Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

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Data Veiculação: 22/02/2021 às 17h01

Carlos Alberto de Nóbrega foi internado com COVID-19 no último sábado (20), e se encontra no Hospital Sírio-Libanês com sua esposa, a médica Renata Domingues de Nóbrega, que foi internada no mesmo hospital na quinta-feira (18), após sentir dores no corpo e febre. Os dois já haviam tomado a primeira dose da vacina CoronaVac. O filho do casal, João Victor, também está infectado e faz isolamento em casa, porém está assintomático. Em entrevista à Quem, o humorista falou um pouco sobre a situação, diretamente do hospital: "Estou bem, ainda estou sem sintoma nenhum. Estou internado desde sábado, minha garganta que está afetando um pouco. Renata está ótima, sem dor, estamos internados no mesmo andar e nos vemos de longe, pela porta do quarto. Isso tem ajudado bastante." Ele também falou sobre o quadro do filho: "O João é fortão, cheio de saúde e não está sentindo nada, está na casa dele e ótimo. Nos vemos toda hora pelo Facetime. A Renata e eu, como estamos pertinho, damos uma olhadinha um no outro à distância. Ela é muito calma, tranquila, passa muita confiança." Carlos Alberto está sendo acompanhado pelo cardiologista Roberto Kalil Filho e pelo infectologista David Uip: "Estou tomando um batalhão de remédio. Tive febre e dor de garganta, mas estou com uma tranquilidade impressionante. Tenho certeza de que vai ser uma coisa bem simples. Estou muito mais tranquilo do que se estivesse em casa. Além de serem meus amigos particulares, o Kalil e o Uip são excelentes médicos. Estou tendo um tratamento superbom. Acho que a Renata sai antes de mim. Mas ainda não sei quando vou ter alta." Ele diz estar incomodado com sua garganta: "Estou com a voz fanhosa, porque o meu nariz tampa toda hora. Ontem tomei banho e deixei a barba crescer, estou aparando só dos lados. Ontem estava mais preocupado de o Flamengo ganhar do que com a doença. Minha preocupação é gravar no dia 24 de março. Vou tomar a segunda dose no dia 10 de março. E preciso de 15 dias para me resguardar. Não aguento mais ficar sem trabalhar, no dia 15 de março vou completar um ano sem gravar." O humorista disse que não sabe como pegou a doença: ""Não saio de casa, se saí quatro vezes durante um ano de isolamento, foi muito. Saí duas vezes para o restaurante que costumo frequentar que é supercontrolado. E nas outras vezes fui ao mercado, mas em um horário que não tinha quase ninguém. A Renata tem uma equipe de médicos que faz alimentação para UTI, então ela tem que ficar muito na UTI. Mas durante a pandemia, ela abriu mão, contratou dois médicos para não precisar ir à UTI. Ela só estava indo na clínica dela, onde ninguém teve Covid." "Ontem ela estava preocupada com isso, em saber como poderíamos ter pegado o vírus. Falei: 'Renata, são 10 milhoes de brasileiros que pegaram, se cada um for se preocupar onde pegou... Não tem como saber. A televisão está massacrando muito com isso, só mostra desgraça. E para quem está com a doença ou tem algum familiar infectado, é muito ruim. Não consigo mai ver TV, estou desde metade do ano vendo só YouTube. Às vezes tento ver telejornal e não aguento. Quando você está fazendo o tratamento da Covid, internado em um hospital, que tem três andares só com pacientes com a doença e vê na TV que morreram mais de 200 pessoas por dia e mais de 200 mil no total, você fica alucinado. É um massacre, uma maldade. Quem está com a doença ou tem um parente infectado sente muito", finalizou o artista.

CANALTECH
Data Veiculação: 22/02/2021 às 16h30

A população já está ciente do quão a COVID-19 pode ser devastadora. No entanto, dia após dia surgem novas descobertas e novos dados em torno da doença. E, dessa vez, um estudo liderado por oito hospitais e institutos de pesquisa brasileiros (Albert Einstein, HCor, Sírio-Libanês, Moinhos de Vento, Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa, Brazilian Clinical Research Institute, Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva) apontou que um em cada quatro pacientes intubados a um estado grave de COVID-19 acaba morrendo por sequelas. Estudo relaciona predisposição genética a casos mais graves de COVID-19 O que é fibrose pulmonar e como ela está associada aos casos graves de COVID-19 Veja como fica o pulmão de um paciente com sintomas graves de COVID-19 O estudo envolve 1.200 pacientes que foram internados em estado grave e monitorados por ligações telefônicas periódicas após a alta hospitalar. Os primeiros resultados envolveram 1.006, mas a ideia é envolver mais pacientes com o tempo. Por meio dessas ligações, os pesquisadores buscam compreender se houve reinternação, ou se os pacientes que tiveram alta enfrentaram problemas cardiovasculares ou falta de ar, e se voltaram ao trabalho. Considerando a análise, dentro de um período de seis meses, a taxa de nova hospitalização geral desses pacientes foi de 17%. Entre os intubados na primeira internação por COVID-19, 40% tiveram que ser reinternados. Além disso, 20% dos pacientes que foram intubados ainda não tinham voltado a trabalhar seis meses após deixarem o hospital. Entre os que não precisaram de ventilação mecânica, foram 5%. Segundo estudo feito por oito hospitais, 25% dos pacientes intubados com casos graves de COVID-19 morrem após alta por conta de sequelas (Imagem: user3802032/Freepik) Os primeiros resultados desse estudo também apontaram alta taxa de queixas de transtornos mentais após a alta hospitalar: 22% relatam ansiedade, 19%, depressão e 11%, estresse pós-traumático. Enquanto isso, os pesquisadores levantam atenção para os efeitos da chamada "síndrome pós-UTI" nos pacientes que foram intubados, o que acaba gerando fraqueza muscular e redução da capacidade física. Isso porque os pacientes intubados usam uma medicação chamada de neurobloqueador, que "desliga" os músculos. Vale apontar, também, que o Hospital das Clínicas da USP tem investigado disfunções cognitivas causadas pela COVID-19, mesmo em pessoas assintomáticas ou que tiveram sintomas leves. Mais 400 pacientes "recuperados" estão sendo acompanhados na pesquisa. Já uma outra pesquisa, feita pela FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto) da USP, aponta que 64% dos pacientes recuperados têm algum sintoma persistente seis meses depois da remissão da doença.

AGÊNCIA O GLOBO
Data Veiculação: 22/02/2021 às 15h08

Ciência & Saúde / A Covid-19 pode trazer problemas de diferentes tipos ao coração, tanto para pacientes com histórico de cardiopatia como para pessoas sem registro de doenças cardíacas. A pandemia ainda dificulta o tratamento desse público devido ao medo de se infectar com o novo coronavírus ao entrar em um ambiente hospitalar. “O grande número de pacientes que necessitam de internação hospitalar, admissão em UTI ou ambos frequentemente sobrecarregam as unidades hospitalares, o que compromete o atendimento de pessoas com doenças cardiovasculares, agudas ou crônicas”, disse o Dr. Marco Antônio Perin, cardiologista intervencionista do Hospital Sírio Libanês e do Hospital 9 de Julho. Ele destaca que o acometimento cardíaco na Covid-19 mais frequente é a inflação do músculo cardíaco (conhecida por miocardite) ocasionada diretamente pelo vírus. Essa condição pode simular sinais e sintomas do infarto, e isso dificulta a diferenciação das duas condições – mesmo com exames como eletrocardiograma ou ecocardiograma. Um exame útil para o diagnóstico de miocardite ocasionada por covid-19 é a ressonância magnética cardíaca – o que pode revelar, por exemplo, um edema no miocárdio (acúmulo excessivo de fluido em uma das paredes do coração), diz o Dr. Perin. Ajuda imediata A infecção por Covid-19 também pode levar a um quadro de isquemia, devido ao aumento de consumo de oxigênio miocárdico (que é fornecido ao coração pelo sangue) em pacientes portadores de doença coronariana. Além disso, pode ocasionar instabilidade de uma placa aterosclerótica (gordura na parede das artérias) desencadeada pela resposta inflamatória exagerada à infecção por coronavírus. O Sars-Cov-2 pode ainda favorecer a formação de coágulos, o que leva a uma propensão maior à obstrução de uma artéria coronária – que, por sua vez, ocasiona infartos espontâneos em indivíduos sem histórico cardíaco. O Dr. Marco Antônio Perin orienta os pacientes a procurar atendimento médico imediato em caso de dor no peito, independentemente de estarem na fase aguda ou em recuperação da Covid-19. “Quando se trata de complicações envolvendo o coração, principalmente num cenário de pandemia, não há um segundo a perder”, afirma. Website: http://www.pcicardio.com.br