Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

IG SAÚDE/IG/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/12/2020 às 20h00

Luiz Fernando Lima Reis, diretor de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês é o convidado do Último Segundo Em Cima do Fato; programa começa às 17h O programa Último Segundo Em Cima do Fato vai ao ar nesta sexta-feira (18), às 17h, para falar sobre a vacinação contra a Covid-19. O diretor de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês, Luiz Fernando Lima Reis, vai falar sobre as diferenças entre os tipos de vacina contra o novo coronavírus. Formado em bioquímica pela Universidade Federal de Juiz de Fora e doutor em Microbiologia e Imunologia pela New York University School of Medicine e com pós-doutorado em biologia molecular pela Universidade de Zurich, Reis publicou na internet um vídeo, que viralizou, explicando o funcionamento das vacinas. No vídeo, foi feito um desenho que explicava desde o processo de infecção até o processo de defesa do corpo e, posteriormente, de atuação das vacinas. Por iG Saúde | 17/12/2020 20:47 Luiz Fernando Lima Reis, Ph.D., Diretor de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês Divulgação/ iG Saúde Luiz Fernando Lima Reis, Ph.D., Diretor de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês O programa Último Segundo Em Cima do Fato vai ao ar nesta sexta-feira (18), às 17h, para falar sobre a vacinação contra a Covid-19. O diretor de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês, Luiz Fernando Lima Reis, vai falar sobre as diferenças entre os tipos de vacina contra o novo coronavírus. Formado em bioquímica pela Universidade Federal de Juiz de Fora e doutor em Microbiologia e Imunologia pela New York University School of Medicine e com pós-doutorado em biologia molecular pela Universidade de Zurich, Reis publicou na internet um vídeo, que viralizou, explicando o funcionamento das vacinas. No vídeo, foi feito um desenho que explicava desde o processo de infecção até o processo de defesa do corpo e, posteriormente, de atuação das vacinas. Leia também Ainda sem data para vacinação, Brasil registra mais de 1.000 mortes por Covid-19 Compra de vacina da Covid19 é prioridade do SUS, não da rede privada, diz Pazuello Dobra o número de crianças internadas com Covid-19 na cidade de SP Continua após a publicidade O programa " Último Segundo Em Cima do Fato - Vacinas contra a Covid-19: entenda as diferenças entre elas "

BAND.COM.BR/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/12/2020 às 19h42

O hospital Sírio-Libanês afirma que o número de pacientes que procuram atendimento com coronavírus ou com suspeita da doença continua a crescer. Segundo o hospital, há 168 pacientes com diagnóstico ou com suspeita da doença nesta quinta-feira (17). A taxa de ocupação dos leitos de UTI destinados aos pacientes tem variado entre 90% a 95% nos últimos dias.

RÁDIO BANDNEWS FM 96,9/SÃO PAULO | OUTROS
Data Veiculação: 17/12/2020 às 17h27

O número de pacientes que procuram assistência médica do Hospital sírio-libanês em São Paulo com convide 10 ou com suspeita da doença continua crescendo. Hoje tem um total significativa de pacientes no hospital nessa situação nas unidades de internação unidades de terapia Intensiva e para saber um pouco mais sobre essa ocupação, a gente fala muito sobre a rede pública e agora um recorte da situação nos hospitais particulares, né. A gente vai conversar agora com o diretor de governança clínica do Hospital sírio-libanês. Doutor Fernando Ganem obrigada pela tensão com a BandNews FM como vai. Quero agradecer entrevista do doutor Fernando Gago mentia diretor de governança clínica do Hospital sírio-libanês e parabéns pelo trabalho, né de todos os profissionais da saúde. Então também o senhor também obrigada pela atenção aqui com vinte da Band News FM a gente deseja que enfim, a situação. Agora com a chegada possivelmente de uma vacina, né. Essa situação possa, enfim, se normalizar o mais brevemente possível, doutor delegado agiu até uma prosa. Cinco horas trinta e seis minutos, agora.

BRASIL URGENTE/TV BANDEIRANTES/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/12/2020 às 17h16

E tá todo mundo preocupado com essa história da vacina a vacina deve começar talvez com plano nacional em janeiro era aqui no brasil lá eu vou dia vinte e cinco o vereador dora diz que começa a vacinar e dependendo do plano nacional eu perguntei se houvesse uma reversão é talvez para que o plano nacional eba anunciasse vacila mais cedo chipre vinte e cinco de janeiro seria mantido por são paulo o vereador diz que independente e b do do plano nacional a vacinação é obviamente com a aprovação da anvisa começaria no dia vinte e cinco de janeiro que diz que a corrida pela vida e não bebe é percorrida pela vacina corrida pela vida ontem a vacina da fase biotech provocou é uma reação alérgica muito forte um cidadão tomou essa vacina do alasca isso é não significa que a pessoa não pode nem deve tomar vacina dar alguma coisa vai acontecer com algumas pessoas são bilhões de vacinas que têm que ser aplicadas no mundo inteiro todo o rebeldes você toma tem efeito colateral mas por enquanto há esperança da vacina e de é a esperança que nós temos de voltar alguma coisa próxima do mundo normal sem vacina o remédio está longe de ser descoberto sem vacina nós não temos muita chance de sobrevivência e a doença é cada vez mais perigosa e as pessoas não estão acreditando a doença tem que acreditar porque os casos estão subindo mesmo sem divulgar os números de são paulo ontem nós chegamos a quase mil mortos inclusive o que significa que não passam de mil mortos e de de anteontem para ontem os casos são paulo foram divulgados ou na garrafa foram divulgados datena impressionante agora porque as notícias de ontem e anteontem e ontem mais dois mil então mais de vinte mil e trezentos casos de ontem pra hoje moral e mortos trezentos e noventa e nove mal chegamos a biu duzentos que calculava isso mil e duzentos mortos isso exatamente mil e duzentos mortos é isso é o que eu calculava passamos de mil o paulo guedes que não acabava com o auxílio emergencial se a gente passasse meu caso então pode continuar com a ser emergencial que nós já passamos de caso e a vacina é a nossa única esperança o doutor david uip conversa comigo e fala dentre outros detalhes que se tem que ter cuidado com a doença e que têm que tomar vacina vão vê na tela da band por gentileza o latino essa notícia de que houve reação grave a vacina da fase biotech que está mais avançada já em fase três em aplicação emergencial no reino unido e também é dos estados unidos um cara ontem teve uma reação muito grave é é ídolo tinha comorbidades que maior de idade ou enfim não tinha montavam o quadro de risco e teve uma reação grave a vacina eu gostaria que o infectologista do porte do show da capacidade do show dissesse isso porque é tem gente que acha que vai tomar a vacina vai morrer quem não tomar vacina que morreu tem grande chance de morrer muito básicas tomar gostaria que o deixasse isso claro para que as pessoas se ligassem desmontou você tem total razão de todos os incluindo assim têm efeitos adversos não existe risco zero mas quando você toma a decisão de fazer um programa público de saúde você pesa risco benefício há o risco de tomar a vacina contra o vírus da gripe é milhões de vezes menor do que você tá exposto a esse digo que muitas vezes é mortal tão a indicação da vacina formal todos os brasileiros devem tomar a vacina seja ela qual for butantan seja ela de óxido na jovem ferida flower nós temos que ter o maior número de vacinas e nós temos que imunizado o maior número de pessoas por elas e pela sociedade quando você vacina o grande número de pessoas você está protegendo aquele indivíduo àquela família em sociedade porque o vírus passa a circular deus é assim que se acaba como epidemia ondulado as pessoas que já tenha infectado que têm algum nível de proteção e do outro lado uma boa política pública latina o maior número de pessoas possível o senhor acha que o congresso de votar sobre a obrigatoriedade da vacina variável colegiado lewandowski já deu a letra dele na e o colegiado está votando o e na sequência a chorar que o congresso vai tornar obrigatório eu assino ou não e pra mim vacina direito do supremo é o dever do estado é o supremo para mim diego assina direitos de cidadão e dever do estado eu não consigo conceber com algo ou tenho hoje na história que não estão vivendo não queira tomar a vacina efeitos adversos nós já conhecemos pelas fases um e dois são longuinho teremos novidades um outro caso será mais grave se como todas as vacinas que nós já tomamos até hoje mas a grande maioria se tiver defeitos são efeitos leve do local febrícula ou estamos vendo o que está acontecendo no protocolo naquele luta até doze mil voluntários seis mil tomaram a vacina em seis mil placebo e não há descrição de efeitos adversos graves nesses seis mil que tomaram a vacina então eu vejo como óbvia a decisão dele qualquer um de tomar a vacina começou se dizer nós estamos sabendo tratar melhor a doença os caras acharam que se pegar o guru avisos os caras vão ser tratados e vão se livrar dessa o próprio david teve a doença essa doença é o cão chupando manga ela deixa a pessoa numa situação terrível apesar de que os médicos estão sabendo realmente tratar mais a doença o risco hoje emendou você é morrer da doença mais o risco ainda é muito alto não há e um coquetel ainda definitivo pra salvar pessoas e estão ainda ajeitando esse coquetel descobrindo esse coquetel estão tentando descobrir o remédio com mais ou menos um coquetel parecido com da aids vai não pense você que porque os médicos estão sabendo tratar melhor se você pegar seja você qual foi sua idade você vai morrer não dê mole porque não é bem assim e o sofrimento de algumas pessoas no hospital da vida em contato com essas pessoas todo dia o sofrimento é grande então é bom a atenção aviso aos navegantes foi na brincadeira ou não é gripe zinha uma brincadeira não tome cuidado que os negócios bravo pra caramba eu achei legal o visto david zucker galado ali no por que quero fazer depoimento pela oportunidade que você está me quando eu fiquei doente no dia seguinte da minha liberação do quarentão eu fiz uma declaração pública tentando mostrar para a sociedade o sofrimento que aquela doença me causou fábio da ativa de pessoas falaram que eu estava exagerando outras viviam o que transmitir a doença não existir crie amigos me telefonaram durante a madrugada quando escuta que história é essa nós não temos ninguém próximo que tenha a doença olha o que está acontecendo a doença está muito próxima a cada um de nós somos nossos amigos que estou ficando bem são os nossos amigos que estou tratando aqui no sírio libanês nossos amigos e dia a dia sou os nossos familiares a doença é ruim a doença grave e uma doença grave ela mata e vestir um martha deixa sequelas e disso não deixa sequelas se pode matar alguém da sua família ou coisa parecida tal doença é muito grave então apesar da reação grave que usava celular fazer e de vai acontecer com outras vacinas é a única chance que você tem é a vacina e tomem a vacina porque realmente de é a esperança que a noção de voltar alguma coisa próxima do normal é a vacinação mega operação prende traficantes e integrantes do tribunal do crime na zona oeste de são paulo.

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/12/2020 às 16h54

O número de pacientes que procuram a assistência médica do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com covid-19 ou suspeita da doença continua a crescer. A ocupação do hospital tem variado entre 90% e 95%, onde hoje há um total de 168 pacientes na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Para realizar o cálculo de internações, é levado em consideração pacientes que têm alta hospitalar, assim como a busca interna por leitos vinda do pronto atendimento e das unidades de internação para as unidades críticas, além da busca externa a partir de transferências hospitalares. Durante a pandemia, o hospital aumentou sua capacidade para 550 leitos operacionais. Alta na demanda de leitos hospitalares públicos A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo informou que a ocupação de leitos de UTI na rede pública chega a 60,6% e em enfermaria 45,9%. Dois hospitais na zona leste de São Paulo chegaram a 100% de leitos ocupados, sendo eles: Hospital Geral de Guaianases e Hospital Local de Sapopemba. Outras unidades de saúde estão próximas a totalidade: Complexo Hospitalar Padre Bento, em Guarulhos, com 94,4%, Hospital Geral de Itapevi, com 87,5% e o Conjunto Hospitalar do Mandaqui, com 80%.

CARAS ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/12/2020 às 14h32

Após testar positivo para a Covid-19 pela segunda vez, Vanderlei Luxemburgo relatou falta de ar em um vídeo que circulou na web na última quarta-feira, 16. O treinador segue internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, desde o dia 11 de dezembro, sem previsão de alta. "Bom dia, galera. Faltou um pouco de ar ontem à noite, mas depois voltou. Mas estou bem, fiz a barba, fica com aspecto ruim. Acordei bem melhor hoje, nem fui medicado ainda. Só não tomei café, estou um pouco cansado. Tchau. Beijo", disse ele. Segundo o Globo Esporte, ele estava com a família, no Rio de Janeiro, quando começou a apresentar os primeiros sintomas da doença. Ele veio de carro, acompanhado da filha, para São Paulo. Vale lembrar que em julho, quando dirigia o Palmeiras, Luxemburgo foi diagnosticado com coronavírus e, assintomático, foi afastado do trabalho. Último acesso: 17 Dec 2020 - 14:49:50 (371641).

O ANTAGONISTA
Data Veiculação: 17/12/2020 às 13h18

O Hospital Sírio-Libanês afirmou há pouco, em nota, que tem 168 pacientes com diagnóstico ou suspeita de Covid-19, em unidades de internação e UTIs. A situação é grave. “O número de pacientes que procuram a assistência médica do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com Covid-19 ou suspeita da doença continua a crescer. Há hoje um total 168 pacientes no hospital nessa situação, nas Unidades de Internação e Unidades de Terapia Intensiva. ” O hospital informa que está preparado para acomodar os pacientes “a partir do remanejamento de espaços, leitos e equipes, priorizando os casos mais críticos para atender a demanda”. “Ao longo da pandemia, ampliamos nossa capacidade e hoje temos mais de 550 leitos operacionais. Fazemos uma gestão diária da ocupação, pois a demanda varia e precisa ser reavaliada constantemente. O cenário atual permanece controlado. A taxa de ocupação do hospital é dinâmica. Nos últimos dias, ela tem variado entre 90% e 95%. Para esse cálculo, levamos em consideração pacientes que têm alta hospitalar, assim como a busca interna por leitos oriunda do pronto atendimento e das unidades de internação para as unidades críticas, além da busca externa a partir de transferências hospitalares. ” E concluiu: “Reforçamos a importância de toda a população seguir as medidas de combate à transmissão da COVID-19, com o uso de máscaras, distanciamento físico e higiene frequente das mãos. Não pare de se cuidar. Precisamos da colaboração de todos para que possamos sair, juntos, dessa pandemia.”

BLOGS-O GLOBO
Data Veiculação: 17/12/2020 às 04h00

Se estivéssemos em uma maratona, já seria possível enxergar, mesmo que de longe, a linha de chegada. É essa a analogia que o diretor da área de ensino e pesquisa do Hospital Sírio-Libanês, o médico Luiz Reis, faz sobre as descobertas de vacinas para o enfrentamento à Covid-19. Em entrevista à coluna, Reis defende a segurança dos imunizantes já conhecidos e os aponta como a “única arma capaz de dar um real controle à pandemia”. Destaca, porém, que a vacinação não é um “passaporte para a normalidade” e diz que ainda é cedo para prever quando as coisas voltarão a ser como eram antes da Covid-19. Leia abaixo a entrevista: Qual vai ser o principal papel da vacina contra a Covid-19? O grande papel que a vacina terá é trazer um controle da situação da pandemia para que a gente consiga respirar dentro do sistema de saúde e tratar os pacientes fora de um padrão de pandemia. O Supremo Tribunal Federal está discutindo a obrigatoriedade da vacina. Avalia que a vacinação deve ser obrigatória? Hoje não temos nenhuma arma além do distanciamento social, do uso de máscaras e da higiene das mãos para diminuir o espalhamento do vírus. A vacina vai ser a única arma para diminuir isso e não podemos desperdiçar. A vacinação vai ser fundamental para o controle do vírus. O senhor vê com bons olhos a obrigatoriedade? Vejo com bons olhos a responsabilidade que cada um de nós tem para contribuir com o controle dessa pandemia. Temos um dever individual e social para frear o espalhamento do vírus. Após a chegada da vacina, a vida voltará a ser como era antes da pandemia? Precisamos entender que a vacinação não é um passaporte para a normalidade. Vamos ter que construir, com a vacina, a retomada de algo que possa nos remeter ao que era o nosso normal. Temos um período de vacinação importante pela frente, até que de fato a gente consiga controlar o vírus. Podemos falar, por exemplo, do sarampo, que tem uma vacina eficaz e conhecida, mas às vezes ainda há casos de sarampo. É possível fazer uma projeção sobre quando a vira voltará ao normal? É cedo. Temos um período importante neste início de vacinação. Até que a gente tenha uma parte expressiva da população imunizada, vamos continuar com a pressão dentro do sistema de saúde. Cabe à população contribuir para esse controle. Isso significa que é importante não relaxar com as medidas de isolamento social, mesmo com a vacina. Exatamente. Esse repique que vemos com o aumento significativo do número de casos acontece porque a gente relaxou. O fato de começar a vacinação não significa que exista uma solução de curto prazo. Em março, quando começou esse problema da Covid-19, sabíamos pouco sobre o vírus e não tínhamos muita ideia do que nos esperava. Hoje, se fizermos uma analogia com uma maratona, talvez a gente já esteja enxergando a linha de chegada, talvez a gente tenha passado da metade da corrida. Temos um copo meio cheio e meio vazio. O senhor chegou a participar de algum estudo de vacina? Fui voluntário no estudo da Janssen (imunizante da Johnson & Johnson). Não sei se tomei a vacina ou o controle (placebo, uma substância comum, sem efeito real de vacina). Só saberei quando o estudo for publicado. Os familiares do senhor vão tomar a vacina? Se eu estou dizendo que a vacina é segura e é a arma que temos para ajudar a controlar a pandemia, a minha família deve tomar sim. Como o senhor vê a proposta defendida pelo presidente Bolsonaro de exigir a assinatura de um termo de responsabilidade para quem tomar a vacina? Isso pode inibir a vacinação? Acho que a gente deve se basear em nossa competência para desenvolver um bom programa de vacinação. Temos que tratar essa vacina como tratamos outras, de um modo geral. O Brasil é reconhecido no mundo pelo seu programa nacional de vacinação. A gente tem que se apoiar nisso para que tenhamos uma campanha efetiva. Essa é a minha preocupação. Mas para que a população tome outras vacinas, não é exigido nenhum termo, certo? Não é. O presidente Bolsonaro disse que não vai tomar vacina. Como esse posicionamento pode influenciar na imunização dos brasileiros? A vacina é uma arma comprovada na história da humanidade para o controle de doenças virais e o que a gente precisa hoje é controlar a pandemia. Se olharmos os grandes saltos em que a espécie humana ganhou expectativa de vida, temos eventos importantes. Ganhamos muita expectativa de vida com o saneamento básico, com antibióticos e com as vacinas. Por que acha que há tanto questionamento sobre a vacina? A gente vive um momento de excesso de informação que muitas vezes não é baseada na evidência do conhecimento. Na ciência não tem atalho. É o conhecimento científico que vai nos tirar dessa situação. A boa ciência está mostrando que as vacinas são seguras. Existem centenas de milhares de pessoas que foram vacinadas e não surgiram eventos adversos sérios capazes de suspender esses estudos. As evidências científicas apontam para a segurança da vacina. As melhoras que conseguimos no tratamento da Covid-19 são consequências disso. Fora da ciência, o espaço é sempre aberto para concordar ou discordar e a gente não caminha nisso. A rapidez com que as vacinas foram produzidas é motivo para desconfiança? É verdade que, no cenário da pandemia, tivemos o desenvolvimento de um conjunto de vacinas baseadas em diferentes plataformas tecnológicas. Isso levou a uma aceleração do processo. É algo muito positivo, porque mostra uma dedicação de todos para resolver um problema que é prioritário para a humanidade. É importante ter noção de que nenhuma agência regulatória, seja no Brasil, nos Estados Unidos, na Europa, no Japão ou na China, reduziu seus critérios de segurança. O fato de a gente ter conseguido desenvolver algumas vacinas num período de tempo mais curto não significa que os critérios foram relaxados, mas que houve um trabalho coordenado de todos, entendendo a urgência do momento. Quais as tecnologias empregadas na elaboração de vacinas? Temos um espectro de tecnologias distintas. A Coronavac, do Instituto Butantan, usa vírus inativado. É o mesmo vírus que causa a Covid-19, mas que fica inativo por diferentes estratégias. Há vacinas que usam vírus recombinante, que é o caso dos imunizantes da Janssen e da Fiocruz/AstraZeneca. Eles usam o adenovírus, que infecta a espécie humana. Esse adenovírus é manipulado em laboratório e carrega dentro dele um fragmento do DNA do coronavírus. E há as vacinas da Pfizer e da Moderna. Essas extraem o RNA, material genético do coronavírus, encapsulam esse material numa espécie de gota de gordura, que permite que ele seja absorvido pelas células humanas. Acredito que essas vacinas são as que chegarão primeiro ao mercado. Todas essas vacinas são seguras? Todas se mostraram capazes de dar respostas, tanto celular como na produção de anticorpos, especialmente neutralizantes. Dessas cinco vacinas, três já passaram pelas três fases de estudos. A Janssen terminou a fase três, mas ainda não publicou os resultados. Da Coronavac, também não temos ainda os dados de eficácia, mas até agora nenhuma dessas cinco vacinas que citei apresentou eventos adversos que justificassem a suspensão dos ensaios, portanto não há nenhuma razão para achar que elas têm risco de segurança. O governo brasileiro já firmou memorando de intenção de acordo com a vacina da Rússia. Qual a sua avaliação sobre essa vacina? Existem falhas metodológicas importantes sobre essa vacina apontadas em revistas científicas muito conceituadas. A comunidade científica como um todo viu falhas no desenho do estudo, e isso é público.

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | COTIDIANO
Data Veiculação: 17/12/2020 às 03h00

Turismo B13 Orla pernambucana tem cuidados, mas também máscaras no queixo e lotações Praia de Porto de Galinhas, onde é possível fazer passeio de jangada até as piscinas naturais; parte dos turistas retira as máscaras no local Marília Miragaia/Folhapress Orla pernambucana vai do vazio ao aglomerado Quem viaja pelo litoral vê cuidados redobrados com a pandemia, mas também lugares cheios e máscaras no queixo Marília Miragaia ipojuca (pe) A poucos dias do verão, quem viaja pelo litoral pernambucano encontra, de um lado, jangadeiros usando máscaras, tours em grupos privados e hotéis adaptados à pandemia. De outro, há espaços com aglomeração e aso irregular de máscaras —em um momento de nova onda de restrições pelo mundo. Com a expectativa da alta temporada, a Azul projeta que, em janeiro de 2021, a capital pernambucana seja seu primeiro hub a recuperar 100% da capacidade de operação do período pré-pandemia. Ante a um movimento iniciais de visitantes de carro vindos de estados mais próximos, como Alagoas, o fluxo de turistas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste já começa a ser sentido na região, diz Antonio Neves Baptista, presidente da Empetur (Empresa de Turismo de Pernambuco). Para se preparar para a volta das atividades, uma parceria entre agências estaduais criou protocolos de segurança para empresas e prestadores (como guias e operadoras). Mas, com a chegada do fim de ano, o governo do estado proibiu nesta terça (8) shows e festas, e restringiu horário de bares e restaurantes na véspera de Natal e Ano-Novo. Ações de conscientização e fiscalização também foram adotadas pelo município de Ipojuca, no litoral sul, onde ficam balneário de Porto de Galinhas, destino mais visitado de Pernambuco. Com 33 km de orla, o município teve 1.051 casos confirmados e 96 mortes (4 nos últimos dois meses). Mesmo assim, era possível observar, no início do mês, desrespeito ao uso de máscaras e distanciamento social na vila onde ficam restaurantes e lojas. O problema se repetia na praia que dá acesso às piscinas naturais e às barreiras de corais. Apesar dos jangadeiros responsáveis pelos passeios usaPontal do Cupe, uma das praias do balneário de Porto de Galinhas RaqueiMarchiori/Divuigaçao rem máscaras, uma boa parte dos turistas se aglomerava para ver os peixinhos —muitos sem a proteção facial. O panorama é mais controlado, em geral, em hotéis em praias vizinhas. Agora, no resort e spa Porto de Galinhas, famílias em grupos maiores têm sido vistas com mais frequência, diz Licio Turner, diretor de hospitalidade. Em geral, esses hóspedes interagem mais entre si. Outra diferença, diz ele, é que muitos clientes têm esperado mais para fazer reserva, confirmando em uma data mais próxima da viagem. Os hóspedes, diz Turner, também ligam várias vezes antes da confirmação. "Eles têm perguntas específicas. Querem saber, por exemplo, quais medidas de segurança para os pais idosos. Mas, quando chegam aqui, relaxam’’, diz. Hospedada no hotel Village, a costureira Juliana de Oliveira Paes, 36, de Nova Friburgo (RJ), afirma que a agência de viagem em que comprou hotel e passagem monitorou a situação até poucos dias antes do embarque, e só então emitiu a passagem. "Mas aqui no hotel o pessoal está bem consciente. Na hora do café da manhã, eu e minha família procuramos um lugar mais tranquilo, tiramos as máscaras e comemos” diz. De dois salões, as refeições no Village passaram a ser se dadas em quatro para aumentar 0 espaçamentos. Além disso, itens do café da manhã como frios, frutas e pães agora são servidos lacrados, direto à mesa. A programação de entretenimento também mudo. Com a boate do hotel fechada, há uma pro gramação musical com jantar em sistema de bufê feita na área aberta da piscina. Para evitar que as pessoas se aglomerem, a banda se apresenta em horário reduzido e em espaço separado das mesas. "As adaptações, inclusive para o show, me deixaram segura porque me protegem de riscos e, ao mesmo tempo, me deixam à vontade para aproveitar”, diz Fabiana Guedes Bandeira, 38, ortodontista. Ao decidir viajar, o turista assume mais riscos, mas, dentro dessa escolha, pode optar por atividades em que corre menos perigo, diz Mirian Dal Ben, infectologista do hospital Sírio-Libanês. "Não é o momento de fazer amizades. O viajante deve fazer programas dentro de seu núcleo. Se for curtir uma piscina, procure um lugar menos cheio, que permita dois metros de distanciamento. O mesmo vale para restaurantes”, diz a médica. A especialista também lembra que tours privados, quando possível, também apresentam menos riscos do que passeios em grupo. A Luck Receptivos, que atua na região, tem visto crescer o número de turistas interessados no serviço, geralmente família e amigos. Menos visado, litoral norte tem estrutura em desenvolvimento igarassu (pe) sem a base mais estabelecida de restaurantes e hotéis vista no Sul, o litoral norte de Pernambuco também tem mar verde e natureza a oferecer, porém com menos visitantes e facilidades. Empresários têm investido na região para chamar atenção de turistas em visita ao estado. A agência Martur, por exemplo, tem passeios semanais em grupos e tours privados para municípios como a ilha de Itamaraeá. Quem senta na praia principal da ilha dá de frente para águas calmas, transparentes, que têm no horizonte a Coroa do Avião, ilhota que pode ser vista em um voo panorâmico (R$ 200; 15 min.). Pelo lado oposto, a ilhota tambémpodeser vista do Catamarã Beach Club, em Igarassu, espaço aberto há um ano que oferece day ase em frente ao mar, restaurante e passeios (o de lancha sai a R$ 70 por pessoa, em grupo de 6). Para se hospedar, a vizinha pousada Luar (a partir de R$ 450) está em uma área que mistura vegetação de restinga e mata atlântica, e foi aberta oficialmente este ano. MM A jornalista viajou a convite do evento Visit Pernambuco Travei Show