Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 19/08/2020 às 23h15

De certa forma, viajar depois do coronavírus continua a mesma coisa de antes: você ainda pode enfiar os pés na areia para sentir que chegou à praia. Mas, agora, vai encontrar álcool em gel no bar da piscina, o telefone do quarto do hotel vai estar ensacado e você terá de usar máscara mesmo com roupa de banho. Aos poucos, hotéis fechados por meses começam a reabrir no país, e turistas passaram a pensar nas próximas férias. Segundo pesquisa da agência Decolar, cerca de 57% de mil clientes consultados pretendem fazer uma viagem nacional entre outubro e novembro deste ano —o Nordeste é o destino escolhido por 42%. Com isso, muitas redes hoteleiras recorreram a certificações de protocolos de segurança —o hospital Sírio Libanês, por exemplo, deu consultoria para o grupo GJP. No sul da Bahia, o resort Transamerica Comandatuba (diária a partir de R$ 1.269 para duas pessoas, mínimo de três noites) reabriu em 25 de julho após auditoria do Bureau Veritas, órgão certificador. O visitante que chega à ilha de Comandatuba é saudado com água de coco e verificação de temperatura. Depois, passa rapidamente pelo hall, onde recebe um envelope com pulseira, cartão de acesso e ficha para preencher no quarto e, depois, depositar em uma urna. Antes de prosseguir, o hóspede deixa seu número de celular com o concierge, que envia a programação, cardápios e tira dúvidas por WhatsApp. Depois da reabertura, os apartamentos estão mais vazios: saíram objetos que dificultam a higienização (almofadas, vasos). A limpeza ficou 40% mais longa e é feita com um produto recomendado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Após a esterilização, telefone, controle remoto, toalhas e kit de amenities (agora com álcool em gel) são revestidos por sacos plásticos. “A pandemia trouxe alguns cuidados, mas isso está gerando um problema com mais plástico. O hotel é muito sustentável, mas não tem o que fazer agora”, diz Charles Giudici, 61, diretor de operações. A cobertura plástica atua como uma proteção extra contra o vírus, segundo a médica Tânia Chaves, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia e professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará. As medidas soam burocráticas, mas ajudam a passar uma sensação de segurança. Depois do coronavírus, o hóspede terá um comportamento mais observador, e os protocolos devem ser fator decisivo na hora de escolher um destino, diz Marcia Harumi Miyazaki, coordenadora de desenvolvimento da área de hotelaria do Senac São Paulo. Um vídeo que mostra as adaptações que o Transamerica Comandatuba fez para reabrir ajudou a convencer a dentista Viviane Morini, 47, e seu marido, Juliano, 42, desenvolvedor de sistemas, a fazer a viagem com o filho. Para Viviane, o protocolo adotado é equilibrado: ajuda a transmitir segurança, mas não sufoca o viajante. “A gente até se esquece um pouco do coronavírus”, diz. O uso de máscara é recomendado em todo o resort, mas é permitido retirá-la à beira da piscina ou ao sentar para fazer a refeição. No salão dos restaurantes, mal entra um hóspede e um funcionário já se aproxima para fazer a higienização da mesa à vista do cliente. Garçom no local há 25 anos, Lenaldo Santos, 47, explica que a superfície já estava limpa. “Mas a pessoa ver o procedimento é uma coisa que dá uma segurança a mais”, diz. Lenaldo troca de máscara ao menos três vezes por turno e substitui as luvas cerca de dez vezes a cada refeição. Uma barreira de acrílico é, agora, parte dos bufês de café da manhã e de entradas nas outras refeições. O cliente observa por meio da proteção, faz um gesto indicando o que quer e recebe a comida de um funcionário. No almoço e jantar, pratos principais e bebidas são servidos à mesa —os copos vêm protegidos por filme plástico, assim como frutas e legumes, disponíveis para levar. Outra mudança, mais sutil, aconteceu na área de lazer: o hotel substituiu o axé e o sertanejo que saía da caixa de som por MPB. “A noite aqui tinha festa, hoje temos uma apresentação com violão. A gente quer que a pessoa tire um tempo da quarentena com serenidade ”, diz o diretor de operações. A programação com atividades físicas foi reduzida e, na região da piscina, antes mais agitada, agora o que se vê são famílias relativamente isoladas. Os quiosques com espreguiçadeiras estão separados por cerca de três metros. O movimento inicial, com baixo número de hóspedes, ajuda a manter a distância de outros visitantes. Segundo o hotel, a equipe é instruída a relembrar o visitante do uso de máscaras se houver falha no cumprimento das regras. Mesmo em datas de maior procura, como o Ano-Novo, o hotel não deve superar uma ocupação de 50%. No fim de semana do dia 15 de agosto, por exemplo, havia 125 hóspedes, cerca de 12% da capacidade. Com essa taxa, o hotel tem prejuízo, mas a ideia é que a reabertura ajude a reaquecer o mercado. Mesmo preocupada com a opinião de amigos e familiares, Fabíola Marineli Maceo, 40, dona de uma agência de publicidade em Campos do Jordão (SP), decidiu viajar com o marido e sócio, Marcelo Maceo, 42. “Para a gente, a principal questão foi a perda da liberdade durante o isolamento, uma sensação que se acumulou”, diz Marcelo. A necessidade de adaptação à Covid-19 gerou um processo de estresse e sentimentos intensos, como angústia e medo, explica a psicóloga Denise Pará Diniz Romaldini, pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A decisão de viajar, diz ela, pode representar para algumas pessoas um resgate da autonomia e da liberdade de escolha perdidos com as restrições para combater o vírus. Essa sensação, para quem viveu em confinamento nos últimos meses, é experimentada em caminhadas pela areia da praia, mergulhos no mar e refeições em família. A percepção, porém, convive com lembretes de que a pandemia não acabou —encontrar o pote de álcool em gel no bar da piscina após um mergulho, por exemplo. Se a estratégia para desestressar é viajar, ela não deve se tornar outra fonte de aborrecimento, diz Romaldini. “É preciso estar atento para gerenciar essa escolha.” A jornalista viajou a convite do Transamerica Comandatuba Veja dicas para viajar com segurança Pesquise sobre as condições da epidemia no local que pretende visitar e avalie as condições de turismo permitidas pela região Procure conhecer com antecedência o protocolo de segurança adotado pelo hotel ou agência; peça informações sobre como é feita a limpeza e sobre o treinamento de funcionários; caso fique mais seguro, opte por um estabelecimento que já conhece e dê preferência a locais com espaços ao ar livre Cuidado para não contaminar o quarto ao chegar de uma viagem de avião; o recomendado é tirar a roupa e tomar banho antes de deitar na cama, por exemplo Mantenha, durante a viagem, os mesmos cuidados individuais que tem em casa, como evitar levar a mão ao rosto, higienizar sempre as mãos e trocar a máscara quando estiver úmida; o distanciamento também deve ser observado Pessoas que são parte do grupo de risco devem reavaliar a necessidade de fazer uma viagem; caso seja indispensável, podem optar por deslocamento de carro para lugares próximos, em que a interação aconteça apenas entre membros da família No retorno da viagem, o ideal é que é fazer quarentena por ao menos duas semanas Fontes: Marcia Harumi Miyazaki, coordenadora de desenvolvimento da área de hotelaria do Senac São Paulo; Tânia Chaves, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará

TERRA/SÃO PAULO
Data Veiculação: 19/08/2020 às 11h10

SÃO PAULO - Colégios particulares de São Paulo que estão se organizando para o retorno às aulas presenciais, ainda sem data definida na capital, contrataram a consultoria de importantes hospitais e laboratórios para a elaboração de protocolos personalizados. O serviço inclui adaptação das salas de aula, testagem para funcionários e colaboradores, telemedicina e disponibilidade de médicos. Além de seguir as recomendações de entidades de saúde do Brasil e do mundo, casos de sucesso em outros países também servem de inspiração. Os hospitais Sírio-Libanês e Albert Einstein, por exemplo, possuem um trabalho de consultoria há quase dez anos, mas era voltado ao auxílio de redes de saúde. Com a pandemia do novo coronavírus, o serviço expandiu para outros setores e as escolas são parte dessa novidade. "A demanda foi muito grande, próximo de 50 escolas entraram em contato. Agora, devemos estar com 20 a 30", diz Anarita Buffe, diretora de Desenvolvimento de Projetos e Consultoria do Einstein. Diversos fatores influenciam no preço da consultoria, como área da escola, número de unidades, professores, alunos, espaços internos e prazo. O valor inclui todo o trabalho prestado pela equipe médica que oferece o serviço, que se desloca até a escola e capacita profissionais. No Albert Einstein, por exemplo, os preços variam entre R$ 80 mil e R$ 250 mil, mas Anarita afirma que a maioria das escolas ficam em menos de R$ 150 mil. Embora os colégios tenham estruturas muito parecidas, ela comenta que a forma como os estudantes circulam pelos espaços e acessam os ambientes são peculiares. Esse é o desafio de todas as consultorias: adequar as recomendações dos órgãos de saúde com a realidade de cada escola. E a preparação não se limita a medir o distanciamento social adequado e instalar dispensers de álcool em gel. "Quando a gente começou a se aprofundar na preparação do colégio, viu que era complexo e era melhor ter um parceiro forte, então entrou o Einstein. Eles têm alguns escopos e um deles é avaliar toda a infraestrutura do colégio, o fluxo das pessoas, os protocolos que tem de ser desenhados, o controle de acesso à sala de aula e restaurante", relata Caio Thomas, diretor-geral executivo do Colégio Visconde de Porto Seguro, localizado no Morumbi, zona sul da capital. A proximidade com o hospital também foi um fator importante para a escolha da consultoria. Thomas afirma que o colégio já está pronto para receber os estudantes assim que houver uma definição sobre a data de retorno às aulas presenciais. A escola investiu em "pistolas" de medição de temperatura para serem usadas nas entradas com menor circulação de pessoas e câmeras térmicas para as de maior fluxo. Os bebedouros agora são ativados com um sensor de aproximação e há mais de 900 pontos de álcool em gel espalhados. Salas de aula também foram equipadas com câmeras, microfones e tripés para transmitir aulas ao vivo para os estudantes que permanecerão em casa. Já na Escola Morumbi de Alphaville, zona oeste da região metropolitana de São Paulo, o mantenedor Diamantino dos Santos Jr. afirma que as alterações, em termos de infraestrutura, serão mínimas. "Nossa escola tem capacidade de mais 1,8 mil alunos e no período da manhã tem aproximadamente 700, mas não chega a 35% da capacidade. De qualquer forma, vamos atender todas as exigências", diz. A instituição, que está em fase de compra de equipamentos para medição de temperatura e colocar sinalizações nos espaços, é a mais recente cliente da consultoria do Grupo Fleury. Segurança e comunicação A principal demanda das escolas é ter um ambiente o mais seguro possível para que estudantes, professores, funcionários e colaboradores possam voltar às atividades com o menor risco de contágio. De acordo com as necessidades específicas de cada uma, os serviços contratados podem variar. "O cuidado integrado envolve avaliação ambiental de todos os espaços físicos, orientação sobre como deve ser o protocolo de segurança, tem consultoria médica, serviço de telemedicina, suporte aos colaboradores, elaboração de relatórios e parte de laboratório para exames", explica Jeane Tsutsui, diretora executiva de Negócios do Grupo Fleury. A empresa de diagnósticos lançou uma consultoria para apoiar empresas de diversos setores, como bancos e shoppings, na retomada das atividades presenciais. "A gente precisa avaliar quais são, eventualmente, as pessoas que teriam risco maior ou se alunos têm na família alguém de maior risco. Olhamos a questão do distanciamento, álcool em gel, avalia espaços dos refeitórios para fazer as adaptações necessárias", completa Jeane. Por enquanto, o grupo atua com duas escolas. Personalização é a palavra-chave das consultorias. Além das avaliações de espaço, pessoal, oferta de testes e médicos para consulta, a gerente de Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Sírio-Libanês, Maura Salaroli de Oliveira, menciona as visitas técnicas, avaliação de fluxos e reestruturação das salas de aula. Atualmente, a consultoria do hospital tem projetos em 24 escolas. "Quando a gente começa a implementar as medidas, surgem mais dúvidas e tem a possibilidade de checar se a proposta atendeu e forneceu a segurança necessária", afirma. Anarita Buffe, do Einstein, detalha que a equipe também leva em consideração a forma como as pessoas interagem com os equipamentos do colégio, quais brinquedos podem ser usados na educação infantil e de que material, como é o espaço de alimentação. Os protocolos têm como base o plano de retomada proposto pelos governos, as recomendações de distanciamento, higiene e etiqueta do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS), além das experiências de outros países que tiveram sucesso. O Sírio-Libanês, por exemplo, se inspirou nos modelos inglês, francês e se pautou nas recomendações do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. Outra aposta das consultorias é na comunicação. As empresas realizam transmissões ao vivo com especialistas e disponibilizam seminários online de saúde para que professores, funcionários e colaboradores das escolas possam entender quais medidas estão sendo adotadas e porque elas são importantes. Estudantes, pais e responsáveis também farão parte desse planejamento mais explicativo e serão consultados sobre o retorno às aulas presenciais por meio de pesquisas elaboradas pelas equipes de saúde. Parcerias de longo prazo O Colégio Bandeirantes, na zona sul paulista, foi o primeiro a fechar contrato com o serviço de saúde escolar do Hospital Sírio-Libanês. O acordo já vinha sendo discutido desde o ano passado, mas com propósitos de repensar questões do ambulatório da escola. A pandemia acelerou os negócios. "Nesse momento atual, a visão é muito de prevenção, evitar que aluno, professor, colaborador venha para o ambiente se tiver com sintomas. Vamos fazer um conjunto de capacitação, em duas frentes, do ponto de vista de saúde e de acolhimento, para dar apoio a esse retorno", diz Eduardo Tambor, diretor de operações da escola. Ele explica que a parceria com o hospital vai além da pandemia e não se restringe às questões de biossegurança do momento. A ideia é que o serviço continue sendo prestado após o retorno das aulas para que seja avaliada a implantação dos protocolos, além de a equipe médica seguir com a gestão do laboratório e serviços de telemedicina. O mesmo será visto no Porto Seguro, que prevê ficar com o suporte do Einstein até dezembro, com visitas técnicas e auditoria dos protocolos. A proposta do Grupo Fleury segue na mesma linha, com disponibilidade de médicos para tirar dúvidas dos pais ao longo do tempo e permanência de suporte até quando for necessário. Saúde como requisito para o futuro A pandemia do novo coronavírus trouxe um olhar mais abrangente para a saúde, cujos cuidados com higiene e vigilância sanitária passaram a ser uma preocupação de todos os setores sociais. Os serviços oferecidos agora pelas consultorias estão sendo encarados pelas escolas como uma lição para o futuro e um requisito a mais para gerar credibilidade do ensino. "Logo que começou a pandemia, uma das primeiras atitudes foi no sentido de colocar câmeras na sala de aula, porque pode não ser só nos próximos meses, mas podemos ter novas pandemias. É uma nova necessidade que as escolas talvez não tenham visto antes", diz Santos Jr., da Escola Morumbi. O mantenedor avalia candidatar a instituição de ensino para uma certificação da Fundação Vanzolini, com a qual o Grupo Fleury fez cooperação técnica, que por meio de uma auditoria em termos de segurança, saúde e aspectos ambientais concede o documento às instituições. "Com isso, a gente atua em outro patamar de qualidade." Eduardo Tambor, do Colégio Bandeirantes, reforça que o serviço prestado pelo Sírio-Libanês traz segurança técnica e um bom conceito de prevenção. "Como a nossa visão não era de curto prazo, a possibilidade de ter hospital mais próximo, equipe mais próxima com questões de telemedicina é muito positiva", afirma.

CORREIO WEB/CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA
Data Veiculação: 19/08/2020 às 10h17

Há 86 dias sem chuva, o Distrito Federal vive com intensidade o período de seca. Nesta época, tornam-se comuns as dores de garganta, narizes escorrendo e problemas respiratórios. Médicos alertam para a necessidade de manter a hidratação constante, e a casa livre de poeira. Segundo Thiago Fuscaldi, pneumologista do hospital Sírio-Libanês, também é importante evitar fazer atividades físicas entre 10h e 15h, período em que a umidade relativa do ar fica mais baixa, o que predispõe infecções respiratórias. Ao Correio, o médico esclarece algumas dúvidas sobre as infecções comuns a esta época do ano. Veja: Nesta época do ano, quais são as doenças mais comuns? Nessa seca, a gente tem o ar muito carregado de poeira, fuligem, e a gente diminui a nossa proteção porque as mucosas ficam mais ressecadas. Então é mais fácil ter infecções do tipo virais e bacterianas, e doenças alérgicas, até por conta dessa poeira em grande quantidade no ar. É comum termos crises de rinite, e asma. Acaba que amidalite, faringite, tudo isso acompanha. Como a mucosa respiratória é uma só, ela acaba sofrendo um pouco. Por isso essas reações que muitas vezes são alérgicas, não infecciosas. Muitos sintomas são semelhantes aos manifestados em pacientes de covid-19. Quando é necessário procurar ajuda médica? O ideal é, a partir do terceiro dia de sintomas, procurar atendimento. Persistiu por mais que três dias, ou é acompanhado de febre e falta de ar, tem que procurar atendimento. Nessa fase vai ser difícil diferenciar e por isso é importante o exame. Vamos ter que lançar mão do exame para pesquisa de covid-19, e de sangue, para ver se tem outra infecção associada. Muitas pessoas sofrem de sangramento nasal. Como evitá-los? O importante é manter hidratação. Tomar líquidos. Quem não tem nenhuma restrição, deve tomar de dois a três litros por dia, e umidificar as vias aéreas. Lavar com soro, e usar umidificador no quarto, quando possível, ajuda a diminuir esse ressecamento e chances de sangramentos que ocorrem quando um vasinho superficial da narina se rompe, por a mucosa estar mais agredida pelo ar seco. Algumas medicações de soluções nasais até ajudam, porque fazem um alívio inicial, mas, com o passar do tempo, a mucosa perde a sensibilidade e fica a maior parte do tempo com dificuldade de passar o ar. Não é algo que a gente recomenda fazer de rotina. O uso prolongado piora. Portanto, faça a hidratação com soro. Tem forma de spray, ou de comprar o frasco de soro e fazer lavagem com seringa. O médico auxilia como fazer. Mas o soro fisiológico simples mesmo (água e sal), só para hidratar. Manter a hidratação do corpo já ajuda. O que pode ser feito para evitar as infecções respiratórias e de garganta? A gente não tem uma resposta mágica. A gente recomenda manter a alimentação balanceada, evitar se expor ao sol nos períodos de mais baixa umidade do ar. Prática de atividade física entre 10h e 15h deve-se evitar porque a umidade cai bastante, o que predispõe que o paciente tenha uma desidratação. Também é importante evitar poeira em casa. Ideal é fazer limpeza com pano úmido e nessa fase agora tem que aumentar a frequência, porque se deixar janela aberta de manhã, de tarde já está bem empoeirado.