Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

PORTAL HOSPITAIS BRASIL
Data Veiculação: 18/11/2021 às 00h00

O estudo ‘Recovid’, publicado em julho de 2021, traz uma nova evidência sobre como o suporte nutricional com suplemento hipercalórico e hiperproteico pode reduzir o tempo de hospitalização e o uso de oxigênio em pacientes com Covid-19 internados em UTI. Segundo a pesquisa, realizada na Rússia, a utilização do suplemento nutricional oral Nutridrink® reduziu o tempo de internação em mais de três dias e diminuiu o uso de oxigênio em 1,4 dia. Liderado por pesquisadores da Sociedade Nacional Russa de Nutrição Parenteral e Enteral (RSPEN) e da Pirogov Russian National Research Medical University, o estudo também avaliou como o uso de suplemento nutricional oral altamente proteico e energético (SNO) Nutridrink®, da Danone, associado com a dieta padrão hospitalar poderia auxiliar na recuperação dos pacientes. Segundo os autores, em comparação com o atendimento padrão, a intervenção nutricional oral resultou na melhora significativa de força muscular no momento da alta hospitalar e melhor qualidade de vida no aspecto físico após 28 dias do início do tratamento. Ao todo, foram selecionadas 185 pessoas entre 18 e 69 anos em seis hospitais diferentes das cidades de Moscou, São Petersburgo, Omsk e Ekaterinburg, na Rússia. Dos 185 pacientes analisados, 90 receberam a dieta padrão hospitalar e 95 foram tratados com dieta padrão associada ao uso de suplemento nutricional oral altamente proteico e energético (SNO), Nutridrink®. Análise de força muscular no momento da alta hospitalar e melhor qualidade de vida no aspecto físico após 28 dias do início do tratamento “A partir desses resultados temos uma nova abordagem no tratamento da Covid-19 que beneficiará pacientes e o sistema de saúde, uma vez que diminuirá o tempo de internação e o uso de suporte respiratório”, comenta o Dr. Dan Waitzberg, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e um dos maiores especialistas em terapias nutricionais do Brasil. No País, Waitzberg liderou ao lado do Dr. Paulo Cesar Ribeiro, chefe da comissão de terapia nutricional do Hospital Sírio-Libanês, outro estudo inédito. Waitzberg e Ribeiro buscaram compreender como as manifestações gastrointestinais e sensoriais (MGSs) podem afetar a nutrição de pacientes com Covid-19 internados e como a nutrição especializada poderia ajudar na recuperação desses pacientes. Segundo o especialista, as evidências científicas mostraram que o suplemento nutricional oral, Nutridrink® Compact Protein, contribui para que os pacientes não apresentem quadros graves de desnutrição e tenham suas necessidades energético-proteicas atendidas por mais tempo. Programa NutriCOVer de incentivo a pesquisa Ambos os estudos realizados fazem parte do programa global NutriCOver, liderados pela divisão de nutrição especializada da Danone, e tem como objetivo incentivar pesquisas independentes e colaborações para impulsionar coletivamente a discussão do impacto nutricional da Covid-19 e o uso de terapia nutricional especializada durante a recuperação da doença. O programa está sendo realizado em 16 países e quatro pesquisas já foram publicados ou estão em vias de publicações nos principais periódicos científicos do mundo. “Essas iniciativas de pesquisa foram iniciadas e conduzidas por pesquisadores experientes de forma independente em vários países”, comenta Márcia Schöntag, Diretora de Assuntos Médicos e Acesso ao Mercado da Danone. “Os resultados dos estudos vão ajudar o mundo a entender melhor o impacto da desnutrição na Covid-19 e o papel que a nutrição especializada pode desempenhar na recuperação dos pacientes, uma vez ainda não conhecemos a doença por completo”, completa a executiva. O contexto da Nutrição Especializada no Brasil Atualmente, a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), estabelecida pelo Ministério da Saúde, tem como objetivo orientar profissionais e gestores de saúde na vigilância, promoção, prevenção e cuidado de problemas relacionados à alimentação e nutrição. “A Política Nacional de Alimentação e Nutricional foi um grande avanço do Ministério da Saúde, pois traz imprescindíveis diretrizes para a atenção primária. No entanto, há um gargalo estrutural que é a ausência de diretrizes sobre a nutrição especializada, que constitui um importante eixo para o tratamento da desnutrição hospitalar e relacionada a outras condições clínicas que tem impactado a recuperação de pacientes, por exemplo, com Covid-19″, ressalta Márcia Schöntag, Diretora de Assuntos Médicos e Acesso ao Mercado da Danone.

EM.COM.BR/BELO HORIZONTE
Data Veiculação: 18/11/2021 às 04h00

Os diretores Eduardo e Lauro Escorel se preparam para entrevistar o médico Drauzio Varella, um dos sete especialistas em saúde ouvidos no documentário, que estreia hoje Rodado entre abril e maio deste ano, o documentário “SARS-CoV-2 / O tempo da pandemia”, que teve pré-estreia mundial na 45ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e chega aos cinemas de todo o país nesta quinta-feira (18/11), lança um olhar cirúrgico sobre a tragédia que, até o momento, causou mais de 600 mil mortes no Brasil. Dirigido pelos irmãos Eduardo e Lauro Escorel, o filme se estrutura a partir de entrevistas com médicos que integram o comitê gestor da iniciativa Todos pela Saúde, capitaneada pelo ex-diretor do hospital Sírio Libanês Paulo Chapchap, e sete profissionais que atuaram na linha de frente no combate à COVID-19, em São Paulo e em Manaus. Drauzio Varella, Eugênio Vilaça, Gonzalo Vecina, Maurício Ceschin, Pedro Barbosa e Sidney Klajner, além do próprio Chapchap, são os especialistas que depõem para as lentes dos diretores. Segundo Lauro Escorel, a realização do documentário partiu de uma demanda dos próprios integrantes do Todos pela Saúde. “Eles queriam que a experiência deles fosse documentada. Surgiu a ideia de fazer um documentário, Eduardo foi convidado para dirigir e me chamou. Nós nos aproximamos do Todos pela Saúde e, gradualmente, ampliamos o escopo, porque além de incluirmos esse grupo de médicos, percebemos a necessidade de colher também os depoimentos dos profissionais de saúde que estavam na linha de frente”, diz. DIMENSÃO Ele explica que, para se chegar a esses profissionais, a equipe do filme foi em busca de pessoas que atuaram nas ILPIs (Instituições de Longa Permanência de Idosos) e nas UTIs em São Paulo e em Manaus, que foi o epicentro da tragédia no Norte do país. “Fomos atrás desses profissionais que traduzem a dimensão real do que ocorreu”, diz o cineasta. Além das entrevistas, imagens dos locais em São Paulo e no Amazonas relacionados aos eventos – desde a nova fábrica de vacina do Instituto Butantan ao cemitério na capital do Amazonas, passando pela usina de oxigênio em Tefé, entre outros – também compõem o documentário. Dos sete integrantes do comitê gestor que dão depoimento para o documentário, seis foram entrevistados em São Paulo e um – o doutor Eugênio Vilaça – em um estúdio em Belo Horizonte, onde atua. Lauro explica que o médico já tem mais de 80 anos e, como o filme foi rodado num momento ainda agudo da pandemia, quando a vacinação era incipiente, ele não pôde viajar. Da mesma forma, a equipe central do documentário não saiu de São Paulo e, como diz o cineasta, contou com o apoio de parceiros tanto para as filmagens em Belo Horizonte quanto em Manaus. “Para colher o depoimento do doutor Eugênio, recorremos ao nosso colega Helvécio Ratton. Preparamos a pauta e ele conduziu essa entrevista em Belo Horizonte. Também mobilizamos uma pequena equipe de produção em Manaus, composta por Orlando Lima Jr., Fernando Crispin e Lídia Ferreira. Discutimos a situação no Amazonas, mostramos o que desejaríamos registrar e eles foram a campo”, diz o diretor, acrescentando que, nos três polos de realização do filme, todos trabalharam dentro dos mais estritos protocolos. DESIGUALDADE Numa determinada passagem do documentário, Gonzalo Vecina avalia que “o vírus veio nos mostrar como nós somos uma sociedade desigual e o que mata não é ele, é a desigualdade”. Em outra, Drauzio Varella ressalta a necessidade de “entendermos que a desigualdade social não é um destino final do Brasil”. Já Paulo Chapchap relembra o colapso da saúde ocorrido em Manaus devido à falta de um simples equipamento. Assim, para além da questão da saúde, o documentário contempla um viés político e social. “Não tem como tratar da pandemia e não se dar conta da situação política e social do país. Uma das coisas que o filme nos revelou foi essa relação direta entre saúde, política e a questão social. O documentário apresenta todo o panorama da saúde pública no Brasil. Antes da pandemia tinha gente querendo acabar com o SUS. O filme propõe uma reflexão sobre isso também”, diz Lauro Escorel. No atual cenário de diminuição dos índices de contágio e das mortes, devido ao avanço da vacinação, o cineasta considera que o momento é de certo alívio, mas observa que é importante não baixar a guarda. “Enfrentamos uma tragédia de uma dimensão inacreditável. Esse documentário é um registro da maior importância para o futuro. Estamos num momento de retração, mas a pandemia ainda está aí e vamos ter que continuar a conviver com ela. Não podemos nos iludir que ela simplesmente passou; ela vai virar uma endemia, e teremos que conviver com outras que virão. As questões levantadas pelo filme servem para a gente pensar a saúde pública daqui para a frente”, ressalta.