Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

METRÓPOLES/BRASÍLIA
Data Veiculação: 16/05/2021 às 20h51

O ex-subprocurador-geral da República Antônio Carlos Mendes, 75 anos, morreu, neste domingo (16/5), após complicações em decorrência da Covid-19. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Mendes foi sepultado em cerimônia para familiares e amigos mais próximos, entre eles o ex-presidente Michel Temer (MDB). Aposentado da Procuradoria-Geral da República (PGR) atuava em escritório próprio, Mendes Advogados Associados, e era mestre e doutor em Direito pela PUC-SP, onde também lecionou na Faculdade de Direito. Além de subprocurador, Mendes foi procurador regional eleitoral do estado de São Paulo, juiz, professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e consultor da Mesa do Senado Federal. “O legado dele está vivo nos filhos, netos e esposa”, disse ao Metrópoles a filha dele, Andreia Mendes. Em nota, a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo lamentou a morte do professor Antônio Carlos Mendes. “Um jurista completo, ex-professor do Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito, foi juiz e subprocurador-geral da República. É mais uma vítima da covid-19. Adiante”, registrou. Mendes deixa esposa, três filhos e dois netos.

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 16/05/2021 às 16h30

SÃO PAULO - O uso do anticoagulante oral rivaroxabana em dosagem mais alta em pacientes hospitalizados com covid-19 não ajuda na melhora do paciente e ainda aumenta o risco de sangramentos, aponta um estudo brasileiro apresentado neste domingo, 16, no congresso do Colégio Americano de Cardiologia. Covid-19 no Brasil Consórcio de Veículos de Imprensa Trata-se de mais uma pesquisa da Coalizão Covid-19 Brasil, aliança dos principais hospitais privados do País formados para a realização de dez estudos clínicos de possíveis tratamentos para o coronavírus. Integram a força-tarefa os Hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein, HCor, Moinhos de Vento, Oswaldo Cruz e Beneficência Portuguesa de São Paulo, além do Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e a Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet). A nova pesquisa avaliou o desempenho do remédio em doentes internados e que tinham maior risco de desenvolver trombos (coágulos), problema que vem sendo frequentemente observado em pessoas infectadas com o coronavírus e que aumenta o risco de complicações graves da doença. Foram incluídos no estudo 615 pacientes. De forma randomizada, eles foram divididos em dois grupos: o primeiro, com 311 participantes, recebeu a dosagem terapêutica do anticoagulante, ou seja, a mesma usada para tratar pacientes que já apresentam trombose. O segundo grupo, com 304 doentes, recebeu apenas a dose profilática do anticoagulante heparina, usado de forma rotineira em qualquer doente hospitalizado para reduzir o risco da formação de coágulos, que acaba sendo favorecida pela imobilização do paciente acamado e quadros de infecção. Os doentes foram acompanhados por 30 dias. Os pesquisadores observaram que o remédio não foi capaz de reduzir de forma significativa a ocorrência de trombos entre os participantes e ainda foi associado a maior incidência de sangramentos. De acordo com o cardiologista Renato Lopes, professor de medicina da Duke University e membro do comitê executivo do grupo Coalizão, desfechos trombóticos como tromboembolismo, infarto e AVC foram observados em 7,4% dos pacientes que usaram o anticoagulante de forma terapêutica e em 9,9% dos que tomaram a dose profilática. “Apesar da diferença nos números absolutos, essa diferença não tem significância estatística”, explica ele. Por outro lado, a incidência de sangramentos relevantes foi de 8,4% no grupo terapêutico e de apenas 2,3% no grupo profilático, o que demonstra o risco aumentado desse evento adverso nos pacientes tratados com dosagem maior de anticoagulante. Lopes destaca que a medicação em dosagem mais alta vinha sendo usada por alguns médicos que acreditavam na possibilidade da droga promover melhora, mas que essa expectativa não se confirmou no estudo e que o uso de anticoagulante em dosagens terapêuticas passa a ser contraindicado. “O índice de sangramento foi muito maior entre esses pacientes e a redução nas tromboses foi muito pequena, o que faz o risco ser maior do que o benefício. Portanto, não vale a pena usar essa medicação para quem não teve trombose”, diz o especialista, que destaca que a dose profilática de anticoagulante segue sendo recomendada para qualquer caso de paciente internado. Ele relembra ainda que há médicos incluindo coagulantes até mesmo nas receitas do chamado “kit covid”, grupo de medicamentos sem eficácia contra a covid19, como hidroxicloroquina e ivermectina, que estão sendo prescrita a pacientes no início dos sintomas. O risco nesses casos, diz Lopes, é ainda maior, pois sangramentos podem ocorrer sem que o paciente esteja sendo monitorado de perto. “Pacientes que não estão internados não devem receber nenhum anticoagulante”, ressalta o médico.