Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

TERRA/SÃO PAULO
Data Veiculação: 15/01/2021 às 19h06

Como efeito dos encontros das festas de final de ano, o Hospital Central da Santa Casa de Misericórdia, em São Paulo, está há quatro dias com a taxa de ocupação da UTI em 100%. A alta de internação continua e por isso o tratamento feito a pacientes em estado grave acontece na enfermaria, que não possui estrutura adequada. Um médico que trabalha no local e preferiu não se identificar informou que não há falta de respiradores por enquanto, pois existe um backup desses aparelhos. Ele relata que houve um aumento muito grande de internações desde o último final de semana e o pronto-socorro não está dando conta do fluxo. "Coincide com o período de festas de Natal e ano-novo. A tendência é que siga em alta", disse. A Santa Casa abriu uma nova ala de UTI no final do ano passado e atualmente conta com 20 leitos. A diretoria prometeu entregar mais dez na próxima semana. A taxa de ocupação bateu 100% no domingo, dia 10, quando a unidade central realizou 23 atendimentos a pessoas com doenças respiratórias. "Quatro pacientes estão na fila de espera. Os quatro estão entubados na enfermaria", revelou o médico. O leito de enfermaria não possui equipamentos adequados para acompanhar um paciente com ventilador mecânico. A monitorização também não é a mesma de uma UTI. O manejo de um paciente grave é mais complexo do que outro com a doença mais leve. "Ficamos receoso que possam ser mal assistidos." O mais provável é que esses pacientes sejam transferidos para outra unidade da rede pública. A Santa Casa é um hospital filantrópico apoiado pelo Sistema Único de Saúde e o governo do Estado de São Paulo. Por isso, está dentro da Cross (Central de Regulação e Oferta de Serviços de Saúde), sistema online que verifica vagas disponíveis em hospitais do SUS em SP, para as transferências. Pior do que na 1ª onda A diferença do começo da pandemia para agora é que antes a Santa Casa conseguia rapidamente remanejar pacientes com gravidade leve da doença para os hospitais de campanha e assim oferecer melhor estrutura para quem tinha problema de maior complexidade. Agora não, pois essas unidades foram desativadas. "Achamos que ainda vai piorar nas próximas semanas. Como vai ser? Não sei. Vamos trabalhando com o que tem." A Santa Casa se pronunciou apenas por meio de nota e não confirmou a lotação. O Estadão teve acesso ao documento interno do hospital que informa a taxa de ocupação em 100% na unidade central. A assessoria de comunicação disse na quarta-feira que o hospital "vem percebendo um aumento progressivo no número de pacientes que procuram o hospital com quadro de doenças relacionadas à covid-19". E que "as estruturas estão sendo ampliadas para que a população atendida pela instituição receba todos os cuidados de acordo com os protocolos vigentes." A Secretaria de Estado da Saúde, também por nota, disse que "a taxa de ocupação na Grande São Paulo é de 68,3% em UTI e 59,9% em enfermaria e, portanto, a rede hospitalar segue com plenas condições de assistir casos graves do novo coronavírus". O porcentual aumentou 5% em relação a semana passada. A pasta diz ter repassado R$ 2,5 bilhões em convênios firmados com estas entidades filantrópicas e serviços que integram o SUS em 2020. "Somente para a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo foram direcionados mais de R$ 160,6 milhões ao longo do ano passado". O governo de São Paulo diz custear o funcionamento de 2 mil leitos de UTI no SUS de todo Estado exclusivamente dedicados à pandemia. "A Secretaria da Saúde solicitou ao Ministério a habilitação permanente desses leitos, visando garantir a continuidade da assistência aos casos de covid-19 e a perenidade da rede de terapia intensiva já ampliada também em 2021, assegurando consequentemente maior capacidade hospitalar para atendimento aos pacientes." Hospitais particulares A alta não é só na rede pública. Hospitais particulares também estão começando a trabalhar no limite. Levantamento realizado pelo SindHosp (Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo) aponta que 72% dos hospitais estão com taxas de ocupação de leitos de UTI superiores a 71%. A pesquisa foi feita entre os dias 11 e 13 de janeiro em 76 hospitais privados. Há casos também de locais que já estão trabalhando perto do limite, como os hospitais Albert Eintein e Sírio Libanês, com taxas de ocupação de UTI em 90%. O Einstein teve na quinta-feira recorde de internações. Foram 140 novos pacientes que deram entrada, superando o pico que houve em abril, quando 138 foram internados no mesmo dia.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 15/01/2021 às 18h52

O estado de São Paulo ultrapassou nesta sexta-feira (14) a marca de 1,6 milhão de casos confirmados de infecções por coronavírus desde o início da pandemia, em meio a uma nova alta de casos, óbitos e internações pela doença após as festas de fim de ano. A média diária de mortes por Covid-19 está acima de 200 há uma semana seguida, valor que não era observado desde o dia 16 de setembro do ano passado. A média móvel de mortes diárias, que considera os registros dos últimos sete dias, é de 224 nesta sexta-feira (15). O valor é 57% maior do que o registrado há 14 dias, o que para especialistas indica tendência de alta da epidemia. Como o cálculo da média móvel leva em conta um período maior que o registro diário, é possível medir de forma mais fidedigna a tendência da pandemia. Devido à piora nos indicadores de saúde, o Governo de São Paulo antecipou a reclassificação do plano de flexibilização da economia e colocou 8 regiões em fases mais restritivas da quarentena nesta sexta-feira. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, foram contabilizadas 311 novas mortes por coronavírus nas últimas 24 horas, elevando o total desde o início da pandemia para 49.600. Já o total de casos confirmados da doença subiu para 1.605.845, considerando os 15.016 novos registros nas últimas 24 horas. Os novos registros não significam, necessariamente, que as mortes e casos aconteceram de um dia para outro, mas, sim, que foram computados no sistema neste período. As notificações costumam ser menores aos finais de semana e feriados, quando as equipes de saúde trabalham em esquema de plantão. A média móvel diária de casos é de 10.985 nesta sexta. O valor é 72% maior que o registrado há 14 dias, o que para especialistas também indica tendência de alta. A média diária de casos está acima de 10 mil há seis dias seguidos. O último registro de média móvel acima de 10 mil casos no estado era de 18 de agosto. Veja os novos registros no estado de SP nas últimas 24 horas: Veja o total no estado de SP desde o início da pandemia: Leitos de UTI O estado de São Paulo registrou nesta sexta-feira (15) o número total de 13.454 pacientes internados por Covid-19 em toda rede hospitalar, sendo 7.677 em enfermaria e 5.777 em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O valor é o maior desde o dia 2 de agosto de 2020, quando foram contabilizadas 13.775 internações no total. O total de pacientes internados tem se mantido acima de 10 mil desde o início de dezembro de 2020, o que pressiona o sistema de saúde e interfere no atendimento de outras doenças. Nesta sexta, a taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid-19 em toda rede de saúde, incluindo serviços particulares e públicos, é de 69% na Grande São Paulo e de 67,5% no estado. Outras regiões do estado, no entanto, já registram valores acima de 80%. A região de Marília foi rebaixada para a fase vermelha do Plano São Paulo por apresentar uma ocupação de 83% nesta sexta. O governo fez uma recomendação para que 43 cidades estão com ocupação de leitos de UTI acima de 80% adotem as regras da fase vermelha, mesmo se estiverem dentro de regiões classificadas em outra fase mais permissiva. “Temos novos prefeitos que têm a chance de serem conhecidos por deixarem um legado responsável por cuidar da sua população e eles podem nesse momento tomar medidas mais restritivas para além das medidas de sua região”, disse a Secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, em coletiva de imprensa nesta sexta. Segundo o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, oito cidades da Grande São Paulo estão com taxas preocupantes, apesar de a região como um todo ter sido mantida na fase amarela. "Oito municípios da Região Metropolitana estão tendo a recomendação para que possam vir para a fase vermelha. São os municípios: Carapicuíba, Embu das Artes, Ferraz de Vasconcelos, Franco da Rocha, Itapecirica da Serra, Itaquaquecetuba, Mairiporã e Mogi das Cruzes." Na cidade de São Paulo, grandes hospitais da rede particular, como o Albert Einstein e Sírio-Libanês, registram taxa de ocupação superior a 90%. Na rede municipal da capital, ao menos dois hospitais não têm mais leitos de enfermaria. Os índices de ocupação variam dia a dia, e a central de regulação do estado é responsável por conseguir vagas para pacientes que estão na fila de atendimento. Vídeos: Tudo sobre São Paulo e Região Metropolitana.

VEJA SÃO PAULO.COM.BR/SÃO PAULO
Data Veiculação: 15/01/2021 às 17h46

Saúde A pedido da Vejinha, plataforma da USP e Unesp analisou dados de municípios que regrediram no Plano São Paulo Hospital das Clínicas, em SP: 475 leitos para a Covid-19, com 62,6% de ocupação na quinta (14) Alexandre Battibugli/Veja SP Publicidade Publicidade Duas semanas após as festas de fim de ano, o número de internações causadas pela Covid-19 está em alta. Em São Paulo, o governo endureceu a quarentena em oito regiões nesta sexta-feira (15): 43 municípios paulistas registram ocupação de leitos de UTI acima de 80%. A situação é delicada em todo o estado. Em Franca, por exemplo, entre o dia 21 de dezembro e 14 de janeiro, houve aumento de 265% no número de internações. “Isso era previsível. As festas de fim de ano aceleraram muito”, afirma o professor titular de infectologia da Universidade Federal de Uberlândia, Marcelo Simão Ferreira. A pedido da Vejinha, a pesquisadora da plataforma SP Covid-19 Info Tracker (iniciativa do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Industria CeMEAI; USP e Unesp), Marilaine Colnago, realizou um levantamento sobre as regiões que regrediram no Plano São Paulo. A região de Marília, com 83,2% de ocupação dos leitos de UTI, foi a única que voltou para a chamada Fase Vermelha do plano: abertura apenas de comércios classificados como essenciais. Juntas, Marília e a vizinha Assis tiveram um aumento de 97,2% no número de internações na comparação entre 14 de dezembro e 14 de janeiro: de 72, as cidades saltaram para 142 pacientes. No mesmo período a região de Araçatuba, com 57,1% dos leitos de UTI ocupados, teve um aumento de 150% no número de internados (28 para 70). O governo levou a área para a Fase Laranja. “Vários dos meus pacientes internados relataram que resolveram viajar, fazer festa. Assumiram o risco. Várias pessoas da família ficaram doentes, a gente vê na prática o resultado dessa aglomeração”, conta Renato Ginbraum, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia que atende em um hospital privado da capital. Falando na cidade, São Paulo não regrediu no Plano. Os paulistanos se mantiveram na Fase Amarela, com o funcionamento de bares e restaurantes, o que não quer dizer que a situação por aqui esteja morna. Em um mês a cidade passou de 1867 internados para 2143, uma alta de 14,8%. Se compararmos com 21 de dezembro, quando o número de internados diminuiu (1842), a alta em comparação a 14 de janeiro foi de 16,3%. A taxa de ocupação de leitos de UTI por aqui é de 69%. O médico Marcelo Ferreira conta um episódio que ilustra bem como o vírus se espalhou rápido no período. “No Ano Novo fui convidado para ir à casa de um amigo, só a família dele estaria por lá”, conta ele, que mora em Uberlândia (MG). “Fiquei na dúvida, pensei, pensei… e resolvi não ir. Hoje estou cuidando da família inteira: todo mundo pegou Covid-19 Você aglomerar, pode ser uma festa pequena, familiar. A chance de infectar é muito grande, infelizmente. Nós temos ainda que nos guardar”, lembra. Na rede privada da capital, o Hospital Albert Einstein contava até a última quinta (14) com 62 dos 74 leitos de UTI ocupados. No Sírio Libanês a taxa de ocupação é de 90%, com 177 pacientes internados, sendo 48 na UTI. “A doença tem mais ou menos duas semanas de evolução. Quando agrava? Na segunda semana. E estamos vivendo na segunda semana [depois das festas de fim de ano”, afirma Marcelo Ferreira. E A VACINA? A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve analisar no domingo (17) os pedidos de registro emergencial da CoronaVac, (Butantan/Sinovac) e a vacina da Fiocruz (AstraZeneca/Oxford). Mas mesmo com a aprovação de ambas e caso a campanha de imunização comece ainda neste mês, a vida não vai voltar ao normal. “A vacina está chegando em ritmo lento. Vai ser escalonada, e temos pessoas também que estão querendo recusar a vacina. Não acredito que antes de abril tenhamos uma resposta muito clara [da aplicação dos imunizantes]”, diz Renato Gibraum. “Se a gente conseguir vacinar o máximo de gente possível, vamos conter a epidemia até o final do ano. Mas temos que vacinar 50% da população, ao menos 100 milhões de pessoas, para a gente começar a sentir os efeitos. De pacientes que precisam prioritariamente ser vacinados (idosos, profissionais da saúde…) são quase 50 milhões de pessoas, já teremos algum impacto: são os que mais adoecem e morrem”, diz Marcelo Ferreira. Veja abaixo dados sobre o restante das regiões que regrediram no Plano São Paulo: BAURU (voltou para a Fase Laranja). 73,4% de ocupação dos leitos de UTI. 14 de dezembro: 124 internados. 14 de janeiro: 186 = aumento de 50%. 21 de dezembro: 121 internados. 14 de janeiro: 186 = aumento de 53,7% Continua após a publicidade FRANCA (voltou para a Fase Laranja). 70,2% de ocupação dos leitos de UTI. 14 de dezembro: 26 internados. 14 de janeiro: 73 = aumento de 180% 21 de dezembro: 20 internados. 14 de janeiro: 73 = aumento de 265% PIRACICABA (voltou para a Fase Laranja). 62% de ocupação dos leitos de UTI. 14 de dezembro: 41 internados/ 14 de janeiro: 75 = aumento de 82,9% 21 de dezembro: 44 internados / 14 de janeiro: 75 = aumento de 70,4% RIBEIRÃO PRETO (voltou para a Fase Laranja). 70,9% de ocupação dos leitos de UTI. *monitoramento apenas de leitos de UTI. 14 de dezembro: 65 internados. 14 de janeiro: 138 = aumento de 112,3% 21 de dezembro: 70 internados. 14 de janeiro: 138 = aumento de 97,14% SÃO JOSÉ DO RIO PRETO (voltou para a Fase Laranja). 70,2% de ocupação dos leitos de UTI. 14 de dezembro: 300 internados. 14 de janeiro: 375 = aumento de 25% 21 de dezembro: 289 internados. 14 de janeiro :375 = aumento de 29,8% TAUBATÉ (voltou para a Fase Laranja). 73,6% de ocupação dos leitos de UTI. 14 de dezembro: 329 internados. 14 de janeiro: 483 = aumento de 46,8% 21 de dezembro: 346 internados. 14 de janeiro: 483 = aumento de 39,6% Nota: os dados do Info Tracker não contabilizam os leitos da rede privada nas regiões de Bauru, Piracicaba e na capital paulista. Todas as sextas-feiras de manhã, uma seleção afiada do crítico Miguel Barbieri Jr. dos melhores filmes e séries. Inscreva-se aqui para receber a nossa newsletter aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril. E-mail cadastrado com sucesso! Em breve você receberá nosso email continua após a publicidade Bolsonaro coronavírus jair bolsonaro João Doria Publicidade.

METRÓPOLES/BRASÍLIA
Data Veiculação: 15/01/2021 às 17h22

O Distrito Federal, assim como outras unidades da Federação, tem recebido pacientes vindos de Manaus (AM). A saúde da capital amazonense vive colapso após o aumento de internações por Covid-19 provocar falta de oxigênio, suprimento essencial para a respiração. A estimativa é de que, no total, até 750 pessoas tenham de deixar a cidade para serem atendidas em diferentes locais. A Grande Angular apurou, por meio de contato com principais unidades de saúde da capital da República, que o DF acolherá pelo menos 32 pacientes vindos de Manaus nos próximos dias. Os esforços se concentram na rede particular e em unidades vinculadas ao governo federal. O Hospital Brasília, localizado no Lago Sul, disse à coluna que deve receber duas pessoas oriundas da capital amazonense, ainda nesta sexta-feira (15/1), e mais duas devem chegar no sábado (16/1). O Hospital Santa Lúcia recepcionou cinco pacientes, na quinta-feira (14/1), em três unidades de saúde do grupo. Outros dois pacientes que aguardam autorização do convênio para serem transferidos podem chegar ainda nesta sexta. O Grupo Santa Marta, dono de três hospitais no Distrito Federal, enviou uma nota oficial à reportagem na qual se solidariza com os pacientes de Manaus infectados pelo coronavírus. No documento assinado pela gerente de Marketing e Comunicação, Aldênia Morais, a empresa pontuou que as operadoras de saúde solicitaram vagas destinadas aos pacientes da capital amazonense. As negociações estão em andamento e ainda não foi definida a quantidade de pessoas que poderão ser acolhidas pelo grupo, que tem hospitais em Taguatinga e na Asa Norte. “Todo esse trâmite tem sido feito com muito critério, de acordo com as normas de segurança recomendadas pelas autoridades de saúde”, frisou. “Em nossas instalações, dispomos de alas reservadas, com fluxos específicos, tanto para internação, com quartos individuais, como para Unidade de Terapia Intensiva (UTI), também com área exclusiva para pacientes com Covid-19. Além disso, por se tratar de um hospital de grande porte e de alta complexidade, diante do cenário, informamos a possibilidade de abertura de mais leitos, conforme necessidade”, afirmou a nota. O Hospital Anchieta, localizado em Taguatinga, também está negociando com as operadoras de saúde para recepção das pessoas de Manaus “que for possível recebermos”. Já o Hospital Daher, que fica no Lago Sul, informou não ter previsão de acolher doentes vindos de Manaus. A coluna apurou que o Hospital Sírio-Libanês, na Asa Sul, registra lotação na UTI destinada ao tratamento da Covid-19. Unidades públicas O Hospital Universitário de Brasília (HUB) deve receber 20 pacientes de Manaus para tratamento contra a Covid-19 em leitos de enfermaria. A unidade é vinculada ao governo federal e atende por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). “Toda a infraestrutura e insumos necessários foram preparados na Unidade de Pronto-Socorro do HUB, onde atualmente já funcionam 10 leitos exclusivos para pacientes com o novo coronavírus”, destacou o HUB. O Hospital das Forças Armadas (HFA), no Cruzeiro, recebeu um paciente encaminhado pelo Hospital de Aeronáutica de Manaus. “Vale ressaltar que, no enfrentamento à Covid-19, o HFA presta atendimento dessa natureza, acolhendo as demandas advindas do Ministério da Defesa (MD). Portanto, este hospital recebe militares e seus dependentes de outros estados quando solicitado pelo MD”, informou o órgão, em nota. Gestão local embora o governador Ibaneis Rocha (MDB) tenha dito que determinou à Secretaria de Saúde do DF que fizesse o possível para ajudar Manaus, a pasta informou que não tem previsão de receber nos hospitais da rede pública pacientes de outras unidades da Federação. O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF) ainda não definiu se vai disponibilizar assistência. “O assunto sobre adesão do Iges no auxílio a pacientes vindos de Manaus está sendo discutido”, assinalou. A entidade é responsável pelo Hospital de Base, Hospital Regional de Santa Maria e pelas UPAs da capital federal. Variante em meio à crise na saúde de Manaus, o Ministério da Saúde confirmou um caso de reinfecção pela nova variante do coronavírus. Trata-se de uma paciente de 29 anos, com sintomas leves. A jovem foi diagnosticada pela primeira vez em 24/3. Nove meses depois, em 30/12, recebeu outro resultado positivo. Até o momento, dois casos de reinfecção com novas variantes foram notificados no país. Além do registrado em Manaus, há outro na Bahia, com mutação idêntica à da variante da África do Sul — esta situação segue em investigação. O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), declarou que a variante do coronavírus recém-identificada apresenta “potencial muito grande de transmissibilidade”. “Houve um aumento de pessoas procurando atendimento nos últimos dez dias”, frisou. Entretanto, o diretor de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, disse, nesta sexta-feira, que não é a nova variante do vírus que está causando a situação vivida por Manaus. “Infelizmente, o problema é o que não fizemos. Temos que aceitar nossa parte da responsabilidade sobre o vírus ter saído de controle. Precisamos ser mais eficientes em combatê-lo”, acrescentou. A Secretaria de Saúde do DF informou que não há notificação de nenhum caso na capital federal de outra variante da Covid-19. A pasta assinalou que todos os casos de Covid-19 registrados na capital são monitorados por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep/SVS).

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 15/01/2021 às 12h37

A falta de oxigênio nos hospitais de Manaus levou a cidade a um cenário de caos: com recordes nos casos de Covid19, a cidade precisou enviar pacientes que dependiam dele para outros 6 estados. Parentes de pessoas internadas tiveram que comprar cilindros com o gás por conta própria. O oxigênio é essencial para a sobrevivência humana. Sem ele, as células do nosso corpo não funcionam, e nós morremos. "Poucos instantes depois da falta de oxigênio, de o oxigênio não chegar nas células, a gente perde a função delas. Na prática, o que você tem é uma falência de todos os órgãos", explica André Nathan, médico pneumologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. "É como um afogamento, matar um indivíduo com um travesseiro na cara, via enforcamento. A pessoa morre por falta de oxigênio", diz o médico. "É como um afogamento, matar um indivíduo com um travesseiro na cara, via enforcamento. A pessoa morre por falta de oxigênio", diz o médico. Por que pacientes com Covid precisam de oxigênio? O coronavírus Sars-CoV-2, que causa a Covid-19, causa uma inflamação no pulmão. Isso faz com que ele não consiga mais transferir de forma eficaz o oxigênio que a pessoa respira para dentro do sangue e das células. Quando isso acontece, a saturação de oxigênio – a concentração dele no sangue – começa a cair. O percentual normal de saturação fica entre 95% e 99%. Quando a pessoa não respira direito, esse índice começa a cair. As intubações, assim como outros métodos de aporte de oxigênio, ajudam a recuperar a saturação de oxigênio no sangue – por isso são tão importantes para pacientes com Covid. "O aparelho de ventilação mantém as funções vitais enquanto a doença vai ser eliminada pelo sistema imunológico do paciente. Quem elimina o vírus são os anticorpos do paciente. Como ele precisa de até 15 dias para fazer isso, eu preciso manter o paciente sob esse oxigênio até 15 dias", explica Carlos Carvalho, diretor da divisão de Pneumologia do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da USP e responsável pela UTI respiratória do hospital. "Se falta oxigênio para a máquina, falta oxigênio para o pulmão da pessoa. Não tendo oxigênio, as células não vão produzir energia e elas vão morrer. As células de todos os órgãos vitais vão morrer e o paciente vai a óbito", afirma Carvalho. "Se falta oxigênio para a máquina, falta oxigênio para o pulmão da pessoa. Não tendo oxigênio, as células não vão produzir energia e elas vão morrer. As células de todos os órgãos vitais vão morrer e o paciente vai a óbito", afirma Carvalho. O médico anestesiologista André Saijo, que trabalhou em UTIs com pacientes de Covid em São Paulo na primeira fase da pandemia, explica que as doenças pulmonares em que a oxigenação do sangue é diminuída – por exemplo, a Covid – podem causar ou não uma queda de saturação. "A saturação de oxigênio medida pelo oxímetro de pulso é um valor indireto da quantidade de oxigênio que o sangue está levando do pulmão para os órgãos. Por exemplo: se o valor vier 95%, quer dizer que as hemácias estão conseguindo carregar oxigênio com 95% da sua capacidade máxima de carregamento. Uma saturação baixa infere que as hemácias não estão carregando oxigênio de forma adequada, o que pode ou não gerar problemas pro corpo", esclarece Saijo. "A primeira resposta do corpo a uma queda de saturação é aumentar a frequência respiratória. Se, mesmo assim, não houver melhora da oxigenação, as inspirações ficam mais profundas com a utilização de outros músculos do tórax, o que conseguimos visualizar como o desconforto respiratório", diz o anestesiologista. "A longo prazo – é difícil quantificar porque depende de cada pessoa e cada doença –, isso evolui pro quadro de fadiga respiratória, que é quando a pessoa não tem mais força pra fazer as inspirações da forma necessária para manter uma oxigenação do sangue satisfatória. A maioria das intubações que acontecem pela Covid são devido a essa fadiga respiratória", explica o médico. Num ambiente normal, a porcentagem de oxigênio que existe no ar e entra no pulmão é de 21%. Isso significa dizer que, a cada 100 litros de ar que uma pessoa normal respira, 21 litros são de oxigênio e o resto, de outros gases. Quanto mais grave for a incidência respiratória, maior a concentração de oxigênio o médico tem que administrar. "Uma forma de melhorar o desconforto respiratório de uma pessoa é oferecer uma quantidade maior que esses 21% de oxigênio que tem no ar ambiente, facilitando então o abastecimento das hemácias no pulmão e, consequentemente, aumentando a saturação. Existem diversas formas de oferecer oxigênio, que vão desde o catéter nasal até a intubação", completa André Saijo. 'Coisa de vida ou morte' O médico Valmir Crestani Filho, também do Hospital das Clínicas da USP, descreve a falta de oxigênio em Manaus como uma "catástrofe". "Se você precisa ser intubado, a sua mortalidade é entre 30% e 40%. Se você apenas precisa do oxigênio, naquele catéter que fica no nariz, ou se você usa uma máscara, a sua mortalidade é entre 20% e 25%", explica. "Só que o oxigênio nesses pacientes não é um tratamento a mais, como é o corticoide, e como é a anticoagulação profilática. Ele é uma coisa de vida ou morte", frisa Crestani Filho. "Nesse grupo em que morreriam 25% com oxigênio, a mortalidade pode chegar a até 100% se você ficar sem o oxigênio. Foi isso o que aconteceu em várias unidades lá em Manaus. Nos intubados, é uma catástrofe que nem se discute", diz. "Só que o oxigênio nesses pacientes não é um tratamento a mais, como é o corticoide, e como é a anticoagulação profilática. Ele é uma coisa de vida ou morte", frisa Crestani Filho. "Nesse grupo em que morreriam 25% com oxigênio, a mortalidade pode chegar a até 100% se você ficar sem o oxigênio. Foi isso o que aconteceu em várias unidades lá em Manaus. Nos intubados, é uma catástrofe que nem se discute", diz. Ele chama atenção para a situação dos pacientes que não estavam intubados. "Você tinha 30, 40, 50, 60 pacientes usando oxigênio mas que não estavam intubados, e aí foi cortando o suplemento de oxigênio e eles começaram a piorar rapidamente. Vários morreram. Muitos pacientes que não iriam morrer – porque nesse grupo a mortalidade é de 25% – morreram em decorrência da falta do oxigênio", afirma. "Então, não tem muito espaço para essa discussão 'ah, esse paciente ia morrer de qualquer jeito'", explica Crestani Filho. "Então, não tem muito espaço para essa discussão 'ah, esse paciente ia morrer de qualquer jeito'", explica Crestani Filho. "Na UTI que eu cuido aqui, a gente tinha 2 pacientes intubados e 8 pacientes com oxigênio. Esses 8 de oxigênio, se ficassem 24h sem, morreriam. Essa que é a tragédia. A causa da morte, ali, ele não morreu por Covid, porque ele não morreria por Covid. Ele morreu por asfixia, morreu por falta de oxigênio", afirma. VÍDEOS: Manaus vive colapso com hospitais sem oxigênio

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 15/01/2021 às 11h00

Como efeito dos encontros das festas de final de ano, o Hospital Central da Santa Casa de Misericórdia está há quatro dias com a taxa de ocupação da UTI em 100%. A alta de internação continua e por isso o tratamento feito a pacientes em estado grave acontece na enfermaria, que não possui estrutura adequada. Um médico que trabalha no local e preferiu não se identificar informou que não há falta de respiradores por enquanto, pois existe um backup desses aparelhos. Ele relata que houve um aumento muito grande de internações desde o último final de semana e o pronto-socorro não está dando conta do fluxo. "Coincide com o período de festas de Natal e ano-novo. A tendência é que siga em alta", disse. Covid-19 no Brasil Consórcio de Veículos de Imprensa A Santa Casa abriu uma nova ala de UTI no final do ano passado e atualmente conta com 20 leitos. A diretoria prometeu entregar mais dez na próxima semana. A taxa de ocupação bateu 100% no domingo, dia 10, quando a unidade central realizou 23 atendimentos a pessoas com doenças respiratórias. "Quatro pacientes estão na fila de espera. Os quatro estão entubados na enfermaria", revelou o médico. O leito de enfermaria não possui equipamentos adequados para acompanhar um paciente com ventilador mecânico. A monitorização também não é a mesma de uma UTI. O manejo de um paciente grave é mais complexo do que outro com a doença mais leve. "Ficamos receoso que possam ser mal assistidos." O mais provável é que esses pacientes sejam transferidos para outra unidade da rede pública. A Santa Casa é um hospital filantrópico apoiado pelo Sistema Único de Saúde e o governo do Estado de São Paulo. Por isso, está dentro da Cross (Central de Regulação e Oferta de Serviços de Saúde), sistema online que verifica vagas disponíveis em hospitais do SUS em SP, para as transferências. Pior do que na 1ª onda A diferença do começo da pandemia para agora é que antes a Santa Casa conseguia rapidamente remanejar pacientes com gravidade leve da doença para os hospitais de campanha e assim oferecer melhor estrutura para quem tinha problema de maior complexidade. Agora não, pois essas unidades foram desativadas. "Achamos que ainda vai piorar nas próximas semanas. Como vai ser? Não sei. Vamos trabalhando com o que tem." A Santa Casa se pronunciou apenas por meio de nota e não confirmou a lotação. O Estadão teve acesso ao documento interno do hospital que informa a taxa de ocupação em 100% na unidade central. A assessoria de comunicação disse na quarta-feira que o hospital "vem percebendo um aumento progressivo no número de pacientes que procuram o hospital com quadro de doenças relacionadas à covid-19". E que "as estruturas estão sendo ampliadas para que a população atendida pela instituição receba todos os cuidados de acordo com os protocolos vigentes." A Secretaria de Estado da Saúde, também por nota, disse que "a taxa de ocupação na Grande São Paulo é de 68,3% em UTI e 59,9% em enfermaria e, portanto, a rede hospitalar segue com plenas condições de assistir casos graves do novo coronavírus". O porcentual aumentou 5% em relação a semana passada. A pasta diz ter repassado R$ 2,5 bilhões em convênios firmados com estas entidades filantrópicas e serviços que integram o SUS em 2020. "Somente para a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo foram direcionados mais de R$ 160,6 milhões ao longo do ano passado". O governo de São Paulo diz custear o funcionamento de 2 mil leitos de UTI no SUS de todo Estado exclusivamente dedicados à pandemia. "A Secretaria da Saúde solicitou ao Ministério a habilitação permanente desses leitos, visando garantir a continuidade da assistência aos casos de covid-19 e a perenidade da rede de terapia intensiva já ampliada também em 2021, assegurando consequentemente maior capacidade hospitalar para atendimento aos pacientes." Hospitais particulares A alta não é só na rede pública. Hospitais particulares também estão começando a trabalhar no limite. Levantamento realizado pelo SindHosp (Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo) aponta que 72% dos hospitais estão com taxas de ocupação de leitos de UTI superiores a 71%. A pesquisa foi feita entre os dias 11 e 13 de janeiro em 76 hospitais privados. Há casos também de locais que já estão trabalhando perto do limite, como os hospitais Albert Eintein e Sírio Libanês, com taxas de ocupação de UTI em 90%. O Einstein teve na quinta-feira recorde de internações. Foram 140 novos pacientes que deram entrada, superando o pico que houve em abril, quando 138 foram internados no mesmo dia.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 15/01/2021 às 07h00

A piora na pandemia de Covid19 nas semanas que antecedem o Enem levou a ações judiciais que pedem o adiamento da prova em todo o país, marcada para os dois próximos domingos. Veja perguntas e respostas sobre a realização do exame e as contestações sobre a manutenção da data. O Enem está mantido para os dois próximos domingos? Até o momento sim. Decisões da Justiça Federal em SP (terça-feira) e do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (quinta) negaram o pedido da Defensoria Pública da União e a prova continua marcada para os dias 17 e 24 de janeiro. A determinação da juíza Marisa Cucio, mantida pelo TRF-3, permite a realização do Enem em todo o território nacional, mas abre a possibilidade para que prefeituras peçam o adiamento do exame, a depender das condições locais da pandemia de Covid-19. Alguma localidade já fez essa solicitação? Manaus e Parintins (AM) pediram na quarta. No mesmo dia a justiça amazonense suspendeu a realização do exame em todo o estado citando a grave situação nos hospitais por causa do alto número de internações pelo novo coronavírus. E nesta quinta foi pedido o adiamento do Enem em Minas Gerais pelo Ministério Público Federal. Qual é a situação do Enem no Amazonas? Na quinta a Advocacia-Geral da União, representando o Inep, pediu que a decisão da justiça amazonense seja derrubada, e os 160 mil estudantes do estado façam a prova neste domingo e no seguinte. À noite, o governo do Amazonas publicou um decreto que proíbe o acesso às escolas do estado para a realização do Enem suspendendo o exame. Se as prefeituras decidirem pelo adiamento do exame, como permite a decisão da Justiça Federal em SP, quando os candidatos dessas cidades farão a reaplicação do Enem? Não foi anunciada uma data. Na verdade, o presidente do Inep, organizador da prova, disse ao G1 que não pode assegurar que haverá reaplicação do exame nas cidades que suspenderem a realização da prova. "Não é que a gente não vai fazer, o que eu não posso é garantir", afirmou Alexandre Lopes. "O Enem é um processo muito complexo, que demora muito tempo para ser executado." Há um risco de judicialização desta edição do Enem? Se nem todos os candidatos fizerem o exame sob as mesmas condições, há o risco de questionamento, afirma a procuradora Elida Graziane, do Ministério Público de Contas de SP. "O Enem é uma espécie de seleção análoga ao concurso. Ou a prova é igual para todos, ou é nula para o fim pretendido de seleção de estudantes às vagas das instituições de ensino superior", afirma. O Inep afirma ver com naturalidade as ações judiciais. "A gente respeita, é um direito de qualquer cidadão de recorrer ao judiciário, vejo com naturalidade, e o que a gente faz é se defender em juízo. Não é um problema", disse Alexandre Lopes. O que o Inep disse à Justiça sobre adiar o exame? À Justiça Federal a autarquia declarou que, se as atuais datas forem desmarcadas, poderá ser inviabilizado "o início do ano letivo nas universidades federais, bem como a adesão aos programas Prouni e Fies". Afirma que a realização "na data marcada é perfeitamente possível e segura para todos os envolvidos, não havendo riscos de ordem sanitária". Quantas pessoas vão fazer a prova no domingo? Estão inscritos 5,7 milhões de candidatos em todo o país. São 14 mil locais de prova e 205 mil salas em todo o país. O número de cidades participantes só é divulgado após a aplicação do exame. E qual é o protocolo adotado pelo Inep para evitar a contaminação por Covid19 entre os candidatos? As medidas adotadas foram: O candidato que não usar máscara será desclassificado? O regulamento do Enem prevê eliminação em caso de "descumprir as orientações da equipe de aplicação". Mas o candidato pode tirar a máscara em algum momento? Sim. O protocolo prevê a retirada dela para sua troca ou para alimentação. Não é exigido sair da sala. Segundo especialistas, qualquer momento sem máscara representa um risco. Para Daniel Lahr, professor do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), o ideal seria evitar fazer o lanche na sala. E o que os infectologistas falam sobre as condições de prova? Márcio Sommer Bittencourt, da USP, diz que, "de forma bem subjetiva", o risco com "pessoas em silêncio, usando máscara, com distanciamento e janelas abertas poderia ser considerado moderado". Mas, em sua avaliação, "estamos fazendo o exame no pior momento da pandemia no Brasil". Miriam Dal Ben, do hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, diz que as medidas adotadas pelo Inep "são as indicadas para mitigar o risco, mas o risco não é zero". Já não havia uma data oficial de reaplicação do Enem? Sim, 23 e 24 de fevereiro. Os dois dias já estavam programados para atender candidatos que enfrentaram problemas de infraestrutura (faltou energia no local, por exemplo) e as pessoas que tiveram diagnóstico confirmado de Covid19. O Inep diz que é difícil usar essas datas caso sejam muitas as cidades a pedir reaplicação por causa da pandemia. A autarquia cita as questões logísticas. Vídeos: veja Aulões para o Enem

TERRA/SÃO PAULO
Data Veiculação: 15/01/2021 às 05h02

Tricampeão mundial, Nelson Piquet recebeu alta do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, após duas noites de internação por conta de teste positivo para Covid-19. A informação foi divulgada pelo Diário Motorsport, parceiro editorial do GRANDE PRÊMIO. Com sintomas considerados leves, a internação não teve maiores complicações e o ex-piloto foi liberado para voltar para casa, precisando apenas de repouso após novos testes. Nelson Piquet e o filho Pedro (Foto: Reprodução) O teste positivo impediu que Piquet representasse a Federação de Automobilismo do Distrito Federal (FADF) na eleição para a presidência da CBA, que acontece nesta sexta-feira (15). O presidente em exercício Renato Constantino estará em seu lugar. Aos 68 anos de idade, Nelson Piquet é considerado como um dos maiores pilotos da história da Fórmula 1. Foi campeão nas temporadas 1981, 1983 e 1987, além de somar 23 vitórias, 60 pódios e 24 poles em suas 204 largadas pela categoria. Em 2013, então com 61 anos, Nelson passou por uma cirurgia cardíaca. Na época, o piloto explicou que nasceu com uma hipertrofia do septo, que é a parede que divie o coração e teve uma redução de espessura.