Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

VEJA SÃO PAULO.COM.BR/SÃO PAULO
Data Veiculação: 16/11/2020 às 20h34

Cidades A Graded, no Morumbi, teve alta nos casos mesmo após ter gasto 3 milhões de reais para prevenir a Covid-19 Quadra da escola: atividades suspensas Redes sociais da Graded/Veja SP Publicidade Publicidade O Graded School, colégio no Morumbi com mensalidades de 10 723 reais para o ensino médio, suspendeu as aulas presenciais de diversas turmas após uma série de festas reunirem um alto número de alunos nos últimos dias. “No último final de semana ocorreram três festas em grande escala, envolvendo muitos de nossos alunos do ensino médio. Mais de 100 alunos do High School [ensino médio], de vários grades [anos], participaram de um ou mais desses eventos. Um dos eventos, com público estimado de 400 participantes, envolveu alunos de diversas escolas da cidade. Outro envolveu mais de 50 alunos dos grades 10, 11 e 12”, diz uma nota da direção enviada aos pais na semana passada. “Os alunos do High School não são os únicos que se envolvem em comportamentos de alto risco. Aprendemos sobre alunos de outros grandes que participaram de festas de aniversário, de pijama ou outras grandes aglomerações”, segue o comunicado. Assim a escola, que afirma ter gasto 3 milhões de reais com medidas de prevenção ao Covid-19, viu o número de casos da doença aumentar e cancelou as aulas presenciais — e mesmo algumas online — de uma série de turmas. “Os casos positivos para Covid19 em nossa comunidade aumentaram e, subsequentemente, impediram nossa capacidade de permanecer totalmente operacional com relação ao ensino presencial. Só hoje, fomos informados de seis casos adicionais de Covid19”, diz a nota. Nas últimas semanas, a alta no número de internações em hospitais como o Albert Einstein, o Sírio Libanês e o HCor indicavam que uma nova onda de Covid-19 atingia a classe alta da cidade. A Graded tem origem norte-americana e, além da mensalidade, cobra taxas como uma doação a um fundo de capital do colégio. Procurada, a escola não quis dar entrevista sobre o tema. Continua após a publicidade Covid 19 Publicidade.

EXAME.COM/SÃO PAULO
Data Veiculação: 16/11/2020 às 14h18

O governo de São Paulo disse, nesta segunda-feira, 16, que houve um aumento no número de internações de pessoas com a covid-19 em leitos de enfermaria e de UTI em todo o estado. De acordo com dados da Secretaria da Saúde, a média diária de internações em leitos de enfermaria e UTI na última semana ficou em 1.009 novas solicitações. Isso representa um crescimento de 18%, se comparado com a semana anterior. A pandemia mexeu com a economia e os negócios no mundo todo. Venha aprender com quem conhece na EXAME Research Apesar do aumento, a taxa ainda está inferior ao registrado no pico da pandemia, em julho, quando havia quase 2.000 novas internações diárias em hospitais públicos e privados. Segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen, o aumento foi sentido de forma igual em todas as unidades de saúde do estado e oscilou entre 14% e 18%. Esse crescimento nas internações coincidiu com duas semanas após o feriado de Finados, em que várias aglomerações foram registradas, principalmente na Baixada Santista. De acordo com especialistas em Saúde, a covid-19 normalmente se manifesta em até 14 dias após a exposição com o vírus. Na semana passada, reportagem de EXAME mostrou que a região metropolitana da capital paulista atingiu a maior média móvel de novas internações por covid-19 em um mês: 579. A média leva em conta os últimos sete dias. Apenas nesta quinta-feira, 12, foram 595 novas internações. O número só foi maior que o do dia 11 de outubro, quando a média estava em 587. Na ocasião, a equipe que integra o Centro de Contingência da Covid-19 em São Paulo afirmou que que não havia aumento de internações pela doença em hospitais públicos ou privados de São Paulo. O governo, no entanto, demonstrou preocupação sobre uma possível nova onda de coronavírus. Na última atualização do governo do estado, do domingo, 15, a média diária de internações estava em 627 na Grande São Paulo. A taxa de ocupação de leitos de UTI ficou em 47% na região metropolitana da capital paulista, e em 42% em todo o estado. São Paulo tem um total de 1.168.640 casos confirmados e 40.456 mortes causadas pela covid-19. Aumento foi sentido primeiro em hospitais privados O aumento nas internações, registrado pelo governo estadual, endossa o que está sendo percebido principalmente em hospitais privados da capital paulista. No Hospital Sírio-Libanês, por exemplo, o pico de pessoas internadas foi em abril, com cerca de 120 pacientes. Agora, voltou a subir para o mesmo patamar, oscilando nos dois últimos meses entre 80 e 110 pacientes. O Hospital do Coração (HCor) aponta que já registrou 36 internações até a última terça-feira, 10, e que, caso se mantenha esse ritmo, o total para o mês vai ultrapassar os casos de outubro (67) e os de setembro (82). Governo de SP adia atualização da quarentena O governo de São Paulo decidiu adiar a reclassificação da quarentena no estado, que estava prevista para esta segunda-feira, 16. De acordo com o governo, um problema no sistema do Ministério da Saúde que compila todos os dados da pandemia, identificado na semana passada, motivou a alteração. A previsão é fazer uma nova avaliação no dia 30 de novembro. “A pane do Ministério da Saúde afetou a atualização de dados de todo o Brasil. Estamos adiando para o dia 30 de novembro, uma medida de cautela, quando tivermos todos os indicadores disponíveis. Se fosse hoje, a maioria das regiões seria promovida para a fase verde. O momento requer precaução, cautela e cuidado”, explicou o governador de São Paulo João Doria (PSDB), em entrevista coletiva nesta segunda-feira. O Ministério da Saúde reconheceu a falha no sistema, que afetou a atualização de dados por vários dias. O secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, disse que a pasta encontrou indícios de que foi alvo de uma tentativa de ataques cibernéticos, o que a levou a bloquear o acesso às suas redes para garantir a segurança dos dados. De 0 a 10 quanto você recomendaria Exame para um amigo ou parente? 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Clicando em um dos números acima e finalizando sua avaliação você nos ajudará a melhorar ainda mais.

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 16/11/2020 às 13h10

Após apresentar melhora no fim de semana, o técnico Cuca recebeu alta do Hospital Sírio-Libanês na manhã desta segunda-feira, em São Paulo. De acordo com os médicos, o treinador vai seguir seu tratamento clínico em casa e precisará ficar afastado dos trabalhos no Santos por dez dias. Cuca estava internado desde o dia 7, após sentir mal-estar e ter testado positivo para a covid-19. O caso preocupava porque o treinador faz parte do grupo de risco por ter histórico de problemas cardíacos. Ele chegou a passar por cirurgia no coração em dezembro de 2018. Na época, fez até uma breve pausa em sua carreira para tratar do problema. "O paciente Alexi Stival, conhecido como Cuca, recebeu alta do Hospital Sírio-Libanês na manhã desta segunda-feira. O paciente seguirá tratamento em casa, com indicação de mais 10 (dez) dias de repouso, permanecendo afastado de suas atividades profissionais no período", diz o boletim assinado pelo médico Angelo Fernandez, diretor clínico do hospital. Nos primeiros dias de internação, Cuca apresentou "sintomas respiratórios transitórios", segundo os médicos. Ou seja, o treinador tinha dificuldade leve para respirar. Chegou a entrar na unidade semi-intensiva, da qual saiu no domingo, sendo transferido para o quarto. No boletim divulgado no domingo, os médicos evitaram apontar previsão de alta. Nesta segunda-feira, porém, o hospital anunciou a alta de Cuca, que deve seguir em isolamento pelo período de dez dias. Assim, o time do Santos continuará sendo comandado pelo auxiliar Marcelo Fernandes, ao menos nas partidas contra o Athletico-PR, no sábado, pelo Brasileirão, e contra a LDU, no dia 24, pelas oitavas de final da Copa Libertadores. Cuca deve reassumir a equipe para o jogo contra o Sport, no dia 28, pela 23ª rodada. Assine o Estadão Assine o Estadão Acervo Agência Estado BR Político Classificados E+ E-Investidor #FERA Imóveis Link Mobilidade Paladar PME Rádio Eldorado Saúde & Ciência Ivan Storti / Santos FC brasileirão - segunda-feira → 16/11/2020 18h00 CTB x BAH brasileirão - segunda-feira → 16/11/2020 20h00 BOT x BRA Felipe Rosa Mendes, Estadão Conteúdo 16 de novembro de 2020 | 13h10 Após apresentar melhora no fim de semana, o técnico Cuca recebeu alta do Hospital Sírio-Libanês na manhã desta segunda-feira, em São Paulo. De acordo com os médicos, o treinador vai seguir seu tratamento clínico em casa e precisará ficar afastado dos trabalhos no Santos por dez dias. Cuca estava internado desde o dia 7, após sentir mal-estar e ter testado positivo para a covid-19. O caso preocupava porque o treinador faz parte do grupo de risco por ter histórico de problemas cardíacos. Ele chegou a passar por cirurgia no coração em dezembro de 2018. Na época, fez até uma breve pausa em sua carreira para tratar do problema. "O paciente Alexi Stival, conhecido como Cuca, recebeu alta do Hospital Sírio-Libanês na manhã desta segunda-feira. O paciente seguirá tratamento em casa, com indicação de mais 10 (dez) dias de repouso, permanecendo afastado de suas atividades profissionais no período", diz o boletim assinado pelo médico Angelo Fernandez, diretor clínico do hospital. Nos primeiros dias de internação, Cuca apresentou "sintomas respiratórios transitórios", segundo os médicos. Ou seja, o treinador tinha dificuldade leve para respirar. Chegou a entrar na unidade semi-intensiva, da qual saiu no domingo, sendo transferido para o quarto. No boletim divulgado no domingo, os médicos evitaram apontar previsão de alta. Nesta segunda-feira, porém, o hospital anunciou a alta de Cuca, que deve seguir em isolamento pelo período de dez dias. Assim, o time do Santos continuará sendo comandado pelo auxiliar Marcelo Fernandes, ao menos nas partidas contra o Athletico-PR, no sábado, pelo Brasileirão, e contra a LDU, no dia 24, pelas oitavas de final da Copa Libertadores. Cuca deve reassumir a equipe para o jogo contra o Sport, no dia 28, pela 23ª rodada. O técnico do Santos sofreu um mal-estar no dia 7, antes de comandar treino da equipe em preparação para o jogo contra o Red Bull Bragantino, disputado no dia 8, pelo Brasileirão. Além dele, outros membros da comissão técnica testaram positivo, como os auxiliares Cuquinha e Eudes Pedro, o preparador de goleiros Arzul e o preparador físico Omar Feitosa. O clube paulista vem enfrentando um surto do novo coronavírus nas últimas duas semanas. No total, são 28 jogadores infectados, sendo 11 da equipe comandada por Cuca e sete jogadoras da equipe feminina. São ainda seis membros da comissão técnica com testes positivos para covid-19. Notícias relacionadas Candidatos ligados ao esporte decepcionam em eleições municipais John dedica atuação em estreia oficial no Santos a desfalques e comissão técnica Uruguai x Brasil: onde assistir, escalação, horário e últimos resultados Tudo o que sabemos sobre: futebol Santos Futebol Clube Cuca [técnico de futebol] coronavírus Continuar lendo Encontrou algum erro? Entre em contato O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais. O técnico do Santos sofreu um mal-estar no dia 7, antes de comandar treino da equipe em preparação para o jogo contra o Red Bull Bragantino, disputado no dia 8, pelo Brasileirão. Além dele, outros membros da comissão técnica testaram positivo, como os auxiliares Cuquinha e Eudes Pedro, o preparador de goleiros Arzul e o preparador físico Omar Feitosa. O clube paulista vem enfrentando um surto do novo coronavírus nas últimas duas semanas. No total, são 28 jogadores infectados, sendo 11 da equipe comandada por Cuca e sete jogadoras da equipe feminina. São ainda seis membros da comissão técnica com testes positivos para covid-19.

VEJA SÃO PAULO.COM.BR/SÃO PAULO
Data Veiculação: 16/11/2020 às 12h27

Saúde Secretaria Municipal de Saúde afirma que o aumento é falso e que a pandemia está sob controle Visuals3D/ Pixabay/Divulgação Publicidade Publicidade Uma ferramenta desenvolvida por pesquisadores da Unesp e da USP, que monitora o avanço da pandemia no estado, a Info Tracker, relevou que na última semana houve aumento no número de internações por Covid-19 nos hospitais da rede pública municipal em São Paulo. A tendência acontece após aumento de internações pela doença em hospitais privados. Entre 7 e 13 de novembro, os hospitais tiveram alta de 9% nas internações (de 556 para 604). Na Baixada Santista, o aumento foi de 23% (de 180 para 222), e na região norte da Grande SP, de 37% (19 para 26). Segundo os pesquisadores e boletins epidemiológicos municipais, além do aumento das internações, observa-se também uma alta de 50% de casos suspeitos e da taxa de aceleração do contágio do novo coronavírus. “Não é uma pequena oscilação. É uma alta consolidada, que envolve uma análise desde agosto. Pode ser um indício de que vamos acabar emendando [uma onda da Covid19 com a outra]”, diz Wallace Casaca, professor da Unesp e pesquisador do CeMEAI-USP (Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria). Entretanto a Secretaria Municipal de Saúde informou que não é verídica a informação de que haja alta de internações e de ocupação de UTI na rede municipal paulistana, e que a pandemia está sob controle na cidade. Continua após a publicidade na rede privada de São Paulo, ao menos seis hospitais (Sírio-Libanês, Albert Einstein, Vila Nova Star, Oswaldo Cruz, HCor e São Camilo), também registraram diferentes aumentos de internações nas primeiras semanas de novembro. “Teve um aumento, mas não dá para falar ainda que se trata de uma curva crescente exponencial como foi na primeira fase da pandemia”, afirma Sidney Klajner, presidente do Albert Einstein à Folha. Todas as sextas-feiras de manhã, uma seleção afiada do crítico Miguel Barbieri Jr. dos melhores filmes e séries. Inscreva-se aqui para receber a nossa newsletter Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril. E-mail cadastrado com sucesso! Em breve você receberá nosso email +Assine a Vejinha a partir de 5,90 LEIA MAIS +13 candidatos com patrimônio acima de 800 000 pediram auxílio emergencial +“Vou te dar uma arma, você vai dar uns tiros e vou dar o mesmo dinheiro pro Milton Leite”, diz candidato Continua após a publicidade Publicidade

UOL VIVA BEM/UOL/SÃO PAULO
Data Veiculação: 16/11/2020 às 11h03

Após infecção pelo novo coronavírus, Josimar Reyes passou 18 dias internado e precisou de reabilitação Giulia Granchi, de VivaBem, em São Paulo Ligue o áudio para acompanhar os depoimentos Milhares de pacientes que foram infectados pelo coronavírus continuam a sofrer com sequelas mesmo após a carga viral sumir de seus corpos. Os sintomas residuais são preocupantes e podem persistir por meses ou, em alguns casos, causar danos para o resto de suas vidas. Conversamos com cinco pessoas que contaram como está a vida após as sequelas da doença. Navegue pelas histórias: Damião: "O coronavírus levou minha perna" Antônio: "Fiquei tão ruim que via a minha cova" Simone: "Algumas sequelas são para sempre" Josimar: "Não entendia nada do que os médicos diziam" Marli: "De repente, achei que fosse morrer" Josimar Reyes, médico equatoriano de 34 anos, mudou-se para o Brasil com a esposa, Mishel, para cursar a residência em neurocirurgia no HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo). Assim como muitos profissionais de saúde, ele foi infectado pelo novo coronavírus. Embora seja jovem, sem comorbidades e atleta amador de corrida, Josimar ficou em estado grave. Poucos dias após o aparecimento de sintomas, o médico precisou ser intubado e passou 18 dias respirando com a ajuda de aparelhos. "Não me lembro de nada. O que minha esposa conta é que o médico dizia que eu estava pior a cada dia. Desenvolvi uma sepse grave, além de insuficiência renal, cardíaca e hepática. Precisei fazer diálise e tomar vários remédios diferentes. Usei até terapias que não têm comprovação científica para covid-19, como plasma sanguíneo de pessoas recuperadas, por já ter esgotado todas as possibilidades." Josimar explica que os médicos não sabem dizer ao certo a razão pela qual ele começou a reagir, mas quase um mês depois, ele acordou. "A partir do momento que abri os olhos, fiquei em delírio por cerca de uma semana. Só lembrava como de falar espanhol, minha língua nativa, e não entendia nada que os médicos diziam. Também sentia tanta fraqueza no corpo que não conseguia nem mastigar", lembra. Depois de uma semana, seu estado de consciência começou a melhorar, mas o corpo ainda estava muito fraco. Com 20 kg a menos, ele agora possuía diversas cicatrizes causadas pelos procedimentos e sofria de paralisia do pescoço até os pés. "Quando eu fui para UTI, eu estava hipóxico, não lembro as conversas com a minha esposa, não lembro muito bem que horas eu dormi, como eu acordei, se comi ou não comi... Até agora não sei o que aconteceu comigo naqueles dias" PUBLICIDADE "Com medo de não conseguir mais trabalhar, desenvolvi depressão. Pensava: 'Mudei de país para estudar e agora estou imobilizado. Como ficará minha vida profissional?'" Por recomendação da equipe médica, que não sabia até que ponto o quadro de Josimar era reversível, ele foi transferido para o Instituto de Reabilitação Lucy Montoro, uma entidade pública comandada pelo HC-FMUSP que atende pacientes com sequelas de diferentes tipos. De acordo com Aline Rossetti Mirisola, médica fisiatra que acompanhou Josimar no instituto, suas sequelas foram causadas principalmente por um quadro de vasculopatia. "Ele possuía alguns focos de hemorragia pelo cérebro e, em uma área específica, teve lesões que correspondiam a um AVC. Isso trouxe o acometimento motor, a perda de massa muscular muito grande e foi a razão da fraqueza importantíssima nos braços e nas pernas." Foram 30 dias de internação com o acompanhamento da esposa, que embora more em um apartamento pequeno com Josimar, não testou positivo para a covid-19. No instituto, uma equipe multidisciplinar composta por profissionais como enfermeiros, fisiatra, fisioterapeuta e psicólogo acompanhava o jovem médico todos os dias. "Quando os movimentos voltaram, minhas mãos tremiam muito, algo que assustaria qualquer neurocirurgião em formação. Além da depressão, eu também tinha anemia, estava desnutrido e minha capacidade de inalar o ar era baixa. Os médicos me falaram que retomaria as atividades só ano que vem e, com essa notícia, meu quadro depressivo piorou. Mesmo assim, me esforçava muito para melhorar durante as sessões." Na terceira semana de internação, Josimar já dava alguns passos e começou a fazer exercícios de condicionamento físico. Na semana seguinte, o avanço foi conseguir pegar objetos do chão e a terapia ocupacional para fortalecer as mãos foi adicionada à rotina. Quando chegou a hora de ir para casa, embora soubesse que a recuperação não havia terminado, ele, que já havia ganhado 11 kg e se sentia um pouco mais forte, passou a ficar motivado. Seguindo as orientações em casa, quatro meses após a infecção, Josimar já se recuperou das sequelas motoras e recebeu a liberação da equipe médica para voltar ao trabalho aos poucos, com o apoio de alguns colegas. PUBLICIDADE "Minha experiência mudou a visão que tinha sobre uma pessoa jovem pegar o vírus. Pensava que se pegasse, não seria nada forte, até por que poucas vezes fiquei doente. Mas o Sars-CoV-2 é um vírus que pode deixar um jovem, um atleta, qualquer pessoa, em estado grave." Sequelas, complicações e sintomas persistentes pelo corpo Olhos Embaçamento visual Conjuntivite Lesão na retina Cérebro Dor de cabeça Tontura Perda de olfato e paladar Confusão mental Convulsão AVC Trombose cerebral Síndrome de Guillain-Barré Pulmão Dor e tosse persistentes Pneumonia Fibrose pulmonar Tromboembolia pulmonar Pneumotoráx Abscesso de pulmão Coração Cardiomiopatia de Takotsubo Miocardite Arritmia cardíaca Choque cardiogênico Isquemia Cor pulmonale agudo (forma de insuficiência cardíaca) Fígado Aminotransferase elevada Bilirrubina elevada Pâncreas/sistema endócrino Hiperglicemia Cetoacidose diabética (produção de ácido sanguíneo em excesso) Rins Proteinúria (valores altos de proteína na urina) Hematúria (presença anormal de eritrócitos na urina) Insuficiência renal aguda Intestino Dor abdominal Diarreia Vômito/náusea Músculos Mialgia (dor no músculo) Sarcopenia (perda de massa, força e função muscular) Caquexia (síndrome metabólica caracterizada pela perda muscular) Sistema vascular Trombose Pele Petéquia Livedo reticular Urticária Rash cutâneo (vermelhidão) As principais linhas de pesquisas científicas apontam que os sintomas neurológicos são causados pela reação exagerada do sistema imunológico contra a covid-19. Quando várias células já estão infectadas, o próprio sistema imunológico do indivíduo, que serve para protegê-lo contra vírus e bactérias, pode oferecer risco. A infecção do Sars-CoV-2 em diferentes células pode fazer com que as de defesa entrem em uma luta desproporcional no organismo. PUBLICIDADE "Na segunda semana eu já conseguia ajudar minha esposa para eu conseguir trocar de postura, para passar da maca para cadeira... Mas ela ainda me ajudava a tomar banho, fazia tudo por mim" Outra teoria indireta é a falta de oxigênio no cérebro —a hipóxia silenciosa sofrida por muitos pacientes, que a princípio não causa sintomas, pode causar danos graves. Além disso, há a possibilidade —ainda em estudo— de que o vírus possa prejudicar diretamente as células do cérebro. Navegue pelas histórias: Damião: "O coronavírus levou minha perna" Antônio: "Fiquei tão ruim que via a minha cova" Simone: "Algumas sequelas são para sempre" Josimar: "Não entendia nada do que os médicos diziam" Marli: "De repente, achei que fosse morrer" Publicado em 13 de novembro de 2020 Reportagem: Giulia Granchi Fotos: Mariana Pekin Edição: Bárbara Paludeti Edição de Fotografia: Lucas Lima Infografia: Erika Onodera Direção de arte: René Cardillo Fontes consultadas: Isabel Chateubriand, coordenadora médica da reabilitação do Hospital Sírio Libanês (SP); Caio Lamunier, dermatologista do HC-SP; Pedro Farsky, cardiologista do Hospital Albert Einstein (SP); Mauro Gomes, chefe da equipe de pneumologia do Hospital Samaritano de São Paulo; e Saulo Nader, neurologista do Hospital Albert Einstein.

UOL VIVA BEM/UOL/SÃO PAULO
Data Veiculação: 16/11/2020 às 10h59

Em Antônio Pissirilli, a covid-19 desencadeou uma condição neurológica rara, chamada de Guillain-Barré Giulia Granchi, de VivaBem, em São Paulo Ligue o áudio para acompanhar os depoimentos em vídeo Milhares de pacientes que foram infectados pelo coronavírus continuam a sofrer com sequelas mesmo após a carga viral sumir de seus corpos. Os sintomas residuais são preocupantes e podem persistir por meses ou, em alguns casos, causar danos para o resto de suas vidas. Conversamos com cinco pessoas que contaram como está a vida após as sequelas da doença. Navegue pelas histórias: Damião: "O coronavírus levou minha perna" Antônio: "Fiquei tão ruim que via a minha cova" Simone: "Algumas sequelas são para sempre" Josimar: "Não entendia nada do que os médicos diziam" Marli: "De repente, achei que fosse morrer" Em isolamento social com a família desde março, o ex-gari aposentado Antônio Pissirili, 74, não imaginou que fosse possível estar com covid-19 quando apareceram os sintomas de uma gripe quase três meses após iniciar o confinamento voluntário em sua casa em São Paulo, na região de Parelheiros, extremo sul da cidade. Entre chás e remédios para combater o mal-estar, as atividades do lar foram acontecendo sem grandes preocupações até a manhã do dia 13 de maio. Quando acordou, já pensando em preparar o café da manhã para a esposa, Antônio fez o movimento natural de mover as pernas para o lado e sair da cama, mas não conseguiu se levantar. A sensação nova de não ter forças para mover os braços e pernas preocupou o casal, que buscou atendimento em uma AMA (unidade de Assistência Médica Ambulatorial) da região. Pouco tempo depois, além da confirmação da infecção por Sars-CoV-2, Antônio descobriu que o vírus havia desencadeado uma condição neurológica conhecida por Guillain-Barré. A síndrome se manifesta após uma infecção, como uma gripe, e há casos relacionados também aos outros tipos de coronavírus. Em uma luta exagerada, o sistema imune acaba atacando também células dos nervos periféricos, responsáveis pelo movimento dos músculos e sensibilidade dos membros superiores e inferiores. "Nem conhecia essa síndrome, e em pouco tempo, fui ficando cada vez mais fraco. Quando eu percebi que meus membros não mexiam mais, me deu uma tristeza e um medo muito grande. Não era mais capaz de mastigar, fazer nada sozinho. Me faltava até a voz." PUBLICIDADE O médico também pediu um raio-X do pulmão. "Já sem forças, ele caiu da mesa quando o rapaz tentou colocá-lo sentado", conta a esposa, Natália Pissirilli. O exame apontou que o vírus também havia acometido em 80% os pulmões. Antônio foi encaminhado para o Hospital de Campanha do Ibirapuera, mas pela gravidade do caso, no dia 20 de maio, apenas uma semana após o primeiro incidente, já foi transferido para o Hospital das Clínicas de São Paulo, e em seguida, intubado. Além de ter pressão alta, durante a internação o paciente também descobriu que sofria de diabetes, um quadro que até o momento não tinha dado sinais, mas que levou a uma alteração no tamanho de um dos rins. Entre os dias mais graves de intubação, o período de recuperação na UTI e a liberação para o quarto, foram 22 dias internado, 18 dos quais Natália não teve contato com seu marido, mas recebia ligações periódicas da equipe médica. "Ela fez a ligação e quando vi no vídeo, eu fiquei desesperada, por que a boca dele estava torta e ele já não falava mais." Natália Pissirilli, esposa de Antônio Enquanto aguardava para saber os próximos passos do tratamento, Natália recebeu uma ligação de uma assistente social. "Ela sugeriu que eu fizesse obras para modificar a casa enquanto ele não voltava. Disse que precisaríamos de rampas porque ele não ia mais andar." "Medo? Eu tive pânico, desespero, pavor... sabe a pessoa que perde o chão, que vê o mundo cair de um dia para o outro? É a pior coisa da vida do ser humano." "Você fica achando o tempo todo que aquela pessoa vai morrer e que você não vai mais ver aquela pessoa." Natália Pissirilli, esposa de Antônio PUBLICIDADE Após a alta no HC de São Paulo, Antônio foi encaminhado, assim como Josimar, para o Instituto Lucy Montoro, que trata da reabilitação de pacientes com diferentes quadros de forma gratuita. Lá, o aposentado, acompanhado de sua esposa, passou 35 dias sob os cuidados de uma equipe multidisciplinar, que incluía especialidades como fisiatra, nutricionista e fisioterapeuta, com o objetivo principal de ganhar os movimentos de volta. O caminho para restabelecer a forma física não foi fácil. Com 16 kg a menos, Antônio diz ter lutado com todas as forças e estar totalmente comprometido apesar da dificuldade dos tratamentos de reabilitação. "As primeiras sessões foram terrivelmente difíceis. Quando alongavam minha perna, doía até o crânio. Suei, foi puxado, mas nunca desisti. Médicos, enfermeiras, faxineiras, todos foram muito gentis e me motivaram", conta. "Ele nos surpreendeu. Quando chegou, não conseguia ficar sentado, tinha muita dificuldade de segurar objetos, não comia ou ia ao banheiro sozinho... em um mês, recuperou quase toda a força muscular. Comparado a outros pacientes com Guillain-Barré, a evolução foi rápida", conta Aline Rossetti Mirisola, médica fisiatra da Rede Lucy Montoro. Mas mesmo meses após a alta, que aconteceu em 10 de julho, a rotina ainda conta com exercícios de fisioterapia e cuidados especiais. Por conta da alteração nos rins, a alimentação é toda planejada por uma nutricionista, e pelo menos duas horas de cada dia são dedicadas às terapias físicas, como pedalar na bicicleta estacionária e fazer movimentos com halteres para recuperar a massa muscular. "Não tenho preguiça de me dedicar à recuperação, por que voltar para casa foi um milagre. Recebi uma nova chance e vou viver um dia de cada vez." PUBLICIDADE Sequelas, complicações e sintomas persistentes pelo corpo Olhos Embaçamento visual Conjuntivite Lesão na retina Cérebro Dor de cabeça Tontura Perda de olfato e paladar Confusão mental Convulsão AVC Trombose cerebral Síndrome de Guillain-Barré Pulmão Dor e tosse persistentes Pneumonia Fibrose pulmonar Tromboembolia pulmonar Pneumotoráx Abscesso de pulmão Coração Cardiomiopatia de Takotsubo Miocardite Arritmia cardíaca Choque cardiogênico Isquemia Cor pulmonale agudo (forma de insuficiência cardíaca) Fígado Aminotransferase elevada Bilirrubina elevada Pâncreas/sistema endócrino Hiperglicemia Cetoacidose diabética (produção de ácido sanguíneo em excesso) Rins Proteinúria (valores altos de proteína na urina) Hematúria (presença anormal de eritrócitos na urina) Insuficiência renal aguda Intestino Dor abdominal Diarreia Vômito/náusea Músculos Mialgia (dor no músculo) Sarcopenia (perda de massa, força e função muscular) Caquexia (síndrome metabólica caracterizada pela perda muscular) Sistema vascular Trombose Pele Petéquia Livedo reticular Urticária Rash cutâneo (vermelhidão) Condição rara, a Guillain-Barré faz com que o sistema imunológico ataque os nervos. O quadro, já relatado também em pacientes que sofreram de zika e gripe, pode ser desencadeado por uma infecção bacteriana ou viral aguda. O distúrbio leva à destruição da mielina, substância que reveste os nervos, provoca fraqueza muscular e, em casos graves, causa paralisia total dos membros e até a morte. A recuperação do paciente depende do acometimento. Embora Antonio estivesse em estágio grave, ele respondeu bem aos tratamentos por ter detectado o quadro precocemente. PUBLICIDADE Navegue pelas histórias: Damião: "O coronavírus levou minha perna" Antônio: "Fiquei tão ruim que via a minha cova" Simone: "Algumas sequelas são para sempre" Josimar: "Não entendia nada do que os médicos diziam" Marli: "De repente, achei que fosse morrer" Publicado em 13 de novembro de 2020 Reportagem: Giulia Granchi Fotos: Mariana Pekin Edição: Bárbara Paludeti Edição de Fotografia: Lucas Lima Infografia: Erika Onodera Direção de arte: René Cardillo Fontes consultadas: Isabel Chateubriand, coordenadora médica da reabilitação do Hospital Sírio Libanês (SP); Caio Lamunier, dermatologista do HC-SP; Pedro Farsky, cardiologista do Hospital Albert Einstein (SP); Mauro Gomes, chefe da equipe de pneumologia do Hospital Samaritano de São Paulo; e Saulo Nader, neurologista do Hospital Albert Einstein.

UOL VIVA BEM/UOL/SÃO PAULO
Data Veiculação: 16/11/2020 às 09h20

"O coronavírus levou minha perna" Damião Silva precisou amputar a perna após quadro de trombose relacionado à infecção pelo Sars-CoV-2 Giulia Granchi, de Viva Bem, em São Paulo Ligue o áudio para acompanhar os depoimentos em vídeo Milhares de pacientes que foram infectados pelo coronavírus continuam a sofrer com sequelas mesmo após a carga viral sumir de seus corpos. Os sintomas residuais são preocupantes e podem persistir por meses ou, em alguns casos, causar danos para o resto de suas vidas. Conversamos com cinco pessoas que contaram como está a vida após as sequelas da doença. Navegue pelas histórias: Marli: "De repente, achei que fosse morrer" Em abril, Damião da Silva, 47, começou a notar alguns dos sintomas que ninguém deseja durante a pandemia da covid-19: febre, dor no corpo, falta de apetite e dores de barriga. Já suspeitando que fossem sinais causados pelo novo coronavírus, o paraibano radicado em São Paulo acionou uma médica de seu convênio, Prevent Senior, por telefone, e a pedido da profissional, passou a tomar hidroxicloroquina e azitromicina, embora a combinação não tenha comprovação de eficácia no combate à doença. "Fiquei sob observação à distância, mas no sexto dia, comecei a sentir uma dor na perna. Caminhava, esticava a perna, e o incômodo não passava. Pensei que podia ser um problema de circulação e resolvi contar para a médica, que me aconselhou a ir ao hospital imediatamente. Poucas horas depois, com o resultado do ultrassom nas mãos, a equipe me mandou para o centro cirúrgico." Damião, que já sofria de diabetes, condição que aumenta o risco de trombose pelas lesões que a hiperglicemia causa nos vasos sanguíneos, possuía coágulos na perna direita. Os médicos tentaram dois procedimentos cirúrgicos, um em cada lado da perna afetada, mas não obtiveram resultados satisfatórios para anular o quadro. Após dois dias de internação, mesmo tomando anticoagulantes, Damião relata que sentia seu pé gelado e o membro começava a mudar de cor, ficando mais escuro. "Me explicaram que havia coágulos também no pé, onde as veias são delicadas, e não conseguiram retirar." "Segundo os médicos, o risco era esses coágulos subirem para o pulmão e para o coração, então disseram: 'Nós vamos amputar sua perna para salvar sua vida'". PUBLICIDADE "Quando eu estava lá no hospital, que ele me deu a notícia, você fica um pouco abalado, né. Mas é assim, é como ele falou: 'Como você é uma pessoa jovem, o que a gente tem na medicina para salvar sua vida é isso'" Nos 10 dias seguintes a cirurgia, a dor física era constante. "Cheguei a tomar até morfina. É muito dolorido. Mas sempre digo que é melhor sentir a dor e estar aqui contando essa história." Sem poder voltar ao emprego de zelador de condomínio, o paraibano agora estuda como pedir o auxílio-doença no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), e afirma que entrará na fila pela modulação de uma prótese na oficina ortopédica da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), que também atende adultos. No âmbito emocional, Damião conta que ficou abalado ao receber a notícia, mas que hoje, depois de algumas sessões com um psicólogo, já se sente mais forte. "Entreguei a Deus e disse aos médicos: 'O que você fizer por mim, agradeço'. É um novo começo de vida. Hoje, minha esposa me ajuda muito, mas já consigo me movimentar com muleta e na cadeira de rodas. Tento ser o mais independente possível." "O que eu aconselho a todo mundo é: se previna o máximo possível. Para quem pega, não é fácil se livrar da covid-19, não." PUBLICIDADE Urticária Rash cutâneo (vermelhidão) por enquanto, o que os cientistas sabem é que o novo coronavírus induz, em casos mais graves, uma tempestade de citocinas (emissão de sinais entre as células durante o desencadeamento das respostas imunes) que leva à ativação de coagulações, causando fenômenos trombóticos. "O que passamos a entender é que o vírus entra pelo epitélio respiratório (mucosa que se estende da cavidade nasal até os brônquios), agride-o e deixa os brônquios e os alvéolos com a membrana exposta, criando algo parecido com um machucado. Isso faz o corpo querer estancar a ferida, e a resposta do organismo é a coagulação, entrando em estado de hipercoagulabilidade, o que, na verdade, não resolve o problema", explica a pneumologista Elnara Marcia Negri, do Hospital Sírio-Libanês (SP). PUBLICIDADE Outra hipótese é que o Sars-CoV-2 também pode infectar as células que revestem a parede interna dos vasos sanguíneos, provocando alterações no mecanismo de coagulação, levando a um quadro de hipercoagulabilidade, com a formação de trombos que podem causar amputações, infartos e hemorragias. "O que eu sempre aconselho é isso aí: se cuidar, não sair à toa, se prevenir o máximo possível. Enquanto não descobrirem um remédio para isso, não é uma boa, não"

HOSPITAIS BRASIL ONLINE
Data Veiculação: 16/11/2020 às 00h00

Karine Viana O profissional de fisioterapia está presente no cuidado a quase 100% dos pacientes de Covid-19 que vão para o Centro de Terapia Intensiva (CTI). Cabe a ele realizar o manejo ventilatório não invasivo ou até mesmo invasivo nos casos mais graves, com o objetivo de reabilitar e recuperar sua funcionalidade o mais breve possível. Muitas vezes, é necessário permanecer diversos dias acamado e sedado, trazendo consequências motoras e funcionais avassaladoras. Mesmo diante desse cenário desafiador, cerca de 89% dos pacientes graves que passaram pelo CTI do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS), tiveram alta hospitalar caminhando — seja com ou sem auxílio. Para tratar de aspectos da reabilitação, protocolos e medidas adotadas para o manejo adequado desse paciente, a instituição promove o I Simpósio Internacional de Reabilitação e 5º Simpósio de Fisioterapia. A programação, online e gratuita, ocorrerá no dia 20 de novembro, das 18h às 22h, reunindo especialistas nacionais e internacionais. Entre os convidados estão Jéssica Mitchell Bangloy, terapeuta no Departamento de Cuidados Respiratórios da Johns Hopkins Hospital e professora em Cuidados Respiratórios, que abordará o manejo ventilatório no paciente crítico na Covid-19. “O Simpósio ganha mais relevância porque temos um novo cenário atrelado à Covid-19, que trouxe novos desafios aos profissionais de fisioterapia no ambiente hospitalar”, explica o coordenador do Serviço de Fisioterapia do Hospital Moinhos de Vento, Leonardo Garcia. Segundo ele, as trocas de experiências entre as instituições e a constante revisão da literatura se intensificaram, o que resulta em um aprendizado inicial e a readequação de muitas práticas e abordagens para uma doença nova. “Nossos protocolos tiveram de ser construídos para atender desde o paciente na Unidade de Internação, que podemos orientar através de videoaulas, até o mais crítico, que necessita de diversas abordagens para a melhora ventilatória e posteriormente sua reabilitação motora”, conta o especialista. Apoio na reabilitação O simpósio também será uma oportunidade para discutir e aprender ainda mais com as vivências ocorridas e as que ainda estão acontecendo, analisando o que deu certo e entendendo os desfechos dessas práticas em diferentes instituições do Brasil e dos EUA. A programação se estende aos profissionais de equipes multidisciplinares, como médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos, nutricionistas, técnicos de enfermagem e estudantes da área da saúde. Informações e inscrições neste link. Programação 18h – Boas vindas Vania Röhsig (Superintendente Assistencial do Hospital Moinhos de Vento) Leonardo Garcia (Coordenador do Serviço de Fisioterapia do Hospital Moinhos de Vento) 18h15 – Experiência Hopkins: Manejo Ventilatório do Paciente Crítico no Coronavírus Jessica Mitchell Bangloy (Professora em Cuidados Respiratórios e Terapeuta no Departamento de Cuidados Respiratórios Johns Hopkins Hospital) 19h – O novo Coronavírus e seus ensinamentos na Reabilitação do Paciente Crítico Ricardo Kenji Nawa (Fisioterapeuta Sênior do Departamento de Pacientes Graves – Hospital Israelita Albert Einstein) Fabiano Francio (Coordenador do Serviço de Fisioterapia Hospitalar do Hospital Tacchini) 20h – Abordagem Fisioterapêutica no Coronavírus ao Paciente na Enfermaria, sim ou não? Fernanda Dias Guirado (Fisioterapeuta do Serviço de Reabilitação do Hospital Sírio Libanês) Ricardo Wickert (Liderança Fisioterapia do Hospital Moinhos de Vento) 21h – Fisioterapia na Pandemia: e os outros pacientes, como ficam? Carla Andrade (Coordenadora da Fisioterapia do Hospital do Câncer de Barretos Fundação Pio XII Hospital do Amor) Priscila Cidade (Liderança Fisioterapia Hospital Moinhos de Vento)

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 16/11/2020 às 04h00

Estrangeiros ao sol e à sombra O ano de 2019 no futebol foi marcado pela ascensão de treinadores estrangeiros no Brasil. Jorge Jesus, responsável por levar o Flamengo para o Mundial de Clubes, trouxe uma nova maneira tática de jogo; Jorge Sampaoli, à época à frente do Santos, fez o time conquistar o vice-campeonato brasileiro. E assim se manteve em 2020: quatro dos cinco líderes do Brasileirão são ou foram comandados por treinadores estrangeiros até o começo da segunda fase do campeonato. Lá embaixo, os resultados dos gringos não são tão diferentes: à frente do Vasco há um mês, Ricardo Sá Pinto liderou a quebra do jejum de nove jogos sem vencer no campeonato. O Flamengo chegou ao terceiro jogo consecutivo sem vitória. Sob o comando de Rogério Ceni desde a semana passada (dois jogos), o esquema tático do time tenta se livrar da faceta de Domènec Torrent. O espanhol foi demitido na segunda-feira (9), após não conseguir implantar com rapidez o seu modelo de jogo. Agora, Ceni promete esquema tático que se assemelha ao de Jesus —como mostrado nesta reportagem pelo UOL Esporte. No Palmeiras, o português Abel Ferreira —conhecido pelo investimento em crias da base— tem 100% de aproveitamento no Brasileirão até o momento: esteve sob o comando do time nos quatro últimos jogos —todos vitoriosos. O futebol de Abel é direto, com ataques vindos de cruzamentos. Tem funcionado: o Verdão luta por uma vaguinha no G-4 —depois da 21ª rodada, se finca na quinta posição. Coudet deixou o Internacional, hoje em segundo na tabela, para acertar com o Celta de Vigo, da Espanha. Ainda assim, a herança ofensiva do treinador mantém o Inter entre os times que mais atacam. O entra e sai de estrangeiros nos clubes brasileiros muda o estilo de jogo dos principais times do país —e a manutenção do único deles, Jorge Sampaoli no Atlético-MG, apresenta resultados inquestionáveis: time mineiro é líder do campeonato. Um intruso nessa lista acaba sendo Fernando Diniz, que comandou o São Paulo em mais uma vitória, contra o Fortaleza. O treinador está há mais de um ano no cargo, sendo o mais longevo na posição durante a chamada era Leco (últimos cinco anos). Thiago Ribeiro/AGIF Segunda onda também na pandemia do coronavírus nos dois dias do final de semana foram registrados 48.891 novos testes positivos de coronavírus no Brasil, que agora soma 5.860.590 casos oficiais. O total de mortes passou de 165 mil, com tendência de alta em treze estados e no Distrito Federal — os dados são de ontem (15), do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte. Com o País sob risco de uma segunda onda de infecções, o Campeonato Brasileiro não passou ileso aos perigos da pandemia. Até a tarde de ontem (15), os clubes da Série A notificaram 46 jogadores e dois técnicos contaminados e em isolamento, além de casos esporádicos de auxiliares e dirigentes. Treze clubes têm casos positivos, com destaque para o Santos, que no sábado (14) enfrentou o Internacional desfalcado de 11 atletas contaminados e também de Cuca — o técnico chegou a ser internado na Unidade Semi-Intensiva do Hospital Sírio Libanês, na cidade de São Paulo, mas seu quadro de saúde evoluiu bem ao longo do final de semana. Cuca contou ao UOL Esporte que nem sequer pôde assistir à vitória santista por 2 a 0 por causa dos efeitos da medicação. "Estou melhorando, graças a Deus. Não é fácil, parceiro, mas acho que o pior já passou. Só durmo, muito remédio, só acorda e dorme, não posso fazer nada", disse. O Coritiba também vive surto, por isso o técnico Rodrigo Santana, que testou positivo, não comanda o time contra o Bahia, às 18 horas desta segunda-feira (16). Nove jogadores estão infectados, além de outros casos na comissão técnica. Também chamam atenção o número de infectados de Palmeiras (sete) e Vasco da Gama (quatro). Há alguns clubes com dois casos positivos, como Atlético-MG, Ceará, Corinthians, Fortaleza, Fluminense e Internacional; e mais alguns clubes com apenas uma notificação até o momento: Botafogo, São Paulo e Sport. Os casos positivos de covid-19 no Brasileirão Santos (12) Cuca; Alex, Alison, Ângelo, Diego Pituca, João Paulo, Jobson, Jean Mota, Lucas Veríssimo, Madson, Sandry e Vladimir. Coritiba (10) Rodrigo Santana; Matheus Bueno, Matheus Galdezani, Muralha, Nathan, Nathan Silva, Patrick Vieira, Ricardo Oliveira e dois não divulgados. Palmeiras (7) Danilo, Gabriel Menino, Gabriel Silva, Gabriel Veron, Luan, Rony e Víña. Vasco (4) Carlinhos, Leandro Castán, Miranda e Ribamar. Atlético-MG, Ceará, Corinthians, Internacional, Fluminense e Fortaleza (2 cada) na ordem: Alan Franco e Sávio; Eduardo Brock e Vina; Jô e Mateus Vital; Nonato e Patrick; Fernando Pacheco e Yago; Osvaldo e Yuri César. Botafogo, São Paulo e Sport (1 caso cada) na ordem: Walery; Tchê Tchê; Rafael Thyere. A "Lei do ex" ataca novamente No sábado (14) o Atlético-MG venceu o Corinthians de virada, por 2 a 1, e pulou para a liderança. O Timão saiu na frente com gol de Matheus Davó, mas o Galo melhorou na segunda etapa partindo da já tradicional e impiedosa "lei do ex": o ex-corintiano Guilherme Arana empatou, depois Marrony virou. Arana se recusou a comemorar contra o clube que o revelou, mas horas depois teria muito o que celebrar ao ser convocado para a seleção brasileira — uma precaução de Tite, porque Alex Telles testou positivo para o coronavírus. No Brasileirão, o Atlético-MG de Sampaoli agora lidera com 38 pontos, dois acima do Internacional. Grande aposta de Sampaoli, Eduardo Vargas foi a surpresa positiva na vitória atleticana. Ele teve boa atuação, participou ativamente das jogadas ofensivas e deu trabalho à defesa corintiana. Foi o chileno que deu a assistência, de calcanhar, para Arana empatar o jogo. A rodada na análise dos blogueiros "Mesmo todo desfalcado, o Palmeiras vive a leveza de ter se livrado da pesada carga 'luxemburguiana'. São oito vitórias seguidas!" Ler mais Juca Kfouri "Dois erros individuais seríssimos comprometeram os primeiros jogos de Rogério Ceni no Flamengo. Contra o São Paulo o time deu esperanças ao torcedor; contra o Atlético-GO não." Ler mais Mauro Cezar Pereira "E não é o que São Paulo parece que está tomando jeito, meus amigos? É difícil confiar no time de Fernando Diniz e não é por acaso, mas a história parece estar mudando." Ler mais Milton Neves Cobrança franca à arbitragem O árbitro Rodrigo Dalonso (foto), responsável pelo apito na vitória de virada do Atlético-MG em cima do Corinthians, por 2 a 1, ontem (14), pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, relatou na súmula do jogo que o diretor de futebol atleticano Alexandre Mattos fez cobranças à arbitragem durante o intervalo da partida. Dalonso escreveu no documento que, ainda no corredor de acesso ao vestiário da arbitragem, após os 45 minutos iniciais, o dirigente alvinegro fez cobrança pelo pênalti não marcado aos 4 minutos de jogo, quando o zagueiro corintiano Gil usou o braço para desequilibrar o atacante atleticano Eduardo Vargas dentro da área do goleiro Cássio. "Após o término do primeiro tempo, enquanto nos dirigíamos ao vestiário da arbitragem, o senhor Alexandre Figueiredo Mattos (diretor de futebol da equipe Clube Atlético Mineiro), adentrou ao túnel de acesso aos vestiários, partiu em nossa direção e proferiu as seguintes palavras: 'o que vocês fizeram foi um absurdo, olha o pênalti que vocês não deram, é brincadeira isso'", escreveu Dalonso. De acordo com informações recebidas pelo UOL Esporte, o dirigente atleticano levou um celular e o vídeo do lance do pênalti não marcado para mostrar a Rodrigo Dalonso. Foram bem Renato Gaúcho Depois de muitas críticas pela falta de resultados e desempenho - do Grêmio, Renato Gaúcho conseguiu fazer a equipe reagir. São dez partidas sem perder, sendo seis no Campeonato Brasileiro, e o Tricolor gaúcho vem de sete vitórias consecutivas, já de olho no G4. Raphael Veiga O meia do Palmeiras marcou os dois gols da vitória sobre o Fluminense, no Allianz Parque. Um dos destaques da sequência de oito vitórias seguidas do time, o camisa 23 recebeu elogios do técnico Abel Ferreira, que tem 100% de aproveitamento desde que chegou: quatro jogos e quatro triunfos. Germán Cano Há dois meses sem marcar, o centroavante resolveu o jogo contra o Sport e fez os dois gols do Vasco no triunfo por 2 a 0. Por coincidência ou não, o Cruz-maltino não havia vencido nenhuma das noves partidas consecutivas em que Cano viveu jejum. Luciano O atacante saiu do banco de reservas e foi um dos destaques positivos do São Paulo. Fez dois gols e garantiu a vitória sobre o Fortaleza, por 3 a 2 -- o segundo, um golaço, que o UOL Esporte elege como o gol da rodada. Foram mal Lincoln O jovem atacante do Flamengo teve a chance de decretar a vitória rubro-negra no Maracanã, aos 45 do segundo tempo, e perdeu o gol sem goleiro no empate com o Atlético-GO. Rogério Ceni segue sem vencer após dois jogos no clube. Abel Braga Com duas derrotas em dois jogos pelo Inter, o técnico está com dificuldades para dar sequência ao trabalho de Eduardo Coudet. Na Vila Belmiro, perdeu para um Santos com dez desfalques por um surto de Covid-19. Nem Cuca pôde estar no banco de reservas pelo coronavírus. Everaldo O atacante Everaldo manteve o "padrão" em campo neste fim de semana. Escalado como titular no Corinthians por conta do desfalque Otero, Everaldo não conseguiu driblar, finalizar com eficiência e muito menos "quebra as linhas" do adversário, um dos pedidos de Vagner Mancini antes do jogo. Igor Julião O lateral direito do Fluminense teve um jogo ruim contra o Palmeiras e viu a equipe da casa forçar bastante o ataque pelo seu lado no Allianz Parque. O Flu segue zerado na arena do Verdão: são sete jogos e sete derrotas. O que rolou na TV O jogo entre Fortaleza e São Paulo teve um lance que chamou a atenção dos torcedores. Na hora da cobrança de falta, Daniel Alves e Gabriel Sara tiraram par ou ímpar para ver quem teria o "direito" de chutar. Apesar de o camisa 10 ter ganhado, pelo posicionamento da barreira, ele resolveu deixar o companheiro arriscar o arremate. Deu certo. Sara fez o gol do Tricolor paulista. O lance curioso chamou a atenção também na transmissão do Premiere. O comentarista Alexandre Lozetti percebeu o fato, que tinha passado em branco pelos demais colegas de televisão. Lozetti destacou o par ou ímpar e, por isso, passou a ser chamado de "olhos de águia" por alguns companheiros, que brincavam com a perspicácia do comentarista. O gol da rodada Luciano, do São Paulo, contra o Fortaleza #BrasileirãoFacts Cássio avisa: "Tô mal" O jogo entre Corinthians e Atlético-MG teve um fato curioso aos 15 minutos do primeiro tempo. O goleiro Cássio se ajoelhou ao lado de uma das traves do gol corintiano e o jogo ficou paralisado. Ao árbitro, o "Gigante do Timão" disse: "Estou mal. Pode dar acréscimo, não tem problema". Aos médicos do Corinthians, o goleiro pediu um antiácido e repetiu: "Me dá um antiácido, estou mal, alguma coisa não me caiu bem", falou. Ler mais Jogo do Vasco une adversários políticos A eleição presidencial do Vasco parou durante a tarde de sábado por um nobre motivo. Enquanto as chapas batalhavam a preferência dos sócios, a equipe cruz-maltina duelava com o Sport. Integrantes da mesa diretora e membros das chapas deixaram o pleito em segundo plano por uma hora e meia para acompanhar a vitória sobre o Sport. Jorge Salgado venceu a eleição, realizado de forma online, mas ainda aguarda a Justiça para ser declarado como novo presidente. Ler mais Palmeiras "europeu" treina antes do jogo Uma das novidades no trabalho de Abel Ferreira é a decisão de realizar um treino na manhã do dia do jogo, como ocorreu sábado, antes do triunfo sobre o Fluminense. "Eu tenho um diálogo direto, fiz uma pergunta. Sei que às vezes o brasileiro gosta de dormir até mais tarde. Perguntei à equipe, temos pouco tempo para treinar, mas podemos treinar de manhã. Senti na parte dos capitães falando que estavam aqui para aprender, melhorar", afirmou o português

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | COTIDIANO
Data Veiculação: 16/11/2020 às 03h00

Cresce internação por Covid19 na rede municipal Depois de hospitais privados, a rede municipal de Sáo Paulo registra aumento de internações por coronavírus. Na capital, a alta foi de 9% entre 7 e 13 de novembro, cotidiano B2 Ele afirma que o hospital trabalha hoje com quase 100% de ocupação de leitos destinados a outras doenças que não a Covid19, mas diz que, se necessário, conseguirá remanejá-los de acordo com a demanda Covid19 ou, em último caso, até mesmo postergar procedimentos eletivos. Esse aumento de internações de pacientes Covid19 preocupa os hospitais privados de São Paulo porque ocorre em um momento de retomada das cirurgias eletivas que ficaram represadas no auge da pandemia. Segundo Fernando Torelly, superintendente executivo do HCor (Hospital do Coração), em abril e maio, a instituição chegou a ter 140 dos seus 260 leitos destinados à Covid19, sendo 98 ocupados de fato por pacientes infectados. Com o passar dos meses, esse número começou a cair e chegou em 17 de outubro a 18 pacientes. Em novembro, houve um aumento gradativo e, na quinta (12), 38 dos 40 leitos para Covid19 estavam ocupados. Na mesma semana, houve um dia em que os 13 leitos da UTI Covid19 estavam ocupados. No sábado (14), no entanto, o número caiu para 9. "Ele aumenta e desce. Não é um processo de aumento contínuo como acontecia no pico da pandemia’’, observa. Ao mesmo tempo, os leitos não Covid19 também estão hoje com 90% de ocupação. “Nós nunca enfrentamos um aumento de Covid19 com um grande aumento de pacientes de outras especialidades que passaram meio ano sem tratamento’’, afirma. Torelly diz que o temor do setor é que haja novamente uma grande alta de pacientes Covid19. “O fato é que se tiver 50 pacientes amanhã com Covid19 eu não tenho como fechar leitos dos não Covid19 porque estão todos ocupados por pacientes de outras especialidades médicas. ” Segundo ele, embora tenha aumentado o número de atendimentos e internações relacionadas à Covid19, a taxa de mortalidade se mantém estável. “Estamos muito mais bem preparados do que estávamos em fevereiro. ’’ Francisco Balestrin, presidente do SindHosp (sindicato paulista dos hospitais, laboratórios e clínicas), diz que, embora haja um pico de aumento em alguns hospitais privados da capital, no setor como um todo ainda se observa um equilíbrio. "Precisamos ver se isso vai se manter” Além da competição por leitos Covid19 e não Covid, o setor hospitalar também se preocupa com uma eventual nova busca desenfreada por materiais, com os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e medicamentos (como relaxantes musculares e anestésicos). No auge da pandemia, houve escassez e aumento abusivo de preços. Ferramenta mostra aumento de 9%; Einstein e HCor registram grande ocupação de leitos Movimento de funcionários na UTI do Hospital do Servidor Público Estadual; rede pública municipal de SP tem alta de internações Rubenscavaiiari-10.jui.20/Foihapress Cláudia Collucci são paulo A tendência de aumento de internações por Covid-19 registrada em alguns hospitais privados de São Paulo começou a ser observada também na rede pública municipal nesta última semana. Segundo a Info Tracker, uma ferramenta desenvolvida por pesquisadores da Unesp e da USP que monitora o avanço da pandemia no estado, entre 7 e 13 de novembro, hospitais municipais de São Paulo tiveram alta de 9% nas internações (de 556 para 604). Na Baixada Santista, o aumento foi de 23% (de 180 para 222), e na região norte da Grande S R de 37% (19 para 26). Segundo os pesquisadores, além do aumento das internações, observa-se também uma alta de 50% de casos suspeitos e da taxa de aceleração do contágio do coronavírus. Os dados vêm dos boletins epidemia lógicos municipais e são processados por meio de modelagem matemática e inteligência artificial. “Não é uma pequena oscilação. É uma áta consolidada, que envolve uma análise desde agosto. Pode ser um indício de que vamos acabar emendando [uma onda da Covid coma outra]’’, diz Wallace Casaca, professor dallnesp e pesquisador do CeMEAI -USP (Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria). Em relação às internações na capital, ele afirma que entre setembro e o meio de outubro havia uma tendência de queda, depois ocorreu estagnação, mas nos últimos dias foi observada uma pequena alta. “Não está aumentando muito ainda, mas os gráficos já mostram essa tendência [de alta]’’, explica. Cidades do interior como Presidente Prudente e Piracicaba também registraram aumento de internações: de 35 para 45 internados (29%) e de4ipara5ipessoas(24%), respectivamente. Já Campinas e São José do Ido Preto tiveram queda de 6% (396 para 372) e 12% (241 para 211), respectivamente. Para o epidemiologista Paulo Menezes, professor da USPque integra o centro de contingência do governo paulista, olhando o conjunto de hospitais públicos municipais e estaduais ainda não é possível afirmar que haja aumento consistente de internações na capital—ou apenas uma oscilação sazonal Nas últimas três semanas, porém, ele diz que os dados mostram aumento discreto no número de casos leves de Covid-19 e redução na velocidade com que vinham caindo as internações no estado. “É possível um aumento sim e talvez seja consequência da mudança de comportamento da classe média imediata. ” Mas, para ele, ainda não dá para inferir que o aumento de casos verificado nos hospitais privados seja prenúndo do que pode vir a acontecer nos públicos. “Os hospitais privados recebem muitos pacientes de outras cidades e outras regiões. ” O também epidemiologista da USP Paulo Lotufo conside ra queessa alta narede pública ainda não seja tão nítida pela falta de acesso e demora do diagnóstico, mas diz que nas UTIs municipais aumentou a ocupação de leitos. A Secretaria Municipal de Saúde informou que não é verídica a informação de que haja alta de internações e de ocupação de UTI na rede municipal, e que a pandemia está sob controle na cidade. O número de solicitações por internações em UTIs, segundo a secretaria, está caindo. Na rede privada de São Paulo, ao menos seis hospitais (Sírio-Libanês, Albert Einstein, Vila Nova Star, Oswaldo Cruz, HCor e São Camilo), também registraram aumento de internações nas primeiras semanas de novembro, em diferentes proporções. Na rede de hospitais São Camilo, por exemplo, a média diária de internação de pacientes Covid19 em setembro e outubro foi de 6,83 e 6,58, respectivamente. Em novembro, está em 8,92. No Einstein, pacientes confirmados e internados por Covid19 passaram de 54 na primeira semana de novembro para 72 no último sábado (14), sendo que 26 estão na unidade se mi-intensiva e na UTI. Atualmente, o hospital tem um total de 73 leitos para Covid19, ou seja, está quase com lotação máxima. O Einstein abriu mais 16 leitos de reserva caso a demanda de outros estados aumente. Hoje ela oscila entre 20% e 25% do total. Esses leitos que já tinham sido destinados a outras especialidades e voltaram a fazer parte do fluxo Covid19. “Teve um aumento, mas não dá para falar ainda que se trata de uma curva crescente exponencial como foi na primeira fase da pandemia”, diz o cirurgião Sidney Klajner, presidente do Albert Einstein. u Não é uma pequena oscilação. É uma alta consolidada, que envolve uma análise desde agosto. Pode ser um indício de que vamos acabar emendando [uma onda da Covid19 com a outra] Wallace Casaca, professor da Unesp u Nós nunca enfrentamos um aumento de Covid19 com um grande aumento de pacientes de outras especialidades que passaram meio ano sem tratamento FernandoTorelly superintendente do HCor Internações por Covid-19 na rede municipal de SP têm tendência de alta.

MSN BRASIL
Data Veiculação: 16/11/2020 às 01h00

O técnico Cuca apresentou nova melhora clínica em seu quadro respiratório, está em situação estável em relação ao coronavírus e saiu da unidade semi-intensiva, indo para um quarto, segundo comunicado divulgado neste domingo pelo Santos. O treinador está internado desde o dia 7 no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e ainda não há uma previsão sobre quando receberá alta. "Internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, o técnico Cuca apresentou melhora clínica e se encontra no quarto, após passar pela unidade semi-intensiva. Ele realizou hoje fisioterapia motor e respiratória. Não há previsão de alta", informou o clube em suas redes sociais. Cuca é considerado do grupo de risco pelo histórico de problemas cardíacos. O treinador chegou a passar por cirurgia no coração em dezembro de 2018. Na época, ele fez uma breve pausa em sua carreira para tratar do problema. O técnico do Santos sofreu um mal-estar no dia 7, antes de comandar treino da equipe em preparação para o jogo contra o Red Bull Bragantino, pelo Brasileirão. Com coronavírus, foi internado no hospital.