Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 19/03/2021 às 22h59

A Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP) declarou em carta aberta nesta sexta-feira, 19, que as requisições do governo federal feitas à indústria para aquisição de remédios do chamado kit intubação estão desorganizando a cadeia de suprimentos e ameaçam o estoque das unidades particulares de saúde. Em algumas, segundo a entidade, medicamentos usados no atendimento a pacientes com covid-19 podem se esgotar em até 48 horas. Covid-19 no Brasil Consórcio de Veículos de Imprensa O Ministério da Saúde requisitou na quarta-feira, 17, estoques da indústria de medicamentos para suprir a demanda do Sistema Único de Saúde (SUS) diante da alta nas internações em todas as regiões do País. A requisição diz respeito a sedativos, analgésicos e bloqueadores musculares usados para intubar pacientes. Para a Anahp, a decisão do ministério afeta recursos que já tinham sido contratados e ameaça também a rede particular. Em carta aberta, a associação disse que a situação é crítica e “se medidas urgentes não forem tomadas em âmbito nacional mais pacientes morrerão”. A Anahp, que tem 118 hospitais associados, entre eles o Hospital Albert Einstein e Hospital Sírio-Libanês, disse que um levantamento desta quinta-feira apontou a escassez de medicamentos também na rede privada. O estoque atual de remédios para intubação varia de 4 a 19 dias, segundo o comunicado. A organização confirmou que em alguns casos o estoque só dura mais 48 horas, mas não detalhou a que unidades essa previsão se refere. Estoque atual médio nas unidades privadas da Anahp Propofol – 4 dias Cisatracurio – 4 dias Atracúrio – 4 dias Rocuronio – 9 dias Midazolam – 14 dias Fenatanila – 19 dias “Entendemos a preocupação do governo em garantir os insumos necessários para a atenção aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), mas a situação do setor privado também é bastante preocupante e, certamente, atingirá o seu ápice nos próximos dias”, detalha a carta. “Caso essas instituições fiquem sem as medicações necessárias para os procedimentos exigidos em pacientes acometidos pela covid-19, a alta demanda dos hospitais privados sobrecarregará ainda mais o setor público – agravando a situação do sistema de saúde brasileiro”, complementa a associação. A Anahp solicita atenção urgente do Ministério da Saúde e órgãos competentes “em relação à questão crítica que a saúde está vivendo, colocando em risco a vida dos pacientes”. O Conselho Federal de Farmácia (CFF) manifestou, em nota nesta semana, "extrema preocupação a falta de medicamentos essenciais à qualidade da assistência e a manutenção da vida de pacientes em estado grave". Conforme o órgão, há relatos de falta de bloqueadores neuromusculares, sedativos e outros medicamentos usados em terapia intensiva, como o midazolan, para entubação, e imunoglobulina, indicado para amenizar os sinais e sintomas da artrite reumatoide. O governo federal já teve de requisitar estoques do kit intubação entre junho e setembro de 2020, quando houve falta destes medicamentos em diversos locais. /COLABORARAM MATEUS VARGAS, FABIANA CAMBRICOLI E JOÃO PRATA

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 19/03/2021 às 13h08

O governo de São Paulo anunciou que suspendeu a operação descida do Sistema Anchieta-Imigrantes a partir desta sexta-feira (19) com o objetivo de desestimular viagens ao litoral após a Prefeitura da capital paulista de suspender cinco feriados municipais. A suspensão ocorre após demanda dos prefeitos das cidades do litoral paulista, capitaneados pelo prefeito de Santos. "Com a suspensão da operação descida nossa intenção clara é para desestimular qualquer viagem que não seja necessária", disse o secretário João Octaviano. O sistema fica na operação 5x5, com três faixas da Rodovia dos Imigrantes e duas da rodovia Anchieta para descer ao litoral. Com isso, a operação subida também foi suspensa. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), também criticou o prefeito Bruno Covas, de antecipar os feriados. Ele afirmou que a medida gerou mal-estar com prefeitos de cidades do litoral paulista e classificou como falta de bom senso da gestão municipal. “As prefeituras têm autonomia para suas decisões, e nós reconhecemos isso. Mas há certas decisões que o bom senso recomenda que sejam compartilhadas previamente com o governo dado ao fato de que a decisão de uma cidade muitas vezes implica em impacto nas cidades vizinhas. Faltou aí um pouco de bom senso da Prefeitura de São Paulo em fazer esse compartilhamento prévio para evitar exatamente o mal-estar que acabou provocando", disse o governador. As afirmações foram dadas durante visita à sede do Instituto Butantan. O governador esteve no local para acompanhar a liberação de mais 2 milhões de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde. Questionada, a assessoria de Bruno Covas (PSDB) disse que o prefeito está no Hospital Sírio-Libanês para mais uma sessão de quimioterapia, e fez a seguinte declaração sobre os comentários: “O senso que falta é o senso de urgência. Aqui na Prefeitura tem menos falação, foco no trabalho e colaboração. Faço o máximo que posso para defender o povo da minha cidade. Sempre aberto a colaborar com outras cidades e com o governo do Estado. Mas cada uma precisa assumir suas responsabilidades.” Na avaliação de Doria, a proposta deveria ter sido discutida com o governo e demais cidades do estado. "Nós alertamos ontem a Prefeitura de São Paulo de que uma medida como essa deveria ser discutida previamente com o governo do estado de São Paulo e com os prefeitos da região metropolitana e também do litoral e não anunciados sem esse tipo de entendimento, porque gera evidentemente dúvidas e preocupações em prefeitos, sobretudo do litoral de SP, litoral norte, baixada santista, litoral sul, em relação ao volume de pessoas que poderiam se dirigir a estas cidades diante de um feriado prolongado " "Infelizmente a decisão do prefeito foi anunciar sem esse tipo de entendimento prévio", afirmou Doria. Segundo o governador, o Centro de Contingência da Covid-19 estuda alternativas para minimizar os impactos da antecipação do feriado na capital e disse que irá atender às solicitações dos municípios para evitar superlotação, principalmente nas cidades do litoral. As medidas serão anunciadas em coletiva de imprensa no início da tarde. "Vamos tentar reduzir isso ao mínimo possível e atender as demandas dos prefeitos.” 'Não é para ir para praia' Mais cedo, em entrevista ao Bom Dia SP, o secretário municipal da Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, disse a decisão de antecipar os cinco feriados municipais foi tomada para tentar forçar as pessoas a ficarem em casa. "Essas restrições, os feriados, não é para ir para a praia. É para ficar em casa, porque nós não temos mais leitos para tratar as pessoas. (...) Os grandes hospitais privados aqui estão com mais de 100% de ocupação. Tem que colocar na cabeça: se pegar a doença, não vai ter leito para ser tratado", afirmou o secretário em entrevista ao Bom Dia São Paulo. "Nós acreditamos que com os feriados a gente possa a reduzir muito a circulação de pessoas aqui na cidade, e essa como uma última medida, derradeira, antes de tomarmos uma medida mais drástica, que evidentemente precisa ser articulada com os municípios da região metropolitana e com o governo do estado". Aparecido defendeu que um lockdown precisaria organizado pelo governo do estado para que seja possível paralisar o transporte, mas garantir o deslocamento de profissionais de áreas essenciais, além da segurança e fiscalização. "Se a gente for suspender o transporte, que é a medida mais eficaz para fazer talvez um lockdown, como é que a gente transporta os profissionais de saúde? Isso precisa ser pensando, articulado, ser feito em conjunto com os municípios para que tenha efetividade". Feriados A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quinta (18) a antecipação de cinco feriados municipais e uma mudança no horário do rodízio. A nova regra do rodízio, que passará a valer das 20h às 5h, entra em vigor na segunda-feira (22). Foram antecipados dois feriados de 2021 (Corpus Christi; de junho; e Dia da Consciência Negra, de novembro) e três feriados de 2022 (aniversário de São Paulo, de janeiro; Corpus Christi, de junho; e Dia da Consciência Negra, de novembro). Como fica o calendário Veja, abaixo, as datas: A medida visa reduzir a circulação de pessoas nas ruas e mira setores da indústria e empresas que ainda seguem funcionando durante a fase emergencial, em vigor em todo o estado desde a última segunda-feira (15). Isolamento social Não é a primeira vez que a gestão de Covas decide antecipar feriados como estratégia para frear a contaminação pelo coronavírus. Em maio de 2020, a prefeitura antecipou os feriados de Corpus Christi e o da Consciência Negra. Nesta quinta (18), Covas defendeu que a antecipação no ano passado trouxe uma "uma melhora nos índices de circulação" e citou "bons índices de 60% [de isolamento social]". Entretanto, a taxa não chegou a 60% em nenhum dos dias de feriado antecipado em 2020. Na época, os índices ficaram entre 49% e 52% nos dias de semana e chegou à máxima de 57% apenas em um domingo, número 1 ponto percentual acima do valor identificado no domingo em que não houve feriado prolongado.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 19/03/2021 às 07h29

O corpo do prefeito de Vitória da Conquista, Herzem Gusmão (MDB), de 72 anos, que morreu após complicações da Covid-19, vai chegar no Aeroporto Glauber Rocha, no sudoeste baiano, no sábado (20). Conforme informações da prefeitura, um velório será realizado na Casa de Eventos Mediterrâneo, no bairro Boa Vista e o enterro no Cemitério da Saudade. Herzem Gusmão morreu por volta das 21h de quinta-feira (18), no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde estava internado há quase três meses no Hospital Sírio Libanês, para tratamento da doença. A prefeitura informou que o corpo de Herzem Gusmão deve chegar em Vitória da Conquista às 10h. O velório será realizado apenas com a presença dos familiares e com número limitado de pessoas. Nas imediações do local, o trânsito de veículos será interditado. A população poderá se despedir do prefeito Herzem Gusmão após o velório, durante o cortejo fúnebre, que percorrerá ruas e avenidas da cidade. O sepultamento ocorrerá logo em seguida no jazigo da família Gusmão, no Cemitério da Saudade. O acesso ao local também será restrito à família. Herzem foi diagnosticado com Covid-19 em 7 de dezembro de 2020. Pouco mais de sete dias depois, ele foi internado em Vitória da Conquista, no Hospital Samur, com complicações pulmonares causadas pela doença. Em 26 de dezembro, ele foi transferido para o Hospital Sírio Libanês, em São Paulo e depois encaminhado para UTI. Em janeiro, ele deixou a UTI do hospital, mas no dia 6 de março, precisou retornar à Unidade de Terapia Intensiva e, em uma mensagem nas redes sociais, ele mesmo explicou o motivo através de um áudio. "Neste sábado, 6 de março a equipe médica achou por bem que eu voltasse para UTI eu estou ainda necessitando de mais oxigênio, então eu voltei para usar o cateter de alto fluxo. Continuo confiante em Deus, pedindo todas as orações e mandando um grande abraço para minha terra. Muito obrigado e que Deus abençoe a todos", dizia na mensagem. "Neste sábado, 6 de março a equipe médica achou por bem que eu voltasse para UTI eu estou ainda necessitando de mais oxigênio, então eu voltei para usar o cateter de alto fluxo. Continuo confiante em Deus, pedindo todas as orações e mandando um grande abraço para minha terra. Muito obrigado e que Deus abençoe a todos", dizia na mensagem. Na última sexta-feira (12), Herzem precisou ser intubado após apresentar uma piora no estado de saúde, que era considerado grave. A informação da morte nesta quinta-feira foi informada através de postagem nas redes sociais feita pela assessoria de Herzem. "É com mais profundo pesar que informamos o falecimento do Prefeito de Vitória da Conquista, Sr. Herzem Gusmão, ocorrido na noite desta quinta (18), por volta das 21h, no Hospital Sírio Libanês. Informações do velório serão passadas pela Secretaria de Comunicação, SECOM. A família agradece todas as orações pela vida de Herzem". Herzem deixa mulher, três filhos e um neto. Ainda não há detalhes sobre velório e sepultamento. Herzem Gusmão foi reeleito no 2º turno das eleições em novembro de 2020. Por causa da internação dele, em 1º de janeiro a vice-prefeita Sheila Lemos (DEM) tomou posse do cargo de prefeita de Vitória da Conquista. Uma semana depois, Herzem tomou posse do cargo em cerimônia virtual. História Herzem Gusmão era natural de Vitória da Conquista. Ele era graduado em direito com especialização em jornalismo. Por 40 anos foi líder de audiência como radialista e se destacou como jogador de basquete no estado. Em 2015 assumiu o cargo de deputado estadual, foi presidente da Comissão Estadual de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia. Porém tinha o sonho de ser prefeito de Vitória da Conquista. Disputou duas eleições em 2008 e 2012, mas não conseguiu se eleger. Em 2016 foi eleito prefeito da terceira maior cidade do estado. Em novembro do ano passado, Herzem foi reeleito em segundo turno com quase 98 mil votos. Repercussão Rui Costa - Governador da Bahia "A pandemia continua fazendo vítimas. Recebo com muita tristeza a notícia do falecimento de Herzem Gusmão, prefeito de Vitória da Conquista, uma das grandes cidades do nosso Estado. Na política, atuamos em campos opostos, mas procurando sempre cumprir a nossa missão. Minha solidariedade aos familiares e amigos do prefeito Herzem Gusmão. Que Deus os conforte neste momento de dor." Bruno Reis - Prefeito de Salvador “É realmente uma grande perda porque ele era um líder que trazia esperança à população de Vitória da Conquista. A cidade soube reconhecer a sua importância reelegendo-o para mais um mandato. Vai fazer muita falta, tinha vocação para servir. Deixo aqui as minhas condolências à família, ao infinito número de amigos que soube fazer ao longo da vida, à Dona Luci, que também enfrentou e sobreviveu à essa doença terrível, e aos filhos" Confira mais notícias do estado no G1 Bahia. Assista aos vídeos do G1 e TV Bahia.

PODER 360/BRASÍLIA
Data Veiculação: 19/03/2021 às 06h00

Aumentou a proporção de pessoas que têm menos de 60 anos com covid-19 que são internados em UTIs. Em dezembro de 2020, essa faixa etária correspondia a 35,6% dos hospitalizados. Em março de 2021, o percentual subiu para 48,4%. É o maior patamar de internados com menos de 60 anos desde o início da pandemia. Receba a newsletter do Poder360 O Poder360 analisou 265.286 internações no banco de dados do SUS, atualizado na noite de 4ª feira (16.mar.2021). Só foram considerados os casos com informações completas sobre faixa etária, mês de internação e local. Os números acima não se referem à taxa de ocupação de leitos, mas sim à quantidade de novas internações feitas a cada mês no sistema hospitalar. Vacinação e outros fatores André Siqueira, médico Tropicalista e pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), apresenta duas hipóteses para explicar o acréscimo de internações entre os mais jovens: mais pessoas nessa faixa etária estão contraindo a doença, ou o número de infectados não sofre grandes variações, mas aqueles que foram diagnosticados desenvolvem quadros mais graves e precisam de leitos de UTI. O médico também vê relação com a exposição dos grupos mais jovens, com as novas variantes do vírus e com o início da vacinação: “Há sim evidências de que a doença tanto se propaga mais intensamente nos mais jovens por estes se protegerem menos e terem mais contatos sociais, quanto pelo fato de que as novas variantes têm sido associadas a maior gravidade de doença. Em contrapartida os mais idosos estão aos poucos sendo imunizados e se protegem mais por temor de gravidade causada pela covid-19”. Alexandre Cunha, infectologista do Hospital Sírio-Libanês e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, faz um paralelo com o cenário internacional: “em outros países que vacinaram os idosos, essa foi a 1ª faixa etária a cair drasticamente o número de óbitos”. Ele acrescenta que “essa explicação não é a única”. Guilherme Werneck, vice-presidente da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva) e professor do Instituto de Medicina Social da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), cita outros fatores: “Os pacientes mais jovens resistem por mais tempo. Parece que eles são mais, mas na verdade é que eles estão ficando por mais tempo nos leitos”. O professor considera que ainda é cedo para mensurar o impacto da vacinação. “Poucas pessoas receberam as duas doses”, pondera o professor. Ele acrescenta: “Teoricamente, a vacina também poderia impactar numa faixa etária mais jovem, porque os profissionais de saúde representam um percentual bem grande da população que é prioritária no momento”. Contudo, a maior parte da população abaixo de 60 anos não será vacinada tão cedo. O governo federal projeta começar a imunização dos grupos não prioritários a partir do 2º semestre. Até lá, a população mais jovem, que circula de forma mais intensa e está mais exposta ao vírus, fica vulnerável. “Não é hora de sair, não é hora de se encontrar, não é hora de festejar; é hora de ficar no seu canto”, aconselha Werneck. “A população precisa entender que o risco de hospitalização e morte não é restrito a indivíduos com mais de 60 anos”, alerta o professor. ONDE OS JOVENS SÃO A MAIORIA Até então, pessoas com 60 anos ou mais eram a maioria dos hospitalizado por covid-19. Esse cenário se inverteu em 9 Estados. Em São Paulo, por exemplo, o percentual de mais jovens com covid-19 em UTIs aumentou 11 pontos percentuais, na comparação entre os internados em dezembro e os internados em março. O Estado tem o maior número de casos e mortes pelo novo coronavírus. O governador João Doria (PSDB) decretou “fase emergencial” na semana passada e endureceu medidas restritivas. Na capital, 5 feriados foram antecipados para tentar frear o contágio. O Poder360 preparou um infográfico interativo detalhando a evolução da faixa etária dos pacientes de covid-19 em UTIs de cada unidade da Federação. Acesse aqui. O percentual de mortos entre a população mais jovem também aumentou. Para conhecer a faixa etária das vítimas em cada Estado ao longo da pandemia, leia esta reportagem. O que pode ser feito Walter Ramalho, professor de epidemiologia da UnB (Universidade de Brasília), afirma que a vacinação deve ser acelerada. “Caso contrário, teremos ainda um celeiro de novas variantes, que podem inclusive, deixar a vacina menos eficaz”, avalia. Para Werneck, além de vacinar mais e mais rápido, é necessário “tornar as medidas mais drásticas de isolamento social”: “O que tem que ser feito realmente é entrar num sistema forte, durante algum tempo, de um distanciamento social do tipo lockdown no Brasil inteiro para que a gente consiga de alguma forma radicalmente limitar a transmissão”, afirma o professor. Siqueira também defende medidas restritivas mais eficazes como principal estratégias. “Novos leitos são medidas emergenciais para minimizar as perdas de vidas. Para de fato salvar, precisamos reduzir o número de casos radicalmente”. Levantamento do Poder360 indica que, depois de cerca de 3 semanas, a restrição na circulação de pessoas reduz o ritmo de mortes. Werneck ressalta a dificuldade de disponibilizar mais leitos: “Um leito você não abre de um dia para o outro. Precisa de material, mas precisa principalmente de material humano. Não tem tanta gente com experiência disponível para ficar atendendo mais leitos”. Ele acrescenta que os profissionais de saúde estão “exaustos” e que o ritmo atual da pandemia impões “escolhas muito difíceis para os profissionais de saúde, que foram formados com a missão principal de salvar vidas e não de ter que escolher quem vai e quem não vai viver”.