Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

SBT BRASIL/SBT/SÃO PAULO
Data Veiculação: 19/01/2021 às 20h35

Retirado de pessoas curadas ou doença pode salvar a vida de pacientes em estado grave o mundo sabe há décadas que o plasma de pessoas curadas de algumas doenças ajuda no tratamento de pacientes mas as pesquisas iniciadas durante a pandemia atual confirmaram que lhe é viável também contra a Covid19 o estudo realizado nos hospitais albert einstein sírio-libanês em são paulo e publicado internacionalmente testou cento e quatro pacientes segundo um dos pesquisadores gerente médico do banco de sangue do einstein a notícia é animadora é seguro e não tem mais efeitos colaterais do que qualquer outra apenas fusão que os do nível de efeito colateral é extremamente baixo de baixo risco é uma atividade junto uma terapia segura os testes nos dois hospitais mostram que o plasma é mais eficiente quando aplicado até o décimo dia de sintomas as pessoas que participaram do estudo já estavam na uti ou em vias de serem levadas para lá quando a gente dá o plasma a gente está dando na verdade de anticorpos para esse paciente essa é a ideia então ao que a gente viu é que os pacientes que tinham menos anticorpos antes de tomar a transfusão evoluiram melhor do que os pacientes que tinham que já tinham mais de corpos antes de tomar a transfusão no brasil a utilização de plasma exige o consentimento do paciente ou de familiares agora com a conclusão dos estudos esta parte tão rica do sangue se fortalece como uma opção de tratamento contra uma doença para a qual até hoje não se tem medicações específicas paulo foi um dos que doaram o plasma para pesquisa ele teve sintomas leves da Covid19 em mas a satisfação e oferecer o próprio sangue para os testes é ainda maior agora e sou um grande aprendizado do convívio é o quanto a gente não vive sozinho no mundo enquanto importante você pensar no próximo e poder ajudar no próximo cotar suas ações refletem no próximo.

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 19/01/2021 às 19h01

O SinproSP, sindicato que representa os professores do ensino particular no município de São Paulo, quer que a categoria seja incluída em grupo prioritário para a vacinação contra a Covid-19 ou mantenha o ensino remoto a exemplo do que ocorreu em 2020. Segundo a Secretaria Estadual da Educação de São Paulo, o retorno às aulas está marcado para 1º de fevereiro. Nas duas primeiras semanas, as escolas receberão até 35% de sua capacidade de alunos por dia. Depois, se uma área estiver nas fases vermelha ou laranja do Plano São Paulo, as instituições da educação básica, que atendem alunos da educação infantil até o ensino médio, poderão receber diariamente até 35% dos alunos matriculados. Na fase amarela, elas ficam autorizadas a atender até 70% dos estudantes e na verde, 100%. No ensino superior, as instituições poderão funcionar na fase amarela com até 35% das matrículas, e na verde, com até 70%. Nas etapas vermelha e laranja deverão permanecer fechadas. Cursos superiores específicos da área médica têm o retorno presencial autorizado em todas as fases do Plano. A carga horária mínima anual obrigatória será de 800 horas para o ensino fundamental e médio, mas no mínimo 1/3 dessas horas deverão ser de forma presencial. As diretrizes valem para o ensino público e privado. Para Luiz Antônio Barbagli, presidente da entidade, o problema é que o professor estará em contato diariamente com um grupo renovado de alunos. “Não entendemos o porquê da pressa. O aluno não está só em contato com o professor. Ele usa a van escolar, vai à cantina, quando sai da escola tem alguém vendendo alimento, há o contato familiar”, afirma. O sindicato também exige que haja normas de funcionamento e fiscalização para as escolas particulares e que estudantes e trabalhadores sejam testados. O Sinpro representa 60.000 professores no município de São Paulo, do infantil ao ensino universitário. Destes, cerca de 20% se enquadram em grupo de risco para a Covid-19, seja pela idade, doença crônica ou gravidez. Este público está protegido por uma liminar emitida pelo Tribunal Regional do Trabalho, que proíbe a volta ao trabalho presencial. O sindicato solicitará uma audiência com o Secretário Municipal da Saúde, Edson Aparecido, para que os professores do município de São Paulo tenham prioridade na vacinação. A segunda opção será buscar judicialmente a anulação da convocação para o retorno presencial. O Ministério da Saúde, que define os grupos prioritários, afirmou que os trabalhadores da educação estão incluídos nestes grupos e serão contemplados na continuidade das fases, conforme aprovação, disponibilidade e cronograma de entregas das doses a serem adquiridas. Segundo o plano de vacinação do governo federal, antes deles serão imunizados os profissionais da saúde, idosos, população indígena, comunidades ribeirinhas e quilombolas, e pessoas com com morbidades. Professora de português do sexto ano ao ensino médio para alunos do Colégio Vinícius de Moraes, na Vila Nova Cachoeirinha (zona norte), Sheila Hallai, 47, é obesa e hipertensa. “Não vou dizer a você que não esteja com medo de voltar para as aulas presenciais, mas temos que voltar e nos cuidar. Penso na responsabilidade que tenho com meus alunos, que já foram prejudicados o ano passado. Nós [professores] pensamos muito mais nos alunos do que em nós. Não adianta estar professor, tem que ser professor para dar certo. ” A professora Gisele Nogueira, 44, é asmática e, portanto, do grupo de risco para Covid-19. Ela leciona história para o ensino fundamental e médio do Colégio Rio Branco, da Granja Viana, em Cotia (Grande SP). Desde meados de outubro de 2020, o município liberou a volta presencial das aulas. “O colégio fez uma consultoria com o Hospital Sírio Libanês para estabelecer os protocolos de biossegurança. No ambiente regulado, onde os protocolos são seguidos, a probabilidade de contaminação é pequena. Se alguém contraiu Covid19 não foi dentro da escola”, afirma. Para Nogueira, é difícil falar pelo todo. Nem toda escola tem condição de adotar uma postura zelosa e seguir as recomendações. “O grande problema são as desigualdades. É uma responsabilidade grande porque lidamos com vidas de crianças e jovens. O medo existe, mas é necessário enfrentar. ” Marcio Scarpellini Vieira, 41, mantenedor do Colégio Ouro Preto, na Mooca (zona leste), defende o retorno presencial das aulas. A escola está adaptada e pronta para receber alunos e funcionários. “As aulas remotas foram prejudiciais aos alunos no sentido da sociabilização. Essa é uma parte muito importante da vivência da criança e do adolescente na escola. O prejuízo social foi indiscutível e é dele que temos mais receio”, diz Vieira. A instituição tem 520 alunos, da educação infantil ao ensino médio. Vieira diz que há famílias desesperadas pelo retorno e outras que possuem situações de saúde e ficam receosas, mas há uma tendência predominante favorável à volta presencial. As salas de aula comportam 40 estudantes, mas antes da pandemia já eram limitadas a 28. Mesmo com o retorno presencial, o colégio ofertará algumas disciplinas online. Benjamin Ribeiro da Silva, presidente do Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo) garante que a maioria das escolas particulares está preparada para a volta presencial. “O professor que não quiser voltar tem que parar de dar aula e procurar outra profissão, até porque quem é professor deve ter compromisso com o aluno. A retirada do convívio social foi extremamente prejudicial às crianças”, diz Silva. Médico sanitarista e professor de saúde pública da USP, Gonzalo Vecina Neto ressalta que a volta não pode ocorrer como se nada estivesse acontecendo e deve-se observar que as escolas têm condições diferentes. Neto defende escolas com no máximo 30% do efetivo e um conjunto de trabalhadores da educação que não faça e nem more com gente do grupo de risco. O mesmo para os alunos. "Temos que reativar a importância da associação de pais e mestres. Seria importante que eles decidissem se há condições de voltar e como voltar. Discutir planos específicos para cada escola. Se aparecerem casos, fechamos a escola novamente. Não dá para ter um ano como foi o passado. Devemos tentar encontrar alternativas ao nada. Continuar com o nada é muito criminoso com as crianças”.

ISTOÉ DINHEIRO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 19/01/2021 às 17h32

Cientistas de todo o mundo correm contra o tempo em busca da cura contra a covid-19. Nesta terça-feira (19), a divulgação do resultado de um estudo brasileiro pode trazer uma opção de tratamento contra a doença. Dados de uma pesquisa feita com 104 portadores de covid-19 indicam que a terapia com plasma sanguíneo de convalescentes da doença é uma alternativa segura e pode trazer benefícios principalmente se aplicada nos dez primeiros dias de sintomas. O estudo foi conduzido por pesquisadores dos hospitais Israelita Albert Einstein e Sírio-Libanês, em colaboração com um grupo do ICB-USP (Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo) e apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de S. Paulo). “Do ponto de vista da segurança, mostramos se tratar de um procedimento de baixo risco, equivalente ao de qualquer transfusão sanguínea. No que diz respeito aos benefícios, observamos que evoluíram melhor os pacientes tratados mais precocemente. Mas, como foi um estudo de braço único (sem grupo controle tratado com placebo), nossa capacidade para avaliar a eficácia é limitada”, explica o hematologista José Mauro Kutner, docente do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein e um dos autores do artigo. O ensaio clínico foi desenhado em março do ano passado, quando ainda se conhecia pouco sobre a covid-19 e a segurança da terapia, desenvolvida em 1891 para o tratamento de difteria e usada experimentalmente em surtos de infecções respiratórias, como gripe H1N1 (2009-2010), síndrome respiratória aguda grave causada pelo SARS-CoV-1 (2003) e síndrome respiratória do Oriente Médio causada pelo MERS-CoV (2012). O método consiste em transfundir nos doentes um componente do sangue rico em anticorpos contra o patógeno a ser combatido, obtido de doadores que já se recuperaram da infecção. A ideia é que os anticorpos doados ajudem a reduzir a carga viral no organismo, evitando que o quadro se agrave. No Brasil, foi autorizado apenas o uso compassivo ou no âmbito da pesquisa clínica. Por se tratar de um estudo de braço único, todos os participantes receberam o tratamento, mas em diferentes quantidades e fases da doença. Ao final, os pesquisadores compararam a evolução do quadro nos subgrupos. Foram incluídos apenas voluntários com mais de 18 anos e que apresentavam comprometimento respiratório importante – parte já estava em unidade de terapia intensiva e os demais em vias de serem internados. “Como esperado, os pacientes com mais idade, os obesos e os portadores de com morbidades evoluíram pior, mas isso não tem relação com o tratamento. O que nos chamou a atenção foi que os voluntários que já apresentavam anticorpos próprios contra o SARS-CoV-2 antes de receberem a transfusão de plasma foram mais beneficiados pela terapia do que aqueles que não tinham anticorpos próprios. Esse achado parece ser inédito na literatura científica”, conta Kutner. Contrariando as expectativas dos cientistas, os participantes que receberam plasma com concentrações mais altas de anticorpos neutralizantes – um tipo específico capaz de bloquear a infecção das células – não necessariamente evoluíram melhor que os demais. “O principal achado é que os voluntários tratados precocemente, nos dez primeiros dias após o início dos sintomas, evoluíram melhor do que aqueles que receberam o plasma depois desse período”, comenta Kutner.

METRÓPOLES/BRASÍLIA
Data Veiculação: 19/01/2021 às 15h57

Um estudo brasileiro feito com 104 pessoas diagnosticadas com Covid-19 mostrou que o tratamento com plasma sanguíneo de convalescente – a parte líquida do sangue que contém os anticorpos gerados durante o combate à doença – é seguro e pode trazer benefícios se administrado precocemente. No método, os cientistas fazem a transfusão do sangue rico em anticorpos contra o Sars-CoV-2 obtido de doadores que já se recuperaram da infecção para pessoas doentes para reduzir a carga viral no organismo e evitar o agravamento do quadro. Os pesquisadores dos hospitais Israelita Albert Einstein e Sírio-Libanês e do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) observaram que pacientes tratados com a terapia nos dez primeiros dias de sintomas evoluíram melhor. Durante o estudo, 104 voluntários com mais de 18 anos e com comprometimento respiratório relevante foram tratados em diferentes fases da doença e com quantidades variadas. Uma parte delas estava internada em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e os demais em vias de serem internados. Os que estavam produzindo anticorpos próprios antes de serem submetidos à terapia foram mais beneficiados do que os que não tinham. O artigo com os resultados foi publicado na plataforma medRxiv e ainda precisa passar pela revisão de outros especialistas para ser publicado em revista científica. Os pesquisadores reconhecem que o estudo foi limitado por não ter incluído um grupo controle tratado com placebo. (Com informações da Agência Fapesp).

SP1/TV GLOBO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 19/01/2021 às 12h53

Agora de emprego esta semana está mostrando aqui nós temos oportunidades importantes de trabalho que estão bombando mesmo com a pandemia ontem você viu foi a área da construção civil hoje é a saúde exatamente o que a gente tem falado aqui combate ao novo coronavírus têm mobilizado muita grana muitos recursos muitas pessoas isso se reflete obviamente no mercado de trabalho dá uma olhada aqui comigo olha só de acordo com uma das maiores plataformas de emprego do brasil cinco profissões registraram alta de mais de cem por cento no número de vagas isso entre janeiro e novembro do ano passado na comparação com mesmo período de dois mil e dezenove oferta de vaga está vindo ai ó disparou para auxiliar de enfermagem enfermeiro de uti médico emergência fisioterapeuta respiratório hospitalar mais de mil por cento de aumento aqui no caso de fisioterapeuta hospitalar talento vamos ao vivo então com veruska donato e ela tá numa etec do socorro zona sul aqui de são paulo onde são formados alguns desses profissionais quem te viu nessa lista e veruska é a procura pelos cursos também aumentou ou não bem-vindo boa tarde a brigada atrás em alguns cursos aumentou assim boa tarde pra você batalha pra todo mundo eu falo aqui da setec que você já falou na região de socorro onde tem um curso de enfermagem as aulas por causa da pandemia foram online olha uma es a pandemia viu tralha não é a única explicação para o aumento dessa valorização dos profissionais da saúde não os tradicionais eles têm uma rotina extenuante tem mais de um emprego eles trabalham horas em pé estão expostos ao risco e por conta disso eles acabam adoecendo e tirando licença outro problema é a falta de qualificação item especialização de todos e de todas as áreas em todas as áreas os fisioterapeutas por exemplo podem atuar em mais de dez áreas aí vem as mudanças como por exemplo o envelhecimento da população e novas doenças como foi agora da convite a formação para enfermeiro médico e fisioterapeuta é demorada mas tem um pessoal em hospitais e clínicas com profissões que podem ser a porta de entrada e a gente conversou com alguns profissionais e trouxe pra vocês nada como aprender na prática mais pra priscila que se formou em enfermagem em dois mil e vinte o estágio no hospital foi ao mesmo tempo aprendizado e prova de fogo o estágio extra curricular em uma uti que a princípio não era corrente mas ao longo dos meses que foram passando a pandemia virou ocorrente no começo era algo muito novo era algo assustador que a gente via estava repercutindo no mundo inteiro mas com a pandemia a gente aprendeu a trabalhar mais em equipe a se cuidar mais para quem quer seguir o mesmo caminho da priscila precisa fazer uma faculdade a formação leva de quatro a cinco anos agora pra quem tem pressa precisa trabalhar tem pelo menos outras duas alternativas os cursos profissionalizantes e os cursos técnicos algumas tags aqui na capital oferecem esses cursos comércio cetec que fica aqui no jardim vergueiro na zona sul de são paulo o curso de auxiliar de enfermagem leva um ano o de técnico em enfermagem dois o auxiliar desenvolve atividades mais simples realmente e de auxílio durante tudo o que é necessário para a área da saúde o técnico consegue desenvolver outras atividades mais específicas então é alguns cuidados mais específicos por exemplo o técnico é o que atua na uti também atua em pronto-socorro no vestibulinho são os cursos mais procurados concorrência que chega a ser de vinte e oito candidatos por vaga são cursos ofertados com poucas vagas porque são cursos de cara manutenção mas também existem a empregabilidade que é uma das mais altas néo o aluno que sai formado é quase cem por cento já com um trabalho em vista a enfermagem é uma das quatro carreiras da área da saúde na lista de profissões que devem bombar em dois mil e vinte e um segundo uma consultoria de recursos humanos para da saúde já era uma área que vinha em evidência e crescendo o mercado de trabalho como a pandemia e a essa área é teve um incremento ainda mais de profissionais não só ligados diretamente à área da saúde e sobretudo de a agência assistencial médico enfermeiro como também gerentes nas áreas de regulatório é profissionais comerciais que trabalham à venda de é do sul nos produtos máquinas anadyr terminou o técnico de enfermagem na etec no primeiro semestre do ano passado e logo fui trabalhar eu consegui emprego três quatro meses após o término do curso né eu atualmente trabalha na obstetrícia de alto risco do hospital das clínicas todos os meus colegas a maioria pelo menos está atualmente trabalhando também conseguir emprego muito rápido então assim a área da saúde é uma área que abrange bastante muito bem e sai hoje o resultado do vestibulinho da etec classificação tá disponível no site da instituição falando ainda em oportunidades na saúde e hospital sírio libanês abriu um processo seletivo para contratar profissionais de saúde técnicos e também administrativos são quatrocentas e trinta vagas só aqui em são paulo mais cedo a gente mostrou dados impossível que mostram que nem o estado nem a capital paulista atingiram a meta de reduzir pela.

ENCONTRO COM FÁTIMA BERNARDES/TV GLOBO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 19/01/2021 às 10h51

Michele a gente está com uma série de dúvidas que a gente gravou né a gente lançou você toda a equipe e conversando e tirando dúvidas e a gente gravou e a gente quer saber se hoje a gente vai conseguir ter algumas dessas dúvidas do nosso por amos vaz vou chamar tem uma especialista no assunto para tirar as dúvidas doutora míriam andar bem que a infectologista fátima também já conhece ela o atleta terá feira homenageia e é ela que vai todas as dúvidas bem preparada doutora míriam parada lá vem a população bem informada por todo o mundo oferece vacina ana pois é exatamente a pré fica muito seguro da importância de tomar vacina vamos a primeira dúvida em tal eu tenho imunidade baixíssima lembro que desde criança a minha pergunta é será que essa vacina realmente eficaz porque todas as vacina demora dez anos pra ser formada essa foi um ano será que a qualidade da la realmente pra salvar as pessoas oi querida sara super importante essa pergunta né na verdade a gente tem a gente sabe que embora essas máximas tenham sido aprovadas em tempo recorde ela seguiram todas aquelas etapas necessárias para garantir que elas sejam seguras então as vacinas são seguras se você tem bronquite você uma pessoa que deve se vacinar porque lembrou que tinha um problema pulmonar que está no grupo de risco para desenvolver a convide gráviton sobre a ser muito beneficiada pela vacina mas você começa a dúvida em relação à imunossupressão e dar você conversar com o seu médico boa e é bom a gente lembrar né fátima coisa que a gente bateu tanto ontem aqui a doutora rosana richman também a anvisa aprovou é uma instituição super seria então pode confiar na vacina é fácil falar que essas vacinas já tinham sido aprovadas pelas pelas agências sanitárias dos seus próprios países então que ela já teve dupla aprovação né ela pra chegou aqui e já aprovada mas nós reprovamos neste mês recebemos documentos avisa olhou tudo liberou então se foi rápido desenvolvimento é porque houve um esforço mundial no sentido de fazer uma vacina de uma maneira mais rápida pela necessidade mesmo e pela gravidade desta pandemia que atinge o mundo inteiro então o esforço foi imenso o talento dos pesquisadores dos cientistas é valeu a pena e a gente conseguiu essa vacina de uma maneira mais rápida na verdade a gente tem que lembrar a doutora míriam que ouve aí a parceria entre os laboratórios vários governos injetaram dinheiro nos laboratórios para poder ser feita essa vacina né e houve também assim estudos anteriores caçar com a mers que já ajudaram a ir no meio do caminho pra gente chegar na vacina do há também e todas as exigências que sempre foram feitas em relação às vacinas para garantir a segurança das vacinas mais nestas que ela mesmo mencionou a foram aprovadas em dez anos elas foram seguidas praças máximas está provando agora já pode ficar tranquilo que a vacinação segurou bem bem bacana tenho uma pergunta faz seu até então lá vão pra eu gostaria de saber se vou poder escolher a vacina que eu possa tomar interessante essa pergunta né acho que tal vez é nos próximos anos isso possa vir a acontecer mas no momento o vê como a gente não tem vacina pra todo mundo no momento me faz tão bem colocou e quanto de vacina que a gente tem é muito provavelmente serão vai-poder escolher nem a hora que você quer tomar e nem qual você vai ter que tomar né o importante é assim seguir aquelas fases que o governo vai propor tom por exemplo agora já estava acima nos profissionais da área da saúde que são linha de frente estava sendo que a gente estiver disponível eu por exemplo sou profissional da da linha de frente à primeira que virá disponível pra mim vou tomar agora só numa coisa que eu estou pensando aqui fátima por exemplo se pode acontecer de você tomar primeiro a corona vac e depois a de orcs fosse tem algum problema isso não provavelmente não tem problema que é importante as pessoas ficarem atentas é assim se você começou um esquema com uma vacina o ideal é que você complete o esquema com aquela vacina tão logo se falou na cor novak são duas doses com uma distância de uns vinte e oito dias mais ou menos pelo menos três semanas se você começou o esquema corona vá que você vai ter que terminar o esquema corona vá para você garantir a eficácia da vacina que foi estudada é nos trabalhos né mas muito provavelmente como a gente acha que essa doença vai ficar circulando aí por muitos anos e que a gente vai ter que ficar tomando vacina talvez anualmente gostam de faz com a vacina da gripe pode ser que se torne uma vasta nesse homem que no ano que vem só tem que tomar uma vacina de outra marca isso muito provavelmente não vai ter problema aí tudo bem pois é aí a gente não se preocupa em relação a isso quando toma vacina da gripe de john de é de onde veio né foi aqui todos os um foco ficou tão grande nesse momento né todo mundo virou um pouco cientista todo mundo achou que sabia de tudo e que têm opinião a dar sobretudo e não né então está todo mundo dizendo que tal ok é qualquer uma tá bom vamos em frente mais uma dúvida assim que nós fomos vacinados nós vamos poder é tirar a máscara e abraçar as pessoas eu vou matar essa pergunta da vez é importantíssima mas que é uma das mais importantes que a gente treina então os estudos que validaram as vacinas eles mostraram as pessoas que tomaram as vacinas é pegar ao menos convide e tiveram menos convide grave mas os estudos até hoje eles não avaliaram se quem tomou a vacina pode por ventura ter tido a doença de forma assintomática então os estudos não avaliaram a eficácia da vacina na transmissibilidade da capacidade da pessoa transmitia Covid19 então até que a gente tenha pelo menos oitenta por cento da população vacinada antes vai ter que continuar usando máscara para evitar aglomeração praticar o distanciamento social todas aquelas medidas que a gente já vinha tomando que quem tomou a vacina tá protegido mas o outro que ainda não tomou não está protegendo quem tomou vacina a gente não sabe se pode transmitir para quem não tomou já um agente não pode ser egoísta nesse momento é continuar com as medidas que diminui a transmissibilidade do vírus e fátima você sabe uma coisa que a doutora mira andava falando um pouquinho antes de entrar ela tava levantou daquela questão será que os hábitos vão continuar como a gente vê por exemplo no japão quando uma pessoa tá gripada usa máscara né seria interessante né eu acho qualquer a que são hábitos de higiene e de e de uma noção de civilidade que todo mundo deveria ter cuidado principalmente do uso de transportes públicos de avião né você sabe que você tá doente né aquelas aquela recomendação que a escola faz pra quem tem filho seu filho tiver doente não traga ele pra escola fique com ele em casa para que ele não contamine os coleguinhas seria mais ou menos a mesma coisa eu sei que estou gripada né é pra mim pode ser só a gripe e pode causar no navio sentada no banco do ônibus do meu lado uma pneumonia nela pode ter fragilidades né então essa gente mantivesse esse hábito não seria algo assim é pra gente pensasse nossa ficou isso de bom daquela época da pandemia neilton defensável mas já pode guardar umas máscaras linhas aí pra na hora da necessidade é moisés vão procurar lá também né pois higiene de mãos com certeza da sua isso é importantíssimo vão pra próxima eu ouvi dizer o efeito da vacina são piores que a doença é verdade não é verdade dona maria josé na verdade mas sim mas elas são seguras mas como a gente já falou aqui foram foram monitorados em todos os eventos adversos efeitos colaterais das vacinas nos estudos as vacinas são muito seguras e com certeza muito mais seguras do que pegar corrida dezenove até doença não só a forma grave samsara pode ficar tranquila tem muita gente costuma falar isso até em relação a vacina da gripe não tomam a vacina da gripe porque eu fico ripada brandão é são essas crendices que vão passando e a gente às vezes acaba acrescentam que bom que a gente daqui podendo responder então não tem efeito pior não vamos pra mais uma eu gostaria de saber a respeito da vacina porque essa vacina nós tomando minha marciana já contém o vírus eu gostaria de saber se eu tomar essa vacina eu posso pôr esfriará o viram passar para as pessoas ao qual estão ao meu redor boa pergunta jorge na verdade não essa vacina por exemplo corona vaca ela é feita de um vírus inativado seria como se estivesse morto ali na vacina igual vacina da gripe são se você tomar vacina você vai ficar protegido mas você não vai ser capaz de transmitir o vírus da vacina pra outra pessoa óbvio como a gente já falou antes a gente não sabem dessa vacina protege da transmissão então você pode ter contato com o vírus da convide e transmitir a corrida de forma assintomática mesmo tomando a vacina mas pegar o vírus e transmitiu o vírus pela tomada da vacina você não vai transmitir e é bom lembrar é fátima a vacina não muda o nosso d m a não a vacina não tem chip pode tomar tranquilamente na e não muda nada na gente muda mala existiu essa preocupação na verdade porque a vacina de orcs forneck a gente chama né que a vacina da astrazeneca que a fiocruz vai produzir ela tem um material diferente da vacina da coroa lavagna que tem o vírus inativados vírus morto a vacina de oque for ela tem o material vinho já uma parte do material genético do vírus que é o que é inoculado na gente é através do outro vemos que não tem capacidade de replicar no ser humano mas isso não tem a capacidade de entrar lá no nosso dna das nossas células e mudam o nosso dna então ninguém vai virar jacaré zé aírton safra e só mais uma coisa antes de eu já vou miguel ia dar tchau mais eu queria saber quem teve a com a corrida tem que tomar mesmo assim muito provavelmente fátima é a gente é sabe que tem que tomar mesmo assim que a gente sabe que a imunidade contra a corrida ela não é duradoura né o que a gente está orientada que fosse teve convite muito recente há menos de um mês você espere um pouquinho pra poder tomar vacina espere pelo menos um mês pós convide pra poder tomar vacina informação é importante a gente ainda não tinha falado aqui foi doutora míriam brigada viu pela embaixada para praga e nossa a gente esclareceu muitas dúvidas nessa lata ai a gente acha que ao longo da semana vai acabar tirando outras dúvidas que recebem surgir a gente está aqui para isso para explicar e para fazer com que a vacina todo mundo se sinta segura abrace essa campanha realmente de ser vacinado vão nessa abrace a campanha para depois puder abraçar e como diz o andré minha preocupação neste momento na andrea adorei esse seu braço direito ou esquerdo apegada à brigada gente bom dia a agora tem outra preocupação.

GALILEU ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 19/01/2021 às 10h10

Dados de um estudo brasileiro feito com 104 portadores de Covid-19 indicam que a terapia com plasma sanguíneo de convalescentes da doença é uma alternativa segura e pode trazer benefícios principalmente se aplicada nos dez primeiros dias de sintomas. A pesquisa contou com apoio da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e foi conduzida por pesquisadores dos hospitais Israelita Albert Einstein e Sírio-Libanês, em colaboração com um grupo do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). Os resultados foram divulgados na plataforma medRxiv, em artigo ainda sem revisão por pares. “Do ponto de vista da segurança, mostramos se tratar de um procedimento de baixo risco, equivalente ao de qualquer transfusão sanguínea. No que diz respeito aos benefícios, observamos que evoluíram melhor os pacientes tratados mais precocemente. Mas, como foi um estudo de braço único [sem grupo controle tratado com placebo], nossa capacidade para avaliar a eficácia é limitada”, explica o hematologista José Mauro Kutner, docente do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein e um dos autores do artigo. Segundo o pesquisador, o ensaio clínico foi desenhado em março de 2020, quando ainda se conhecia pouco sobre a Covid-19 e a segurança da terapia, desenvolvida em 1891 para o tratamento de difteria e usada experimentalmente em surtos de infecções respiratórias, como gripe H1N1 (2009-2010), síndrome respiratória aguda grave causada pelo Sars-CoV-1 (2003) e síndrome respiratória do Oriente Médio causada pelo Mers-CoV (2012). O método consiste em transfundir nos doentes um componente do sangue rico em anticorpos contra o patógeno a ser combatido, obtido de doadores que já se recuperaram da infecção. A ideia é que os anticorpos doados ajudem a reduzir a carga viral no organismo, evitando que o quadro se agrave. No Brasil, foi autorizado apenas o uso compassivo ou no âmbito da pesquisa clínica. Por se tratar de um estudo de braço único, todos os participantes receberam o tratamento, mas em diferentes quantidades e fases da doença. Ao final, os pesquisadores compararam a evolução do quadro nos subgrupos. Foram incluídos apenas voluntários com mais de 18 anos e que apresentavam comprometimento respiratório importante – parte já estava em unidade de terapia intensiva (UTI) e os demais em vias de serem internados. “Como esperado, os pacientes com mais idade, os obesos e os portadores de comorbidades evoluíram pior, mas isso não tem relação com o tratamento. O que nos chamou a atenção foi que os voluntários que já apresentavam anticorpos próprios contra o Sars-CoV-2 antes de receberem a transfusão de plasma foram mais beneficiados pela terapia do que aqueles que não tinham anticorpos próprios. Esse achado parece ser inédito na literatura científica”, conta Kutner. Contrariando as expectativas dos cientistas, os participantes que receberam plasma com concentrações mais altas de anticorpos neutralizantes – um tipo específico capaz de bloquear a infecção das células – não necessariamente evoluíram melhor que os demais. Na avaliação de Kutner, esse resultado provavelmente se deve ao fato de que todos os 104 pacientes receberam doses acima da quantidade mínima de anticorpos neutralizantes recomendada por estudos europeus e pela FDA [Food and Drug Administration, agência de vigilância sanitária dos Estados Unidos], que é de um para 160 (1:160), ou seja, após diluir o plasma 160 vezes ainda deve ser possível encontrar ao menos um anticorpo neutralizante no soro. “O principal achado é que os voluntários tratados precocemente, nos dez primeiros dias após o início dos sintomas, evoluíram melhor do que aqueles que receberam o plasma depois desse período”, comenta Kutner. Os dados brasileiros vão ao encontro de estudos internacionais já divulgados. O mais recente foi publicado no New England Journal of Medicine por pesquisadores da Fundación Infant, na Argentina. Segundo o artigo, para ser eficaz, a terapia deve ser administrada dentro de 72 horas após o início dos sintomas e o plasma deve ter uma alta concentração de anticorpos neutralizantes. Se essas condições forem cumpridas, afirmam os autores, o tratamento pode diminuir a necessidade de oxigênio pela metade. A pesquisa argentina incluiu 160 pacientes com 65 anos ou mais, divididos aleatoriamente em dois grupos, sendo um deles o controle. Vírus-neutralização A análise prévia do plasma transfundido nos pacientes do Einstein e do Sírio-Libanês foi conduzida no ICB-USP, sob a coordenação do professor Edison Luiz Durigon. O grupo usou uma técnica conhecida como vírus-neutralização (VNT), que envolve o cultivo do Sars-CoV-2 in vitro e, por esse motivo, requer estrutura laboratorial com nível 3 de biossegurança (NB3) e equipe altamente treinada. Como explica o pesquisador, o anticorpo neutralizante é aquele que se liga à parte mais superficial da proteína spike, usada pelo Sars-CoV-2 para se conectar com o receptor da célula humana e viabilizar a infecção. Essa região da proteína é conhecida como RBD (sigla em inglês para domínio de ligação ao receptor). “A VNT não é uma técnica trivial e ainda está restrita a grandes centros de pesquisa. Porém, têm surgido métodos mais simples para analisar o plasma, o que pode facilitar o uso da terapia”, comenta Durigon. O pesquisador ressalta, contudo, que o tratamento envolve custos significativos. Além dos testes-padrão para qualquer doação de sangue, como os que visam detectar a presença de patógenos causadores de doenças transmissíveis, é preciso avaliar a quantidade de anticorpos neutralizantes e ter uma estrutura de banco de sangue para armazenar o material. “A administração da terapia é estritamente hospitalar e requer acompanhamento médico. Não é, portanto, uma panaceia, mas pode ajudar alguns pacientes de grupos de risco a combater a infecção ainda no início”, avalia Durigon. Atualmente, os pesquisadores do ICB-USP investigam se o plasma de convalescentes da primeira onda da Covid-19 é capaz de neutralizar in vitro a nova linhagem do coronavírus identificada no Reino Unido, a B.1.1.7, que é considerada mais transmissível que a cepa original chinesa. Os resultados devem ser divulgados em breve.

UOL VIVA BEM/UOL/SÃO PAULO
Data Veiculação: 19/01/2021 às 09h08

Dados de um estudo brasileiro feito com 104 portadores de COVID-19 indicam que a terapia com plasma sanguíneo de convalescentes da doença é uma alternativa segura e pode trazer benefícios principalmente se aplicada nos dez primeiros dias de sintomas. A pesquisa contou com apoio da FAPESP e foi conduzida por pesquisadores dos hospitais Israelita Albert Einstein e Sírio-Libanês, em colaboração com um grupo do ICB-USP (Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo). Os resultados foram divulgados na plataforma medRxiv, em artigo ainda sem revisão por pares. "Do ponto de vista da segurança, mostramos se tratar de um procedimento de baixo risco, equivalente ao de qualquer transfusão sanguínea. No que diz respeito aos benefícios, observamos que evoluíram melhor os pacientes tratados mais precocemente. Mas, como foi um estudo de braço único [sem grupo controle tratado com placebo], nossa capacidade para avaliar a eficácia é limitada", explica o hematologista José Mauro Kutner, docente do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein e um dos autores do artigo. Segundo o pesquisador, o ensaio clínico foi desenhado em março de 2020, quando ainda se conhecia pouco sobre a covid-19 e a segurança da terapia, desenvolvida em 1891 para o tratamento de difteria e usada experimentalmente em surtos de infecções respiratórias, como gripe H1N1 (2009-2010), síndrome respiratória aguda grave causada pelo SARS-CoV-1 (2003) e síndrome respiratória do Oriente Médio causada pelo MERS-CoV (2012). O método consiste em transfundir nos doentes um componente do sangue rico em anticorpos contra o patógeno a ser combatido, obtido de doadores que já se recuperaram da infecção. A ideia é que os anticorpos doados ajudem a reduzir a carga viral no organismo, evitando que o quadro se agrave. No Brasil, foi autorizado apenas o uso compassivo ou no âmbito da pesquisa clínica. Por se tratar de um estudo de braço único, todos os participantes receberam o tratamento, mas em diferentes quantidades e fases da doença. Ao final, os pesquisadores compararam a evolução do quadro nos subgrupos. Foram incluídos apenas voluntários com mais de 18 anos e que apresentavam comprometimento respiratório importante - parte já estava em unidade de terapia intensiva (UTI) e os demais em vias de serem internados. "Como esperado, os pacientes com mais idade, os obesos e os portadores de com morbidades evoluíram pior, mas isso não tem relação com o tratamento. O que nos chamou a atenção foi que os voluntários que já apresentavam anticorpos próprios contra o SARS-CoV-2 antes de receberem a transfusão de plasma foram mais beneficiados pela terapia do que aqueles que não tinham anticorpos próprios. Esse achado parece ser inédito na literatura científica", conta Kutner. Contrariando as expectativas dos cientistas, os participantes que receberam plasma com concentrações mais altas de anticorpos neutralizantes - um tipo específico capaz de bloquear a infecção das células - não necessariamente evoluíram melhor que os demais. Na avaliação de Kutner, esse resultado provavelmente se deve ao fato de que todos os 104 pacientes receberam doses acima da quantidade mínima de anticorpos neutralizantes recomendada por estudos europeus e pela FDA [Food and Drug Administration, agência de vigilância sanitária dos Estados Unidos], que é de um para 160 (1:160), ou seja, após diluir o plasma 160 vezes ainda deve ser possível encontrar ao menos um anticorpo neutralizante no soro. "O principal achado é que os voluntários tratados precocemente, nos dez primeiros dias após o início dos sintomas, evoluíram melhor do que aqueles que receberam o plasma depois desse período", comenta Kutner. Os dados brasileiros vão ao encontro de estudos internacionais já divulgados. O mais recente foi publicado no New England Journal of Medicine por pesquisadores da Fundación Infant, na Argentina. Segundo o artigo, para ser eficaz, a terapia deve ser administrada dentro de 72 horas após o início dos sintomas e o plasma deve ter uma alta concentração de anticorpos neutralizantes. Se essas condições forem cumpridas, afirmam os autores, o tratamento pode diminuir a necessidade de oxigênio pela metade. A pesquisa argentina incluiu 160 pacientes com 65 anos ou mais, divididos aleatoriamente em dois grupos, sendo um deles o controle. Vírus-neutralização A análise prévia do plasma transfundido nos pacientes do Einstein e do Sírio-Libanês foi conduzida no ICB-USP, sob a coordenação do professor Edison Luiz Durigon. O grupo usou uma técnica conhecida como vírus-neutralização (VNT), que envolve o cultivo do SARS-CoV-2 in vitro e, por esse motivo, requer estrutura laboratorial com nível 3 de biossegurança (NB3) e equipe altamente treinada. Como explica o pesquisador, o anticorpo neutralizante é aquele que se liga à parte mais superficial da proteína spike, usada pelo SARS-CoV-2 para se conectar com o receptor da célula humana e viabilizar a infecção. Essa região da proteína é conhecida como RBD (sigla em inglês para domínio de ligação ao receptor). "A VNT não é uma técnica trivial e ainda está restrita a grandes centros de pesquisa. Porém, têm surgido métodos mais simples para analisar o plasma, o que pode facilitar o uso da terapia", comenta Durigon. O pesquisador ressalta, contudo, que o tratamento envolve custos significativos. Além dos testes-padrão para qualquer doação de sangue, como os que visam detectar a presença de patógenos causadores de doenças transmissíveis, é preciso avaliar a quantidade de anticorpos neutralizantes e ter uma estrutura de banco de sangue para armazenar o material. "A administração da terapia é estritamente hospitalar e requer acompanhamento médico. Não é, portanto, uma panaceia, mas pode ajudar alguns pacientes de grupos de risco a combater a infecção ainda no início", avalia Durigon. Atualmente, os pesquisadores do ICB-USP investigam se o plasma de convalescentes da primeira onda da COVID-19 é capaz de neutralizar in vitro a nova linhagem do coronavírus identificada no Reino Unido, a B.1.1.7, que é considerada mais transmissível que a cepa original chinesa. Os resultados devem ser divulgados em breve.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 19/01/2021 às 04h02

Combate à Covid-19: 11 estados devem vacinar a partir desta terça-feira. Ontem, 16 unidades federativas começaram a imunização após o atraso na entrega de doses da CoronaVac. O governo antecipou a distribuição após pressão de governadores. O Instituto Butantã espera insumos parados na China para envasar novas doses no país. O Brasil chega a 210,3 mil mortes pela doença, com média móvel de 959 por dia. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, mente ao dizer que não recomendou 'tratamento precoce'. STF rebate Bolsonaro e diz que nunca proibiu governo de atuar contra pandemia. O oxigênio doado pela Venezuela chega ao Amazonas nesta terça. Portas abertas ou fechadas? Trump libera entrada de brasileiros nos EUA, mas Biden deve manter restrição. E ainda: o Prouni 2021 divulga candidatos selecionados na primeira chamada hoje. Vacinação no Brasil 💉 Dezesseis estados já têm os primeiros moradores vacinados contra a Covid-19. Até as 3h desta terça (18), 22 estados haviam recebido doses da CoronaVac; veja como está a distribuição em tempo real. Os estados escolheram profissionais de saúde e moradores de abrigo, parte do grupo prioritário da vacina, para receber a primeira dose. No Mato Grosso do Sul, a primeira vacinada foi uma indígena. A segunda dose deve ser administrada em cerca de 21 dias. Saiba quem foram os primeiros vacinados em cada unidade federativa. Por pressão dos governadores, o Ministério da Saúde antecipou o início da campanha de imunização — que, a princípio, seria somente na quarta-feira. O ministro Eduardo Pazuello disse que a vacinação seria iniciada a partir das 17h de segunda em todo o país. No entanto, a entrega das doses atrasou após a pasta alterar voos para os estados. Das 6 milhões de doses da CoronaVac, 4.636.936 serão enviadas aos estados brasileiros. As outras 1.357.640 distribuídas em SP, segundo o governo estadual. Neste domingo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso emergencial das vacinas CoronaVac e da Universidade de Oxford contra a Covid-19. Momentos depois, o governo de São Paulo aplicou a primeira dose do imunizante desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac e que será produzido pelo Instituto Butantã. Vacinas da Índia sem data para chegada nesta segunda, Pazuello foi perguntado sobre as duas milhões de doses da vacina de Oxford que o Brasil pretende importar da Índia — o imunizante obteve aprovação da Anvisa também neste domingo. O governo mobilizou um avião no fim de semana para buscá-las, mas a Índia atrasou a entrega. Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a viagem poderia ocorrer “em dois ou três dias”. Porém, o ministro não definiu um prazo e disse que a diferença de fuso horário complica as negociações. Mudança no discurso O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, mentiu ao afirmar que o ministério nunca recomendou 'tratamento precoce' para Covid-19. "Não confundam atendimento precoce com que remédio tomar", declarou Pazuello em coletiva de imprensa. "Não confundam atendimento precoce com que remédio tomar", declarou Pazuello em coletiva de imprensa. Em 21 de maio, com Pazuello à frente da pasta ainda como ministro interino, o Ministério da Saúde divulgou uma nova versão de um documento técnico no qual recomenda que médicos receitem cloroquina e a hidroxicloroquina mesmo em casos leves de Covid-19. Já nesta segunda-feira (18), o ministro afirmou que nunca autorizou o Ministério da Saúde a fazer protocolo que indicasse tratamento. Ainda nesta segunda, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o uso precoce de remédio para tratar a doença. Ao aprovar o uso emergencial de duas vacinas no último domingo (17), a Anvisa afirmou que não há tratamento precoce para a doença. Dados da pandemia O Brasil ultrapassou a marca de 210 mil mortes pela Covid-19, com média móvel de 959 óbitos por dia. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 8.512.238 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus. Onze estados apresentam alta nas mortes: MG, RJ, SP, GO, AM, RO, RR, TO, AL, PE e SE. O estado do Ceará não divulgou boletim até as 20h desta segunda. Falta de oxigênio O governo federal sabia do ‘iminente colapso do sistema de saúde’ do Amazonas dez dias antes de a crise estourar e faltar oxigênio para pacientes no estado, mostra um ofício que a Advocacia-Geral da União enviou ao Supremo Tribunal Federal. Atendendo a uma determinação do ministro Ricardo Lewandowski, o documento da AGU relatou as ações para enfrentar a crise no estado. Nesta segunda, caminhões carregados com oxigênio da Venezuela cruzaram a fronteira do Brasil com destino a Manaus. As cargas têm mais de 100 mil m³ de oxigênio, distribuídos em cinco caminhões, doados pelo governo venezuelano e chegam nesta terça ao Amazonas. O Assunto 🎧 O tema do episódio desta terça é como a catástrofe em Manaus recolocou em pauta a discussão sobre quem vai responder pela sequência de erros e omissões na gestão da pandemia no Brasil. Renata Lo Prete conversa com Vanja Santos, integrante da mesa diretora do Conselho Nacional de Saúde do Amazonas, e com Oscar Vilhena, diretor da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo. Ouça o podcast abaixo: Presidência da Câmara Com a candidatura da deputada Luiza Erundina (PSOL-SP), a eleição para suceder a Rodrigo Maia na presidência da Câmara dos Deputados chegou a oito candidatos. A votação será no dia 1º de fevereiro. A bancada do PSOL conta com 10 deputados, e a decisão pela candidatura própria acabou dividindo os parlamentares. Parte deles defendia o apoio ao deputado Baleia Rossi (MDB-SP), assim como os demais partidos de oposição. O parlamentar do MDB é o nome defendido pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e, até agora, tem o apoio de 12 partidos. Já o seu principal adversário é o deputado Arthur Lira (PP-AL), que conta com o apoio do presidente Jair Bolsonaro e fechou um bloco com nove siglas. Licença de 10 dias O prefeito Bruno Covas (PSDB) se licenciou do cargo por 10 dias nesta segunda-feira (18) para uma nova etapa de tratamento contra um câncer diagnosticado na cárdia, transição entre estômago e esôfago. De acordo com o boletim médico do Hospital Sírio Libanês, Covas foi submetido a uma sessão complementar de radioterapia e se ausentará da Prefeitura de SP "para repouso e cuidados pessoais". Após esse período, a previsão é de que o prefeito continue com a imunoterapia e exames de controle (veja íntegra). Enem na pandemia A Defensoria Pública da União (DPU) encaminhou à Justiça Federal um pedido para adiar o segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio 2020, marcado para domingo (24). A ação também pede que a prova seja remarcada para quem não compareceu ao exame no primeiro dia, quando o índice de abstenção atingiu o recorde de toda a história do Enem: 51,5%. O pedido tem abrangência nacional e foi encaminhado à 12ª Vara Cível Federal de SP, que já havia liberado as provas baseado em declarações dos organizadores, de que as salas teriam lotação de no máximo 50% da capacidade total. No entanto, neste domingo (17), alunos foram impedidos de fazer o Enem porque as salas já haviam atingido a capacidade máxima necessária para manter o isolamento, e tiveram que voltar para casa. Prouni 2021 O Programa Universidade Para Todos (Prouni) 2021 divulga hoje os nomes dos candidatos aprovados na primeira chamada. Os selecionados terão até a próxima quarta-feira (27) para comprovar as informações prestadas na inscrição. O resultado da segunda chamada ocorre em 1º de fevereiro. O Prouni seleciona candidatos para bolsas parciais e integrais em universidades particulares. Um dos critérios de seleção é o desempenho dos candidatos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Com o adiamento do Enem 2020 por causa da pandemia, a nota desta edição só será divulgada no fim de março. Por isso, a seleção do Prouni deste primeiro semestre adotou as notas do Enem 2019. Entrada liberada? O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu as restrições de viagem que incluem o Brasil. A medida entraria em vigor dia 26 de janeiro, mesma data em que passa a valer exigência de testes negativos para todos os visitantes internacionais que desejarem entrar nos Estados Unidos. No entanto, a equipe de Joe Biden afirmou que o momento é de apertar as restrições, e não de flexibilizá-las. Momentos depois de a Casa Branca publicar a ordem flexibilizando as restrições, a porta-voz do futuro governo Biden, Jen Psaki, disse que a nova gestão não levará adiante a reabertura. Leia mais. Transição na Casa Branca A partir desta quarta-feira (20), a Casa Branca tem um novo inquilino. Joe Biden faz seu juramento como o 46º presidente dos Estados Unidos e, com isso, recebe o direito de ocupar a sede da presidência e a residência oficial. Já o atual morador, Donald Trump, se não tiver deixado a casa até essa data limite – e se recusar a sair de forma voluntária –, pode ser considerado um invasor e escoltado para fora por agentes de segurança. Membros aposentados do Serviço Secreto chegaram a dizer à revista americana "Vanity Fair" que, se não sair, Trump pode ser expulso, e até mesmo ser acusado e responder pelo crime de invasão – como qualquer cidadão comum. Queridinho da quarentena 🍷 Na contramão de outros setores, a venda de vinhos teve alta de 31% em 2020, impulsionada pela quarentena. A pandemia reduziu comemorações que priorizavam outras bebidas. Já a expectativa para 2021 é mais contida por conta da crise econômica. O levantamento foi cedido com exclusividade ao G1 pela Ideal Consulting, empresa que mede o comércio entre as vinícolas e supermercados, lojas e restaurantes, somando importações. Os números captam, portanto, a formação de estoque e não a venda na ponta. Brasileirão Finalista em duas competições (Copa do Brasil e Libertadores), o Palmeiras segue vivo na briga pelo Brasileirão. Na noite desta segunda, a equipe alviverde recebeu o Corinthians e goleou o rival por 4 a 0, diminuindo a diferença para o líder São Paulo para 6 pontos - e com um jogo a menos. Quem também foi feliz nesta segunda foi o Flamengo, que derrotou o Goiás, fora de casa, por 3 a 0, chegou aos 52 pontos e entrou para o G-4. Na outra ponta, o Goiás segue na zona de rebaixamento, com apenas 26 pontos.