Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

ONCO NEWS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 14/09/2020 às 00h00

O oncologista Guilherme Harada (foto), do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, é primeiro autor de revisão sistemática que avalia a estratégia de testar para SARS-CoV-2 pacientes com câncer assintomáticos antes de iniciar o tratamento sistêmico. Os resultados foram publicados no periódico e-câncer. "Existem poucos estudos que buscam responder a esta questão diretamente. O ponto crucial é levar em consideração as individualidades dos pacientes e características específicas de cada centro, realizando a busca ativa por sintomas e reforçando as medidas de proteção a todos os envolvidos no tratamento oncológico", observa Harada. A revisão sistemática foi realizada com base no framework PRISMA, e considerou os bancos de dados Pubmed, Embase, Web of Science e Cochrane Central Register of Controlled Trials, bem como diretrizes de instituições internacionais envolvidas no tratamento do câncer e pesquisa do COVID-19. Foram considerados elegíveis estudos publicados entre 1º de dezembro de 2019 e 27 de maio de 2020. Os autores incluíram trabalhos que mencionaram estratégias de teste para SARS-CoV-2 de pacientes com câncer assintomáticos antes de iniciar tratamentos imunossupressores. Foram identificados 1.163 estudos e 4 diretrizes; destes, 18 artigos foram considerados elegíveis e incluídos na análise final. Dois artigos eram estudos de coorte e o restante era consenso de especialistas e diretrizes publicadas. A recomendação mais comum foi testar pacientes assintomáticos para SARS-CoV-2 antes do tratamento. “Há uma carência de estudos que abordem diretamente o teste COVID-19 em pacientes assintomáticos antes do tratamento. Nossa revisão sistemática mostrou que a maioria dos dados publicados favorece o teste de rotina para SARS-CoV-2 antes de iniciar o tratamento sistêmico, mas não conseguiu identificar um bom nível de evidência para apoiar essas recomendações”, observam os autores. “Cada instituição deve considerar os prós e os contras de testar pacientes assintomáticos, avaliando a acessibilidade aos recursos de teste e a epidemiologia local”, concluem. Referência: Harada Guilherme, Antonacio Fernanda F, Gongora Aline BL, Behar Marina H, Capareli Fernanda C, Bastos Diogo A, Munhoz Rodrigo R, Costa Frederico P, Jardim Denis L, Arrais-Rodrigues Celso, Novis Yana, Katz Artur, de Castro Junior Gilberto (2020) SARS-CoV-2 testing for asymptomatic adult cancer patients before initiating systemic treatments: a systematic review ecancer 14 1100

PANORAMA FARMACÊUTICO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 14/09/2020 às 00h00

No primeiro estudo do tipo clínico de que se tem notícia envolvendo o uso do medicamento em pacientes com covid-19 hospitalizados, pesquisadores brasileiros demonstraram que a azitromicina não leva a melhoras e, portanto, não tem indicação de uso para casos graves. Publicada na Lancet, a segunda revista médica mais influente do mundo de acordo com a consultoria Clarivate Analytics, a pesquisa envolveu 397 pessoas com diagnóstico de covid-19 em casos considerados graves — assim classificados por critérios como necessidade de reforço de oxigênio ou ventilação mecânica. Além disso, eles tinham fatores de risco associados, como hipertensão ou diabetes. Os pacientes foram divididos aleatoriamente em dois grupos — 214 deles receberam azitromicina mais o tratamento padrão, e outros 183 receberam apenas o tratamento padrão, sem azitromicina. O tratamento padrão, feito em ambos os casos, incluía a hidroxicloroquina, pois naquela época — entre março e maio — seu uso estava sendo bastante frequente. Quinze dias depois, a situação de saúde dos participantes foi avaliada através de uma escala com seis categorias, como ter recebido alta, mas manifestar sequela; estar internado usando ventilação mecânica; ou mesmo óbito — o que aconteceu em percentual alto, já que o grupo de pacientes acompanhados só incluía pessoas em estado grave. Não houve diferença entre os dois grupos na melhora segundo esta escala; a mortalidade após 29 dias também foi praticamente igual (42% no grupo que recebeu azitromicina, versus 40% no grupo controle). O tempo médio de internação foi, ainda, de 26 dias para os que receberam azitromicina e 18 no grupo que recebeu apenas o tratamento padrão. A incidência de efeitos colaterais foi semelhante nos dois grupos. “Nosso estudo avaliou pacientes graves, em uma fase tardia da doença, mas não sabemos como a azitromicina funcionaria em pacientes ambulatoriais (mais leves)”, destaca Luciano Cesar Pontes de Azevedo, médico do Hospital Sírio-Libanês e parte da equipe que assina o artigo no Lancet. “Gostaríamos muito que tivesse funcionado, porque é um medicamento barato, conhecido e normalmente bem tolerado na questão dos efeitos colaterais”, acrescenta, afirmando que, com os resultados, espera que ao menos o remédio deixe de ser receitado indiscriminadamente no tratamento para covid-19, o que poderia levar a falta do medicamento para quem precisa e também aumento da resistência de bactérias. Isto porque a função original da azitromicina é de antibiótico, muito usado em infecções bacterianas nas chamadas vias aéreas superiores, como no nariz e garganta. Mas ela tem também efeito anti-inflamatório, por isso pensou-se que o medicamento pudesse ter efeito na covid-19 — em que a reação exagerada do sistema imunológico, que gera uma inflamação, tem sido apontada como um dos principais mecanismos de agravamento da nova doença. “A azitromicina é descrita também como uma imunomoduladora. Mas, para doenças virais, sua eficácia tem poucas avaliações e não é conclusiva”, explica o médico, que tem doutorado pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca). Ainda assim, ele relata que a azitromicina tem sido amplamente usada contra a covid19, seja para casos mais leves ou graves. Um levantamento mundial da Sermo, uma plataforma virtual para médicos, mostrou em abril que a azitromicina era o segundo medicamento mais receitado por profissionais entrevistados (41%) contra a covid-19, atrás apenas dos analgésicos. Foram consultados 6,2 mil médicos em 30 países. Um marco para a aposta na azitromicina foi um estudo da França que mostrou o que seriam resultados benéficos da associação deste antibiótico com a hidroxicloroquina, envolvendo cerca de 30 pacientes. Divulgado em maio na plataforma medRxiv (em que são postados trabalhos sem a chamada revisão dos pares), o trabalho foi dias depois retirado do ar a pedido dos próprios pesquisadores, com a seguinte justificativa: “Por conta da controvérsia sobre a hidroxicloroquina e da natureza retrospectiva desse estudo, os autores pretendem revisar o manuscrito após a revisão dos pares”. Coalizão já publicou sobre hidroxicloroquina e dexametasona A associação entre hidroxicloroquina e azitromicina já havia sido testada em outra pesquisa da mesma equipe brasileira, publicada em julho no New England Journal of Medicine. No entanto, os pacientes envolvidos tinham quadros leves ou moderados de covid-19, diferente do estudo publicado nesta sexta-feira, com pacientes graves. Naquele artigo, foi mostrado que a hidroxicloroquina sozinha ou associada à azitromicina não provocava melhora na comparação com o tratamento padrão. Tanto o artigo publicado na Lancet quanto no New England Journal of Medicine são fruto da Coalizão Covid-19 Brasil, uma associação entre diferentes hospitais e instituições que criou nove linhas de pesquisa com tratamentos em potencial para a nova doença. A coalizão é formada pelo Hospital Israelita Albert Einstein; HCor; Hospital Sírio-Libanês; Hospital Moinhos de Vento; Hospital Alemão Oswaldo Cruz; a Beneficência Portuguesa de São Paulo; o Brazilian Clinical Research Institute (BCRI); e a Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet). Segundo Luciano Cesar Pontes de Azevedo, na pesquisa a azitromicina mostrou ter pouco efeito anti-inflamatório, indicando a necessidade de um medicamento mais forte com esta função. Na quarta-feira (03/09), a coalizão publicou, como parte de uma colaboração internacional, um artigo no Journal of the American Medical Association (JAMA), que mostrou um candidato promissor: o corticoide dexametasona. Em pacientes graves com covid-19, o uso deste anti-inflamatório diminuiu a mortalidade. Sobre o estudo com a azitromicina, Azevedo aponta como limitações a análise de um grupo focado em quadros graves, em detrimento de uma população mais ampla; a associação com a hidroxicloroquina, o que dificulta o entendimento de qual poderia ser a ação da azitromicina isolada; e a ausência de um grupo de controle utilizando placebo. Fonte: BBC

CREMEPE/RECIFE
Data Veiculação: 14/09/2020 às 15h14

O surgimento do novo coronavírus trouxe à tona uma nova doença, até então desconhecida: a Covid-19. O alto número de casos que desencadearam a pandemia e a diversidade de sintomas provocados desafiou os profissionais de saúde a buscarem tratamentos e terapias que salvaram as vidas de milhares de pessoas. Para compartilhar os conhecimentos e as experiências vivenciadas nos últimos meses, o Hospital de Referência Covid-19 Unidade Boa Viagem (antigo Hospital Alfa) realiza, no próximo dia 26 de setembro, sábado, o 1° Expert em Covid-19. O evento, que é gratuito e acontece on-line, reunirá médicos que se tornaram referências no tratamento da doença causada pelo novo coronavírus. Entre os temas abordados estarão a evolução do tratamento da Covid-19, o diagnóstico laboratorial e por imagem, além dos cuidados com pacientes oncológicos acometidos pela doença e tratamentos paliativos implementados nos serviços de saúde. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site Sympla. Os palestrantes Entre os palestrantes que apresentarão temas relacionados à Covid-19 no evento do Hospital de Referência Unidade Boa Viagem estão especialistas com ampla experiência em doenças infecciosas, diagnósticos e tratamento intensivo. O diretor Geral de Controle de Doenças e Agravos da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, Dr. George Dimech abordará o tema ‘Epidemiologia da Covid-19 em Pernambuco e no Brasil’. A Dra. Roberta de Santis Santiago falará sobre ‘Recrutamento alveolar na Covid-19’. Ela é pesquisadora-colaboradora vinculada ao departamento de Cardiopneumologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina USP. Dr. Dalton Barros, médico ecocardiografista do Hospital das Clínicas, do Hospital Sírio-Libanês e do Hospital Albert Einstein, todos em São Paulo, apresentará a utilização de ultrassonografia e ecografia no paciente com Covid-19. O diagnóstico laboratorial e os desafios da implantação do exame de Covid-19 serão abordados pela Dra. Leuridan Cavalcante, mestra e doutora em Imunologia pelo Departamento de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP. Mestra e doutora pela USP, autora principal do livro Condutas em Doenças Infecciosas, Dra. Heloísa Lacerda abordará em sua palestra a evolução do tratamento da Covid-19. Os cuidados com os pacientes oncológicos são o tema apresentado pelo Dr. Paulo Nassar, médico plantonista da UTI da Disciplina de Emergências Clínicas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Por fim, a Dra. Renata Fumis, psicóloga, pós-doutorada em Oncologia pela Faculdade de Medicina do ABC, doutora em Oncologia e especialista em Psico-Oncologia pela Fundação Antônio Prudente, abordará a paliação em tempos de Covid-19 com a participação da Dra. Daniela Brasil, pneumologista, intensivista, especializada em cuidados paliativos. Serviço: 1° Expert em Covid-19 Dia: 26 de setembro, sábado Horário: 08h30 às 13h30 Local: On-line, pelo Zoom Inscrições: https://bityli.com/V4n7M Mais informações: renata.silva@alfa.imip.org.br Programação: 08h30: Abertura 09h00: Epidemiologia da Covid-19 em Pernambuco e no Brasil – Dr. George Dimech 10h00: Recrutamento alveolar na Covid-19 – Dra. Roberta de Santis Santiago 10h20: A utilização de ultrassonografia e ecografia no paciente com Covid-19 – Dr. Dalton Barros 10h40: Diagnóstico laboratorial: desafios da implantação do exame de Covid-19 – Dra. Leuridan Cavalcante 11h00: Evolução do tratamento da Covid-19 – Dra. Heloísa Lacerda 11h40: Cuidados com o paciente oncológico – Dr. Paulo Nassar 12h00: Paliação em tempos de Covid-19 – Dra. Danielle Brasil e Dra. Renata Fumis 12h45: Encerramento

VISÃO CNN/CNN BRASIL/SÃO PAULO
Data Veiculação: 14/09/2020 às 14h35

A Covid19 a gente vai conversar com a médica endocrinologista do hospital sírio libanês cláudia cozer kalil e você também pode mandar sua pergunta pra gente aqui no visão cnn utilizando a hashtag visão cnn faça a sua dúvida lá nas redes sociais a gente tira aqui com a doutora doutora oi tudo bem muito obrigado pela sua participação aqui no visão cnn queria saber então da senhora porque que o diabetes associada colville dezenove é tão prejudicial e torna o quadro ainda mais grave o diabetes é uma doença onde a glicose fica elevada no sangue e não dentro da célula então este sangue fica mais uma densidade maior o que dificulta muito a movimentação das células de defesa que precisam chegar até o vírus ou bactéria e eliminar esse elemento estranho então elas têm dificuldade de locomoção vamos dizer assim e de a capacidade de matar esse vírus desse antígeno essa capacidade é de exterminá-lo e além do mais é no batente com convite propriamente dito um dos remédios para tratamento do convite são os corticóides e o corticoide já piora ainda mais uma pessoa que tem pré-diabetes ou diabetes porque ele aumenta os níveis glicêmicos no sangue então se o paciente um diabético já não era bem controlado ou não era bem administrado medicado no cover de no tratamento do convite do pode se agravar e o sistema imunológico dele fica a mas é fraco mas difícil de é exterminar o vírus vem mais essa vulnerabilidade dos pacientes com diabetes doutora isto vale tanto para quem tem diabetes um ou do tipo dois sim são os dois diabetes do tipo dois tem um fator agravante que oitenta por cento dos pacientes tipo dois eles são obesos e a obesidade já é um outro fator de risco para a o convite porque você sabe que tem resistência insulínica tem a hiperinsulinemia eu vi que alguns programas de vocês já citaram isso então o tipo dois que geralmente o diabetes do adulto tem associado na maior parte das vezes outros fatores de risco se não obesidade mas o que eu te expliquei do diabetes que aumenta a viscosidade do sangue diminui a capacidade de agir do sistema imunológico sim é tanto que o diabético tipo um com o tipo dois que não estiverem com seus níveis glicêmicos controlados cantora é até bom reforçar hashtag aí visão cnn pra quem tiver alguma dúvida e quiser fazer sua pergunta só colocar nas redes sociais a sua pergunta ao lado a hashtag visão cnn doutora já há indícios em estudos estão sendo feitos de que o coronavírus a corrida dezenove podem levar a pessoa a ter a diabetes a desenvolver a doença às vezes você tem uma alteração glicêmica incipiente isso é você tem glicose levemente alteradas que dependendo do seu estilo de vida você consegue até manter dentro do o nível menor e aceitável mas quando você tem um quadro infeccioso no caso com o vídeo mas poderia ser qualquer outro quadro infeccioso ou cirúrgico e o seu organismo fica numa situação de stress você pode fazer a inclusão da doença e como eu citei pra você como também durante o tratamento do convite de existe o uso de corticóide você pode precipitar alguma coisa que estava meio que incubado latente bem agora doutor a gente tem outro problema também que é o grande número de pessoas que não sabe que tem diabetes tipo um ou tipo dois qual é a recomendação que a senhora daria principalmente pra quem tá em isolamento social ou tá ficando mais em casa com o sedentarismo descuidando da alimentação como é que deve ser feito esse controle no momento que uma doença tão frequente como diabetes é um fator de risco tão importante para convide dezenove que continua circulando no nosso pai eu acho roberta que você tocou num ponto super importante nós temos no brasil hoje cerca de dezesseis milhões de pacientes com diabetes e dezesseis milhões de pacientes com pré-diabetes vinte e cinco por cento desses pacientes dos dois grupos não sabem que são diabético então é algum sim mas uma grande parcela desconhece o que é uma doença lenta de aparecimento clínico e muita vez a glicemia alterada não traz sim palmas preocupou com isso acho importante que mesmo com todos os cuidados e restrições que a gente tentei hoje a pessoa pra continuar fazendo seus exames preventivos e periódicos consultar o seu médico quem já sabe que tem diabetes procurar ver se está controlado é fazer aquele teste vinho da ponta do dedo que você consegue fazer em postos de saúde até algumas farmácias mas é apesar de todo a restrição isolamento eu acho que não podemos restringir nem isolar os cuidados com a saúde toda cláudia é para as pessoas que não sabem se tem diabetes quais são os exames que devem ser feitos como eu devem diagnosticar e até dá pra gente associa a legalidade e a cover dezenove qual é o grau vinte podem relacionar uma e outra olha diagnosticar a gente é um exame de glicemia de jejum é um exame simples de baixo custo para as pessoas que precisam pagar ou fazer aquele teste vinha na ponta do dedo também sempre em jejum de manhã cedo e aí dependendo dos níveis quando que você deveria se preocupar se você fez oito horas de jejum acordou de manhã cedo mediu sua glicemia na ponta de dedo ou no sangue e ela tá maior que cento e trinta ou cento e quarenta vamos destruir vocês tem que começar a se preocupar que aí existem a classificações de pré-diabetes diabetes também é exames diagnósticos mais sofisticados para entender o grau que você tá de evolução da doença mas acho que uma glicemia de jejum depois de umas oito a doze horas sem comer já é o suficiente nessa fase inicial aumenta a mortalidade justamente por diminuir a resposta imunológica e inflamatória que a gente precisa ter isso bem ativo e porque talvez nesse período da pandemia todo em todo esse quadro se agravou o que o que é muito importante seja por diabéticos seja com o bis ele se movimentar ele comer de uma forma controlada e é justamente isso que a gente tem feito o contrário a gente tem ficado muito em casa pouca movimentação e às vezes muito comendo coisas que sejam de mais fácil preparo que tem menos fibra que tem mais calorias então esse desajuste nesse momento como a gente vê o que é um problema que não durou dois meses mas talvez dure até um ano a gente tem que se reorganizar dentro da nossa rotina com certeza a doutora cláudia cozer kalil endocrinologista do hospital sírio libanês obrigada pela entrevista e até uma próxima oportunidade obrigado roberto obrigado Daniel.

METRÓPOLES/BRASÍLIA
Data Veiculação: 14/09/2020 às 13h25

Um estudo realizado por médicos brasileiros, publicado no site Science Direct, identificou que, embora as estatísticas dos casos sintomáticos de Covid-19 em crianças e adolescentes sejam baixas, algumas podem desenvolver condições clínicas agudas graves. Especialmente as comorbidades anteriores à infecção. Posteriormente, também apresentam síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P). Os pesquisadores do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor), de hospitais da Rede D’Or, Hospital Sírio Libanês e instituições brasileiras, como a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), participaram do estudo. Eles avaliaram o quadro clínico de 79 pacientes da Covid-19 com idade entre 1 mês e 19 anos, internados em 19 unidades de terapia intensiva pediátrica entre março e maio deste ano. Desses, 10 foram diagnosticados com a SIM-P. Além da febre, tosse e respiração acelerada, frequentemente registrados nos pacientes observados, sintomas graves e gastrointestinais — vômito, náusea, dores abdominais e diarreia — foram mais comuns na presença de síndrome inflamatória multissistêmica. O derrame pleural também foi mais prevalente no grupo. Os médicos ressaltam a importância de uma avaliação completa quando crianças e adolescentes apresentam sinais que vão além dos respiratórios, mais comuns na Covid-19. A condição afeta principalmente o coração, mas também pode ser identificada com prejuízos no intestino, fígado, rins, baço, pele e cérebro e pode deixar sequelas.

QUEM ACONTECE ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 14/09/2020 às 10h09

O corpo de Parrerito será enterrado nesta segunda-feira (14) cemitério Parque Renascer,em Contagem, Minas Gerais, às 16h. O cantor do Trio Parada Dura, que morreu no domingo apõs complicações no quadro de Covid-19, não será velado. Mas segundo a assessoria haverá um pequeno cortejo até o cemitério. "Comunicamos que, por conta das orientações dos órgãos de saúde, não haverá velório e o sepultamento do corpo do cantor Parrerito, do Trio Parada Dura, seguirá restrições de acordo com recomendações determinadas pelo protocolo de Covid-19. Nesta segunda-feira (14), familiares e amigos de Parrerito vão prestar a última homenagem ao cantor em um pequeno cortejo em Contagem, Minas Gerais. A despedida se dará de forma íntima durante o trajeto ao cemitério Parque Renascer, onde o corpo será sepultado, as 16h", informou a assessoria. "Familiares e a equipe Trio Parada Dura agradecem todas as mensagens de condolências que estão sendo recebidas e as homenagens de fãs, amigos e toda a imprensa." O cantor Eduardo Borges, conhecido como Parrerito, morreu no domingo (13), em Belo Horizonte (MG), após complicações causadas pela Covid-19. Voz principal do Trio Parada Dura, Parrerito foi internado no dia 29 de agosto no Hospital Unimed e precisou ser mantido na UTI. Ele era diabético e tinha 67 anos. Parrerito deixa mulher, três filhas e netos. MORTE Logo no quando testou positivo para Covid-19, Parrerito teve um quadro de mal súbito e precisou ser entubado no mesmo momento. Ele estava em UTI fazendo uso de respirador mecânico. De lá para cá, teve algumas melhoras no quadro. Para Quem, a assessoria informou que a família tinha esperança que o cantor fosse melhorar e planejava, com a ajuda do cantor Leonardo, a transferência de Parrerito para o hospital Sírio-Libanês , em São Paulo, um dos melhores do país, na madrugada da segunda. Mas ele teve uma piora nas últimas horas antes de sua morte. O Trio Parada Dura foi criado na década de 70. A canção As Andorinhas estourou nas rádios do país, em 1985. Parrerito entrou no grupo após o irmão Barrerito ficar paraplégico em um acidente aéreo grave com o trio em 1982. De 2016 até o domingo, a formação do trio era com Creone, Xonadão e Parrerito.

PRIMEIRO IMPACTO/SBT/SÃO PAULO
Data Veiculação: 14/09/2020 às 06h40

o arnaldo saccomani produtor musical e domingo agora ontem a noite foi confirmado a morte do querido e competente talentoso barrerito a principal voz do trio parada dura temos imagens dele aí a covid19 levando mais um artista ele morreu na noite deste domingo com sessenta e sete anos estava internado em belo horizonte capital mineira e não resistiu a batalha da covid19 é estou com dar lição agora eu toco da álisson ou dar lição é eu lembro que a gente dividiu pela aqui pra falar inclusive que ele tinha contraído a doença acreditava é num momento muito importante de recuperação é internado na uti mas a gente ao mesmo tempo tinha a certeza como vimos diante de tantos casos de a gente acompanhou como do ou do cléber e cauan o do pai do próprio cantor lá de goiânia que acabou contraído a doença que te viu esses casos e viu a recuperação mesmo se tratando de pessoas de grupo de risco e não imaginávamos que o favorito iria partir nadar lixou e veio essa triste notícia atualiza por favor do nem nos piores pesadelos a gente imaginou trazer essa notícia hoje uma notícia muito triste uma das vozes mais marcantes da música sertaneja cicala nel barrerito que vinha lutando contra a convite de dezesseis dias internado na uti do hospital unimed em belo horizonte ele que no dia vinte e nove de agosto recebeu o diagnóstico da covid19 dias depois teve uma complicação mal súbito precisou indireto para a uti e ficou entubado e a partir daí foi aquela luta né chegou até cinquenta por cento dos pulmões comprometidos mas infelizmente não sobreviveu o leonardo inclusive da tal fazer uma força tarefa do não é todo mundo que sabe disso mas ele queria transferir o favorito para o hospital sírio libanês em são paulo que tem uma estrutura um pouco melhor isso ia acontecer hoje infelizmente não deu tempo ela acabou falecendo ontem o barrerito né que fez sucesso aí a com o grupo o trio parada dura ele que faz parte da segunda formação logo após o irmão dele sofreu um acidente na década de oitenta o barrerito ficou paraplégico parreira assumiu e se tornou a voz marcante em dois mil e dezesseis foi a última formação a formação que vinha até agora também com o xonadão e o creole informaram por último o trio parada dura vários artistas lamentaram a morte do entre eles o próprio leonardo que o considerava como garganta de ouro ou gustavo lima também mandou um recado de solidariedade à família além do belutti da dupla marcos e belutti a gente ainda não tem informação do nem sobre o horário

O GLOBO ONLINE/RIO DE JANEIRO
Data Veiculação: 14/09/2020 às 04h30

RIO - Num momento em que as aulas são retomadas, pediatras brasileiros alertam para os sintomas da Covid-19 infantil a que os pais devem estar atentos. E eles não são apenas respiratórios, como se imaginaria, e a detecção precoce é fundamental para evitar o agravamento. Febre e problemas gastrointestinais — como dores abdominais, vômitos e diarreia — podem ser um sinal da forma grave da Covid-19 infantil, frisa Arnaldo Prata Barbosa, coordenador de pesquisa em pediatria do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor). A Covid-19 raramente se agrava em crianças e adolescentes, e a maioria é assintomática. Eles respondem por menos de 2% dos casos sintomáticos de Covid-19. Porém, quando adoecem, podem ser acometidos pela chamada síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica, mais conhecida pela sigla em inglês MIS. — A mensagem é que os pais devem estar atentos não somente a sintomas respiratórios. Na MIS, sintomas gastrointestinais são mais comuns. Uma criança com febre e dor abdominal precisa ser avaliada para MIS, ter o coração examinado — salienta Barbosa. Ele coordenou a primeira pesquisa nacional a descrever características e a evolução clínica de crianças com Covid-19 internadas em UTIs no Brasil. O estudo foi realizado por pesquisadores do Idor e de outras 13 instituições brasileiras, como Uerj, UFRJ, PUC-RS, hospitais da Rede D’Or, Hospital Sírio Libanês (SP), entre outros. Os cientistas analisaram casos de 79 crianças e adolescentes, de 1 mês a 19 anos, internados em 19 UTIs pediátricas (sete de hospitais públicos e 12 privados) associadas à Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva Pediátrica nos estados de Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Ceará e Pará. Volta às aulas: Fiocruz: aulas só devem ser liberadas quando número diário de casos de Covid-19 for menor que 1 por 100 mil habitantes A MIS afeta vários órgãos, como coração, rins, fígado, intestino, cérebro, pele e baço. Atinge principalmente o coração. Microtrombos são frequentes. Trata-se de uma condição que pode levar à morte ou deixar sequelas. A MIS é tão distinta do quadro característico de Covid-19 grave, no qual existe acometimento importante dos pulmões, que alguns médicos preferem chamar essa última de “Covid-19 clássica”, embora ambas as formas sejam conhecidas há menos de dez meses. A MIS representa cerca de 20% dos casos graves de Covid-19 em crianças. Além de chamar a atenção para sinais da MIS, o estudo contesta dois aspectos da Covid-19 infantil apontados por pesquisas internacionais. O primeiro é que bebês com menos de 1 ano correriam um maior risco de agravamento. Intitulada “Pacientes pediátricos com Covid-19 admitidos em Unidades de Terapia Intensiva no Brasil: um estudo prospectivo multicêntrico”, a pesquisa mostrou que os bebês não têm maior necessidade de ventilação mecânica (intubação) do que as crianças mais velhas. O segundo é que as crianças apresentam fatores de risco de complicação diferentes daqueles associados ao agravamento da Covid-19 em adultos. As doenças prévias ou comorbidades são diferentes, destaca Barbosa. Enquanto nos adultos, doenças cardiovasculares e diabetes são importantes, nas crianças, as principais comorbidades vistas no Brasil, segundo o estudo, têm sido doenças neuromusculares (em especial, encefalopatia não-progressiva) e respiratórias crônicas, principalmente asma. De acordo com o estudo, a chance de uma criança com alguma comorbidade desenvolver uma forma grave da Covid-19 é 5,5 vezes maior em relação a crianças sem comorbidade. Dos 79 pacientes analisados, 41% tinham comorbidades. Barbosa recomenda a pais de crianças com comorbidades cuidado dobrado. Calendário: Em meio à volta às aulas, apenas metade das crianças e jovens brasileiros estão com as vacinas em dia A forma respiratória da Covid-19 é a mais frequente. Começa com sintomas predominantemente respiratórios e atinge os pulmões, mas não apenas eles. Essas crianças em sua maioria testam positivo em exame molecular (RT-PCR) para o coronavírus, indicador de uma infecção aguda. Já a MIS é um mistério. A criança pode chegar ao hospital sem relato de sintoma prévio e testar negativo no RT-PCR. Porém, exames de anticorpos (sorologia) quase sempre revelam que foi exposta ao coronavírus. E nas que tiveram sintomas de infecção, estes quase sempre se manifestaram de duas a quatro semanas antes do agravamento. Nem sempre os pais conseguem identificar sintomas porque eles são muito leves e passam despercebidos, observa o pediatra. Incerteza sobre sequela A MIS pode ser muito grave, provocar insuficiência cardíaca e até choque, diz Barbosa. E os médicos reconhecem que ainda não se sabe como a infecção pelo coronavírus leva à MIS e o que torna uma criança vulnerável. No estudo brasileiro, os cientistas observaram que ela costuma afetar as crianças maiores, e 80% dos casos eram de meninos. Os pediatras dizem que será necessário acompanhar as crianças que contraíram MIS para saber se não houve sequelas. — A MIS é um novo fenômeno relacionado à Covid-19 infantil. Mas as crianças têm uma maior capacidade de recuperação. Só o tempo vai nos dizer se haverá ou não consequências de longo prazo — afirma o pediatra.

JORNAL DE BRASÍLIA/BRASÍLIA | Outros
Data Veiculação: 14/09/2020 às 03h00

Situação percebida nos consultórios médicos Esses casos de sintomas persistentes preocupam os profissionais de saúde, mas ainda não estão bem comprovados por pesquisas no Brasil. Segundo Mirian Dal Ben, infectologista do Hospital Sírio-Libanês, não há estudos científicos no país sobre essa permanência mais duradoura dos sintomas da covid-19. O que há éa percepção, pela experiência de consultório, de casos de pacientes que permanecem com febre por mais de 30 dias, perda do olfato ou J perdade paladar,comentou a médica. "Há casos até de gente que relata queixas de fadiga por até três meses depois da infecção", explicou a especialista. Alta carga viral De acordo com a infectologista Daniela Bergamasco, do Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, a prática tem mostrado que os sintomas crônicos podem permanecer por semanas. Mas a especialista ressaltou também que ainda não é possível comprovar cientificamente o fenômeno por falta de acompanhamento com parâmetros seguros de pesquisa, como foi feito pelo CDC, nos EUA, onde esses pacientes estão sendo chamados de long haulers, ou seja, pessoas que carregam os sintomas da doença por meses. Para o pneumologista Bruno Guedes Baldi, também do HCor, é possível que pacientes com quadros graves da doença, por exemplo, continuem com os sintomas da covid-19 por até 70 ou80 dias. "Quando a carga viral é muito alta, por k exemplo, ou em ca-B sos nos quais a pes-I soa tenha ficado em UTI, com intubação", afirma. O impacto da doença preocupa ainda por uma manifestação adicional. De acordo com a infectologista Adriana Coracini, há casos de pacientes da covid-19 que permanecem com PCR positivo por até 40 dias. Ela ressaltou, porém, que esses pacientes já não transmitem o vírus. A médica alertou também que há doentes que melhoram dos sintomas e voltam a sentir os efeitos da doença um mês depois, com PCR positivo novamente. A 80 DIAS DEPOIS, AINDA SE PERCEBEM REAÇÕESÀ DOENÇA

MEIO&MENSAGEM/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 14/09/2020 às 03h00

HEALTH & WELLNESS Empresas de saúde avançam processo de digitalização Com unidades independentes e munidas de vastos planos de investimento, empresas tradicionais como GE, J&J, Siemens e Philips aceleram transição para o modelo de healthtechs e se tornam protagonistas durante a pandemia. Págs. 38 a 42 Técnicas médicas digitais, menos invasivas e mais eficazes, estão no radas das empresas ISTOCK 38 Health & wellness / CIÊNCIA E TECNOLOGIA UNIDAS CONTRA INIMIGO COMUM ! ' Empresas tradicionais como GE, J&J, Siemens e Philips têm unidades independentes e bilionárias, em transição para o modelo de healthtechs, que se tornaram cruciais com a pandemia Por THAÍS MONTEIRO tmonteiro@grupomm.com.br A pandemia do novo coronavírus evidenciou a ciência como grande arma, mas também escancarou as lacunas no sistema de saúde brasileiro e nos países mais afetados. Enquanto as vacinas estão em desenvolvimento, os players do setor de saúde e bem-estar voltam seus esforços para o uso da tecnologia como forte aliada para consultas em período de isolamento, organização de banco de dados e atividades que podem ser feitas em casa para evitar o sedentarismo. No centro de tudo está a inovação que, anualmente, tem recebido bilhões de dólares de companhias globais e colocado a saúde no pódio como unidade rentável, com bom retorno de imagem e resultados positivos tanto para negócios voltados ao consumidor quanto para parceiros e fornecedores. Empresas como Johnson & Johnson, Siemens, Philips e GE criaram unidades independentes voltadas especificamente para a saúde e, com a Covid-19, avançam com técnicas médicas digitais, menos invasivas e mais eficazes. Globalmente, a Johnson & Johnson Medicai Devices, divisão da Johnson & Johnson voltada à produção de dispositivos médicos, é a segunda maior da companhia do grupo em faturamento total, o que a torna maior, inclusive, do que a unidade de produtos de consumo. Em 2019, a empresa investiu US$ 11,4 bilhões em pesquisa e desenvolvimento. O foco da divisão é oferecer soluções de cirurgia, ortopedia, visão e intervenção, conectando médicos, pacientes, hospitais, cirurgiões e demais profissionais da saúde. "Buscamos criar inovações que simplifiquem procedimentos, promovam eficiência, reduzam complicações e, consequentemente, tragam maior segurança para as cirurgias e mais qualidade de vida para o paciente” explica Fabrício Gampolina, diretor sênior de healthcare transformation da Johnson & Johnson Medicai Devices. A companhia começou a investir em produtos médicos desde a sua fundação, em 1886. Os primeiros produtos desenvolvidos e produzidos pela J&J foram as suturas estéreis, gazes e curativos cirúrgicos. Agora, a J&J trabalha com procedimentos cirúrgicos Cirurgias digitais ou 4.0, baseadas em plataformas como a da Johnson & Johnson, representam a evolução da ciência combinada com a tecnologia meio & mensagem • 14 set 2020 □ IV/ WEIN8ERG CLARK PHOTOGRAPHY, 39 COVID-19 menos invasivos. “Ainda hoje nos vemos como uma startup de 134 anos que busca resolver as grandes necessidades de saúde dos pacientes',' diz o executivo. Na concepção da empresa, a inovação está ligada à revolução tecnológica para aprimorar, e não substituir, o trabalho médico. Essa postura permitiu, por exemplo, avanços da cirurgia aberta para a disruptiva laparoscopia, que é um procedimento minimamente invasivo. Depois, evoluiu para a cirurgia robótica. E, agora, para a cirurgia digital e colaboração aberta. A cirurgia digital ou 4.0 "converte" o paciente em dados que serão processados para que sejam usados com o máximo de acuidade e o mínimo de interferência física no paciente. “Acreditamos que, para responder aos desafios presentes e futuros da área de saúde, não basta contar com a inovação que desenvolvemos dentro de casa. Precisamos da conexão Health & Wellness é um projeto especial de Meio & Mensagem focado no segmento de saúde e bem-estar. Este é o segundo de quatro capítulos com reportagens e entrevistas nas edições semanais, que se complementam com uma série de quatro episódios em vídeos e uma plataforma que hospeda todo o conteúdo, no endereço health.meioemensagem.com.br com o mundo externo, trabalhando de forma colaborativa com parceiros de valor" afirma Campolina. Nesse sentido, o JLabs (Johnson & Johnson Innovation), laboratório de inovação da empresa, funciona como aceleradora de soluções que impactam a saúde e dá toda a estrutura de apoio a startups. A divisão realiza o Desafio 100 Open Startups, que tem o objetivo de buscar startups da saúde que desenvolvem soluções digitais para a conexão da jornada de cuidado do paciente, cuja meta é a melhoria no acesso à sua saúde e a busca por melhores desfechos clínicos. Empresa independente A importância do setor de healthcare para a marca Siemens resultou em fazer da antiga divisão uma empresa independente, em 2015, que ganhou o nome Siemens Healthineers. Essa empresa tem centros de pesquisa e desenvolvimento e, em parceria com instituições de saúde e universidades, investe, anualmente, € 1 bilhão em novos produtos e soluções, gerando cerca de 12,5 mil patentes por ano. Esse esforço já atinge 200 mil pacientes por hora que recebem tratamento ou diagnóstico por meio dos equipamentos e soluções da Siemens Healthineers. "Temos quatro promessas fundamentais de valor que orientam a todos, tanto interna quanto externamente: a expansão da medicina de precisão, a transformação da entrega dos cuidados com a saúde, o aprimoramento da experiência do paciente, tudo tendo como pano de fundo a digitalização", explica Armando Lopes, diretor-geral da Siemens Healthineers no Brasil. Foi a partir de 1896 que a Siemens passou a se envolver com a saúde, quando produziu os primeiros equipamentos comerciais de raio-X com o físico alemão Wilhelm Conrad Rõntgen. Atualmente, a empresa trabalha principalmente com diagnóstico por imagem, diagnósticos laboratoriais, terapias avançadas, medicina molecular e oferece serviços de manutenção e soluções digitais em TI para healthcare, além de soluções para instituições de saúde, hospitais, clínicas e laboratórios de diagnóstico. Muitas soluções são desenvolvidas conforme a demanda. Um exemplo é a pandemia do novo coronavírus. A Siemens teve que começar a trabalhar com maior foco no diagnóstico por imagem por meio da tomografia e em testes de detecção do vírus ou dos anticorpos do corpo reagentes. A empresa se tornou colaboradora do projeto RadVidl9, com o Hospital das Clínicas, que reúne dados sobre casos de todo o País, enviados por radiologistas, usando imagens de radiografia e tomografia da região do tórax em busca de padrões. “O mercado de saúde já vinha passando por profundas mudanças como consolidação, industrialização e gestão da saúde. Com a pandemia, muitos processos se aceleraram como a telemedicina, por exemplo, e para outros será preciso uma reformulação. De qualquer forma, continuaremos apostando muito em inovação como a inteligência artificial (IA), novos modelos de negócios e a eficiência das operações e transição para um modelo cada vez mais próximo do cliente" avalia Lopes. A Philips está há quase uma década no processo de migração para focar os negócios apenas em healthcare. Entre 2011 e 2015, a empresa vendeu suas unidades de TV, áudio e iluminação e, atualmente, está separando sua divisão de eletroportáteis das demais. João Pedro Garcia, head de marketing Latam da Philips, diz que a marca está se transformando em healthtech, focada em promover mais acesso e qualidade a diagnósticos e tratamentos. "Em 2011, globalmente, a Philips resolveu avaliar seu posicionamento, levando em consideração os desafios que a população mundial enfrentava e o impacto positivo na vida das pessoas com essa transformação. Assim, escolhemos o setor de saúde, que inclui desde estabelecer um estilo de vida saudável e preventivo, até a necessidade de realizar diagnósticos e tratamentos, no sistema de saúde ou em casa. É o conceito que chamamos de health continuum, que entende a saúde como um ecossistema que precisa ser integrado através de equipamentos e softwares" explica o executivo. A empresa começou a trabalhar com saúde em 1919, quando lançou o primeiro equipamento de raio-X. A divisão de saúde se estrutura sob quatro pilares: experiência dos pacientes; experiência dos profissionais de saúde; produtividade e menor custo para as instituições de saúde; e qualidade dos resultados. Para os consumidores, a Philips testa o aluguel de produtos de casa; para profissionais de saúde, faz vendas consultivas de soluções que combinam software e equipamentos. A Philips investe 12% da receita anual em pesquisa e desenvolvimento. Em 2019, esse valor somou € 1,8 bilhão. Das vendas da companhia no segundo trimestre deste ano, 75% foram de diagnóstico e tratamento, e 25%, de saúde pessoal. Segundos dados da Philips, suas iniciativas na área chegaram a 1,6 bilhão de pessoas. A meta é chegar a três bilhões até 2030. Poder da IA A Philips tem investido intensamente no uso de IA na saúde. Sua meta é combinar o poder da IA com o conhecimento do domínio humano para criar soluções que se adaptam às necessidades e ambientes das pessoas. O princípio consiste em ajudar os consumidores a viver estilos de vida saudáveis e auxiliar os profissionais de saúde a melhorar a experiência do paciente, qualidade do serviço e, obviamente, na redução de custos. E quem está por detrás disso é a Philips Research, organização global voltada a apresentar inovações, que trabalha com opções de tecnologia para a área de saúde e bem-estar. Outra estratégia da empresa é adquirir empresas de software que desenvolvem aplicativos para o público, em geral, ou para pais acompanharem o desenvolvimento de seus filhos e softwares de gestão hospitalar e de imagens. A empresa espera, ainda, integrar dados dos pacientes e torná-los acessíveis. Isso facilitaria o compartilhamento de informações. Em momentos de crise como o da atual pandemia, compartilhar dados tem se mostrado um desafio. "Inovação é fundamental. Sem inovação, é impossível transformar o setor de saúde, gerar um estilo de vida mais saudável ou oferecer soluções para profissionais ou pacientes. É essencial preparar as instituições de saúde para que possam atender os pacientes com o mesmo recurso e qualidade, com serviços e resultados mais rápidos, menor custo e maior precisão" afirma o head de marketing da Philips. “No entanto, é necessário que diferentes tecnologias estejam integradas e as informações conectadas, de forma que seja possível extrair o máximo de proveito do que podem oferecer tanto aos pacientes quanto às instituições, sistemas de saúde e governos” assinala. Assim como a Siemens Healthineers, a General Electric destina US$ 1 bilhão em pesquisa e inovação para a GE Healthcare, o que a torna a divisão da empresa com o maior investimento na área de P&D. A GE Healthcare foi responsável pela geração de US$ 20 bilhões dos US$ 95,2 bilhões de faturamento global da companhia em 2019. A participação do segmento de saúde do Brasil é de cerca de 20% da receita anual. "A divisão de healthcare tem se mantido consistentemente representativa para a GE ao longo das últimas décadas. Sabemos que estamos produzindo tecnologias e soluções que melhorarão a vida das pessoas, nos momentos que importam" afirma Marcelo Bouhid, CMO da GE Healthcare para a América Latina. Fundada em 1892, a GE coO PATROCÍNIO VivaBem 14 set 2020 • meio&mensagem 4o Health & wellness Equipamentos avançados, como o da GE Healthcare, reduzem procedimentos médicos invasivos meçou o trabalhar com saúde em 1896 com o desenvolvimento de equipamentos elétricos que permitiram a produção de raios-X e o uso de imagens estereoscópicas para diagnosticar fraturas ósseas. A colaboração é considerada pela empresa ingrediente fundamental para a inovação da saúde. "Para ajudar a compreender necessidades clínicas não atendidas e no desenvolvimento da tecnologia adequada para atender a essas necessidades, resultando no melhor atendimento ao paciente” aponta o CMO. O trabalho colaborativo, para a GE, fornece valor aos pacientes e à sociedade. A empresa também colabora com pesquisas por meio de produtos e empréstimos de equipamentos ou apoio científico a projetos individuais ou multicentros, com instituições públicas ou privadas, para pesquisa pré-clínicas ou clínica. Ecossistema brasileiro Segundo Fabrício Campolina, diretor sênior de healthcare transformation da Johnson & Johnson Medicai Devices, o Brasil tem um rico ecossistema de inovação e de healthtehcs que ajudam a cocriar saídas para promover mais acesso à saúde de qualidade e aprimorar o cuidado com o paciente. A J&J MD lançou, na América Latina, o aplicativo Data Tracker, que permite a captura digital dos principais indicadores operacionais do centro cirúrgico, possibilitando uma gestão mais efetiva dos recursos físicos do hospital. Já a GE Healthcare tem um time local que desenvolve soluções em inteligência artificial, big data e analytics para oferecer mais conforto, segurança para os pacientes e maior qualidade de diagnóstico; e outro focado em suporte para execução de projetos de pesquisa clínica. Os investimentos da Siemens Healthineers, em parcerias com o InovaHC, Sírio-libanês, Hospital Israelita Albert Einstein e universidades brasileiras, como a Unicamp, colocaram o Brasil na rede global de inovações. "O Brasil ocupa um lugar de destaque em nossa organização, onde temos centenas de engenheiros e especialistas disponíveis 24 horas por dia, sete dias por semana, com sistemas de monitoramento remoto e acompanhamento em tempo integral das demandas dos nossos clientes. O País, inclusive, é um polo importante para o desenvolvimento de soluções e contamos com uma fábrica e montadora de equipamentos de imagem em Joinville (SC)’,’ diz Armando Lopes, diretor-geral da Siemens Healthineers no Brasil. A percepção da Philips sobre o País é similar. João Pedro Garcia, head de marketing Latam da empresa, afirma que o Brasil é onde a Philips tem as maiores oportunidades para uma transformação e capacidade de mudanças na saúde. "A adoção de tecnologia é relativamente rápida”, diz. Para Garcia, a pandemia deixou evidente os desafios do segmento, como a digitalização dos procedimentos e informações de hospitais, e o público mais consciente sobre adotar um estilo de vida mais saudável e preventivo. “Neste contexto, entendemos que surgirá uma necessidade de novas tecnologias, o que irá acelerar a entrada das soluções que estavam em baixa” afirma o head. A Pfizer é uma das dezenas de farmacêuticas que estão na segunda fase de testes da vacina para a Covid-19, cujos resultados saem em outubro Esforço reconhecido Diversos laboratórios estão envolvidos no desenvolvimento da vacina que, espera-se, prevenirá a contaminação pela Covid-19. Uma das empresas envolvidas nessas pesquisas é a Pfizer. No Brasil, os estudos estão sendo conduzidos no Centro Paulista de Investigação Clínica (Cepic), em São Paulo, e na Instituição Obras Sociais Irmã Dulce, na Bahia. No momento, o estudo clínico está na segunda fase de testes, acompanhando 30 mil pessoas globalmente. A expectativa da companhia é apresentar os resultados dessa etapa ao final de outubro para as autoridades regulatórias. De acordo com a Pfizer, se eles forem positivos, a vacina poderá ser aprovada ainda este ano. 0 desenvolvimento e, eventualmente, a patente das vacinas que vão sanar o problema da pandemia global, geram, paralelamente, ganho positivo para a imagem da farmacêutica. Cristiane Santos, diretora de comunicação e assuntos corporativos da Pfizer, diz que esse impacto positivo é resultado dos esforços da empresa. No início da pandemia, a Pfizer decidiu priorizar a segurança de seus colaboradores e familiares, manter o fornecimento de seus medicamentos e vacinas e buscar uma resposta terapêutica que ajudasse a combater o vírus. “Desde o início, temos ressaltado a importância da ciência para vencer esse cenário desafiador. Inovação e pesquisa são o cerne de tudo que fazemos e a atual situação que enfrentamos reforça o impacto positivo que empresas como a Pfizer podem trazer para a sociedade", explica. A ciência como solução para esse desafio integra a estratégia da Pfizer: disseminar e democratizar o acesso a informações de qualidade para combater as notícias falsas sobre a doença. Para isso, a executiva diz que a empresa tem trabalhado para atender as dúvidas dos veículos de comunicação, governo, profissionais de saúde, público colaboradores, e compartilhando informações sobre os estudos clínicos que estão sendo realizados no Brasil, nos Estados Unidos, na Argentina e na Alemanha, por meio de comunicados globais e locais e com lideranças dos centros de pesquisas à disposição para comentar os estudos no País. “Temas que, até há pouco tempo, eram considerados difíceis de abordar com a população, em geral, como estudos clínicos, agora fazem parte da pauta dos jornais diários. É uma excelente oportunidade para desmistificar o processo de desenvolvimento de medicamentos e vacinas, bem como reforçar a importância da inovação, da ciência e da indústria farmacêutica para a saúde da população", afirma a executiva.

O GLOBO/RIO DE JANEIRO | Geral
Data Veiculação: 14/09/2020 às 03h00

ATENÇÃO ESPECIAL Sintomas da Covid-19 em crianças são outros Pediatras alertam que problemas gastrointestinais, como dor abdominal e vômito, são os principais sinais de alerta para Covid-19 em crianças, páginas Pediatras alertam para sintomas da Covid19 infantil Estudo aponta que problemas gastrointestinais se juntam a respiratórios e podem indicar síndrome inflamatória multissistêmica, num quadro distinto do mais conhecido da doença; detecção precoce é crucial para evitar agravamento ANA LUCIA AZEVEDO ala@oglobo.com.br Num momento em que as aulas são retomadas, pediatras brasileiros alertam para os sintomas da Covid-19 infantil a que os pais devem estar atentos. E eles não são apenas respiratórios, como se imaginaria, e a detecção precoce é fundamental para evitar o agravamento. Febre e problemas gastrointestinais — como dores abdominais, vômitos e diarréia —podem ser um sinal da forma grave da Covid-19 infantil, frisa Arnaldo Prata Barbosa, coordenador de pesquisa em pediatria do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor). A Covid-19 raramente se agrava em crianças e adolescentes, e a maioria é assintomática. Eles respondem por menos de 2% dos casos sintomáticos de Covid-19. Porém, quando adoecem, podem ser acometidos pela chamada síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica, mais conhecida pela sigla em inglês MIS. —A mensagem é que os pais devem estar atentos não somente a sintomas respiratórios. Na MIS, sintomas gastrointestinais são mais comuns. Uma criança com febre e dor abdominal precisa ser avaliada para MIS, ter o coração examinado —salienta Barbosa. CORAÇÃO É 0 MAIS AFETADO Ele coordenou a primeira pesquisa nacional a descrever características e a evolução clínica de crianças com Covid-19 internadas em UTIs no Brasil. O estudo foi realizado por pesquisadores do Idor e de outras 13 instituições brasileiras, como Uerj, UFRJ, PUC-RS, hospitais da Rede D’Or, Hospital Sírio Libanês (SP), entre outros. Os cientistas analisaram casos de 79 crianças e adolescentes, de 1 mês a 19 anos, internados em 19 UTIs pediátricas (sete de hospitais públicos e 12 privados) associa- MÁRCIA FOLETTO/9-6-2020 UTI infantil. Bebê com Covid e a mãe no Hospital Universitário Pedro Ernesto, Rio: médicos ainda não sabem como infecção por coronavírus pode se agravar 0 peso da MIS nas crianças > Das crianças com Covid-19,15% não têm sintomas; 40% têm sintomas leves; 40%, moderados. Só 5% são casos mais sérios e precisam de hospital. > Metade das crianças com Covid-19 internadas acaba precisando ser transferida para uma UTI. A taxa de mortalidade nas crianças com Covid-19 internadas é de 2,5%. Porém, nas com quadro de MIS, o percentual chega a 10%. Mas todas as que morreram tinha graves comorbidades. > A febre éo sintoma mais comum, cerca de 75% dos pacientes ficam febris. > Os sintomas mais comuns no quadro respiratório “clássico” são tosse e respiração acelerada, mas podem ocorrer prostração e baixa oxigenação, entre outros. Nesse quadro, 70% dos sintomas são respiratórios, e de 15% a 20%, gastrointestinais. > NaMIS,asituaçãose inverte: 70% dos sintomas são gastrointestinais, e outros 20%, respiratórios. > Alterações na pele, como erupções, são frequentes. No estudo, 60% das crianças as manifestaram. > Ventilação mecânica invasiva(intubação) foi utilizada em 18% das crianças, por uma média de5a7dias. > Amédiadotempoem UTI é de 5 dias. das à Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva Pediátrica nos estados de Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Ceará e Pará. A MIS afeta vários órgãos, como coração, rins, fígado, intestino, cérebro, pele e baço. Atinge principalmente o coração. Microtrombos são frequentes. Trata-se de uma condição que pode levar à morte ou deixar sequelas. A MIS é tão distinta do quadro característico de Covid-19 grave, no qual existe acometimento importante dos pulmões, que alguns médicos preferem chamar essa última de “Covid-19 clássica”, embora ambas as formas sejam conhecidas há menos de dez meses. A MIS representa cerca de 20% dos casos graves de Covid-19 em crianças. Além de chamar a atenção para sinais da MIS, o estudo contesta dois aspectos da Covid-19 infantil apontados por pesquisas internacionais. O primeiro é que bebês com menos de 1 ano correríam um maior risco de agravamento. Intitulada “Pacientes pediátricos com Covid-19 admitidos em Unidades de Terapia Intensiva no Brasil: um estudo prospectivo multicêntrico”, a pesquisa mostrou que os bebês não têm maior necessidade de ventilação mecânica (intubação) do que as crianças mais velhas. O segundo é que as crianças apresentam fatores de risco de complicação diferentes daqueles associados ao agravamento da Covid-19 em adultos. As doenças prévias ou comorbidades são diferentes, destaca Barbosa. Enquanto nos adultos, doenças cardiovasculares e diabetes são importantes, nas crianças, as principais comorbidades vistas no Brasil, segundo o estudo, têm sido doenças neuromusculares (em especial, encefalopatia não-progressiva) e respiratórias crônicas, principalmente asma. De acordo com o estudo, a chance de uma criança com alguma comorbidade desenvolver uma forma grave da Covid-19 é 5,5 vezes maior em relação a crianças sem comorbidade. Dos 79 pacientes analisados, 41% tinham comorbidades. Barbosa recomenda a pais de crianças com comorbidades cuidado dobrado. A forma respiratória da Covid-19 é a mais frequente. Começa com sintomas predominantemente respiratórios e atinge os pulmões, mas não apenas eles. Essas crianças em sua maioria testam positivo em exame molecular (RTPCR) para o coronavírus, indicador de uma infecção aguda. Já a MIS é um mistério. A criança pode chegar ao hospital sem relato de sintoma prévio e testar negativo no RTPCR. Porém, exames de anticorpos (sorologia) quase sempre revelam que foi exposta ao coronavírus. E nas que tiveram sintomas de infecção, estes quase sempre se manifestaram de duas a quatro semanas antes do agravamento. Nem sempre os pais conseguem identificar sintomas porque eles são muito leves e passam despercebidos, observa o pediatra. INCERTEZA SOBRE SEQUELA A MIS pode ser muito grave, provocar insuficiência cardíaca e até choque, diz Barbosa. E os médicos reconhecem que ainda não se sabe como a infecção pelo coronavírus leva à MIS e o que torna uma criança vulnerável. No estudo brasileiro, os cientistas observaram que ela costuma afetar as crianças maiores, e 80% dos casos eram de meninos. Os pediatras dizem que será necessário acompanhar as crianças que contraíram MIS para saber se não houve sequelas. —A MIS é um novo fenômeno relacionado à Covid-19 infantil. Mas as crianças têm uma maior capacidade de recuperação. Só o tempo vai nos dizer se haverá ou não consequências de longo prazo —afirma o pediatra.