Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus

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Data Veiculação: 21/10/2020 às 22h37

Folhapress Ler o artigo completo 21 de outubro de 2020 6:37 PM · 3 minutos de leitura SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O novo aumento de casos do coronavírus que atinge a Europa é um fenômeno também esperado no Brasil, e em cidades como São Paulo tem potencial para atingir mais fortemente as classes mais altas, até aqui menos afetadas. Para a infectologista Mirian de Freitas Dalben, do Hospital Sírio-Libanês, essa é uma possibilidade real, dado os índices maiores de infecção nas classes C e D na capital paulista. A infectologista foi a entrevistada na série de lives Ao Vivo em Casa, nesta quarta-feira (21), pelo jornalista Emilio Sant'Anna. Os desempregados foram os mais afetados pela epidemia da Covid-19 na cidade de São Paulo: 26,1% deles foram infectados pelo coronavírus, de acordo com inquérito sorológico feito pela prefeitura para rastrear a doença na capital. "Na cidade de São Paulo, um estudo de prevalência mostrou que 20% da população da classe C, ante 9% da população da classe A, já teve Covid-19", diz. "Em Manaus, por exemplo, há um aumento maior no número de casos nos hospitais particulares do que nos públicos." Mirian afirma que pode ser precoce afirmar que isso vá, com certeza, acontecer no novo aumento de casos, mas diz que isso pode ocorrer dada a disparidade percentual de pessoas já expostas ao vírus. Um fator de proteção para os mais ricos é a maior possibilidade de trabalhar de casa e fazer o distanciamento social. No final de setembro, o país entrou pela primeira vez em estágio de desaceleração de contágio. Em direção contrária, neste mês, países europeus veem os casos de Covid-19 crescerem com a chegada do outono no hemisfério Norte. "Isso [na Europa] já era esperado, é a história natural da pandemia, basta olhar o que aconteceu com o H1N1", diz a infectologista. O atual estágio da Covid-19 na Europa, após a reabertura das economias e da flexibilização das restrições sociais, tem apresentado um padrão diferente do observado no início da disseminação da doença no continente. "É muito interessante notar que há um número menor de óbitos agora. Temos duas explicações para isso: a primeira delas é que estão testando mais as pessoas. E a curva de aprendizado que tivemos. Hoje, sabemos tratar muito melhor os casos graves do que no início da pandemia", afirma Mirian. O cenário europeu prenuncia a necessidade de aumentar a testagem no Brasil. Para a infectologista, novo aumento de casos deve ocorrer. "A gente espera conseguir diagnosticar um número maior de pessoas, porque já temos mais testes disponíveis, e que a mortalidade seja menor, porque sabemos tratar melhor agora. Esperamos ver o mesmo cenário reproduzido aqui, com uma vantagem: eles estão entrando no inverno e nós, no verão", afirma. Mirian também explica que o Brasil pode ter outra vantagem em relação aos países europeus. Como aqui a curva de casos baixou, mas se manteve num platô por mais tempo, o número de pessoas já imunizadas naturalmente pode ser proporcionalmente maior. No entanto, ainda é impossível saber por quanto tempo essa imunidade individual pode ser mantida, o que significa que medidas de afastamento social continuam sendo válidas e necessárias. POPULARES 1. Senado aprova com folga indicação de Kassio Nunes ao STF 2. OEA aprova resolução para pedir reforma eleitoral e missão de observação na Nicarágua 3. Guardiola comemora vitória do Manchester City na Champions, mas lamenta lesão de Fernandinho 4. Senado aprova Kassio Nunes, 1º indicado de Bolsonaro, para vaga no STF 5. Senado aprova indicação de Kassio Nunes ao STF

EXAME.COM/SÃO PAULO
Data Veiculação: 21/10/2020 às 20h28

Os brasileiros estão de volta aos shopping centers: seis em cada dez já visitaram algum dos 577 empreendimentos espalhados pelo país desde o início da reabertura. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 21, no segundo dia do 16º Congresso Internacional de Shopping Centers. Os números fazem parte de um estudo da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) que, em parceria com a Fronte, especializada em pesquisa e análise de mercado, ouviu 515 consumidores residentes em capitais e regiões metropolitanas de cidades que abrigam shoppings centers. Entre os consumidores de baixa renda, 64% já visitaram algum shopping, seguidos pelos de renda média (58%) e alta renda (56%). A pesquisa também identificou a relação emocional dos consumidores com os shoppings. Entre as pessoas de alto envolvimento que ainda não voltaram a frequentar os empreendimentos, a principal razão, apontada por 84%, é a insegurança com a pandemia. A falta de vontade e o desinteresse foram citados por apenas 6% e 4%, respectivamente, desse grupo de consumidores. “Passamos por um momento novo que nos trouxe muito aprendizado e oportunidade de inovar ainda mais. Desenvolvemos junto com Sírio-Libanês um dos protocolos de cuidado e segurança mais rígidos e referência no país”, afirma Glauco Humai, presidente da Abrasce. O estudo também identificou o sentimento dos consumidores em relação aos shoppings. Para 88%, os empreendimentos brasileiros representam sentimentos positivos, como alegria, segurança, felicidade e confiança. Outros 7% declararam não associarem sentimentos aos empreendimentos e apenas 5% disseram que os shoppings provocam sentimentos negativos. Segundo o levantamento, três em cada dez consumidores vão a shopping para se distrair, mesmo que não tenham nada para fazer lá. Esse perfil de consumidor, prioritariamente mulher e de renda média baixa, adora o ambiente dos shoppings e fica em suas dependências pelo máximo de tempo que pode. Por outro lado, a pesquisa identificou que um em cada dez consumidores usa o shopping de maneira estritamente funcional, tentando resolver tudo rapidamente para ir embora o mais rápido possível, sendo as compras seu principal objetivo. Esse tipo de consumidor, em sua maioria, é homem e de renda alta, o qual dificilmente se conquista com lazer. Também vale destacar que existe uma parcela de pessoas que busca no shopping a sensação de não estar sozinha. Segundo a pesquisa, dois em cada dez consumidores têm esse comportamento, que é mais frequente entre clientes acima de 50 anos (24%), seguidos pelas pessoas entre 40 e 49 anos (14%); 30 a 39 anos (18%) e até 29 anos (14%). O ócio também é motivo para as pessoas visitarem os empreendimentos: 43% dos entrevistados declararam buscar os shoppings para se distrair quando não têm nada para fazer. E 47%, sendo a maioria mulheres, disseram adorar estar em ambiente de shopping. As memórias afetivas ocupam espaço importante na mente dos consumidores. Mais da metade dos clientes (61%) guarda boas histórias vividas em shopping. Esse percentual cresce entre consumidores de menor renda. São histórias de todos os tipos: momentos com os amigos, família e relacionamentos amorosos estão no topo da lista. A 16° edição do Congresso Internacional de Shopping Centers acontece até o dia 22 de outubro.

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 21/10/2020 às 19h14

O novo aumento de casos do coronavírus que atinge a Europa é um fenômeno também esperado no Brasil, e em cidades como São Paulo tem potencial para atingir mais fortemente as classes mais altas, até aqui menos afetadas. Para a infectologista Mirian de Freitas Dalben, do Hospital Sírio-Libanês, essa é uma possibilidade real, dado os índices maiores de infecção nas classes C e D na capital paulista. A infectologista foi a entrevistada na série de lives Ao Vivo em Casa, nesta quarta-feira (21), pelo jornalista Emilio Sant'Anna. Os desempregados foram os mais afetados pela epidemia da Covid-19 na cidade de São Paulo: 26,1% deles foram infectados pelo coronavírus, de acordo com inquérito sorológico feito pela prefeitura para rastrear a doença na capital. "Na cidade de São Paulo, um estudo de prevalência mostrou que 20% da população da classe C, ante 9% da população da classe A, já teve Covid-19", diz. "Em Manaus, por exemplo, há um aumento maior no número de casos nos hospitais particulares do que nos públicos." Mirian afirma que pode ser precoce afirmar que isso vá, com certeza, acontecer no novo aumento de casos, mas diz que isso pode ocorrer dada a disparidade percentual de pessoas já expostas ao vírus. Um fator de proteção para os mais ricos é a maior possibilidade de trabalhar de casa e fazer o distanciamento social. No final de setembro, o país entrou pela primeira vez em estágio de desaceleração de contágio. Em direção contrária, neste mês, países europeus veem os casos de Covid-19 crescerem com a chegada do outono no hemisfério Norte. "Isso [na Europa] já era esperado, é a história natural da pandemia, basta olhar o que aconteceu com o H1N1", diz a infectologista. O atual estágio da Covid-19 na Europa, após a reabertura das economias e da flexibilização das restrições sociais, tem apresentado um padrão diferente do observado no início da disseminação da doença no continente. "É muito interessante notar que há um número menor de óbitos agora. Temos duas explicações para isso: a primeira delas é que estão testando mais as pessoas. E a curva de aprendizado que tivemos. Hoje, sabemos tratar muito melhor os casos graves do que no início da pandemia", afirma Mirian. O cenário europeu prenuncia a necessidade de aumentar a testagem no Brasil. Para a infectologista, novo aumento de casos deve ocorrer. "A gente espera conseguir diagnosticar um número maior de pessoas, porque já temos mais testes disponíveis, e que a mortalidade seja menor, porque sabemos tratar melhor agora. Esperamos ver o mesmo cenário reproduzido aqui, com uma vantagem: eles estão entrando no inverno e nós, no verão", afirma. Mirian também explica que o Brasil pode ter outra vantagem em relação aos países europeus. Como aqui a curva de casos baixou, mas se manteve num platô por mais tempo, o número de pessoas já imunizadas naturalmente pode ser proporcionalmente maior. No entanto, ainda é impossível saber por quanto tempo essa imunidade individual pode ser mantida, o que significa que medidas de afastamento social continuam sendo válidas e necessárias.

BLOGS DO ESTADÃO
Data Veiculação: 21/10/2020 às 11h51

Desde 7 de outubro, alguns alunos e alunas da Escola da Vila estão frequentando a escola em dias determinados para cada série e organizados em pequenos grupos para melhor cumprir as medidas de segurança. Em 7 de outubro, as unidades Butantã e Morumbi da Escola da Vila retomaram as atividades presenciais. Neste primeiro momento da volta, a escola recebeu até 20% dos alunos e alunas de cada unidade, seguindo todos os protocolos de biossegurança estabelecidos com as consultorias de saúde contratadas – a consultoria do Sírio-Libanês, por meio da Bahema Educação, e Hospital Israelita Albert Einstein, por meio da Associação Brasileira de Escolas Particulares (Abepar). Vera Barreira, orientadora educacional e coordenadora do Ensino Fundamental II, conta que os estudantes de cada ano estão indo à escola em um dia da semana determinado e são organizados em pequenos grupos. “A ideia é formar essas ‘bolhas’, e cada um desses agrupamentos vai seguir com os mesmos integrantes e frequentar a escola nos mesmos dias para evitar um maior contato entre eles e minimizar os riscos de contágio.” Cada unidade tem recebido cerca de 20 a 30 alunos e alunas do F2 por dia. Nessas primeiras semanas, os estudantes permaneceram na escola por duas horas, no contraturno escolar, das 14h30 às 16h30, uma vez que as atividades pedagógicas continuam no período regular da manhã e no formato remoto. Foram recebidos por orientadores, equipe de esporte, assistentes e estagiários. Durante o tempo em que ficaram na escola, eles tiveram atividades relacionadas a práticas corporais e movimento e uma proposta no ateliê de arte. Uma hora foi reservada para acolhimento, em que puderam conversar livremente e contar como viveram a quarentena e como estão passando por este momento. “Priorizamos essas atividades para que se movimentem, alonguem, cuidem do bem estar do corpo, ocupem os espaços abertos da escola e façam isso em conjunto, dando espaço para eles se expressarem. Consideramos que duas horas é um tempo adequado para isso, pois, ao ficar um período maior, podem começar a relaxar os cuidados com máscara, distanciamento, higiene das mãos etc.”, observa a orientadora. “Eles se encantaram muito com esse reencontro. Uns estavam eufóricos, outros com um pouco de medo, mas todos muito cuidadosos e seguindo direitinho os protocolos.” Para toda a equipe da Vila, foi muito bom presenciar os alunos e alunas contentes com a volta, matando a saudade de amigos e amigas, trocando vivências e encontrando a mesma escola de um jeito novo.” Agora aguardamos novas definições dos órgãos públicos do município de São Paulo para definições acerca da próxima etapa prevista para o mês de novembro, com a certeza que a retomada do espaço escolar foi muito importante para nossa comunidade, principalmente estudantes e equipe.

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 21/10/2020 às 08h30

Mirian de Freitas Dalben, infectologista do Hospital Sírio-Libanês, será entrevistada nesta quarta, às 17h A segunda onda de casos do novo coronavírus que atinge a Europa e o que ela pode ensinar sobre os cenários futuros para o Brasil são o tema do Ao Vivo em Casa, a série de lives da Folha para este período de quarentena, nesta quarta-feira (21), às 17h. A infectologista Mirian de Freitas Dalben, do Hospital Sírio-Libanês, será entrevistada pelo jornalista Emilio Sant'Anna. O atual estágio da Covid-19 na Europa, após a reabertura das economias e da flexibilização das restrições sociais, tem apresentado um padrão diferente do observado no início da disseminação da doença no continente. Dados mostram que, embora a quantidade de novos casos venha crescendo em diversos países, superando o patamar atingido no início do ano, os números de mortes e de hospitalizações mantêm-se em níveis bastante abaixo dos registrados meses atrás. Em cada país do continente, a maior parte dos óbitos hoje se concentra em regiões inicialmente poupadas. Nos locais que sofreram mais no começo, as mortes agora estão abaixo da média geral. Portugal é o único país onde o aumento de hospitalizações e mortes é mais significativo, mas o país foi também mais poupado no início por medidas restritivas à circulação de pessoas, quando chegou a ser apontado como exemplo a seguir. Enquanto em seu pico a Covid19 chegou a matar 22 portugueses por milhão de habitantes, na Espanha os mortos somavam 120 por milhão; na Itália, 91; na França, 53. Agora, na França, as infecções pelo Sars-CoV-2 aumentaram 213% na comparação com o auge da epidemia. As hospitalizações, porém, equivalem hoje a 26% do anotado no pico, ao passo que os óbitos perfazem somente 13%, segundo dados do Instituto Estáter. O mesmo se verifica em outras nações severamente afetadas pela primeira passagem da doença, como Espanha, Itália e Reino Unido. O cenário europeu prenuncia a necessidade de aumentar as testagens no Brasil. Uma das causas apontadas para o menor número de mortes agora na Europa está justamente na ampliação da capacidade de testagens de seus cidadãos. Nesta terça (20), o Brasil registrou 662 novas mortes pela Covid-19 e 23.690 casos da doença. Com isso, o país chega a 154.888 óbitos e 5.274.817 de pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. Além dos dados diários do consórcio, a Folha também mostra a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete. De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 546, o que representa um cenário de queda em relação à média de 14 dias atrás. Recentemente, o país chegou a estar em situação de queda da média, mas, em seguida, retornou ao patamar de estabilidade dos dados de mortes. Os dados são fruto de colaboração inédita entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais. Também nesta terça, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou um acordo com o estado de São Paulo para a compra de 46 milhões de doses da Coronavac, vacina da farmacêutica chinesa Sinovac que será produzida no Brasil pelo Instituto Butantã, e afirmou, em reunião com governadores nesta terça-feira (20), que vai incorporá-la ao Programa Nacional de Imunizações. "A vacina do Butantã será vacina do Brasil", disse Pazuello no encontro. "O Butantã já é o grande fabricante de vacinas para o Ministério da Saúde, produz 75% das vacinas que nós compramos." O ministro disse também que as vacinas serão fabricadas até início de janeiro e devem ser aplicadas no mesmo mês. Ao anunciar o acordo, Pazuello disse: "Isso reequilibra o processo". O Ministério da Saúde diz que o valor previsto é de R$ 1,9 bilhão, mas representantes ligados ao governo de São Paulo citam custo de R$ 2,6 bilhões. Os recursos, segundo a Folha apurou, devem ser liberados por meio de medida provisória. O acordo foi anunciado após dias de crise envolvendo a vacina Coronavac e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e secretários estaduais de Saúde.

BOL
Data Veiculação: 21/10/2020 às 04h00

A realização das eleições municipais enquanto o novo coronavírus ainda circula pelo país exigiu uma série de adaptações nos processos e regras da campanha para tentar evitar a transmissão do vírus. Cuidados especiais estão sendo dedicados a pessoas dos grupos de risco para a covid-19, principalmente idosos. No entanto, circulam no WhatsApp informações falsas sobre as regras para a votação no primeiro turno, em 15 de novembro. As informações compartilhadas em aplicativos de mensagens afirmam que o horário das 7h às 10h será exclusivo para quem tenha mais de 60 anos, com os demais eleitores votando apenas a partir das 10h. A informação é falsa. Na verdade, o horário das 7h às 10h é preferencial para a votação de pessoas acima de 60 anos, mas não impede a entrada de pessoas que não pertençam a essa faixa etária. A decisão foi publicada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no artigo 254 da Resolução Nº 23.631, de 1º de outubro, e determina que "os eleitores com idade inferior a 60 (sessenta) anos não serão impedidos de votar, mas deverão aguardar em fila separada até que todos os eleitores com 60 (sessenta) anos ou mais, já presentes ou que cheguem à seção, tenham votado". A determinação se aplica, inclusive, a eventuais acompanhantes dos idosos. Conforme apresentado na página 10 do Plano de Segurança Sanitária - Eleições Municipais de 2020, publicado pelo TSE, a intenção da preferência é estimular aqueles que não se encontram na faixa etária de risco a não irem votar durante essas horas iniciais, caso possível. A elaboração das diretrizes contou com a participação de especialistas da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), do Hospital Israelita Albert Einstein e do Hospital Sírio-Libanês. O que é preciso levar? O texto verificado pelo UOL traz também informações incorretas sobre os itens que serão considerados obrigatórios para a votação. Diferentemente do divulgado no texto, não é obrigatório que o eleitor leve a própria caneta à seção eleitoral. O Plano de Segurança Sanitária (páginas 18-19) destaca que levar o item é recomendável, mas orienta que, caso o eleitor não tenha levado a própria caneta, o mesário deverá borrifar álcool na caneta de uso comum antes e depois da utilização. Outra informação incorreta é a obrigatoriedade da apresentação do título de eleitor. Assim como nas eleições anteriores, não será obrigatório apresentar esse documento para votar, embora seja mais fácil localizar a seção eleitoral com o título em mãos. Os itens obrigatórios para votar nas eleições municipais 2020 são: documento oficial de identificação com foto e máscara de proteção. O TSE ressalta que não será permitida a entrada sem máscara nos locais de votação.

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 21/10/2020 às 04h00

A realização das eleições municipais enquanto o novo coronavírus ainda circula pelo país exigiu uma série de adaptações nos processos e regras da campanha para tentar evitar a transmissão do vírus. Cuidados especiais estão sendo dedicados a pessoas dos grupos de risco para a covid-19, principalmente idosos. No entanto, circulam no WhatsApp informações falsas sobre as regras para a votação no primeiro turno, em 15 de novembro. As informações compartilhadas em aplicativos de mensagens afirmam que o horário das 7h às 10h será exclusivo para quem tenha mais de 60 anos, com os demais eleitores votando apenas a partir das 10h. A informação é falsa. Na verdade, o horário das 7h às 10h é preferencial para a votação de pessoas acima de 60 anos, mas não impede a entrada de pessoas que não pertençam a essa faixa etária. A decisão foi publicada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no artigo 254 da Resolução Nº 23.631, de 1º de outubro, e determina que "os eleitores com idade inferior a 60 (sessenta) anos não serão impedidos de votar, mas deverão aguardar em fila separada até que todos os eleitores com 60 (sessenta) anos ou mais, já presentes ou que cheguem à seção, tenham votado". A determinação se aplica, inclusive, a eventuais acompanhantes dos idosos. Conforme apresentado na página 10 do Plano de Segurança Sanitária - Eleições Municipais de 2020, publicado pelo TSE, a intenção da preferência é estimular aqueles que não se encontram na faixa etária de risco a não irem votar durante essas horas iniciais, caso possível. A elaboração das diretrizes contou com a participação de especialistas da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), do Hospital Israelita Albert Einstein e do Hospital Sírio-Libanês. O que é preciso levar? O texto verificado pelo UOL traz também informações incorretas sobre os itens que serão considerados obrigatórios para a votação. Diferentemente do divulgado no texto, não é obrigatório que o eleitor leve a própria caneta à seção eleitoral. O Plano de Segurança Sanitária (páginas 18-19) destaca que levar o item é recomendável, mas orienta que, caso o eleitor não tenha levado a própria caneta, o mesário deverá borrifar álcool na caneta de uso comum antes e depois da utilização. Outra informação incorreta é a obrigatoriedade da apresentação do título de eleitor. Assim como nas eleições anteriores, não será obrigatório apresentar esse documento para votar, embora seja mais fácil localizar a seção eleitoral com o título em mãos. Os itens obrigatórios para votar nas eleições municipais 2020 são: documento oficial de identificação com foto e máscara de proteção. O TSE ressalta que não será permitida a entrada sem máscara nos locais de votação.

O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 21/10/2020 às 03h00

Estudo indica como vírus se espalha em uma sala de aula Pesquisa mostra que, mesmo com distância de mais de 2 metros, partículas minúsculas suspensas no ar podem circular entre alunos Júlia Marques Em meio a incertezas em todo o mundo sobre o risco de reabrir escolas, um estudo publicado ontem indicou o caminho da contaminação em uma sala de aula. Por simulação computacional, a pesquisa apontou que, mesmo com distância de mais de 2 metros entre os estudantes, partículas minúsculas suspensas no ar podem circular entre eles. Medidas como abrir janelas e instalar barreiras de vidro ou acrílico nas carteiras são capazes de reduzir os riscos. Conduzida por cientistas da Universidade do Novo México (EUA), a simulação considera uma sala com janelas e um sistema de ar-condicionado central, que filtra e faz a renovação do ar algo incomum no Brasil, onde se vê o sistema comum de refrigeração. No modelo estudado, até a posição do aluno na classe tem influência na quantidade de partículas que ele recebe. Em julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu o risco de transmissão do novo coronavírus pelo ar. Isso significa que, além do contato com superfícies contaminadas ou com gotículas de saliva, é possível ter contato com o vírus por partículas que ficam suspensas (os aerossóis) e podem ser carregadas por correntes de ar. Essas podem permanecer no ambiente por algumas horas, o que eleva a preocupação com lugares fechados. O papel da contaminação por aerossóis no total de infecções ainda não está bem descrito. Os pesquisadores fizeram a análise considerando uma sala de aula de 81 metros quadrados de área e 3 metros de altura. Pelo modelo, os alunos estão dispostos em três fileiras, com o professor à frente. Mesmo a uma distância de 2,4 metros entre os alunos (superior à adotada em escolas brasileiras), os especialistas verificaram que pode ocorrer o transporte de partículas de um estudante para outro, o que indica a necessidade de adaptação das salas, uso de máscaras e higienização das mãos. “Mesmo com 9 estudantes na sala e 2,4 metros de distância entre eles, aerossóis são transmitidos em quantidades significativas entre estudantes e de um estudante para a mesa de outro”, indica o trabalho, publicado nesta terça na revista Physics of Fluids, do Instituto Americano de Física. Partículas liberadas por um aluno podem ficar, por exemplo, sobre o caderno ou estojo de outro, o que, segundo os autores, eleva a necessidade de higienização constante das mãos, mesmo que não se tenha tocado nos pertences dos colegas. O risco de contaminação diminui se as janelas da sala de aula forem abertas. De acordo com a simulação computacional, abrir as janelas (mesmo com o ar-condicionado ligado) aumenta a fração de partículas que saem da sala em 38% em comparação com o modelo de janelas fechadas. Também reduz a deposição de aerossóis nos estudantes em 80%. Já o uso de barreiras nas carteiras, como as telas de vidro ou de acrílico, pode ser ainda mais eficiente: elas não são capazes de “blindar” por completo os estudantes, mas chegam a reduzir em 92% a transmissão de aerossóis de um mícron (milésima parte do milímetro). No modelo estudado e considerando o sistema de ar-condicionado central da sala de aula o aluno posicionado no meio da sala transmite mais partículas. Já aqueles localizados nos cantos de trás do espaço seriam mais poupados dessas partículas. Segundo os autores, essas informações podem ser levadas em consideração na hora de planejar o posicionamento dos alunos Indicações “Estratégias de mitigação eficazes devem considerar várias abordagens, incluindo o uso de máscaras, redistribuição de alunos, uso de barreiras de vidro, abertura de janelas, otimizar o sistema de ar-condicionado para a remoção máxima de partículas e melhorar os filtros de ar.” Estudo da Universidade do Novo México nos. No modelo descrito, seria interessante, por exemplo, eliminar a posição do estudante do centro e colocar estudantes do grupo de risco nos cantos. A pesquisa não considerou, necessariamente, que os estudantes estivessem usando máscara, mas os resultados se aplicariam para ambos os cenários, segundo os autores. “As máscaras têm duas principais funções: prendem algumas das partículas exaladas e potencialmente inaláveis e diminuem a velocidade do ar exalado que contém partículas de aerossol. Não presumimos especificamente que os alunos estejam usando máscaras, mas isso não afeta de forma significativa a aplicabilidade do estudo”, explicou ao Estadão Khaled Talaat, do Departamento de Engenharia Nuclear da Universidade do Novo México (EUA). Os pesquisadores afirmam ainda que mais estudos são necessários e os números obtidos se referem ao modelo de sala de aula considerado. No entanto, os resultados podem ser qualitativamente aplicados para outras salas de aula. Brasil. Parte das escolas particulares de São Paulo contratou a assessoria de hospitais para elaborar seus protocolos de retomada. E há uma indicação geral de que as escolas desliguem o ar-condicionado e abram janelas e portas (Mais informações nesta página). Pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) indicou que 3.275 municípios brasileiros ainda não veem condições sanitárias para retomar as aulas presenciais na rede básica de ensino neste ano. O número equivale a 82% das prefeituras consultadas. Segundo o presidente da entidade, Glademir Aroldi, até mesmo o clima é considerado nessa decisão. “Na flexibilização de um bar, vai a um bar quem acha que pode ir. Na escola, quando abrir, você faz com que os alunos acabem frequentando, permaneçam por um período longo e voltem para a casa, convivam com pais, avós. É uma situação mais complexa. Em algumas regiões, precisa do ar-condicionado ligado o tempo todo”, disse ele. SIMULAÇÃO • Computadores calcularam a dispersão de partículas em uma sala de aula com nove estudantes e um professor; modelos avaliaram impacto de janelas abertas e barreiras nas mesas Sala de aula 9 ALUNOSE UM PROFESSOR ABRIR AS JANELAS, MESMO COM 0 AR-CONDICIONADO LIGADO, AUMENTA EM 38% A SAÍDA DE PARTÍCULAS DA SALA E DIMINUI EM 80% A TRANSMISSÃO ENTRE ESTUDANTES SAÍDAS DE AR-CONDICIONADO 3 m A DISTANCIA DE 2,4 METROS ENTRE OS ESTUDANTES NÃO ELIMINA 0 RISCO DE TRANSMISSÃO PROTEÇOES NAS MESAS NAO BARRAM COMPLETAMENTE AS PARTÍCULAS, MAS DIMINUEM EM 92% A TRANSMISSÃO DE PARTÍCULAS DE 1 MICRÔMETRO SUSPENSAS NO AR 3 JANELAS DE 2,2 X 1.3 M BARREIRA DE ACRÍLICO DEPOSIÇÃO DE PARTÍCULAS NAS MESAS DOS ESTUDANTES SUGERE NECESSIDADE DE HIGIENIZAÇÃO CONSTANTE DAS MÃOS Posição no ambiente No modelo estudado, o estudante localizado no meio da sala tem potencial maior de transmissão do que os demais. Já os dos cantos do fundo da sala receberam menos partículas na média do que os outros Simulação considera sistema de ar-condicionado central com renovação do ar, janelas fechadas e ausência de barreiras nas carteiras TEMPO 1 segundo 10 segundos 20 segundos FONTE: ÊSTÜDÕ DÃ ÜNÍVERSÍÕÃDÊ"dO NÕVÕ"mÉXICÕ"(ÉÜÀ)"PUBLICADO"NÃ REVÍSTTv"PHYSICS Of" FLUIDS " TNF'ÕGRÁFICÒ/ÉsfADÃ'6 Volta será com ar-condicionado desligado em SP Além de diretrizes como uso de máscaras e medição de temperatura, as consultorias médicas paulistanas avaliaram as salas e, de modo geral, indicaram a necessidade de que desliguem o ar-condicionado e abram janelas e portas. “Os equipamentos são do tipo split, que não fazem a renovação de ar”, explica Marina Mattiello Gabriele, médica do programa Saúde Escolar do Sírio-Libanês. Segundo ela, a equipe do hospital fez visitas presenciais aos colégios que contrataram o serviço (mais de 50) para avaliar as classes em alguns casos, foi recomendado evitar o uso de determinadas áreas. “Na eventualidade de a sala não ter boa circulação de ar, a recomendação é de que não volte”, afirma Cecília Cruz, coordenadora de Gestão da Secretaria Estadual de Educação. A diretriz do hospital sobre a distância mínima entre os alunos dentro de uma sala de aula é de 1,5 metro, mesmo valor considerado pelas públicas. No Bandeirantes, na zona sul, por exemplo, não deve haver barreiras nas carteiras dos alunos, mas o professor foi orientado a se movimentar menos. As janelas do Band devem ficar abertas e o ar-condicionado, desligado. Para Erick Campos, engenheiro da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), uma alternativa para melhorar o conforto térmico é o uso de climatiza dores, que são feitos para ser ligados com as janelas abertas. Já adaptar os sistemas de ar-condicionado convencionais para que renovem o ar, diz, “é um investimento que pode sair muito caro