Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

INSTITUTO ONCOGUIA
Data Veiculação: 15/11/2020 às 21h00

Adiar consultas oncológicas por medo da Covid-19 coloca o paciente sob risco de piora Equipe Oncoguia - Data de cadastro: 16/11/2020 - Data de atualização: 16/11/2020 Após oito meses de pandemia, os hospitais aprenderam a lidar melhor com a Covid-19 e estão preparados para receber pessoas. O paciente não pode deixar o medo impedi-lo de buscar tratamento, avaliam oncologistas que participaram da 5ª edição do seminário sobre câncer, realizado pela Folha, nos dias 10 e 11 de novembro. O perigo é o oposto. Evitar consultas coloca pacientes sob risco de piora do quadro, ao mesmo tempo que hospitais podem acumular uma demanda reprimida, impactando atendimentos futuros. Um estudo da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, realizado com 120 oncologistas associados, apontou que mais de 74% deles tiveram um ou mais pacientes que interromperam ou adiaram o tratamento por mais de um mês durante a pandemia. Paula Philbert, médica do Hospital do Câncer de Uberlândia (MG), conta que, em nenhum momento, o setor de oncologia parou de funcionar. Só nos dois primeiros meses consultas foram adiadas, a maioria de pacientes que fazem só acompanhamento. “Não resolveria o problema e teríamos uma demanda reprimida muito grande”, diz. A ordem é fazer os atendimentos normalmente, mas ela reforça que é papel do médico tranquilizar seus pacientes, que já vivem situação de fragilidade, com ou sem pandemia. Diretor do centro de oncologia do Hospital Sírio-Libanês, Artur Katz lembrou da dificuldade dos primeiros meses, quando ainda não havia diretrizes definidas. Os hospitais se adaptaram às pressas e hoje adotam um sistema de triagem para separar quem tem sintomas de Covid-19. “Não podemos deixar de tratar uma doença presente ou com alta probabilidade de se manifestar, com receio de uma que não sabemos se a pessoa vai pegar”, diz Katz. No Sírio, os atendimentos começaram a normalizar no segundo semestre e têm hoje demanda próxima da anterior. Câncer é um diagnóstico que assusta, mas os médicos explicam que ser paciente oncológico não necessariamente significa ser grupo de risco. “É muito individual”, diz Katz, e Philbert complementa: “Dependendo do tratamento, o paciente não tem um risco maior de complicações”. Pacientes hematológicos, com linfoma ou leucemia, por exemplo, podem ter um risco maior, mas o importante é avaliar caso a caso. Em 2017, nas filmagens da série “O Mecanismo”, da Netflix, o ator Leonardo Rosa sentiu um desconforto nos testículos. Era câncer. Em um ano e meio, teve metástase no abdômen e na região entre os pulmões, fez 2 cirurgias e 29 sessões de quimioterapia. Fez também uma terapia com base em uma alimentação saudável e prática de exercícios. Hoje, seus marcadores tumorais estão normais e ele faz acompanhamento, mas só agora voltou a ir no Inca (Instituto Nacional do Câncer), no Rio de Janeiro, onde vive. “O emocional influencia muito. A partir do momento que você recebe diagnóstico [de câncer], fica com uma sensação de que tem que ter todo cuidado possível, e fica nesse lugar de ‘vou, ou não vou? ’. ” Paula Philbert chama a atenção para as diferenças entre o sistema público, em que trabalha a maior parte do tempo, e o privado. Ela enxerga que a demanda reprimida ainda não chegou ao SUS (Sistema Único de Saúde), pois já existe um intervalo entre diagnóstico e o início de tratamento. “No ano que vem vamos sentir mais o aumento. ” Se a pandemia trouxe incertezas para muitas pessoas, que de repente se viram ameaçadas por um inimigo invisível, Rosa aprendeu a conviver com elas anos antes. “O diagnóstico me lembra da finitude, sim, mas também da alegria de estar aqui. ” O seminário teve patrocínio do Hospital Sírio-Libanês e da Progenética. Os debates foram mediados pela jornalista Mariana Versolato, editora de Ciência, Saúde, Ambiente e Equilíbrio, e os vídeos podem ser vistos no site do jornal.

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 15/11/2020 às 13h40

A tendência de aumento de internações por Covid 19 já registrada em alguns hospitais privados de São Paulo começou a ser observada também na rede pública municipal nesta última semana. Segundo a Info Tracker, uma ferramenta desenvolvida por pesquisadores da Unesp e da USP que monitora o avanço da pandemia no estado, entre 7 e 13 de novembro, hospitais municipais de São Paulo tiveram alta de 9% nas internações (de 556 para 604). Na Baixada Santista, o aumento foi de 23% (de 180 para 222), e na região norte da Grande SP, de 37% (19 para 26). Segundo os pesquisadores, além do aumento das internações, observa-se também uma alta de 50% de casos suspeitos e da taxa de aceleração do contágio do coronavírus. Os dados vêm dos boletins epidemiológicos municipais e são processados por meio de modelagem matemática e inteligência artificial. “Não é uma pequena oscilação. É uma alta consolidada, que envolve uma análise desde agosto. Pode ser um indício de que vamos acabar emendando [uma onda da Covid19 com a outra]”, diz Wallace Casaca, professor da Unesp e pesquisador do CeMEAI-USP (Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria). Em relação às internações na capital, ele afirma que entre setembro e o meio de outubro havia uma tendência de queda, depois ocorreu estagnação, mas nos últimos dias foi observada uma pequena alta. “Não está aumentando muito ainda, mas os gráficos já mostram essa tendência [de alta]”, explica. Cidades do interior como Presidente Prudente e Piracicaba também registraram aumento de internações: de 35 para 45 internados (29%) e de 41 para 51 pessoas (24%), respectivamente. Já Campinas e São José do Rio Preto tiveram queda de 6% (396 para 372) e 12% (241 para 211), respectivamente. Para o epidemiologista Paulo Menezes, professor da USP e que integra o centro de contingência do governo paulista, olhando o conjunto de hospitais públicos municipais e estaduais ainda não é possível afirmar que haja aumento consistente de internações na capital—ou apenas uma oscilação sazonal. Nas últimas três semanas, porém, ele diz que os dados mostram aumento discreto no número de casos leves e redução na velocidade com que vinham caindo as internações no estado. “É possível um aumento sim e talvez seja consequência da mudança de comportamento da classe média e média alta. ” Mas, para ele, ainda não dá para inferir que o aumento de casos verificado nos hospitais privados seja prenúncio do que pode vir a acontecer nos públicos. “Os hospitais privados recebem muitos pacientes de outras regiões. ” O também epidemiologista da USP Paulo Lotufo considera que essa alta na rede pública ainda não seja tão nítida pela falta de acesso e demora do diagnóstico, mas diz que nas UTIs municipais aumentou a ocupação. A Secretaria Municipal de Saúde informou que não é verídica a informação de que haja alta de internações e de ocupação de UTI na rede municipal paulistana, e que a pandemia está sob controle na cidade. Na rede privada de São Paulo, ao menos seis hospitais (Sírio-Libanês, Albert Einstein, Vila Nova Star, Oswaldo Cruz, HCor e São Camilo), também registraram aumento de internações nas primeiras semanas de novembro, em diferentes proporções. Na rede de hospitais São Camilo, por exemplo, a média diária de internação de pacientes Covid19 em setembro e outubro foi de 6,83 e 6,58, respectivamente. Em novembro, está em 8,92. No Einstein, pacientes confirmados e internados por Covid19 passaram de 54 na primeira semana de novembro para 72 no último sábado (14), sendo que 26 estão na unidade semi-intensiva e na UTI. Atualmente, o hospital tem um total de 73 leitos para Covid19, ou seja, está quase com lotação máxima. O Einstein abriu mais 16 leitos de reserva caso a demanda de outros estados aumente. Hoje ela oscila entre 20% e 25% do total. Esses leitos que já tinham sido destinados a outras especialidades e voltaram a fazer parte do fluxo Covid19 na última semana. “Teve um aumento, mas não dá para falar ainda que se trata de uma curva crescente exponencial como foi na primeira fase da pandemia”, diz o cirurgião Sidney Klajner, presidente do Albert Einstein. Ele afirma que o hospital trabalha hoje com quase 100% de ocupação de leitos destinados a outras doenças que não a Covid19, mas diz que, se necessário, conseguirá remanejá-los de acordo com a demanda Covid19 ou, em último caso, até mesmo postergar procedimentos eletivos. Esse aumento de internações de pacientes Covid19 preocupa os hospitais privados porque ocorre em um momento de retomada das cirurgias eletivas que ficaram represadas no auge da pandemia. Segundo Fernando Torelly, superintendente executivo do HCor (Hospital do Coração), em abril e maio, a instituição chegou a ter 140 dos seus 260 leitos destinados à Covid19, sendo 98 ocupados de fato por pacientes infectados. Com o passar dos meses, esse número começou a cair e chegou em 17 de outubro a 18 pacientes. Em novembro, houve um aumento gradativo e, na quinta (12), 38 dos 40 leitos para Covid19 estavam ocupados. Na mesma semana, houve um dia em que os 13 leitos da UTI Covid19 estavam ocupados. No sábado (14), no entanto, o número caiu para 9. “Ele aumenta e desce. Não é um processo de aumento contínuo como acontecia no pico da pandemia.” Ao mesmo tempo, os leitos não Covid19 também estão hoje com 90% de ocupação. “Nós nunca enfrentamos um aumento de Covid19 com um grande aumento de pacientes de outras especialidades que passaram meio ano sem tratamento”, afirma. Torelly diz que o temor do setor é que haja novamente uma grande alta de pacientes Covid19. “O fato é que se tiver 50 pacientes amanhã com Covid19 eu não tenho como fechar leitos dos não Covid19 porque estão todos ocupados por pacientes de outras especialidades. ” Segundo ele, embora tenha aumentado o número de atendimentos e internações relacionadas à Covid19, a taxa de mortalidade se mantém estável. “Estamos muito mais bem preparados do que estávamos em fevereiro. ” Francisco Balestrin, presidente do SindHosp (sindicato paulista dos hospitais, laboratórios e clínicas), diz que, embora haja um pico de aumento em alguns hospitais privados da capital, no setor como um todo ainda se observa um equilíbrio. “Precisamos ver se isso vai se manter. ” Além da competição por leitos Covid19 e não Covid19, o setor também se preocupa com uma eventual nova busca desenfreada por materiais, com os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e medicamentos (como relaxantes musculares e anestésicos). No auge da pandemia, houve escassez e aumento abusivo de preços.

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | COTIDIANO
Data Veiculação: 15/11/2020 às 03h00

Rede laboratorial vê alta de 42% dos positivos de Covid19 Com 900 unidade de medicina diagnostica espalhadas pelo país, a Dasa registrou aumento de 42% em testes positivos de Covid-19 em novembro. Em outubro, a taxa de positividade nos exames era 19%. Até o dia 10 deste mês, passou para 27%. Cotidiano B2 Laboratório aponta alta de 42% de testes positivos para Covid-19 Phillippe Watanabe são paulo Líder em medicina diagnostica no país, a Dasa afirma ter verificado um aumento de 42% no número de testes positivos de Covid-19 no início de novembro no país. A empresa tem mais de 900 unidades espalhadas pelo Brasil. O laboratório afirma que, em outubro, a taxa de positividade encontradas nos exames ficava em torno de 19%. Até o dia 10 de novembro, a positividade passou para 27%. Segundo a empresa, a procura por testes cresceu acentuadamente —50% no Rio de Janeiro e 30% em Sâo Paulo. Nesta semana, hospitais de São Paulo como o SírioLibanês, o HCor (Hospital do Coração) e o Vila Nova Star registraram aumento no número de pacientes infectados pelo novo coronavírus. O aumento de casos e os sinais de possibilidade de crescimento apontados por pesquisadores já causam preocupação. Segundo a coluna Mônica Bergamo, o Sírio-Libanês teve picos de até 120 internações em abril. Em outubro esse número caiu para 80, e agora é de 120 novamente. Do total de doentes, 50 estão em UTL O HCor internou cem pessoas por Covid-19 nos meses de pico, chegou a 18 e agora são cerca de 30 pacientes. Já o Vila Nova Star, voltado a um público de alta renda, viu o número de atendimentos de casos leves dobrar em uma semana, de 20 para 40.0 valor chega aos patamares do auge da pandemia na capital paulista. No hospital Alberto Einstein, entre quinta e sexta foram registradas 18 novas internações por Covid19. Da última semana de setembro até 12 de novembro, a média oscilou entre 50 e 55 pacientes infectados internados. Neste sábado (14), haviam 72, segundo o hospital. Durante a semana, a infectologista Christina Gallafrio Novaes, do Hospital das Clínicas da USIJ enviou uma mensagem a amigos apelando para a manutenção dos cuidados de prevenção contra a Covid-19. Segundo a médica, há um aumento de casos relacionados a idas a festas, encontros e jantares sem os devidos cuidados, como uso de máscara e distância segura. O governo paulista, porém, afirma que não há aumento de casos no estado. Os temores de uma subida de casos e mortes no Brasil ocorrem ao mesmo tempo em que os Estados Unidos e a Europa voltam a viveneiar situações críticas relacionadas à Covid-19.

R7.COM/SÃO PAULO
Data Veiculação: 15/11/2020 às 02h00

Papai Noel não poderia ficar de fora do Natal, mas neste ano as coisas serão um pouco diferentes. De acordo com levantamento da Abrasce (Associação Brasileira de Shoppings Centers), 43% dos shoppings centers terão a presença do bom velhinho de forma virtual, por conta da pandemia do novo coronavírus. No entanto, os estabelecimentos terão de seguir o protocolo estabelecido pela associação, em conjunto com a área de consultoria do Hospital Sírio-Libanês. Leia mais: CoronaVac: presidente da Anvisa nega interferência política para o presindente da Abrasce, Glauco Humaio, o momento é de reforçar a confiança do consumidor e recebê-lo com segurança, "evitando o fluxo intenso de pessoas". "Alguns empreendimentos já anunciaram o Papai Noel em 3D, videoconferência e até por tela touch screen", afirma. A pesquisa também revela que cerca de 24% dos shoppings ainda avaliam qual a melhor estratégia a ser implementada e outros 19% não pretendem contar com o bom velhinho. "Os shoppings têm liberdade para adotar a estratégia que acharem mais viável, respeitando as diretrizes do protocolo", diz Humai. Mas, como ficam os Papais Noéis nessa situação? Segundo Miguel, que trabalha na Cia. do Noel, o setor em que a empresa atua sofreu uma queda muito grande na procura dos profissionais. "A maioria dos shoppings está meio receosa, até com o próprio funcionamento da coisa, porque o Papai Noel é um evento que chama as pessoas, que gera aglomeração. Nós tivemos uma baixa de uns 80% na demanda", afirma. Além dos shoppings, as agências de Papel Noel também foram afetadas por diversas outras áreas em que atuam, como hospitais, escolas e empresas. "Está sendo muito difícil mesmo, porque vários nichos em que a gente atua, neste ano não será possível, por motivos variados. Os shoppings ficaram com medo de gerar aglomeração, as empresas, muito funcionários estão em home office e também não vai haver festa de confraternização", explica. "A gente também trabalha com escolas, que não abriram este ano, então não vão ter visitas, assim como as creches. Hospital não tem nem como por causa da pandemia, e casa de idosos sem chance também, porque todos ali são de grupo de risco", complementa. No entanto, uma alternativa encontrada para contornar o fator pandemia foi usar de outros recursos, como vídeos e lives. "Nesses nichos, o que mais está sendo procurado é vídeo gravado, vídeo chamada, lives, mensagens nas redes sociais. Mas, fora isso, não temos nenhuma procura maior nesse setor", diz Miguel. Além da falta de procura, Miguel também revela que houve uma queda de 30% a 40% no número de profissionais que trabalham na agência neste período de fim de ano. "Por conta da pandemia eles não querem fazer, estão com medo. Por serem senhores, acima de 60 anos, e porque a relação do Papai Noel é uma relação direta com as pessoas, uma atividade que requer interação", afirma. "Então, mesmo com distanciamento e respeitando todos os protocolos estabelecidos pelos órgãos de saúde, os profissionais estão meio receosos e optaram por não trabalhar. Eles preferiram aguardar a vacina ou deixar para o ano que vem" Miguel, da Cia. do Noel No entanto, esse não é o caso de Noel Bianco, de 67 anos. Neste Natal, mesmo com a pandemia, ele, que ainda pertence ao grupo de risco, decidiu continuar trabalhando. "Todo gordinho tem um pouco de pressão alta, é diabético, então eu estou sim no grupo de risco. Mas vou trabalhar neste ano", afirma. Bianco diz que só não irá trabalhar com os shoppings que costumava trabalhar em anos anteriores, mas fará visitas em residências e, se possível, eventos em empresas também. "Seguindo todo o protocolo: máscara, luvas, álcool em gel, afastamento, e por aí vai." Medidas de segurança Além de Bianco, outros profissionais que optarem por trabalhar este ano terão que seguir diversas medidas de segurança e restrição. É o que afirma Miguel, da Cia. do Noel. "Como todos os outros setores que estão reabrindo, vai ser muito diferente este ano. O Papai Noel não vai poder abraçar, vai usar máscara o tempo todo, vai trocar as luvas a cada cliente visitado e usar álcool em gel o tempo todo. Além disso vamos fazer a desinfecção do figurino antes e após o evento", diz. "Vai ser tudo previamente combinado com o contratante, inclusive as fotos com o Papai Noel. O trono será higienizado, na hora da fotografia haverá um distanciamento de um metro e meio a dois metros" Miguel, da Cia. do Noel Apesar da mudança que considera drástica, Bianco afirma que isso não afetará tanto seu bolso, pois, além de trabalhar como Papai Noel, ele é taxista e ganha aposentadoria. "Claro que afetou financeiramente, mas isso para mim, graças a Deus, não me afeta tanto. Eu trabalho como taxista e também sou aposentado, então dá para segurar a onda", afirma. "Não vai deixar de ter Natal" Apesar de tudo, para Miguel, por conta do que aconteceu em 2020, não pode deixar de haver a festa natalina. "Tudo será diferente, mas não vai deixar de ter Natal. As pessoas precisam disso, elas estão meio carentes de algum convívio social, né?", completa. É Natal em novembro! Fãs ansioso já estão montando suas árvores