Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

MSN BRASIL
Data Veiculação: 22/03/2020 às 00h00

Até agora, pelo menos 7 congressistas foram diagnosticados com o novo coronavírus, sendo 4 deputados e 3 senadores. Entre eles, está o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que anunciou teste positivo para a covid-19 na 4ª feira (18.mar.2020). Acompanhe nossa cobertura sobre o coronavírus. Últimas notícias, perguntas e respostas e como se cuidar. Eis os outros congressistas que também foram diagnosticados com o novo vírus: O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) foi o 1º congressista diagnosticado com coronavírus. Ele foi 1 dos integrantes da comitiva presidencial comandada por Jair Bolsonaro que foi aos Estados Unidos. Trad está internado no hospital Sírio-Libanês em Brasília, segue sem complicações e seu estado de saúde é estável. Não há registro de maiores complicações por parte dos outros congressistas que foram infectados. Davi Alcolumbre passou a madrugada de 5ª feira (19.mar) internado no mesmo hospital, Sírio-Libanês, em Brasília, mas recebeu alta na manhã do mesmo dia. República infectada Além de Trad, outras 23 pessoas que estavam na comitiva do presidente Jair Bolsonaro que foi aos Estados Unidos estão infectadas pelo novo coronavírus. O 1º caso foi o do secretário especial de Comunicação Social da Presidência da República, Fabio Wajngarten.

IG/SÃO PAULO
Data Veiculação: 22/03/2020 às 00h00

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, usou suas redes sociais no sábado (21) para defender o uso de hidroxicloroquina e azitromicina, remédios tipicamente usados no tratamento de malária e doenças respiratórias, no combate ao coronavírus. 73% aprovam quarentena e 74% têm medo de ser infectado, aponta Datafolha "Tomados juntos, eles têm a chance de se tornarem um dos maiores trunfos na história da medicina”, publicou a autoridade em sua conta oficial no Twitter. Trump destacou ainda que a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla original), órgão encarregado pela proteção da saúde públicas nos EUA, “tem movido montanhas”, antes de pedir que os medicamentos sejam liberados “imediatamente”. “As pessoas estão morrendo, sejam rápidos, Deus abençoe todos", postou. OMS tira restrição do ibuprofeno para tratamento do coronavírus Na quinta-feira (19), o diretor da agência, Stephen Hahn que participou ao lado de Trump de uma coletiva de imprensa explicou que várias estratégias estão sendo testadas e disse que está considerando administrar cloroquina a grandes grupos de pacientes com coronavírus como parte de um “uso expandido” de um programa de testes clínicos, o que poderia permitir ao FDA coletar dados para medir se a substância de fato funciona. HYDROXYCHLOROQUINE & AZITHROMYCIN, taken together, have a real chance to be one of the biggest game changers in the history of medicine. The FDA has moved mountains - Thank You! Hopefully they will BOTH (H works better with A, International Journal of Antimicrobial Agents) .... — Donald J. Trump (@realDonaldTrump) March 21, 2020 Brasil quer controle especial dos medicamentos na sexta (20), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu enquadrar a hidroxicloroquina e cloroquina como medicamentos de controle especial. A medida foi tomada devido ao aumento da procura depois que algumas pesquisas indicaram que os produtos podem ser utilizados no tratamento do Sars-Cov-2. Mas, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou a juízes de todo o país um estudo técnico elaborado pelo hospital Sírio Libanês e que aponta incerteza da eficácia do uso da hidroxicloroquina e da cloroquina no tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus. "De acordo com o documento, a eficácia e a segurança dos medicamentos em pacientes com COVID-19 são incertas e seu uso de rotina para esta situação não pode ser recomendado até que os resultados dos estudos em andamento possam avaliar seus efeitos de modo apropriado", diz a nota do conselho. "O parecer elaborado pelo Hospital Sírio Libanês destaca ainda que 'a falta deste medicamento para pacientes portadores de doenças para as quais a hidroxicloroquina está formalmente indicada - incluindo doenças crônicas autoimunes como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide - já é uma realidade'", completa o CNJ.

FOLHAPRESS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 22/03/2020 às 23h16

Corredor da UTI da Santa Casa de São Paulo Código: 11848876 Inclusão no Site: 22/03/2020 23:16:07 Assunto: SAÚDE Legenda: SÃO PAULO, SP, BRASIL, 04.07.2018 - Corredor da UTI (Unidade de terapia intensiva) da Santa Casa de São Paulo, que faz parte do projeto empregado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Hospital Sírio-Libanês chamado de Lean, que usa um sistema de gestão da indústria automobilística para reduzir a superlotação das emergências, e atingirá cem hospitais públicos em três anos. (Foto: Joel Silva/Folhapress) Serviço/Categoria: Banco de Imagens / Cidades / Saúde Crédito: Joel Silva/Folhapress Tamanho: 22.12 megapixels Resolução: 300 dpi Palavras-chave: Projeto; Corredor; Hospital Sírio-Libanês; Ministério da Saúde; Parceria; SANTA CASA; São Paulo; Unidade de Terapia Intensiva; UTI; Vista interna; LEAN

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 22/03/2020 às 15h33

Médicos dos hospitais no Ceará começaram a usar medicamentos com as substâncias hidroxicloroquina e cloroquina em pacientes internados com o novo coronavírus. Com importantes ressalvas, há o alerta de muita cautela, tendo em vista que ainda não há total certeza de a substância tenha eficácia contra a Covid-19. A decisão de utilizar segue uma tendência mundial. O médico infectologista e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) Anastácio Queiroz, que atua no Hospital São José, em Fortaleza, afirmou que os resultados iniciais têm sido positivos e esperançosos, mas é preciso que a população tenha cuidado. "Qualquer medicação que tenha uma ação, é esperança. Mas é importante enfatizar que não existe um tratamento para todo mundo. Qualquer medicamento existe aquele grupo que não vai responder bem. E é preciso também utilizar esses medicamentos com certo cuidado, porque são medicamentos que têm efeitos colaterais”, explicou. “O trabalho (sobre Hidroxicloroquina) foi publicado dia 16, e, de quinta-feira pra cá, é que essa questão do medicamento tem sido mais divulgada. Já tem pacientes sendo tratados, mas o paciente grave não melhora de uma hora pra outra, independente do tratamento que esteja sendo feito. Mas logo saberemos de muitos pacientes. Eu sei de pacientes que não estavam tão graves e melhoraram. Mas paciente muito grave, nós não temos ainda", ressaltou o médico. Ele disse ainda que, dificilmente, a curto prazo, haverá uma outra medicação para agir de forma efetiva. "Essa vem sendo estudada há muito tempo, e realmente mostrou efetividade. Claro que não foram tantos pacientes, e quando se usa qualquer medicação em muita gente, vai ver efeitos negativos que antes não foram observados. Então, eu sou favorável ao uso, mas sou favorável que os pacientes em uso sejam bem avaliados do ponto de vista geral e, especialmente, do ponto de vista cardíaco." O médico recomenda o uso do medicamento com cautela e lavando em conta os diferentes riscos aos quais podem ser expostos os pacientes. "O que recomendaria é que todo uso do medicamento, havendo indicação, avalie os pacientes para que, realmente, eles possam ter o benefício, e não só os riscos. Num momento de muita angústia, as pessoas vão querer realmente tratar a infecção. Acredito que muitos pacientes se enquadram na indicação do tratamento, mas tem que usar com muita prudência e uma avaliação prévia qualificada. Mas, de qualquer modo, é uma esperança". Anvisa faz alerta nacional Diante do cenário nacional em relação ao uso e à procura pela substância, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que o uso da Hidroxicloroquina agora é controlado. A agência chegou a receber muitos relatos sobre o aumento na procura pela hidroxicloroquina, devido às pesquisas indicando resultados positivos no tratamento da Covid-19. No entanto, a Agência Nacional mantém em seu site um alerta nacional. "Apesar de alguns resultados promissores, não há nenhuma conclusão sobre o benefício do medicamento no tratamento do novo coronavírus. Ou seja, não há recomendação da Anvisa, no momento, para a sua utilização em pacientes infectados ou mesmo como forma de prevenção à contaminação pelo novo coronavírus". Já o Ministério da Saúde divulgou informação de que validou o medicamento e autorizou o seu uso, mas apenas para pacientes em estado grave, uma vez que ainda não há evidências consolidadas que sustentem a aplicação da substância de forma indiscriminada, mas somente nos casos em que não houver outra alternativa. No último sábado (21), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou a juízes de todo o país um estudo técnico, elaborado pelo hospital Sírio Libanês, apontando que "a eficácia e a segurança da hidroxicloroquina e da cloroquina em pacientes com COVID-19 é incerta e seu uso de rotina para esta situação não pode ser recomendado até que os resultados dos estudos em andamento possam avaliar seus efeitos de modo apropriado". Farmácias de Fortaleza registram falta de medicamento A falta do medicamento já é uma realidade em Fortaleza. em bairros como São Gerardo, Aldeota, Bairro de Fátima e Barra do Ceará diferentes redes de farmácia informaram à reportagem que já há mais remédio nas prateleiras. Atendentes dizem que a falta se deve à excessiva procura nos últimos dias. Todavia, é preciso que haja responsabilidade na busca pelo remédio, pois preocupação é que pacientes com doenças como lúpus - doença autoimune -, malária e artrite reumatoide não podem deixar de fazer uso do medicamento. Diante do problema, o Ministério Público Estadual (MPCE) recomendou a todas as farmácias de Fortaleza que só realizem a venda de fármacos à base de hidroxicloroquina e cloroquina mediante comprovação da necessidade com receita médica. O documento também orienta que as farmácias devem reter a receita apresentada. A orientação do MPCE reitera o pedido nacional feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) também na última sexta-feira. Decreto de quarentena guia mapa coronavírus — Foto: Arte/G1 Outra medida foi um decreto que estabelece quarentena no Ceará, com o fechamento de comércio e serviços não essenciais. Ficam impedidos de exercer as atividades, por um período de 10 dias, comércios e estabelecimentos dos seguintes seguimentos: bares, restaurantes, lanchonetes e estabelecimentos congêneres; templos, igrejas e demais instituições religiosas; museus, cinemas e outros equipamentos culturais, público e privado; academias, clubes, centros de ginástica e estabelecimentos similares; lojas ou estabelecimentos que pratiquem o comércio ou prestem serviços de natureza privada; “shopping center”, galeria/centro comercial e estabelecimentos congêneres, salvo quanto a supermercados, farmácias e locais que prestem serviços de saúde no interior dos referidos dos estabelecimentos; feiras e exposições; indústrias, excetuadas as dos ramos farmacêutico, alimentício, de bebidas, produtos hospitalares ou laboratoriais, obras públicas, alto forno, gás, energia, água, mineral, produtos de limpeza e higiene pessoal, bem como respectivos fornecedores e distribuidores. Não são afetados pela medida: Estabelecimentos médicos e hospitalares; Laboratórios de análises clínicas, farmacêuticos, psicológicos; Clínicas de fisioterapia e vacinação; Distribuidores e revendedores de água e gás; Distribuidores de energia elétrica; Serviços de telecomunicação; Segurança privada; Postos de combustíveis; Funerárias; Padarias; Estabelecimentos bancários; Clínicas veterinárias, Lojas de produtos para animais; Lavanderias; Supermercados. NAO USAR - Ciclo do coronavírus — Foto: Foto: Arte/G1 CORONAVÍRUS Últimas notícias sobre coronavírus VÍDEOS: Coronavírus: perguntas e respostas GUIAM ILUSTRADO: sintomas, transmissão e letalidade Veja o que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus Quanto tempo o novo coronavírus vive em uma superfície ou no ar? Máscaras servem para proteção contra o novo coronavírus? Como se prevenir do coronavírus? O médico infectologista e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) Anastácio Queiroz, que atua no Hospital São José, em Fortaleza, afirmou que os resultados iniciais têm sido positivos e esperançosos, mas é preciso que a população tenha cuidado. "Qualquer medicação que tenha uma ação, é esperança. Mas é importante enfatizar que não existe um tratamento para todo mundo. Qualquer medicamento existe aquele grupo que não vai responder bem. E é preciso também utilizar esses medicamentos com certo cuidado, porque são medicamentos que têm efeitos colaterais”, explicou. “O trabalho (sobre Hidroxicloroquina) foi publicado dia 16, e, de quinta-feira pra cá, é que essa questão do medicamento tem sido mais divulgada. Já tem pacientes sendo tratados, mas o paciente grave não melhora de uma hora pra outra, independente do tratamento que esteja sendo feito. Mas logo saberemos de muitos pacientes. Eu sei de pacientes que não estavam tão graves e melhoraram. Mas paciente muito grave, nós não temos ainda", ressaltou o médico. Ele disse ainda que, dificilmente, a curto prazo, haverá uma outra medicação para agir de forma efetiva. "Essa vem sendo estudada há muito tempo, e realmente mostrou efetividade. Claro que não foram tantos pacientes, e quando se usa qualquer medicação em muita gente, vai ver efeitos negativos que antes não foram observados. Então, eu sou favorável ao uso, mas sou favorável que os pacientes em uso sejam bem avaliados do ponto de vista geral e, especialmente, do ponto de vista cardíaco." O médico recomenda o uso do medicamento com cautela e lavando em conta os diferentes riscos aos quais podem ser expostos os pacientes. "O que recomendaria é que todo uso do medicamento, havendo indicação, avalie os pacientes para que, realmente, eles possam ter o benefício, e não só os riscos. Num momento de muita angústia, as pessoas vão querer realmente tratar a infecção. Acredito que muitos pacientes se enquadram na indicação do tratamento, mas tem que usar com muita prudência e uma avaliação prévia qualificada. Mas, de qualquer modo, é uma esperança". Diante do cenário nacional em relação ao uso e à procura pela substância, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que o uso da Hidroxicloroquina agora é controlado. A agência chegou a receber muitos relatos sobre o aumento na procura pela hidroxicloroquina, devido às pesquisas indicando resultados positivos no tratamento da Covid-19. No entanto, a Agência Nacional mantém em seu site um alerta nacional. "Apesar de alguns resultados promissores, não há nenhuma conclusão sobre o benefício do medicamento no tratamento do novo coronavírus. Ou seja, não há recomendação da Anvisa, no momento, para a sua utilização em pacientes infectados ou mesmo como forma de prevenção à contaminação pelo novo coronavírus". Já o Ministério da Saúde divulgou informação de que validou o medicamento e autorizou o seu uso, mas apenas para pacientes em estado grave, uma vez que ainda não há evidências consolidadas que sustentem a aplicação da substância de forma indiscriminada, mas somente nos casos em que não houver outra alternativa. No último sábado (21), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou a juízes de todo o país um estudo técnico, elaborado pelo hospital Sírio Libanês, apontando que "a eficácia e a segurança da hidroxicloroquina e da cloroquina em pacientes com COVID-19 é incerta e seu uso de rotina para esta situação não pode ser recomendado até que os resultados dos estudos em andamento possam avaliar seus efeitos de modo apropriado". A falta do medicamento já é uma realidade em Fortaleza. em bairros como São Gerardo, Aldeota, Bairro de Fátima e Barra do Ceará diferentes redes de farmácia informaram à reportagem que já há mais remédio nas prateleiras. Atendentes dizem que a falta se deve à excessiva procura nos últimos dias. Todavia, é preciso que haja responsabilidade na busca pelo remédio, pois preocupação é que pacientes com doenças como lúpus - doença autoimune -, malária e artrite reumatoide não podem deixar de fazer uso do medicamento. Diante do problema, o Ministério Público Estadual (MPCE) recomendou a todas as farmácias de Fortaleza que só realizem a venda de fármacos à base de hidroxicloroquina e cloroquina mediante comprovação da necessidade com receita médica. O documento também orienta que as farmácias devem reter a receita apresentada. A orientação do MPCE reitera o pedido nacional feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) também na última sexta-feira. Outra medida foi um decreto que estabelece quarentena no Ceará, com o fechamento de comércio e serviços não essenciais. Ficam impedidos de exercer as atividades, por um período de 10 dias, comércios e estabelecimentos dos seguintes seguimentos: Não são afetados pela medida:

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 22/03/2020 às 14h00

A notícia que a hidroxicloroquina e a cloroquina podem ser aliadas no tratamento da covid-19 rodou o mundo em pouco tempo. No Brasil, hospitais da rede Prevent Senior, Sírio Libânes, Albert Einstein e HCor anunciaram o início de protocolos e pesquisas para administrar a droga em pacientes com quadros graves causados pelo novo coronavírus. Com 75 anos, a mãe dos diretores-fundadores da Prevent Senior, Fernando e Eduardo Parrilo, está internada em estado grave e é uma das primeiras pacientes a testar o tratamento com a cloroquina e a azitromicina (antibiótico usado para impedir infecções oportunistas), de acordo com Pedro Benedito Batista, cirurgião-geral e diretor-executivo da rede. "Introduzimos a medicação de terça para quarta-feira e ela teve uma evolução grave até sexta-feira, com os exames mostrando piora severa. No sábado, a paciente apresentou melhora significativa, com um padrão de ventilação pulmonar extremamente avançado. Estamos muito esperançosos que isso tenha sido por causa da droga, já que ela estava muito mal até começar o uso", aponta Batista. De acordo com o diretor da rede, estudos apontam que o organismo do paciente começa a reagir à droga após cerca de cinco dias. "Ela está evoluindo bem, e se continuar assim, já teremos um parâmetro para passar para os outros pacientes e dar alento às famílias na mesma situação." Medicamento não deve ser usado em casa Apesar do bom prognóstico mostrado na paciente e em pesquisas, os médicos enfatizam que o uso da cloroquina não deve ser feito para prevenir a covid-19. Ressaltando, não funciona como profilaxia. Além de não haver nenhuma evidência que isso poderia funcionar, a ingestão pode oferecer riscos como alterações na visão e cardiopatias. "Cada caso deve ser avaliado criteriosamente pela equipe médica —inclusive os internados em estado grave", diz Bastista. Hospital não revela casos de outros pacientes A rede Prevent Senior não informa se outros pacientes já estão recebendo o protocolo de tratamento com a droga. De acordo com o diretor da rede, as famílias precisam autorizar. Outros hospitais ainda não se pronunciaram A reportagem entrou em contato com os outros hospitais de São Paulo que devem aplicar o tratamento. No HCor (Hospital do Coração), ainda não se sabe como o protocolo funcionará. "A diretoria decidirá na semana que vem", respondeu a assessoria de imprensa. Tanto o Albert Einstein quanto o Sírio Libanês não responderam aos pedidos de entrevista do VivaBem. Assim que tivermos o posicionamento de ambos, eles serão incluídos na reportagem. Falta do remédio e intoxicações A esperança de que a cloroquina possa curar sintomas da covid-19 levou ao esgotamento do remédio em diversas farmácias no Brasil. Pessoas com lúpus, que precisam do medicamento, relatam dificuldade em encontrar cloroquina. Isso levou a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a enquadrar a substância como medicamento de controle especial. Na Nigéria, há dois casos de intoxicação por cloroquina. Os episódios ocorreram na última sexta-feira (20), um dia depois de Donald Trump ter dito que a cloroquina, geralmente usada contra a malária e o lúpus, poderia ser o "remédio certo" contra a pandemia, gerando uma corrida às farmácias para comprar o medicamento. "Já registramos dois casos de intoxicação, mas provavelmente teremos mais e mais nos próximos dias", disse Ore Awokoya, assessora especial de saúde do governo de Lagos, à agência AFP na última sexta-feira (20).

GAZETA DIGITAL/A GAZETA/CUIABÁ
Data Veiculação: 22/03/2020 às 14h00

Depois de 5 dias de internação no hospital Sírio-Libanês de Brasília, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), de 58 anos, recebeu alta por volta de 11 horas da manhã deste domingo (22). Ele foi diagnosticado com coronavírus e havia sido internado na quarta-feira (18). Agora o senador não precisa mais de cuidados médicos hospitalares e vai continuar o tratamento e recuperação em casa. Durante a internação, a situação do senador, que também é médico, foi considerada "delicada”. Ele ficou em observação intensiva durante toda a madrugada de quinta-feira (19). Nelsinho Trad foi um dos membros da comitiva que acompanhou o presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos no início do mês. Na ocasião, o senador disse, em nota, ter sido surpreendido quando o secretário de comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, teve teste positivo para a covid-19. "Segui fiel e estritamente os protocolos de quem se enquadra em comunicante de caso. Fiz o exame, que resultou positivo. Serenamente, com fé em Deus, e atendendo todas as orientações dos profissionais de saúde envolvidos nesse enfrentamento, estou em casa com a minha família, guardando o período de isolamento", afirmou Trad na ocasião.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 22/03/2020 às 09h44

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou a juízes de todo o país um estudo técnico elaborado pelo hospital Sírio Libanês e que aponta incerteza da eficácia do uso da hidroxicloroquina e da cloroquina no tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus. Na sexta (20), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu enquadrar a hidroxicloroquina e cloroquina como medicamentos de controle especial. A medida foi tomada devido ao aumento da procura depois que algumas pesquisas indicaram que os produtos podem ser utilizados no tratamento do Sars-Cov-2. Medicamento usado em testes iniciais contra coronavírus some de farmácias, entretanto, não há nenhuma comprovação sobre o benefício da substância no tratamento do novo vírus. As substâncias estão presentes em medicamentos contra a malária, reumatismo, inflamação nas articulações, lúpus, entre outros. Existe algum remédio para tratar o novo coronavírus? O CNJ informou que a iniciativa de apresentar o relatório do Sírio Libanês aos juízes se deve ao agravamento da epidemia no Brasil e à possibilidade de que isso leve a ações judiciais pedindo a liberação do uso da hidroxicloroquina e da cloroquina. "De acordo com o documento, a eficácia e a segurança dos medicamentos em pacientes com COVID-19 são incertas e seu uso de rotina para esta situação não pode ser recomendado até que os resultados dos estudos em andamento possam avaliar seus efeitos de modo apropriado", diz a nota do conselho. "O parecer elaborado pelo Hospital Sírio Libanês destaca ainda que 'a falta deste medicamento para pacientes portadores de doenças para as quais a hidroxicloroquina está formalmente indicada - incluindo doenças crônicas autoimunes como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide - já é uma realidade'", completa o CNJ. CORONAVÍRUS Últimas notícias sobre coronavírus VÍDEOS: Coronavírus: perguntas e respostas GUIAM ILUSTRADO: sintomas, transmissão e letalidade Veja o que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus quanto tempo o novo coronavírus vive em uma superfície ou no ar? Máscaras servem para proteção contra o novo coronavírus? Como se prevenir do coronavírus? Na sexta (20), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu enquadrar a hidroxicloroquina e cloroquina como medicamentos de controle especial. A medida foi tomada devido ao aumento da procura depois que algumas pesquisas indicaram que os produtos podem ser utilizados no tratamento do Sars-Cov-2. Medicamento usado em testes iniciais contra coronavírus some de farmácias, entretanto, não há nenhuma comprovação sobre o benefício da substância no tratamento do novo vírus. As substâncias estão presentes em medicamentos contra a malária, reumatismo, inflamação nas articulações, lúpus, entre outros. O CNJ informou que a iniciativa de apresentar o relatório do Sírio Libanês aos juízes se deve ao agravamento da epidemia no Brasil e à possibilidade de que isso leve a ações judiciais pedindo a liberação do uso da hidroxicloroquina e da cloroquina. "De acordo com o documento, a eficácia e a segurança dos medicamentos em pacientes com COVID-19 são incerta e seu uso de rotina para esta situação não pode ser recomendado até que os resultados dos estudos em andamento possam avaliar seus efeitos de modo apropriado", diz a nota do conselho. "O parecer elaborado pelo Hospital Sírio Libanês destaca ainda que 'a falta deste medicamento para pacientes portadores de doenças para as quais a hidroxicloroquina está formalmente indicada - incluindo doenças crônicas autoimunes como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide - já é uma realidade'", completa o CNJ.

METRÓPOLES/BRASÍLIA
Data Veiculação: 22/03/2020 às 05h05

São duas semanas sem poder sair do quarto. O tempo não passa, a vontade de abraçar a família e dar uma volta na rua aumenta, mas ainda não é possível. Essa é a rotina de brasilienses que estiveram recentemente em países que estão com número alto de casos de contaminação pelo novo coronavírus. Mais do que a consciência de resguardar a própria saúde com o distanciamento, essas pessoas evitam que a Covid-19 se espalhe ainda mais. A advogada Larissa Borges, 27 anos, por exemplo, não sai de casa desde que voltou da Itália, que vive em quarentena, no último dia 14. Com as aulas do mestrado que ela faz sendo cancelada e o toque de recolher sendo cumprido à risca, ela se angustiou. “Lá foi tudo muito rápido. No começo, ninguém se preocupou tanto, mas nas últimas duas semanas foi um decreto atrás do outro, fechando as coisas e os casos aumentando”, conta. O desespero maior foi quando ela ouviu o anúncio de que a cidade onde morava, Roma, fecharia o aeroporto internacional. Isso significava que ela tinha duas opções: ficar na capital italiana e enfrentar o isolamento sozinha ou correr e comprar uma passagem de volta para o Brasil. “Foram três dias sem dormir em verdadeiro pânico em busca da passagem. Eu já tinha desistido quando uma amiga brasileira minha disse que conseguiu. Fui atrás e deu certo também”, lembra. Chegando ao Brasil, ela não recebeu orientação alguma de permanecer em isolamento, tanto no aeroporto em São Paulo como no de Brasília. Mesmo assim, ciente de que poderia ter trazido o vírus, ela decidiu, por conta própria, ficar de quarentena por 14 dias. “Estou na casa da minha mãe e tenho o privilégio de ter um quartinho com banheiro do lado de fora de casa. Não abracei ninguém desde que eu cheguei”, relata. Mesmo considerando difícil ter que se privar de encontrar familiares e amigos, ela se diz feliz por estar saudável e mantém uma rotina para ocupar a cabeça. “As aulas do mestrado serão on-line e poderei fazer daqui mesmo. Eu dava aulas de inglês lá e continuo fazendo isso, também pela internet. Além disso faço uns exercícios, ouço música e estudo”, enumera. O sentimento de que pode estar ajudando outras pessoas ao ficar em casa também é o que motiva Larissa a seguir em confinamento. “Não estou sofrendo, estou feliz de estar aqui no Brasil. Sinto tédio às vezes, mas com a consciência de que estou fazendo uma coisa boa”, diz. Veja vídeo de Larissa: http://pvbps-sambavideos.akamaized.net/account/3335/1/2020-03-20/video/cf297d0afa75532bdc21ec713189b9ed/WhatsApp_Video_2020-03-19_at_16.02.12.mp4 Outra estudante que também acaba de voltar da Europa é Sílvia Garcia, 23. Formada em museologia na Universidade de Brasília (UnB), ela foi até Madri, na Espanha, para fazer mestrado. Para a sorte dela, ao contrário de Larissa, o curso tinha finalizado há pouco tempo e ela estava se programando para voltar a Brasília. “Eu tinha terminado os estudos, estava havia dois anos lá, mas ainda faltava pegar meus certificados. De uma hora para outra, fecharam tudo e tive de sair correndo para conseguir isso. Foi desesperador”, conta. Não só as aulas, mas tudo ficou fechado. Apenas farmácias e supermercados continuaram funcionando. “Colocaram os militares na rua controlando a circulação de pessoas. Se você está fora de casa sem motivo, é multado”, explica. No dia 16/03, ela conseguiu sair da Espanha com destino a Portugal, em um avião com apenas 17 pessoas, antes de embarcar até o Brasil. Chegou por aqui no dia 17 e, imediatamente, optou pelo isolamento. “Tenho amigos de amigos que estão com sintomas. Estou seguindo orientações tanto das autoridades espanholas como das brasileiras nesse caso”, diz. Os próximos dias dela, portanto, serão dentro de casa. Como acabou de terminar os estudos na Espanha, ela ainda não sabe como será o futuro com relação a trabalho, por exemplo. Por isso, pretende tirar as duas semanas em que ficará isolada se capacitando ainda mais. “O negócio é ocupar a cabeça, fazer atividades diversas, criar uma rotina. Hoje em dia é possível trabalhar, estudar, se exercitar e ‘socializar’ desde casa. Dos males o menor, podemos estar 24h conectados ao mundo com a internet”, opina. “É duro, dói no fundo do coração não poder ver quem a gente ama, mas é uma responsabilidade social, de todos. É hora de ser solidário. Eu estou confinada não só por mim e pela minha família. Estou confinada por todos nós”, disse Sílvia. Para a dentista Ana Cláudia Marques Lessa, 52, a viagem de 13 dias com o marido para Nova York acabou se transformando em quarentena após a chegada, no dia 16. “A gente tem que pensar nos outros. Desmarquei todos os meus clientes no consultório para as próximas duas semanas e dei férias para as assistentes”, conta. Em casa, ela diz que deve demorar a se acostumar com um ritmo menos intenso de rotina, mas não há outra opção que não seja se isolar. “Eu sou uma pessoa muito ativa, vai ser terrível. Vou fazer uma faxina bem funda no armário, ler aqueles livros que a gente diz que nunca tem tempo, né? E estudar também”, relata. Ana, no entanto, se diz preocupada com os efeitos que a onda do novo coronavírus pode causar ao negócio dela caso o número de ocorrências dispare no Brasil. “É um tratamento não emergencial, mas eu dependo do consultório. Fico muito preocupada, pois se as pessoas começarem a desmarcar, não vou ter o que fazer. Acho que tenho reserva para uns dois meses, mas se passar disso, não sei como seguir”, projeta. Por esse motivo, ela espera que todas as medidas de fechamento de locais com grande circulação de pessoas surta efeito, e outros possíveis contaminados tenham a consciência de também ficarem em casa. “Saindo dos Estados Unidos e chegando ao Brasil, dá para ver que muita gente não está levando o problema a sério. O metrô em Nova York que a gente pegou, que fica lotado, tinha, além de mim e meu marido, uma pessoa só”, comenta. http://pvbps-sambavideos.akamaized.net/account/3335/1/2020-03-20/video/5618e3dedd2761a2110d1005f5c0dfc8/WhatsApp_Video_2020-03-20_at_12.05.38.mp4 Com qualquer sintoma, é melhor ficar em casa Apesar de não ter viajado para lugar algum nos últimos meses, a jornalista Beth Nardelli, 66, está com sintomas que indicam uma possível contaminação pelo novo coronavírus. Com muita dor de cabeça, febre, dor de garganta e tosse, ela preferiu ficar em casa. “Desde a última sexta que estou de quarentena. Cheguei a ir à minha médica para saber se era sinusite, mas ela não viu nada. Meu irmão, que também é médico, me analisou e disse que era uma gripe forte”, conta. Ciente de que a gripe pode ser a nova doença, ela optou por ficar no quarto do apartamento onde mora, sem contato com mais ninguém, uma vez que tem netos pequenos e a mãe está com 96 anos. “Meu marido que cozinha para mim, o que já ajuda bastante. Tenho claustrofobia, então dá uma sensação de angústia ficar fechada assim, mas achei melhor ouvir minha consciência cidadã”, relata. Ainda sem ter conseguido fazer o teste para confirmar que está com coronavírus, ela diz que tem tentado se fortalecer mentalmente para aguentar todos os dias dentro do quarto. “Nunca fiz meditação e agora me vi assistindo a um programa sobre isso e fazendo junto”, conta. Além da meditação, Beth tem feito trabalho remoto para o órgão do governo em que trabalha e acha que foi lá que pegou a doença. “Uma colega de trabalho testou positivo. Ela foi palestrante em evento internacional, aqui mesmo em Brasília”, comenta. http://pvbps-sambavideos.akamaized.net/account/3335/1/2020-03-20/video/ef7609e8a9be25cf20651e62736be020/WhatsApp_Video_2020-03-20_at_17.07.49.mp4 Especialistas dão dicas de como passar pela quarentena O clínico-geral Alfredo Salim, do Sirio-Libanês de São Paulo, um dos responsáveis por orientar as pessoas sobre a contaminação pelo coronavírus, explica que qualquer um que chegar de país com alto número de casos deve seguir o exemplo dos personagens citados nesta matéria. “Sempre vou usar o período de 14 dias como sendo o ideal. A pessoa chega de um lugar onde pode ter pegado e tem que se isolar, ficar em um quarto com banheiro próprio”, explica. Segundo ele, durante a quarentena, o possível infectado precisa ficar bem alerta a possíveis sintomas da doença Covid-19. “Se passou o tempo e não sentiu nada, teoricamente essa pessoa não trouxe o vírus com ela”, afirma. Os cuidados se estendem também a pessoas que estão na mesma casa onde o isolamento acontece. “Ficar, no mínimo, a dois metros de distância. Se for levar comida, ou algo do tipo, lavar o copo, talher, e sempre lavar muito bem as mãos depois”, aconselha. Para o médico, pessoas que estão na chamada “população de risco”, como diabéticos, hipertensos ou idosos, também deveriam optar pelo isolamento. “Se você sai na rua e vai abrir e fechar uma porta, chamar o elevador, é ali que que está o vírus”, conta. Mas como ficar 14 dias sem sair do próprio quarto e não se sentir deprimido ou cansado? Para a psicóloga Danuska Tokarski, é importante buscar se manter em atividade de alguma forma. “Fazer um curso, ler um livro e até mesmo atividades físicas, como temos visto muitas pessoas postando exercícios possíveis de fazer em qualquer lugar”, lembra. A rotina também é importante, principalmente para manter um sono equilibrado. “A insônia pode desencadear depressão e ansiedade, pois a pessoa sente que precisa dormir, mas não consegue. Muitas vezes, a pessoa ociosa acaba tirando um cochilo à tarde. Nesses casos, é melhor guardar o sono mesmo para a noite”, aconselha.

ESTADO DE MINAS/BELO HORIZONTE | Outros
Data Veiculação: 22/03/2020 às 03h00

Em tempos de pandemia quem tem consciência -Desde 14 de março, estou em isolamento voluntário em casa com meu filho de 10 anos. Um caso de aluno com COVID-19 já foi confirmado no colégio dele. As aulas estão suspensas por tempo indeterminado. Nas duas primeiras semanas do mês estive vá rias vezes no hospital onde faço controle do câncer que tive no ano passado. Fiz exames, e tive vá rias consultas. Na última consulta, soube que havia um paciente com a doença internado lá. Minha oncologista disse para passar álcool nas mãos até depois de apertar, o botão do elevador. Por causa do risco de contágio do coronavírus, todos os eventos dos quais eu participaria foram adiados, incluindo o encontro de imprensa sobre o vírus inicial respiratório (VSR). responsável pela maioria dos casos de infecções como pneumonia e bronquiolite em bebês, que ocorreria em 20 de março. Na segunda-feira (16),conversei coma infectologista Mirian Dal Bem Corradi, médica assistente do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Sírio-Libanês e conselheira internacional da Society of Healthcare Epidemiology of América sobre a doença, a grande preocupação não é com a letalidade, mas com nosso sistema se saúde ,que não comporta um número enorme de casos ao mesmo tempo, por isso são tão importantes o distanciamento e o isolamento solidário para achatar a curva de transmissão e evitar que o sistema de saúde entre em colapso. Lembrando que pacientes com influenza B. dengue e muitas outras doenças continuam precisando de tratamento hospitalar. Evitando a sobrecarga no sistema de saúde ajudamos a reduzir o número de mortes. Tenho visto pessoas dizendo que a COV1D-19 é doença de rico, porque chegou ao Brasil por pessoas que estavam viajando para o exterior a trabalho ou a passeio. A verdade é que o coronavírus não é democrático. Pessoas pobres vão sofrer mais. Enquanto estou isolada em casa, milhares de pessoas não têm essa escolha. São pessoas que precisam trabalhar na rua, precisam pegar transporte público lotado, precisam do dinheiro do seu trabalho para se sustentar. Além das pessoas assalariadas, ainda teimosos trabalhadores informais, os micros e pequenos empreendedores. Num país desigual como o nosso, a corda sempre arrebentado lado mais fraco. Além do isolamento, o que mais podemos fazer pelo bem comum? Pense naquelas mulheres negras que são arrimo familiar, que dependem do salário para sustentar os filhos. Se as crianças ficam sem es cola. com quem ela vai deixá-las para trabalhar? Pense na sua funcionária doméstica. Ela é do grupo de risco? Explique que ela precisa se isolar para se proteger. Dispense-a do trabalho, mas pague, porque ela precisa muito desse dinheiro. Sua diarista pega transporte público lotado para chegar até a sua casa? Pague o dia, mas a deixe ficar em casa. Explique que ela realmente precisa ficar em casa. Pensando que o adensamento é maior nas áreas mais pobres das cidades, nossas favelas são uma bomba-relógio neste momento. Pense na velocidade com que o vírus se espalha e imagine a situação onde muita gente sai para trabalhar, pega transporte público. Se você precisa sair para trabalhar, vá do trabalho para a casa lembrando-se de higienizar as mãos com mais frequência. Procure manter o distanciamento social. Cancele reuniões, eventos, encontros de amigos. A hora é essa. Isolamento é um privilégio de poucos. E é o que podemos fazer para diminuir o ritmo da transmissão e evitar o colapso do sistema de saúde. É por isso que escolas e espaços públicos estão sendo fechados. Não é histeria, é solidariedade. Não é pela letalidade da doença, é porque nosso sistema se saúde não comporta um número enorme de casos ao mesmo tempo. É porque as pessoas idosas e pessoas com pouca imunidade correm mais riscos. É porque existem pessoas fazendo quimioterapia e estão sem imunidade. É porque tem pessoas com doenças crônicas que correm mais risco se tiverem COVID-19. Mais de 40% dos trabalhadores do nosso país não têm carteira assinada. São eles que vão sofrer mais com a crise. Precisamos de mecanismos para ajudar essas pessoas a passar por esse período. Isso inclui aquelas mães empreendedoras, muitas delas são arrimo de família e precisam do dinheiro para sobreviver. As grandes empresas têm fôlego, mas vão demitir. Muita incerteza e medo neste momento. Mas o pânico paralisa e precisamos de ações eficazes. Não cancele contratos, adie-os. Um período difícil pode levar pequenas empresas à falência. Comprido pequeno. Se você tem empresa, tente viabilizar que pelo menos parte da equipe trabalhe em casa. Home office pode ser mais produtivo do que você imagina. Procure alternativas que não sejam a demissão de funcionários. Seja solidário com aquelas pessoas que não [iodem ficarem casa, profissionais da saúde, atendentes de supermercado, policiais, bombeiros, Lave as mãos. Água e sabão matam o vírus. Lembre-se deque muitas pessoas no país não têm nem água limpa e sabão é artigo de luxo. Entre comprar comida e artigo de higiene, a comida é mais importante. Use álcool em gel. Mas lembre-se de que água e sabão já resolvem o problema. Não compre todo o álcool do estoque. Não compre todo o papel higiênico do supermercado, se seu papel acabar você pode usar a ducha higiênica. Explique às crianças que elas não podem brincar juntas neste momento, mas é temporário. Cuide da saúde mental. Dê afeto. Aproveite para estreitar as relações com quem está sempre perto de você. Seja solidário, cuide das pessoas, ajude quem você não conhece. Neste momento, podemos perceber como estamos todos conectados e como dependemos uns dos outros. O egoísmo mata mais vidas do que qualquer vírus é hora de espalhar amor a distância. A imunidade cresce quando há amor. Quem se une vai #oamoréoquenosune 6Neste momento, podemos perceber como estamos todos conectados é como dependemos uns dos outros' FUNDADORA DA REDE MATERNA PADECENDO NO PARAÍSO.

ESTADO DE MINAS/BELO HORIZONTE | Outros
Data Veiculação: 22/03/2020 às 03h00

Parabéns familiar e o apoio militar O que teve ontem em Brasília? Parabéns a você em casa junto com os filhos no Palácio da Alvorada? Ou, quem sabe, uma série de medidas restritivas -fechamento de comércio e escolas, por exemplo - ou ainda a proibição de eventos públicos como missas e cultos. Nem rezar foi permitido? Bem, no Palácio da Alvorada estiveram o senador Flávio Bolsonaro (sem partído-Rj)e o vereador de São Paulo. Carlos Bolsonaro (PSC). Correría foi certo que teve. Calma, não é manifestação da CUT, não. É o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PLS-SP), que fazia o seu cooper nas pistas da residência oficial dos presidentes da República. Deixando de brincadeira, o fato é que ontem foi aniversário de Jair Bolsonaro. Ele completou 65 anos. E mesmo em uma data como esta, o coronavírus não permitiu que teve cantoria de parabéns a você. Por deverde ofício, na porta do palácio só os jornalistas de plantão. Ossos do ofício. Vai que o presidente toma umas e outras e resolve falar... A única certeza foi que o Ministério da Defesa ativou o Centro de Operações Conjuntas para atuar na coordenação e planejamento do emprego das Forças Armadas no combate à COVID -19. Foram ativados também dez Comandos Conjuntos, que cobrem todo o território nacional. Além do Comando Aeroespacial (Comae), defuncionamento permanente, os militares poderão ser empregados no apoio às ações federais, o que inclui o controle de passageiros e tripulantes nos aeroportos, portos e terminais marítimos. Como não podería deixar de ser, também fica a cargo dos militares fazer o controle de acesso nas fronteiras. É claro que terá de ser assim. Mas é necessário ressaltar que, em meio ao caos na saúde, a questão econômica também preocupa e não é pouco. Afinal, o próprio goveno federal reduziu a estimativa de crescimento do país. A previsão do PIB caiu de 2,1% para 0,02%, quase zero. Não é à toa. A própria Organização das Nações Unidas (ONU)fez projeção de aumento de 35% das pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza na América Latina emJunção da crise. É claro, óbvio e ululante que inclui o Brasil. O PIB previsto fala por si. Por fim, o resumo oficial do sabadão, terceirizado para a Agência Saúde do governo: “O presidente da República, jair Bolsonaro, assinou medida Provisória e decreto que têm o objetivo garantir a aquisição de bens, serviços e insumos destinados ao enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do novo coronavírus. Mais Bolsonaro Tweet do presidente: Hospital Albert Einstein e a possível cura dos pacientes com a COVID -19. E postou vídeo relatando que pesquisadores do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, iniciaram protocolo de testes com cloroquina para tratamento de pacientes diagnosticados com COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus. O presidente acrescentou ainda que ordenou ao Laboratório Químico e Farmacêutico do Exército (LQFEX) que aumente a produção de cloroquina imediatamente. Demorou..., mas saiu. Na sexta feira, o ministro do STF. Alexandre de Moraes (foto), decidiu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) teria que negociar repasse de valores com outros órgãos envolvidos no acordo envolvendo a Petrobras - como a AGU e o Congresso. Ontem, a Advocacia-Geral da União (AGU) concordou com o pedido apresentado pela PGR para que recursos da Petrobras recuperados a partir da operação Lava-Iato sejam destinados ao combate ao novo coronavírus. A instituição é chefiada pelo Advogado-Geral da União. André Luiz Mendonça. Já o Congresso até as emendas parlamentares já tinha dado o dinheiro. Melhor enforcar A notícia é que a Fiat Chrysler Automóveis (FCA) vai paralisar na sexta-feira a sua produção em Betim e outros estados. Ela vai dar férias coletivas aos seus funcionários. O detalhe que interessa é a volta aos trabalhos. A data dela, 21 de abril. Aí não dá para resistir, será que os empregados vão enforcar a volta ao trabalho na data marcada? Resposta rápida: 21 de abril é feriado nacional para marcar o Dia de Tiradentes, isso mesmo, o Joaquim José da Silva Xavier, o mártir da Inconfidência Mineira morto na forca. O plantonista O juiz Murilo Silvio de Abreu, em plantão no Judiciário mineiro, determinou que o secretário de Saúde do Estado, Carlos Eduardo Amaral, e os presidentes dos Conselhos Regionais de Farmácia e Medicina tomem as providências necessárias, de forma imediata - com a edição de medidas normativas e/ou ações práticas, cada um em sua área de atuação - para impedir a venda do medicamento hidroxicloroquina, em farmácias e drogarias de Minas Gerais, sem a retenção da receita médica. —PINGAFOGO^^ ■ em tempo, Tiradentes: trazendo para os dias atuais, vale ressaltar que Joaquim Silvério dos Reis (imagem), crente que teria suas dívidas perdoadas pela Coroa Portuguesa, foi o responsável pela primeira delação premiada, hoje tão usada pelos políticos atuais. Basta trocar forca pela Lava-Jato. ■ Mais saúde. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou ontem pontos de bloqueio em várias solidas de rodovias federais no estado do Rio de Janeiro. Um deles foi feito pela Polícia Militar, cumprindo a determinação do decreto do governador Wilson Witzel (PSC). matéria da Agência Brasil, a do governo federal, foi atualizada às 16h40 para enfatizar que a PRF não é responsável pelos bloqueios i estado feitos por Witzel. ■ Com o grave momento da disseminação da COVID -19 no Brasil e da possível do Poder Judiciário ser acionado para i liberação do uso da hidroxicloroquina e da cloroquina. o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulga estudo técnico elaborado pelo Hospital Sírio-Libanês a respeito da substância. CNJ, a eficácia e a segurança dos medicamentos em pacientes com COVID-19é incerta e seu uso de rotina para esta situação não pode ser recomendado. Sendo assim, com certeza, o melhor é encerrar por hoje com a devida quarentena /?A ONU fez projeção de aumento de 35% das pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza na América Latina em função da crise com o PIB caindo a quase zero’ 66 Julguei prudente divulgar o resultado para, caso tenham manifestado algum sintoma, vocês façam o exame para descartar qualquer possibilidade e diminuir o contágio pelo vírus" ■ A frase é do presidente nacional do Avante, o deputado federal mineiro Luís Tibé, nascido em Belo Horizonte, Facebook que os eu res recebeu positivo paro o coronavírus. Prudência pouca não é bobagem. Está cheio de razão o parlamentar de não BAPTISTA CHAGAS DE ALMEIDA

O SUL/PORTO ALEGRE | GERAL
Data Veiculação: 22/03/2020 às 03h00

Bolsonaro manda o Exército produzir mais hidroxicloroquina mesmo sem ação comprovada contra o coronavírus. O presidente Jair Bolsonaro anunciou neste sábado (21) que Exército irá intensificar a produção de hidroxicloroquina em seus laboratórios. Um estudo sobre o medicamento no enfrentamento aos efeitos do novo coronavírus ainda é preliminar. Não há comprovação da eficácia e segurança do remédio contra a doença. A decisão, segundo Bolsonaro em vídeo publicado em uma rede social, foi tomada após ele tomar conhecimento de que o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, começou a analisar os efeitos da substância. Na postagem, o presidente escreve "Hospital Albert Einstein e a possível cura dos pacientes com Covid-19”. "Agora há pouco os profissionais do Hospital Albert Einstein me informaram que iniciaram um protocolo de pesquisa para avaliar a eficácia da cloroquina nos pacientes com Covid-19’’, afirmou o presidente. Na sexta-feira (20), o Einstein e a Prevent Sênior já haviam anunciado que iniciaram estudos com o medicamento para malária hidroxicloroquina em alguns pacientes com diagnóstico comprovado da Covid-19. Em razão dos estudos do hospital israelita, Bolsonaro disse que decidiu, com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, ampliar a fabricação da hidroxicloroquina (ou cloroquina) nos laboratórios químicos e farmacêuticos da Força. O presidente não informou qual a capacida e de produção das unidades. Ele ainda citou medidas tomadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Nacional) para evitar riscos de desabastecimento da substância no país. Após a divulgação do estudo, o remédio sumiu das farmácias. Na última sexta-feira, o almirante Antonio Barra, presidente da Anvisa, decidiu que a cloroquina não poderá ser vendida para outros países, afinal este medicamente também é usado no Brasil para combater a malária, os lúpus e a artrite”, disse. "Tenhamos fé que brevemente estaremos livres deste vírus. Forte abraço a todos e fiquem com Deus", afirmou o presidente ao final da mensagem publicada no Facebook. Até este sábado (21), o País havia registrado 1.128 casos confirmados do novo coronavírus, segundo balanço do Ministério da Saúde. São 18 mortes em todo o País. O Ministério da Saúde afirmou que o uso do medicamento, caso seja aprovado, não deve se dar em larga escala para tratar dos sintomas do coronavírus. A pasta alertou para que as pessoas não se automediquem.” O Ministério da Saúde pretende nos próximos dias elaborar uma nota em relação à utilização desses medicamentos. No momento, com a Anvisa, bloqueamos a retirada dos medicamentos da farmácia sem receita médica porque, se não fizéssemos isso, as pessoas que usam esses medicamentos ficariam abruptamente sem”, afirmou o secretárioexecutivo da pasta, João Gabbardo. "Ninguém vai poder tirar da farmácia para guardar para usar contra o coronavírus. Primeiro, esse medicamento tem uma série de efeitos colaterais graves. Obviamente ele só pode ser usado com prescrição médica e o paciente tendo consciência do risco que ele tem.” Ele afirmou que os medicamentos só devem ser adotados em caso de aprovação para casos graves, de pacientes internados.” Hoje ele está sendo utilizado em pesquisas clínicas e poderá ser utilizado caso o Ministério da Saúde libere esse medicamento, para médicos prescreverem para pacientes graves, que estejam em hospitais. Não é para usar quem está gripado e acha que usando não vai ter complicações”, disse. Ainda neste sábado, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) divulgou parecer técnico sobre a hidroxicloroquina para orientar juízes em caso de judicial ização para acesso ao medicamento. O estudo que embasa o suporte aos magistrados é de autoria do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo. Segundo o CNJ com base no parecer do Sírio-Libanês, a eficácia e a segurança dos medicamentos são incertas. O documento já está disponível em plataforma online para juízes. Reprodução/Twltter Em rede social, presidente escreve sobre” a possível cura dos pacientes com Covid-19”.