Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

Jovem Pan
Data Veiculação: 18/01/2021 às 16h18

Reprodução/Facebook Telmário Mota Senador Telmário Mota promoveu festa em plena pandemia e divulgou fotos em sua conta no Facebook Você conhece o cidadão brasileiro chamado Telmário Mota. Não, ele não é um cidadão comum. É de Roraima. Telmário Mota é senador no país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza. Eleito pelo Pros – Partido Republicano da Ordem Social. Senador da República. Teve 96.888 votos na eleição de 2014, numa coligação entre PT, PDT, PC do B, PV e PTC. O senador pula de partido para partido, como um passarinho que pula de galho em galho. Que me desculpem meus leitores colocar aqui a figura singela de um passarinho, que sempre merecerá o meu respeito, a exemplo de todos os outros bichos. Pois o senhor senador da República resolveu fazer em festa para centenas de pessoas, ao mesmo tempo em que Manaus enterrava seus mortos no caos total do sistema de saúde do Amazonas. O senhor senador realizou farta distribuição de brindes aos convidados e festejou durante a pandemia, o que revela bem o tipo de parlamentar de que dispõe o Brasil. Ele disse que se tratava de uma festa, mas de uma prestação de contas dos serviços que ele prestou ao país. É vergonhoso. Uma festa de arromba na Praça do Grêmio, no centro de Rorainópolis, no Sul do estado. O município fica na divisa com o Amazonas, onde as vítimas fatais da Covid-19 eram enterradas dia e noite sem parar. O evento foi realizado mesmo com a notícia que também Roraima vive uma crise profunda na saúde. Mas o senador da República não tem tempo de se preocupar com essas coisas menos, não é mesmo? De acordo com a Polícia Militar do Estado, cerca de 2 mil pessoas participaram do evento com muita bebida, uma farra. A PM informou que ninguém pediu policiamento para o local no horário da festa do senador, que não usava máscara e não respeitou nenhuma regra do distanciamento social, a maneira mais eficaz, até agora, de se evitar a doença. Enquanto a festa do senador corria solta, o secretário da Saúde de Roraima, Marcelo Lopes informava sobre sua preocupação do aumento de infectados nas aglomerações dos festejos de fim de ano. O Hospital Geral de Roraima, o único a tratar de casos graves da doença, registrava neste final de semana – sábado, 16, e domingo, 17 – 100% de ocupação. Também lá a situação é grave, tanto que a região de Rorainópolis ergueu barreiras, medindo a temperatura de quem entra em Roraima pela BR-174, a rodovia que liga o estado ao Amazonas. Ainda está valendo uma triagem para entrar em Roraima, em que é preciso explicar a origem e o destino, esclarecendo casos de febre ou indícios da Covid-19. Mas nada disso valeu para que o excelentíssimo senador Telmário realizasse sua festa em paz, sem dar satisfação a ninguém. Evidente que essa aglomeração de 2 mil pessoas já se fará sentir nesta semana, como aconteceu em Manuas. O senador se diz com a consciência tranquila. Pelas redes sociais, festejava ainda a presença de 5 mil pessoas na sua festinha. Em outubro de 2020, o senador pegou o vírus e chegou a ser internado no Hospital Sírio Libanês, em Brasília, quando escreveu em sua conta no Twitter que se todas as unidades hospitalares brasileiras tivessem aquela excelência dos serviços de saúde que recebia, a humanidade estaria muito melhor. Precisa ter uma cara dura demais para dizer coisas assim. Insensível a tudo, realizou sua festa juntando 5 mil pessoas. E a festa continua no Facebook do senador, mostrando dezenas de fotos demonstrando o pouco caso em relação à doença. Infelizmente, o Brasil depende de gente assim para seguir o seu destino. E há muitos iguais a ele, a começar de cima, onde o descaso é a marca registrada inclusive contra a vacina que poderá salvar milhares de vida. O senhor senador da República brasileira é acusado de participar de um esquema de licitações na Secretária da Saúde de Roraima, para favorecer empresas em que tem participação. As investigações informam que um vereador da capital Boa Vista, atuava em nome do senador para desviar R$ 8 milhões na compra de equipamentos hospitalares, especialmente centrais de ar para enfrentar a pandemia. O inquérito está no Supremo Tribunal Federal (STF). E ele continua no Senado da República do país tropical, gozando de boa vida e dizendo-se um servidor da pátria. Pobre país este que todos os dias é devotado por indivíduos que numa nação civilizada teria outra sorte e outro tipo de tratamento, bem longe da festa que promoveu de maneira irresponsável e ignorando os mortos de seu próprio Estado, apenas um lugar onde ele vive sem qualquer outro significado que justifique o alto cargo que detém da Republiqueta cada vez mais desmoralizada. Infelizmente para todos nós.

CORREIO BRAZILIENSE
Data Veiculação: 18/01/2021 às 04h00

"Ainda não temos dados de que as vacinas diminuem a transmissibilidade do vírus. Isso quer dizer que, embora quem tome o imunizante fique protegido de ter a doença grave, a gente não sabe ainda se quem toma não pode contrair a infecção, de forma sintomática, para continuar transmitindo" Junto ao anúncio das chegadas de vacinas contra a covid-19 e à campanha de imunização, marcada para começar nesta semana, veio, também, uma enxurrada de novos casos e mortes pela doença no Brasil, subindo os patamares para o nível da primeira onda. Novas variantes do Sars-CoV-2, mais transmissíveis, aliadas ao afrouxamento drástico das medidas de distanciamento em razão das aglomerações de fim de ano trazem uma perspectiva ainda mais preocupante de como se dará o enfrentamento à pandemia, mesmo com a população sendo vacinada. Infectologista do Hospital Sírio Libanês, Mirian Dal Ben lança luz sobre esses fatores e explica como eles podem interferir na chegada da chamada imunidade de rebanho, quando o número de pessoas já expostas ao vírus e com resposta imune é capaz de barrar a circulação da doença. Confira abaixo. Imunidade de rebanho para imunidade de rebanho, a cobertura vacinal que precisamos atingir para ter uma situação confortável, sem ameaça de um surto e de uma pandemia, igual a gente tem, varia de doença para doença, de acordo com o potencial de transmissibilidade do vírus. Calculamos esse potencial de transmissibilidade do vírus através de um índice chamado R0, que é o número de casos secundários da doença, quando se coloca uma pessoa transmitindo dentro de uma população em que todos são suscetíveis ao vírus. Dando um exemplo, uma das doenças mais transmissíveis que nós temos é o sarampo, cujo R0 é de 12 a 18. Ou seja, uma pessoa transmite para 12 a 18 pessoas. No caso da covid-19, o R0 estimado está entre 3 e 6. Isso daria uma necessidade de ter que imunizar entre 70% e 80% da população para que a gente não tivesse o risco de ter esses surtos que estamos tendo e conseguir voltar a situação de normalidade que vivíamos antes. Novas variantes A gente tem uma nova peça desse xadrez, que é a variante da covid19. Embora ela não cause, a priori, casos clínicos mais graves, embora não tenha uma mortalidade aumentada, ela é mais transmissível. Estima-se que o R0 dela pode chegar até 8. Isso faz com que a imunidade de rebanho que a gente precise seja, talvez, ainda maior, mais próxima de 80% a 85%. Manaus Muito provavelmente, a imunidade que 76% das pessoas adquiriram não foi uma imunidade duradoura, e várias das pessoas que pegaram a covid-19 na primeira onda de Manaus já devem estar, de novo, suscetíveis, a ponto de pegar e transmitir a doença novamente. Reinfecção já temos comprovações, na literatura, de casos de reinfecção. Já sabemos, até pelos dados do primo da covid-19, que é o Sars-CoV-1, que, muito provavelmente, depois de algum tempo, a imunidade vai embora. Então, funciona mais ou menos como a gripe. Quem já teve, precisa se vacinar. PNI Há bastante evidências de que, muito provavelmente, a covid-19 vai virar uma doença endêmica, que ficará circulando. Não dará surtos se conseguirmos atingir a cobertura vacinal necessária, mas será uma doença que vai continuar existindo e, portanto, deverá permanecer no Programa Nacional de Imunização (PNI). Logística sabemos que já temos imunizantes disponíveis e que têm se mostrado eficazes, o que é ótimo. Mas, por enquanto, pela capacidade de produção dos laboratórios e pela capacidade de logística de aplicação da vacina, teremos uma campanha de forma faseada e, muito provavelmente, não vamos atingir essa imunidade de rebanho até o segundo semestre de 2021. A perspectiva, então, é que teremos que manter as medidas que diminuem a transmissibilidade, como uso de máscaras, evitar aglomerações e todos os protocolos de retomada. Dose única nem que seja pensada a aplicação de uma dose, com a segunda apenas daqui a três meses. Provavelmente, não teremos a quantidade suficiente de imunizante para atingir imunidade de rebanho nestes primeiros meses. A estratégia de aumentar o intervalo, no entanto, é válida. Não unicamente para se galgar uma imunidade de rebanho, mas para proteger da covid-19 um número maior de pessoas com a primeira dose. Veja: Se eu tenho 200 doses da vacina, consigo imunizar 100 pessoas e garantir a segunda dose daqui a 28 dias. Se o percentual de eficácia for acima de 90%, então, garanto que mais de 90 pessoas desse grupo estarão imunes. Se, em vez de assegurar essas 200 doses para o grupo de 100 pessoas, eu vacinar, agora, 200 pessoas, e sair correndo atrás da produção de uma segunda dose para daqui a três meses, mesmo que a eficácia seja menor, na faixa de 70%, eu vou deixar 140 pessoas protegidas. É uma estratégia que protege mais gente nos próximos três meses, mas tenho que garantir que vai ter essa segunda dose para essas 200 pessoas ao fim desse intervalo, porque os estudos não validam uma distância maior. Máscara as vacinas se mostraram eficazes em reduzir a incidência de covid19, sobretudo na gravidade. Ou seja, quem toma vacina tem menos chances de ter a doença com sintomas e tem menos chances de ter covid grave a ponto de precisar internar. No entanto, ainda não temos dados de que as vacinas diminuem a transmissibilidade do vírus. Isso quer dizer que, embora quem tome o imunizante fique protegido de ter a doença grave, a gente não sabe ainda se quem toma não pode contrair a infecção, de forma sintomática, para continuar transmitindo. Isso significa que ao tomar a vacina, isso não vai te dar um crachá dizendo que você não precisa mais usar máscara. Aglomeração até que eu tenha cerca de 80% das pessoas protegidas contra o novo coronavírus, por meio da vacinação, quem receber a vacina vai ter que, mesmo assim, continuar com as medidas que diminuem a transmissibilidade. Isso é uma questão de humanidade. O fato de ter recebido o imunizante diminui a chance de a pessoa ter covid grave. Se ela for egoísta, pensar só nela, pode ser que queira começar a se aglomerar e sair sem máscara. Pensando no outro, ela tem que continuar cumprindo com as medidas.

CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA | Outros
Data Veiculação: 18/01/2021 às 03h00

Hamilton Carvalhido, 79 anos » ANA MARIA CAMPOS O ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Hamilton Carvalhido morreu, ontem, em decorrência de complicações da covid-19, aos 79 anos. Marido da ex-procuradora-geral de Justiça do DF Eunice Amorim Carvalhido, ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês em São Paulo. “Perdi um companheiro de vida", lamenta a viuva. Hamilton Carvalhido foi contaminado na posse do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, em setembro. Já estava livre do novo coronavírus, mas não resistiu às complicações resultantes da doença. Carvalhido foi ministro do STJ entre abril de 1999 e maio de 2011, nomeado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Nascido no Rio de Janeiro, em 10 de maio de 1941, o ministro era bacharel em Direito pela Faculdade de Ciências Jurídicas do Rio de Janeiro (FCJR/UGF), formado em 1963. Iniciou a carreira no Ministério Público, onde permaneceu de 1966 a 1999, quando foi nomeado para o STJ. No STJ, o Hamilton Carvalhido foi membro da Sexta Turma, especializada em direito penal; e da Primeira Turma, que julga processos relacionados ao direito público. Teve a oportunidade de exercer a presidência do STJ entre janeiro de 2009 e julho de 2010. No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atuou como corregedor-geral em 2011. Entre 2008 e 2009, compôs a Comissão de juristas responsável pela elaboração de anteprojeto do Código de Processo Penal (CPP), criada pelo Ato n.° 11, de 2008, do Senado Federal. Em 2010, Carvalhido tornou-se membro da Comissão de juristas responsável pelo anteprojeto do novo Código Eleitoral, criada pelo Ato n.° 192, também do Senado. Luto na Justiça O presidente do STJ, Humberto Martins, lamentou a morte do magistrado aposentado. "Um grande amigo e um grande mestre do mundo jurídico. Em todos os cargos que ocupou, além das funções administrativas, o ministro Hamilton Carvalhido deixou suas marcas registradas de profissional competente e dedicado, sempre comprometido com a aplicação do melhor direito. O seu legado permanece”, ressaltou Martins. O ministro Luiz Fuz se pronunciou sobre a morte do colega. “Deixo meu carinho à família, em especial à esposa Eunice e aos filhos, expressando meu profundo pesar por sua partida. Carvalhido deixa para o país o legado de seu brilhante trabalho e, aos amigos, a lembrança de um ser humano excepcional. ” Hamilton Carvalhido deixa a esposa Eunice Pereira Amorim Carvalhido, os filhos João Hamilton de Medeiros Carvalhido, Juliana Amorim de Souza, Carolina Amorim de Souza e Deborah Amorim de Souza. Nelson Almeida/AFP A partir das lOh, imunizante estará disponível para aplicação de quem integra os grupos prioritários AurelizaCorrêa/Esp. CB/D.A Press - 26/6/13 Ministro aposentado do STJ morreu por complicações da covid-19

CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA | Outros
Data Veiculação: 18/01/2021 às 03h00

“Covid-19 vai virar uma doença endêmica” Segundo médica, há muitas evidências de que o novo coronavírus ficará circulando após o fim da pandemia e que, portanto, deverá permanecer no Programa Nacional de Imunização após a população ser vacinada em 2021 Junto ao anúncio das chegadas de vacinas contra a covid-19 e à campanhade imunização, marcada para começar nesta semana, veio, também, uma enxurrada de novos casos e mortes pela doença no Brasil, subindo os patamares para o nível da primeira onda. Novas variantes do Sars-CoV-2, mais transmissíveis, aliadas ao afrouxamento drástico das medidas de distanciamento em razão das aglomerações de fim de ano trazem uma perspectiva ainda mais preocupante de como se dará o enfrentamento à pandemia, mesmo com a população sendo vacinada. Infectologista do Hospital Sírio Libanês, Mirian Dal Ben lança luz sobre esses fatores e explica como eles podem interferir na chegada da chamada imunidade de rebanho, quando o número de pessoas já expostas ao vírus e com resposta imune é capaz de barrar a circulação da doença. Confira abaixo. Imunidade de rebanho para imunidade de rebanho, a cobertura vacinai que precisamos atingir para ter uma situação confortável, sem ameaça de um surto e de uma pandemia, igual a gente tem, varia de doença para doença, de acordo com o potencial de transmissibilidade do vírus. Calculamos esse potencial de transmissibilidade do vírus através de um índice chamado R0, que é o número de casos secundários da doença, quando se coloca uma pessoa transmitindo dentro de uma população em que todos são suscetíveis ao vírus. Dando um exemplo, uma das doenças amm-ais transmissíveis que nós temos é o sarampo, cujo R0é de 12 a 18. Ou seja, uma pessoa transmite para 12 a 18 pessoas. No caso da covid-19, o R0 estimado está entre 3e 6. Isso daria uma necessidade de ter que imunizar entre 70% e 80% da população para que a gente não tivesse o risco de ter esses surtos que estamos tendo e conseguir voltar a situação de normalidade que vivíamos antes. Novas variantes A gente tem uma nova peça desse xadrez, que é a variante da covid19. Embora ela não cause, a priori, casos clínicos mais graves, embora não tenha uma mortalidade aumentada, ela é mais transmissível. Estima-se que o R0 dela pode chegar até 8. Isso faz com que a imunidade de rebanho que a gente precise seja, talvez, ainda maior, mais próxima de 80% a 85%. Manaus Muito provavelmente, a imunidade que 76% das pessoas adquiriram não foi uma imunidade duradoura, e várias das pessoas que pegaram a covid-19 na primeira onda de Manaus já devem estar, de novo, suscetíveis, a ponto de pegar e transmitir a doença novamente. Reinfecção > já temos comprovações, na literatura, de casos de reinfecção. Já sabemos, até pelos dados do primo da covid-19, que é o Sars-CoV- 1, que, muito provavelmente, depois de algum tempo, a imunidade vai embora. Então, funciona mais ou menos como a gripe. Quem já teve, precisa se vacinar. PNI Há bastante evidências de que, muito provavelmente, a covid-19 vai virar uma doença endêmica, que ficará circulando. Não dará surtos se conseguirmos atingir a cobertura vacinai necessária, mas será uma doença que vai continuar existindo e, portanto, deverá permanecer no Programa Nacional de Imunização (PNI). Logística sabemos que já temos imunizantes disponíveis e que têm se mostrado eficazes, o que é ótimo. Mas, por enquanto, pela capacidade de produção dos laboratórios e pela capacidade de logística de aplicação da vacina, teremos uma campanha de forma faseada e, muito provavelmente, não vamos atingir essa imunidade de rebanho até o segundo semestre de 2021. A perspectiva, então, é que teremos que manter as medidas que diminuem a transmissibilidade, como uso de máscaras, evitar aglomerações e todos os protocolos de retomada. Dose única nem que seja pensada a aplicação de uma dose, com a segunda apenas daqui a três meses. Provavelmente, não teremos a quantidade suficiente de imunizante para atingir imunidade de rebanho nestes primeiros meses. A estratégia de aumentar o intervalo, no entanto, é válida. Não unicamente para se galgar uma imunidade de rebanho, mas para proteger da covid-19 um número maior de pessoas com a primeira dose. Veja: Se eu tenho 200 doses da vacina, consigo imunizar 100 pessoas e garantira segunda dose daqui a 28 dias. Se o percentual de eficácia for acima de 90%, então, garanto que mais de 90 pessoas desse grupo estarão imunes. Se, em vez de assegurar essas 200 doses para o grupo de 100 pessoas, eu vacinar, agora, 200 pessoas, e sair correndo atrás da produção de uma segunda dose para daqui a três meses, mesmo que a eficácia seja menor, na faixa de 70%, eu vou deixar 140 pessoas protegidas. É uma estratégia que protege mais gente nos próximos três meses, mas tenho que garantir que vai ter essa segunda dose para essas 200 pessoas ao fim desse intervalo, porque os estudos não validam uma distância maior. Máscara as vacinas se mostraram eficazes em reduzir a incidência de covid19, sobretudo na gravidade. Ou seja, quem toma vacina tem menos chances de ter a doença com sintomas e tem menos chances de ter covid19 grave a ponto de precisar internar. No entanto, ainda não temos dados de que as vacinas diminuem a transmissibilidade do vírus. Isso quer dizer que, embora quem tome o imunizante fique protegido de ter a doença grave, a gente não sabe ainda se quem toma não pode contrair a infecção, de forma sintomática, para continuar transmitindo. Isso significa que ao tomar a vacina, isso não vai te dar um crachá dizendo que você não precisa mais usar máscara. Aglomeração até que eu tenha cerca de 80% das pessoas protegidas contra o novo coronavírus, por meio da vacinação, quem receber a vacina vai ter que, mesmo assim, continuar com as medidas que diminuem a transmissibilidade. Isso é uma questão de humanidade. O fato de ter recebido o imunizante diminui a chance de a pessoa ter covid grave. Se ela for egoísta, pensar só nela, pode ser que queira começar a se aglomerar e sair sem máscara. Pensando no outro, ela tem que continuar cumprindo com as medidas. Ainda não temos dados de que as vacinas diminuem a transmissibilidade do vírus. Isso quer dizer que, embora quem tome o imunizante fique protegido de ter a doença grave, a gente não sabe ainda se quem toma não pode contrair a infecção, de forma sintomática, para continuar transmitindo" »ponto a ponto MI RIAN DAL BEN INFECTOLOGISTA D0 HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS DE SÃO PAULO BRUNA LIMA MARIA EDUARDACARDIM SARAH TEÓFILO.