Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 14/04/2021 às 23h15

A taxa de ocupação de leitos de UTI para pacientes com Covid-19 em hospitais privados do país caiu em média 13 pontos percentuais, de 98% para 85% nas últimas duas semanas, e as instituições já começam a retomar as cirurgias eletivas suspensas no período de maior sobrecarga. Os dados são da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados) e vêm de 56 hospitais de excelência de todo o país. Entre as regiões, as instituições do Sul aparecem com a menor taxa de ocupação das UTIs, com 80,4%, e o Sudeste com a maior (87,3%). Nordeste, Norte e Centro Oeste, estão com 84%. Segundo Antônio Brito, diretor-executivo da Anahp, essa queda é um fenômeno nacional que se dá com mais ou menos velocidade dependendo da situação da epidemia em cada estado. Ele diz que um dos principais reflexos da redução pode ser observado na fila de pacientes que existia fora dos hospitais à espera de um leito de UTI. “Estava um cenário tão horroroso, com 150%, 160% de ocupação, que chegando agora em 85% e 90% é uma situação que em outras circunstâncias seria chamada de crítica, mas agora parece boa”, afirma ele. O Hospital Israelita Albert Einstein retomou nesta semana os procedimentos eletivos. O centro cirúrgico do quinto andar, o maior da instituição, tinha sido transformado em UTI e semi-intensiva para pacientes com Covid, mas já voltou à sua finalidade anterior. “Agora faltam os pacientes. À semelhança do que ocorreu no ano passado, os pacientes estão com um pouco de receio”, diz Sidney Klajner, presidente do hospital. Ele diz que houve uma queda abrupta e uma estabilidade no número de novas internações por Covid-19 e altas nos últimos três dias. Na terça-feira (13), por exemplo, houve 11 altas e dez admissões. O Einstein tinha nesta quarta-feira 158 pacientes internados com Covid. “Tudo é relativo. No ano passado, o pico foi de 140 [internados com Covid] e nós estávamos em pânico. Agora estamos comemorando 160 porque já tínhamos batido em 310 leitos”, explica. Em relação aos pacientes críticos, 111 ocupavam nesta quarta-feira leitos de UTI e de unidade semi-intensiva. Quarenta e um pacientes estavam em ventilação mecânica. No momento mais crítico, foram 160 nos leitos de UTI e semi-intensiva, sendo 80 intubados. O Hospital Sírio-Libanês também retomou as cirurgias eletivas e procedimentos como endoscopias e colonoscopia. A ocupação geral do hospital chegou a 95% há duas semanas e agora está em 82%. Em termos de número de internados por Covid, passou de 249 (63 na UTI) para 154 (65 na UTI). Segundo Fernando Ganem, diretor de governança clínica do hospital, depois de um período de “engessamento”, sem vaga, sem possibilidade de rodar leitos, aos poucos a rotina das outras especialidades começa a ser retomada. “Nas últimas duas semanas, isso tem melhorado. Hoje [quarta], estamos com a menor lotação, mas ainda temos muitos pacientes que dependem de terapia intensiva.” Uma das razões é que os pacientes estão ficando um período mais longo na UTI. A média era de 14 dias, e agora está em 16. Segundo o intensivista Ederlon Rezende, chefe da UTI do Hospital do Servidor Público Estadual, até o fim de março eram admitidos na UTI de 8 a 10 pacientes com Covid por dia. Nesta quarta (14), foram dois. No pronto-socorro para Covid, eram atendidos 220 pacientes e agora caiu para 90. “O reflexo disso na UTI demora mais. Estou com 81 pacientes intubados e a minha capacidade é para 86”, afirma Rezende. A preocupação dos intensivistas é que essa queda seja passageira. “Como nenhuma ação preventiva contundente foi tomada, pode ser que daqui a alguns dias aumente o número de casos. É muito cedo para comemorar.” De acordo com Antônio Britto, da Anahp, isso item ocorrido também nos outros hospitais associados e está relacionado ao fato de que pacientes mais jovens estão sendo tratados. Mesmo com a queda de novas internações por Covid a crise gerada pelo desabastecimento do chamado “kit intubação” e de oxigênio continua justamente porque ainda há muitos pacientes críticos internados. Embora alguns acordos de importação já tenham sido fechados, ainda há questões regulatórias pendentes em relação a remédios da Índia. Segundo ele, por enquanto a situação só não é mais grave porque tem sido feita uma gestão junto aos fabricantes nacionais de distribuidoras para que atendam as instituições com estoques mais críticos, por exemplo, que só têm insumos para dois ou três dias. Rezende diz que embora haja estoque de medicamentos para intubação para algumas semanas, a angústia é não saber quando ele vai reposto. “Estamos acompanhando diariamente o quanto foi consumido, o quanto sobrou. Antes eu não tinha essa preocupação de ficar controlando o estoque da farmácia”, afirma ele.

VISÃO CNN/CNN BRASIL/SÃO PAULO
Data Veiculação: 14/04/2021 às 14h59

É sempre um assunto pandemia né Evandro a gente se realmente tem esse assunto hoje na ordem do dia do país mas a gente vai voltar a falar sobre a questão da falta dos kits de intubação vários estados ainda sofrendo com o desabastecimento dos insumos é o caso de são paulo diz que enviou nove ofícios ao ministério da saúde diz que precisa receber esses medicamentos em até vinte e quatro horas sobre isso a gente vai conversar com a supervisora de uti do incor ela também médica do hospital sírio libanês filomena galas a quem agradeço a participação aqui conosco no visão cnn as utis dos hospitais em que a senhora trabalha estão com falta desses medicamentos doutora para o kit intubação boa tarde boa tarde Carla boa tarde a todos não felizmente os hospitais que o trabalho a gente está fazendo uma política diária de observação a gente faz reuniões e nós demos os nossos estoques e o que nós temos feito é uma política de utilização é de forma segura irracional então é nós nos reunimos com todos os responsáveis pelas úteis dos nossos serviços e dessa forma a gente fez uma prática simples de evitar o desperdício então algumas vezes a gente diluiu mais a solução mas nós não temos falta nós conseguimos diariamente no contato direto com a farmácia farmacêuticos clínicos a gente consegue prever o dia seguinte ao dia seguinte então o mais importante é que o nosso doente eu esteja bem assistindo e quanta gente todas as vezes que nós precisamos do material para entubar e da medicação a gente assim o tempo tanto no instituto do coração como no hospital sírio libanês é na eu tenho tido a felicidade de poder e nós temos tratar o nosso doente da melhor forma e a gente não precisa não precisou até agora e a gente com certeza não vai precisar é escolher e ou entubar alguém de uma forma inadequada em relação a sedação cultura filomena em relação à pressão que os hospitais têm sofrido inclusive exigido de vocês essa organização neste segundo a senhora e comprometendo o atendimento a esse paciente é provocada apenas pelo aumento do número de pacientes então muita gente contaminada ao mesmo tempo ou esses pacientes também ter permanecido por mais tempo nesses leitos de uti como situações mais graves que demandem é um uso maior desses kit desses insumos para intubação é nós temos dois aspectos seu acho que um aspecto importante são o paciente que tem é cobrir de facção política ele é um paciente que demanda mais tempo na uti mais tempo no hospital se ele te pega dessa população de pacientes graves são a população que precisa ser entubado é uma população que já vai ficar mais tempo na uti além disso nós temos utilizados estratégias é para tentar melhorar ou diminuir a hipoxemia desses pacientes e muitas vezes essas estratégia levam há mais tempo de saudação até porque o pulmão tem um repouso maior que felipão saneadora é a queda da saturação tão como os pulmões são órgãos alvo tamos pacientes evoluem por queda importante da faturação nós temos que muitas vezes entubar esse paciente e deixá-lo os pulmões repousamos aqui o pulmão teve um repouso e pra que eu consiga ventilar de uma forma adequada eu preciso deixar esses pulmões repousando e só o repouso pulmonar do doente entubado com doente sedado e muito bem dado e outras estratégias que nós temos utilizado como a utilização da é que vocês estão vendo bastante o doente em é um doente mais grave e um dueto que na maioria das vezes vai ficar mais feio pro soldado isso dois precisa de uma saudação maior então é dessa forma nós temos um ambiente onde a utilização desses fármacos é fundamental e onde nós temos que entender também além da pressão da forma com cinética de como essas drogas agem esses fármacos pra que a gente escolha as melhores estratégias e pra quem a gente é oito ótimo utilize da melhor forma de uma forma racional e com segurança esses fármacos tão importantes e imprescindíveis para manutenção desses pacientes sedados e analgesia dos de uma forma segura doutora a senhora mencionou esse tratamento é que mueck muita gente inclusive travou conhecimento com esse nome por causa do caso do Paulo Gustavo do ator e humorista que está internado e que está fazendo uso desse tratamento aciona pode explicar o do que se trata pra gente pra para para o leigo poder entender então a expo é uma estratégia que ela ela dá um suporte ela não trata mas ela dá um suporte o suporte ou ventilatória ou suporte cardíaco então dar um suporte cardiopulmonar no caso por exemplo do ator é ele ter colocado em é porque ele tinha uma insuficiência respiratória o que a gente tem ouvido aí é pela mídia então nesse caso a exmo ela vai fazer com que grande parte do sangue é do corpo do paciente passe através de uma máquina essa máquina ela tem uma membrana que é como se fossem vários pulmões esse sangue passa ele é oxigenado melhora-se a hipoxemia é retirou do seu dois que é um gás tóxico para a vida e é devolvido para o paciente o sangue bom o sangue oxigenado enquanto isso o pulmão fica num repôs o máximo porque pra diminuir a lesão promovido a repercussão das lesões que são promovidas pelo vírus no pulmão desse paciente então eu sou uma entusiasta da ecw e pratica o eco no meu dia a dia aumentei muito eu participo de alguns grupos tanto no incor como no hospital sírio libanês onde a gente utiliza essa estratégia de uma forma bem tranquila e tem utilizado cada vez mais fria e essa pandemia fez com que essa utilização crescesse muito nosso número dos dois hospitais já passa de sessenta casos jack então é uma estratégia que muitas vezes salva vidas mas também temos que ter muito cuidado mas não pode dizer que a apple ela vai ela cura não podemos dizer que a apple pode ser utilizada em quaisquer locais têm que ter expertise tem que ter grupo é um trabalho em grupo e a gente não pode banalizar esse cuidado o essa estratégia que é tão importante e que muitas vezes salva vidas doutora filomena galas a gente agradece a sua participação aqui no visão cnn uma boa tarde pra senhora muito obrigada obrigado doutor hospitais do rio de janeiro alertam para o risco de faltar medicamentos necessários para que o bar pacientes com a Covid19 e se acham que a gente discutia sobre o kit intubação.

RÁDIO BANDEIRANTES 840 AM/SÃO PAULO | O Pulo do Gato
Data Veiculação: 14/04/2021 às 06h00

sobre a ocupação de leitos em são paulo bom dia locais oi pedro muito bom dia para você para provar essas linhas ligado a ter o pulo do gato da rádio bandeirantes hoje a gente fala ao vivo da zona norte em frente ao hospital estadual da vila penteado que está cem por cento lotado já há mais de um mês há três semanas o hospital foi transformado em exclusivo para pacientes com Covid19 para tratamento então de pessoas com coronavírus só podem receber então ambulâncias claro que regularizadas com crosta então com sistemas de regulação de leitos os usará o samu e outras ambulâncias também trazem os pacientes para cá mas mesmo assim o hospital tá completamente lotado e além desse outros vinte quatro da rede pública em todo o estado de são paulo estão desta mesma forma com cem por cento de ocupação ontem o governo do estado de são paulo anunciou a queda do número de internações hoje a gente tem vinte e cinco mil pessoas internadas em todo o estado de são paulo com Covid19 onze mil e novecentas estão na uti e treze mil e setecentas nos leitos de enfermaria há três semanas foi o pico quando trinta e duas mil pessoas estavam internadas mas mesmo assim o número ainda é altíssimo hoje o a rede estadual de uti conta com oitenta e cinco por cento oitenta e sete por cento falando dos leitos ocupados e aqui na capital paulista oitenta e cinco por cento mas mesmo assim ainda tem gente que não consegue ler são cento e cinquenta e quatro pessoas só que na capital na cidade de são paulo estão na fila por um leito essas pessoas estão hospitalizadas estou you amas mas mesmo assim precisam de um tratamento mais eficaz com mais equipamentos o outros aparelhos leitos de uti essas pessoas ainda aguardam hoje quatrocentas mil e uma pessoas estão internadas lupas e a gente lembra que upa não tem equipamentos de uti como os hospitais grandes então essas pessoas também precisariam na praia na teoria pelo menos sair dali sair do pronto socorro pra ir pra um hospital mas mesmo assim muitos hospitais estão lotados não só aqui na capital mas em todo o estado de são paulo pedro silva josino então o resumo da ópera é o seguinte caiu o número de internações mais a situação alguns hospitais ainda seguem lotados não são hospitais como disse o lucas mas algumas unidades de saúde nec tiveram de vir ao hospital no meio dessa pandemia e porque não tinha vaga para as pessoas nos hospitais nas silvania nem é isso mesmo chegamos a vinte e cinco mil e setecentos internados há duas semanas estávamos em trinta e dois mil também uma boa que até mesmo assim como o lucas josino trouxe o cenário é não é tranquilo em muitos hospitais estão lotados leite de uti ontem oitenta e cinco vírgula sete na grande são paulo oitenta e sete por cento no estado mas isso é no geral vários hospitais com cem por cento de lotação o josino a gente tem aí é algum balanço que possa é diferenciar o sistema público do privado esses números dizem respeito a toda a cidade de são paulo é só o lado público é no nos nos hospitais onde as pessoas vão com convênio ou pagam as consultas e as internações nós temos também alguma informação nesse sentido esses números que a gente trouxe agora no pulo pedra se referem apenas aos hospitais públicos na rede particular também tem muitos hospitais completamente lotados agora mas por exemplo no começo da semana a gente trouxe a informação que no pulo do gato que arredor reduziu vinte e cinco por cento também no número de internações aqui na capital paulista cada rede de hospital particular é divulga a sua porcentagem a sua taxa de ocupação a gente também trouxe a informação que o sírio libanês o albert einstein continuam com mais de noventa por cento dos leitos ocupados inclusive tiveram que abrir novas alas é tentar é expandir esse número de leitos para atender o maior número possível de pacientes a procura ainda continua grande tanto na rede particular quanto na rede pública a gente percebe isto nas suas são paulo mas mesmo assim ainda tem uma tendência de melhora como silvana trouxe agora esses números de internações melhorou das duas semanas pra cá mas mesmo assim ainda o sistema público de saúde também o sistema particular de saúde da capital de quase todas as partes do estado de são paulo estão bastante pressionados os dois sistemas estão bastante pressionados claro que a pessoa que paga um convênio quando elas vão hospital elas vão conseguir atendimento no vou ficar sem leito mas mesmo assim vou encontrar um cenário muito lotado pronto-socorro de qualquer hospital particular hoje a completamente cheio pedro lucas josino ao vivo aqui no pulo do gato da rádio bandeirantes ele volta ao longo da programação no primeira hora depois do jornal gente com mais informações sobre a ocupação de leitos em são paulo silvânia são seis horas e cinco minutos chegamos a oitenta

O GLOBO/RIO DE JANEIRO | Geral
Data Veiculação: 13/04/2021 às 18h22

Aprovado contra a Covid19, rendesivir não é usado no Brasil Negociações do Ministério da Saúde com a fabricante americana Gilead para incluir o remédio no SUS ainda não avançaram GIULIANA DE TOLEDO gtoledo@edglobo.com.br SÃO PAULO 0 rendesivir, único remédio aprovado no Brasil contra a Covid-19, com indicação específica para isso na bula, ainda não foi incorporado no tratamento da doença no país. As negociações do laboratório americano Gilead, seu fabricante, com o Ministério da Saúde para incluí-lo no Sistema Único de Saúde (SUS) ainda não renderam frutos. A aprovação para o uso do rendesivir no Brasil foi dada em 12 de março pela Anvisa. Procurada pela reportagem, a pasta não respondeu sobre os planos em relação ao antiviral. Tampouco houve uma “corrida” atrás da medicação na rede privada—a recomendação é para uso hospitalar. O GLOBO procurou, por meio de suas assessorias de imprensa, grandes hospitais ^articulares do país, para saier se já empregam o produto no seu dia a dia. Tanto a Rede D’Or São Luiz quanto o Hospital Sírio-Libanês responderam que não adotam por enquanto o rendesivir. Também procurado, o Hospital Israe itaAlbertEinstein não informou sua prática. Já em alguns dos outros mais de 50 países em que foi autorizado, como os Estados Unidos (por lá o antiviral ganhou aval do órgão regulador em 22 de outubro de 2020), o medicamento passou a fazer parte dos protocolos médicos. Atualmente, segundo a Gilead, 50% dos americanos internados com Covid fazem uso do rendesivir, conhecido também pelo seu nome comercial, Veklury. A índia é outro país que incorporou o rendesivir no tratamento da Covid. O país asiático atualmente vive uma explosão de casos da doença e proibiu recentemente que o medicamento seja exportado, priorizando a demanda interna. A Organização Mundial da Saúde (OMS), por sua vez, não endossa seu uso, porque, na sua avaliação, não há evidências suficientes de eficácia. O órgão destaca que a mortalidade não caiu em estudo que comparou pacientes que usaram rendevisir a outros que não fizeram o tratamento. A Gilead, no entanto, defende que os estudos submetidos às agências reguladoras comprovam outro ponto benéfico da droga, inicialmente estudado para o ebola: a redução do tempo de hospitalização dos pacientes com Covid19. Para a infectologista Eliana Bicudo, que é consultora médica da Sociedade Brasileira de Infectologia e já acompanhou dois pacientes em Brasília que usaram, com sucesso, o rendesivir, o valor do tratamento é o grande entrave para a adoção mais ampla no país. —A gente poderia realmente considerar essa medicação, mas os custos são proibitivos. Eram pacientes que tinham dinheiro e pagaram por fora— explica ela, que diz ter se amparado nas diretrizes da sociedade de infectologia dos EUA ao sugerir o tratamento. No Brasil, cada dose de lOOmg do medicamento, que é importado, pode sair por até R$ 2.386,62. Pelo tempo, o custo do tratamento fica em atéR$ 14.319,72 por paciente, fora impostos estaduais.