Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/05/2021 às 23h15

O presidente Jair Bolsonaro passou por cima de ao menos quatro notas técnicas do Ministério da Saúde ao fazer a defesa da vitamina D para tratar pacientes e prevenir da Covid-19. O medicamento não tem eficácia comprovada contra a doença. Em 8 de abril do ano passado, o Ministério da Economia publicou medida no Diário Oficial zerando impostos para o medicamento "tendo por objetivo facilitar o combate à pandemia do coronavírus". No mesmo dia, a pasta da Saúde publicou uma nota técnica dizendo justamente o contrário sobre a eficácia do suplemento no tratamento da doença, com base na análise de estudos científicos. O Departamento de Gestão da Incorporação de Tecnologias e Inovação do órgão disse que há evidências sobre o uso da vitamina D no contexto de doenças respiratórias, mas que não foi identificado nenhum estudo clínico que observou efeitos do nutriente como agente profilático da Covid19. “Não há evidência científica sobre a eficácia da suplementação de vitamina D na prevenção de infecções por Sars-CoV-2 (vírus da Covid) e a associação entre deficiência de vitamina D e o risco de agravamento de infecções por Sars-CoV. Nenhum estudo clínico randomizado ou observacional foi identificado para responder às duas questões”, concluíram os técnicos da Saúde. O órgão disse que ainda era necessária a condução de ensaios clínicos para avaliar a eficácia da suplementação de vitamina D na prevenção de infecções respiratórias pela Covid19 e o risco de agravamento da infecção por falta dela. Quatro dias antes da publicação do estudo, Bolsonaro havia anunciado que zeraria impostos pelo governo federal da vitamina D, hidroxicloroquina e azitromicina, que também não têm efeito contra a Covid. “Todos usados no tratamento de pacientes portadores da Covid-19”, afirmou, em seu perfil oficial em rede social. A Saúde publicou mais duas notas sobre o tema, em maio e em setembro do ano passado, reforçando a sua oposição. A pasta afirmou que não foram identificadas nos estudos evidências robustas e conclusivas quanto à eficácia do uso da vitamina D na prevenção da infecção, tratamento, redução de hospitalização ou redução da mortalidade por Covid. "É prudente aguardar os resultados de estudos com maior qualidade e rigor metodológicos e interpretar com cautela o compilado de evidências atualmente disponíveis na literatura científica”, disse. Os documentos do ministério não foram suficientes para Bolsonaro rever sua posição. Em sua live semanal nas redes sociais no final de dezembro, ele reclamou das medidas de isolamento social como o fechamento de praias, alegando que seria prejudicial para a Covid, por conta da vitamina D. “É um abuso o que está acontecendo. Uma forma de blindar a Covid é a vitamina D. Então, você pega sol. E ficam dando ordem, igual a esse do governador de São Paulo, que não tem como ser cumprida", declarou. A Saúde afirma que as concentrações de vitamina D, principalmente obtida a partir da exposição ao sol, no sangue podem ser afetadas pelas estações do ano e, de fato, há estudos que apontam para uma diminuição das concentrações séricas de vitamina D no inverno, época em que há aumento de casos de gripe. Porém, nenhuma pesquisa até agora mostrou um efeito suficientemente convincente para apoiar o uso de doses mais altas do suplemento para prevenir ou tratar doenças. A mesma fala foi repetida pelo presidente no dia 31 de março, quando Bolsonaro criticou o fechamento de praias no Rio de Janeiro como medida contra aglomerações. Ele disse que a vitamina D era uma forma de evitar que o vírus atinja o indivíduo com gravidade. “Onde você consegue a vitamina D? Tomando sol. Uma hipocrisia”, afirmou. O Ministério da Saúde publicou uma nova nota técnica sobre o tema, em março deste ano, dizendo que identificou oito estudos sobre o tema, cinco de baixa qualidade e três de qualidade moderada. “Corroborando a opinião de agências de saúde internacionais, esta análise da literatura representa um corpo de evidência pouco robusto acerca da associação entre os níveis de vitamina D no sangue e a gravidade, risco ou mortalidade da infecção pelo novo coronavírus”, disse. Além disso, voltou a afirmar que era prudente aguardar os resultados de ensaios clínicos randomizados, estudos com maior qualidade e rigor metodológico para análise conclusiva desta questão. Apesar dos pareceres de seu próprio ministério, Bolsonaro afirmou em março, em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, que nunca errou ao longo da pandemia de Covid-19 ao defender o ineficaz tratamento precoce e criticar medidas restritivas. Em abril deste ano, o YouTube removeu, pela primeira vez, um vídeo do canal do presidente no qual o mandatário fala sobre o tratamento ineficaz contra a Covid-19, entre elas a vitamina D. A plataforma afirmou que "o vídeo foi removido por violar a política de informação incorreta sobre a Covid-19". O Facebook também afirmou que Bolsonaro violou a política do site sobre Covid-19 ao menos 29 vezes neste ano, também citando o tratamento com vitamina D, mas não removeu nem marcou nenhum desses conteúdos como falso. Um estudo que havia mostrado um suposto sucesso da vitamina D tornou-se alvo de críticas e foi retirado do ar neste ano porque não seguiu métodos robustos o suficiente para apontar para aquelas conclusões. O gerente-médico do pronto-atendimento do Hospital Sírio-Libanês, Christian Morinaga, disse à Folha em março que pacientes têm tomado doses cavalares de vitamina D, o que pode elevar os níveis de cálcio no sangue e até causar danos renais. “A suplementação de vitamina D vai ser importante para alguns pacientes, nas doses recomendadas. Muitos acham que quanto mais, melhor, mas não é bem assim”, declarou. Já a farmacêutica Aspen citou a vitamina D entre os medicamentos e substâncias cujas vendas aumentaram em 2020 em função da pandemia. Questionado pela reportagem, o Ministério da Saúde afirmou apenas que "orienta e recomenda que, aos primeiros sinais da Covid-19, os pacientes procurem uma Unidade Básica da Saúde (posto médico) para atendimento médico". "A medida é fundamental para evitar casos graves da doença. Em relação ao uso de medicamentos, cabe ao profissional de saúde receitar o tratamento adequado a cada paciente", disse.

PORTAL HOSPITAIS BRASIL
Data Veiculação: 17/05/2021 às 00h00

Uma aliança para condução de pesquisas formada por Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, o Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet), vem avaliando a eficácia e a segurança de potenciais terapias para pacientes com Covid-19. Ao todo, o grupo conduziu seis estudos e dá andamento, atualmente, a outros quatro voltados a diferentes populações de pacientes com Covid-19. Desta vez, o estudo Coalizão IV avaliou se a anticoagulação plena com rivaroxabana traz benefícios para pacientes com Covid-19 com risco aumentado para eventos tromboembólicos. Os resultados serão apresentados no congresso do American College of Cardiology, neste domingo (16). Este é o primeiro ensaio clínico randomizado oficialmente apresentado que avalia o impacto dessas terapias nos resultados clínicos em Covid-19, e contou com apoio parcial da farmacêutica Bayer. A Bayer não teve nenhum papel no planejamento, condução, análise e interpretação dos resultados da pesquisa. De 24 de junho de 2020 a 26 de fevereiro de 2021, 3.331 pacientes foram selecionados para o Coalizão IV, em 31 instituições no Brasil. Desses, foram incluídos 615 pacientes, seguindo os critérios de elegibilidade: diagnóstico confirmado de Covid-19, duração dos sintomas relacionados à internação menor ou igual a 14 dias, e dímero D elevado (proteína envolvida com a formação de coágulo) em sua admissão hospitalar. Por meio de randomização (sorteio), 311 pacientes foram randomizados para anticoagulação terapêutica e 304 para anticoagulação profilática, recebendo anticoagulação de acordo com o protocolo do estudo. Assim, pacientes estáveis que foram hospitalizados fizeram uso de 20 mg de rivaroxabana por dia. Pacientes instáveis utilizaram 1mg / kg de enoxaparina, durante hospitalização, duas vezes ao dia ou heparina não fracionada intravenosa, seguidos por rivaroxabana por 30 dias, independentemente da duração da hospitalização. Todos os outros cuidados clínicos foram fornecidos a critério do médico assistente, com base nas diretrizes atuais e nos padrões locais de cuidados para Covid-19. A taxa de adesão de 30 dias à intervenção do estudo foi de 94,8% em pacientes randomizados para anticoagulação terapêutica e 99,5% no grupo profilático. A anticoagulação terapêutica tem sido um dos tópicos mais importantes discutidos como terapia potencial para pacientes com Covid-19. Os resultados do Coalizão IV constituem evidências de alto rigor científico sobre o uso de anticoagulação oral nesse cenário e ajudarão os médicos no processo de tomada de decisão ao tratar esses pacientes no ambiente clínico. O QUE ACONTECEU COM OS PACIENTES INCLUÍDOS NO ESTUDO? – A análise do tempo até a morte, duração da hospitalização e duração do oxigênio suplementar por 30 dias não foi estatisticamente diferente entre os pacientes designados aos grupos de anticoagulação terapêutica e profilática. – Aos 30 dias, a incidência de eventos trombóticos não foi significativamente diferente entre os grupos, incluindo o desfecho composto de tromboembolismo venoso, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, embolia sistêmica ou eventos adversos importantes nos membros. No entanto, as taxas de sangramentos maiores e clinicamente relevantes foram significativamente mais elevadas entre os pacientes recebendo anticoagulação terapêutica quando comparados com os que receberam anticoagulação profilática. Interpretação: em pacientes hospitalizados com Covid-19 e níveis elevados de dímero D, a anticoagulação terapêutica intra-hospitalar com rivaroxabana ou enoxaparina seguida de rivaroxabana por 30 dias não melhorou os resultados clínicos e aumentou o sangramento em comparação com a anticoagulação profilática. Portanto, a anticoagulação terapêutica com rivaroxabana em doentes com Covid-19 e que não tenham uma indicação formal para tal estratégia não deve ser empregada de maneira rotineira na prática clínica. EFEITOS ADVERSOS No que diz respeito aos efeitos adversos, a pesquisa mostrou aumento do sangramento em pacientes estáveis que foram submetidos à anticoagulação terapêutica com rivaroxabana e em pacientes instáveis que fizeram uso de heparina, quando comparada à tromboprofilaxia com heparina. OBSERVAÇÕES Os pacientes incluídos no estudo tinham idade média de 56,6 anos 60% dos participantes eram homens 48,6% dos pacientes do grupo terapêutico e 49,7% do grupo profilático eram hipertensos Diabéticos compunham 26,7% dos pacientes do grupo terapêutico e 22% do grupo profilático Após a alta, o acompanhamento foi realizado por telefone em 30 dias para avaliar os resultados do estudo e em 60 dias para informações adicionais de segurança. Os outros estudos da Coalizão Covid-19 Brasil Coalizão V – Avalia se a hidroxicloroquina previne hospitalização em pacientes ambulatoriais com formas leves de Covid-19. Foram incluídos 1319 pacientes de um total previsto de 1620 em 56 centros. Coalizão VII – Está avaliando o impacto a longo prazo, após alta hospitalar, incluindo qualidade de vida, de pacientes que tiveram Covid-19 e foram participantes dos demais estudos da Coalizão. Em andamento. Foram incluídos 1500 pacientes. Coalizão VIII – Avalia se anticoagulação com rivaroxabana previne hospitalização em pacientes ambulatoriais com formas leves de Covid-19. Foram incluídos 284 pacientes de um total previsto de 1000 em 56 centros. Coalizão IX – Avaliará se drogas antivirais isoladas e/ou em combinação entre si são efetivas para tratar casos de Covid-19 hospitalizados com doença moderada. Os antivirais a serem testados são atazanavir, daclatasvir associados a sofosbuvir.

LIVE CNN BRASIL/CNN BRASIL/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/05/2021 às 13h05

Sala de vacinação a aplicação da vacina da astrazeneca continua suspensa no país para grávidas e mães de recém nascidos nas vinte e duas mil gestantes ou mães que receberam a primeira dose do imunizante e grande parte delas agora não sabe o que fazer tão anti vai ver agora é mostrar para você quais são as recomendações para esse grupo a reportagem do tiago américo grávida de gêmeos paula fez questão de registrar momento que recebeu a primeira dose no início do mês da oxford astrazeneca farmacêutica e como a doença auto imune ela resolveu por orientação médica que tomaria vacina se protegendo para cuidar dos bebês que estão pra nascer eu tomaria daqui nem que fosse que tivessem entre pegar convide grávida aqui estamos com uma mortalidade mais alta este ano na conta das variantes e entre os os eventos adversos da vacina o benefício da vacina é muito maior não foi essa minha decisão eu não fiquei preocupada mas a decisão da viúva surpreendeu paulo outras vinte e duas mil mães brasileiras que tomaram a primeira dose da vacina inglesa a recomendação dada pelo órgão ao ministério da saúde proíbe que mulheres grávidas e puérperas sem comorbidades tomem qualquer vacina somente as que têm algum tipo de problema de saúde devem receber os outros dois imunizantes disponíveis a corona vac que a vacina da fazer a suspensão aconteceu depois da suspeita de um evento adverso grave em uma mulher grávida de vinte e três semanas ela sofreu uma vice hemorrágico que tirou a vida dela que a do bebê depois de tomar a primeira dose do imunizante da astrazeneca a gestante de trinta e cinco anos morreu no dia dez de maio no estado do rio de janeiro essa médica infectologista do sírio libanês conta que a decisão da suspensão momentânea é importante para a investigação descobrir se o caso raro tem de fato relação com a vacina da astrazeneca é uma atitude ótima ela mostra pra gente a segurança do processo de vacinação aqui no brasil mas ela lembra que vacinação seguras que não há motivo para Preocupação principalmente de quem já tomou a primeira dose o tempo de investigação provavelmente deve coincidir com o prazo entre a primeira e a segunda dose do imunizante que é de doze semanas os poucos ricamente a astra dela ela tem um tempo maior entre as duas doses por mais que se extrapola esse prazo é importante a gente ter a consciência de que não necessariamente vai ter um prejuízo a gente não perde doses de vacina a questão agora é ficar tranquila aguardar geralmente os quadros de complicações ele relacionado à vacina eles vão aparecer até no máximo quinze dias dessa vacina ong viva diz que até o momento os benefícios da vacina astrazeneca supera os riscos e que recomenda pela continuidade da vacinação seguindo que especifica a bula do imunizante nela a fabricante fala aqui a dados limitados sobre o uso da vacina em mulheres grávidas ou que estejam amamentando e pede que o médico decida pela imunização ou não da gestante camila pinheiro é ginecologista e obstetra ela diz que orienta suas pacientes com comorbidades simbolizarem já que o risco de ter complicações mais graves por causa da doença é infinitamente maior a chance até o momento é o risco de uma trombose duran após a vacinação ele é muito menor do que por exemplo a utilização de anticoncepcional muito menor do que o tabagismo então ele é muito menor do que eu sei situações isso não vai interferir na escolha pela vacinação em gestantes e puérperas que tem uma indicação disso agora com essa história da suspensão é eu estou preocupado em não tomar a segunda dose ou espero que eu consiga tomar a segunda dose quando chegar a minha vez.