Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus

HOSPITAIS BRASIL ONLINE
Data Veiculação: 23/09/2020 às 00h00

Um estudo do grupo Coalizão Covid-19 Brasil trouxe mais dados que mostram a ineficácia da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19. Publicado no The New England Journal of Medicine, o trabalho foi assinado por 35 médicos, incluindo dois professores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp): a intensivista Flávia Machado e o cardiologista Renato Lopes. A Coalizão Covid-19 Brasil é formada por oito instituições: Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet). Nesse levantamento mais recente, o foco foi em indivíduos com Covid-19 que apresentam sintomas classificados de leves a moderados, uma vez que pesquisas anteriores já revelaram a falta de eficácia da hidroxicloroquina em pacientes graves. Os indivíduos foram divididos em três grupos que receberam diferentes tratamentos: um usou a hidroxicloroquina; outro recebeu o medicamento em combinação com o antibiótico azitromicina; e o último não usou nenhuma das duas drogas. Os dois especialistas da Unifesp comentaram os resultados no programa de rádio Ao Ponto. “Em relação à hidroxicloroquina, particularmente, agora temos uma resposta que, caminhando do risco leve até o risco grave, dentro do hospital, não observamos benefício”, explica o Dr. Renato Lopes. “Observamos isso tanto no nosso estudo da Coalizão quanto em outros internacionais, que mostram a mesma falta de eficácia.” A Dra. Flávia Machado destaca que, apesar de alguns casos de efeitos adversos nos usuários da hidroxicloroquina, a razão principal para não recomendar o medicamento é sua comprovada ineficácia no tratamento. Ela acrescenta que a hora é de buscar outras opções mais promissoras: “A Coalizão está com uma mente muito aberta em buscar soluções múltiplas. O nosso foco é buscar soluções que efetivamente ajudem a reduzir a mortalidade dos pacientes.” Até mesmo antes da pandemia do novo Coronavírus havia estudos sobre a eficácia da hidroxicloroquina no tratamento de infecções virais, que já indicavam que o medicamento não trazia benefícios como antiviral. “Ela foi testada em outras infecções virais, como ebola, H1N1 e outros vírus do passado, e não funcionou também”, exemplifica o Dr. Renato. Os especialistas citaram outros estudos que estão sendo desenvolvidos, inclusive usando grupos que contraíram a covid-19, mas não foram hospitalizados. No entanto, a Dra. Flávia lembra que todas as frentes precisam ser estudadas. “Mesmo que encontremos um medicamento que funcione para o paciente não hospitalizado, durante muito tempo nós vamos ter pacientes graves nos nossos hospitais, e temos que focar neles também. Precisamos encontrar tratamentos que reduzam o risco de óbito e melhorem a qualidade de vida”, salienta. Com a situação delicada da pandemia no Brasil e a percepção errônea da hidroxicloroquina como solução, os médicos vivem dificuldades constantes quando precisam fazer recomendações a seus pacientes. Mesmo assim, tanto o Dr. Renato quanto a Dra. Flávia reafirmam que as evidências são claras e guiam suas orientações. Quando recebem alguém que contraiu o novo Coronavírus, recomendam que a pessoa não use a hidroxicloroquina como tratamento. E os dois médicos também fazem coro quando estimulam esses pacientes a participar dos estudos da Coalizão, a forma mais eficiente para alcançar respostas confiáveis no combate à doença.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 23/09/2020 às 16h19

Internada em São Paulo com Covid-19, a presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministra Maria Cristina Peduzzi, apresenta quadro de saúde estável e passa bem, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (23) pela assessoria de imprensa do TST. De acordo com órgão, a ministra usa cateter nasal de oxigênio e medicamentos venosos, mas apresenta bom estado clínico. Maria Cristina Peduzzi foi transferida do hospital Sírio Libanês em Brasília para a unidade em São Paulo no domingo (20) para continuar o tratamento da Covid-19. A ministra foi internada no dia 15 de setembro, com "sintomas sugestivos" da doença. Na ocasião da internação, a assessoria do hospital informou que ela tinha quadro leve da doença e deveria permanecer hospitalizada, em observação. Segundo o TST, o hospital Sírio Libanês deve atualizar diariamente o estado de saúde da ministra a partir desta quarta (23). Posse no STF Peduzzi foi uma das autoridades que esteve na posse do novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, e testou positivo para a doença. Desde a data da cerimônia, pelo menos oito integrantes dos Três Poderes foram diagnosticados com a Covid-19. Além da ministra, foram infectados o próprio Fux, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o procurador-geral da República, Augusto Aras; o ministro do Turismo, Marcelo Alvaro Antonio; e três ministros do Superior Tribunal de Justiça: Luís Felipe Salomão, Antonio Saldanha Palheiro e Benedito Gonçalves. Em nota publicada após a cerimônia, a presidência do STF afirmou que tomou medidas de segurança durante a posse de Fux e seguiu todos os protocolos recomendados. Informou também que manteve contato com os convidados que estiveram presentes à solenidade "para alertá-los sobre a importância de buscarem serviço médico, caso tenham se exposto de alguma forma também em outros eventos fora do STF”. VÍDEOS: Luiz Fux toma posse como presidente do STF

MSN BRASIL
Data Veiculação: 23/09/2020 às 15h17

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), é a nona autoridade que testou positivo para covid-19 após a cerimônia de posse do ministro Luiz Fux, no último dia 10. A informação foi confirmada por fontes ouvidas pela reportagem. Procurado, o gabinete de Cármen não se manifestou até a publicação deste texto. A ministra passa bem. A lista de autoridades infectadas pelo novo coronavírus também inclui Luiz Fux; a presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministra Maria Cristina Peduzzi; o procurador-geral da República Augusto Aras; o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); os ministros do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) Luis Felipe Salomão, Antônio Saldanha Palheiro e Benedito Gonçalves; e o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Peduzzi foi transferida neste domingo, 20, para a unidade do Hospital Sírio-Libanês em São Paulo. Diagnosticada com covid-19 após participar da cerimônia de posse no Supremo, Peduzzi está estável, em uso de catéter nasal de oxigênio e medicamentos venosos. Segundo boletim divulgado às 15h desta terça, ainda não há previsão de alta para Peduzzi. "A ministra está sendo acompanhada pelas equipes médicas dos professores doutores Roberto Kalil, David Uip e Carlos Carvalho", informou a assessoria do TST. Fux tomou posse em cerimônia enxuta que reuniu cerca de 50 autoridades do Legislativo, Executivo e do Judiciário. O cerimonial do Supremo utilizou placas de acrílico entre as cadeiras dos ministros para reduzir o risco de contágio. Em nota divulgada na semana passada, o STF informou que "todas as medidas de segurança, protocolos e procedimentos recomendados pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde foram adotados rigorosamente para a realização da solenidade de posse da nova gestão". As medidas incluíram o uso obrigatório de máscara, aferição de temperatura dos profissionais e dos convidados da cerimônia, a disponibilidade de álcool em gel e adesivos indicativos de distanciamento social. "Ainda que esteja segura quanto às medidas de precaução adotadas dentro de suas instalações, a Corte Suprema brasileira estuda novos procedimentos para tornar ainda mais segura a presença de servidores e visitantes do STF", afirmou o STF, em nota. Desde o início da pandemia, ao menos 157 servidores do Supremo, incluindo colaboradores e estagiários, foram diagnosticados com covid-19. O STF informou que os trabalhadores que atuaram na organização da posse de Fux estão sendo testados para o novo coronavírus.

BLOGS DO ESTADÃO
Data Veiculação: 23/09/2020 às 11h25

A ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia. Foto: Gabriela Biló / Estadão A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), é a nona autoridade que testou positivo para covid-19 após a cerimônia de posse do ministro Luiz Fux, no último dia 10. A informação foi confirmada por fontes ouvidas pela reportagem. Procurado, o gabinete de Cármen não se manifestou até a publicação deste texto. A ministra passa bem. A lista de autoridades infectadas pelo novo coronavírus também inclui Luiz Fux; a presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministra Maria Cristina Peduzzi; o procurador-geral da República Augusto Aras; o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); os ministros do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) Luis Felipe Salomão, Antônio Saldanha Palheiro e Benedito Gonçalves; e o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Peduzzi foi transferida neste domingo, 20, para a unidade do Hospital Sírio-Libanês em São Paulo. Diagnosticada com covid-19 após participar da cerimônia de posse no Supremo, Peduzzi está estável, em uso de catéter nasal de oxigênio e medicamentos venosos. Segundo boletim divulgado às 15h desta terça, ainda não há previsão de alta para Peduzzi. “A ministra está sendo acompanhada pelas equipes médicas dos professores doutores Roberto Kalil, David Uip e Carlos Carvalho”, informou a assessoria do TST. Fux tomou posse em cerimônia enxuta que reuniu cerca de 50 autoridades do Legislativo, Executivo e do Judiciário. O cerimonial do Supremo utilizou placas de acrílico entre as cadeiras dos ministros para reduzir o risco de contágio. Em nota divulgada na semana passada, o STF informou que “todas as medidas, medidas de segurança, protocolos e procedimentos recomendados pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde foram adotados rigorosamente para a realização da solenidade de posse da nova gestão”. As medidas incluíram o uso obrigatório de máscara, aferição de temperatura dos profissionais e dos convidados da cerimônia, a disponibilidade de álcool em gel e adesivos indicativos de distanciamento social. “Ainda que esteja segura quanto às medidas de precaução adotadas dentro de suas instalações, a Corte Suprema brasileira estuda novos procedimentos para tornar ainda mais segura a presença de servidores e visitantes do STF”, afirmou o STF, em nota. Desde o início da pandemia, ao menos 157 servidores do Supremo, incluindo colaboradores e estagiários, foram diagnosticados com covid-19. O STF informou que os trabalhadores que atuaram na organização da posse de Fux estão sendo testados para o novo coronavírus.

CNN NOVO DIA/CNN BRASIL/SÃO PAULO
Data Veiculação: 23/09/2020 às 07h51

Então nós vamos até o ciro para conversar com repórter renan fiúza que tem mais detalhes sobre este estudo é importante pra gente continuar entendendo exatamente quais são os efeitos da doença não é Renan importantíssimo colombo pra gente entender como é que a covid19 age no organismo humano né mais uma vez bom dia pra você pra Elisa pra todo mundo que tá acompanhando o agente são estudos como vocês bem disseram o primeiro deles analisou cento e quarenta pacientes idosos que chegaram aqui no sírio libanês não tinham contraído a convite dezenove iriam passar por um procedimento cirúrgico ou seja eles analisaram a massa muscular destes pacientes que na teoria estavam um pouco mais saudáveis que que eles chegaram à conclusão que pacientes com mais massa muscular de fato correm menos risco né depois no pós operatório também de contrair novas doenças ou outras enfermidades como também infecções a partir daí eles analisaram quarenta pacientes que estavam em estado moderado ou então grave internados aqui na uti daí por conta da corrida e dezenove não só idosos eles descobriram curiosamente que esses pacientes chegam a perder um a dois por cento de massa muscular diário ou seja feliz cara em dez dias aqui internados na uti chegam a perder dez por cento o que é segundo o corpo médico e clínico extremamente perigoso e grave ou seja quando eles saem aqui da uti e tem alta eles precisam de uma reabilitação imediata urgente além disso eles correm muito mais risco de contrair outros tipos de infecção e acima de tudo se tiverem problemas de diabete ou outros problemas como problemas pulmonares aí sim esses problemas eles podem se agravar por conta dessa perda de massa muscular a ideia é analisar ainda mais esses pacientes que contraíram a convite dezenove pra iniciar um novo protocolo à partir de já né a partir imediatamente iniciar um protocolo por exemplo esse paciente entrou aqui na uti porque acontecem já recebem um reforço muscular fisioterapia pra ficar fortalecido de certa forma mesmo estando na uti porque a gente sabe que essa é uma doença ainda com muitas dúvidas dos médicos também estão analisando várias e várias frentes para tentar entender como é que a convide dezenove atua e age no nosso organismo mas eles já descobriram que pacientes que ficam internados na uti chegam a perder dilma dois por cento de massa muscular por dia o que é muito grave e voto com vocês e aos poucos nós vamos conhecendo mais a respeito do efeito colateral da convide dezenove tratamento medidas para se prevenir enfim a doença que faz parte dos nossos dias brigada renam fiúza em brasília o presidente jair bolsonaro não gostou nada do ministro da educação receber opositores do governo.

CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA | Outros
Data Veiculação: 23/09/2020 às 03h00

Bebês poupados pela covid-19 Estudo com 263 grávidas revela que 1% dos recém-nascidos de mães infectadas testou positivo para coronavírus. Crianças não tiveram complicações graves. PÁGINA 14 Baixo impacto sobre os recém-nascidos Estudo com 263 grávidas mostra que 1% dos bebês das mulheres infectadas pelo Sars-CoV-2 testou positivo para o vírus ao nascer. As crianças foram acompanhadas nas oito semanas seguintes e não tiveram complicações graves bebês nascidos de gestantes com covid-19 apresentam poucos problemas adversos. É o que mostra um efeito por cientistas américa- tudo f nos. Os investigadores acompanharam o parto de mais de 200 mulheres e constataram que apenas 1% dos filhos das infectadas pelo novo coronavírus testou positivo para a enfermidade. Os pesquisadores também observaram que, quando alguma complicação foi registrada, a maioria dos recém-nascidos ficou bem em até oito semanas. Os dados foram divulgados na revista especializada Clinicai Infectious Diseases. No artigo, os autores destacam que já se sabe que grávidas infectadas pelo vírus da gripe correm o risco de sofrerem alterações no sistema imunológico, o que pode aumentara possibilidade de surgimento de doenças graves. Os cientistas resolveram investigar se o patógeno da covid-19 também poderia gerar complicações nessas mulheres. “Embora estudos relatem que a infecção pelo Sars-CoV-2 em grávidas aumenta o risco de parto prematuro e que essa enfermidade pode ser transmitida da mãe para o bebê, os riscos gerais para as crianças não eram conhecidos e quase nenhuma informação sobre como a covid-19 afeta os bebês à medida que elas crescem está disponível”, detalham. Os cientistas acompanharam o parto de 179 mães com teste positivo para a infecção pelo Sars-CoV-2 e 84, com teste negativo. As mulheres tinham, em média, 31 anos. Os nascimentos das crianças ocorreram em mais de 100 hospitais dos Estados Unidos. Do total de 263 bebês, 44 precisaram ser admitidos em uma unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN). Nenhum deles apresentava problemas respiratórios, como pneumonia. E não houve registro de complicações maiores nas oito semanas seguintes. Entre os bebês nascidos de mães com teste positivo para o coronavírus, a incidência de Sars-CoV-2 positivo foi baixa: 1,1%. A infecção pareceu não afetar esses bebês, segundo os autores. “Eles estão bem, e isso é maravilhoso”, destaca, em comunicado, Valerie J. Flaherman, professora-associada de pediatria e de epidemiologia e bioestatística da Universidade da Califórnia. “Quando o coronavírus apareceu pela primeira vez, havia muitas complicações estranhas e infelizes associadas a ele, mas quase não tínhamos informações sobre como esse vírus afeta as mulheres grávidas e os recém-nascidos. Não sabíamos o que esperar dos bebês. Então, essas são boas notícias.” Os pesquisadores também observaram que dois bebês nascidos de mães com teste positivo tinham defeitos congênitos. Um apresentou anomalias cardíacas, vertebrais, renais e pulmonares. O outro, anomalias faciais, genitais, renais, cerebrais e cardíacas. Uma mãe com teste negativo para o Sars-CoV-2 teve um bebê com anomalias gastrointestinais, renais e cardíacas. Para os autores, como as alterações foram registradas em um número pequeno de crianças, não é possível afirmar que eles estão relacionados ao coronavírus. Limitações Os pesquisadores explicam que as descobertas do trabalho podem ajudar especialistas da área médica e autoridades que trabalham no combate à pandemia, mas ponderam que o estudo tem algumas limitações, como uma possível influência de testes de covid-19 com resultados falso positivo ou falso negativo, além de um número pouco representativo de mulheres latinas e negras. “No geral, as descobertas iniciais sobre a saúde infantil são tranquilizantes, mas é importante notar que a maioria desses nascimentos que acompanhamos foi de grávidas que se infectaram no terceiro trimestre da gestação. Acreditamos que análises futuras e mais completas nos darão um quadro ainda maior e mais valioso a ser analisado,” contextualiza Flaherman. José Gomes Moura, médico ginecologista do Hospital Anchieta em Brasília, explica que as informações vistas no trabalho americano estão em concordância com resultados de outras pesquisas similares. “Temos ainda poucos dados relacionados ao efeito da covid19 nas gestantes, mas, até agora, todos os estudos andam nessa mesma linha. Temos visto poucos efeitos do vírus em bebês, o que é muito positivo”, diz. Moura explica que ainda não é possível dizer que as grávidas e seus filhos estão livres de efeitos adversos da covid-19 e que esse é um tema que precisar ser mais investigado. “Infelizmente, a área de pesquisas relacionadas a grávidas infectadas pelo novo coronavírus ainda é muito pobre. Precisamos que mais análises sejam feitas, até porque essa é uma doença muito nova. Quando falamos de vírus, nós nos preocupamos com o efeito poderoso que alguns deles mostraram ter em relação à formação do feto, como é o caso do zika, que causa microcefalia”, justifica “É importante termos mais dados até para nos ajudar a orientar as grávidas durante as consultas.” » Palavra de especialista um pouco de tranquilidade "Ainda não temos registros suficientes para entender como a covid-19 pode influenciar o público gestante, e elas sempre são uma preocupação quando surgem doenças que se espalham em determinados momentos, como foi com a H1N1. Esse estudo é um dos primeiros em que temos uma grande quantidade de grávidas que foram acompanhadas. Nele, vemos que não tivemos problemas graves registrados na maioria das crianças, principalmente os respiratórios, que seriam alguns dos esperados. Isso é um dado muito positivo, principalmente neste momento em que sabemos pouco dessa enfermidade. Como ela tem como característica uma fácil transmissão, isso faz com que as gestantes fiquem preocupadas. O resultado é algo positivo, ajuda a nos tranquilizar" Max Igor Lopes, infectologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo » Para saber mais Transmissão fetal confirmada No começo da pandemia da covid-19, não se sabia se gestantes infectadas pelo Sars-CoV-2 pocleriam passar o vírus aos fetos. As investigações científicas foram mostrando que sim. Feita com 31 mulheres, uma pesquisa da Universidade de Milão, na Itália, apresentada em julho na conferência virtualAids 2020, mostrou resquícios do patógeno e de anticorpos que respondem à doença no cordão umbilical, na vagina, na placenta e no leite materno da maior parte das analisadas. Outro estudo publicado também em julho, na revista Nature, mostrou que uma mulher de 23 anos que estava infectada pela covid-19 deu à luz uma criança que também testou positivo para a doença. Os autores do estudo acreditam que esse tipo de transmissão deve ser considerado um evento raro, já que poucos casos semelhantes foram registrados. Adek Berry/AFP » VILHENA SOARES

JORNAL DO COMÉRCIO/PORTO ALEGRE | GERAL
Data Veiculação: 23/09/2020 às 03h00

Presidente do TST viaja a São Paulo para tratar Covid / CORONAVÍRUS Diagnosticada com coronavírus na semana passada, a presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministra Maria Cristina Peduzzi, foi transferida da unidade de Brasília do Hospital Sírio-Libanês para a de São Paulo, no último domingo. Segundo boletim médico, ela apresenta estado de saúde estável, mas respira com ajuda de um catéter nasal de oxigênio e tem sido medicada diretamente na veia. Não há previsão de alta. A magistrada esteve presente na posse do ministro Luiz Fux na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) no último dia 10. Ao menos oito autoridades que compareceram à solenidade foram infectados pela Covid-19, incluindo Fux. A assessoria do tribunal informou que a titular estava cumprindo todos os compromissos de forma remota desde o início da pandemia, à exceção da posse do novo chefe do Supremo. Com a ausência de Maria Cristina, a presidência do TST está sendo exercida pelo vice-presidente do tribunal, ministro Vieira de Mello Filho.