Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 20/01/2021 às 21h37

Estudo foi publicado no British Medical Journal nesta quarta-feira (20). Pesquisadores avaliaram se medicamento, aliado a tratamento padrão, teria algum efeito em pacientes graves da doença. Descoberta fará parte de metanálise da OMS sobre a substância. Um estudo realizado por hospitais de Porto Alegre e São Paulo junto com instituições de pesquisa constatou que um medicamento utilizado normalmente para tratar artrite não apresentou eficácia para combater a Covid-19 em casos graves. A pesquisa foi publicada nesta quarta-feira (20) pelo British Medical Journal. A chamada Coalizão Covid-19, formada por Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de SãoPaulo, o Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet), avalia a eficácia de diferentes medicamentos no combate à doença. O mesmo grupo é responsável por um dos estudos que apontou que a hidroxicloroquina não tem efeito no tratamento da doença, publicado em julho do ano passado. A pesquisa publicada agora avaliou o uso do tocilizumabe, que tem a propriedade de inibir processos inflamatórios, como a artrite. A hipótese testada era de que o remédio poderia amenizar quadros de Covid-19, que causam respostas inflamatórias exacerbadas, conforme a coordenadora da UTI do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, Viviane Cordeiro Veiga, uma das autoras do estudo. O estudo, porém, constatou que houve aumento de óbitos entre pacientes que receberam o tocilizumabe, aliado ao tratamento padrão, em relação ao grupo que realizou apenas o tratamento padrão. Por segurança, a pesquisa foi interrompida. O mesmo medicamento foi testado em outros países e apresentou resultados positivos. Com isso, os dados levantados pela coalizão passarão por uma análise, realizada pela Organização Mundial da Saude (OMS). "Qual é a grande dúvida: ele [o medicamento] tem algum papel de benefício no paciente de Covid19? E se tem, tem algum grupo de pacientes que teria benefício em usá-lo?", diz Viviane. Como foi o estudo Participaram da pesquisa 129 pacientes com Covid-19, entre maio e julho de 2020, internados em hospitais brasileiros, em estado grave ou crítico. A média de idade era de 57 anos. Eles foram divididos entre dois grupos. Um recebeu o tomicilizumabe associado ao tratamento padrão, e outro, apenas o tratamento padrão. Em 15 dias, 11 pessoas (17%) entre os pacientes que receberam o medicamento morreram, com quadro de insuficiência respiratória aguda ou disfunção de múltiplos órgãos relacionado à Covid-19. Já entre o grupo de controle, que não recebeu o remédio, duas pessoas (3%) morreram no período. A pesquisa foi interrompida por orientação do comitê independente de avaliação. "A gente avaliou todos os óbitos [de ambos os grupos] e também foi para o comitê independente. Não teve nenhum efeito diverso específico da droga que possa ter sido identificado", diz Viviane. Por isso, a hipótese do medicamento ter relação com as mortes é descartada, segundo a médica. Viviane observa que, considerando um período maior, de 28 dias, não foram registrados mais óbitos nem infecções secundárias nos dois grupos. Diferentes grupos da Coalização Covid-19 trabalham em estudos de outros medicamentos, como rivaroxabana e drogas antivirais para combate do coronavírus. VÍDEOS: RBS Notícias

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 20/01/2021 às 21h37

Um estudo realizado por hospitais de Porto Alegre e São Paulo junto com instituições de pesquisa, constatou que um medicamento utilizado normalmente para tratar artrite não apresentou eficácia para combater a Covid-19 em casos graves. A pesquisa foi publicada nesta quarta-feira (20), pelo British Medical Journal. A chamada Coalizão Covid-19, formada por Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, o Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet), avalia a eficácia de diferentes medicamentos no combate à doença. O mesmo grupo é responsável por um dos estudos que apontou que a hidroxicloroquina não tem efeito no tratamento da doença, publicado em julho do ano passado. A pesquisa publicada agora avaliou o uso do tocilizumabe, que tem a propriedade de inibir processos inflamatórios, como a artrite. A hipótese testada era de que o remédio poderia amenizar quadros de Covid-19, que causam respostas inflamatórias exacerbadas, conforme a coordenadora da UTI do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, Viviane Cordeiro Veiga, uma das autoras do estudo. O estudo, porém, constatou que houve aumento de óbitos entre pacientes que receberam o tocilizumabe, aliado ao tratamento padrão, em relação ao grupo que realizou apenas o tratamento padrão. Por segurança, a pesquisa foi interrompida. O mesmo medicamento foi testado em outros países e apresentou resultados positivos. Com isso, os dados levantados pela coalizão passarão por uma análise, realizada pela Organização Mundial da Saude (OMS). "Qual é a grande dúvida: ele [o medicamento] tem algum papel de benefício no paciente de Covid19? E se tem, tem algum grupo de pacientes que teria benefício em usá-lo?", diz Viviane. "Qual é a grande dúvida: ele [o medicamento] tem algum papel de benefício no paciente de Covid19? E se tem, tem algum grupo de pacientes que teria benefício em usá-lo?", diz Viviane. Como foi o estudo Participaram da pesquisa 129 pacientes de Covid-19, entre maio e julho de 2020, internados em hospitais brasileiros, em estado grave ou crítico. A média de idade era de 57 anos. Eles foram divididos entre dois grupos. Um recebeu o tomicilizumabe associado ao tratamento padrão, e outro, apenas o tratamento padrão. Em 15 dias, 11 pessoas (17%) entre os pacientes que receberam o medicamento morreram, com quadro de insuficiência respiratória aguda ou disfunção de múltiplos órgãos, relacionado à Covid-19. Já entre o grupo de controle, que não recebeu o remédio, duas pessoas (3%) morreram no período. A pesquisa foi interrompida por orientação do comitê independente de avaliação. "A gente avaliou todos os óbitos [de ambos os grupos] e também foi para o comitê independente. Não teve nenhum efeito diverso específico da droga que possa ter sido identificado", diz Viviane. Por isso, a hipótese do medicamento ter relação com as mortes é descartada, segundo a médica. Viviane observa que, considerando um período maior, de 28 dias, não foram registrados mais óbitos nem infecções secundárias nos dois grupos. Diferentes grupos da Coalização Covid-19 trabalham em estudos de outros medicamentos, como rivaroxabana e drogas antivirais, para combate do coronavírus. VÍDEOS: RBS Notícias

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 20/01/2021 às 20h30

O uso do medicamento para artrite tocilizumabe não trouxe benefícios ao tratamento de pacientes internados com quadros graves de Covid-19. A conclusão é de estudo da Coalizão Covid-19, aliança que reúne os hospitais Albert-Einstein, o HCor, Sírio-Libanês, Moinhos de Vento, Oswaldo Cruz e Beneficência Portuguesa de São Paulo, além do Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e da Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet). O grupo foi responsável por estudos como o que mostrou que a administração de hidroxicloroquina em pacientes com sintomas leves ou moderados de Covid-19 não promoveu melhoria na evolução clínica deles. Nessa nova pesquisa apresentada, a coalizão verificou que adicionar tocilizumabe ao tratamento padrão contra o novo coronavírus em pacientes hospitalizados com Covid-19 em estado grave não é melhor do que o tratamento padrão sozinho. De acordo com os pesquisadores, houve um aumento do número de mortes no período de 15 dias em pacientes recebendo tocilizumabe, resultando na interrupção precoce do estudo. Ainda há resultados contraditórios nos estudos randomizados sobre o real benefício do tocilizumabe. A Organização Mundial da Saúde (OMS) está realizando uma metanálise incluindo dados de todos os estudos randomizados com a droga, inclusive o estudo da Coalizão, para identificar o benefício da droga na Covid-19. A droga bloqueia uma parte específica do sistema imunológico [interleucina 6] que pode estar associada a complicações relacionadas à inflamação na Covid-19. Para testar a sua eficácia no tratamento, os pesquisadores conduziram ensaio clínico com 129 adultos com idade média de 57 anos confirmados com Covid-19 em nove hospitais brasileiros entre 8 de maio e 17 de julho de 2020. Esses enfermos estavam recebendo oxigênio suplementar ou ventilação mecânica e apresentaram anormalidades em exames de sangue associados à inflamação. Do grupo total, 65 receberam tocilizumabe mais o tratamento padrão, e 64 receberam apenas o tratamento padrão. Segundo a coalização, fatores como condições de base e uso de outra medicação foram levados em consideração, e todos os pacientes foram monitorados por 15 dias. No dia 15, 18 (28%) pacientes no grupo com tocilizumabe e 13 (20%) no grupo de tratamento padrão estavam recebendo ventilação mecânica ou morreram. Mortes em 15 dias ocorreram em 11 (17%) pacientes no grupo com tocilizumabe em comparação com dois (3%) no grupo de tratamento padrão. O aumento do número de mortes no grupo que estava recebendo tocilizumabe levantou preocupações de segurança, e o ensaio foi interrompido precocemente. Em ambos os grupos, as mortes foram atribuídas a insuficiência respiratória aguda ou disfunção de múltiplos órgãos relacionada a Covid-19. Os pesquisadores apontaram algumas limitações, incluindo o pequeno tamanho da amostra, o que afeta as chances de detectar um efeito assertivo. No entanto, os resultados foram consistentes após o ajuste para os níveis de suporte respiratório necessários para os pacientes no início do estudo. Como tal, os pesquisadores concluem que para pacientes com Covid-19 grave ou crítico, “tocilizumabe mais o tratamento padrão não foi superior ao tratamento padrão sozinho na melhoria do estado clínico em 15 dias e pode aumentar a mortalidade”. Além disso, eles dizem que esses resultados “levantam questões sobre uma abordagem antiinflamatória no tratamento de Covid-19 além dos corticoides.

SAÚDE BUSINESS ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 20/01/2021 às 19h26

Provavelmente não existiu setor mais impactado pela Covid-19 do que o da saúde, principalmente os hospitais: da noite para o dia houve a necessidade de lidar com um vírus desconhecido, que exigia novos protocolos de segurança de pacientes e colaboradores. Ao mesmo tempo, as instituições viram seus outros pacientes desaparecerem, afinal eles deixaram de frequentar os locais por medo de contaminação. Não bastasse isso, veio a necessidade de adotar o home office e o afastamento social, o que pode parecer incompatível com um hospital. Muitos sofreram com as mudanças bruscas na rotina. Mas empresas que já buscavam novos modelos de gestão e digitalização conseguiram sair menos prejudicadas. Para Alexandro Barsi, CEO da Verity, empresa de Transformação Digital que atua no mercado de tecnologia há mais de 10 anos, avanços tecnológicos como o 5G e internet das coisas vão trazer benefícios gigantescos não só para os hospitais, mas também para a sociedade como um todo. Para explicar melhor como isso pode acontecer, ele convidou Edi Souza, diretor executivo do Hospital Sírio-Libanês, para um bate-papo no In.Talks Digital, powered by Verity, programa de entrevistas realizado no LinkedIn, que contou com mediação do CEO da Verity e Tiago Alves, CEO da Regus & Spaces. “O Sírio-Libanês é um ótimo case de transformação digital, além de ser um super hospital, onde a excelência e a experiência do cliente são priorizadas. O Edi desmistificou uma série de assuntos para todos nessa conversa”, revela Barsi. No In.Talks Digital, powered by Verity, profissionais das principais empresas do país falam semanalmente de transformação digital, intensificação digital, inovação e soluções que as empresas adotam para melhorar ainda mais a sua performance e entrega. Uma troca de experiências que não só traz aprendizados, como inspira outros modelos de negócios. Os desafios da pandemia se o mundo virou de cabeça para baixo com a pandemia, nos hospitais isso foi ainda mais forte. Segundo Souza, o impacto no modelo de negócio obrigou sua gestão a desenvolver vários planos de ação, não só para retomar receita, mas também garantir a sustentabilidade da instituição. E uma das maiores prioridades era a de se comunicar bem. “Sempre tivemos uma fluidez na divulgação dos dados internos para poder ter uma comunicação bastante confiável, tanto para o público interno quanto externo. Reunimos dados, pessoas e lideranças para aperfeiçoar ainda mais o processo”, conta. A transformação digital já era pauta nos hospitais, mas com certeza foi acelerada pela pandemia, revela o executivo. E não apenas com a adoção de tecnologias. “Estávamos já num processo de mudança no nosso modelo de gestão, que era muito hierarquizado, para uma estrutura mais horizontal, de autonomia e empoderamento. Criamos unidades de negócio, que estão ligadas diretamente ao paciente, e criamos times de transformação. Isso trouxe grandes benefícios como, por exemplo, uma maior velocidade na tomada de decisão e a identificação de oportunidades de aportar tecnologia a certas unidades do negócio. ” A prática é defendida por Barsi, que fala que uma organização mais horizontal reduz burocracias e elimina crenças limitantes, baseadas em comportamentos passados que não cabem mais nos dias de hoje. Além disso, a Verity defende que, ao dar às equipes e aos funcionários mais liberdade para tomar suas próprias decisões e definir suas prioridades, eles ficam mais concentrados no desempenho e nos resultados, em vez do "presenteísmo". As mudanças na prática Uma das áreas que mais avançou nesse período foi a de telemedicina. Por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), o hospital ajudou a implementar a telemedicina e atender cerca de 350 mil pessoas, facilitando o contato com pacientes e médicos especialistas. Com a pandemia, os atendimentos cresceram e o projeto acelerou ainda mais, conseguindo levar atenção médica a cidades remotas do país. Outro projeto de destaque do Sírio-Libanês é o Saúde Populacional, que atende cerca de 175 mil pessoas. “Na iniciativa, acompanhamos todo o progresso do paciente, não apenas a doença. Por meio de um navegador, temos acesso a todo histórico da pessoa. Essas informações são cruzadas e um algoritmo ajuda a definir um acompanhamento para cada caso. Podemos, então, fazer um monitoramento dos dados e criar um plano de cuidado/tratamento. Todas essas informações vêm das tecnologias que já havíamos implementado e que foram aceleradas”, conta Souza. Já o Pronto Atendimento digital foi criado por conta da pandemia. O produto, comercializado para alguns contratos B2B, disponibiliza um app que dá ao usuário acesso ao PA do hospital de maneira digital. “No período mais agudo da Covid-19, criamos esse produto para que pessoas com demandas mais simples ou mais leves, em vez de se deslocarem da residência até o hospital, resolvessem grande parte dos problemas à distância”, completa o executivo. A implantação da tecnologia trouxe, ainda, outras melhorias para os pacientes, como o check-in por meio de tablets. Em vez de passar por uma recepcionista, o que gerava demora e filas, os pacientes têm a sua disposição tablets para fazer todo o processo na área de atendimento, agilizando o processo. Segundo Souza, essa demanda foi diagnosticada em encontros que a área de experiência do paciente mantém para buscar melhorias no atendimento. “Esse trabalho que o Sírio-Libanês faz sobre experiência do cliente é muito importante e é um modelo de processos bem feitos a ser seguido por outras empresas”, afirma Alexandro Barsi. Para seguir avançando, o hospital possui, há três anos, um laboratório de inovação. Além de se aproximar e de acompanhar o trabalho de startups, o Sírio-Libanês desenvolve internamente muitas de suas ideias de digitalização. Utilizando modelos ágeis, vários times de trabalho dentro do hospital estão acoplados aos modelos de negócios para acelerar produtos e projetos. “Dentro desses modelos de metodologia, errar e corrigir rápido faz parte. Considerando o cenário de crise durante a pandemia, tivemos lições e, claro, erros. Mas, de uma certa forma, estávamos bem preparados. Por exemplo, um dos nossos processos de transformação digital foi desenvolvido na área de supply chain, e isso nos beneficiou quando chegou a pandemia. Com a incorporação da tecnologia no nosso planejamento, em nenhum momento sofremos com desabastecimento de material”, explica Souza. O executivo é otimista com as transformações que as tecnologias disruptivas trarão para a área da saúde. O hospital já tem em andamento testes com aplicativos e dispositivos para o acompanhamento de pacientes crônicos, como diabéticos e cardíacos, e vê a implementação de outras novidades como uma questão de tempo. “Com a entrada do 5G, muita coisa será acelerada e impactada no nosso segmento, e provavelmente teremos ainda mais dispositivos. Com certeza, a telemedicina será uma das mais beneficiadas, e devemos ter um avanço grande em telecirurgia e telediagnóstico, possibilitando desacoplar o prontuário de um paciente e permitindo que um médico, de qualquer lugar, faça aquele diagnóstico”, finaliza.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 20/01/2021 às 15h27

O presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins, Helvécio de Brito Maia Neto, recebeu alta do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde estava internado enquanto lutava contra a Covid-19. O TJ informou nesta quarta-feira (20) que o desembargador passa bem e seguirá na cidade por mais alguns dias. Helvécio de Brito foi diagnosticado com Covid-19 no fim de dezembro. Ele ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Unimed em Palmas e foi transferido para São Paulo no começo de 2021. Helvécio de Brito Maia Neto tem 63 anos e preside a mais alta corte da Justiça tocantinense desde 2019. Ele está no fim do mandato na presidência do TJ e deve entregar o cargo em fevereiro para o desembargador João Rigo Guimarães, que foi eleito o próximo presidente. Em nota, o TJ informou que a família agradece o excelente trabalho da equipe médica na sua recuperação e também o carinho de todos que torceram pelo restabelecimento da sua saúde.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 20/01/2021 às 11h10

Há seis dias internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) tratando de infecção pelo coronavírus, o prefeito de Catalão, Adib Elias (Podemos) pediu licença de suas funções como chefe do executivo. O político está sendo tratado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, desde o dia 11 de janeiro. Segundo a prefeitura de Catalão, no sudoeste de Goiás, o pedido foi enviado à câmara de vereadores na tarde de terça-feira (19). De acordo com a nota divulgada pelo município, o pedido será votado em sessão marcada para a próxima sexta-feira (22), às 13h30 (veja íntegra da nota ao final do texto). De acordo com a prefeitura, o último boletim médico divulgado na noite de terça-feira informou que o paciente tem quadro estável, sem oscilação de pressão e sem febre. No entanto, ele está sedado e entubado. Vice também está internado O vice-prefeito de Catalão, João Sebba, de 69 anos, que também testou positivo para o coronavírus, foi internado em um hospital da cidade na tarde de terça-feira. Conforme informou o município, a internação foi necessária para monitorar o índice glicêmico do paciente, já que ele tem diabetes. A prefeitura afirmou ainda que Jõao Sebba não apresenta comprometimento pulmonar, está sem febre e sem oscilação na pressão. O município explicou ao G1 que, durante o período de licenciamento de Adib Elias, o vice-prefeito, João Sebba, deve assumir, de imediato, mesmo que internado, o comando do município. Veja nota da prefeitura na íntegra como é de conhecimento da população, o Prefeito de Catalão, Adib Elias, foi acometido da doença Covid-19, o que motivou a sua internação hospitalar e posterior transferência para a cidade de São Paulo (SP). Diante da probabilidade de que o seu tratamento se estenda por prazo superior a 15 dias, se faz necessária a concessão de licença autorizada pelo Poder Legislativo Municipal. Dessa forma e de acordo com o que determina a Lei Orgânica do Município, foi enviada à Câmara de Vereadores uma solicitação de licença de 15 dias. O pedido deverá ser votado em sessão convocada em caráter extraordinário pelo presidente da Casa, vereador Jair Humberto, para a próxima sexta-feira, dia 22, às 13h30. Durante o período de licenciamento de Adib Elias, o vice-prefeito João Sebba, ainda que esteja internado, vai assumir, de imediato, o comando do Poder Executivo Municipal. Em São Paulo, o quadro do prefeito Adib Elias está em melhora contínua. A família agradece a todos pelas orações, votos de fé e manifestações de solidariedade. Veja outras notícias da região no G1 Goiás. VÍDEOS: acompanhe reportagens sobre Covid-19 em Goiás

O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 20/01/2021 às 03h00

Mesmo satisfeito com o sucesso do time, técnico, que pegou a covid-19 e teve medo de morrer, se incomoda com os riscos Guilherme Amaro Quando aceitou treinar o Santos, Cuca sabia que encontraria um grupo reduzido, atrasos salariais, proibição da Fifa para contratar e dois jogadores Everson e Sasha brigando por rescisão na Justiça. Mesmo assim, vislumbrou a possibilidade de o time conquistar a Libertadores. Disse isso aos atletas logo em sua primeira conversa com o grupo. A “esperança” pode se tornar realidade dia 30, quando o Santos enfrentará o Palmeiras na final, em jogo único no Maracanã. O maior receio de Cuca era a chance de Everson e Sasha conseguirem a rescisão de contrato na Justiça. O treinador, então, se intrometeu e “negociou” a ida dos dois jogadores para o Atlético-MG. E o Santos recebeu cerca de R$ 15 milhões, usados para quitar algumas pendências com o elenco. Num clube em crise política e econômica, Cuca fez o papel de “presidente”. Outro medo que Cuca enfrentou foi o da morte. Ele contraiu coronavírus em novembro e ficou nove dias internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Teve lesões nos pulmões e hepatite em razão dos medicamentos, mas a pior notícia veio em Curitiba, onde seu sogro, Agostinho Maestrelli, morreu aos 81 anos em decorrência de complicações causadas pela covid-19 dias antes de ser diagnosticado com a doença, Cuca havia recebido a visita de familiares, o que pode ter gerado os casos. Por tudo isso, apesar de comemorar a chegada do Santos à decisão da Libertadores, Cuca admite nesta entrevista ao Estadão que fica “pensando se é certo os times estarem jogando” durante a pandemia. •. Por que confiava tanto que o Santos poderia conquistar a Libertadores? Quando você tem um grupo reFalta um passo. Contra os prognósticos, Cuca sempre acreditou em a possibilidade de 0 Santos ir longe na Libertadores duzido igual ao nosso, ele vai ser para competição mais curta, de mata-mata, não para um campeonato com 38 rodadas, que vai ter lesão, suspensão, mau momento, covid19... nós pensamos nisso. Já tínhamos duas vitórias na Libertadores (obtidas com Jesualdo Ferreira, 0 que Cuca faz questão de destacar), com boas chances de fazer boa campanha na fase de grupos e decidir os mata-matas em casa, que é muito importante, mesmo sem torcida, porque você não viaja, é sua casa, é seu campo, seu vestiário. • Como foi fazer o papel de “presidente”? Gosto do Peres (José Carlos, que sofreu impeachment). Quando o Marinho falou aquilo (0 chamou de presidente) é porque eu fui o elo deles. Eles entenderam o momento que o clube passava. Jogando sempre aberto, falei “não temos isso, não temos aquilo, mas temos isso e precisamos treinar, temos Jobson está fora da final por contusão • 0 volantes Jobson vai desfalcar o Santos na final da Libertadores e não voltará a jogar tão cedo. Ele sofreu lesão no ligamento cruzado anterior e no menisco lateral do joelho direito. Deve parar por cerca de seis meses. Que jogar”. Quando teve os casos na Justiça, falei com os dois jogadores, falei com o Mattos (Alexandre, então diretor de futebol do Galo). Revertemos o dinheiro das negociações em pagamento ao elenco. Ali deu uma diminuída boa na pressão, o pessoal pegou confiança e abraçou, entendeu os problemas e não se queixou mais de nada. • você contraiu coronavírus. Como foram os dias internados? Fui diagnosticado num sábado de manhã. Fui para o treino, o doutor me deu remédio e me deu taquicardia, o coração foi pra 150 (batimentos por minuto) e não baixava, respiração muito ofegante. Tentaram baixar com remédios, mas não conseguiram e fui para a Beneficência Portuguesa, aqui em Santos. Depois, o doutor Fabio (Novi) me levou para São Paulo, colocou em risco ele próprio, que já teve câncer no cérebro, colocou a vida dele em risco por mim, parecia um bombeiro, com todas as proteções, e fomos para o Sírio-Libanês. • temeu a morte? Lá (no Sírio), fiquei seis dias tomando medicamentos sob os cuidados da equipe do doutor Esper e da doutora Fabiana. No sexto dia, a doutora ficou mexendo no músculo do meu braço e falou “você está mal, vamos te levar para a Unidade Crítica Geral”. Eu só falei “sério? ” E fui lá para cima. Daí fui enfraquecendo, tive muita dor de cabeça e dificuldade para respirar, você vê que não é mais o dono das ações, isso é muito triste. A gente entende que é assim que pode acabar tudo, é muito difícil, ainda mais sem ver a família, não tem o que fazer. • quando começou a melhorar? No começo eu não conseguia ir nem para a cadeira que tinha do lado da cama, não tinha forças. Um dia consegui ir e coincidentemente a doutora entrou no quarto e me viu lá. Dali para frente, ela me fortaleceu, consegui melhorar, mas peguei hepatite medicamentosa e fui para Curitiba. Perdi meu sogro, que foi muito doído, ele era um amigaço meu e eu que peguei antes (a covid19). Em cinco dias, a gente perdeu ele, era idoso, mas tinha muita saúde, era carpinteiro, subia até no telhado. Foi muito triste. • você acha que os campeona- Sinceramente, eu estou numa final de Libertadores, mas fico pensando se é certo estarmos jogando. Se você não jogar, os clubes vão quebrar, os jogadores vão ficar desempregados. E toda uma cadeia que envolve. Ao mesmo tempo, não sabemos se é certo ou não, porque você está se expondo a um risco de morte muito grande. E largar nas mãos de Deus. • voltando ao futebol, acha que o Marinho é o melhor jogador do futebol brasileiro? Sou suspeito para falar, porque gosto muito do Marinho. Ele é muito preocupado com a parte tática e com a parte coletiva, é muito responsável, é bom. Eu gosto de jogador assim, gosto muito do futebol dele, é um protagonista. Está entre os melhores. • Acha que o Santos pode ser considerado "azarão" por todos os problemas que enfrentou? Agora não. Ao longo da competição, até poderia ser, mas a final é um jogo só, tudo pode acontecer. São chances iguais, 50% para cada lado. •. Como administrar 0 desgastes do elenco e manter o ritmo de jogo até dia 30? Vou trabalhar como foi contra o Botafogo. Coloquei o que tinha de melhor. E seguir assim. Se tiver algum com dor ou risco maior de lesão, claro que vamos segurar. Vamos analisar, colocar num jogo e poder tirar de outro, mas vamos manter esse ritmo de jogo deles. •. Você tem usado uma camiseta da Virgem Maria na Libertadores, como foi em 2013 e que está guardada na sede do AtléticoMG. Como é esse seu lado religioso e supersticioso? Falam que eu que sou o supersticioso, mas a camisa está lá no Galo até hoje, a calça roxa continua no Palmeiras (usada no título brasileiro de 2016) ... E eu que sou o supersticioso (risos). Isso que é o gostoso. Que a camisa da Virgem Maria fique aqui também. Tem o lado da superstição, mas a camisa é o lado religioso, a Maria é uma só, é a mãe de Jesus, sou devoto e fã dela. ‘Estou numa final de Libertadores, mas fico pensando se é certo estar jogando.