Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus

O ANTAGONISTA
Data Veiculação: 20/10/2020 às 17h05

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Simone Tebet (MDB), definiu quem vai ler e sustentar o parecer de Eduardo Braga (MDB), relator da indicação de Kassio Marques ao STF. Será o senador Rodrigo Pacheco (DEM), que confirmou a informação a O Antagonista. A sabatina está marcada para começar às 8h de amanhã. Não há que se falar em “novo relator”: Pacheco irá somente substituir Braga, que está internado no Sírio Libanês em São Paulo, como noticiamos há pouco, recuperando-se da Covid-19. “É preciso que alguém leia o relatório presencialmente. É o que farei”, disse Pacheco, acrescentando que não fará “qualquer alteração” no texto já divulgado.

O ANTAGONISTA
Data Veiculação: 20/10/2020 às 15h18

O senador Eduardo Braga (MDB), relator da indicação de Kassio Marques ao STF, ainda se recupera da Covid-19. Ele está internado no Sírio Libanês, em São Paulo. A sabatina de Kassio está marcada para amanhã, às 8h, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O estado de saúde de Braga, de 59 anos, é bom, mas ele está sendo monitorado 24 horas, uma vez que é diabético e obeso. O mais provável é que o senador não participe amanhã, nem mesmo virtualmente, da sabatina. Um outro senador será designado para fazer a leitura do relatório, divulgado na última quarta-feira.

GUIA DO ESTUDANTE ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 20/10/2020 às 08h47

Reunimos dicar para você continuar se cuidando da sua saúde física e mental com a flexibilização do isolamento social aos poucos, governos estaduais vêm autorizando o retorno das aulas presenciais, sinalizando uma retomada gradual no sistema de ensino. Ainda que haja muitas dúvidas sobre o pleno retorno, é importante refletir sobre a volta às aulas presenciais e se preparar. Os protocolos de higienização seguem comunicando a importância das medidas preventivas, como o uso da máscara e da higienização das mãos. Mas também apontam novos cuidados no ambiente escolar que é, comumente, um ambiente coletivo. Além disso, o Laboratório Inteligência de Vida (LIV), programa que desenvolve o cuidado socioemocional em escolas, do grupo Eleva Educação, acredita que a saúde mental deverá receber atenção redobrada. Enquanto as escolas se preparam para receber os alunos da melhor forma possível, destacamos algumas dicas para você voltar às aulas presenciais preparado. Diminua a cobrança muitos devem estar preocupados com a recuperação do conteúdo escolar. De acordo com a pesquisa “Juventudes e a Pandemia do Coronavírus”, da Conjuve (Conselho Nacional da Juventude), oito em cada 10 jovens entre 15 e 29 anos realizaram alguma atividade via ensino remoto. Mas pelo menos 48% deles sentiram dificuldade em organizar seus estudos em casa. Essa situação pode deixar a sensação de que o ensino ficou defasado e que há muito conteúdo para recuperar. Porém é preciso diminuir a cobrança sobre si mesmo e reconhecer que passamos por um momento atípico. Diretora executiva e psicóloga do LIV, Joana London comenta que já é difícil lidar com a autocobrança em um momento normal. “É preciso ter um olhar mais cuidadoso agora que estamos socialmente vivendo um momento inesperado”. Apesar da ansiedade para que tudo volte a ser como antes, é preciso reconhecer que estamos aprendendo a lidar com esse “novo normal”. Praticar a “não-cobrança” vai ajudar controlar esse sentimento. Tenha sua própria garrafa de água De acordo com as recomendações do Ministério da Educação, as medidas individuais serão uma parte importante no combate à transmissão do novo coronavírus. Por isso, o Hospital Sírio Libanês, de São Paulo (SP), vem dando consultorias para escolas a fim de garantir segurança na volta às aulas. A infectologista do hospital Maura Salaroli afirma que os bebedouros devem ficar interditados. Então, use somente a sua garrafa de água e tenha cuidado para não a encostar no bebedouro quando for enchê-la novamente. Lembre-se de que ainda não sabemos quem pode estar infectado com o vírus e que a teoria sobre a suposta menor taxa de transmissão por indivíduos assintomáticos não foi confirmada. Normalize sua rotina de sono dormir é uma das partes mais importantes do aprendizado. Um estudo da Universidade de Lübeck, na Alemanha, de 2017, mostrou que é durante o sono que a memória consolida novas informações. Nessa pesquisa, comprovou-se que aqueles que têm uma boa noite de descanso lembram muito mais das informações úteis. Então, não adianta tentar recuperar o tempo perdido estudando horas a fio e perdendo noites de sono. Organize seus dias e horários de estudo e mantenha, pelo menos, 8 horas de diárias de sono. Não abandone a máscara e o álcool em gel essa recomendação foi a mais repetida durante a pandemia, certo? Mas é importante lembrarmos que, mesmo com a abertura dos espaços públicos, a máscara e o álcool em gel serão os nossos companheiros. O Sírio Libanês aponta a importância de as escolas disponibilizarem álcool em gel em todos os ambientes. Mas Maura afirma ser importante, também, que cada aluno carregue a sua solução e higienize as mãos com frequência, principalmente ao tocar superfícies de contato coletivo, como portas e corrimões, por exemplo. E a higienização deve ser feito da maneira correta: o gel deve entrar em contato com a mão inteira e deve-se esfregar por, pelo menos, 20 segundos. CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE Já sobre a máscara, ela comenta que será importante ter uma ou duas reservas para uma possível substituição. Não existe uma obrigatoriedade de trocar a máscara após refeições ou um período específico de tempo, mas a troca deve ser feita caso a máscara usada fique úmida. É sempre bom ter dois recipientes: um para guardar as máscaras limpas e outro para colocar as que ficarem sujas. Esteja atento ao que você sente… A pandemia provoca um turbilhão de sentimentos. É normal que, nessa volta, estejamos cheios de medos, preocupações e ansiedade. Estar atento a si mesmo inclui organizar seus estudos e recuperar os conteúdos necessários, como comentamos antes, mas também aos seus sentimentos. “Todos nós somos atravessados pela ansiedade, mas é preciso reconhecer quando ela nos impulsiona para realizar as coisas e quando ela nos paralisa”, diz Joana. Tentar perceber quando você não está se sentindo motivado e ter uma rede de apoio, seja na escola, na própria família ou com os colegas, é importante. “Pode parecer simples, mas, às vezes, esquecemos de pedir ajuda”, afirma. … E também aos seus colegas Apesar de todos terem passado pela pandemia, cada um viveu experiências muito diferentes. Algumas pessoas passaram por momentos difíceis, perderam pessoas próximas ou podem até se sentir desmotivadas frente aos acontecimentos. Esteja atento aos seus colegas e tente entender a vivência do outro. A psicóloga do LIV conta que vai ser um momento importante para os adolescentes se fortalecerem como grupo, o que significa criar espaços seguros para conversarem entre si e se apoiarem. Distância no intervalo nesse momento, o recreio exigirá um cuidado maior dos alunos. Isso porque, para se alimentar, os estudantes devem retirar as máscaras, sendo mais expostos, então, ao risco de contágio. O Sírio-Libanês pede que as escolas estabeleçam um período mais breve para o intervalo, além de orientar que os alunos mantenham o distanciamento de 1,5 m (ou dois braços de distância) e evitem conversar. Aliás, os estudantes não devem dividir o lanche trazido de casa. Não compartilhe seu material outro ponto importante é evitar o compartilhamento dos materiais. Sabe quando você se dá conta de que esqueceu a caneta em casa? Evite pedir para os colegas ou mesmo de emprestar seus materiais – canetas, cadernos ou mesmo folhas de papel. Maura menciona que, “se o compartilhamento for inevitável, o objeto deve ser higienizado ou você deve higienizar as mãos antes e após tocar o material”. Evite aglomerações seja na entrada e na saída da escola ou durante os intervalos, evite formar aglomerações com seus colegas de classe. Mantenha-se atento ao distanciamento de dois braços (como mencionamos acima) e evite formar rodas de conversa com muitas pessoas e, também, praticar brincadeiras coletivas. Esportes como futebol, basquete e qualquer outro que envolva contato não devem acontecer mesmo nas aulas de Educação Física. Evite, também, ambientes pequenos e fechados como os elevadores. O olhar Enquanto os sorrisos estão cobertos pela máscara e os abraços não são possíveis, é preciso encontrar outras formas de demonstrarmos afeto. Para Joana, por um lado, “esse é um convite interessante, porque o olhar diz muito e a gente aproveita pouco”. Essa vai ser a maneira, pelo menos por um tempo, para demonstrar afeto e para se comunicar. “Imaginávamos que os jovens iam caminhar para esse mundo virtual, mas, agora, acredito que eles vão fortalecer outros tipos de relações e talvez valorizar ainda mais as relações e a presença física”, conta Joana. Apareceu algum sintoma? Não vá à escola! Maura afirma que, diferentemente do protocolo habitual, é importante que as escolas incentivem os alunos a ficarem em casa caso algum sintoma, mesmo que pequeno, apareça. “É importante que essa medida seja incentivada para os alunos e para os pais”, diz. Nada de seguir aquela regra antiga de só anular a falta caso o aluno tenha um atestado médico. Então, evite colocar seus colegas e a si mesmo em risco mesmo que ainda não tenha certeza sobre a testagem positiva para a covid-19.

MSN BRASIL
Data Veiculação: 20/10/2020 às 15h20

Para voltar a receber estudantes, colégios e redes de ensino em todo o Brasil vêm pensando adequações nas salas de aula. As escolas estão fechadas desde março para conter a disseminação do coronavírus, mas nos últimos meses, alguns Estados e prefeituras autorizaram a volta gradual às aulas. Na capital paulista, parte das escolas particulares contratou a assessoria de hospitais para elaborar seus protocolos de retomada. Além de diretrizes como uso de máscaras e medição de temperatura, as consultorias avaliaram as salas de aulas e, de modo geral, indicaram a necessidade de que as escolas desliguem o ar-condicionado e abram janelas e portas. Nesta terça-feira, um estudo publicado na revista Physics of Fluids, do Instituto Americano de Física, mostrou o caminho do coronavírus em uma sala de aula por meio de simulação computacional. A pesquisa apontou que, mesmo com distância de mais de dois metros entre os estudantes, partículas minúsculas suspensas no ar podem circular entre os estudantes. Medidas como abrir janelas e instalar barreiras de vidro ou acrílico nas carteiras, segundo a pesquisa, são capazes de reduzir os riscos. O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade do Novo México (EUA), considerou um modelo de sala de aula com sistema de ar-condicionado central, que faz a troca de ar com o ambiente externo. Sistemas de ar-condicionado central como o considerado pelo estudo são raros em salas de aula brasileiras. Esses modelos poderiam até reduzir os riscos de contaminação porque renovariam o ar que entra na sala de aula, mas a maioria das escolas do País usa sistemas que apenas refrigeram o ambiente, sem troca de ar. Nesses casos, a fim de manter o espaço climatizado, a tendência é fechar o ambiente, o que aumenta o risco de contaminação. Escolas particulares de São Paulo que tiveram assessoria do Hospital Sírio-Libanês para elaborar seus planos de volta às aulas foram orientadas a desligar o ar-condicionado e abrir as janelas e portas. "Os equipamentos de ar-condicionado nas escolas são do tipo split, que não fazem a renovação de ar. A gente teve de reforçar a renovação de ar de forma natural, com janelas e portas abertas", explica Marina Mattiello Gabriele, médica do programa Saúde Escolar do Sírio. Desde o início do mês, parte dos colégios paulistanos reabriu para receber os alunos em atividades extracurriculares. Segundo Marina, a equipe do hospital fez visitas presenciais às escolas que contrataram o serviço (mais de 50) para avaliar as classes - em alguns casos, foi recomendado evitar o uso de determinadas salas de aula, que não apresentavam condições de ventilação. A diretriz do hospital sobre a distância mínima entre os alunos dentro de uma sala de aula é de 1,5 metro, mesmo valor considerado pelo governo estadual e a Prefeitura de São Paulo para as escolas públicas. "O uso de máscara e o distanciamento reduzem e muito a chance de possível transmissão", diz Marina. No caso das escolas particulares assessoradas pelo Sírio, as barreiras de acrílico nas carteiras só foram consideradas nos casos em que era impossível manter a distância de 1,5 metro. No Colégio Bandeirantes, na zona sul de São Paulo, não deve haver barreiras nas carteiras dos alunos, mas o professor foi orientado a se movimentar menos pela sala de aula. As janelas do Band devem ficar abertas e o ar-condicionado, desligado. "Isso pode ter alguma perda por causa de ruídos, mas, nesse momento, é mais crítico manter o ambiente salutar em termos de distanciamento", diz Eduardo Tambor, diretor de operação do Colégio Bandeirantes. Estudantes em uma sala não deverão ter contato com outros alunos da escola e o período do recreio foi eliminado. Nas escolas estaduais paulistas, as diretrizes da Secretaria Estadual da Educação são de abertura de janelas e portas nas salas de aula e para que se evite o uso de ar-condicionado. Segundo Cecília Cruz, coordenadora de Gestão da Secretaria Estadual de Educação, seria difícil garantir que escolas estivessem usando o ar-condicionado para circulação do ar no ambiente e não para a refrigeração. Escolas que identificarem que não têm condições de garantir ventilação adequada nas salas de aula, diz Cecília, não devem reabrir. "Quando escrevemos nossos protocolos, deixamos explícito que as escolas que não têm condição de garantir (a segurança) não devem retornar. Na eventualidade de a sala de não ter boa circulação de ar, a recomendação é que não volte", afirma. Nas escolas municipais de São Paulo, a recomendação da Prefeitura é para que, com 20% dos estudantes, evite-se o uso do ar-condicionado, mas não é proibido. Especialistas reconhecem que a falta de refrigeração nas salas de aula e a necessidade de usar máscaras podem significar um desafio ainda maior aos estudantes e professores considerando as altas temperaturas registradas em todo o Estado. Para Erick Campos, engenheiro da Universidade Federal de Juiz de Fora, uma alternativa para melhorar o conforto térmico é o uso de climatizadores, que são feitos para ser ligados com as janelas abertas. Já adaptar os sistemas de ar-condicionado convencionais para que renovem o ar, diz, pode sair caro. "Sistemas de hospitais são plenamente adaptados, mas o investimento para fazer toda essa adaptação acaba sendo alto." A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que a ventilação natural, com janelas abertas, deve ser usada dentro de edifícios sempre que possível, sem recircular o ar. "Se sistemas de aquecimento, ventilação e ar-condicionado forem usados, eles devem ser regularmente inspecionados, mantidos e limpos", aponta diretriz da OMS. Leonardo Cozac, engenheiro da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), reconhece que muitos ambientes brasileiros não têm sistemas de ar-condicionado bem instalados, mas pondera que nem sempre abrir portas e janelas é suficiente, principalmente em salas grandes. "Nas salas que não têm renovação de ar mecânica, é necessário abrir portas e janelas. Mas isso não garante que o ambiente esteja bem ventilado porque depende do clima, se está ventando, do tamanho e da posição das janelas", diz.

TERRA/SÃO PAULO
Data Veiculação: 20/10/2020 às 12h30

Para voltar a receber estudantes, colégios e redes de ensino em todo o Brasil vêm pensando adequações nas salas de aula. As escolas estão fechadas desde março para conter a disseminação do coronavírus, mas nos últimos meses, alguns Estados e prefeituras autorizaram a volta às aulas gradual. Na capital paulista, parte das escolas particulares contrataram a assessoria de hospitais para elaborar seus protocolos de retomada. Além de diretrizes como uso de máscaras e medição de temperatura, as consultorias avaliaram as salas de aulas e, de modo geral, indicaram a necessidade de que as escolas desliguem o ar-condicionado e abram janelas e portas. Nesta terça-feira, um estudo publicado na revista, do Instituto Americano de Física, mostrou o caminho do coronavírus em uma sala de aula por meio de simulação computacional. A pesquisa apontou que, mesmo com distância de mais de dois metros entre os estudantes, partículas minúsculas suspensas no ar podem circular entre os estudantes. Medidas como abrir janelas e instalar barreiras de vidro ou acrílico nas carteiras, segundo a pesquisa, são capazes de reduzir os riscos. O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade do Novo México (EUA), considerou um modelo de sala de aula com sistema de ar-condicionado central, que faz a troca de ar com o ambiente externo. Sistemas de ar-condicionado central como o considerado pelo estudo são raros em salas de aula brasileiras. Esses modelos poderiam até reduzir os riscos de contaminação porque renovariam o ar que entra na sala de aula, mas a maioria das escolas do País usa sistemas que apenas refrigeram o ambiente, sem troca de ar. Nesses casos, a fim de manter o espaço climatizado, a tendência é fechar o ambiente, o que aumenta o risco de contaminação. Escolas particulares de São Paulo que tiveram assessoria do Hospital Sírio-Libanês para elaborar seus planos de volta às aulas foram orientadas a desligar o ar-condicionado e abrir as janelas e portas. "Os equipamentos de ar-condicionado nas escolas são do tipo split, que não fazem a renovação de ar. A gente teve de reforçar a renovação de ar de forma natural, com janelas e portas abertas", explica Marina Mattiello Gabriele, médica do programa Saúde Escolar do Sírio. Desde o início do mês, parte dos colégios paulistanos reabriu para receber os alunos em atividades extracurriculares. Segundo Marina, a equipe do hospital fez visitas presenciais às escolas que contrataram o serviço (mais de 50) para avaliar as classes - em alguns casos, foi recomendado evitar o uso de determinadas salas de aula, que não apresentavam condições de ventilação. A diretriz do hospital sobre a distância mínima entre os alunos dentro de uma sala de aula é de 1,5 metro, mesmo valor considerado pelo governo estadual e a Prefeitura de São Paulo para as escolas públicas. "O uso de máscara e o distanciamento reduzem e muito a chance de possível transmissão", diz Marina. No caso das escolas particulares assessoradas pelo Sírio, as barreiras de acrílico nas carteiras só foram consideradas nos casos em que era impossível manter a distância de 1,5 metro. No Colégio Bandeirantes, na zona sul de São Paulo, não deve haver barreiras nas carteiras dos alunos, mas o professor foi orientado a se movimentar menos pela sala de aula. As janelas do Band devem ficar abertas e o ar-condicionado, desligado. "Isso pode ter alguma perda por conta de ruídos, mas, nesse momento, é mais crítico manter o ambiente salutar em termos de distanciamento", diz Eduardo Tambor, diretor de operação do Colégio Bandeirantes. Estudantes em uma sala não deverão ter contato com outros alunos da escola e o período do recreio foi eliminado. Nas escolas estaduais paulistas, as diretrizes da Secretaria Estadual da Educação são de abertura de janelas e portas nas salas de aula e para que se evite o uso de ar-condicionado. Segundo Cecília Cruz, coordenadora de Gestão da Secretaria Estadual de Educação, seria difícil garantir que escolas estivessem usando o ar-condicionado para circulação do ar no ambiente e não para a refrigeração. Escolas que identificarem que não têm condições de garantir ventilação adequada nas salas de aula, diz Cecília, não devem reabrir. "Quando escrevemos nossos protocolos, deixamos explícito que a escolas que não têm condição de garantir (a segurança) não devem retornar. Na eventualidade de a sala de não ter boa circulação de ar, a recomendação é que não volte", afirma. Nas escolas municipais de São Paulo, a recomendação da Prefeitura é para que, com 20% dos estudantes, evite-se o uso do ar-condicionado, mas não é proibido. Especialistas reconhecem que a falta de refrigeração nas salas de aula e a necessidade de usar máscaras podem significar um desafio ainda maior aos estudantes e professores considerando as altas temperaturas registradas em todo o Estado. Para Erick Carvalho, engenheiro da Universidade Federal de Juiz de Fora, uma alternativa para melhorar o conforto térmico é o uso de climatizadores, que podem ser ligados mesmo com as janelas abertas. Já adaptar os sistemas de ar-condicionado para que renovem o ar, diz, pode sair caro. "Sistemas de hospitais são plenamente adaptados, mas o investimento para fazer toda essa adaptação acaba sendo alto." A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que a ventilação natural, com janelas abertas, deve ser usada dentro de edifícios sempre que possível, sem recircular o ar. "Se sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado forem usados, eles devem ser regularmente inspecionados, mantidos e limpos", aponta diretriz da OMS. Leonardo Cozac, engenheiro da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), reconhece que muitos ambientes brasileiros não têm sistemas de ar-condicionado bem instalados, mas pondera que nem sempre abrir portas e janelas é suficiente, principalmente em salas grandes. "Nas salas que não têm renovação de ar mecânica, é necessário abrir portas e janelas. Mas isso não garante que o ambiente está bem ventilado porque depende do clima, se está ventando, do tamanho e da posição das janelas", diz.

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 20/10/2020 às 12h20

Para voltar a receber estudantes, colégios e redes de ensino em todo o Brasil vêm pensando adequações nas salas de aula. As escolas estão fechadas desde março para conter a disseminação do coronavírus, mas nos últimos meses, alguns Estados e prefeituras autorizaram a volta às aulas gradual. Na capital paulista, parte das escolas particulares contrataram a assessoria de hospitais para elaborar seus protocolos de retomada. Além de diretrizes como uso de máscaras e medição de temperatura, as consultorias avaliaram as salas de aulas e, de modo geral, indicaram a necessidade de que as escolas desliguem o ar-condicionado e abram janelas e portas. Nesta terça-feira, um estudo publicado na revista, do Instituto Americano de Física, mostrou o caminho do coronavírus em uma sala de aula por meio de simulação computacional. A pesquisa apontou que, mesmo com distância de mais de dois metros entre os estudantes, partículas minúsculas suspensas no ar podem circular entre os estudantes. Medidas como abrir janelas e instalar barreiras de vidro ou acrílico nas carteiras, segundo a pesquisa, são capazes de reduzir os riscos. O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade do Novo México (EUA), considerou um modelo de sala de aula com sistema de ar-condicionado central, que faz a troca de ar com o ambiente externo. Sistemas de ar-condicionado central como o considerado pelo estudo são raros em salas de aula brasileiras. Esses modelos poderiam até reduzir os riscos de contaminação porque renovariam o ar que entra na sala de aula, mas a maioria das escolas do País usa sistemas que apenas refrigeram o ambiente, sem troca de ar. Nesses casos, a fim de manter o espaço climatizado, a tendência é fechar o ambiente, o que aumenta o risco de contaminação. Escolas particulares de São Paulo que tiveram assessoria do Hospital Sírio-Libanês para elaborar seus planos de volta às aulas foram orientadas a desligar o ar-condicionado e abrir as janelas e portas. "Os equipamentos de ar-condicionado nas escolas são do tipo split, que não fazem a renovação de ar. A gente teve de reforçar a renovação de ar de forma natural, com janelas e portas abertas", explica Marina Mattiello Gabriele, médica do programa Saúde Escolar do Sírio. Desde o início do mês, parte dos colégios paulistanos reabriu para receber os alunos em atividades extracurriculares. Segundo Marina, a equipe do hospital fez visitas presenciais às escolas que contrataram o serviço (mais de 50) para avaliar as classes - em alguns casos, foi recomendado evitar o uso de determinadas salas de aula, que não apresentavam condições de ventilação. A diretriz do hospital sobre a distância mínima entre os alunos dentro de uma sala de aula é de 1,5 metro, mesmo valor considerado pelo governo estadual e a Prefeitura de São Paulo para as escolas públicas. "O uso de máscara e o distanciamento reduzem e muito a chance de possível transmissão", diz Marina. No caso das escolas particulares assessoradas pelo Sírio, as barreiras de acrílico nas carteiras só foram consideradas nos casos em que era impossível manter a distância de 1,5 metro. No Colégio Bandeirantes, na zona sul de São Paulo, não deve haver barreiras nas carteiras dos alunos, mas o professor foi orientado a se movimentar menos pela sala de aula. As janelas do Band devem ficar abertas e o ar-condicionado, desligado. "Isso pode ter alguma perda por conta de ruídos, mas, nesse momento, é mais crítico manter o ambiente salutar em termos de distanciamento", diz Eduardo Tambor, diretor de operação do Colégio Bandeirantes. Estudantes em uma sala não deverão ter contato com outros alunos da escola e o período do recreio foi eliminado. Nas escolas estaduais paulistas, as diretrizes da Secretaria Estadual da Educação são de abertura de janelas e portas nas salas de aula e para que se evite o uso de ar-condicionado. Segundo Cecília Cruz, coordenadora de Gestão da Secretaria Estadual de Educação, seria difícil garantir que escolas estivessem usando o ar-condicionado para circulação do ar no ambiente e não para a refrigeração. Escolas que identificarem que não têm condições de garantir ventilação adequada nas salas de aula, diz Cecília, não devem reabrir. "Quando escrevemos nossos protocolos, deixamos explícito que a escolas que não têm condição de garantir (a segurança) não devem retornar. Na eventualidade de a sala de não ter boa circulação de ar, a recomendação é que não volte", afirma. Nas escolas municipais de São Paulo, a recomendação da Prefeitura é para que, com 20% dos estudantes, evite-se o uso do ar-condicionado, mas não é proibido. Especialistas reconhecem que a falta de refrigeração nas salas de aula e a necessidade de usar máscaras podem significar um desafio ainda maior aos estudantes e professores considerando as altas temperaturas registradas em todo o Estado. Para Erick Carvalho, engenheiro da Universidade Federal de Juiz de Fora, uma alternativa para melhorar o conforto térmico é o uso de climatizadores, que podem ser ligados mesmo com as janelas abertas. Já adaptar os sistemas de ar-condicionado para que renovem o ar, diz, pode sair caro. "Sistemas de hospitais são plenamente adaptados, mas o investimento para fazer toda essa adaptação acaba sendo alto." A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que a ventilação natural, com janelas abertas, deve ser usada dentro de edifícios sempre que possível, sem recircular o ar. "Se sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado forem usados, eles devem ser regularmente inspecionados, mantidos e limpos", aponta diretriz da OMS. Leonardo Cozac, engenheiro da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), reconhece que muitos ambientes brasileiros não têm sistemas de ar-condicionado bem instalados, mas pondera que nem sempre abrir portas e janelas é suficiente, principalmente em salas grandes. "Nas salas que não têm renovação de ar mecânica, é necessário abrir portas e janelas. Mas isso não garante que o ambiente está bem ventilado porque depende do clima, se está ventando, do tamanho e da posição das janelas", diz.

R7.COM/SÃO PAULO
Data Veiculação: 20/10/2020 às 03h45

O Plano de Segurança Sanitária para as Eleições Municipais de 2020 foi elaborado a pedido do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por especialistas da Fiocruz e dos hospitais paulistas Sírio Libanês e Albert Einstein. De acordo com o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, não poderá votar quem desrespeitar os protocolos contra o novo coronavírus: "O eleitor tem que seguir as regras. Estamos zelando pela segurança dos mesários e de todos. O objetivo é proporcionar o mais alto grau de segurança". O primeiro turno será no dia 15 de novembro e o segundo no dia 29, se houver. Para evitar aglomeração e filas, o horário para votação foi ampliado em uma hora, começando às 7h até às 17h. Antes das 10h, a prioridade é para os grupos de risco da covid-19, principalmente idosos, mas os demais eleitores não serão proibidos de votar neste horário. O uso de máscaras é obrigatório para os mais de 147 milhões de eleitores do país. A recomendação é que o eleitor já saia de casa com a proteção, evite contato físico com outras pessoas e vote o mais rápido possível. É recomendável que ele leve a própria caneta para assinar o caderno. Se estiver com febre ou suspeita de covid-19, não vá aos locais de votação. O TSE decidiu que não vai medir a temperatura dos eleitores, como fazem alguns estabelecimentos comerciais, para evitar gastos com a compra de termômetros. Segundo o protocolo, todas as seções eleitorais terão álcool em gel para limpeza das mãos dos eleitores antes e depois da votação e os mesários vão receber máscaras que deverão ser trocadas a cada 4 horas, face shield (protetor facial) e álcool em gel para proteção individual. Cartazes serão colocados com a relação de procedimentos a serem adotados na hora do pleito. Os materiais de proteção foram doados ao TSE por empresas e entidades. O Brasil é a quarta maior democracia do mundo. Segundo o ministro Barroso, hoje são mais de 95 mil locais de votação e cerca de 401 mil seções eleitorais. A média é de 435 pessoas por seção. Procedimentos para o eleitor Antes de sair de casa para votar, o eleitor deve verificar o local de votação, já que algumas seções foram alteradas. A consulta pode ser feita por meio do aplicativo e-título, na opção "onde votar" ou pelo portal do TSE. Além da máscara, cada eleitor deve levar anotados os nomes e números dos candidatos (a chamada “cola eleitoral”) para votar o mais rápido possível. Crianças e acompanhantes não devem comparecer ao local de votação. O eleitor também será orientado a manter uma distância mínima de um metro entre as pessoas e até mesmo dos mesários. Ao entrar na seção, o recomendado é ficar em frente à mesa e exibir o documento à distância, esticando os braços. Caso o funcionário não consiga fazer a identificação, ele poderá pedir que o eleitor abaixe rapidamente a máscara. Após digitar os dados, o mesário vai ler em voz alta o nome do eleitor. Se estiver correto, ele poderá guardar o documento, limpar as mãos com álcool em gel para assinar o caderno. Se precisar do comprovante de votação, o eleitor deverá solicitar ao mesário. Quando a urna for liberada, o eleitor seguirá para a cabine de votação para digitar o número dos candidatos a prefeito e a vereador. Após votar, é preciso limpar novamente as mãos com álcool em gel e sair da seção. Não será permitido se alimentar, beber ou fazer qualquer outra atividade que exija a retirada da máscara. Para os mesários Todo o material de proteção utilizado pelos mesários será oferecido gratuitamente pela Justiça Eleitoral a partir de doações recebidas. As máscaras descartáveis deverão ser trocadas a cada quatro horas e o face shield deve ser utilizado durante todo o tempo de permanência nos locais de votação. O mesário deverá verificar à distância os documentos, sem encostar em nada. Se o eleitor não levar a própria caneta, será necessário borrifar álcool na de uso comum após cada utilização. O TSE promete que vai haver um local específico para os mesários fazerem as refeições, preferencialmente em espaço aberto, com ventilação natural e com distância mínima de dois metros entre as pessoas. Se ele precisar sair da seção, a cada vez que retornar, terá de limpar a cadeira e a mesa com álcool 70%. Eleitores ou mesários que estiverem com febre ou que apresentaram resultado positivo para a covid-19 nos 14 dias que antecedem a eleição devem ficar em casa. Para os eleitores, é preciso justificar a falta por esse motivo. Já os mesários terão de comunicar imediatamente o fato à zona eleitoral para que seja providenciada a substituição. A partir de outubro, as orientações sanitárias da campanha “Vote com Segurança” serão apresentadas à população em emissoras de rádio e TV.

JUS.COM.BR
Data Veiculação: 20/10/2020 às 00h00

Desde que o coronavírus chegou no Brasil a situação polemizou e politizou. Fazendo um aparte, nosso país se tornou o local de discussões políticas, não há assunto que não torne questão de direita ou esquerda, desde economia até a saúde. Mas vamos lá! Nós brasileiros realmente estamos perdidos, porque não sabemos para que lado ir, pois o governador de São Paulo está comprando uma Vacina Chinesa, o Governador do Paraná uma Vacina Russa, o Ministério da Saúde, em parceria com o Albert Einstein e Sírio Libanês estão em fase final de teste com a vacina de Oxford, e agora José qual tomar? E, para finalizar, na semana passada o Governador de São Paulo disse que irá obrigar todos os 42 milhões de habitantes de São Paulo tomar a vacina, pode? Em seguida, o Presidente da República disse que ninguém seria obrigado a tomar a vacina, pode? Para responder utilizarei a Constituição. Em nossa Lei maior vige o princípio da legalidade que significa dizer que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer, nada senão em virtude de lei. Então, se uma lei determinar que todos deverão tomar a vacina por questões de saúde nós teremos que tomar? Sim. Muito provavelmente esta lei será levada ao Supremo Tribunal Federal para verificar se a obrigatoriedade de tomar uma vacina, ou melhor de se violar a liberdade individual de obrigar um cidadão a introduzir um vírus em seu corpo é menos importante que a saúde pública. Com os dados de hoje acredito que o nossa corte mais importante irá concordar e obrigar a todos tomar a vacina. E qual seria a penalidade daqueles que se recusarem a tomar? A princípio seria o crime de desobediência de ordem judicial e infração de medida sanitária preventiva cujas redações transcrevo abaixo: Infração de medida sanitária preventiva Art. 268 - Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa: Desobediência Art. 330 - Desobedecer a ordem legal de funcionário público: Na verdade, o que nós brasileiros gostaríamos, é que os governantes fizessem um acordo pelo bem do Brasil e deixassem para o momento da campanha eleitoral as disputas das ideologias políticas, pois será necessário escolher uma vacina e, como será aplicada na população, e a escolha precisará ser livre de sentimentos políticos e ideologias para o bem de todos.