Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

O GLOBO ONLINE/RIO DE JANEIRO
Data Veiculação: 22/03/2021 às 23h06

BRASÍLIA - Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) propôs a empresários donos de hospitais e de planos de saúde incentivo fiscal para que destinem e operem leitos para o Sistema Único de Saúde (SUS). A ideia é abater o Imposto de Renda para cada leito da rede privada que for cedido ao SUS para combate ao Covid-19. A representantes de dez empresas, Lira falou em votar um projeto de lei que possibilitaria a implementação da medida. Realizada na noite desta segunda-feira, a reunião também contou com a participação do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). — Estamos aqui para tentar disponibilizar novos leitos para que a iniciativa privada possa participar dessa abertura. Para que leitos já abertos, que hoje estão à disposição de cirurgias eletivas, sejam realocados para quem tem Covid19. Isso é muito mais barato que abrir novos leitos. Temos conversado sobre essa ajuda, para que a gente faça um projeto de lei que oportunize para a iniciativa privada ser ressarcida com isenção de Imposto de Renda no ano que vem — disse Lira. — É um gesto que a gente faz para que empresários possam dar sua contribuição para que a gente possa passar por esse momento de extrema dificuldade — completou. A reunião contou com a presença de representantes de hospitais como Albert Einstein, Sírio Libanês e Rede Dor, além de representantes de planos de saúde como Bradesco Seguros e Porto Seguro. No evento, empresários comentaram em reservado que, como representante do Poder Executivo, o presidente Jair Bolsonaro também deveria ter participado do encontro para propor alternativas para o enfrentamento da pandemia.

JORNAL DA TARDE/TV CULTURA/SÃO PAULO
Data Veiculação: 22/03/2021 às 12h2

Com a cannabis medicinal a terapia ainda é controversa e divide a comunidade científica médio os médicos prescrevem e dizem que fazem esse alerta tratamento é uma alternativa para pacientes que já não respondem a outras drogas mas depois de anos tentando tratamentos frustrados para as doenças dos pais a sílvia conheceu a cannabis medicinal meu pai tem doença a demencial ele tem demência esquizofrenia e minha mãe tem fortes dores devido a uma escoliose lombar bem acentuada e a uns remédios convencionais eles ajudam até um determinado momento e tudo que eu tinha conseguido ler a respeito e que a cannabis medicinal poderia equilibrar e auxiliar nessa questão das dores e na questão da demência o óleo de canabidiol devolveu o apetite o sono e melhorou as dores crônicas dos pais da sílvia ela passou então a orientar outras famílias na associação malali que tem a autorização da anvisa para o plantio da erva e atualmente atende trezentas e cinquenta famílias ainda envolto em uma nuvem de polêmica e preconceito a cannabis tem sido cada vez mais procurada no brasil por pacientes de doenças crônicas como epilepsia alzheimer parkinson esclerose múltipla e autismo durante a pandemia houve um aumento de setenta a trezentas permissões de cultivo doméstico da planta para tratamento médico no país no mesmo período cresceu de dez mil para vinte e seis mil a quantidade de pacientes que têm permissão para importar o cdb um dos príncipes aqui é membro da associação brasileira de estudos do álcool e outras drogas ver esses dados com preocupação para ela ainda não sabemos o potencial viciante e os efeitos colaterais do uso da cannabis medicinal por favor de que as substâncias descendentes da anta sejam estudadas separadamente para vez altamente qual é a ação de cada uma delas seu uso uma substância psicotrópica agudamente tem um impacto aguda ou crônica eu estou alterando esse sistema que é um dos mais importantes do certo então eu acho que tudo que a política que a cultura que a ciência vai trazer precisa se juntar pra definir o caminho que a gente vai querer adotar em relação a esse tipo de substância o coordenador do núcleo de cannabis medicinal do hospital sírio libanês explica que os medicamentos com base na erva são receitados com critério somente a pacientes que não responderam aos tratamentos convencionais ganhando evidência mas ela ainda não tem residência robusta franssi primeira indicação de nenhum tratamento e sustentou as medicações onde se tem é uma eficácia comprovada e que geralmente funciona pra maioria das pessoas mas tem uma minoria que não responde e aí para essa minoria que não responde é pra alguma situações existem é cada vez mais evidências mostrando que cannabis pode ser uma opção hoje no dia mundial da água.

R7.COM/SÃO PAULO
Data Veiculação: 22/03/2021 às 02h00

Por ser uma doença que atinge principalmente o pulmão, a covid-19 costuma causar dificuldades respiratórias na grande maioria dos pacientes que necessitam de internação. Mas a queda dos níveis de oxigênio do sangue pode ocorrer sem que a pessoa perceba e mesmo assim representando um risco à saúde. Médicos explicam que algumas causas podem levar a esse quadro da redução da saturação de oxigênio, mas reforçam, principalmente, que ocorre apenas em cerca de 15% entre todos que têm covid-19. Conforme o coronavírus se instala no corpo, ele provoca inflamações. Há quem tenha sintomas leves ou moderados. Outros experimentam sinais mais intensos da doença, principalmente após o sétimo dia. É a partir do início da segunda semana da covid-19 que um pequeno percentual de pacientes pode apresentar queda dos níveis de oxigênio do sangue sem perceber, explica presidente da SBPT, Irma de Godoy. "A pessoa jovem tem uma reserva respiratória muito grande, porque têm pulmões sadios. Para ela sentir a falta de ar que a preocupe, normalmente demora mais tempo. Às vezes, a pessoa tem uma atividade laboral que ela fica mais sentada, não vai perceber essa queda de oxigênio. Só vai perceber quando tiver uma queda muito grande desses níveis de oxigênio. Aí já pode haver um comprometimento maior [dos pulmões]." Por que isso ocorre? O diretor da Divisão de Pneumologia do InCor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP), Carlos Carvalho, acrescenta que a falta de oxigenação do sangue na covid-19 pode ter duas razões — ou ser um misto das duas. A primeira delas é pela própria inflamação causada pelo vírus quando ele entra nas vias respiratórias. "O vírus vai causar vermelhidão e inchaço nos vasos sanguíneos do pulmão, vai entupir esses alvéolos e não vai permitir que o ar chegue nos alvéolos para entrar em contato com o sangue e fazer a troca gasosa." Outro motivo é pelo fato de o coronavírus ter uma atividade de coagulação, provocando entupimento dos vasos sanguíneos pulmonares. Em quadros assim, o pneumologista diz que até mesmo exames de imagem, como tomografia ou radiografia, vão mostrar que os pulmões estão "relativamente preservados". "Mas como não passa sangue ali, o oxigênio que está no ar não consegue penetrar na corrente sanguínea porque os vasos sanguíneos estão entupidos. Aí você vai olhar o teste de oxigenação do sangue e dá muito baixo." Como saber? A médica pneumologista Elnara Negri, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, reforça a necessidade de fazer o monitoramento da taxa de oxigênio com um oxímetro após a primeira semana de sintomas, que é justamente quando há risco de algumas pessoas (em torno de 15%) terem complicações. "A partir do sexto dia é importante começar a medir a oxigenação de manhã e à noite e também perceber se a febre retorna." O nível de oxigênio do sangue em uma pessoa normal deve estar em 97%, 98%. Abaixo de 93%, os médicos entendem que já pode ser um sinal de alerta. Entenda o que é o oxímetro e como usá-lo A presidente da SBPT ressalta que alguns indivíduos só procuram atendimento médico quando sentem falta de ar. "O jovem também tem uma resistência maior a procurar atendimento médico, ele considera que não tem fatores de risco e não vai ter complicação. Normalmente, ele vai ao hospital quando sente a falta de ar, o que vai acontecer depois que o indivíduo já tiver uma diminuição muito grande da quantidade de oxigênio no sangue." Elnara pondera ainda que a falta de ar é um sintoma é um indicativo de "uma fase mais avançada". "Se for um quadro em que a pessoa está passando mal, não tem jeito, é melhor ir para o pronto-socorro", recomenda a médica, ao alertar que situações como essa não se resolvem naturalmente. Tratamento No hospital, o médico irá avaliar se o nível de oxigênio do paciente está abaixo do desejável e se isso se mantém — é possível haver oscilações na medição com o oxímetro em casa. "A baixa oxigenação é um marcador bastante importante e é o maior marcador de gravidade. Quando a oxigenação está em um limite baixo e a doença está no início, é melhor ele ficar internado para controle dessa oxigenação e para reposição de oxigênio por cateteres, para, se evoluir para uma nova inflamação que vai fazer uma queda maior [de oxigenação], poder ser prontamente atendido", pontua Carlos Carvalho. Irma de Godoy, no entanto, frisa que há casos em que as pessoas já chegam com um comprometimento pulmonar importante, sendo necessário recorrer a outras técnicas de suplementação de oxigênio. Existem cateteres de altíssimo fluxo, ventilação mecânica não invasiva e capacetes-respiradores que podem ser utilizados. Somente se o paciente não apresentar melhora é que os médicos optam pela intubação. Como o próprio nome sugere, consiste em um tubo inserido na traqueia e que vai até o pulmão para levar oxigênio sob pressão. O procedimento é feito com a pessoa em coma induzido pelo tempo que for necessário. A posição prona (com paciente de bruços) se mostrou muito eficaz em aumentar a disponibilidade de oxigênio nos pulmões, observa a presidente da SBPT. "Às vezes, as áreas comprometidas [do pulmão] não estão totalmente fechadas. Se eu utilizar uma técnica de ventilação adequada, posso reabrir algumas áreas e ele pode ventilar por ali." Seja qual for o tipo de suplementação de oxigênio utilizado, ele tem um único objetivo: manter a pessoa viva enquanto alguns medicamentos e o próprio organismo combatem a doença. Os remédios — corticosteroides, por exemplo — utilizados somente em ambiente hospitalar têm comprovação científica no tratamento da covid-19. Além de não fazer uso de drogas como cloroquina/hidroxicloroquina e ivermectina em caso de infecção pelo coronavírus, o pneumologista do InCor orienta a não se automedicar em casa com anti-inflamatórios e antibióticos. "Começar a tomar corticoide e antibiótico só vai queimar esses medicamentos, você vai gastá-los antes da hora. O corticoide pode baixar um pouquinho a sua imunidade, o antibiótico pode eliminar os germes mais vulneráveis e se o paciente for ter uma infecção lá na frente, vai ser por um micróbio mais resistente. As pessoas ficam com muita ansiedade de ter que tomar alguma coisa. Toma analgésico se tiver dor de cabeça e toma antitérmico se tiver febre."

O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | ESPECIAL
Data Veiculação: 21/03/2021 às 03h00

No Sírio-Libanês, os fluxos estão muito bem-organizados. Dos profissionais de saúde ao pessoal técnico e da limpeza, quem trabalha no setor destinado à covid-19 não acessa os demais” Roberta Saretta, gerente médica do Centro de Cardiologia Fonte: Hospital Sírio-Libanês II Um ano após a notificação do primeiro caso de covid-19 no Brasil, o mundo volta seu olhar e preocupação para o pior momento da pandemia no País. Diante desse cenário, e com a velocidade da vacinação aquém do necessário para imunizar prioritariamente a população mais vulnerável, os especialistas são unânimes: mais do que nunca é preciso reforçar todas as medidas que contribuam para reduzir a propagação do vírus. “O distanciamento social e o isolamento são instrumentos importantíssimos neste momento”, afirma o cardiologista Luiz Cardoso, superintendente de Pacientes Internados e Práticas Médicas e coordenador do Comitê Covid-19 do Sírio-Libanês. “Países que conseguiram restringir a circulação de pessoas durante pelo menos 15 dias reduziram drasticamente o número de novos casos”, completa Mirian Dal Ben, infectologista do hospital. A questão é que, por aqui, a população ainda não parece estar convencida dessa necessidade. “Ficamos, então, com Países que conseguiram restringira circulação de pessoas durante pelo menos 15 dias reduziram drasticamente o número de novos casos” Mirian Dal Ben, infectologista do Sírio-Libanês o pior dos mundos: temos os malefícios econômicos do fechamento do comércio, mas sem obter os benefícios do isolamento, ou seja, a diminuição da transmissão”, lamenta a infectologista. “A gente sabe onde estão os riscos maiores de se contaminar. É quando a pessoa se reúne em restaurantes, bares, em grupos familiares. São situações nas quais em geral se tirar a máscara para comer, para ficar conversando”, analisa Cardoso. O uso de máscara de maneira correta, aliás, é outro recurso que, por mais óbvio que pareça, ainda tem deixado muito a desejar. “Nessa questão, não cabe livre-arbítrio. Quando alguém sai sem máscara está impactando diretamente também a saúde do outro”, enfatiza Mirian. Na hora de escolher o modelo, se optar pela de pano, ela deve ter três camadas. E tanto esse tipo como as cirúrgicas ou a N-95 precisam estar colocadas sobre a boca e o nariz, de forma que não fique nenhum espaço entre a máscara e o rosto. “No hospital, desde o início da pandemia seguimos protocolos de maneira impecável, para preservar tanto os pacientes como a própria equipe. Além dos equipamentos de proteção especiais, recebemos orientações claras sobre todos os cuidados ao entrar e sair dos quartos”, conta Keila Cristina Karolczyk Albano, enfermeira que atua na linha de frente do atendimento aos pacientes com covid-19. Desde maio de 2020, o Sírio-Libanês implantou o Programa Proteger, para reforçar as boas práticas de prevenção ao vírus, apoiar as equipes com mais proximidade e cuidar da segurança de todos enquanto desempenham seu trabalho na instituição. §0>» Menos diagnósticos* De março a agosto de 2020, caiu significativamente o número de exames para detecção de diferentes doenças, comparado ao mesmo período de 2019: Sorologia HIV -34,6% Mamografia (câncer de PSA total (câncer de próstata) -39,5% mama) Papanicolau -46,2% (câncer de colo de útero) -49,2% Fonte: Associação Brasileira de Medicina Diagnostica (Abramed) Não Pare de Se Cuidar O Sírio-Libanês está promovendo a campanha Não Pare de Se Cuidar, que pretende reforçar um importante movimento de engajamento às formas de reduzir a transmissão da covid-19. Use máscaras, higienize as mãos com frequência e evite aglomerações. Somente com a adoção dessas medidas vamos conseguir, juntos, proteger uns aos outros. Aponte sua câmera e assista ao vídeo ou acesse hsl.org.br/ compromisso-com-a-saude A saúde não pode esperar “As outras doenças não deixaram de existir e precisam ser diagnosticadas e tratadas”, diz o radiologista Cesar Nomura, superintendente de Medicina Diagnostica do Sírio-Libanês. “Segundo dados da Associação Brasileira de Medicina Diagnostica (Abramed), houve uma queda de quase 50% das mamografias e de cerca de 40% no número de biópsias nesse período”, exemplifica. Para o oncologista Gustavo Fernandes, diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, as pessoas estão deixando de fazer seus exames periódicos até diante de sintomas importantes, o que deve gerar uma explosão de casos avançados de câncer daqui a um tempo. “Nossa recomendação é: não tome decisões sozinho. Hoje temos o recurso da teleconsulta e, juntos, médico e paciente podem avaliar a possibilidade de adiar um exame, atrasar um ciclo de quimioterapia ou uma cirurgia”, diz. Também na cardiologia a falta de acompanhamento preocupa. “Grande parte dos que sofrem com doenças crônicas, como os hipertensos, os que têm insuficiência cardíaca e os transplantados, corre risco de agravamento de suas condições por não procurar assistência”, alerta Roberta Saretta, gerente médica do Centro de Cardiologia do Hospital. Se a situação pede uma consulta presencial, é importante saber que os procedimentos são feitos com segurança. “No Sírio-Libanês, os fluxos estão muito bem organizados. Dos profissionais de saúde ao pessoal técnico e da limpeza, quem trabalha no setor destinado à covid-19 não acessa os demais”, finaliza a cardiologista.

O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | ESPECIAL
Data Veiculação: 21/03/2021 às 03h00

A explosào dos casos de covid-19 está pressionando de forma inédita os hospitais. Desde o ano passado, entretanto, os principais centros de medicina do País perceberam rapidamente que não se tratava apenas de uma crise de saúde. Era algo muito maior. Os desafios são também sanitários, econômicos e humanitários. I )milc disso, integrar conhecimentos e soluções de diferentes áreas é o que tem funcionado no InCor. ligado à l !SP, no I Hospital São Paulo, atrelado à Unifesp, e no Hospital Sírio-Libanês. Nos hospitais voltados para o conhecimento universitário, conto o da ÜSP c o da l nifesp, a proposta é compreender as manifestações da doença e sequelas, aprimorar o tratamento c encontrar tecnologias qtie sc traduzam ent ganho pant a sociedade no longo prazo para além da covid-19. A l nifesp está atenta aos sintomas r sequelas neurológicas da doença, e tem um projeto de pesquisa liderado pelas áreas de psiquiatria e nenrodéncia para checar a relação entre pacientes recuperados de covid e perda de memória parcial, distração c depressão. O tinis tetn caráter inflamatório e uma hipótese, segundo Soraya Samali. reitora da l nifesp. c a de que ele provoca uma inflamação nos neurônios. "Sc sabemos cíen tilicamenre qual é o processo inflamatório que está provocando o sintoma, conseguimos tintar a inflamação de modo que não tenha mos sequela”, resume a reitora. No InCor. parte do I Hospital das Clínicas c campo de ensino e de pesquisa para a Faculdade de Medicina da USP, é feita uma coleta de dados de pacientes que receberam alta hospitalar há três, seis e 12 meses. Também há necropsia dos pacientes internados que vienun a óbito, c lói essa frente de estudos que permitiu o entendimento da presença de inicrotrombos em alguns casos. Isso foi decisivo pant atualizar a conduta clínica cm pacientes internados em todo o País. Dados clínicos coletados na paudeiitia permitiram o aprimoramento de um aparelho de iiupedãncia elétrica, fruto da parceria entre InCor e Poli-USP, c desenvolvido há mais de 10 anos. O equipamento, usado iiiiemaeionahnente. registra informações sobre a qualidade de oxigenação do sangue. “Isso ajuda a saber a hora de entubar c o momento de sair (Jo tubo”, registra Carlos Carvalho, diretor da Divisão de Píieumologia do InCor. Ainda, o avanço no conhecimento sobre a mecânica nas trocas gasosas adquirido na pandemia ativou parcerias do InCor com empresas que produzem tatuas hospitalares. A proposta c melhorar o potencial de inclinação dos leitos para ajudar paciente e equipe médica tanto cm quadros de covid-19 quanto fora deles. Como as manifestações cardiológieas estão entre as mais importantes da doença, o InCor lidera o estudo CoronaHeart, com mais de dois mi! pacientes, para averiguar complicações cardíacas c os efeitos pós-cw id em )>essoas que precisaram de internação. Por ora, os dados ainda estão cm análise, afirma Roberto Kalil Filho, presidente do Conselho Diretor do InCor e coordenador da pesquisa. EVOLUÇÕES NO TRATAMENTO No I Hospital Sírio-Libanês, um dos principais hospitais de ponta do País. a pandemia endossou a importância da cooperação entre as áreas atem da saúde. Até porque, antes da condução dos casos dc covid-19. foi preciso preparar o terreno. O apoio da engenharia clínica e de obra foi crucial para disponibilizar leitos e separar as áreas para pacientes de covid-19 das dentais, lembra Fernando Caneiu. diretor de Governança Clínica do Sírio-I.ibanês. Do ponto dc vista técnico, houve mudanças nas diretrizes ao longo desse um ano de pandemia. “No começo, pacientes eram entubados ntais precocemcnte e boje adotamos a ventilação não invasiva [que dispensa o ittboj em alguns casos”, menciona Ganem. Outra mudança é o uso mais frequente da oxigenaçâo cxtracorpórea (ECMO) para oxigenar o sangue nos casos em que a insuficiência respiratória é bem grave. A conduta também foi atualizada no Hospital Israelita Albert Einstein. que agora faz fisioterapia mesmo nos pacientes em enfermaria. “Fazemos fisioterapia precoce. para abrir os pulmões do paciente e evitar uma evolução para o tubo”, explicaMoacyr Júnior, da IjTI Adulto do hospital. Telemedicina ajuda no combate ao câncer OUTUBRO 1G.01C, Ainda era março dc 2020 quando o brasil pensou que a pandemia da covid-19 sc resolvería após uma quarentena dc imi ou dois meses. Clínicas c laboratórios reduziram consultas, hospitais adiaram procedimentos nâo ingentes c o ‘Fica ciu Casa’. de certo modo. significou a postergação dos exames de rotina. Mas quem tem câncer tem pressa, lembrou uma campaiilia do .A C. Camargo, centro exclusivo para tratamento da doença, lançada cm junho dc 2020. “O paciente com câncer está mais frágil e quimioterapia e radioterapia continuaram”.lembraJosé Marcelo, CFO do centro. Mas houve algumas mudanças. Fm tempos de pandemia, o senso dc urgência «Io tratamento do paciente oncológtco depende de vários fatores. É analisada a gravidade do tumor, a presença do novo Covid19 no organismo e sc existem outros casos mais complexos que precisam dc uma intervenção mais imediata. Para ajudar nessas decisões, o A. C. Camargo usa teste de PCR para ter mais claro quem são os pacientes prioritários, O exame é feito mesmo em quem não tem sintoma, mas está com a cirurgia mareada. "Km cada caso analisamos se vale seguir com a cirurgia nu adiá-la por 2 I dias”, explica Vicror Piana. diretor médico do hospital. Se mantida a agenda, adaptações são feitas no bloco cirúrgico. Quem tem o procedimento adiado recebe ligações diárias de médicos do A. G. Camargo, que monitoram a condição clínica para evitar urna piora descontrolada. Pacientes estáveis conseguem acessar utu software que os ajuda a identificar se c hora de ir para o hospital devido a hui sintoma que pode evoluir mal. Dos 301 pacientes que usaram a plataforma, 71 receberam a recomendação de ir encontrar os médicos. "O grande desafio é manter rodo o atendimento para todos os pacientes, principalmente na etapa curativa. A preocupação é sustentar o tratamento cm fase critica c dar suporte cm fases iniciaisafirma Marcelo. SEM DIAGNÓSTICO PRECOCE Por medo dc contaminação, as pessoas abriram mão de consultas c exames dc rotina. O efeiro foi a queda na quantidade de diagnóstico precoce de câncer c outras doenças complexas. No A. C. Camargo, o efeito veio no segundo semestre, com um boorn no número de rasos, agora já não tão iniciais. “Em càncercs intermediários, como intestino e pulmão, o sintoma progride em três meses. Em 2020, 25% dos pacientes com câncer colorretal chegaram em estágio mais avançado do que em 2019. Não era mais possível não fazei qnímio”. explica Piana. “F uma doença que detectamos cm exames de rotina, e quando sintomas como dor na região ou saiignuuemo aparecem, é porque o tumor está mais avançado. impondo nm tratamento mais longo e mais caro." O Programa Oncologia da SulAmérica tem corno objetivo orientar o beneficiário com câncer cm todas as fases da doença: oferecer suporte e orientação ao segurado tio momento do diagnóstico, durante o tratamento, até a remissão da doença ou indicação dc cuidados paliativos: cuidados para a prevenção das complicações; orientação quanto à evolução da sua condição de saúde; fornecer conforto emoek u íal e aj mio a< «s paciet ites e familiares: diminuir os efeitos colaterais do tratamento; esti imilar a adesão ao tratamento, melhorar integração entre médico-paciente. Seguradoras dc saúde, como a SulAmérica. também desenvolveram produtos para ajudar HO acompanhamento de pacientes oi teológicos. Segundo a empresa, quase 8 mil pessoas foram beneficiadas pela iniciativa até agora. () programa contempla a participação dc uma equipe mui ti profissional (enfermeiro, assistente social, fonoaiidiólogo, fisioterapeuta, nutricionista), que realiza a classificação dos beneficiários por fase (diagnóstico, tnitailinuo c remissão). O sistema também utiliza uma escala dc performance paia medir o grau de bem-estar do paciente. O acompanhamento é realizado por iclemonitoramcnto e também por visitas domiciliares quando for necessário. (SA) AGOSTO/2020 5ETEMBR0/2Q20