada do potencial dos sistemas informatizados existentes; · O mercado de TI está “coalhado” de startups que desenvolvem sistemas e aplicativos para coisas desnecessárias, para resolver problemas que na verdade não existem na prática; · A quase totalidade dos investidores não conhece a cadeia de valores do segmento, eles investem dinheiro em projetos que não se sustentam financeiramente. É comum ver uma iniciativa de desenvolvimento surgir em um tipo de instituição para algo que serve exclusivamente para ela, e não existem situações semelhantes em outras para que o projeto tenha algum significado. Já perdi a conta das pessoas que me procuraram para fazer parte de um projeto de desenvolvimento de algo que não fazia o menor sentido – muito desagradável: · Dizendo que o projeto não daria certo, perdi o amigo, ninguém gosta de ouvir isso; · Pensar em dizer que era algo bom para “aproveitar a oportunidade” nunca fez parte do meu “cardápio”, por isso, diga-se de passagem, não enriqueci! Quando uma pessoa tem uma ideia que acha que é “o último copo de água no deserto”, não se prontifica a escutar qualquer outra coisa. As vezes o que ele está pensando até pode sofrer algum ajuste para que se sustente, mas geralmente os ajustes são maiores que o projeto original, e então… É muito complicado tentar explicar para investidores que aquilo que o segmento da saúde necessita em relação aos negócios e controles é diferente do que pensa quem não é do segmento. Uma vez passei meses tentando convencer um do sistema hoteleiro o quanto hospital é diferente de hotel, não consegui, e ele investiu um bom dinheiro em uma coisa que não vingou – o único lado bom deste episódio é que, neste caso, não perdi o amigo. Esta foto (real, colhida em um projeto de consultoria, evidentemente sem identificar o cliente) ilustra o que realmente acontece na maioria absoluta nas instituições de saúde no Brasil: · Existe um sistema de atendimento, que mal se integra (quando se integra) com os sistemas de diagnósticos; · Existe um sistema de prontuário eletrônico utilizado só para imprimir “prescrições bonitinhas”, que continuam sendo carimbadas e assinadas para suportar todos os processos que dependem delas, mas mal se integra com os sistemas de atendimento e diagnósticos; · E outro sistema (ou outros sistemas) para suportar as necessidades das áreas de retaguarda administrativa, que geralmente necessita de controles paralelos porque não está totalmente integrado com os demais, ou porque as funcionalidades dos demais não estão adequadamente implantadas. Existem todas as tecnologias, estão acessíveis financeiramente, mas não são adequadamente utilizadas, como ilustra a figura, sistema vai produzindo milhões de etiquetas com códigos de barras, mas ainda existem tubos de coleta identificando pacientes “com esparadrapo”! O estado da arte da TI na saúde é muito diferente do que poderia ser, e do que a indústria de TI afirma ser. Nos últimos anos muito se falou sobre a “uberização da saúde”: as pessoas passarem a consumir produtos de saúde como consomem transporte, alimentação. · Tudo que existe são aplicativos que na prática servem para consultar algumas informações – as pessoas instalam em seus dispositivos e logo esquecem que existem; · Saúde se diferencia dos demais segmentos de mercado principalmente porque tem milhares de produtos: enquanto uma montadora de veículos tem algo em torno de 100 produtos diferentes, um mero hospital tem 15 – 20 mil. Não é por falta de tipo de produto que não se possa pensar em “uberização”, mas como as pessoas não conhecem sempre pensam na ferramenta de interação, e nunca nos produtos que podem ser ofertados, ou pior, misturam produtos que não têm nada a ver sem definição do público alvo: não sabem se estão desenvolvendo para o paciente, para o beneficiário, para o médico, para o fornecedor, tem algumas dezenas de atores no segmento e sem foco acaba não interessando para nenhum deles. Telemedicina já virou motivo de piada há muito tempo: · Primeiro porque o que se tem é meramente captura de dados para atendimentos e divulgação de resultados de exames ou dados estatísticos; · E também porque enquanto todos os segmentos de mercado fugiram das certificações digitais caras e de eficácia totalmente duvidável para expandir a utilização dos sistemas, na área da saúde ainda reinam os cartórios digitais por conta das resoluções dos conselhos. O médico até interage um pouco com o paciente pelo WhatsApp pessoal, mas não pode dizer que faz isso para não perder o registro; · Na área bancária não necessitamos de certificação digital, para entregar nossa declaração do imposto de renda não necessitamos de certificação digital, mas na saúde… · O mundo é um grande “big brother” mas conselhos, associações e “especialistas em TI da saúde” ainda pensam que “catracas digitais” garantem sigilo de alguma coisa. É comum você estar em um serviço de saúde e escutar: “sabe quem está internado aqui ?” mesmo que você nem conheça dão conta de tudo que acontece com o paciente, e aquilo “viraliza” nas redes sociais imediatamente – nenhuma “catraca digital” elimina o problema da segurança, mal minimiza, ética não se controla com leis e bloqueios; · E assim a saúde permanece sendo um dos mais atrasados no uso da TI pela área assistencial – quem pensa o contrário pode pensar o que a telemedicina poderia estar ajudando neste momento de surto do COVID-19, e as “minguadas” coisas que estão sendo ditas que estão sendo feitas (que no nosso íntimo sabemos que o discurso é um muito diferente da prática). Sobre Internet das coisas: · Estamos em 2020 e não se faz nem mesmo M.A.P.A., ECG e CG pelo celular; · Claro que isso não é problema exclusivo da saúde no Brasil e é claro que se os sistemas de financiamento não definirem uma forma adequada de pagar por este tipo de serviço, nada vai mudar; · Mas o fato é que a saúde está muito atrasada nisso, coisas absurdas como alguém ficar fazendo ronda e anotando indicadores de equipamentos em planilhas ainda é a coisa mais comum de se ver em hospitais, por exemplo, inacreditável. Computação Cognitiva e/ou Learning Machine: · Não é realidade nem mesmo na área assistencial; · A foto que ilustra uma cirurgia com utilização de robô dado como exemplo em diversas situações. NÃO é exemplo: não existe aí nenhuma decisão sendo tomada pela máquina – e nem a máquina fornecendo algum parâmetro que vai influir na conduta do médico; · A máquina simplesmente faz o que o médico quer, com mais precisão de movimento, é claro! Não existe nenhum caso real (verdadeiro) Data Science no Brasil que possa ser referenciado: · Todos, absolutamente todos, que foram apresentados como “case” foram projetos suportados por bases de dados estruturadas; · Absolutamente nenhum suportado por bases de dados não estruturadas; · E em um segmento onde temos uma infinidade de informações não estruturadas em evoluções médicas, de enfermagem e de diversos outros profissionais multidisciplinares, Data Science tem enorme potencial; · Assisti uma apresentação há pouco tempo em que o interlocutor falava sobre Data Science, mas a base eram prescrições, que são informações estruturadas, e resultados de exames laboratoriais (mais estruturados que estes, impossível). Também posso “trucar” para qualquer pessoa que afirmou ter desenvolvido projeto real de Big Data no Brasil: · Tudo, absolutamente tudo, que foi apresentado na mídia e em seminários foram projetos de BI (Business Intelligence); · Projetos de BI em saúde existem há mais de 20 anos – quando era CIO do Sírio Libanês (faz tempo) ganhei o prêmio no Fórum CIO Brasil da SUCESSU com um projeto de BI, basta consultar nos anais para ver se estou mentindo e já faz muito tempo; · Assisti uma apresentação sobre telemedicina há pouco tempo em a pessoa apresentou um “diagrama de dispersão” construído no Excel, com uma base de dados minúscula, dizendo ser um case de Big Data – tinha menos dados ali do que em uma simples base de dados de atendimentos ambulatoriais de um dia em qualquer hospital público da Grande São Paulo; · E hoje existe uma enormidade de bases de dados públicas (CNES, SUS, IBGE, ANS, SRF…) que podem ser base de projetos importantíssimos para o segmento público e privado, mas não se usa em projetos Big Data, são bases “mal e porcamente” consultadas para produção de estatísticas. Não temos um sistema epidemiológico que integra informações dos sistemas de saúde público e privado no Brasil: · Em pleno 2020 assistimos pasmos ministros e secretários de saúde “suando na frente de câmeras” para explicar dados tabulados manualmente em planilhas sobre o surto do COVID-19; · Algo que deveria ser em tempo real é apresentado em forma de boletins com fechamento diário – hoje passam os dados de ontem; · Dá dó de ver o que ministro e secretários de saúde estão passando para responder perguntas da imprensa e da população por falta de sistemas minimamente confiáveis; · Recebem informações de origem duvidosa, que vão passar por processos de digitação para serem tabuladas em planilhas e copiadas para apresentações em Power Point que mostram números imbatíveis (não batem); · Ser ministro e/ou secretário municipal ou estadual de saúde no Brasil com os sistemas de informação que existem é algo “muito emocionante”. E com pouco esforço poderíamos ter as informações necessárias nas bases de dados do SUS e da ANS para que tivéssemos mais segurança na vigilância epidemiológica – basta envolver as pessoas adequadas (que conheçam saúde e os conceitos reais de TI) e dar um pouco de foco nisso: hoje o foco é fortemente financeiro. Basta reparar como tudo sempre começa errado: ouvimos dizer que será criado um grupo com startups para ver a sugestão deles para auxiliar na crise – o correto seria definir o que se necessita sob o ponto de vista epidemiológico para que as startups pensassem em ferramentas para dar solução ao problema. O que provavelmente vai acontecer: elas vão sugerir um monte de coisas que não servem para nada, consumindo o recurso de análise de quem deveria estar focado em outras coisas. … por enquanto, nada de Data Science e nada de Big Data! Há uns 15 anos imaginei que em 2020: · Os diabéticos não necessitariam mais ficar furando o dedo ou tirando sangue em postos de coleta para controlar glicemia, na verdade imaginei que eles nem necessitariam ficar engolindo comprimidos 3 vezes por dia; · Citando diabéticos, se citar cardiopatas, pacientes de nefro, saúde mental, aplicações de nano são ainda mais aderentes na rotina, especialmente nos casos mais crônicos; · Existe uma infinidade de aplicações para nanotecnologia na área da saúde mesmo na área de retaguarda administrativa, temos insumos caríssimos, que exigem estruturas caríssimas de controle, mas infelizmente… Dá para acreditar que NOC só é utilizado na área da saúde para sistemas de segurança patrimonial ? · Um segmento em que o cliente fica “dentro da casa do fornecedor” por dia · …em que o cliente fica “zanzando em um labirinto” de áreas de atendimento – hospitais principalmente vão crescendo desordenadamente: compra “uma casinha” aqui e faz um “puxadinho”, um terreninho ali e “outro puxadinho” – e são monitorados pelo olhar ou acompanhamento pessoal · … e NOC só para ver se alguém está roubando ou quebrando alguma coisa !!!!! BYOD: · Ou é proibido, só se pode utilizar o equipamento do serviço, para preservar a segurança dos dados do paciente, a TI não tem competência para garantir a segurança; · Ou é tão complicado e dá tanto problema (dá erro, trava) que você desiste, melhor não falar do assunto para não virar “cardiopata” (para não dizer “psicopata”); · A maioria absoluta dos problemas de utilização do PEP estão relacionadas a este tema! Realidade Virtual: · Poderia evitar que pacientes tenham que comparecer ao serviço meramente para receber instruções; · Poderia instruir a realização de procedimentos na própria casa do paciente · … poderia tanta coisa, mas nada de prático ainda! Nem mesmo impressoras 3D, que são tão baratas hoje: · É difícil acreditar que se faça uma cirurgia de risco sem simular antes; · Não se utiliza nem mesmo em odontologia para simulação de próteses; · Comparado com o custo do erro, da sequela, do efeito adverso, o custo da simulação é “dinheiro de pinga”; · Corta-se o joelho, o peito, o rosto, o cérebro, sem simular. Gostaria de resumir mais um desabafo sobre TI dizendo que: · Enquanto pessoas que não conhecem o segmento estiverem desenvolvendo aplicados para a saúde – tanto para a área assistencial, como para a área de retaguarda; · Enquanto os sistemas de financiamento não se adaptarem para remunerar novas tecnologias; · Enquanto pessoas continuarem se enganando (para não dizer enganando as outras) dizendo que fizeram coisas relacionadas a uma tecnologia, e não fizeram; · Enquanto as pessoas continuarem afirmando que o sistema resolve tudo, sem se importar com a maneira correta de implantar; · Enquanto pessoas continuarem e achar que “cartórios digitais” corrigem a falta de ética; · Enquanto as pessoas continuarem a empenhar recursos para resolver problemas que não existem, ao invés de empenhar recursos para aquilo que é necessário e se sustenta na cadeia de valores… … vamos continuar tendo na saúde uma TI completamente desalinhada às necessidades do segmento! Sobre o autor Enio Jorge Salu Histórico Acadêmico · Formado em Tecnologia da Informação pela UNESP – Universidade do Estado de São Paulo · Pós Graduação em Administração de Serviços de Saúde pela USP – Universidade de São Paulo · Especializações em Administração Hospitalar, Epidemiologia Hospitalar e Economia e Custos em Saúde pela FGV – Fundação Getúlio Vargas · Professor em Turmas de Pós Graduação na Faculdade Albert Einstein, Fundação Getúlio Vargas, FIA/USP, FUNDACE-FUNPEC/USP, Centro Universitário São Camilo, SENAC, CEEN/PUC-GO e Impacta · Coordenador Adjunto do Curso de Pós Graduação em Administração Hospitalar da Fundação Unimed Histórico Profissional · CEO da Escepti Consultoria e Treinamento · Pesquisador Associado e Membro do Comitê Assessor do GVSaúde – Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da EAESP da Fundação Getúlio Vargas · Membro Efetivo da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares · CIO do Hospital Sírio Libanês, Diretor Comercial e de Saúde Suplementar do InCor/Fundação Zerbini, e Superintendente da Furukawa · Diretor no Conselho de Administração da ASSESPRO-SP – Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação · Membro do Comitê Assessor do CATI (Congresso Anual de Tecnologia da Informação) do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas · Associado NCMA – National Contract Management Association · Associado SBIS – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde · Autor de 12 livros pela Editora Manole, Editora Atheneu / FGV e Edições Própria · Gerente de mais de 200 projetos em operadoras de planos de saúde, hospitais, clínicas, centros de diagnósticos, secretarias de saúde e empresas fornecedoras de produtos e serviços para a área da saúde e outros segmentos de mercado.

GLAMOUR ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 24/03/2020 às 13h50

Extra, extra, extra: em tempos de pandemia, muitas notícias falsas estão circulando pelas redes sociais, propagando pânico e caos. Aqui, informações sobre o coronavírus foram checadas, pela equipe do Fato ou Fake, do G1 e do jornal O Globo. Descubra abaixo se já caiu em alguma fake news e, em uma próxima vez, não se esqueça de conferir a veracidade do conteúdo que recebe antes de repassar! Fato ou fake? (Foto: Getty Images) É #FAKE que imagem mostre vacina contra o coronavírus feita por cientistas dos EUA Tem sido compartilhada nas redes sociais uma imagem de uma caixa e de sachês com a inscrição Covid-19 e a seguinte legenda: “Vacina pronta. Capaz de curar o paciente dentro de três horas após a injeção. Tiremos o chapéu para os cientistas dos Estados Unidos”. É #FAKE. Não existe em país algum, até o momento, qualquer tipo de vacina que seja comprovadamente eficaz contra o novo vírus, alerta o infectologista Renato Kfouri, presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria. Leia a checagem na íntegra. É #FAKE mensagem sobre cadastramento para receber auxílio cidadão por causa do coronavírus. Circula pelas redes sociais uma mensagem que indica um site para que trabalhadores autônomos e pessoas de baixa renda possam se cadastrar para receber ajuda mensal de R$ 200 por causa da pandemia do coronavírus. É #FAKE. O Ministério da Cidadania adverte que a mensagem é falsa. As pessoas não devem, de forma alguma, inserir os dados pessoais. O site não é do governo federal. Leia a checagem na íntegra. É #FAKE que governo russo soltou leões nas ruas para amedrontar a população e fazê-la ficar em casa por conta do coronavírus Uma imagem que tem sido compartilhada nas redes sociais como se fosse de um noticiário de TV dá conta de que o governo russo soltou mais de 500 leões às ruas para que a população tenha medo de circular e, assim, permaneça em casa, limitando a propagação do coronavírus no país. É #FAKE. A imagem, por si só, é falsa. Não houve nenhuma reportagem na TV com essa notícia. Trata-se de uma montagem. A foto utilizada é a de um leão, batizado de Columbus, em Joanesburgo, na África do Sul, durante filmagens de uma produção local em 2016. O fato foi reportado por vários jornais à época. A Embaixada da Rússia em Brasília nega a informação propalada e diz que o governo jamais tomaria essa medida sem sentido. Leia a checagem na íntegra. É #FAKE que funcionários do Guanabara estejam com coronavírus e trabalhando normalmente circula pelas redes sociais que funcionários dos Supermercados Guanabara infectados com o novo coronavírus continuam trabalhando normalmente. O boato tem ao menos três versões diferentes. Uma diz que três funcionários da unidade Penha teriam sido infectados e impedidos de usar luvas ou máscara durante o expediente; outra afirma que uma promotora da Barra teria testado positivo; e a terceira, que não especifica o bairro, garante que três caixas da rede estariam com a doença. Todas elas, porém, são #FAKE. Em nota, a empresa informou que não teve, até o momento, nenhum colaborador diagnosticado com Covid-19. Acrescenta, ainda, que a recomendação da rede é para que qualquer funcionário com febre ou resfriado comunique os sintomas ao gestor, para que seja temporariamente afastado de suas funções. Leia a checagem na íntegra. É #FAKE que banho muito gelado ou muito quente combate o novo coronavírus circulam pelas redes sociais mensagens que afirmam que tomar um banho bem quente ou bem frio pode prevenir o contágio ou mesmo combater o coronavírus. É #FAKE. A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que tomar um banho quente não impede ninguém de pegar a Covid-19. "A temperatura corporal normal permanece em torno de 36,5ºC a 37ºC, independentemente da temperatura do banho/chuveiro. Na verdade, tomar um banho com água extremamente quente pode ser prejudicial, pois pode provocar queimaduras", informa a entidade. Segundo a OMS, a melhor maneira de se proteger contra a Covid-19 é limpar frequentemente as mãos. Ao fazer isso, você elimina vírus que podem estar em suas mãos e evita infecções que podem ocorrer ao tocar seus olhos, boca e nariz. Leia a checagem na íntegra. É #FAKE que medida provisória determina suspensão da aposentadoria dos idosos que saírem às ruas em meio à pandemia do coronavírus Circula pelas redes sociais uma imagem que imita o padrão das feitas pelo governo federal com uma mensagem que afirma que, de acordo com a medida provisória 922, o cidadão com mais de 60 anos que estiver na rua terá sua aposentadoria suspensa por tempo indeterminado. O texto diz ainda que filhos e netos do infrator que tenham mais de 18 anos serão responsabilizados com multa de R$ 1.045. As medidas, segundo a mensagem, são para assegurar a saúde da população em meio à pandemia do novo coronavírus. É #FAKE. A medida provisória 922 não é de 18 de março de 2020, como diz a mensagem falsa, mas de 28 de fevereiro. Além disso, no texto da proposta, não há nenhuma menção ao trânsito de idosos e à penalidade por descumprimento do isolamento. A MP, na verdade, permite que órgãos da administração federal realizem a contratação temporária de servidores civis federais aposentados. Leia a checagem na íntegra. É #FAKE mensagem que diz que a Ambev está distribuindo álcool gel grátis para a população Circula pelas redes sociais uma mensagem com o título "Ambev - retire seu álcool gel" que orienta o internauta a clicar em um link, inserir o CEP e pesquisar qual o ponto de distribuição mais próximo do endereço onde vive. É #FAKE. A Ambev diz que a mensagem é totalmente falsa. "Algumas mensagens estão circulando pelas redes sociais levando ao cadastro para retirada de álcool em gel em postos de recolhimento. Gostaríamos de alertar que nosso álcool em gel produzido será destinado para uso em hospitais públicos. Não clique em links suspeitos". Leia a checagem na íntegra. É #FAKE mensagem que indica números de Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde para acionar exame de coronavírus em casa Circula pelas redes sociais uma mensagem que orienta as pessoas a ligar para os Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) estadual e municipal em caso de suspeita de coronavírus para que o teste seja feito em casa. É #FAKE. Os CIEVS divulgaram mensagens em que desmentem a realização da coleta. "O CIEVS-BA comunica que é falsa a informação divulgada nas redes sobre a coleta de exame domiciliar para Covid-19", diz a nota do governo estadual. Leia a checagem na íntegra. É #FAKE que vacina canina mostrada em vídeo se destine ao novo coronavírus humano circula nas redes sociais um vídeo em que um homem apresenta uma caderneta de vacinação de seu cachorro com um adesivo da vacina "Vanguard HTLP 5/ CV-L", destinada à prevenção do coronavírus canino. No vídeo, o homem diz: "Esse vírus não é novo, gente. Até meus cães estão imunes a esse vírus. Meu cachorro está mais imunizado do que eu? Eles vêm falar agora que estão fabricando essa vacina? Me poupe. Esse vírus é antigo". A mensagem é #FAKE. O gerente técnico e de pesquisa aplicada para animais de companhia da Zoetis, fabricante da vacina mencionada no vídeo, explica que o produto não se destina a humanos nem tem a ver com o novo coronavírus. Leia a checagem na íntegra. É #FAKE que Nostradamus fez profecia do novo coronavírus em livro de 1555 Circula nas redes sociais uma mensagem que diz que o médico francês Nostradamus, conhecido por suas profecias, publicou em um livro de 1555 versos que remetem à atual pandemia do coronavírus. É #FAKE. O texto viral não consta das "Centúrias", as profecias de Nostradamus compiladas em dez conjuntos de versos, com cerca de 100 páginas. Há, inclusive, um erro ortográfico nos versos traduzidos para o português. O boato surgiu após uma publicação feita pelo cartunista argentino Cristian Dzwonik, o Nik, criador do gato Gaturro, um personagem satírico. Ele acabou recebendo diversas críticas pela brincadeira. A mensagem falsa original foi postada em espanhol, em sua página nas redes sociais, e foi alvo de checagem de agências internacionais. O post do Facebook foi rotulado como "falso" pela plataforma e ganhou um aviso. Procurado pelo G1, Nik não quis se pronunciar. Não houve resposta para contatos feitos em seu site, e-mail pessoal, Instagram, Facebook e Twitter. É #FAKE que foto de dezenas de caixões enfileirados seja de vítimas do coronavírus na Itália Circula pelas redes sociais uma imagem de diveros caixões enfileirados em um saguão ao lado de uma legenda que diz: "Vítimas do coronavírus são enterradas na manhã desta quarta-feira na Itália. Descansem em paz". É #FAKE. A foto, na verdade, é antiga. Foi feita em 2013. E mostra caixões de imigrantes africanos que morreram em um naufrágio no país europeu. A imagem foi feita pelo fotógrafo Tullio M. Puglia, da Getty Images. Com mais de 500 imigrantes a bordo, uma embarcação pegou fogo à noite e naufragou perto da ilha siciliana de Lampedusa. Ao todo, 366 pessoas, entre elas várias mulheres e crianças, morreram afogadas. Essa foi uma das tragédias migratórias mais graves já ocorridas na Itália. O número de mortos pela Covid-2019 apenas na quarta-feira na Itália, porém, supera o da tragédia. Foram registradas 475 mortes, um recorde desde o surgimento da pandemia. Nem a China, onde a epidemia teve início, registrou tantos mortos num só dia. Ao todo, são 2.978 mortos no país até esta data. É #FAKE áudio que diz que Einstein tem 700 internados com coronavírus e Sírio, o dobro disso circula pelas redes sociais um áudio em que uma mulher afirma que há de 600 a 700 internados por coronavírus no hospital Albert Einstein e o dobro disso no hospital Sírio-Libanês. O número, segundo ela, não é revelado por ordem do governo. É #FAKE. No áudio, a mulher não identificada cita uma empresa chamada "Bio". Segundo ela, trata-se de um laboratório responsável por transportar órgãos para transplante. A empresa, relata, recebeu uma proposta para transferir pacientes infectados e, durante uma reunião, os principais hospitais de São Paulo revelaram que escondem o número de internados por ordem do governo. As informações são falsas. Em nota, a Bio Transportes diz que é uma empresa courier especializada no transporte nacional e internacional de amostras biológicas, correlatos, medicamentos, produtos termolábeis, reagentes e documentos. "Ao contrário do divulgado, a Bio Transportes não é um laboratório nem faz transporte de pessoas ou órgãos a serem transplantados", afirma. Em outro trecho do áudio, a mulher diz que todos os funcionários da empresa foram afastados e orientados a comprar o máximo de mantimentos nos mercados. A Bio nega. "Não há recomendação para os colaboradores ficarem em casa nem para estocar alimentos." "Todas as medidas cabíveis estão sendo tomadas para identificar e responsabilizar as pessoas envolvidas na divulgação desta fake news. A Bio Transportes não concorda com a divulgação de informações anônimas que visam apenas causar tumulto, alarmismo e que tem alto potencial lesivo a população e à paz social." A mulher também cita números totalmente irreais. Ela diz que há de 600 a 700 pessoas internadas no Hospital Albert Einstein com o novo coronavírus — sendo 100 entre a vida e a morte na UTI. No Sírio-Libanês, ela diz que há o dobro de pacientes. E afirma que os hospitais estão escondendo os dados "por ordem do governo", para que não gere "um caos muito grande para a população". O Albert Einstein diz que o áudio é totalmente falso. O hospital diz que há 45 pacientes internados, sendo 21 confirmados e 24 suspeitos para a Covid-19. Desses pacientes, sete se encontram na UTI. As informações se referem ao dia 18 de março. O Sírio-Libanês também reforça que a mensagem em áudio é falsa. A assessoria do complexo hospitalar diz que um simples fato já torna a mensagem sem total cabimento: existem 474 leitos no hospital. Ou seja, impossível que o Sírio abrigue de 1.200 a 1.400 pacientes internados, como diz a mensagem falsa. Procurado, o Ministério da Saúde afirma que atua, de forma transparente, prestando esclarecimentos à população e a jornalistas, diariamente, sobre a pandemia do coronavírus. "O número de casos é atualizado todos os dias por meio da Plataforma IVIS e em coletivas de imprensa, transmitidas ao vivo pelas redes sociais." É #FAKE que novo coronavírus não resiste ao calor e à temperatura de 26ºC ou 27ºC Circula pelas redes sociais uma mensagem que diz que o novo coronavírus não resiste ao calor e que "temperaturas de 26ºC ou 27ºC já matam o dito cujo". É #FAKE. A diretora do Instituto de Medicina Tropical (IMT-USP) Ester Sabino, uma das responsáveis pelo sequenciamento do genoma do novo coronavírus, afirma: "A temperatura do corpo humano é 36ºC. Portanto, está afirmativa é falsa". O Ministério da Saúde também classifica a mensagem como "falsa" e reitera que não é possível afirmar que o vírus morre a uma temperatura de 26ºC ou 27ºC "uma vez que no corpo humano o vírus tolera uma temperatura de pelo menos 36ºC". O órgão pede que ela não seja compartilhada. Leia a checagem na íntegra. É #FAKE que beneficiários do Bolsa Família vão ganhar R$ 470 para comprar produtos de limpeza e máscaras contra o coronavírus Circula pelas redes sociais uma mensagem afirmando que os beneficiários do Bolsa Família poderão sacar, de forma emergencial, R$ 470 para comprar produtos de limpeza e máscaras como forma de prevenção contra o novo coronavírus. É #FAKE. O Ministério da Cidadania, responsável pelo gerenciamento do benefício, esclarece que são falsas as informações divulgadas. E afirma que qualquer mudança é sempre comunicada pelos canais oficiais e pelo site. O órgão ressalta ainda que a única medida tomada até o momento pelo governo federal com relação ao Bolsa Família é a inclusão de 1,2 milhão de famílias no programa, como parte dos esforços para amenizar o impacto do coronavírus no país. A mensagem falsa contém um link que leva a uma página onde as pessoas precisam inserir dados pessoais – um indício de golpe. É #FAKE que Israel já tem uma vacina contra o novo coronavírus. Circula nas redes sociais uma mensagem que diz que Israel descobriu a cura contra o novo coronavírus e já tem uma vacina, que será colocada rapidamente no mercado. É #FAKE. Não é verdade que Israel já tenha uma vacina. O que existe é uma equipe de cientistas tentando desenvolvê-la. Procurado pelo G1, o chefe do departamento de biotecnologia do Instituto de Pesquisa da Galiléia (Migal), Chen Katz, é categórico: "Israel ainda não tem a vacina". "No entanto, temos uma tecnologia para o rápido desenvolvimento de vacinas contra o vírus e estamos em processo de adaptação da tecnologia às novas proteínas do coronavírus", diz. A expectativa, segundo ele, é que em poucas semanas já exista um produto pronto para avaliação clínica. "Se tudo correr bem, uma vacina estará pronta para distribuição em poucos meses", afirma. Leia a checagem na íntegra. É #FAKE que fazer gargarejo com água morna, sal e vinagre elimina o coronavírus circula pelas redes sociais uma mensagem que diz que fazer gargarejo com água morna, sal e vinagre elimina o coronavírus. É #FAKE. A Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e especialistas refutam o texto. A mensagem falsa diz ainda que o coronavírus permanece na garganta quatro dias antes de chegar aos pulmões. "A infecção pelo coronavírus pode dar tosse seca, dor de garganta, mas não é possível dizer que essa tosse seca seja porque o vírus está na garganta e demora tantos dias para chegar no pulmão. Isso faz parte do quadro clínico da infecção e o tempo para o vírus chegar depende de cada pessoa. Não existe um tempo certo. O gargarejo pode ser bom para ajudar no alívio da tosse, mas dizer que água morna, sal e vinagre elimina o vírus é uma grande bobagem", afirma Leonardo Weissmann, médico infectologista e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia. A Fiocruz também diz que é falso que "gargarejar com água morna ou salgada mata os vírus que se alojam nas amígdalas e evita que passem para os pulmões". Já o Ministério da Saúde reforça que "até o momento, não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus". Leia a checagem na íntegra. É #FAKE que soroterapia combate o coronavírus Circulam pelas redes sociais mensagens e vídeos de profissionais oferecendo soroterapia ou "shots de imunidade" para impedir os efeitos do novo coronavírus. Segundo os textos, os soros têm substâncias "nutrientes, antioxidantes e multivitamínicas" que reforçam o sistema imunológico de quem usa, combatendo a Covid-19. É #FAKE. Segundo a Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), a soroterapia não é um tratamento recomendado nem previne o coronavírus. A entidade informa que "não faz parte de seus protocolos a administração de soroterapia endovenosa para a prevenção de doenças infectocontagiosas, bem como não há nenhuma evidência científica de que a infusão de soros, com qualquer dose de vitaminas, minerais, aminoácidos, antioxidantes ou outros nutrientes, tenha efeito preventivo contra o novo coronavírus". "Isso é falso", diz o infectologista Sergio Cimerman, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia. "Totalmente fake, comercial. Não tem benefício nenhum. Tem efeito zero. Não existe nenhum remédio para aumentar a imunidade." Leia a checagem na íntegra. É #FAKE que tigela de água com alho recém-fervida cura o coronavírus Circula pelas redes sociais um texto que diz que uma tigela de água com alho recém-fervida é capaz de curar a pessoa da infecção pelo novo coronavírus. A mensagem é #FAKE. O Ministério da Saúde diz que a mensagem é falsa e pede para que ela não seja compartilhada. "Até o momento, não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo coronavírus (Covid-19)." A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que "o alho é um alimento saudável que pode ter algumas propriedades antimicrobianas". "No entanto, não há evidências no surto atual de que comer alho tenha protegido as pessoas do novo coronavírus", reforça. O médico Sergio Cimerman, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia, também é categórico: "Tudo mentira. Fake. Não é provado por nenhuma sociedade médica". Esse boato tem circulado em outros idiomas e também foi alvo de checagens de agências internacionais. A mensagem falsa, inclusive, já fez com que uma pessoa fosse hospitalizada após o consumo excessivo de alho. Segundo o The South China Morning Post, uma mulher da província de Zhejiang ingeriu tanto alho (cerca de 1,5 kg durante duas semanas) que acabou inflamando a garganta, a ponto de não conseguir mais falar. É #FAKE mensagem sobre coronavírus atribuída ao hospital de Stanford Circula pelas redes sociais uma mensagem que faz diversas orientações sobre o coronavírus e é atribuída ao hospital de Stanford, um dos melhores hospitais dos Estados Unidos, que fica em Palo Alto, no estado da Califórnia. Entre as dicas estão prender a respiração por 10 segundos para verificar se o coronavírus causou fibrose no coração, tomar água de 15 em 15 minutos para evitar a contaminação e beber líquidos mornos ou quentes para combater a infecção. É #FAKE. A assessoria de imprensa da Stanford Health Care e da School of Medicine diz, em nota, que a mensagem sobre a Covid-19 atribuída a um membro do conselho do hospital de Stanford não tem como autoria o complexo médico. A assessoria diz ainda que o texto tem “informações imprecisas” e recomenda uma visita ao site da instituição para saber mais sobre o coronavírus. Parte das informações, inclusive, já foi checada pela equipe do Fato ou Fake. O texto manda prender a respiração por 10 segundos para verificar se o coronavírus causou fibrose nos pulmões e diz que todos devem garantir que a boca e a garganta estejam úmidas e nunca secas, aconselhando tomar goles de água a cada 15 minutos para combater o vírus. Leia a checagem na íntegra. É #FAKE que Cuba tem enviado vacina contra o coronavírus para a China Circula pelas redes sociais uma mensagem que diz que Cuba anunciou que tem produzido e enviado para a China uma vacina contra o coronavírus que já curou 1.500 pessoas. A mensagem é #FAKE. Apesar do título chamativo, que fez com que a mensagem se propagasse nas redes sociais, o texto cita, na verdade, o Interferon Alfa 2B. Esse é apenas um dos 30 medicamentos escolhidos pelo governo chinês para tratar pacientes com coronavírus. Procurado pelo G1, o diretor de investigações biomédicas do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia de Cuba, Gerardo Guillen, afirma que Cuba não tem a vacina contra a Covid-19. "As informações que circulam se referem ao Interferon, que é um produto terapêutico, que se utiliza para fortalecer a imunização geral, não é específico como as vacinas. Obter uma vacina levará um ano ou um ano e meio", diz. Guillen falou a um canal de Cuba sobre o medicamento. O jornal Granma, órgão oficial do governo cubano, reafirma que o Interferón alfa2B é um dos medicamentos escolhidos pelo governo chinês para tratar problemas respiratórios. Leia a checagem na íntegra. É #FAKE que governo americano fez recomendação para as pessoas rasparem barba ou bigode por uso eficiente de máscaras contra o coronavírus Circula pelas redes sociais um cartaz com logotipos do governo norte-americano que mostra estilos de barba e de bigode e como eles se adequam às máscaras de proteção. Legendas que acompanham o cartaz dizem que se trata de uma recomendação do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos para que as pessoas removam alguns estilos de pelos faciais para conseguirem usar a máscara e se prevenirem contra o coronavírus. As mensagem são #FAKE. O Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos informa em seu perfil no Twitter que não recomenda nem sequer máscaras faciais ou respiradores para uso público em geral. O órgão afirma que o gráfico foi elaborado em 2017 pelo Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional (NIOSH) e é destinado a trabalhadores que usam respiradores, porque os pelos faciais podem causar vazamentos na vedação. O cartaz mostra, então, quais são os estilos menos apropriados. Não há nenhuma recomendação, porém, para que todas as pessoas raspem a barba ou o bigode, como alertam as mensagens virais nas redes sociais. Também não houve nenhum comunicado alertando que pessoas com barba ou bigode têm mais propensão a propagar o vírus, como pregam outros textos falsos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) não recomenda que pessoas que não apresentem sintomas respiratórios usem máscaras médicas, pois atualmente não há evidências de que o uso rotineiro de máscaras médicas por pessoas saudáveis impeça a transmissão de coronavírus. É #FAKE texto que diz que vitamina C e limão combatem o coronavírus Circula pelas redes sociais uma mensagem que recomenda o uso máximo de vitamina C e fatias de limão em um copo de água para combater ou prevenir o coronavírus. A mensagem é #FAKE. O infectologista e coordenador do Centro de Gestão do Coronavírus no Estado de São Paulo, David Uip, diz que ela é "totalmente falsa" e "não tem a menor sustentação". Uip afirma que não tem o menor nexo dizer que vitamina C combate o coronavírus. Questionado sobre a ideia de usar fatias de limão em um copo com água, ele é categórico: "Essa é a segunda asneira". O médico também refuta a afirmação contida na mensagem falsa que diz que "a doença parece ser causada pela fusão do gene entre uma cobra e um morcego". "Essa é a terceira asneira." O texto que circula em outros países e idiomas é uma compilação de outras duas mensagens já desmentidas pela equipe do Fato ou Fake. Uma delas diz que água de abacaxi quente combate células cancerígenas. A outra diz que água de coco quente mata células do mesmo tipo. É #FAKE mensagem em vídeo que diz que álcool gel não funciona como forma de prevenção contra o coronavírus Circula pelas redes sociais um vídeo em que um homem que se diz químico autodidata afirma que álcool gel não tem nenhuma eficácia e recomenda vinagre para prevenir o contágio do coronavírus. A mensagem é #FAKE. Professor do Instituto de Química da Universidade de São Paulo, Fábio Rodrigues diz que o trecho em que o homem diz que o álcool em gel só mata fungos e não mata bactérias ou vírus não é verdadeiro. Segundo ele, o álcool consegue atacar diferentes micro-organismos. Também é falsa, segundo ele, a parte em que o homem fala sobre gelatinantes. "De fato, gelatinantes podem ser usados em meio de cultura na placa de Petri, mas eles agem apenas para solidificar o meio. O que vai alimentar bactérias são os nutrientes adicionados no meio. Para vírus, isso não procede de forma nenhuma", diz o professor. Leia a checagem na íntegra. É #FAKE que governo chinês busca aprovação para matar 20 mil pacientes com coronavírus Circula pelas redes sociais uma mensagem que diz que a China busca aprovação de seu tribunal superior para matar mais de 20 mil pacientes com coronavírus e evitar a disseminação do vírus. É #FAKE. A Embaixada da China no Brasil diz que a mensagem é totalmente falsa. O Ministério da Saúde brasileiro também afirma que a informação é falsa, já que não há nenhum registro de audiência na Suprema Corte Popular da China sobre esse tema. A mensagem falsa circula também em outros idiomas e já foi alvo de agências de checagem mundo afora. A origem da mensagem é um site que tem a fama de divulgar informações falsas. É #FAKE que vídeo mostre crianças deitadas no chão com dor por causa do coronavírus na China Circula nas redes sociais um vídeo que mostra crianças berrando e sacudindo pernas e braços enquanto estão deitadas no chão. A mensagem que acompanha o vídeo afirma que as crianças estão "morrendo de dor" com o coronavírus em uma "cidade da China". É #FAKE. Na verdade, o vídeo não foi gravado na China nem sequer mostra pessoas com coronavírus. O vídeo foi feito em janeiro deste ano no estado de Gauteng, na África do Sul. A informação foi confirmada pelo pai do autor do vídeo, que estuda na escola do país africano e publicou as imagens na rede social TikTok. "O vídeo mencionado no TikTok não é do coronavírus, mas sim uma iniciação em uma escola de ensino médio. Não há absolutamente nada errado com aquelas crianças, e eles estão apenas fingindo ter um ataque de bomba como iniciação para entrar na escola. Algum idiota comentou no vídeo sobre o coronavírus e fizeram o vídeo se tornar viral", afirma o administrador da página no Facebook "Lowveld Venom Suppliers", onde trabalha o pai do adolescente. Procurado, o pai reafirma que a mensagem espalhada junto com o vídeo que diz que pessoas estavam morrendo de dor com o Covid-19 não é verdadeira. A mensagem falsa também foi compartilhada em outros idiomas, como turco, inglês e árabe. É #FAKE que desenho 'Os Simpsons' previu surto de coronavírus Circula pelas redes sociais mensagens e vídeos que dizem que um episódio de 1993 do desenho animado Os Simpsons previu o surto de coronavírus em 2020. É #FAKE. A mensagem falsa é composta por um quadro com quatro imagens extraídas de episódios dos Simpsons. Três delas são reais, do episódio Osaka Flu, de 1993, que mostra os personagens lidando com um surto de gripe que toma conta de Springfield após um operário de uma linha de montagem no Japão (e não na China) tossir em uma caixa enviada mais tarde à cidade com uma encomenda. Uma das imagens do painel usado na mensagem falsa tem a expressão "corona virus." Essa imagem, porém, é falsa. Ela foi manipulada digitalmente. A cena original foi retirada da história House Cat Flu e não menciona coronavírus, mas "apocalypse meow". O episódio do qual a imagem foi retirada conta uma história segundo a qual executivos de televisão, preocupados com a queda nas receitas, criam um surto de saúde pública para forçar as pessoas a ficar mais tempo em casa e assistir mais TV. Leia a checagem na íntegra. É #FAKE que vídeo mostre telhado cheio de morcegos fonte do coronavírus na China Circula nas redes sociais um vídeo que mostra o momento em que dezenas de morcegos saem voando quando operários movimentam peças de um telhado. A legenda que acompanha o vídeo afirma que as imagens são de Wuhan, na China, epicentro do coronavírus. A mensagem é #FAKE. Uma pesquisa reversa revela que as imagens estão na internet há quase dez anos. Mais que isso: elas não são de uma casa em Wuhan, na China, mas de uma residência em Miami, nos Estados Unidos. Morcegos são considerados uma possível fonte do coronavírus, mas não há essa confirmação ainda. Não se sabe ao certo qual animal é o vetor do surto que surgiu na cidade chinesa de Wuhan. É #FAKE mensagem que manda prender respiração por 10 segundos para verificar se coronavírus causou fibrose nos pulmões Circula com frequência pelas redes sociais um texto que sugere que as pessoas segurem o ar por dez segundos para saber se têm fibrose nos pulmões provocada pelo novo coronavírus. A mensagem é #FAKE. Os infectologistas Nancy Bellei e Leonardo Weissmann, da Sociedade Brasileira de Infectologia, consultados pela equipe do Fato ou Fake, são enfáticos: a mensagem é totalmente falsa. "É falso dizer que os pulmões têm 50% de fibrose. Esta técnica citada de respirar fundo e prender a respiração não tem nenhuma evidência. Para saber se há fibrose ou não, são necessários outros exames específicos", diz Weissmann. "É uma bobagem essa história da fibrose", diz Bellei. A mensagem também diz que se uma pessoa beber água a cada 15 minutos consegue se prevenir contra o vírus. Para os especialistas, isso não faz sentido. "É falsa também essa orientação que diz que beber água previne contra o coronavírus", afirma Weissmann. "Que adianta engolir líquidos? Tudo bobagem", complementa Bellei. É #FAKE que livro de 1981 previu o novo coronavírus Circulam pelas redes sociais imagens da capa do livro "The eyes of Darkness", de Dean Koontz, e alguns trechos atribuídos à obra. Uma legenda diz que o autor previu a ocorrência do novo coronavírus em Wuhan, na China. É #FAKE. A coleção mostra uma página do livro onde está descrita uma arma biológica "perfeita" chamada Wuhan-400, desenvolvida em laboratórios localizados perto da cidade chinesa. Em outro print, que dá a entender que seja do mesmo livro de Dean Koontz, está escrito que por volta de 2020 uma doença grave, tipo uma pneumonia, se espalhará por todo o mundo. Há um livro, de fato, escrito em 1981 pelo autor – nas edições recentes disponíveis da obra, a palavra Wuhan aparece seis vezes. Mas as coincidências não vão muito além disso. Leia a checagem na íntegra. É #FAKE que vídeo mostre motorista preso pela SWAT na China por estar com coronavírus Circula pelo WhatsApp um vídeo que mostra o momento em que um homem sem máscara é cercado e preso na China. A mensagem que acompanha as imagens diz que ele foi detido após ser barrado em uma blitz para detecção do coronavírus e não colaborar com as autoridades. É #FAKE. O vídeo, na verdade, mostra uma simulação realizada para treinamento de uma equipe da SWAT (Armas e Táticas Especiais) chinesa e foi reproduzido em veículos profissionais de mídia mundo afora. Ele mostra uma equipe especializada na província de Henan, na China, simulando a detenção de um motorista que tenta furar a equipe de bloqueio do coronavírus. O vídeo foi publicado nas redes sociais pelo perfil oficial do Gabinete de Gestão do Tráfego do Ministério da Segurança Pública da China e as legendas que o acompanham falam em exercício de resposta de emergência. Ou seja, não se trata de uma situação real. Apesar disso, várias mensagens dão a entender que o vídeo é real e que o procedimento tem sido comum no país asiático, o que não é verdade. A versão falsa da legenda para o vídeo circula também em outros idiomas. É #FAKE que vídeo que mostra cobras, ratos e cães prontos para consumo humano foi gravado na China Circula pelas redes sociais um vídeo que mostra um mercado a céu aberto onde ocorre a venda para consumo humano de diversos tipos de animais, entre eles, ratos, cachorros e cobras. Uma legenda diz: "Olha da onde vem o coronavirus! Esses chineses comem toda porcaria, cachorro, rato, morcego, cobra, insetos!!! Engraçado que parece que o resto do mundo não se comove com essa maldade... matar cachorro, gatos, etc... absurdo". É #FAKE. O vídeo mostra, na verdade, o mercado de Langowan, na Indonésia, e está publicado no Youtube pelo menos desde 19 de julho de 2019. Um dos trechos do vídeo mostra uma placa com a expressão "kantor pasar langowan", que significa escritório do mercado Langowan. Ao digitar "Pasar Langowan" no Google Maps, é possível descobrir a localização da feira, na Indonésia. O local fica a mais de 3 mil km de distância de Wuhan, na China, cidade considerada como epicentro da doença. É #FAKE que Bill Gates ou a CIA obtiveram a patente do coronavírus em 2015 Circulam pelas redes sociais posts com discurso conspiratório que dizem que o bilionário Bill Gates, co-fundador da Microsoft, é dono da patente do coronavirus registrada em 2015 e concedida em 2018. A teoria conspiratória afirma que a organização que obteve a patente, The Pirbright Institute, é financiada pela Fundação Bill e Melinda Gates. Em uma outra versão, a mensagem diz que a patente foi criada pela CIA, a agência de inteligência americana. Ambas são #FAKE. A patente mencionada na afirmação é de coronavírus, mas não o mesmo que em 2020 passou a se propagar em Wuhan, na China. Após a disseminação de mensagens falsas, o Instituto Pirbright divulgou um comunicado para esclarecer que realiza pesquisas sobre o vírus da bronquite infecciosa (IBV), um coronavírus que infecta aves de capoeira e o deltacoronavírus suíno que infecta porcos. "Atualmente, a Pirbright não trabalha com coronavírus humanos." A nota afirma que a patente 10130701 abrange o desenvolvimento de uma forma atenuada do coronavírus que pode ser potencialmente usada como uma vacina para prevenir doenças respiratórias em aves e outros animais. É #FATO que o governo brasileiro desaconselha viajar para a China Uma mensagem propagada nas redes sociais diz: "O governo federal desaconselha brasileiros a viajar para a China e recomenda que isso ocorra apenas em casos de extrema necessidade para evitar a contaminação pelo coronavírus". É #FATO. A orientação, porém, não é uma proibição. A recomendação faz parte das diretrizes publicadas no boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, do dia 28 de janeiro. O território chinês passa a ser considerado área de transmissão ativa da doença. As pessoas provenientes da China desde aproximadamente a segunda metade de janeiro e que apresentem febre e sintomas respiratórios podem ser consideradas casos suspeitos. É #FAKE que Brasil tem 10 mil infectados pelo coronavírus Circula nas redes sociais um vídeo em que um homem diz que há 10 mil infectados com o coronavírus no Brasil. É #FAKE. Já foi confirmado caso no país, mas o número está muito longe do propagado. Quando a mensagem se alastrou, aliás, havia apenas casos sob investigação no Brasil. Um balanço do Ministério da Saúde divulgado no dia 3 de março aponta que o Brasil tem 488 casos suspeitos de novo coronavírus. Desde o início do monitoramento, 240 casos foram descartados, e apenas dois foram confirmados. É #FAKE que OMS fez cartaz recomendando 'evitar sexo desprotegido com animais' Um cartaz que está viralizando no WhatsApp atribuído à OMS (Organização Mundial da Saúde) lista entre algumas recomendações para afastar o risco de infecção pelo coronavírus "evitar sexo desprotegido com animais selvagens ou de criação". É #FAKE. A imagem, que tem circulado principalmente em inglês, foi manipulada digitalmente. A palavra "sex" (sexo) foi colocada no lugar de "contact" (contato). Todas as dicas e os cartazes verdadeiros estão disponíveis para download no site da OMS. É #FAKE que foto mostra centenas de mortos em praça na China Circula pelas redes sociais um áudio com conteúdo alarmista acompanhado de uma foto com centenas de corpos estendidos no solo de uma praça. A mensagem, que diz que se trata de uma imagem feita na China, é #FAKE. A foto não é da China e nem é atual. A imagem foi registrada pelo fotógrafo Kai Pfaffenbach, da agência Reuters, em 24 de março de 2014. Ela retrata um projeto de arte em Frankfurt, na Alemanha, em memória das 528 vítimas do campo de concentração nazista de Katzbach. É #FAKE texto que manda beber água quente para evitar coronavírus Circula pelas redes sociais uma mensagem que diz ser uma notificação de emergência do Ministério da Saúde sobre o coronavírus, seguida de uma série de recomendações, como manter a garganta molhada e beber água quente. A mensagem é #FAKE. O Ministério da Saúde diz que a informação é falsa e reforça que não fez nenhuma notificação de emergência com as informações contidas na mensagem. A intectologista Nancy Bellei, consultora para a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e professora na Unifesp, afirma ainda que todas as recomendações contidas na mensagem são falsas. Leia a checagem na íntegra. É #FAKE que produtos importados da China podem conter coronavírus Circula pelas redes sociais uma mensagem que diz que produtos importados da China podem estar contaminados com o coronavírus quando chegam ao Brasil. É #FAKE. "Não há risco", diz a infectologista Nancy Bellei, consultora para a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e professora na Unifesp. O médico Drauzio Varella também diz que o vírus só é transmitido entre humanos e não sobrevive mais de 24 horas fora do organismo humano ou de algum animal. "Você pode, sim, comprar produtos chineses à vontade." O Ministério da Saúde afirma que não há nenhuma evidência que produtos enviados da China para o Brasil tragam o novo coronavírus. Argumenta ainda que vírus geralmente não sobrevivem muito tempo fora do corpo de outros seres vivos, e o tempo de tráfego destes produtos costuma ser de muitos dias. O órgão esclarece que a a Anvisa tem monitorado diariamente os portos, aeroportos e fronteiras e emitido alertas sonoros de conscientização para os passageiros. A Organização Mundial de Saúde (OMS) também é enfática ao dizer em sua seção de mitos sobre o coronavírus que é totalmente seguro receber encomendas da China sem risco de contrair a doença. Acesse aqui a matéria original do jornal O Globo. Gostou da nossa matéria? Clique aqui para assinar a nossa newsletter e receba mais conteúdos.

EXAME.COM/SÃO PAULO
Data Veiculação: 24/03/2020 às 12h38

O banco digital Nubank criou um fundo de 20 milhões de reais para apoiar seus clientes durante a pandemia de coronavírus. Os recursos vêm da verba de marketing da fintech e de outros ganhos de eficiência e custearão atendimento médico e psicológico remoto via vídeo, pedidos de supermercados e farmácias, entre outros serviços. Para isso, fechou parcerias com empresas como o Hospital Sírio-Libanês, o aplicativo de atendimento psicológico Zenclub, as empresas de delivery iFood e Rappi, e o aplicativo de produtos de pet shop Zee.Dog. A iniciativa funciona assim: o cliente entra em contato com o banco, explica sua necessidade, e o Nubank direciona o cliente para um parceiro da iniciativa, na medida do possível. Segundo o Nubank, sua equipe de atendimento está sendo treinada para ouvir as necessidades dos clientes e buscar formas de auxiliá-los. Os contatos podem ser feitos via telefone, chat e e-mail. As solicitações sobre os produtos do Nubank seguem sendo respondidas normalmente. O Sírio-Libanês disponibilizou mil atendimentos em sua plataforma de teleorientação médica para os clientes da fintech. O banco vai usar parte da verba do fundo para continuar oferecendo o serviço de forma gratuita, através de vouchers para agendar uma consulta virtual na plataforma do hospital. A parceria com a plataforma de atendimento psicológico Zenclub funcionará de forma semelhante. De acordo com a situação, a fintech vai disponibilizar vouchers para que seus clientes utilizem uma consulta na plataforma sem custo. O Zee.Dogvai oferecer 20% de desconto para clientes da fintech na primeira compra pelo app. O Nubank custeará mais atendimentos médicos e itens para os pets, com vouchers de até R$100 de desconto em compras no app, que funciona apenas nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Já a parceria com iFood e Rappi funcionará via créditos que poderão ser usados para entregas de comida ou outras compras. “Todo o valor da compra e entrega serão pagos pelo Nubank”, diz o banco. A fintech também vai auxiliar clientes que não tenham familiaridade com os aplicativos para que garantir que o pedido seja feito. A empresa afirma ainda que está adotando medidas para minimizar os impactos do coronavírus na vida financeira de seus clientes. Casos relativos a empréstimo pessoal e pagamento da fatura estão sendo avaliados através dos canais de atendimento.

TECMUNDO/CURITIBA
Data Veiculação: 24/03/2020 às 12h32

No último domingo (22), um grupo de hospitais brasileiros recebeu aval do governo federal para iniciar os testes com a hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19. O ensaio clínico começou a ser projetado há três semanas. Na segunda-feira (23), a Comissão Nacional de Ética e Pesquisa autorizou o Hospital Albert Einstein a iniciar os testes, em conjunto com os hospitais Sírio Libanês e o HCor. Vale destacar que, de acordo com a Anvisa, apesar de algumas pesquisas indicarem que a cloroquina pode ajudar no tratamento do novo coronavírus, com alguns resultados promissores, ainda não existem estudos conclusivos que comprovam o uso desses medicamentos para o tratamento da Covid-19. Portanto, não há recomendação da Anvisa, no momento, para a sua utilização em pacientes infectados ou mesmo como forma de prevenção à contaminação pelo novo coronavírus. Estudo adaptativo De acordo com o Dr. Luiz Vicente Rizzo, diretor-superintendente de pesquisa do Einstein, esse estudo da hidroxicloroquina coordenado pelo hospital é do tipo adaptativo. Isso significa que os testes serão realizados com pacientes que estejam apresentando sintomas em vários níveis de gravidade, sendo que cada hospital ficará a cargo de um desses níveis. No decorrer do estudo, os pacientes que apresentarem melhora mudarão de nível de gravidade. Fonte: Pixabay/ReproduçãoFonte: Pixabay Esse tipo de estudo é chamado adaptativo, pois flexibiliza a coleta de dados sem que o hospital precise seguir com os testes com pacientes em um único nível de evolução da doença. Segundo Rizzo, esse tipo de estudo é inovador no Brasil, e é pouco utilizado no resto do mundo. O estudo também será flexibilizado com relação à droga, uma vez que outros medicamentos poderão ser incluídos nos testes à medida que novas descobertas promissoras sejam feitas. A hidroxicloroquina, uma medicação inicialmente eficaz contra a malária, também tem sido testada no tratamento da covid-19 em outros países, como Estados Unidos e França. Cupons de desconto TecMundo: Cupom Hoteis.com: hospedagens com 10% OFF! Cupom de desconto Decolar passagens aéreas 25% OFF Cupom Booking passagens aéreas até 50% OFF Cupom Lojas Americanas: R$15 OFF + entregas no mesmo dia Cupom de desconto Casas Bahia Smartphone & TV até R$500 OFF

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 24/03/2020 às 12h00

Pessoas que utilizam medicamentos com cloroquina e hidroxicloroquina estão tendo dificuldade em encontrá-los nas farmácias de Teresina. Isso porque as substâncias foram apontadas como possível tratamento para a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. O Conselho Regional de Farmácia do Piauí (CRF-PI) reconheceu a falta, mas afirma que os estabelecimentos estão sendo reabastecidos. Veja serviços afetados pelo coronavírus no Piauí O que fazer e para onde ir em caso de aparecimento dos sintomas Uma das pessoas prejudicadas com a falta de hidroxicloroquina e cloroquina é a jovem Kelly Cunha. Há cerca de 12 anos, ela foi diagnosticada com lúpus e utiliza medicamentos com hidroxicloroquina no tratamento. Desde sábado (21), ela procura e não encontra nas farmácias. “Eu estou procurando desde sábado. Mas, tenho amigas que estão procurando desde a semana passada. Eu andei em mais ou menos umas seis farmácias e liguei para duas redes de farmácia”, comentou. Em entrevista ao G1, o presidente do Conselho Regional de Farmácia (CRF), Luiz Júnior, admitiu a falta de medicamentos nas farmácias. Entretanto, ele apontou que os medicamentos começaram a ser repostos nessa segunda-feira (23) e que algumas farmácias também devem ser reabastecidas nesta terça-feira (24). “Isso gerou uma correria nas drogarias na quarta e quinta-feira da semana passada. Sim, o estoque foi zerado, mas desde segunda (23) e ainda nesta terça-feira (24), está acontecendo novamente o reabastecimento”, comunicou. Prescrição médica O presidente do conselho, Luiz Júnior, informou também que a falta não vai mais acontecer, pois a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) incluiu os medicamentos cloroquina e hidroxicloroquina na lista de medicamentos controlados. “A Anvisa publicou uma resolução que inclui a hidroxicloroquina e a cloroquina na lista de medicamentos controlados, que é a chamada lista C1. A partir de agora, eles só serão vendidos com prescrição e retenção de receita nas farmácias para controle da venda. Essa mesma resolução garante que nos próximos 30 dias o cliente consiga comprar o medicamento que ele já tinha para que o paciente não fique desprotegido”, comentou. Incerteza da eficácia um estudo técnico elaborado pelo hospital Sírio Libanês, em São Paulo, aponta incerteza da eficácia do uso da hidroxicloroquina e da cloroquina no tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus. A pesquisa foi divulgada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a juízes de todo o país e pode ser levada em consideração para tomada de decisões judiciais envolvendo acesso aos medicamentos. As substâncias estão presentes em medicamentos contra a malária, reumatismo, inflamação nas articulações, lúpus, entre outros. Mas não há nenhuma comprovação sobre o benefício da substância no tratamento do novo vírus. A pneumologista Margareth Dalcolmo, pesquisadora da Fiocruz, no Rio de Janeiro, alertou que enquanto não há nenhuma comprovação científica de que essa utilização seja recomendada para tratamento da Covid-19, outras pessoas que precisam dos medicamentos estão prejudicadas pela falta deles nas farmácias. "Quem deve usar esses medicamentos são as pessoas com doença autoimune e com malária. São pessoas que fazem uso contínuo dessa medicação durante anos de suas vidas e que precisam dela pra controlar as suas doenças e hoje já sentem falta na rede comercial de farmácia, porque foi comprada de maneira indevida", explicou a pneumologista. Prevenção, contágio e sintomas Coronavírus: como lavar as mãos da forma ideal? Lavar as mãos de forma correta, uso de álcool em gel, máscaras, evitar contato pessoal e aglomerações de pessoas são algumas das orientações para evitar o contágio da doença. É importante também ficar atendo quanto às formas de transmissão do vírus e os sintomas. O infográfico abaixo ilustra algumas dessas situações: Coronavírus: infográfico mostra principais formas de transmissão e sintomas da doença — Foto: Infografia/G1 CORONAVÍRUS Últimas notícias sobre coronavírus VÍDEOS: Coronavírus: perguntas e respostas GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e letalidade Veja o que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus Quanto tempo o novo coronavírus vive em uma superfície ou no ar? Máscaras servem para proteção contra o novo coronavírus? Como se prevenir do coronavírus? Veja serviços afetados pelo coronavírus no Piauí O que fazer e para onde ir em caso de aparecimento dos sintomas Uma das pessoas prejudicadas com a falta de hidroxicloroquina e cloroquina é a jovem Kelly Cunha. Há cerca de 12 anos, ela foi diagnosticada com lúpus e utiliza medicamentos com hidroxicloroquina no tratamento. Desde sábado (21), ela procura e não encontra nas farmácias. “Eu estou procurando desde sábado. Mas, tenho amigas que estão procurando desde a semana passada. Eu andei em mais ou menos umas seis farmácias e liguei para duas redes de farmácia”, comentou. Em entrevista ao G1, o presidente do Conselho Regional de Farmácia (CRF), Luiz Júnior, admitiu a falta de medicamentos nas farmácias. Entretanto, ele apontou que os medicamentos começaram a ser repostos nessa segunda-feira (23) e que algumas farmácias também devem ser reabastecidas nesta terça-feira (24). “Isso gerou uma correria nas drogarias na quarta e quinta-feira da semana passada. Sim, o estoque foi zerado, mas desde segunda (23) e ainda nesta terça-feira (24), está acontecendo novamente o reabastecimento”, comunicou. O presidente do conselho, Luiz Júnior, informou também que a falta não vai mais acontecer, pois a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) incluiu os medicamentos cloroquina e hidroxicloroquina na lista de medicamentos controlados. “A Anvisa publicou uma resolução que inclui a hidroxicloroquina e a cloroquina na lista de medicamentos controlados, que é a chamada lista C1. A partir de agora, eles só serão vendidos com prescrição e retenção de receita nas farmácias para controle da venda. Essa mesma resolução garante que nos próximos 30 dias o cliente consiga comprar o medicamento que ele já tinha para que o paciente não fique desprotegido”, comentou. Um estudo técnico elaborado pelo hospital Sírio Libanês, em São Paulo, aponta incerteza da eficácia do uso da hidroxicloroquina e da cloroquina no tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus. A pesquisa foi divulgada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a juízes de todo o país e pode ser levada em consideração para tomada de decisões judiciais envolvendo acesso aos medicamentos. As substâncias estão presentes em medicamentos contra a malária, reumatismo, inflamação nas articulações, lúpus, entre outros. Mas não há nenhuma comprovação sobre o benefício da substância no tratamento do novo vírus. A pneumologista Margareth Dalcolmo, pesquisadora da Fiocruz, no Rio de Janeiro, alertou que enquanto não há nenhuma comprovação científica de que essa utilização seja recomendada para tratamento da Covid-19, outras pessoas que precisam dos medicamentos estão prejudicadas pela falta deles nas farmácias. "Quem deve usar esses medicamentos são as pessoas com doença autoimune e com malária. São pessoas que fazem uso contínuo dessa medicação durante anos de suas vidas e que precisam dela pra controlar as suas doenças e hoje já sentem falta na rede comercial de farmácia, porque foi comprada de maneira indevida", explicou a pneumologista. Lavar as mãos de forma correta, uso de álcool em gel, máscaras, evitar contato pessoal e aglomerações de pessoas são algumas das orientações para evitar o contágio da doença. É importante também ficar atendo quanto às formas de transmissão do vírus e os sintomas.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 24/03/2020 às 11h24

A aplicação dos testes para diagnosticar a Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, tem provocado muitas dúvidas: por que nem todos os casos estão sendo testados? Eu posso ser testado mesmo sem sintomas? Posso ser testado se tiver sintomas leves? Quantos testes o Brasil tem? Veja perguntas e respostas sobre os testes: Quantos testes para Covid-19 o Brasil tem disponíveis? O Ministério da Saúde fez um pedido inicial ao Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz, no Rio de Janeiro, para a produção de 25 mil testes diagnósticos da Covid-19. Segundo a Fiocruz, até quinta-feira (19) foram distribuídos 17,9 mil testes a 27 Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) e laboratórios de referência nacional, como Adolfo Lutz, em São Paulo; Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz, no Rio de Janeiro; e Instituto Evandro Chagas, no Pará. Deste total, 2,5 mil foram utilizados até quinta. A previsão é de que em abril sejam entregues mais 40 mil testes para o novo coronavírus, e, até o fim do ano, 1 milhão no total. Todos os testes produzidos pela Fiocruz deverão ser usados no Sistema Único de Saúde (SUS), ou seja, na rede pública. No domingo (22), o Ministério da Saúde anunciou que pretende aumentar os testes do tipo PCR (que usam o código genético do vírus) para chegar a uma escala de 30 a 50 mil exames diários. Além disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na quarta-feira (18) que cinco empresas produzissem oito novos testes rápidos de coronavírus. A expectativa é que elas coloquem no mercado 640 mil kits de diagnóstico, que ainda estão em produção. A entrega para o governo ou outros eventuais compradores ainda não tem data prevista. No sábado (21), o governo anunciou ainda que, dentro das próximas semanas, vai receber 10 milhões de testes rápidos para diagnóstico da Covid-19. Desses, ao menos 5 milhões serão usados, com prioridade, nos profissionais de saúde. Nas esferas estaduais, o governo de São Paulo anunciou, na segunda-feira (23), uma rede que será capaz de fazer 2 mil testes por dia a partir desta quarta (25). Segundo o governo, a rede será composta de 17 laboratórios ligados à USP, com apoio do Instituto Butantan. Em relação à cidade de São Paulo, a Prefeitura afirmou que já fez quase 15 mil testes nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e que comprou mais 100 mil testes, previstos para chegar na semana que vem, para diagnosticar a Covid-19. No Rio de Janeiro, a Secretaria de Estado de Saúde comunicou, também na segunda (23), ter recebido uma doação da Petrobras de 200 mil testes diagnósticos para a Covid-19. Os testes, que são do tipo PCR, foram importados dos Estados Unidos e devem chegar ao Brasil em abril. O Brasil recebeu algum teste diagnóstico da OMS? Sim. Agora, o país produz os próprios testes, com base no protocolo da Organização Mundial de Saúde (OMS) Segundo o diretor-geral organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a entidade enviou 1,5 milhão de testes diagnósticos de Covid-19 para 120 países ao redor do mundo – entre eles o Brasil. Quem produz os testes brasileiros? A Fiocruz está produzindo os testes diagnósticos para atender à rede pública de saúde. A entidade fabrica exames do tipo PCR, que sequenciam o genoma de uma amostra para verificar se há presença do vírus. Segundo especialistas, ele é mais preciso, mas demora mais para dar o resultado. Alguns hospitais e laboratórios – como o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, o laboratório Sabin e o Grupo Fleury – produzem seus próprios testes, também do tipo PCR. Testes para diagnosticar coronavírus podem levar de 15 minutos a 7 dias; veja os diferentes tipos O governo do estado de São Paulo anunciou na sexta (20) que o Instituto Butantan também vai produzir testes para detectar o coronavírus, e, na quarta (18), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou oito novos testes de coronavírus, que serão produzidos ou importados por empresas privadas. Quais pacientes podem ser testados? No Brasil, hoje, são testados somente os casos graves. Outros testes por amostragem estão sendo feitos em 114 unidades de saúde do país, que integram a "rede sentinela", segundo o Ministério da Saúde. Portanto, os testes não são aplicados para todos os interessados. Segundo o governo, a medida é adotada porque já está comprovada a transmissão comunitária (quando não é possível traçar a origem da infecção). Neste cenário, todos passam a ser casos suspeitos para a doença. O Ministério da Saúde anunciou, no sábado (21), que casos leves passarão a ser testados depois que o país receber mais testes diagnósticos. A previsão é de que, nas próximas semanas, sejam recebidos 10 milhões de testes rápidos para a Covid-19. Os primeiros 5 milhões, que estão previstos para chegar nesta semana, deverão ser usados com prioridade em profissionais de saúde. Por que o hospital nem sempre faz teste em quem está passando mal e com todos os sintomas? Porque, segundo o Ministério da Saúde, agora o objetivo dos testes é entender o comportamento do vírus caso um paciente tenha um caso grave da doença e desenvolva pneumonia. Além disso, se uma pessoa chegar a um posto de saúde com quadro de insuficiência respiratória, por exemplo, ela será tratada para esse quadro, e não para a Covid-19. Não há tratamento específico para a doença. Alguns medicamentos em teste têm mostrado resultados positivos, mas inconclusivos – ainda é necessário que uma amostra maior da população seja testada e que todos os efeitos colaterais sejam verificados. O que autoridades e especialistas dizem sobre fazer testes só nos casos mais graves? Existem dois lados da questão: uma é que, ao fazer a "testagem em massa", é possível saber o número real de casos existentes, rastrear a contaminação e propor uma quarentena. Do outro lado, como já há transmissão comunitária no Brasil (quando não é possível saber como se deu a infecção), todos estão sujeitos à contaminação. Neste cenário, "você tem que ficar de quarentena de qualquer jeito se tiver qualquer sintoma respiratório", afirma o pneumologista André Nathan, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O pneumologista alerta que a recomendação de ficar em casa se tiver sintomas continua valendo. "Como não há um tratamento específico [para a Covid-19], o que muda a conduta se você faz um teste em um paciente que não está grave? Ele tem que ficar em casa de qualquer de qualquer jeito. E, se estiver grave, tem que ir para o hospital" – André Nathan, pneumologista. Coronavírus: o preocupante papel dos infectados sem sintomas na propagação da Covid-19 A situação é diferente em casos de infecção pelo vírus da família Influenza, que causa a gripe. Neste caso, há tratamento específico. "Aí tem uma justificativa maior pra testar", diz Nathan. Já a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que sejam feitos testes em casos suspeitos – e não somente nos mais graves, segundo a diretora-geral assistente de medicamentos e vacinas da organização, Mariângela Simão. "É para testar pessoas que tenham sintoma de doença respiratória ou de gripe. Uma questão importante é a disponibilidade de testes. A OMS lançou uma chamada de interesse e houve 40 produtores de testes que se candidataram. Muitos desses testes ainda estão sob investigação – o mercado dos testes ainda não é totalmente claro", afirmou Simão. Já Sotiris Missailidis, vice-diretor de pesquisa e desenvolvimento da Fiocruz, afirmou que "a experiência com a Coreia do Sul é que o teste diminui muito os casos de letalidade no coronavírus, que é o contrário do que aconteceu na Itália, que não tinha testagem frequente". OMS: não há evidência de que o ibuprofeno piore infecções por novo coronavírus Como são feitos os testes? Se o teste for do tipo PCR, primeiro coleta-se uma amostra de dentro do nariz ou do fundo da garganta do paciente. O teste consegue determinar se o material genético do vírus está presente na amostra. O resultado leva cerca de 4 horas para sair. O PCR é o único tipo de teste disponível na rede pública de saúde do Brasil. Ele não tem mais necessidade de contraprova (que é quando um novo exame é feito para comprovar o resultado do primeiro, com a mesma amostra). No início do contágio, a contraprova era aplicada para monitorar a presença do vírus – agora, já é fato que ele circula pelo país. Conheça os tipos de testes para Covid-19 Outra alternativa são os testes que determinam se o paciente tem os anticorpos (produzidos pelo seu próprio sistema imune) para o vírus ou os antígenos virais (produzidos pelo vírus) dentro do corpo – eles foram aprovados pela Anvisa, mas ainda não estão disponíveis. Esses testes são mais rápidos: levam de 10 a 30 minutos para mostrar o resultado e podem ser feitos com amostras de sangue, soro, plasma ou de material das vias respiratórias do paciente. Quantas amostras o Brasil pode analisar por dia? Segundo o Ministério da Saúde, os laboratórios centrais nos 26 estados e no Distrito Federal têm capacidade de analisar, por dia, cerca de 100 amostras de exames para a Covid-19 por dia. Já nos 3 laboratórios de referência, essa capacidade é de cerca 200 amostras por dia. No total, a capacidade de análise é de cerca 3,3 mil amostras por dia - cerca de 16,5 mil por semana. Em comparação, na Alemanha, por exemplo, os laboratórios são capazes de analisar cerca de 160 mil testes por semana, segundo o governo do país. Os alemães foram elogiados pela OMS por sua capacidade de testagem. Nesta sexta-feira (20), o governo brasileiro afirmou que estuda utilizar a rede privada para ampliar a capacidade de processamento de testes para o diagnóstico do novo coronavírus. Por que o Brasil não faz tantos testes como outros países? Devido ao tamanho do país e à quantidade de pessoas, segundo Sotiris Missailidis, vice-diretor de pesquisa e desenvolvimento da Fiocruz. "A realidade do Brasil é totalmente diferente em termos de números e em termos de espaço do que a Coreia do Sul. Estamos entregando testes para o SUS e a pretendemos escalonar isso para poder testar mais e mais pessoas caso for necessário, como previsto, na verdade” – Sotiris Missailidis, da Fiocruz. "Não adianta a gente fornecer 1 milhão de testes se não temos capacidade de processar esses testes", afirma. Fundação Oswaldo Cruz produz kits para teste de coronavírus O governo aprovou novos testes? Como eles são? Na quinta-feira (19), a Anvisa aprovou o registro de 8 tipos de testes rápidos para a Covid-19. Esses são diferentes do PCR: precisam de 10 a 30 minutos para mostrar o resultado e não detectam o genoma do vírus, e sim anticorpos produzidos pelo corpo do paciente ou antígenos virais - as substâncias produzidas pelo próprio vírus. Eles devem estar disponíveis tanto no setor público quanto privado, segundo as empresas, mas serão vendidos a laboratórios, e não diretamente ao consumidor. A previsão de venda inicial, para abril, é de 640 mil kits diagnósticos. A entrega para o governo ou outros eventuais compradores ainda não tem data prevista. O Brasil vai importar ou adotar testes rápidos? No sábado (21), o governo que, dentro das próximas semanas, vai receber 10 milhões de testes rápidos para diagnóstico da Covid-19. Desses, ao menos 5 milhões serão usados, com prioridade, nos profissionais de saúde. Os testes são produzidos por uma empresa chinesa e aprovados por agências reguladoras da China e pela Comissão Europeia, mas ainda não são validados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo o Ministério da Saúde. Por que autoridades e famosos fizeram testes, alguns várias vezes, e eu não consigo? Em nota, o Ministério da Saúde afirmou ao G1 que as autoridades do governo brasileiro fizeram os testes na rede privada: “No caso das autoridades do alto escalão do governo, eles voltaram de viagem ao exterior, tiveram contato com casos confirmados e fazem parte do grupo de risco [pessoas com mais de 60 anos]. Eles procuraram hospitais particulares e realizaram os exames na rede privada” – Ministério da Saúde, em nota. Ao anunciar o resultado negativo de seu primeiro exame para a Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro informou que seu exame havia sido feito pelo laboratório Sabin e pelo Hospital das Forças Armadas, em Brasília. O laboratório, segundo informação publicada em seu site, é credenciado pelo Ministério da Saúde e faz testes do tipo PCR. O exame também só pode ser feito em hospitais (para pacientes internados ou do pronto socorro) e, em domicílio, mediante "apresentação do pedido médico, somente em casos suspeitos". Desde então, o presidente fez mais um teste para o novo coronavírus, que também deu negativo, e mencionou, na sexta (20), que é possível que faça um terceiro teste. A influencer Gabriela Pugliesi, que afirmou ter sido diagnosticada com o novo coronavírus, disse no dia 10 de março que passou por exames no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Segundo Publiesi, ela recebeu o diagnóstico da doença dois dias depois, em 12 de março. O hospital informou ao G1 que, para fazer um teste de Covid-19, o paciente precisa de indicação médica e ser considerado um caso grave. “Está muito mais perto do que a gente pensa”, diz Gabriela Pugliesi sobre coronavírus *colaboraram Carolina Dantas e Fabio Manzano CORONAVÍRUS Últimas notícias sobre coronavírus VÍDEOS: Coronavírus: perguntas e respostas GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e letalidade Veja o que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus Quanto tempo o novo coronavírus vive em uma superfície ou no ar? Máscaras servem para proteção contra o novo coronavírus? Como se prevenir do coronavírus? Veja perguntas e respostas sobre os testes: O Ministério da Saúde fez um pedido inicial ao Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz, no Rio de Janeiro, para a produção de 25 mil testes diagnósticos da Covid-19. Segundo a Fiocruz, até quinta-feira (19) foram distribuídos 17,9 mil testes a 27 Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) e laboratórios de referência nacional, como Adolfo Lutz, em São Paulo; Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz, no Rio de Janeiro; e Instituto Evandro Chagas, no Pará. Deste total, 2,5 mil foram utilizados até quinta. A previsão é de que em abril sejam entregues mais 40 mil testes para o novo coronavírus, e, até o fim do ano, 1 milhão no total. Todos os testes produzidos pela Fiocruz deverão ser usados no Sistema Único de Saúde (SUS), ou seja, na rede pública. No domingo (22), o Ministério da Saúde anunciou que pretende aumentar os testes do tipo PCR (que usam o código genético do vírus) para chegar a uma escala de 30 a 50 mil exames diários. Além disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na quarta-feira (18) que cinco empresas produzissem oito novos testes rápidos de coronavírus. A expectativa é que elas coloquem no mercado 640 mil kits de diagnóstico, que ainda estão em produção. A entrega para o governo ou outros eventuais compradores ainda não tem data prevista. No sábado (21), o governo anunciou ainda que, dentro das próximas semanas, vai receber 10 milhões de testes rápidos para diagnóstico da Covid-19. Desses, ao menos 5 milhões serão usados, com prioridade, nos profissionais de saúde. Nas esferas estaduais, o governo de São Paulo anunciou, na segunda-feira (23), uma rede que será capaz de fazer 2 mil testes por dia a partir desta quarta (25). Segundo o governo, a rede será composta de 17 laboratórios ligados à USP, com apoio do Instituto Butantan. Em relação à cidade de São Paulo, a Prefeitura afirmou que já fez quase 15 mil testes nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e que comprou mais 100 mil testes, previstos para chegar na semana que vem, para diagnosticar a Covid-19. No Rio de Janeiro, a Secretaria de Estado de Saúde comunicou, também na segunda (23), ter recebido uma doação da Petrobras de 200 mil testes diagnósticos para a Covid-19. Os testes, que são do tipo PCR, foram importados dos Estados Unidos e devem chegar ao Brasil em abril. Sim. Agora, o país produz os próprios testes, com base no protocolo da Organização Mundial de Saúde (OMS) Segundo o diretor-geral organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a entidade enviou 1,5 milhão de testes diagnósticos de Covid-19 para 120 países ao redor do mundo – entre eles o Brasil. A Fiocruz está produzindo os testes diagnósticos para atender à rede pública de saúde. A entidade fabrica exames do tipo PCR, que sequenciam o genoma de uma amostra para verificar se há presença do vírus. Segundo especialistas, ele é mais preciso, mas demora mais para dar o resultado. Alguns hospitais e laboratórios – como o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, o laboratório Sabin e o Grupo Fleury – produzem seus próprios testes, também do tipo PCR. Testes para diagnosticar coronavírus podem levar de 15 minutos a 7 dias; veja os diferentes tipos O governo do estado de São Paulo anunciou na sexta (20) que o Instituto Butantan também vai produzir testes para detectar o coronavírus, e, na quarta (18), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou oito novos testes de coronavírus, que serão produzidos ou importados por empresas privadas. No Brasil, hoje, são testados somente os casos graves. Outros testes por amostragem estão sendo feitos em 114 unidades de saúde do país, que integram a "rede sentinela", segundo o Ministério da Saúde. Portanto, os testes não são aplicados para todos os interessados. Segundo o governo, a medida é adotada porque já está comprovada a transmissão comunitária (quando não é possível traçar a origem da infecção). Neste cenário, todos passam a ser casos suspeitos para a doença. O Ministério da Saúde anunciou, no sábado (21), que casos leves passarão a ser testados depois que o país receber mais testes diagnósticos. A previsão é de que, nas próximas semanas, sejam recebidos 10 milhões de testes rápidos para a Covid-19. Os primeiros 5 milhões, que estão previstos para chegar nesta semana, deverão ser usados com prioridade em profissionais de saúde. Porque, segundo o Ministério da Saúde, agora o objetivo dos testes é entender o comportamento do vírus caso um paciente tenha um caso grave da doença e desenvolva pneumonia. Além disso, se uma pessoa chegar a um posto de saúde com quadro de insuficiência respiratória, por exemplo, ela será tratada para esse quadro, e não para a Covid-19. Não há tratamento específico para a doença. Alguns medicamentos em teste têm mostrado resultados positivos, mas inconclusivos – ainda é necessário que uma amostra maior da população seja testada e que todos os efeitos colaterais sejam verificados. Existem dois lados da questão: uma é que, ao fazer a "testagem em massa", é possível saber o número real de casos existentes, rastrear a contaminação e propor uma quarentena. Do outro lado, como já há transmissão comunitária no Brasil (quando não é possível saber como se deu a infecção), todos estão sujeitos à contaminação. Neste cenário, "você tem que ficar de quarentena de qualquer jeito se tiver qualquer sintoma respiratório", afirma o pneumologista André Nathan, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O pneumologista alerta que a recomendação de ficar em casa se tiver sintomas continua valendo. "Como não há um tratamento específico [para a Covid-19], o que muda a conduta se você faz um teste em um paciente que não está grave? Ele tem que ficar em casa de qualquer de qualquer jeito. E, se estiver grave, tem que ir para o hospital" – André Nathan, pneumologista. Coronavírus: o preocupante papel dos infectados sem sintomas na propagação da Covid-19 A situação é diferente em casos de infecção pelo vírus da família Influenza, que causa a gripe. Neste caso, há tratamento específico. "Aí tem uma justificativa maior pra testar", diz Nathan. Já a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que sejam feitos testes em casos suspeitos – e não somente nos mais graves, segundo a diretora-geral assistente de medicamentos e vacinas da organização, Mariângela Simão. "É para testar pessoas que tenham sintoma de doença respiratória ou de gripe. Uma questão importante é a disponibilidade de testes. A OMS lançou uma chamada de interesse e houve 40 produtores de testes que se candidataram. Muitos desses testes ainda estão sob investigação – o mercado dos testes ainda não é totalmente claro", afirmou Simão. Já Sotiris Missailidis, vice-diretor de pesquisa e desenvolvimento da Fiocruz, afirmou que "a experiência com a Coreia do Sul é que o teste diminui muito os casos de letalidade no coronavírus, que é o contrário do que aconteceu na Itália, que não tinha testagem frequente". Se o teste for do tipo PCR, primeiro coleta-se uma amostra de dentro do nariz ou do fundo da garganta do paciente. O teste consegue determinar se o material genético do vírus está presente na amostra. O resultado leva cerca de 4 horas para sair. O PCR é o único tipo de teste disponível na rede pública de saúde do Brasil. Ele não tem mais necessidade de contraprova (que é quando um novo exame é feito para comprovar o resultado do primeiro, com a mesma amostra). No início do contágio, a contraprova era aplicada para monitorar a presença do vírus – agora, já é fato que ele circula pelo país. Conheça os tipos de testes para Covid-19 Outra alternativa são os testes que determinam se o paciente tem os anticorpos (produzidos pelo seu próprio sistema imune) para o vírus ou os antígenos virais (produzidos pelo vírus) dentro do corpo – eles foram aprovados pela Anvisa, mas ainda não estão disponíveis. Esses testes são mais rápidos: levam de 10 a 30 minutos para mostrar o resultado e podem ser feitos com amostras de sangue, soro, plasma ou de material das vias respiratórias do paciente. Segundo o Ministério da Saúde, os laboratórios centrais nos 26 estados e no Distrito Federal têm capacidade de analisar, por dia, cerca de 100 amostras de exames para a Covid-19 por dia. Já nos 3 laboratórios de referência, essa capacidade é de cerca 200 amostras por dia. No total, a capacidade de análise é de cerca 3,3 mil amostras por dia - cerca de 16,5 mil por semana. Em comparação, na Alemanha, por exemplo, os laboratórios são capazes de analisar cerca de 160 mil testes por semana, segundo o governo do país. Os alemães foram elogiados pela OMS por sua capacidade de testagem. Nesta sexta-feira (20), o governo brasileiro afirmou que estuda utilizar a rede privada para ampliar a capacidade de processamento de testes para o diagnóstico do novo coronavírus. Devido ao tamanho do país e à quantidade de pessoas, segundo Sotiris Missailidis, vice-diretor de pesquisa e desenvolvimento da Fiocruz. "A realidade do Brasil é totalmente diferente em termos de números e em termos de espaço do que a Coreia do Sul. Estamos entregando testes para o SUS e a pretendemos escalonar isso para poder testar mais e mais pessoas caso for necessário, como previsto, na verdade” – Sotiris Missailidis, da Fiocruz. "Não adianta a gente fornecer 1 milhão de testes se não temos capacidade de processar esses testes", afirma. Na quinta-feira (19), a Anvisa aprovou o registro de 8 tipos de testes rápidos para a Covid-19. Esses são diferentes do PCR: precisam de 10 a 30 minutos para mostrar o resultado e não detectam o genoma do vírus, e sim anticorpos produzidos pelo corpo do paciente ou antígenos virais - as substâncias produzidas pelo próprio vírus. Eles devem estar disponíveis tanto no setor público quanto privado, segundo as empresas, mas serão vendidos a laboratórios, e não diretamente ao consumidor. A previsão de venda inicial, para abril, é de 640 mil kits diagnósticos. A entrega para o governo ou outros eventuais compradores ainda não tem data prevista. No sábado (21), o governo que, dentro das próximas semanas, vai receber 10 milhões de testes rápidos para diagnóstico da Covid-19. Desses, ao menos 5 milhões serão usados, com prioridade, nos profissionais de saúde. Os testes são produzidos por uma empresa chinesa e aprovados por agências reguladoras da China e pela Comissão Europeia, mas ainda não são validados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo o Ministério da Saúde. Em nota, o Ministério da Saúde afirmou ao G1 que as autoridades do governo brasileiro fizeram os testes na rede privada: “No caso das autoridades do alto escalão do governo, eles voltaram de viagem ao exterior, tiveram contato com casos confirmados e fazem parte do grupo de risco [pessoas com mais de 60 anos]. Eles procuraram hospitais particulares e realizaram os exames na rede privada” – Ministério da Saúde, em nota. Ao anunciar o resultado negativo de seu primeiro exame para a Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro informou que seu exame havia sido feito pelo laboratório Sabin e pelo Hospital das Forças Armadas, em Brasília. O laboratório, segundo informação publicada em seu site, é credenciado pelo Ministério da Saúde e faz testes do tipo PCR. O exame também só pode ser feito em hospitais (para pacientes internados ou do pronto socorro) e, em domicílio, mediante "apresentação do pedido médico, somente em casos suspeitos". Desde então, o presidente fez mais um teste para o novo coronavírus, que também deu negativo, e mencionou, na sexta (20), que é possível que faça um terceiro teste. A influencer Gabriela Pugliesi, que afirmou ter sido diagnosticada com o novo coronavírus, disse no dia 10 de março que passou por exames no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Segundo Publiesi, ela recebeu o diagnóstico da doença dois dias depois, em 12 de março. O hospital informou ao G1 que, para fazer um teste de Covid-19, o paciente precisa de indicação médica e ser considerado um caso grave. *colaboraram Carolina Dantas e Fabio Manzano.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 24/03/2020 às 11h21

O Prefeito de São Paulo, Bruno Covas, testou negativo para o coronavírus. O resultado do exame foi divulgado por Covas em sua conta nas redes sociais. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o secretário estadual de Saúde testaram negativo para o novo coronavírus. O resultado dos exames foi divulgado na manhã desta terça-feira (24). Doria e José Henrique Germann realizaram o teste após o médico infectologista David Uip, 67 anos, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus do governo do estado de São Paulo, testar positivo para a doença nesta segunda-feira (23). Com o resultado, Uip ficará em isolamento domiciliar pelos próximos 14 dias. "Acabo de saber que meu exame deu positivo. Estou bem, febre baixa, tosse e repouso. Ficarei em quarentena por 14 dias. Espero voltar rápido as minhas atividades. Agradeço a solidariedade. Obrigado", disse Uip em vídeo. Médico David Uip está infectado com coronavírus O prefeito da capital, Bruno Covas (PSDB), também deve ser submetido ao exame. Doria e Covas farão teste para o coronavírus após David Uip ter resultado positivo em exame São Paulo tem 30 mortes por coronavírus no estado; são 745 casos confirmados David Everson Uip é um médico infectologista brasileiro, ex-diretor-executivo do Instituto do Coração de São Paulo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas desde fevereiro de 2009. Uip fez exames no Hospital Sírio-Libanês, na região central da capital, nesta segunda, após sentir sintomas de gripe. Segundo a secretaria estadual de Saúde, David Uip acordou com sintomas de febre e tosse, realizou exames, e aguardará o resultado em isolamento, na sua casa, no bairro do Morumbi. Por volta de 14h desta segunda, Uip divulgou um vídeo em que conta que acordou com febre baixa e, por conta do cargo que ocupa, resolveu fazer o exame. "Estou muito bem. Sinto ainda um pouquinho de febre, de vez em quando tusso um pouquinho. Pode ser o coronavírus, ou qualquer outro. Por precaução, em cima daquilo que estamos falando, eu estou isolado. E se o exame for positivo, eu manterei a quarentena como qualquer outra pessoa. Se for negativo e eu estiver bem, voltaremos ao nosso trabalho. Mas estou muito bem, obrigado. Agradeço o carinho e a preocupação de todos." CORONAVÍRUS Últimas notícias sobre coronavírus VÍDEOS: Coronavírus: perguntas e respostas GUIAM ILUSTRADO: sintomas, transmissão e letalidade Veja o que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus quanto tempo o novo coronavírus vive em uma superfície ou no ar? Máscaras servem para proteção contra o novo coronavírus? Como se prevenir do coronavírus? O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o secretário estadual de Saúde testaram negativo para o novo coronavírus. O resultado dos exames foi divulgado na manhã desta terça-feira (24). Doria e José Henrique Germann realizaram o teste após o médico infectologista David Uip, 67 anos, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus do governo do estado de São Paulo, testar positivo para a doença nesta segunda-feira (23). Com o resultado, Uip ficará em isolamento domiciliar pelos próximos 14 dias. "Acabo de saber que meu exame deu positivo. Estou bem, febre baixa, tosse e repouso. Ficarei em quarentena por 14 dias. Espero voltar rápido as minhas atividades. Agradeço a solidariedade. Obrigado", disse Uip em vídeo. O prefeito da capital, Bruno Covas (PSDB), também deve ser submetido ao exame. Doria e Covas farão teste para o coronavírus após David Uip ter resultado positivo em exame São Paulo tem 30 mortes por coronavírus no estado; são 745 casos confirmados David Everson Uip é um médico infectologista brasileiro, ex-diretor-executivo do Instituto do Coração de São Paulo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas desde fevereiro de 2009. Uip fez exames no Hospital Sírio-Libanês, na região central da capital, nesta segunda, após sentir sintomas de gripe. Segundo a secretaria estadual de Saúde, David Uip acordou com sintomas de febre e tosse, realizou exames, e aguardará o resultado em isolamento, na sua casa, no bairro do Morumbi. Por volta de 14h desta segunda, Uip divulgou um vídeo em que conta que acordou com febre baixa e, por conta do cargo que ocupa, resolveu fazer o exame. "Estou muito bem. Sinto ainda um pouquinho de febre, de vez em quando tusso um pouquinho. Pode ser o coronavírus, ou qualquer outro. Por precaução, em cima daquilo que estamos falando, eu estou isolado. E se o exame for positivo, eu manterei a quarentena como qualquer outra pessoa. Se for negativo e eu estiver bem, voltaremos ao nosso trabalho. Mas estou muito bem, obrigado. Agradeço o carinho e a preocupação de todos."

SAÚDE JUR
Data Veiculação: 24/03/2020 às 00h00

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) disponibilizou no e-NATJus Nacional – plataforma que, por meio de consultoria à distância, fornece notas, pareceres e respostas técnicas com fundamentos científicos que auxiliam na decisão de ações relacionadas à saúde – o Parecer Técnico nº 123, do Hospital Sírio Libanês, sobre a liberação do uso da hidroxicloroquina e da cloroquina. O documento em questão pode orientar magistrados em eventuais tomadas de decisões a respeito de pedidos de fornecimento do medicamento. De acordo com o estudo técnico, tanto a eficácia quanto a segurança dos medicamentos em questão nos pacientes infectados com a Covid-19 é incerta, e o uso rotineiro nestas situações não pode ser recomendado enquanto resultados de estudos em andamento consigam avaliar apropriadamente seus efeitos. Na semana passada, o Ministério da Saúde informou que o governo federal validou o uso da cloroquina apenas no tratamento de pacientes em estado grave, uma vez que ainda não há evidencias que sustentem sua aplicação de forma indiscriminada. *Com informações do CNJ e TJSP

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 24/03/2020 às 07h00

Limpeza interna deve ser feita com álcool de 70% de concentração Crédito: André Lessa/Estadão O veículo pode ser um reservatório de vírus e também vetor de transmissão. Em outras palavras, caso esteja infectado pelo coronavírus, pode transmitir doença onde estiverem. Por isso, é importante tomar algumas precauções para evitar a infecção. INSCREVA-SE NO CANAL DO JORNAL DO CARRO NO YOUTUBE O primeiro conselho, de acordo com o médico Aly Said Yassine, especialista em medicina de tráfego do Detran-SP, é manter as janelas abertas, para promover a circulação de ar dentro do veículo. “É importante fazer o ‘turnover’ aéreo”, diz Yassine, referindo-se à necessidade de troca de ar do interior do carro. O ar-condicionado tende a fazer o ar circular dentro do veículo – às vezes sem a necessária renovação com o do exterior. Se o vírus estiver na cabine, irá se espalhar mais facilmente entre os ocupantes. Veja também Vendas diárias de carros caem 44% por causa do coronavírus Trump diz que ajudará montadoras por causa do coronavírus Coronavírus faz Detran liberar CNH vencida no RJ e flexibilizar bafômetro no CE Higienizar com frequência as superfícies é outro ponto destacado pelo médico, que trabalha também no Hospital Sírio Libanês. A limpeza deve ser feita em todas as partes tocadas por motorista e passageiros. No caso do condutor, o especialista cita cinco áreas que merecem atenção: volante, alavancas de câmbio e de freio de estacionamento. Maçanetas (internas e externas) e teclas dos vidros elétricos, além dos comandos de som, por exemplo, também são importantes. Para a higienização, o especialista recomenda uso de álcool com 70% de concentração ou uma solução com água e detergente. Carros de aplicativo. Aos passageiros, especialmente os de táxis e carros de aplicativo, Yassine recomenda tocar o mínimo possível nas superfícies. “O ideal é mexer só onde é necessário. Afivelar o cinto de segurança, fechar a porta e ponto final.” Segundo o médico, o vírus pode resistir de dois a três dias em um banco de couro, e de cinco a sete dias em assentos de tecido. A limpeza deve ser refeita toda vez que houver um “movimento novo”, como mexer em dinheiro ou em máquina de cartão, por exemplo. Para impedir que o veículo se transforme em um vetor de contaminação, Yassine diz que é fundamental que quem tiver sintomas do coronavírus não saia de casa. O médico lembra que um motorista profissional (de táxi ou aplicativo) pode entrar em contato com 30 pessoas em um dia normal de trabalho. Ele também aconselha a prática da “etiqueta respiratória” pelo motorista e ocupantes do carro. “Deve-se usar máscara e cobrir o rosto com o antebraço ao espirrar ou tossir.” Volante é foco uma pesquisa realizada nos EUA no ano passado apontou o volante como a parte mais suja do carro. E a cabine pode ter mais bactérias do que um assento sanitário. O estudo, feito por um portal de aluguel de carros, mediu a quantidade média de bactérias existente por centímetro quadrado, ou unidades formadoras de colônias (CFU, em inglês). Foram encontradas 629 CFU no volante, ante a média de 172 CFU em assentos de vasos sanitários.

JCNET/BAURU
Data Veiculação: 24/03/2020 às 06h00

São Paulo - São falsas as informações que circulam nas redes sociais sobre a cura de 100% dos pacientes diagnosticados com o novo coronavírus tratados com os medicamentos hidroxicloroquina e azitromicina associados. Na verdade, ainda não há comprovação da eficácia e da segurança dos remédios no combate à doença. Segundo as publicações erradas, os medicamentos começaram a ser usados pelo Hospital do Coração e pela rede Prevent Senior na semana passada. Uma pessoa afirma em áudio que circula em grupos de WhatsApp de que isso deve mudar os "rumos da doença", o que ainda não é realidade. Em nota divulgada nesta segunda-feira (23), o HCor afirma que ainda vai iniciar ainda nesta semana pesquisas para avaliar a eficácia e segurança de hidroxicloroquina e azitromicina no tratamento de pacientes com a Covid-2019. O resultado dos testes só ficará disponível em um período de 60 a 90 dias. Ainda segundo a nota, o trabalho é resultado de uma aliança entre o Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio Libanês e BRICNet (Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva), além do HCor, em parceria com o Ministério da Saúde. Participarão do estudo de 40 a 60 hospitais. Na semana passada, a Prevent Senior também divulgou o início de pesquisa usando os medicamentos em pacientes com a doença diagnosticada. Segundo a rede, o método ainda é experimental. "Será feito apenas com paciente em estado crítico e cujos familiares nos derem o seu consentimento", afirmou Claudia Lopes, gerente médica da Prevent Senior, em vídeo divulgado pela rede. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) enquadrou a hidroxicloroquina e cloroquina como medicamentos de controle especial. Em nota, a entidade afirmou que recebeu relatos de que a procura pelos medicamentos aumentou depois que algumas pesquisas indicaram que estes produtos podem ajudar no tratamento da Covid-19. Os estudos, porém, são preliminares e carecem de comprovação científica. A falta dos produtos pode deixar os pacientes com malária, lúpus e artrite reumatoide sem os tratamentos adequados. No vídeo divulgado pela Prevent Senior, a médica Claudia Lopes ressalta que não há evidência de que os medicamentos funcionem de maneira preventiva. Por isso, ela pede que as pessoas não comprem ou consumam a medicação sem prescrição médica.

O GLOBO ONLINE/RIO DE JANEIRO
Data Veiculação: 24/03/2020 às 04h30

No estado de São Paulo, estão previstos 2.900 novos leitos para atendimento público, exclusivo a pacientes com a Covid-19. Anunciados nesta segunda, 900 novos leitos emergenciais no Hospital das Clínicas vão se juntar aos 1.800 que serão montados no Anhembi, centro de convenções na Zona Norte da capital, e aos 200 no estádio do Pacaembu. Glossário do coronavírus: Entenda os termos que explicam a pandemia De acordo com o governo paulista, o maior prédio do HC será destinado apenas a atendimento de pacientes com o novo coronavírus. Os pacientes de outras especialidades médicas serão transferidos para outros sete institutos que ficam no mesmo complexo. Em toda a estrutura do Hospital das Clínicas, a previsão é que ao menos 200 leitos comecem a operar já nesta sexta-feira. Outros 700 devem ficar prontos até 7 de abril. No Pacaembu, a expectativa é que os leitos fiquem prontos no início da próxima semana. A data de entrega da estrutura do Anhembi não foi informada. Serviço: O GLOBO lança robô que tira dúvidas e desmente boatos sobre coronavírus A rede privada também se mobiliza para aumentar os leitos diante da alta demanda. O Hospital Israelita Albert Einstein, onde foi realizado o primeiro exame positivo para coronavírus no país, vai aumentar os leitos de UTI. Para isso, adaptará um centro cirúrgico, usado para operações que não são de urgência, e usará o espaço para abrir novos leitos de terapia intensiva. Na manhã de ontem, o hospital tinha 80 pacientes internados, sendo 51 confirmados e 29 suspeitos para a Covid-19. Dos confirmados, 23 estão na UTI. O Hospital Sírio Libanês, uma das principais referências de atendimento à saúde privada no Brasil, tem hoje 455 leitos operacionais, mas nem todos estão em uso. Dos 38 já montados na enfermaria, 33 estão ocupados. Já na Unidade de Terapia Intensiva, 13 de 22 estão abrigando pacientes em tratamento para coronavírus. O hospital afirma que se prepara para uma eventual necessidade de abrigar pacientes do SUS. Regras para economizar No Rio, o Hospital Federal Clementino Fraga, com 25 leitos de UTI, impôs regras que vão desde a proibição de roupas do tratamento intensivo pelos corredores até a regra de que funcionários não usem adornos, como bijuterias. O comunicado foi feito em carta do diretor, professor Marcos Freire, que criou um Gabinete de Crise: o plano é desocupar leitos e desmarcar cirurgias eletivas para atender casos de coronavírus. Estão sendo operados apenas pacientes com câncer ou doenças cardiovasculares. O hospital não atende os pacientes antes de passar pelo Sistema de Regulação no estado. Está tentando a compra de novos respiradores para a rede de leitos. Os médicos não estão usando máscaras para o tratamento de pacientes no cotidiano. — Estamos sem garantia financeira alguma do governo federal de que esses insumos que em muitos hospitais sejam repostos. O sistema já está sendo ameaçado pela falta de insumos. E para esses pacientes não adianta leito sem insumos — avalia a médica do SUS Maria Aparecida Diogo Braga, ex-diretora de Autogestão e Saúde do Ministério da Saúde. Na rede privada, a estratégia do hospital Copa D’Or é a mesma: realocação de pacientes menos graves para outros hospitais. Os 300 leitos e 104 de UTI poderão ser disponibilizadas, segundo a direção. Hoje, há 12 pacientes com diagnóstico positivo no hospital. Esses leitos foram realocados para uma área específica, para onde irão pacientes novos em estado mais grave. Há insumos no estoque. Mas a preocupação com a falta, diante da evolução prevista para a doença nas próximas semanas, é semelhante à do setor público. Siga no Twitter: Força-tarefa do GLOBO divulga as principais notícias, orientações e dicas de prevenção da doença Também no Rio, três gigantes do setor privado de saúde decidiram se unir, em consórcio inédito, para reativar e doar ao SUS, em caráter de urgência, 110 leitos, entre os quais 28 de Terapia Intensiva, para o combate ao coronavírus no estado. A iniciativa, fruto da parceria entre as redes D’Or e Ímpar e a UnitedHealth Group Brasil (Amil), vai recuperar cinco andares desativados do Hospital São Francisco na Providência de Deus, antigo Hospital da Ordem Terceira, na Usina, Zona Norte do Rio, com a expectativa de entrega dos primeiros leitos já na próxima semana. O consórcio vai destinar recursos para obras de adequação das instalações e doará e emprestará equipamentos como ventiladores mecânicos, monitores cardíacos, entre outros, além de capital de giro para suportar a aquisição de insumos e despesas de pessoal. O diretor executivo da Rede D’Or, Marcelo Pina, explicou que, desde a semana passada, o consórcio, em articulação com a Secretaria Estadual de Saúde, estuda um plano de ação emergencial que envolve a revisão de parte elétrica, pintura e montagem dos equipamentos. Os leitos inativos, distribuídos em três centros de terapia intensiva e quatro andares de apartamentos, foram oferecidos pelo próprio hospital ao secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, pelo frei franciscano Paulo Batista, diretor do hospital: — Nossa instituição é religiosa, inspirada em São Francisco, e é caritativa. Já está no nosso DNA o nosso compromisso com a vida. Em algumas reuniões, as instituições privadas tentaram ver como poderiam dar uma resposta, no sentido de salvar vidas. A prefeitura do Rio também já anunciou que montará um Hospital de Campanha com 500 leitos no RioCentro, em Jacarepaguá, na Zona Oeste. O local deverá receber pacientes da rede municipal que necessitam ou se recuperam de cirurgias eletivas ou estão em tratamento, liberando os leitos das demais unidades de saúde para infectados com o coronavírus. A previsão é que estejam prontos em um mês. Profissionais que estão na linha de frente do combate ao vírus temem pela falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), de treinamentos para o seu uso e também o grande fluxo de pacientes que chega às unidades sem que haja um planejamento para a separação dos casos suspeitos. Segundo o Sindicato dos Enfermeiros do Rio de Janeiro, 50 profissionais foram postos em quarentena nos últimos sete dias, por suspeita de trem contraído o novo coronavírus. Falta de equipamento A vice-presidente do sindicato, Libia Bellusci, diz que a entidade recorreu à Justiça: — Entramos com duas ações civis públicas, para obrigar as unidades de saúde a disponibilizar, na quantidade adequada, equipamentos de proteção para os enfermeiros, como luvas e máscaras. Os problemas são percebidos também pelo Sindicato dos Médicos do RJ, que entrou, na última semana, com três ações exigindo o fornecimento a profissionais de saúde de EPIs indicados pela Anvisa. Conseguiram liminar exigindo o abastecimento de EPIs em até 48 horas. Alexandre Telles, presidente da entidade, reforça que a situação das unidades de saúde no estado já era precária antes da epidemia. Agora, a situação está pior, colocando em risco os médicos e suas famílias, diz ele. A Associação Médica Brasileira inaugurou, na quinta-feira, um canal para receber denúncias de faltas de EPIs para profissionais de saúde. Até o início da tarde de ontem, foram registradas 1.533 denúncias.

O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 24/03/2020 às 03h00

PANDEMIA DO CORONAVIRUS Quarentena paulista começa a vigor hoje, mas cidades do interior se adiantam. Pág.AlO} David Uip testa positivo e governador Doria faz exame O infectologista David Uip, chefe do Centro de Contingenciamento de São Paulo, está com covid-19, informou ontem o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). “O resultado deu positivo. Ele está isolado, passa bem e permanecerá em sua residência”, escreveu Doria no Twitter. Ele disse que também se submeteu ao teste e prometeu divulgar o resultado. Uip apresentou tosse e febre na madrugada desta segunda feira e fez o teste para o coronavírus pela manhã. O infectologista, de 67 anos, foi examinado no Hospital Sírio Libanês, onde coordena o Departamento de Infectologia. No Palácio dos Bandeirantes, a notícia deixou o primeiro es calão do governo em alerta, uma vez que o médico vem participando de mais de uma reunião diária com o secretário estadual de Saúde, José Henrique Germann, e com o governador. O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), foi outra autoridade que teve contato com Uip nos últimos dias. Ele também informou que fará o teste e permanecerá isolado até o resultado. Desde o ano passado, Covas vem passando por um tratamento de quimioterapia, para enfrentar um câncer. Doria vai permanecer isolado na ala residencial do Palácio dos Bandeirantes, despachando por WhatsApp e e-mail, até que saia o resultado do exame que fez para saber se foi infectado pelo coronavírus. Segundo auxiliares, a previsão é de que o resultado saia hoje. Uip foi um dos mais próximos interlocutores de Doria desde o início da pandemia. Os dois estiveram lado a lado em entrevistas coletivas em locais fechados e participaram de outros eventos juntos nos últimos dias. Aliados de Doria estão apreensivos com o resultado. Se o exame der positivo, o Palácio dos Bandeirantes terá de fazer uma operação de isolamento do governador e testagem de todos que estiveram com ele. Segundo o Ministério da Saúde, o período de incubação, que é o tempo que leva para os primeiros sintomas aparecerem desde a infecção pelo novo coronavírus, pode ser de 2 a 14 dias. Durante o período de incubação, casos assintomáticos não são contagiosos. / érika motoda, PEDRO VENCESLAU e JOÃO PRATA

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | COTIDIANO - EDIÇÃO NACIONAL
Data Veiculação: 24/03/2020 às 03h00

Médico está no comando do enfrentamento ao coronavírus no estado de SP são paulo O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), confirmou nesta segunda-feira (23) que David Uip, médico infectologista e coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus, está com a Covid-19.0 anúncio foi feito pelo governador no TWitter. “Ele está isolado, passa bem e permanecerá em sua residência. Há pouco me submetí ao teste e, assim que obtiver o resultado, divulgarei’’, disse o governador, que esteve ao lado de Uip em entrevistas ao longo da semana passada. O prefeito Bruno Covas (PSDB), seguindo orientação médica, também vai se submeter ao teste para verificar se está com o coronavírus. Ele ficará isolado, trabalhando em seu gabinete, até que o resultado seja publicado. Covas passa por tratamento para combater um câncer na região do estômago desde outubro do ano passado. De- David Uip publicou vídeo em que fala sobre os sintomas que sentiu Reprodução pois de completar oito sessões de quimioterapia, o prefeito passou, no final de fevereiro, a fazer um tratamento com imunoterapia para a metástase nos linfonodos. Como adiantado pela coluna Mônica Bergamo, Uip acordou nesta segunda com febre e tosse, foi submetido ao teste para Covid-19 n0 Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, e já entrou em Isolamento. A convite do governador João Doria, o infectologista e exsecretário de estado da Saúde lidera um grupo formado por 12 especialistas em saúde, que monitora permanentemente o cenário epidemiológico do coronavírus no estado de São Paulo, no Brasil e no mundo. É o primeiro caso de eoronavírus entre as autoridades que combatem a pandemia no estado de SR No governo federal, ao menos 24 pessoas que fizeram parte da comitiva do presidente Jair Bolsonaro em visita aos EUA no início do mês já foram diagnosticadas com o novo coronavírus. Apesar de ter tido contato com essas pessoas, Bolsonaro afirmou que manterá sua rotina no Palácio do Planalto e que pode fazer novos testes. “Fiz dois testes. Talvez faça mais um porque eu sou uma pessoa que tenho contato com muita gente”, disse.

O GLOBO/RIO DE JANEIRO | Geral
Data Veiculação: 24/03/2020 às 03h00

COMBATE AO CORONAVÍRUS País soma esforços para ampliar atendimento, mas faltam insumos Braga Netto é indicado coordenador de ações; para militares, prevenção ficou para trás EDSON LOPES JR/SECOM Obra em progresso. Operários trabalham na instalação de hospital de campanha no Palácio das Convenções do Anhembi, Zona Norte da capital paulista, que terá 1,800 leitos. Outros 200 serão instalados no Estádio do Pacaembu Enquanto o Ministério da Saúde, governos estaduais e as redes pública e privada de hospitais correm para instalar mais leitos destinados a casos menos graves e também de terapia intensiva, faltam insumos no país, como equipamentos de proteção para profissionais da saúde. No Rio e em São Paulo, a rede hospitalar está reorganizando a oferta de leitos e economizando material para esperar o pico da Covid-19. Na capital paulista, dois mil leitos foram doados pela rede privada. O presidente Bolsonaro determinou que o general Braga Netto, da Casa Civil, coordene ações de “combate ao contágio”. Para os militares, a fase de prevenção já ficou para trás. PÁGiNAS4e8 CONFIRMADOS 1.891 MORTOS 34 FONTE: MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA EVITAR 0 COLAPSO EM RIO E SP, HOSPITAIS POUPAM INSUMOS E CRIAM NOVOS LEITOS Em São Paulo. Montagem de Hospital de Campanha no Anhembi, centro de convenções na Zona Norte da cidade, que terá 1.800 leitos; no total, estão previstos 2.900 leitos para atendimento público ANA LETÍCIA LEÃO, CÉLIA COSTA, CHICO OTÁVIO, ELISA MARTINS, LEO BRANCO E MAIÁ MENEZES sociedade@oglobo.com.br RIO E SÃO PAULO rede de saúde do país já dá sinais de que não suportará o número de atendimentos pelo novo coronavírus. Falta de equipamento de proteção para os profissionais de saúde, leitos insuficientes e procedimentos inadequados ao receber os doentes são algumas das ameaças ao sistema, segundo médicos e enfermeiros ouvidos pelo GLOBO. Mas hospitais privados e públicos em todo o país estão em alerta, usando estratégias para aumentar ou esvaziar leitos e economizar insumos para quando o pico da crise for atingido. Segundo o ministério, subiu para 1.891 o número de casos confirmados de coronavírus (Covid-19) no Brasil —até domingo, eram 1.546. As mortes foram de 25 a 34, sendo 30 no estado de São Paulo e quatro no Rio de Janeiro. O governo prevê que os casos continuem a crescer ao menos até junho. No estado de São Paulo, estão previstos 2.900 novos leitos para atendimento público, exclusivo a pacientes com Covid-19. Anunciados ontem, 900 novos leitos emergenciais no Hospital das Clínicas vão se juntar aos 1.800 que serão montados no Anhembi, centro de convenções na Zona Norte da capital, e aos 200 no estádio do Pacaembu. De acordo com o governo paulista, o maior prédio do HC será destinado apenas a atendimento de pacientes com o novo coronavírus. Os pacientes de outras especialidades médicas serão transferidos para outros sete institutos que ficam no mesmo complexo. Em toda a estrutura do Hospital das Clínicas, a previsão é que ao menos 200 leitos comecem a operar já nesta sexta-feira. Outros 700 devem ficar prontos até 7 de abril. No Pacaembu, a expectativa é que os leitos fiquem prontos no início da próxima semana. A data de entrega da estrutura do Anhembi não foi informada. A rede privada também se mobiliza para aumentar os leitos diante da alta demanda. O Hospital Israelita Albert Einstein, onde foi realizado o primeiro exame positivo para coronavírus no país, vai aumentar os leitos de UTI. Para isso, adaptará um centro cirúrgico, usado para operações que não são de urgência, e usará o espaço para abrir novos leitos de terapia intensiva. Na manhã de ontem, o hospital tinha 80 pacientes internados, sendo 51 confirmados e 29 suspeitos para a Covid-19. Dos confirmados, 23 estão na UTI. O Hospital Sírio Libanês, uma das principais referências de atendimento à saúde privada no Brasil, tem hoje 455 leitos operacionais, mas nem todos estão em uso. Dos 38 já montados na enfermaria, 33 estão ocupados. Já na Unidade de Terapia Intensiva, 13 de 22 estão abrigando pacientes em tratamento para coronavírus. O hospital afirma que se prepara para uma eventual necessidade de abrigar pacientes do SUS. REGRAS PARA ECONOMIZAR No Rio, o Hospital Federal Clementino Fraga, com 25 leitos de UTI, impôs regras que vão desde a proibição de roupas do tratamento intensivo pelos corredores até a regra de que funcionários não usem adornos, como bijuterias. O comunicado foi feito em carta do diretor, professor Marcos Freire, que criou um Gabinete de Crise: o plano é desocupar leitos e desmarcar cirurgias eletivas para atender casos de coronavírus. Estão sendo operados apenas pacientes com câncer ou doenças cardiovascular- DISTRIBUIÇÃO DE UTIS Maioria dos leitos no Brasil está disponível na rede privada UTIS POR 10 MIL HABITANTES (PÚBLICAS E PRIVADAS) UTIS POR ESTADO SUS Privado 3 ou mais De 1 a 3 Menos de 1 MÍNIMO RECOMENDANDO PELA OMS Fonte: Data SUS * Os dados são referentes a fevereiro de 2020 e não consideram UTIs neonatais NUMERO TOTAL 10.137 lares. O hospital não atende os pacientes antes de passar pelo Sistema de Regulação no estado. Está tentando a compra de novos respiradores para a rede de leitos. Os médicos não estão usando máscaras para o tratamento de pacientes no cotidiano. — Estamos sem garantia financeira alguma do governo federal de que esses insumos que em muitos hospitais sejam repostos. O sistema já está sendo ameaçado pela falta de insumos. E para esses pacientes não adianta leito sem insumos —avalia a médica do SUS Maria Aparecida Diogo Braga, ex-diretora de Autogestão e Saúde do Ministério da Saúde. Na rede privada, a estratégia do hospital Copa D’Or é a mesma: realocação de pacientes menos graves para outros hospitais. Os 300 leitos e 104 de UTI poderão ser disponibilizadas, segundo a direção. Hoje, há 12 pacientes com diagnóstico positivo no hospital. Esses leitos foram realocados para uma área específica, para onde irão pacientes novos em estado mais grave. Há insumos no estoque. Mas a preocupação com a falta, diante da evolução prevista para a doença nas Próximas semanas, é semelhante à do setor público. Também no Rio, três gigantes do setor privado de saúde decidiram se unir, em consórcio inédito, para reativar e doar ao SUS, em caráter de urgência, 110 leitos, entre os quais 28 de Terapia Intensiva, para o combate ao coronavírus no estado. A iniciativa, fruto da parceria entre as redes D’Or e ímpar e a UnitedHealth Group Brasil (Amil), vai recuperar cinco andares desativados do Hospital São Francisco na Providência de Deus, antigo Hospital da Ordem Terceira, na Usina, Zona Norte do Rio, com a expectativa de entrega dos primeiros leitos já na próxima semana. O consórcio vai destinar recursos para obras de adequação das instalações e doará e emprestará equipamentos como ventiladores mecânicos, monitores cardíacos, entre outros, além de capital de giro para suportar a aquisição de insumos e despesas de pessoal. O diretor executivo da Rede D’Or, Marcelo Pina, explicou que, desde a semana passada, o consórcio, em articulação com a Secretaria Estadual de Saúde, estuda um plano de ação emergencial que envolve a revisão de parte elétrica, pintura e montagem dos equipamentos. Os leitos inativos, distribuídos em três centros de terapia intensiva e quatro andares de apartamentos, foram oferecidos pelo próprio hospital ao secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, pelo frei franciscano Paulo Batista, diretor do hospital: — Nossa instituição é religiosa, inspirada em São Francisco, e é caritativa. Já está no nosso DNA o nosso compromisso com a vida. Em algumas reuniões, as instituições privadas tentaram ver como poderiam dar uma resposta, no sentido de salvar vidas. A prefeitura do Rio também já anunciou que montará um Hospital de Campanha com 500 leitos no RioCentro, em Jacarepaguá, na Zona Oeste. O local deverá receber pacientes da rede municipal que necessitam ou se recuperam de cirurgias eletivas ou estão em tratamento, liberando os leitos das demais unidades de saúde para infectados com o coronavírus. A previsão é que estejam prontos em um mês. FALTA DE EQUIPAMENTOS Profissionais que estão na linha de frente do combate ao vírus temem pela falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), de treinamentos para o seu uso e também o grande fluxo de pacientes que chega às unidades sem que haja um planejamento para a separação dos casos suspeitos. Segundo o Sindicato dos Enfermeiros do Rio de Janeiro, 50 profissionais foram postos em quarentena nos últimos sete dias, por suspeita de trem contraído o novo coronavírus. A vice-presidente do sindicato, Libia Bellusci, diz que a entidade recorreu à Justiça: — Entramos com duas ações civis públicas, para obrigar as unidades de saúde a disponibilizar, na quantidade adequada, equipamentos de proteção para os enfermeiros, como luvas e máscaras. Os problemas são percebidos também pelo Sindicato dos Médicos do RJ, que entrou, na última semana, com três ações exigindo o fornecimento a profissionais de saúde de EPÍs indicados pela Anvisa. Conseguiram liminar exigindo o abastecimento de EPIs em até 48 horas. Alexandre Telles, presidente da entidade, reforça que a situação das unidades de saúde no estado já era precária antes da epidemia. Agora, a situação está pior, colocando em risco os médicos e suas famílias, diz ele. A Associação Médica Brasileira inaugurou, na quinta-feira, um canal para receber denúncias de faltas de EPIs para profissionais de saúde. Até o início da tarde de ontem, foram registradas 1.533 denúncias.

O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | OUTROS
Data Veiculação: 24/03/2020 às 03h00

SÉRGIO CASTRO/ESTADÃO NO CARRO NÃO DÊ CARONA AO CORONAVÍRUS Jornal do Carro Motorista e passageiros precisam tomar cuidados para não Levar o vírus de um Local a outro; confira dicas importantes Hairton Poncictno O veículo pode ser um reservatório de vírus e também vetor de transmissão. Em outras palavras, caso esteja infectado pelo coronavírus, pode transmitir ♦ doença onde estiverem. Por isso, é importante tomar algumas pre- ♦ cauções para evitar a infecção. O primeiro conselho, de acordo com o médico Aly Said Yassine, especialista em medicina de tráfego do Detran-SP, é manter as janelas abertas, para promover a circulação de ar dentro do veículo. “É importante fazer o ‘turnover’ aéreo”, diz Yassine, referindo-se à necessidade de troca de ar do interior do carro. O ar-condicionado tende afazer o ar circular dentro do veículo às vezes sem a necessária renovação com o do exterior. Se o vírus estiver na cabine, irá se espalhar mais facilmente entre os ocupantes. Higienizar com frequência as superfícies é outro ponto destacado pelo médico, que trabalha também no Hospital Sírio Libanês. A limpeza deve ser feita em todas as partes tocadas por motorista e passageiros. No caso do condutor, o especialista cita cinco áreas que merecem atenção: volante, alavancas de câmbio e de freio de estacionamento,maçanetas (internas e externas) e teclas dos vidros elétricos, além dos comandos de som, por exemplo. Para a higienização, o especialista recomenda uso de álcool com 70% de concentração ou uma solução com água e detergente. Aos passageiros, especialmente os de táxis e carros de aplicativo, Yassine recomenda tocar o mínimo possível nas superfícies. “O ideal é mexer só onde é necessário. Afivelar o cinto do Passageiro indesejado. Dependendo do revestimento, a covid-19 pode durar até sete dias nos bancos do automóvel to de segurança, fechar aporta e ponto final.” Segundo o médico, o vírus pode resistir de dois a três dias em um banco de couro, e de cinco a sete dias em assentos de tecido. A limpeza deve ser refeita toda vez que houver um “movimento novo”, como mexer em dinheiro ou em máquina de cartão, por exemplo. Para impedir que o veículo se transforme em um vetor de contaminação, Yassine diz que é fundamental que quem tiver sintomas do coronavírus não saia de casa. O médico lembra que um motorista profissional (de táxi ou aplicativo) pode entrar em contato com 30 pessoas em um dia normal de trabalho. Ele também aconselha a prática da “etiqueta respiratória” pelo motorista e ocupantes do carro. “Deve-se usar máscara e cobrir o rosto com o antebraço ao espirrar ou tossir.” Volante é foco. Uma pesquisa realizada nos EUA no ano passado apontou o volante como a parte mais suja do carro. E a cabine pode ter mais bactérias do que um assento sanitário. O estudo, feito por um portal de aluguel de carros, mediu a quantidade média de bactérias existente por centímetro quadrado, ou unidades formadoras de colônias (CFU, em inglês). Foram encontradas 629 CFU no volante, ante a média de 172 CFU em assentos de vasos sanitários.

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 24/03/2020 às 03h00

Funcionários de empresa de limpeza desinfetam rua e calçada diante do hospital Sírio-Libanês, em SP Eduardo Anizeiii/ Foihapi.

TERRA/SÃO PAULO
Data Veiculação: 24/03/2020 às 01h37

Nesta semana, a Manole Educação realizará três aulas (online com transmissão ao vivo) gratuitas para colaborar e preparar médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e profissionais de saúde mais jovens e sem tanta experiência a se aperfeiçoar em como fazer ventilação mecânica, atender os idosos e pacientes com COVID-19, nessa verdadeira "guerra" e luta contra o tempo. O objetivo é ajudar equipes de saúde de todo o Brasil a qualificar ainda mais os seus profissionais, por meio de webinares. As aulas online são um canal de atualização importante nesse momento e passaram a ser ainda mais essenciais nessa situação de isolamento social ou mesmo restrição de movimentação e contato com outras pessoas. Segundo a CEO da Manole Educação, Amarylis Manole, a última aula, sobre Manejo clínico do paciente grave com COVID-19, ministrada pelo Prof. Dr. Luciano C. P. de Azevedo, Livre-docente da USP e Superintendente de Ensino do Hospital Sírio-Libanês, teve mais de 76 mil acessos e 9 mil médicos participando online e esclarecendo dúvidas. "Vamos precisar treinar os estudantes de medicina em primeiros cuidados, para que os mais experientes trabalhem nas UTIs e possam estar na linha de frente dos atendimentos mais complexos", afirma a executiva que possui mais de 15 anos de experiência na área de saúde. "Vivemos um momento de uma crise sanitária sem precedentes, que também trouxe uma humanidade entre as pessoas, poucas vezes vividas na história da civilização. A Manole não poderia fechar os olhos para tudo o que está ocorrendo e resolvemos dar nossa contribuição para que possamos estar mais preparados para um dos maiores desafios já enfrentados", afirma a executiva. Amarylis Manole lembra que, pela disseminação do vírus em todo o Brasil, tornam-se ainda mais importantes os cursos on-line, que podem ser acessados em qualquer estado, bastam ter um computador ou smartphone com acesso à internet. Os próximos webinares, com acesso aberto e gratuito, serão: Atendimento ao Idoso com suspeita de COVID-19 Dia 23/03 às 19h30 com Dr. Rodrigo Antonio Brandão Neto e Dr. José Renato Amaral Inscrições: http://inscricao.manoleeducacao.com.br/webinar/?webinar_id=133 COVID-19 para profissionais da Saúde (auxiliar de enfermeiros, enfermeiros, farmacêuticos, biomédicos, etc.) Dia 24/03 às 19h30 com Prof. Dr. Luciano C.P. de Azevedo Inscrições: http://inscricao.manoleeducacao.com.br/webinar/?webinar_id=135 Suporte Ventilatório no COVID-19 Dia 26/03 às 19h30 com Dr. José Paulo Ladeira Inscrições: http://inscricao.manoleeducacao.com.br/webinar/?webinar_id=134 A executiva prevê um enorme acesso e a Manole Educação está preparando cada vez mais conteúdos para oferecer para a demanda que deverá ocorrer. "Solicitamos que a participação seja somente de profissionais da saúde e médicos. As aulas não se destinam ao público em geral", pede a executiva para que a plataforma não fique sobrecarregada com participantes que não irão utilizar os conhecimentos na sua profissão. Website: http://manoleeducacao.com.br/