Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 24/02/2021 às 23h15

Um ano após o primeiro caso de Covid-19 no país, hospitais ampliaram o uso da telemedicina e já fazem consultas virtuais e exames em casa, escolas, empresas, farmácias e aeroportos. Ainda que falte uma regulação definitiva para o uso dessa ferramenta, esse é um dos legados da pandemia que deve ser incorporado à rotina das instituições mesmo quando a crise sanitária chegar ao fim. O Sabará Hospital Infantil (SP), por exemplo, está oferecendo consultas virtuais desde as mais corriqueiras (para diagnóstico de viroses, por exemplo) até as mais complexas, com a criança internada em outro hospital, e o pediatra discutindo o caso com os especialistas do Sabará. “Uma boa parte das cidades brasileiras não têm pediatra na cidade e, quando você parte para as especialidades pediátricas, é ainda pior. Com a telemedicina, aumentamos essa capilaridade”, diz o médico Rogério Carballo, gerente de negócios do Sabará. O hospital também está oferecendo atendimento médico virtual em escolas, além de programas de promoção à saúde e prevenção a doenças. “Se a criança fica doente, a escola solicita um atendimento médico, comunica os pais e eu coloco numa mesma sala virtual a criança na escola, o pai no trabalho e o pediatra no Sabará. Depois, os pais recebem no seu celular a receita, o relatório médico.” O atendimento é oferecido sete dias por semana, 24 horas, o que permite que os pais o acessem também de casa, evitando que a criança vá para escola e propague a doença. “Isso faz sentido não só durante a pandemia, mas também na época do sarampo, da bronquiolite. Não é coisa específica da Covid.” O atendimento pediátrico virtual contará em breve com uma ferramenta que permitirá a realização de exames na casa da criança. Os pais vão precisar de um aparelhinho portátil (Tyto Care) acoplado a um celular, com um aplicativo de uma plataforma de telemedicina. Com o dispositivo, é possível avaliar as estruturas do ouvido, como o canal auditivo e o tímpano, possível infecção da garganta, auscultar pulmão, coração e abdômen, medir a temperatura, e fazer imagens de lesões na pele. Os dados são acessados pelo médico, subsidiando-o com informações para a consulta a distância. “O aparelho permite a captura fiel das imagens e sons. Todos os estudos clínicos realizados demonstraram a qualidade dos dados, imprescindível para o correto diagnóstico”, diz o médico Fábio Motta, do Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR), que tem conduzido estudos clínicos para validar o dispositivo no Brasil. O equipamento foi trazido ao país pela startup Tuinda Care, que é acelerada pelos hospitais Pequeno Príncipe, maior hospital público infantil do país, e o Sabará. No Hospital Israelita Albert Einstein, várias soluções tecnológicas foram desenvolvidas para suprimir gargalos detectados durante a pandemia. De aplicativos para pacientes e profissionais da saúde ao desenvolvimento de uma câmera de reconhecimento facial capaz de captar a temperatura em multidões. Um dos pioneiros no uso da telemedicina no país, o Einstein ampliou projetos que já desenvolvia em parceria com o Ministério da Saúde, como a TeleUTI, que dá apoio a unidades de terapia intensiva no SUS, e treinamento de médicos da atenção primária à saúde. Agora, o hospital está levando o atendimento médico via telemedicina e a oferta de exames para unidades abertas em aeroportos—em Cumbica (Guarulhos), no mês passado, no Galeão (Rio), nesta terça (23). As clínicas estão oferecendo exame RT-PCR para detecção do coronavírus e, a partir de março, consultas virtuais. Quando houver disponibilidade de vacinas, o serviço também será ofertado. “Cada vez mais essa situação da Covid se tornará endêmica, com novas cepas de coronavírus. Alguns países vão exigir vacinação e comprovação da ausência a doença”, diz Sidney Klajner, presidente do Einstein. Neste mês, a BP (Beneficência Portuguesa de São Paulo) e a rede de farmácias Pague Menos firmaram uma parceria e estão oferecendo consultas virtuais em duas unidades a pacientes com sintomas gripais febre, mal-estar, dor no corpo, dor de cabeça, tosse, coriza e dor de garganta. O atendimento é gratuito até o fim de março. Os farmacêuticos da rede fazem uma pré-avaliação para triar pacientes aptos à consulta online. Medem a temperatura, pressão arterial e a saturação de oxigênio no sangue. Segundo Felipe Reis, gerente executivo de inovação e soluções médicas da BP, o projeto ainda é piloto e, havendo aceitação, será ofertado numa escala maior. Para evitar eventuais conflitos de interesse, o paciente é informado de que, se o atendimento envolver prescrição de medicamento, ele tem livre escolha, não precisa comprar naquela farmácia. Outras iniciativas adotadas pela BP e por outros hospitais privados de São Paulo durante a pandemia foram incorporadas à rotina da instituição, como o drive-thru para coleta de exames, agendamento online de consultas e exames, pronto atendimento digital via telemedicina e check-in virtual. No âmbito das empresas, cresceu muito a possibilidade não só de consultas virtuais mas também de programas de prevenção, por meio de aplicativos. A plataforma de saúde corporativa do Sírio-Libanês, por exemplo, oferece diversos tipos de acompanhamento, de sintomas gripais a orientação de nutrição e saúde mental. A telemedicina também possibilitou um melhor acompanhamento dos pacientes que passam pelo pronto-atendimento ou que têm alta. Segundo Fernando Ganem, diretor de governança clínica do Sírio-Libanês, a preocupação com o desfecho do atendimento tornou-se obrigatória. “Mais do que fazer um procedimento, eu preciso saber se ele melhorou a qualidade de vida do paciente”, diz. Hoje, mais de 20 mil pacientes de diversas patologias, como insuficiência respiratória, câncer de mama, de próstata, e a própria Covid, são seguidos pelo hospital, por meio de ligações telefônicas. São acompanhadas, por exemplo, sequelas emocionais, respiratórias, neurológicas e motoras. Para Pedro Mathiasi, infectologista e superintendente de Qualidade e Segurança do HCor (Hospital do Coração), a pandemia levou a uma mudança irreversível na adesão dos protocolos de segurança dentro dos hospitais. “Eu brinco que a gente mudou de indústria. A gente saiu da indústria da saúde para a indústria da aviação. Se você não cumpre o protocolo, o avião cai e você vai junto.” Como os outros hospitais, o HCor também oferece consultas virtuais e acompanhamento de pacientes que passam pelo PS ou no pós-alta.

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 24/02/2021 às 18h07

O governo de São Paulo anunciou, nesta quarta (24), que aumentará fiscalização e multas para restringir a circulação de pessoas, das 23h às 5h, entre os dias 26 de fevereiro e 14 de março, a fim de evitar aglomerações e reduzir a transmissão do coronavírus. O governador João Doria (PSDB) chamou a medida de "toque de restrição", afirmando que não representa um "toque de recolher", nem um bloqueio completo, o chamado "lockdown". A medida, tomada em meio ao aumento no número de internações por covid-19, foi considerada branda e pouco efetiva por especialistas ouvidos pela coluna. "É para inglês ver - e para a variante inglesa da covid, e as demais variantes, verem e pouco se importarem também", afirmou a doutora em microbiologia e diretora do Instituto Questão de Ciência Natália Pasternak. Para ela, é estranho implementar a restrição da mobilidade em um momento do dia em que ela já é reduzida. "Parece que realmente falta coragem para implementar medidas que sejam de fato restritivas e tenham impacto na transmissão", diz Pasternak. O infectologista Marcos Boulos, ex-diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e integrante do Centro de Contingência do Coronavírus do Estado de São Paulo, também considera o anúncio como insuficiente. "O Centro de Contingência tem reiteradamente dito que está ficando insuportável o número casos de covid que pedem UTI e sugerido ao governador ações mais rígidas. Cidades estão indo ao caos e pacientes morrendo", alerta. Lockdown é medida dura, mas reduziria mortes e ajudaria a retomada da economia, diz Boulos "A situação é mais alarmante que no ano passado. Parece que as recomendações à população [de distanciamento social] não estão mais sendo levadas a sério." Ele defende que o toque de restrição tenha horários ampliados e ocorram punições elevadas a aglomerações e festas. Boulos pondera que não está sendo tranquilo para o governo mediar a questão sanitária com a pressão econômica de setores que defendem a liberação de atividades diante da possibilidade de falências e demissões. Mas defende um fechamento como os que ocorreram na Inglaterra e em Portugal, isolando a população por algum tempo. Para ele, isso fará com que, em algumas semanas, voltemos a uma vida (quase) normal. Alerta que, se ficarmos nesta situação, a pandemia acabará se arrastando por mais tempo, o que prejudicará mais ainda a economia. Para que isso ocorresse, seria necessário que o governo federal já tivesse renovado o pagamento do auxílio emergencial a fim de garantir alguma dignidade a famílias de trabalhadores informais. Contudo, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) Emergencial para estender o auxílio foi usada como Cavalo de Troia para um ajuste fiscal, com medidas alienígenas como o fim da obrigatoriedade dos gastos mínimos em educação e saúde. Contrariados com a manobra do governo Jair Bolsonaro (sem partido), parlamentares não devem aceitar o texto, o que fará com que o benefício atrase ainda mais. Enquanto isso, São Paulo vai piorando. "A situação é muito ruim nos hospitais privados, mas os hospitais públicos estão piorando rapidamente", avalia André Nathan, pneumologista do Hospital Sírio-Libanês e professor do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. "Se não houver ações por parte da população, com isolamento e uso de máscara, e medidas restritivas sérias por parte do governo, além da criação de leitos de UTI, podemos ter um colapso", avalia.

R7.COM/SÃO PAULO
Data Veiculação: 24/02/2021 às 16h40

Carlos Alberto de Nóbrega segue internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, tratando a covid-19. Pelo WhatsApp, o apresentador de 84 anos contou ao R7 que tanto ele, como a mulher, a médica Renata Domingues, também infectada pela doença e internada no mesmo local, passam bem. "Estamos ótimos. Sem febre, sem dor. É continuar o tratamento mais uns dias e FIIIIIIMMM!!! Obrigado", escreveu ele. Carlos Alberto de Nóbrega deu entrada na unidade no sábado (21). O comunicador foi hospitalizado dois dias depois da mulher ser diagnosticada com a doença. Os dois estão em quartos lado a lado. O filho de Carlos Alberto, João Victor, fruto do relacionamento dele com Andréa Nóbrega, também foi infectado pelo novo coronavírus e está isolado em casa. Dois dias atrás, a mulher de Carlos Alberto também um vídeo nos stories para falar sobre o estado de saúde dos dois: "Acabei tendo diagnóstico de covid na quinta-feira. Como apresentei febre, dor no corpo, acabei vindo para o Sírio-Libanês e quem me aparece aqui no sábado? Digníssimo Carlos Alberto. Está aqui do ladinho, mas está tudo bem, graças a Deus".

BLOGS-O GLOBO
Data Veiculação: 24/02/2021 às 11h11

O executivo Carlos Wizard, que chegou a ser cotado para assumir uma secretaria do Ministério da Saúde, tem hoje uma reunião na pasta para defender a compra e a distribuição de vacinas contra Covid-19 por um grupo de 100 empresários. Segundo Wizard, a iniciativa é liderada por ele por Luciano Hang, dono da Havan. Wizard será o único representante do grupo presente no encontro com o secretário-executivo da Saúde, Élcio Franco. O objetivo dele é articular a aprovação de medidas para que empresas adquiram, distribuam e apliquem vacinas homologadas pela Anvisa. – Vamos tratar com o secretário sobre fornecedores e quantidades. A ideia é gerar solução. Enquanto o ministério da Saúde prioriza os grupos selecionados, o resto da população pode ficar refém dessa condição. A sociedade civil organizada pode ser um parceiro do ministério no sentido de fomentar e propagar as vacinas – disse Wizard. A iniciativa não agrada a maior parte de profissionais de saúde. Para eles, a compra e a distribuição do imunizante pela iniciativa privada podem fazer com que pessoas que não estão na lista de prioridades sejam vacinadas antes daquelas que estão. Para Paulo Chapchap, diretor-geral do Hospital Sírio Libanês, esse tipo de ação não é adequado. – Se a iniciativa privada quiser comprar e doar vacinas para o governo, melhor ainda, aumenta nosso pool de vacinas, mas tem que doar 100% para governo, nenhuma a menos do que 100%. Porque, senão, elas vão sair da escala de prioridade que visa salvar vidas e diminuir o contágio. Na hora que as empresas vacinarem seus funcionários, entre eles estarão pessoas que não estão na escala de prioridades, naquele momento. E como é um bem escasso, essa pessoa está tirando a vacina de quem é prioridade. - disse Chapchap.

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 24/02/2021 às 02h01

No último ano, cibercriminosos voltaram seus ataques a hospitais e infraestrutura ligada à saúde, se aproveitando da alta demanda no setor provocada pela pandemia de Covid-19. A conclusão aparece em estudo divulgado pela IBM nesta quarta-feira (24) e corrobora o que apontaram especialistas e relatórios de outras empresas publicados ao longo do último ano. Segundo o levantamento, a fatia de ataques ao setor mais do que dobrou em 2020 em relação a 2019, passando a 6,6% das ameaças detectadas (ante 3%). A análise leva em consideração mais de 130 países, incluindo o Brasil. Um dos ataques detectados pela empresa, em outubro, mirava a Comissão Europeia e outras organizações em diferentes países envolvidas na cadeia de distribuição de vacinas da Covid-19. Não foi possível identificar o autor da ofensiva, que tentava roubar dados de acesso e informações privilegiadas. No mês anterior, a Microsoft publicou um estudo apontando que 16 grupos hackers que recebem apoio de governos de países passaram a visar atores envolvidos na resposta à pandemia. Ataques do tipo "ransomware" tiveram uma alta de 20% em relação a 2019 e foram responsáveis por um a cada quatro dos incidentes de segurança detectados na análise da IBM. Especificamente contra a saúde, foram 28% dos casos. Nessa modalidade, programas maliciosos bloqueiam computadores ou sistemas. Os criminosos, então, exigem pagamento de resgate para devolver o acesso —um sequestro digital. "Quando as instituições de saúde são vítimas de ransomware, além de consequências econômicas drásticas, o ataque pode ter implicações gravemente prejudiciais, como a perda de registros de pacientes e atrasos ou cancelamentos de tratamentos", diz Luis Corrons, pesquisador da Avast, empresa tcheca de cibersegurança. Em setembro, um desses vírus paralisou um hospital em Dusseldorf, na Alemanha. Como o local ficou impedido de receber novos pacientes, recusou a ambulância que transportava uma mulher de 78 anos que chegava com um aneurisma da aorta (dilatação da maior artéria do corpo, que pode romper). A idosa precisou ser levada a outra instituição, a 32 km dali. O translado demorou uma hora e ela morreu pouco depois. Mais da metade dos casos desses sequestros digitais em 2020, aponta o relatório, foram de uma variante chamada de “extorsão dupla”. Nela, além de cobrar para restaurar as máquinas, os criminosos pedem dinheiro para não vazar os dados obtidos. O ransomware “Sodinokibi”, que usa essa estratégia, foi o mais popular no período. A IBM estima que ele tenha rendido mais de U$ 120 milhões (R$ 650 mi) em resgates. A orientação para esse tipo de crime é de não ceder às demandas. "As empresas têm que lembrar que estão lidando com criminosos, não existe nenhuma garantia", diz Marcio Silva, gerente técnico da IBM Security Brasil. Nesses casos, as dicas de Silva são: fazer a gestão correta de usuários e só dar os acessos necessários a cada um, fazer correção de eventuais vulnerabilidades (ou seja, manter os sistemas atualizados) e ter um plano de resposta para os casos de incidentes. O estudo aponta ainda que os criminosos cada vez mais voltam sua atenção à infraestrutura crítica, não necessariamente ligada ao combate ao coronavírus. Entram na categoria, por exemplo, sistemas de fornecimento de água e de energia. Foi o caso em Oldsmar, na Flórida, no último dia 8. Um hacker acessou o computador de um funcionário na estação de tratamento de água e tentou aumentar os níveis de hidróxido de sódio (soda cáustica) no abastecimento. A ameaça foi detectada e impedida sem causar danos. As áreas de manufatura e energia estão mais visadas para golpes e, no ano passado, ficaram atrás apenas do setor de finanças. Nelas, os atacantes se aproveitaram principalmente de vulnerabilidades em sistemas de controle industrial (usados para operar ou automatizar processos). "O mercado financeiro e de seguros sempre foi o mais atacado, historicamente. Ao longo dos anos as empresas vêm fazendo mais investimentos em segurança", diz Silva. Na avaliação do especialista, os hackers perceberam que as outras áreas seriam potencialmente mais vulneráveis por não possuírem um retrospecto tão extenso de lidar com cibercrime. Além disso, como são setores onde uma paralisação nos trabalhos pode causar grandes prejuízos, há uma maior tendência de aceitar os pedidos dos atacantes a fim de diminuir o tempo parado. Doença crônica as ameaças contra a área da saúde acenderam diversos alertas ao longo do ano passado. Em abril, a Interpol advertiu para o crescimento de ciberataques contra hospitais. A polícia internacional destacou também o ransomware como a ameaça mais comum. Para a proteção, recomendou: Apenas abra emails ou faça downloads de programas/aplicativos de fontes seguras Não clique em links ou anexos em emails que você não espera receber, ou vindos de um remetente desconhecido Programe seu serviço de email para proteger contra spams que podem estar infectados Faça backup de todos os arquivos importantes com frequência, e salve-os em algum lugar separado do seu sistema (ex.: na nuvem, um HD externo) Tenha o antivírus instalado e atualizado em todos os seus sistemas e dispositivos móveis, e certifique-se de que ele está funcionando Use senhas fortes e únicas para cada sistema, e troque-as regularmente Nos EUA, o FBI emitiu alerta para emails de phishing, mensagens falsas construídas para roubar dados ou instalar programas maliciosos. Não é de hoje, no entanto, que o setor da saúde está na mira do cibercrime. Um dos casos mais famosos aconteceu em 2017. Na ocasião, o ransomware WannaCry afetou computadores no mundo todo e causou danos principalmente ao sistema público de saúde britânico. No ano passado, o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, sofreu uma tentativa de invasão que minou os serviços do site e do app da instituição. Pacientes disseram que não conseguiram ter acesso a exames como ressonância magnética e tomografia. Meses antes, em janeiro, uma investida inutilizou os computadores de um hospital universitário em Madri, na Espanha. Anteriormente, ataques afetaram hospitais na França. Em 2019, um centro médico em Michigan, nos EUA, teve que interromper temporariamente os seus serviços após um ciberataque. No mesmo ano, os serviços do Hospital Pediátrico de Boston foram impactados por semanas —neste caso, o responsável foi preso. Antenados É comum que hackers se atentem aos principais temas em discussão na sociedade para pautar seus ataques. Durante a crise do coronavírus, golpes que usam a doença como pretexto se espalham por aplicativos mensageiros, como o WhatsApp, redes sociais e por email. Golpistas criaram, por exemplo, um site falso prometendo liberar o auxílio emergencial. Ao entrar no site e preencher o formulário, a vítima tem seus dados roubados. Essa informação é útil para outros golpes, como tentar se passar pela vítima para pedir dinheiro a contatos no WhatsApp. É também um dos principais vetores para ataques mais complexos. Informações pessoais podem ajudar um criminoso a obter acesso ao sistema de uma empresa, por exemplo. A migração de empresas para o trabalho remoto também foi explorada. Análise da Kaspersky Lab mostra um aumento de 235% nos ataques a protocolos de conexão remota —usados por empresas para permitir que funcionários acessem sistemas internos mesmo trabalhando a distância.