Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

CRESCER ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/03/2020 às 15h35

Os pesquisadores avaliaram quatro mulheres em Wuhan, na China (Foto: Pexels) publicado na revista científica Frontiers in Pediatrics, um estudo apontou que grávidas infectadas com coronavírus (COVID 19) não transmitiram o vírus para seus bebês. Os pesquisadores avaliaram quatro mulheres, em Wuhan, na China, local onde os primeiros casos da doença foram relatados. Todas as quatro mães foram infectadas sintomaticamente com COVID-19 durante seu terceiro trimestre. Segundo o estudo, três dos bebês tiveram o consentimento dos pais para realizarem o teste e verificar a presença de coronavírus e nenhum foi diagnosticado com a doença. Quanto aos sintomas, os pesquisadores não identificaram o desenvolvimento de sintomas, como tosse, diarreia, e febre em nenhuma das quatro crianças. Apesar de ser muito cedo ainda para tirar conclusões sobre esse cenário, um outro estudo publicado no The Lancet, com nove grávidas, também sugeriu que o novo coronavírus não passaria de mãe para filho durante a gestação. As mulheres também eram de Wuhan, na China e tiveram pneumonia causada pelo COVID 19. Todas deram à luz por meio de cesariana. Para a infectologista Mirian Dal Ben, do Hospital Sírio-Libanês (SP), ainda é muito cedo para se chegar a uma conclusão, mas essa é a única evidência que temos no caso das grávidas e, se observarmos o comportamento de outros coronavírus, realmente, a transmissão do vírus da mãe para o bebê não acontece.

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/03/2020 às 00h00

O ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), foi internado em hospital em São Paulo devido a um quadro infeccioso, mas não relacionado ao novo coronavírus nem a uma cirurgia realizada em janeiro, informou seu gabinete. "Informamos que o ministro Celso de Mello... encontra-se internado em hospital na capital paulista em razão de quadro infeccioso", disse o gabinete do decano, segundo a assessoria do STF. "A patologia não tem relação com a cirurgia a que o ministro foi submetido em janeiro deste ano nem com o novo coronavírus. A licença médica do decano foi renovada até 30 de março. Ainda não há previsão de alta." Celso de Mello passou por uma cirurgia no quadril em janeiro no hospital Sírio-Libanês. Celso de Mello é o próximo ministro a se aposentar compulsoriamente no STF, em 1º de novembro, quando completará 75 anos. Com isso, será aberta a primeira vaga para indicação de ministro do STF pelo atual presidente Jair Bolsonaro. (Reportagem de Anthony Boadle)

MSN BRASIL
Data Veiculação: 17/03/2020 às 00h00

O decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Celso de Mello, se encontra internado nesta terça-feira, 17, em hospital em São Paulo em razão de um quadro infeccioso, informou o gabinete do ministro em nota. "A patologia não tem relação com a cirurgia a que o ministro foi submetido em janeiro passado nem com o novo coronavírus", informou a assessoria de Celso de Mello. Segundo o gabinete, a licença médica do decano que acabaria na próxima quinta-feira, 19, foi renovada até o dia 30 de março. Ainda não há previsão de alta. Celso de Mello se submeteu a uma cirurgia no quadril no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, em janeiro deste ano. Segundo o 'Estado' apurou à época, o decano havia dito a interlocutores que pagaria a cirurgia do próprio bolso. A saúde do ministro estava fragilizada e ele tem dependido de cadeira de rodas para chegar ao plenário das sessões do Supremo. Decano do Supremo, Celso de Mello completa 75 anos em 1º de novembro deste ano, idade em que é aposentado compulsoriamente e uma nova vaga na Corte é aberta. A ausência do ministro deve afetar julgamentos do tribunal, como a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro ao condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso do tríplex do Guarujá. A defesa de Lula questiona a atuação do ministro enquanto julgou o seu processo, em Curitiba. Ministros do STF defendem que a discussão seja feita com a composição completa da 2ª Turma da Corte - o voto de Celso é considerado decisivo para a definição do placar.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 17/03/2020 às 22h06

O JN registrou o momento em que os médicos passavam para as autoridades de saúde os detalhes sobre a primeira morte por Covid-19 no país. “O seu site está fora do ar desde as 8 da manhã. Nós passamos direto para o secretário. Ele começou a ter sintomas dia 10, ele não tinha nenhuma, nenhum dado epidemiológico forte, ele não tinha viagem fora do país e ele não teve contato com ninguém que ele soubesse que era confirmado. Isso é muito importante que a gente coloque para as pessoas que a doença está circulando entre todos nós”, dizia ao telefone a infectologista Carla Guerra, diretora da rede Prevent Senior. A rede onde a primeira vítima foi atendida é a Prevent Senior, especializada em idosos, que já tem um número grande de pacientes monitorados e internados aguardando resultado de exames. Segundo os diretores, dos 365 testes foram feitos do dia 9 para cá o resultado veio para apenas 15% deles. Dos 54 exames, 24 deram positivo. O prazo para entrega num dos principais laboratórios de São Paulo hoje está em sete dias. Quem tem sintomas leves está isolado em casa e sendo monitorado pelos profissionais do próprio convênio. Sem poder esperar, os médicos estão internando os casos suspeitos e mais graves a partir dos exames clínicos e de tomografias. “O que a gente tem usado como parâmetro de diagnóstico suspeito é o quadro clínico que o paciente apresenta: uma insuficiência respiratória, uma dificuldade para respirar muito importante e a tomografia que tem mostrado um padrão característico de vidro fosco”, explicou Carla Guerra. “Basicamente são 50 pacientes em internações hospitalares, 30 deles em UTI, mais de 20 deles, na verdade 20 deles exatamente neste momento estão já em intubação e uma característica muito importante é que grande parte desses pacientes que passaram pelos exames estão aguardando o resultado em domicílio, em quarentena. Hoje nós temos um hospital dedicado, já estamos preparando mais um hospital da nossa rede de oito hospitais para poder receber esses pacientes com agravamento do quadro clínico. Nós temos a confirmação de seis óbitos, somente um com a Covid-19. Os outros cinco estão com exames radiológicos e os exames clínicos sugestivos de Covid-19 aguardando o resultado do exame”, disse o médico Pedro Benedito Batista Júnior, diretor-executivo da Prevent Senior. A maioria dos internados tem mais de 60 anos, mas um dos pacientes tratados na UTI com suspeita da Covid-19 tem 33 anos e problemas respiratórios anteriores. A maioria dos contaminados pelo novo coronavírus terá apenas sintomas leves e nem vai precisar de internação. Mas os pacientes muito graves, que são cerca de 6% dos doentes, têm precisado da UTI, um recurso que dificilmente temos sobrando. Por isso é tão importante evitar uma escalada rápida da epidemia. Segundo o Ministério da Saúde, o país tem 55.101 leitos de UTI para todas as doenças, cerca de metade para pacientes do SUS. Os outros leitos são particulares, mas atendem apenas a 25% da população que tem acesso a planos de saúde. Nas unidades de terapia intensiva, o principal equipamento para os pacientes mais graves é o respirador. O pulmão comprometido precisa de ajuda para fazer a oxigenação do sangue. No mundo todo o tempo de recuperação tem sido longo. “Em média, eles acabam ficando internados entre duas ou três semanas para ter uma recuperação de um quadro grave e a principal indicação para esses pacientes irem para uma Unidade de Terapia Intensiva é um quadro de insuficiência respiratória”, explicou Maurício Henrique Claro dos Santos, médico intensivista do Hospital Sírio-Libanês. Tanto no setor público quanto no privado, o esforço é para aumentar a capacidade de atendimento nas UTIs. O coordenador do centro de contingência do coronavírus em São Paulo, David Uip, afirmou que, para atender a população que depende do SUS, serão criados mais leitos. “Este primeiro momento impactou o serviço privado, mas é questão de dias e horas para impactar o serviço privado. Nós estamos nos preparando para adicionar aos 7.200 leitos de UTI mais 1.400 no primeiro momento”, afirmou Uip “É essa a nossa grande preocupação. Por isso, estamos orientando nossos beneficiários que são mais idosos que fiquem em suas casas, que não circulem, que não vão na farmácia, na padaria, que eles fiquem em casa restritos. Qual é a nossa grande preocupação? Se todo mundo ficar doente neste primeiro momento, nenhum serviço de saúde vai ter condição de cuidar de todos ao mesmo tempo”, disse Carla Guerra. Na noite desta terça-feira, David Uip disse que é natural o descompasso entre o diagnóstico do laboratório e a notificação de casos da Covid-19; que a demora para sair resultados ocorre porque muita gente fez exame sem indicação; e que os laboratórios, a partir de agora, devem priorizar os exames de pacientes internados e dos profissionais da saúde. “O seu site está fora do ar desde as 8 da manhã. Nós passamos direto para o secretário. Ele começou a ter sintomas dia 10, ele não tinha nenhuma, nenhum dado epidemiológico forte, ele não tinha viagem fora do país e ele não teve contato com ninguém que ele soubesse que era confirmado. Isso é muito importante que a gente coloque para as pessoas que a doença está circulando entre todos nós”, dizia ao telefone a infectologista Carla Guerra, diretora da rede Prevent Senior. A rede onde a primeira vítima foi atendida é a Prevent Senior, especializada em idosos, que já tem um número grande de pacientes monitorados e internados aguardando resultado de exames. Segundo os diretores, dos 365 testes foram feitos do dia 9 para cá o resultado veio para apenas 15% deles. Dos 54 exames, 24 deram positivo. O prazo para entrega num dos principais laboratórios de São Paulo hoje está em sete dias. Quem tem sintomas leves está isolado em casa e sendo monitorado pelos profissionais do próprio convênio. Sem poder esperar, os médicos estão internando os casos suspeitos e mais graves a partir dos exames clínicos e de tomografias. “O que a gente tem usado como parâmetro de diagnóstico suspeito é o quadro clínico que o paciente apresenta: uma insuficiência respiratória, uma dificuldade para respirar muito importante e a tomografia que tem mostrado um padrão característico de vidro fosco”, explicou Carla Guerra. “Basicamente são 50 pacientes em internações hospitalares, 30 deles em UTI, mais de 20 deles, na verdade 20 deles exatamente neste momento estão já em intubação e uma característica muito importante é que grande parte desses pacientes que passaram pelos exames estão aguardando o resultado em domicílio, em quarentena. Hoje nós temos um hospital dedicado, já estamos preparando mais um hospital da nossa rede de oito hospitais para poder receber esses pacientes com agravamento do quadro clínico. Nós temos a confirmação de seis óbitos, somente um com a Covid-19. Os outros cinco estão com exames radiológicos e os exames clínicos sugestivos de Covid-19 aguardando o resultado do exame”, disse o médico Pedro Benedito Batista Júnior, diretor-executivo da Prevent Senior. A maioria dos internados tem mais de 60 anos, mas um dos pacientes tratados na UTI com suspeita da Covid-19 tem 33 anos e problemas respiratórios anteriores. A maioria dos contaminados pelo novo coronavírus terá apenas sintomas leves e nem vai precisar de internação. Mas os pacientes muito graves, que são cerca de 6% dos doentes, têm precisado da UTI, um recurso que dificilmente temos sobrando. Por isso é tão importante evitar uma escalada rápida da epidemia. Segundo o Ministério da Saúde, o país tem 55.101 leitos de UTI para todas as doenças, cerca de metade para pacientes do SUS. Os outros leitos são particulares, mas atendem apenas a 25% da população que tem acesso a planos de saúde. Nas unidades de terapia intensiva, o principal equipamento para os pacientes mais graves é o respirador. O pulmão comprometido precisa de ajuda para fazer a oxigenação do sangue. No mundo todo o tempo de recuperação tem sido longo. “Em média, eles acabam ficando internados entre duas ou três semanas para ter uma recuperação de um quadro grave e a principal indicação para esses pacientes irem para uma Unidade de Terapia Intensiva é um quadro de insuficiência respiratória”, explicou Maurício Henrique Claro dos Santos, médico intensivista do Hospital Sírio-Libanês. Tanto no setor público quanto no privado, o esforço é para aumentar a capacidade de atendimento nas UTIs. O coordenador do centro de contingência do coronavírus em São Paulo, David Uip, afirmou que, para atender a população que depende do SUS, serão criados mais leitos. “Este primeiro momento impactou o serviço privado, mas é questão de dias e horas para impactar o serviço privado. Nós estamos nos preparando para adicionar aos 7.200 leitos de UTI mais 1.400 no primeiro momento”, afirmou Uip “É essa a nossa grande preocupação. Por isso, estamos orientando nossos beneficiários que são mais idosos que fiquem em suas casas, que não circulem, que não vão na farmácia, na padaria, que eles fiquem em casa restritos. Qual é a nossa grande preocupação? Se todo mundo ficar doente neste primeiro momento, nenhum serviço de saúde vai ter condição de cuidar de todos ao mesmo tempo”, disse Carla Guerra. Na noite desta terça-feira, David Uip disse que é natural o descompasso entre o diagnóstico do laboratório e a notificação de casos da Covid-19; que a demora para sair resultados ocorre porque muita gente fez exame sem indicação; e que os laboratórios, a partir de agora, devem priorizar os exames de pacientes internados e dos profissionais da saúde.

SAÚDE BUSINESS ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/03/2020 às 21h45

A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) vem a público reforçar, neste momento de pandemia do novo coronavírus, o apoio ao trabalho do Ministério da Saúde (MS) no enfrentamento da doença. Desde o princípio, a pasta tratou o tema de maneira séria, transparente e clara junto à sociedade. Abriu frentes de diálogo com o setor de saúde e orientou de forma precisa os prestadores desse serviço, seja por meio de protocolos ou diretrizes, para o atendimento adequado da população. Estão sendo abrangentes e detalhados os esforços do Ministério da Saúde para o combate à epidemia, inclusive com a integração entre os setores público e privado, além da construção de planos de atendimento e tratamento dos infectados de maneira segura e eficaz. Com a agilidade nas tomadas de decisões e as parcerias estabelecidas junto aos prestadores de serviço e à população, o Brasil vem trabalhando incessantemente para conter a disseminação da doença e reduzir os casos fatais. Como entidade representativa dos principais hospitais privados do país, a Anahp segue compartilhando e dando visibilidade para as informações do Ministério da Saúde nos diversos canais de comunicação da Associação. A Anahp estará ao lado do MS para o enfrentamento ao Covid-19 por meio dos seus 122 hospitais associados, seguindo a missão da entidade de contribuir com o sistema de saúde brasileiro. Membros Anahp A.C.Camargo Cancer Center AACD – Associação de Assistência à Criança Deficiente BP Mirante Casa de Saúde São José Clínica São Vicente Complexo Hospitalar de Niterói Hospital 9 de Julho Hospital Adventista de Belém Hospital Albert Sabin (MG) Hospital Albert Sabin (SP) Hospital Alemão Oswaldo Cruz Hospital Aliança Hospital Anchieta Hospital Assunção Hospital Baía Sul Hospital Barra D´Or Hospital BP Hospital Brasília Hospital Cárdio Pulmonar Hospital Cardiológico Costantini Hospital Copa D´Or Hospital Daher Lago Sul Hospital das Nações Hospital de Caridade de Ijuí Hospital de Caridade Dr. Astrogildo de Azevedo Hospital Divina Providência Hospital do Coração – HCor Hospital do Coração Anis Rassi Hospital do Coração do Brasil Hospital Dona Helena Hospital e Maternidade Brasil Hospital e Maternidade Santa Joana Hospital e Maternidade São Luiz – Unidade Anália Franco Hospital e Maternidade São Luiz – Unidade Itaim Hospital Edmundo Vasconcelos Hospital Ernesto Dornelles Hospital Esperança Hospital Esperança Olinda Hospital Evangélico de Londrina Hospital Icaraí Hospital Infantil Sabará Hospital IPO Hospital Israelita Albert Einstein Hospital Leforte Liberdade Hospital Madre Teresa Hospital Mãe de Deus Hospital Marcelino Champagnat Hospital Márcio Cunha Hospital Mater Dei Hospital Mater Dei Contorno Hospital Memorial São Francisco Hospital Memorial São José Hospital Meridional Hospital Metropolitano Hospital Ministro Costa Cavalcanti Hospital Moinhos de Vento Hospital Monte Sinai Hospital Nipo-Brasileiro Hospital Nossa Senhora das Graças Hospital Nossa Senhora das Neves Hospital Novo Atibaia Hospital Oeste D’Or Hospital Pequeno Príncipe (PR) Hospital Pilar Hospital Policlínica Cascavel Hospital Pompeia Hospital Porto Dias Hospital Português Hospital Primavera Hospital Pró-Cardíaco Hospital Quinta D´Or Hospital Rios D’Or Hospital Samaritano Hospital Santa Catarina Hospital Santa Catarina de Blumenau Hospital Santa Clara (MG) Hospital Santa Cruz (PR) Hospital Santa Cruz (SP) Hospital Santa Isabel Hospital Santa Izabel Hospital Santa Joana Recife Hospital Santa Lúcia (DF) Hospital Santa Lucia (RS) Hospital Santa Luzia Hospital Santa Marta Hospital Santa Paula Hospital Santa Rita de Cássia Hospital Santa Rosa Hospital Santa Virgínia Hospital Santo Amaro Hospital São Camilo Pompeia Hospital São Lucas (SE) Hospital São Lucas (SP) Hospital São Lucas Copacabana Hospital São Lucas da PUCRS Hospital São Luiz – Unidade Morumbi Hospital São Marcos Hospital São Mateus Hospital São Rafael Hospital São Vicente Hospital São Vicente de Paulo (RJ) Hospital São Vicente de Paulo (RS) Hospital Saúde da Mulher Hospital Sepaco Hospital Sírio-Libanês Hospital Tacchini Hospital Vera Cruz Hospital Vera Cruz Hospital Vita Batel Hospital Vita Curitiba Hospital ViValle IBR Hospital Laranjeiras Clínica Perinatal Oncobio Pró Matre Paulista Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco Santa Casa de Maringá Santa Casa de Misericórdia de Maceió Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre Santa Genoveva Complexo Hospitalar SOS Vida UDI Hospital Vitória Apart Hospital

JORNAL GLOBONEWS - EDIÇÃO DAS 16H/GLOBONEWS
Data Veiculação: 17/03/2020 às 17h49

Transcrição:

Mesmo quando surgir a gente volta a conversar aqui no estúdio, produtor Marcos Eduardo Lopes infectologista do Hospital sírio-libanês e do Hospital das Clínicas aqui em São Paulo Matos e que fazer uma pergunta a Tomás, né. Queria voltar. Há o caso de testagem porque há um esgotamento em alguns lugares pode haver desmatamento em razão do fluxo maior de pessoas nas próximas semanas. Só para explicar para o nosso assinante o equipamento que testa, ele é importado, ele é produzido no Brasil.

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/03/2020 às 16h35

O novo coronavírus mudou a estrutura das relações sociais. Especialistas recomendam que fiquemos em casa pelo maior tempo possível e evitemos aglomerações para que a pandemia não progrida. Mas para quem mora em condomínio de prédios ou casas, a possibilidade de usar as facilidades, como piscina e academia, pode parecer tentadora e até dar uma falsa sensação de segurança, por se tratar de ambientes conhecidos. Não é bem assim. Muitos condomínios já estão fechando áreas comuns para evitar que a constante circulação de pessoas ajuda a espalhar o vírus. E se esse não for o caso do local onde você mora, é importante tomar cuidados. O Viva Bem conversou com a infectologista Mirian Dal Ben, do Hospital Sírio-Libanês (SP) e com Paulo Olzon, infectologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), para tirar as principais dúvidas sobre o uso de áreas comuns. "O objetivo da quarentena voluntária na comunidade é diminuir o contato entre as pessoas para diminuir a velocidade de aumento no número de casos da população e dar condições para que o sistema de saúde consiga absorver os casos graves. Não adianta de nada fecharmos escolas e mantermos o contato entre pessoas (principalmente jovens e crianças) em locais como parquinhos, brinquedotecas e academias", explica Dal Ben. Devo pegar o elevador ou subir de escadas? Os botões do elevador são superfícies tocadas frequentemente. De acordo com a recomendação dos especialistas entrevistados, não é necessário usar as escadas —inclusive por muitas pessoas não terem condições físicas para subir até seus andares — e, sim, higienizar as mãos após usar o elevador e tocar nos botões. "Se for subir de escada, o cuidado também vale para quem tocou em corrimões e maçanetas", explica Olzon. Devo ter medo de entrar no elevador se tiver alguém de máscara? Não. A máscara impede que a pessoa elimine gotículas no ar e contamine o elevador, portanto, este é o jeito certo da pessoa com sintomas como tosse, dor de garganta e espirros se deslocar. Só evite contato com essa pessoa: nada de cumprimentá-la com um aperto de mão. Mas você pode dar bom dia e um sorriso simpático, sem medo. Posso continuar usando a piscina? Apesar de o vírus não sobreviver na água com cloro, ainda é melhor evitar o uso da área pelo contato com outras pessoas, além do uso compartilhado de cadeiras e vestiários. É seguro treinar na academia do condomínio? Como elas são ambientes fechados e muitas vezes pequenos, a academia também deve ser evitada por ser um local em que as pessoas têm muito contato umas com as outras —tocando nos mesmos aparelhos, dividindo bancos, colchonetes e bebedouros. "Deve-se optar por realizar exercícios em casa ou em ambientes abertos longe de outras pessoas, sem compartilhar acessórios", indica a infectologista do Hospital Sírio-Libanês.

ABRASCO/RIO DE JANEIRO
Data Veiculação: 17/03/2020 às 14h13

17 de março de 202017 de março de 2020 Bruno C. Dias O caos provocado pelo coronavírus na Itália expôs a gravidade que a explosão da pandemia pode provocar nos países que não estiverem devidamente preparados. A situação serviu de alerta para autoridades e população brasileira e sendo amplamente debatida na mídia, com participação da Abrasco em diversas matérias. José Cássio de Moraes, integrante da Comissão de Epidemiologia da Abrasco e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Saúde de São Paulo, concedeu entrevista ao jornalista Leonardo Desideri, do jornal Gazeta do Povo, na qual explicou diferenças e similaridades entre as populações de ambos os países e quais situações vivenciadas na Europa devem orientar as autoridades sanitárias e população brasileira. “Não tem nenhuma medida mágica que evite a circulação de uma doença de transmissão respiratória”, explicou José Cássio, ressaltando que é necessário haver um equilíbrio entre alerta e pânico, para não gerar uma sobrecarga maior ainda no sistema de saúde, e que pode inviabilizar o atendimento dos grupos mais suscetíveis. Para o epidemiologista, o mais importante no atual momento é minimizar os riscos relacionados aos grupos mais suscetíveis – idosos e pessoas com enfermidades graves. Quanto menor a circulação de pessoas melhor, mas ele ressaltou que segmentos inteiros da sociedade jogados na informalidade necessitam das ruas para sua subsistência, o que impede a efetividade da quarentena como única medida preventiva. “As pessoas não vão ficar em casa, provavelmente. Vão circular, vão fazer outras atividades. A gente tem, hoje, uma economia informal muito grande, e essas pessoas não vão respeitar a restrição, porque, se não forem vender seus produtos, não têm uma renda”, afirma ele – um dilema que deve ser respondido pelo Poder Público. Participam também da matéria Maria Beatriz Dias, infectologista do Hospital Sírio Libanês e Jamal Suleiman, infectologista do Hospital Emílio Ribas. Confira a matéria na publicação original.

JORNAL DA CULTURA 1ª EDIÇÃO/TV CULTURA/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/03/2020 às 13h29

Transcrição:

A doutora Maria Beatriz dias infectologista e diretora clínica do Hospital Sírio-Libanês continua conosco para esclarecer dúvidas sobre convide dezenove doutora, nós ouvimos que a limpeza do ambiente também é muito importante neste momento para as mãos, a gente tem redobrado a informação de que o uso do álcool em gel também muito importante que é possível usar para uma limpeza mais criteriosa dos ambientes alguma mudança, essa rotina é. Este vividos pelos estudos laboratoriais que foram feitas eles têm um uma permanência no ambiente que pode durar de obras até dias. E o as temperaturas mais baixas favorecem essa permanência as mais altas não favorecem e essa permanência Oscar que não se usa normalmente em casa, particularmente os infectados, à base de óleo e a base de álcool tem uma alta eficácia contra esses vírus, então a limpeza mecânica eventualmente seguida da limpeza com produtos à base de clarão de álcool é suficiente. São as coisas que normalmente é esse uso em casa e estas medidas que o colega infectologista mencionou de não partilhar copos, talheres e sede, isso se estende para quem está doente, para quem não está doente também, porque eu que tenho Aparecido nas publicações internacionais e que pessoas óleo do sintomático as que são aquelas que têm sintomas muito leves e que às vezes podem achar que estão cumprem a RIM enquanto não toco, matasse cima, não é nada por uma febre na de nada, estas pessoas também transmite o vírus, então, o ideal é que a gente de fato fique a um metro ou mais das pessoas e não parte ele nada com ninguém nem com familiares. Tem mais perguntas que chegam das ruas, vamos ao ver. Eric d eu tenho uma dúvida é sobre a máscara usando a máscara de proteção por que que eu sendo saudável, eu não posso e é usado, né, porque eu não sei, na verdade, eu estou saudável não e é dúvida essa. E houve uma corrida, né, buscar das máscaras, mas é preciso saber quando exatamente ela tem ela é eficaz para o uso, então a máscara, ela é eficaz. E em primeiro lugar para a pessoa que está com quadro respiratório, então soltou tossindo esperando ou com coriza eu coloco colocando uma máscara, eu evito é disseminar essas gotículas infectadas num ambiente que podem estar carregando vírus seja ele de influenza seja ele o coronavírus nós estamos tendo muitos casos de influenza na cidade de São Paulo neste momento também é o então a máscara usada para pessoa doente, ajuda não disseminar a infecção e não será que um problema de logística de onde se demonstrou que as máscaras tem eficiência e devem ser usadas no atendimento feito por profissionais de saúde, então o profissional de saúde que vai prestar atendimento a uma pessoa que está e com quadro respiratório, ele se protege com uma máscara cirúrgica ou com aquela máscara e noventa e cinco ou se ele for fazer procedimentos quiseram horas ao que isso aspira ao paciente colheu exame para saber se o paciente está com o coronavírus pouco influenciou com algum outro vidas e em situações que acontecem, mas na fisioterapia respiratória ou mesmo no alto em que o paciente está entubado, as pessoas falam não, mas eu quero saber de mim, eu não quero saber desta questão o mundo inteiro, inclusive nos Estados Unidos, que é um país riquíssimo está sofrendo com desabastecimento de máscaras, tanto cirúrgicas quanto máscaras, n noventa e cinco, o essas máscaras e que são para aerossóis então, é aquela questão, nós somos parte de uma comunidade, então, a gente tem que ter um pouco decente o meu uso indevido vai tirar para uma situação bem realmente a necessidade da gente e já evitando ficar como é o exame como é feito o exame que detecta o coronavírus sim, o exame que detecta o coronavírus só sobre a questão anterior a para exemplificar o nosso grupo do Hospital das Clínicas e fez um estudo na época do H um e nenhum para saber se pessoas que tinham transporte porque tinham que tomar transporte público tinham mais infecção do que aquelas que não e não houve uma correlação entre o uso de transporte público seja ônibus seja metrô e a ocorrência maior de infecção pelo vírus da gripe suína então, essa impressão que a gente tem nem sempre se confirma o bom a outra pergunta, você fez, desculpe, eu me perdi sobre o teste, como é feito para rapidamente a gente conclui. Okay, o teste é feito por uma reação molecular de que é cadeia de primeira as em e tem uma coleta que não é nada agradável, porque um longo é um fator genético é colocado no nariz para raspar anaço faringe então não é que no vestido nasal e lá atrás, não é nada de com a agradável de ser feito e deve ser usado só por pessoas nessas redes saem pessoas sintomática as redatora Maria Beatriz dias.

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/03/2020 às 12h41

O Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, decidiu restringir a realização de testes de diagnóstico para o novo coronavírus e os aplicará somente a pacientes internados ou àqueles que no pronto-socorro apresentarem insuficiência respiratória. A medida visa preservar o estoque de testes em um primeiro momento para evitar que venham a faltar posteriormente, em um eventual agravamento da crise no Brasil. A coluna Painel agora está disponível por temas. Para ler todos os assuntos abordados na edição desta terça-feira (17) clique abaixo: Comunicação sobre coronavírus expõe falta de liderança e pressiona Bolsonaro Prefeitos pedem a Bolsonaro que fronteiras aéreas com a Europa sejam fechadas Igrejas evangélicas adotam cultos online e orações sem dar as mãos na crise do coronavírus

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/03/2020 às 12h41

O Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, decidiu restringir a realização de testes de diagnóstico para o novo coronavírus e os aplicará somente a pacientes internados ou àqueles que no pronto-socorro apresentarem insuficiência respiratória. A medida visa preservar o estoque de testes em um primeiro momento para evitar que venham a faltar posteriormente, em um eventual agravamento da crise no Brasil. A coluna Painel agora está disponível por temas. Para ler todos os assuntos abordados na edição desta terça-feira (17) clique abaixo: Comunicação sobre coronavírus expõe falta de liderança e pressiona Bolsonaro Prefeitos pedem a Bolsonaro que fronteiras aéreas com a Europa sejam fechadas Igrejas evangélicas adotam cultos online e orações sem dar as mãos na crise do coronavírus

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/03/2020 às 11h39

O Estado de S. Paulo faz nesta terça-feira, 17, uma transmissão ao vivo com a Dra. Mirian Dal Ben, infectologista do Hospital Sírio Libanês. Ela vai tirar dúvidas sobre como o funcionamento do vírus e como prevenir o contágio. A transmissão será realizada nas redes sociais do jornal e está marcada para às 16 horas. As perguntas podem ser enviadas por meio do grupo #EstadãoInforma: Coronavirus (clique aqui para entrar), espaço para discussão e troca de informações sobre a pandemia, aberto a todos os leitores do Estadão. A iniciativa é parte da cobertura especial sobre a pandemia. Ontem, o Estado recebeu a psicanalista e pesquisadora na área da infância Ilana Katz para falar sobre como lidar com as crianças. O jornal disponibilizou seus principais conteúdos sobre a epidemia gratuitamente aos leitores que não são assinantes. Foi criado também Boletim Coronavírus, newsletter aberta a todos com as principais notícias do dia sobre o tema.

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/03/2020 às 11h18

Quem acompanha as notícias diariamente já entendeu o recado: no Brasil, o momento atual pede que a maior parte possível da população fique em casa para evitar uma disseminação ainda maior do novo coronavírus. Mas há quem ainda precisa trabalhar fora todos os dias, cumprir outros tipos de tarefas na rua e até quem não levou a sério a recomendação e acha que tudo bem continuar indo ao bar com os amigos. Mas o que fazer se você respeita a recomendação, mas quem mora com você —por escolha ou necessidade— não? Não há como negar que quem não faz o isolamento domiciliar e leva uma vida normal está trazendo o risco de infecção pelo vírus para todos que ficam na casa. "Você provavelmente já sabe que, para evitar, deve ficar distante e não compartilhar objetos. Mas, na prática, é mais difícil, especialmente se tratando de pessoas bem próximas, como casais. É uma decisão a ser tomada pela pessoa", aponta Paulo Olzon, clínico e infectologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). E se este é o seu caso, é importante estar atento ao desenvolvimento de sintomas em todos os moradores da casa. "Se alguém apresenta sinais como febre, tosse, dor de garganta e dor no corpo, deve-se procurar um serviço de saúde para fazer o teste e se isolar", explica Mirian Dal Ben, infectologista do Hospital Sírio-Libanês (SP). Mesmo sem a confirmação, se uma pessoa da convivência próxima apresenta a suspeita, todas as outras também devem permanecer em casa, sem contato com terceiros, já que podem estar infectadas sem apresentar sintomas. A importância do isolamento domiciliar voluntário muitos especialistas defendem que é hora de adotar o isolamento para quem tem a opção de ficar em casa. É o caso do virologista e professor no Instituto de Ciências Biomédicas da USP (Universidade de São Paulo) Paolo Zanotto, que declarou em um artigo publicado na quinta-feira (12) na Folha de S. Paulo que é "prudente assumir um risco elevado" o quanto antes. Para evitar um número grande de mortos pelo vírus, ele sugere um regime de isolamento amplo, ou seja, que escolas sejam fechadas e que pessoas trabalhem de casa e evitem sair na rua. Segundo Zanotto, intervenções como essa antes do crescimento exponencial da doença foram responsáveis pelo comportamento ascendente moderado da covid-19 em Singapura, Japão e Hong Kong. Além disso, a medida impediu a saturação do sistema hospitalar.

O GLOBO/RIO DE JANEIRO | Geral
Data Veiculação: 17/03/2020 às 03h00

0s temores dos médicos na linha de frente do combate à doença Expostos ao risco e dado o alto grau de contágio da Covid-19, médicos das redes pública e privada do Rio temem ser infectados, página9 MIGUEL MEDINA/AFP Proteção. Profissional da saúde usa proteção para atender paciente em Brescia, na Lombardia, região italiana mais afetada MÉDICOS E ENFERMEIROS TEMEM CONTÁGIO FALTA DE INSUMOS PREOCUPA HOSPITAIS.Cientista, que preside a Faperj, está com coronavírus e totalmente sozinho, isolado em casa, quero presidente da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Jerson Lima Silva, está trabalhando. Ele teve a comprovação de que está com aCovid-19nofimde semana e, por ser uma autoridade, resolveu tornar público o seu caso para destacara importância do auto isolamento e exemplo de que o distanciamento social é fundamental. Considerado um dos mais importantes cientistas do Brasil, professor titular da UFRJ, especialista na estrutura de vírus e também médico, Lima Silva tem sintomas muito leves e não sabe onde contraiu o vírus: Recebo delegações estrangeiras falo com muita gente. Pode ter sido em muitos lugares, até na academia de ginástica. 0 vírus está disseminado e é impossível saber quem está infectado. Por isso, todas as medidas de contenção tomadas no Rio e pelo Ministério da Saúde são extremamente necessárias— destaca. ACovid-19éjustamenteotema da chamada de emergência de projetos de pesquisa em que Lima Silva trabalha agora. A Faperj está montando uma rede para, por exemplo, desenvolver testes e monitorara epidemia no Estado do Rio de Janeiro. ANA LUCIA AZEVEDO EMAIÁ MENEZES sociedade@oglobo.com.br. Na linha de frente do combate à Covid-19, os profissionais de saúde do Rio de Janeiro já sentem o impacto da epidemia. Estão com medo, muito. Temem não só a falta de condições para atender aos doentes, dada como certa nas redes pública e privada, mas a possibilidade de serem infectados. Muitos dos casos positivos no Rio, inclusive os mais graves, são médicos. Na rede pública, a Covid-19 caiu como uma bomba sobre profissionais que já sofriam com a crise na saúde e trabalham em condições precárias. A preocupação de médicos e enfermeiros do sistema público de saúde se reflete em grupos de WhatsApp e nas redes sociais. “Estamos todos com medo. Somos os primeiros a nos expor ao risco”, diz um médico da rede municipal. Mas na rede privada, os médicos também temem o vírus. Carlos Alberto de Barros Franco, membro da Academia Nacional de Medicina e um dos pneumologistas mais respeitados do país, não tem dúvida sobre o risco: — Tenho certeza que serei infectado. Só espero que seja uma forma benigna. Há médicos já infectados e haverá muitos mais, enfermeiros também. Esse vírus é muito contagioso porque, por ser novo, todos são suscetíveis a ele. Barros Franco trata de um dos casos mais graves no Rio, um paciente mantido com ventilação mecânica e isolado num hospital privado. Segundo ele, nenhuma unidade hospitalar tem condições de atender simultaneamente a muitos pacientes nessa gravidade. Segundo ele, os hospitais privados já estão sobrecarregados, e os pacientes, assustados. Só ele calcula atender um telefonema a cada nove minutos. Felizmente, por ora, a maioria, é de pessoas com dúvidas. O pneumologista e coordenador do CTI da Casa de Saúde São José, Marcelo Kalichsztein, diz que todos os médicos temem ser infectados: — Essa não é uma doença de idosos. E uma doença de todos. Morro de medo de ser infectado, todos os médicos temem. Temo pela minha família e pelos meus pacientes. O maior perigo é a transmissão assintomática. O perigo que não vemos—frisa ele. MUDANÇAS NA ROTINA Para reduzir riscos de pacientes e profissionais de saúde, a São José pede que os pacientes só entrem no hospital quando forem chamados para a consulta. São orientados a esperar o atendimento do lado de fora, em lugar menos arriscado. Com a alta procura, o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, também reforçou a segurança dos profissionais de saúde. Muitos funcionários que apresentam sintomas gripais estão sendo orientados a passarem por consulta via remota. Os que têm resfriados mais simples continuam trabalhando de máscara. Também na capital paulista, no Hospital Sírio-Libanês, quem chega para fazer teste já é isolado em setores diferentes para não passar por outras áreas de internação ou UTI. Para o cardiologista Cláudio Domênico, a situação é dramática. Assim como muitos outros médicos, ele tem desmarcado todos exames e consultas de rotina de seus pacientes e recomendado a ida ao hospital só de pessoas com problemas graves de saúde. O acesso aos equipamentos de proteção a médicos e enfermeiros é diferente entre as redes. Kalichsztein, da São José, observa que os hospitais, mesmo os melhores, se preocupam com a falta de suprimentos. E diz que, por enquanto, há equipamentos de proteção na rede privada, que já aumentou a compra do material. Mas adverte que os preços já aumentaram e que fornecedores estão cobrando até dez vezes mais por máscaras. “Isso é cruel demais”, diz. Em nota, o Sindicato dos Enfermeiros chama a atenção para uma “crise sanitária sem precedentes neste século”. Assinado pela presidente, Monica Armada, o ofício pede “providências urgentes” à rede pública. E também à privada. “Precisam ser tomadas com a máxima urgência para impedir que os profissionais que atuam na ponta do atendimento sejam contaminados. ” Chama a atenção ainda para a falta de insumos na rede pública, a exemplo dos equipamentos de proteção individual (EPI). Os funcionários em contato direto com um paciente infectado por coronavírus precisam estar com máscara N-95, capote, luva e óculos. A Secretaria municipal de Saúde informou que os profissionais têm usado a máscara N-95. Afirmou ainda que ainda não enfrenta problemas com insumos. Mas não é isso o que, desesperados, dizem os profissionais de saúde. Presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro, Sylvio Provenzano disse que a entidade vai apurar denúncia de que funcionários do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla e da Coordenação de Emergência Regional (CER) têm trabalhado sem proteção. (Colaboraram Elisa Martins, de São Paulo, e Gabriel Morais).