Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 15/09/2021 às 18h10

O presidente da São Paulo Turismo (SPTuris) publicou nesta quarta-feira (15) no Diário Oficial uma autorização para que sejam iniciadas na cidade de São Paulo as medidas administrativas e preparativos para a realização dos desfiles das escolas de samba e das comemorações do carnaval no Sambódromo do Anhembi, em 2022. No decreto, a SPTuris afirma, contudo, “que a realização do referido evento estará condicionada à verificação, no correspondente período, das condições epidemiológicas relativas à pandemia do Covid-19”. “Para a realização deverão, também, ser cumpridos todos e quaisquer protocolos sanitários que se encontrem vigentes no correspondente período”, diz a publicação. Documentos internos que o G1 teve acesso apontam que a SPTuris trabalha com a realização dos desfiles entre 25 de fevereiro e 5 de março, quando devem ocorrer as apresentações das escolas de samba e o desfile das campeãs. No início de julho, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), havia declarado que o avanço da vacinação contra a Covid-19 na capital paulista possibilitaria a realização do Réveillon e do Carnaval na cidade. As duas festas foram canceladas pela gestão municipal em 2021 por conta da pandemia de coronavírus. Com o recrudescimento da doença no país este ano e o avanço da variante delta no estado de SP, entretanto, o assunto seguia sem definição. Agora, voltou à pauta da gestão municipal com a publicação do decreto no Diário Oficial desta quarta (15). Passaporte da vacina A cidade de São Paulo começou a exigir em 1º de setembro, comprovante de vacinação contra a Covid-19 com pelo menos uma dose para a entrada em todos os eventos com público superior a 500 pessoas. O "passaporte da vacina" poderá ser apresentado por aplicativo de celular, chamado E-saúde, ou em formato físico (saiba como baixar a versão digital mais ao fim da reportagem). O prefeito Ricardo Nunes (MDB) chegou a afirmar que o comprovante seria obrigatório para bares, restaurantes e shoppings. Após pressão do setor, no entanto, a gestão municipal voltou atrás e definiu que a medida será opcional para esses estabelecimentos. De acordo com decreto publicado no Diário Oficial de sábado (28), a obrigatoriedade do comprovante valerá para shows, feiras, congressos e jogos. Para os demais estabelecimentos e setores, o passaporte será apenas "recomendado". Em caso de descumprimento, há previsão de interdição do local e multa que varia de acordo com o tamanho do estabelecimento. São as mesmas punições estabelecidas no início da pandemia pelo decreto nº 59.298, de 23 de março de 2020. Embora os jogos constem no novo decreto da prefeitura, o estado de São Paulo ainda não liberou totalmente a presença de torcidas nos estádios. O governador João Doria (PSDB) havia afirmado que isso só aconteceria depois de 1º de novembro, mas abriu exceção para o jogo entre Brasil e Argentina que acontecerá no próximo domingo (5). (Leia mais abaixo) A gestão estadual encerrou em 17 de setembro as restrições da quarentena de limite de horário e de público nos estabelecimentos e serviços. Mas a realização de shows com público em pé e eventos com aglomeração continuam proibidas pelas regras estaduais. O uso de máscara também continua obrigatório em todo o estado. Como baixar o 'passaporte da vacina' De acordo com a Prefeitura de São Paulo, os participantes dos eventos poderão baixar o QR Code do “passaporte da vacina” no aplicativo E-saúde, da Secretaria Municipal da Saúde. É necessário fazer um cadastro com dados do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), data de nascimento, nome completo, e-mail e telefone. Caso não tenha acesso ao aplicativo, também é possível apresentar o comprovante físico que é entregue no momento da imunização. A Secretaria Estadual da Saúde também oferece o comprovante de vacinação em formato digital por meio do aplicativo do Poupatempo Digital (saiba como baixar aqui). Indefinição das regras Na segunda-feira (23), Nunes anunciou que o comprovante seria obrigatório para todos os bares, restaurantes e shoppings da cidade, o que gerou reação negativa do setor. "O conceito principal é que os estabelecimentos só vão poder aceitar pessoas que estejam com vacina [contra a Covid-19]. Esse é o passaporte. Se o estabelecimento estiver com pessoas sem vacina, e isso for observado pela Vigilância Sanitária, ele sofrerá multa.", disse o prefeito na ocasião. "O conceito principal é que os estabelecimentos só vão poder aceitar pessoas que estejam com vacina [contra a Covid-19]. Esse é o passaporte. Se o estabelecimento estiver com pessoas sem vacina, e isso for observado pela Vigilância Sanitária, ele sofrerá multa.", disse o prefeito na ocasião. Pouco depois, no mesmo dia, o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, afirmou que o o passaporte seria opcional para esses setores. Aparecido fez a ressalva de que apenas restaurantes com eventos e teatros de shoppings, por exemplo, teriam obrigatoriedade na exigência comprovante. Não ficou claro, portanto, as regras exatas que deveriam ser seguidas. Segundo a gestão municipal, a Vigilância Sanitária faria a publicação da norma para regulamentar o assunto na quinta-feira (26), o que não aconteceu. Na sexta-feira (27), o prefeito adiou a adoção da medida afirmando que a Secretaria Estadual de Saúde não havia disponibilizado dados da vacinação que permitiriam o funcionamento do aplicativo. Em nota enviada ao G1, a pasta disse que já oferecia o comprovante de vacinação em formato impresso e digital. Associações criticam medida Após o anúncio, a Associação Nacional de Restaurantes (ANR) afirmou na segunda-feira que via com preocupação a decisão de exigência do passaporte. A entidade, que representa grandes redes alimentícias, disse ainda não houve diálogo com o setor antes da proposição da medida. "A ANR entende que qualquer decisão que venha a impactar o setor deve ser precedida de diálogo com as autoridades. Bares e restaurantes enfrentaram e ainda enfrentam a pior crise de sua história em decorrência da pandemia. E em um momento de recuperação, vemos com muita preocupação exigir de consumidores atestados de vacina", disse em nota. "A ANR entende que qualquer decisão que venha a impactar o setor deve ser precedida de diálogo com as autoridades. Bares e restaurantes enfrentaram e ainda enfrentam a pior crise de sua história em decorrência da pandemia. E em um momento de recuperação, vemos com muita preocupação exigir de consumidores atestados de vacina", disse em nota. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em São Paulo afirmou que a exigência pode ser um incentivo à vacinação, mas fez a ressalva de que o aplicativo poderia ser um obstáculo para os clientes. "Sendo um incentivo à vacinação, o setor vê como apoio. A única ressalva e preocupação que o setor tem é com a funcionalidade desse aplicativo para que não seja um impeditivo ou obstáculo para frequência dos seus usuários, clientes, e também dos próprios estabelecimentos preocupados com o manuseio e a utilização desse aplicativo", afirmou o diretor Rodrigo Goulart. A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) disse que está em "desacordo com a medida proposta pela Prefeitura de São Paulo de exigir o passaporte de vacinação em teatros de shoppings, conforme anunciado pelo secretário." "Para a entidade, a medida é considerada extemporânea, pois impõe severos custos e dificulta o acesso a um setor fortemente impactado pela Covid-19 e que já dispõe de rigorosos protocolos sanitários de operação elaborados pela consultoria do Hospital Sírio Libanês", disse por meio de nota. Quarentena A quarentena contra o coronavírus foi encerrada no estado de São Paulo pelo governador João Doria (PSDB) no dia 17 de agosto, antes que a maioria da população esteja imunizada com as duas doses da vacina contra a Covid-19 e com indicadores da pandemia melhores, mas ainda fora de controle. Além disso, há a preocupação com o avanço da variante delta do coronavírus no país. Bares, restaurantes, academias e cinemas não têm mais restrição de horário ou quantidade de público para operar. As exceções são os shows, que estão permitidos, desde que com público sentado, e eventos esportivos com público, que continuam proibidos. A utilização de máscara segue obrigatória. O governador havia afirmado que shows com público em pé, torcidas em estádios e pistas de danças continuariam proibidos até 1º de novembro. Mas voltou atrás ao anunciar que o jogo entre Brasil e Argentina, no dia 5 de setembro, terá liberação para 12 mil pessoas como "evento-teste". A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no entanto, decidiu nesta segunda-feira (30) que não haverá venda de ingressos para a partida. Apenas 1,5 mil convidados poderão acompanhar o jogo no local.

O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | JORNAL DO CARRO
Data Veiculação: 15/09/2021 às 03h00

Apesar da vacinação, a sociedade continua preocupada com o contágio por covid-19, especialmente quem precisa se locomover todos os dias. Pesquisa realizada entre 26 de julho e 6 de agosto pela 99, plataforma de tecnologia voltada à mobilidade urbana com usuários em cerca de 2 mil municípios do Brasil, mostra que 45% dos motoristas e 42% dos passageiros mantêm essa percepção sobre a segurança e outras medidas que ajudam a prevenir o contágio pela doença. Dos 629 entrevistados, de diversas plataformas de transporte por aplicativo, 80% dos motoristas e 70% dos passageiros já tomaram a vacina contra a covid-19. Desse total, 58,6% dos condutores declaram ter tomado a primeira dose, e 23% afirmam já estarem com a imunização completa. Prevenção reduz o medo Este é o caso de Juliano da Silva Prates, de 32 anos, que trabalha na capital paulista como motorista de aplicativo desde 2015 e já está totalmente imunizado. Ele tomou a CoronaVac, vacina com espera de apenas 15 dias entre as duas aplicações. Porém, nesse intervalo, ele contraiu o coronavírus. “Felizmente, não fui internado, mas fiquei um pouco mal durante 10 dias, até conseguir me recuperar e voltar ao trabalho”, revela o profissional. “A vacina diminui nosso medo e preocupação, mas não completamente. Não podemos descuidar das medidas de prevenção”, alerta. Em relação aos itens de proteção que deixam as pessoas mais seguras, o uso de máscara lidera a lista, com 93,7% das respostas dos motoristas e 87,5% dos passageiros. Em segundo lugar, álcool em gel, apontado por 89% dos motoristas e 71% dos passageiros. Rotina ainda exige segurança Prates também conta que muitos usuários de apps migraram do transporte público. “Algumas empresas pagam essa despesa. Mas, por segurança, muitas pessoas assumiram esse custo para evitar a lotação dos trens e ônibus”, avalia. O motorista acredita que ações como a sanitização gratuita dos veículos, oferecida pelas Deslocamento seguro combina vacina e cuidados Pesquisa mostra que 80% dos motoristas de aplicativo e 70% dos passageiros foram imunizados, mas medo de contágio mantém rotina de prevenção, com máscaras e uso de álcool em gel empresas de aplicativos, e os escudos de proteção para separar motoristas de passageiros também contribuem para a migração para os apps. Aliás, o levantamento também sondou a percepção das pessoas obrigadas a sair de casa sobre a segurança dos modais: os veículos por aplicativo são considerados os mais seguros por 44,6% das pessoas, ficando atrás apenas dos carros próprios (48,2%) e seguidos por andar a pé, com 39,3% dos respondentes. Informação a serviço da vida Na pesquisa, as campanhas aparecem como principal medida de combate ao vírus, apontadas por 71,4% dos entrevistados. Na sequência, vêm monitoramento (45,1%) e aplicação de multas a quem desrespeitar as normas (32,1%). Para orientar as pessoas sobre a importância de continuarem se protegendo, a 99 investe em ações de conscientização destinadas a todos os públicos. Um exemplo é o material preparado em parceria com a consultoria do Hospital Sírio-Libanês, disponível no https://99app.com/coronavirus/, com dicas práticas para as corridas e orientações para evitar a doença.