Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

ISTOÉ ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 18/05/2021 às 11h14

Um estudo apresentado no domingo (16) durante o congresso American College of Cardiology mostrou mais uma novidade no tratamento de pacientes com COVID-19 que apresentam trombose. Para prevenir a formação de trombos em pacientes hospitalizados, médicos recorrem as anticoagulantes em doses baixas (dose profilática). A dosagem mais alta é denominada terapêutica e é frequentemente usada em pacientes que fizeram trombose. Agora, nova pesquisa realizada pela Coalizão COVID-19, integrada pelos hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês, Moinhos de Vento, Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet) revelou que pacientes que tinham risco de trombose e recebiam doses terapêuticas do anticoagulante rivaroxabana não melhoraram os resultados clínicos ou tiveram redução na mortalidade. Para a análise, os cientistas acompanharam 3331 pacientes desde junho de 2020 até fevereiro de 2021. Desses, foram incluídos 615 pacientes com os seguintes critérios: diagnóstico de Covid-19, sintomas relacionados à internação menor ou igual a 14 dias e exame de sangue positivo para maior tendência a formar coágulos. Deste grupo, 311 pacientes receberam a anticoagulação terapêutica por 30 dias e 304 a profilática durante o tempo de hospitalização. Depois desse período, os médicos observaram que não houve redução significativa na ocorrência de trombose. “O estudo demonstrou que a dose mais alta de anticoagulante oral até pode diminuir discretamente os eventos trombóticos. No entanto, há aumento significativo no risco de ocorrência de hemorragia”, afirma Renato Delascio Lopes, cardiologista e professor de medicina da Universidade de Duke (Estados Unidos). Os resultados também mostraram ausência na diferença estratégica testada no tempo de internação, número de óbitos e uso do oxigênio em pacientes. A conclusão é que a rivaroxabana não deve ser usado de forma rotineira em pacientes internados com covid-19 e que tenham história de trombose documentada. “A informação ajudará os médicos na adoção de tratamentos mais embasada em evidências científicas de qualidade”, finaliza. (Fonte: Agência Einstein) The post Anticoagulante oral em maior dose não melhora resultados clínicos e aumenta risco de sangramento em pacientes com COVID-19 appeared first on Agência Einstein.

ANAHP
Data Veiculação: 18/05/2021 às 00h00

Coalizão Covid-19 Brasil apresenta resultado de estudo inédito com anticoagulantes em pacientes internados com COVID-19 18 de maio, 2021 Pesquisa feita por grupo de hospitais, rede e instituto de pesquisas brasileiros verificou que a anticoagulação terapêutica com rivaroxabana em pacientes estáveis e heparina em pacientes instáveis não melhorou os resultados clínicos ou reduziu a mortalidade, porém aumentou o sangramento quando comparada à tromboprofilaxia tradicional com heparina Uma aliança para condução de pesquisas formada por Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, o Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet), vem avaliando a eficácia e a segurança de potenciais terapias para pacientes com Covid-19. Ao todo, o grupo conduziu seis estudos e dá andamento, atualmente, a outros quatro voltados a diferentes populações de pacientes com Covid-19. Desta vez, o estudo Coalizão IV avaliou se a anticoagulação plena com rivaroxabana traz benefícios para pacientes com Covid-19 com risco aumentado para eventos tromboembólicos. Os resultados serão apresentados no congresso do American College of Cardiology, neste domingo (16). Este é o primeiro ensaio clínico randomizado oficialmente apresentado que avalia o impacto dessas terapias nos resultados clínicos em Covid-19, e contou com apoio parcial da farmacêutica Bayer. A Bayer não teve nenhum papel no planejamento, condução, análise e interpretação dos resultados da pesquisa. De 24 de junho de 2020 a 26 de fevereiro de 2021, 3.331 pacientes foram selecionados para o Coalizão IV, em 31 instituições no Brasil. Desses, foram incluídos 615 pacientes, seguindo os critérios de elegibilidade: diagnóstico confirmado de Covid-19, duração dos sintomas relacionados à internação menor ou igual a 14 dias, e dímero D elevado (proteína envolvida com a formação de coágulo) em sua admissão hospitalar. Por meio de randomização (sorteio), 311 pacientes foram randomizados para anticoagulação terapêutica e 304 para anticoagulação profilática, recebendo anticoagulação de acordo com o protocolo do estudo. Assim, pacientes estáveis que foram hospitalizados fizeram uso de 20 mg de rivaroxabana por dia. Pacientes instáveis utilizaram 1mg / kg de enoxaparina, durante hospitalização, duas vezes ao dia ou heparina não fracionada intravenosa, seguidos por rivaroxabana por 30 dias, independentemente da duração da hospitalização. Todos os outros cuidados clínicos foram fornecidos a critério do médico assistente, com base nas diretrizes atuais e nos padrões locais de cuidados para Covid-19. A taxa de adesão de 30 dias à intervenção do estudo foi de 94,8% em pacientes randomizados para anticoagulação terapêutica e 99,5% no grupo profilático. A anticoagulação terapêutica tem sido um dos tópicos mais importantes discutidos como terapia potencial para pacientes com Covid-19. Os resultados do Coalizão IV constituem evidências de alto rigor científico sobre o uso de anticoagulação oral nesse cenário e ajudarão os médicos no processo de tomada de decisão ao tratar esses pacientes no ambiente clínico. O QUE ACONTECEU COM OS PACIENTES INCLUÍDOS NO ESTUDO? – A análise do tempo até a morte, duração da hospitalização e duração do oxigênio suplementar por 30 dias não foi estatisticamente diferente entre os pacientes designados aos grupos de anticoagulação terapêutica e profilática. – Aos 30 dias, a incidência de eventos trombóticos não foi significativamente diferente entre os grupos, incluindo o desfecho composto de tromboembolismo venoso, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, embolia sistêmica ou eventos adversos importantes nos membros. No entanto, as taxas de sangramentos maiores e clinicamente relevantes foram significativamente mais elevadas entre os pacientes recebendo anticoagulação terapêutica quando comparados com os que receberam anticoagulação profilática. Interpretação: em pacientes hospitalizados com Covid-19 e níveis elevados de dímero D, a anticoagulação terapêutica intra-hospitalar com rivaroxabana ou enoxaparina seguida de rivaroxabana por 30 dias não melhorou os resultados clínicos e aumentou o sangramento em comparação com a anticoagulação profilática. Portanto, a anticoagulação terapêutica com rivaroxabana em doentes com Covid-19 e que não tenham uma indicação formal para tal estratégia não deve ser empregada de maneira rotineira na prática clínica. EFEITOS ADVERSOS No que diz respeito aos efeitos adversos, a pesquisa mostrou aumento do sangramento em pacientes estáveis que foram submetidos à anticoagulação terapêutica com rivaroxabana e em pacientes instáveis que fizeram uso de heparina, quando comparada à tromboprofilaxia com heparina. OBSERVAÇÕES · Os pacientes incluídos no estudo tinham idade média de 56,6 anos · 60% dos participantes eram homens · 48,6% dos pacientes do grupo terapêutico e 49,7% do grupo profilático eram hipertensos · Diabéticos compunham 26,7% dos pacientes do grupo terapêutico e 22% do grupo profilático · Após a alta, o acompanhamento foi realizado por telefone em 30 dias para avaliar os resultados do estudo e em 60 dias para informações adicionais de segurança. Os outros estudos da Coalizão Covid-19 Brasil · Coalizão V – Avalia se a hidroxicloroquina previne hospitalização em pacientes ambulatoriais com formas leves de Covid19. Foram incluídos 1319 pacientes de um total previsto de 1620 em 56 centros. · Coalizão VII – Está avaliando o impacto a longo prazo, após alta hospitalar, incluindo qualidade de vida, de pacientes que tiveram Covid-19 e foram participantes dos demais estudos da Coalizão. Em andamento. Foram incluídos 1500 pacientes. · Coalizão VIII – Avalia se anticoagulação com rivaroxabana previne hospitalização em pacientes ambulatoriais com formas leves de Covid-19. Foram incluídos 284 pacientes de um total previsto de 1000 em 56 centros. · Coalizão IX – Avaliará se drogas antivirais isoladas e/ou em combinação entre si são efetivas para tratar casos de Covid-19 hospitalizados com doença moderada. Os antivirais a serem testados são atazanavir, daclatasvir associados a sofosbuvir. Ver o mês atual