Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 14/01/2021 às 21h51

Os médicos estão alertando: quem começa a ter sintomas típicos de uma gripe, no momento em que estamos vivendo, deve desconfiar logo de Covid19. Dor de garganta, de cabeça ou no corpo, mal-estar, um pouco de febre... Até 2018, esses eram sinais típicos de uma gripe chegando. Mas aí veio a pandemia de Covid19 e tudo mudou. Crianças como a Alice, que vivia gripada, não teve nada em 2020, desde que parou de a ir à escola e passou a usar máscara. Já a mãe, alérgica, vive na dúvida. “Eu passei um tempo com muita enxaqueca. Então, sempre tem aquela coisa assim: eu estou com Covid19 ou é outra coisa? ”, diz a publicitária Cristiane França da Silva. Vale, então, o alerta dos especialistas: agora, se tem sinais de gripe, desconfie de Covid19. “A gente não pode interpretar esses sintomas como sendo um mero resfriado, neste momento, porque a gente sabe que existe um vírus aí fora que está se espalhando de maneira muito rápida, que é o vírus da Covid-19”, afirma o virologista Anderson Fernandes de Brito. Os números de internações por síndrome respiratória aguda grave, que é a complicação mais comum causada por vírus respiratórios, confirmam: antes da pandemia eram eles, os vírus influenza da gripe, que levavam as pessoas para os hospitais. Agora é ele, o coronavírus que faz isso, e em uma proporção impressionante. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2018, os vírus influenza foram responsáveis por mais da metade (51,35%) dessas internações. Já em 2020, o coronavírus respondeu por quase todas (98,85%). Em 2018, 74% das mortes pela síndrome respiratória aguda grave foram provocadas pelos (vírus) influenza. Em 2020, quase todos os óbitos foram pelo coronavírus (99,66%). Foram mais de 186 mil mortes, enquanto as complicações de gripe mataram 330 pessoas. “O coronavírus é um vírus novo, para o qual boa parte da população ainda é suscetível, e ele é um vírus que cursa com quadro grave em boa parcela das pessoas, que pegam a doença quando a gente compara com os outros vírus que a gente já tem, inclusive vacina para eles”, explica Mirian Dal Ben, infectologista do Hospital Sírio-Libanês. Diante do aumento de casos de Covid19, os especialistas ressaltam a necessidade de reforçar os cuidados diante do menor sintoma e aumentar a oferta de testes. “Tem muita gente que tem sintomas, procura o serviço de saúde e não lhe é oferecida a oportunidade de fazer o teste. Então, a gente precisa realmente reforçar com as pessoas a necessidade de fazer o teste aos menores sintomas que elas apresentem”, diz Mirian. “Não ignore sintomas, você pode sentir uma dor de cabeça no dia 1 e essa dor de cabeça depois se desenvolver em uma dor de garganta no dia 3 e esses sintomas então viram uma febre no dia 7. Nesse período, provavelmente, se você foi infectado com o coronavírus, você já está infectando outros também. Então, se você sentir esses sintomas, use a máscara, até mesmo dentro de casa, mas busque fazer o teste RT-PCR, o mais rápido possível, até para que você tire essa dúvida do ar”, explica o virologista Anderson Fernandes de Brito.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 14/01/2021 às 16h04

Lutando contra a Covid-19, o prefeito de Catalão, Adib Elias (Podemos), de 68 anos, segue internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. De acordo com o último boletim médico divulgado na manhã desta quinta-feira (14), o prefeito apresentou sinais de cansaço e, por isso, foi necessário iniciar o uso de respirador nasal. Ainda segundo o comunicado, foi iniciado terapia com antibióticos. No entanto, o prefeito não apresentou febre nem dores no corpo nas últimas horas, e a pressão também segue normal. Adib está internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Ele foi levado inicialmente para o Instituto do Coração (Incor) e foi transferido no fim da tarde de terça-feira (12), logo depois de apresentar febre. Segundo a assessoria da Prefeitura de Catalão, a decisão de transferi-lo foi tomada para que Adib e os familiares tenham melhores acomodações. "O prefeito está bem e agradece a todos pela solidariedade, orações e votos de fé", informou o comunicado. No domingo (10), Adib Elias foi internado no Hospital São Nicolau, em Catalão. No dia seguinte, ele teve a confirmação do diagnóstico de Covid-19 e foi transferido para São Paulo. Adib foi reeleito prefeito de Catalão com 57,62% dos votos. Foram 28.984 votos no total. Veja outras notícias da região no G1 Goiás. VÍDEOS: acompanhe reportagens sobre Covid-19 em Goiás

AGÊNCIA O GLOBO
Data Veiculação: 14/01/2021 às 15h58

Ciência & Saúde / Cerca de 40% dos pacientes com Covid-19 ou já recuperados da doença têm miocardite – uma inflamação no músculo cardíaco, segundo artigo publicado no Journal of Thoracic Imaging. No início da pandemia, achava-se que a doença afetava apenas os pulmões, mas com seu avanço ficou claro que o coronavírus causa inflamação sistêmica em diversos órgãos – incluindo o coração. Foram estudados casos de 199 pacientes, a partir de ressonâncias magnéticas. Desses casos, 90 (40%) apresentaram miocardite ou inflamação do músculo cardíaco, e só 21% mostraram ressonâncias totalmente normais. Os efeitos de longo prazo da miocardite em pacientes recuperados da Covid-19 ainda são pouco conhecidos, mas seguramente esse é um achado que merece atenção, especialmente para pacientes que já têm outras doenças crônicas cardiovasculares. Cuidado contínuo O cardiologista intervencionista do Hospital Sírio-Libanês e coordenador do núcleo de intervenção em cardiopatia estrutural do InCor-HCFMUSP, Fabio Brito Jr., destaca que doenças cardiovasculares exigem cuidado constante, ininterrupto. Ele destaca um estudo da University College London, publicado no periódico especializado Circulation: Cardiovascular Quality and Outcomes, que mostra que na Inglaterra a redução na procura por atendimento hospitalar para problemas cardíacos graves na fase inicial da epidemia pode ter contribuído para causar mortes que poderiam ter sido evitadas, caso o atendimento tivesse sido buscado mais cedo. “O medo de se contrair uma doença viral como a Covid-19 justifica-se, mas não ao ponto de comprometer a saúde do coração. Tomando todos os cuidados necessários para sair de casa protegido contra a Covid-19, o paciente cardiopata deve manter suas visitas regulares ao cardiologista”, afirma o Dr. Fabio Brito Jr. O estudo mostra que entre 12 de março e 15 de abril, a queda no número de consultas de pessoas com suspeita de doença cardíaca em relação ao período pré-pandemia foi da ordem de 35%. Números da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostram que a doença já matou quase 1,7 milhão de pessoas em todo o mundo e o número de casos confirmados chegam a 76 milhões. O relatório Global Burden of Disease referente a 2019 publicado em outubro deste ano, no entanto, mostra que as doenças cardiovasculares foram a causa subjacente dos óbitos de 18,5 milhões de pessoas (9,6 milhões de homens e 8,9 milhões de mulheres). “Tais números mostram que os pacientes não podem adiar a ida ao hospital para tratamento”, afirmou o cardiologista, Dr. Fabio Brito Jr. Website: http://www.pcicardio.com.br

YAHOO! FINANÇAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 14/01/2021 às 15h35

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O efeito das aglomerações nas festas de fim de ano já começa a se refletir no aumento de óbitos e internações nos hospitais públicos e privados na cidade e no estado de São Paulo. No estado, as internações subiram 19% nas últimas duas semanas (entre 29 de dezembro a 12 de janeiro): de 11.070 para 13.175. A taxa de ocupação de leitos está em 66,3%. Além da alta de hospitalizações, o estado registrou 2.467 novos óbitos: de 46.195 para 48.662. Na capital paulista, nesse período, o total de mortes passou de 16.163 para 16.990. Foram 827 novos óbitos, um aumento de 5,5% em relação a todo período da pandemia em apenas 14 dias. Nas duas semanas anteriores (de 16 a 29 de dezembro), ocorreram 462 novas mortes, o que resulta em um aumento de 79% entre os dois períodos, segundo análise do projeto Info Tracker, da Unesp e da USP, a pedido da reportagem. As internações em hospitais públicos municipais, em enfermarias e UTIs, cresceram cerca de 13% em duas semanas, de 1.868 para 2.103. Dos 43 distritos da capital paulista que têm hospitais com leitos para tratamento da Covid-19, houve aumento de hospitalizações em 32. Para os pesquisadores, o cenário representa o começo de uma nova fase crítica da pandemia, com maior sobrecarga nos hospitais. Segundo Wallace Casaca, professor da Unesp e coordenador do Info Tracker, que monitora a pandemia no estado desde seu início, a taxa de contágio (Rt) do vírus na capital também está subindo. Estava em 0,78 no fim do ano e, nesta quarta (13), em 1,4. O índice, que aponta quantas pessoas serão contaminadas por um infectado e ajuda a estimar a velocidade de transmissão da doença, deve estar sempre abaixo 1 para que a tendência de queda de casos se mantenha. "É uma bomba que a gente estava esperando. Se continuar alto assim, comprometeremos fevereiro também com hospitais lotados e alta de casos mesmo com a vacinação." Casaca explica que, para o cálculo dessa métrica, é necessário ter o total de casos confirmados. Em geral, para um caso entrar como confirmado, leva-se em média de cinco a dez dias por causa do atraso entre a coleta do material para teste e a divulgação desse resultado. "O Rt de hoje, na verdade, leva em conta o que houve há dez dias. A taxa de contágio voltou a subir a partir do dia 5, ou seja, bate com o período das festas de Natal e Ano-Novo." O epidemiologista Paulo Menezes, professor da USP e coordenador do centro de contingenciamento da Covid-19 do governo paulista, diz que parte desse aumento da taxa de contágio pode ser resultado das notificações de casos de Covid19 que ficaram represadas no final do ano. Mas ele não tem dúvidas de que houve um aumento real de internações e óbitos e acredita que, se as medidas de endurecimento da quarentena não tivessem sido adotadas no final do ano, a situação poderia ser ainda pior hoje. O estado vem registrando média diária de mortes por Covid-19 acima de 200. O valor não ficava acima dessa marca desde o dia 16 de setembro de 2020. "A transmissão é intensa em todas as regiões. O impacto que se espera com a vacinação é uma redução progressiva do número de óbitos e internações dos grupos de maior risco. Mas o vírus continuará circulando entre os jovens e os adultos. Nós vamos continuar tendo um número importante de casos durante meses e meses", diz Menezes. Por isso, reforça o médico, será necessário manter todas as medidas de proteção e de distanciamento social. Hospitais privados paulistas também registram aumento de internações por Covid19, segundo levantamento do SindHosp (sindicato dos hospitais, clínicas e laboratórios paulistas) em 76 instituições. Em dezembro, 40% dos leitos clínicos e de UTI estavam dedicados à Covid19. Hoje são em torno de 60%. Segundo Francisco Balestrin, presidente do SindHosp, embora as taxas de ocupação permaneçam semelhantes --em torno de 84% (UTI) e 65% (leitos clínicos)--, o espaço dedicado a pacientes com Covid19 aumentou bastante nas últimas semanas. "Parece comentário de tia velha e chata, que está sempre dizendo que vai piorar, mas vai piorar. As pessoas não estão levando a sério as regras de ouro, como uso de máscara e evitar aglomerações." No Hospital Israelita Albert Einstein (SP), o número de internados por Covid-19 nesta terça (12) bateu recorde e foi o maior desde o primeiro caso diagnosticado pela instituição, em fevereiro de 2020: 140 doentes, contra 138 em abril. Em dezembro, o número de pacientes com Covid19 oscilava entre 108 e 110. No Hospital Sírio-Libanês, a taxa de ocupação de leitos para Covid19 está em torno de 90%, com 174 pacientes internados, sendo 47 na UTI. Segundo Fernando Ganem, diretor de governança clínica do Sírio-Libanês, também tem chamado atenção um aumento de 20% no movimento do pronto-socorro de pessoas jovens, assintomáticas, que se aglomeraram no final do ano e agora querem fazer o teste para ver se têm Covid19. "Muitas famílias estão exigindo que os seus jovens que foram para festas no final do ano façam os testes antes de voltar para suas casas", diz. Há um consenso entre todos os médicos do comitê de contingenciamento de que São Paulo deve chegar em um novo pico de contaminações e internações em uma semana. Para eles, isso é uma consequência direta das aglomerações das festas de fim de ano.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 14/01/2021 às 14h48

O estado de São Paulo ultrapassou nesta quinta-feira (14) a marca de 49 mil mortes por coronavírus desde o início da pandemia, em meio a uma nova alta de casos, óbitos e internações pela doença após as festas de fim de ano. A média diária de mortes por Covid-19 está acima de 200 há seis dias seguidos, valor que não era observado desde o dia 16 de setembro do ano passado. A média móvel de mortes diárias, que considera os registros dos últimos sete dias, é de 217 nesta quinta-feira (14). O valor é 55% maior do que o registrado há 14 dias, o que para especialistas indica tendência de alta da epidemia. Como o cálculo da média móvel leva em conta um período maior que o registro diário, é possível medir de forma mais fidedigna a tendência da pandemia. Devido à piora nos indicadores de saúde, o Governo de São Paulo anunciou que antecipará a reclassificação do plano de flexibilização da quarentena para esta sexta-feira (15). Após a última reclassificação que colocou 4 regiões do estado na fase laranja, a previsão era de que uma nova mudança só fosse feita em fevereiro. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, foram contabilizadas 304 novas mortes por coronavírus nas últimas 24 horas, elevando o total desde o início da pandemia para 49.289. Já o total de casos confirmados da doença subiu para 1.590.829, considerando os 13.710 novos registros nas últimas 24 horas. Os novos registros não significam, necessariamente, que as mortes e casos aconteceram de um dia para outro, mas, sim, que foram computados no sistema neste período. As notificações costumam ser menores aos finais de semana e feriados, quando as equipes de saúde trabalham em esquema de plantão. A média móvel diária de casos é de 10.810 nesta quinta. O valor é 72% maior que o registrado há 14 dias, o que para especialistas também indica tendência de alta. A média diária de casos está acima de 10 mil há seis dias seguidos. O último registro de média móvel acima de 10 mil casos no estado era de 18 de agosto. Veja os novos registros no estado de SP nas últimas 24 horas: Veja o total no estado de SP desde o início da pandemia: Leitos de UTI O estado de São Paulo registrou nesta quinta-feira (14) o número total de 13.352 pacientes internados por Covid-19 em toda rede hospitalar, sendo 7.580 em enfermaria e 5.772 em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O valor é o maior desde o dia 2 de agosto de 2020, quando foram contabilizadas 13.775 internações no total. O total de pacientes internados tem se mantido acima de 10 mil desde o início de dezembro de 2020, o que pressiona o sistema de saúde e interfere no atendimento de outras doenças. Nesta quinta, a taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid-19 em toda rede de saúde, incluindo serviços particulares e públicos, é de 68,3% na Grande São Paulo e de 66,9% no estado. Na cidade de São Paulo, grandes hospitais da rede particular, como o Albert Einstein e Sírio-Libanês, registram taxa de ocupação superior a 90%. Na rede municipal da capital, ao menos dois hospitais não têm mais leitos de enfermaria. Os índices de ocupação variam dia a dia, e a central de regulação do estado é responsável por conseguir vagas para pacientes que estão na fila de atendimento. Vídeos: Tudo sobre São Paulo e Região Metropolitana.

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 14/01/2021 às 12h39

Mais de dez meses depois da chegada da pandemia da covid-19, o Brasil contabiliza mais de 200 mil mortos e incontáveis horas de trabalho árduo por parte dos profissionais de saúde. Todos os dias, eles encaram o medo e a exaustão e colocam sua própria vida em risco para cuidar dos pacientes que não param de chegar. Por Barbara Rubira 14 de janeiro de 2021 | 00h10 Mais de dez meses depois da chegada da pandemia da covid-19, o Brasil contabiliza mais de 200 mil mortos e incontáveis horas de trabalho árduo por parte dos profissionais de saúde. Todos os dias, eles encaram o medo e a exaustão e colocam sua própria vida em risco para cuidar dos pacientes que não param de chegar. No episódio de hoje, vamos ouvir as histórias de alguns desses profissionais, suas angústias e suas rotinas em meio à maior crise sanitária que já vivenciamos. Também vamos ouvir o relato dos repórteres João Prata e Tiago Queiroz, que acompanharam de perto a rotina da UTI do Hospital Emílio Ribas, referência no tratamento da covid-19 em São Paulo. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes e Bárbara Rubira Sonorização/Montagem: Moacir Biasi HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS.

CNN NOVO DIA/CNN BRASIL/SÃO PAULO
Data Veiculação: 14/01/2021 às 06h58

Alta em são paulo como como mostrava pouco e alguns hospitais particulares a taxa de ocupação de leitos dedicados ao combate à doença supera os noventa por cento ou então falar com a bruna macedo direto aqui de são paulo brunessa alta pode ter alguma relação com as reuniões às festas de fim de ano bom dia para você bom dia a mulher e o período de incubação do vírus até as manifestações dos sintomas é de exatamente catorze dias e hoje quinta-feira faz exatos catorze dias que tiveram início as comemorações de fim de ano e né desde o natal até a chegada de dois mil e vinte e um a gente conversou com vários especialistas de vários hospitais públicos e particulares aqui de são paulo e os especialistas sim tem atribuído esse aumento no número de internações por exemplo as festas as aglomerações que acontecerão no final do ano passado isso claro teve um reflexo imediato no número de ocupação dos leitos de uti principalmente no que diz respeito aos hospitais privados o hospital albert einstein por exemplo divulgou hoje a taxa de ocupação dos leitos de uti está em torno de noventa e três por cento bastante coisa quase cem por cento em seguida o hospital sírio libanês está com noventa por cento dos leitos ocupados e o h quatro está com oitenta e três por cento oitenta e nove melhor dizendo é dos leitos de uti ocupados isso também teve reflexo nos hospitais públicos aqui de são paulo hoje em todo o estado a taxa de ocupação dos leitos de uti está em sessenta seis vírgula três por cento esse é o aumento que vencido o sentido dia após dia ontem durante a coletiva de imprensa que aconteceu o secretário estadual de saúde de angra star que fez um comentário sobre isso ele disse que nos últimos cinco dias o estado teve mais de dez mil casos registrados em vinte e quatro horas esses números muriel e colombo estão bem parecidos com os números do início da pandemia aqui no brasil diante desse cenário o governo do estado de são paulo decidiu adiantar antecipar as atualizações a respeito do plano de reabertura econômica gente sabe que esses números aumento no número de casos a taxa de ocupação dos leitos jubei e também como a sociedade vem agindo diante das regras de sanitização são os principais fatores a influenciar uma flexibilização maior ou menor em todo o estado eu voto com vocês no estúdio pioraram os números em são paulo muito pioraram também no rio de janeiro o estado somou o maior número de ar de mortos pela convide desde junho duzentos.

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | COTIDIANO
Data Veiculação: 14/01/2021 às 03h00

Compra de vacina para clínicas avança, diz setor Dirigente de associação afirma que a indiana Bharat Biotech deve pedir registro definitivo de imunizante em fevereiro Voluntário participa de teste de fase 3 da Covaxin em Ahmedabad Amit Dave 26.nov.20/Reuters Cláudia Collucci são paulo O processo para a compra de 5 milhões de doses da vacina indiana Covaxin pelas clínicas privadas brasileiras está "muito bem encaminhado" e a aquisição será feita assim que sair registro definitivo do imunizante no Brasil. A Bharat Biotech, fabricante da Covaxin, deve pedir o registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no próximo mês. A informação é do presidente da ABCVAC (Associação Brasileira das Clínicas de Vacina), Geraldo Barbosa, que integrou a comitiva que visitou as instalações da empresa na índia, na semana passada. A negociação do setor privado para vacinação tem despertado polêmica. Especialistas em saúde pública dizem que, por se tratar de uma vacina ainda pouco disponível no mundo, a oferta no setor privado pode criar uma disputa com o SUS, aumentando as desigualdades e atrasando a imunização dos grupos prioritários. Já as clínicas privadas argumentam que o objetivo não é competir, mas, sim, complementar a oferta prevista no SUS, atendendo, por exemplo, empresas que querem oferecer a vacina a empregados que não estão hoje nos grupos prioritários previstos pelo Plano Nacional de Imunização (PNI). Segundo Barbosa, o que for adquirido pelas clínicas privadas não irá interferir nas negociações com o SUS. “Se essas vacinas não vierem para o mercado privado brasileiro, não virão nem para o Brasil. Vão para outro país”, reforça. O Ministério da Saúde já disse que clínicas particulares devem seguir a ordem dos grupos prioritários, como consta no PNI. A Bharat Biotech é uma das empresas que constam na carta de intenções do Ministério da Saúde, divulgada no dia 16 de dezembro, mas não há, até o momento, nenhum contrato formal para compra de doses pelo governo federal. A vacina foi aprovada no último dia 3 pelas autoridades indianas, mas ainda está na fase três de testes e não teve a eficácia divulgada. Segundo Barbosa, a aquisição da vacina pelo setor privado depende do fim dos trâmites legais junto aos órgãos reguladores brasileiros, fabricante e distribuidora/importadora. O executivo e a equipe da representante da Bnarat Brasil foram recebidos nos dias 7 e 8 de janeiro no Genome Valley, distrito industrial de alta tecnologia e inovação em Hyderabad, na índia. Barbosa afirma que fez uma apresentação à diretoria da fabricante sobre o potencial do mercado brasileiro e sobre a necessidade de vacinar o contingente da população que está ativo no mercado de trabalho. “Há uma resposta positiva do mercado corporativo, que tem procurado a ABCVAC e as clínicas para subsidiar a imunização de seus colaboradores. ” A Covaxin é desenvolvida em colaboração com o Conselho Indiano de Pesquisa Médica (ICMR) e o Instituto Nacional de Virologia (NIV). Conforme divulgado pela Bharat Biotech, os ensaios clínicos de fase 3 da Covaxin começaram em meados de novembro e envolvem 26 mil vo luntários em toda a índia. Nas fases 1 e 2, ela foi avaliada em cerca de mil indivíduos. Vacinação no sistema privado na escassez vai prejudicar a fila OPINIÃO Paulo Chapcliap e Oscar Vilhena Vieira Chapchap é diretor geral da Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês; Vieira é professor da FGV Direito SP e membro da Comissão Arns de Direitos Humanos Com a tão aguardada chegada de vacinas contra a Covid-19 ao Brasil, surge então a discussão sobre quem deve conduzir a aplicação das vacinas. Seria mais efetivo apenas o poder público exercer esse papel, seguindo os critérios da vulnerabilidade dos pacientes e o da prevenção da expansão da doença? Ou seria também papel da iniciativa privada disponibilizar a vacina para aqueles que estiverem dispostos a pagar pelas doses? Essa questão não seria um problema, se não estivéssemos tratando de um bem vital que hoje está escasso em diversas partes do mundo. A princípio, não haveria nenhum problema de natureza moral se alguns serviços gratuitos de interesse público fossem também oferecidos de maneira remunerada pela iniciativa privada. Este é um anseio natural num país desigual como o Brasil. Inclusive, a oferta de bens públicos abundantes pela iniciativa privada pode, em alguma medida, favorecer uma melhor alocação de recursos públicos para aqueles que mais necessitam. Infelizmente, não é essa a realidade da vacina da Covid-19 no Brasil. Por decisão deliberada, falta de organização e coordenação das autoridades, teremos, ainda, por algum tempo, doses em número insuficiente para atender a toda a população. Daí ser imperativo estabelecer uma escala de prioridades, que leve em consideração critérios morais, obedecendo aos valores da dignidade humana, da utilidade coletiva e da equidade, para a distribuição da vacina. A vulnerabilidade da vida e da saúde da sociedade como um todo devem ter prioridade máxima. Aqueles que têm mais risco de morrer, caso contraiam o vírus, em lace da idade e de e morbidades, deverão receber a dose primeiro. Esse critério, além de atuar diretamente para salvar vidas, preservará o sistema de saúde para os demais, inclusive aqueles portadores de outras doenças sensíveis ao adiamento do tratamento. Esse tem sido o critério, por exemplo, para organizar a fila de transplante de órgãos. Não se pode admitir que uma pessoa, pelo fato de ter mais recursos financeiros, possa comprar um órgão ou um lugar na fila, em detrimento de outros que têm maior urgência. Também devem estar no início da fila de vacinação profissionais da saúde diretamente envolvidos no combate à pandemia e aqueles responsáveis por outros serviços essenciais para o funcionamento da sociedade, aqui incluídos os profissionais que trabalham com a educação de crianças e adolescentes. Enquanto tivermos uma demanda muito maior do que a oferta de imunizantes, deveremos pautar a distribuição de vacinas conforme um plano de priorização moralmente defensável e sanitariamente sensato, que também incorpore questões como regiões com maior propagação e menor acesso a serviços de saúde. A disponibilização de vacinas pelo sistema privado, enquanto ainda houver escassez, permitirá que aqueles que dispõem de recursos financeiros possam passar à frente na fila, ainda que não se encontrem nos grupos de maior risco ou não pertençam aos setores mais essenciais à manutenção do bom funcionamento da sociedade. Mais do que isso, uma distribuição desordenada pode atrasar o objetivo maior: alcançarmos mais rapidamente a chamada imunidade de rebanho. Uma pandemia como a que estamos vivendo testa nossa resiliência, criatividade, perseverança, autocontenção, capacidade organizacional e, fundamentalmente, nossa fibra ética. Esse é o momento de não deixar ninguém para traz, especialmente os mais vulneráveis.

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | COTIDIANO
Data Veiculação: 14/01/2021 às 03h00

Hospitalizações sobem 19% nas últimas duas semanas em São Paulo O resultado das aglomerações das festas de fim de ano já começa a refletir no aumento de óbitos e de internações em hospitais públicos e privados na cidade e no estado de São Paulo. As internações subiram 19% no estado nas últimas duas semanas (entre 29 de dezembro e 12 de janeiro): de 11.070 para 13.175. A taxa de ocupação de leitos está neste momento em 66,3%. Também no estado, o número de mortos saltou de 46.195 para 48.662. Só na capital, um crescimento de 79% ante o registrado na quinzena anterior. Dos 43 distritos da cidade que têm instalações para tratamento da Covid-19, houve aumento de hospitalizações em32. Para pesquisadores, o cenário indica início de nova fase crítica da pandemia e sobrecarga da rede. Saúde Mortes e internações por Covid19 sobem em SP depois de festas de fim de ano no estado, hospitalizações em hospitais públicos e privados saltaram 19% nas últimas duas semanas Cláudia Collucci e Phillippe Watanabe são paulo O efeito das aglomerações nas festas de fim de ano já começa a se refletir no aumento de óbitos e internações nos hospitais públicos e privados na cidade e no estado de São Paulo. No estado, as internações subiram 19% nas últimas duas semanas (entre 29 de dezembro a 12 de janeiro): de 11.070 para 13.175. A taxa de ocupação de leitos está em 66,3%. Além da alta de hospitalizações, o estado registrou 2.467 novos óbitos: de 46.195 para 48.662. Na capital paulista, nesse período, o total de mortes passou de 16.163 para 16.990. Foram 827 novos óbitos, um aumento de 5,5% em relação a todo período da pandemia em apenas 14 dias. Nas duas semanas anteriores (de 16 a 29 de dezembro), ocorrerani462 novas mortes, o que resulta em um aumento de 79% entre os dois períodos, segundo análise do projeto Info Tracker, da Unesp e da USP, a pedido da Folha. As internações em hospitais públicos municipais, em enfermarias e UTIs, cresceram cerca de 13% em duas semanas, de 1.868 para 2.103. Dos 43 distritos da capital paulista que têm hospitais com leitos para tratamento da Covid-19, houve aumento de hospitalizações em 32. Para os pesquisadores, o cenário representa o começo de uma nova fase crítica da pandemia, com maior sobrecarga nos hospitais. Segundo Wallace Casaca, professor da Unesp e coordenador do Info Tracker, que monitora a pandemia no estado desde seu início, a taxa de contágio (Rt) do vírus na capital também está subindo. Estava em 0,78 no fim do ano e, nesta quarta (13), em 1,4. O índice, que aponta quantas pessoas serão contamina das por um infectado e ajuda a estimar a velocidade de transmissão da doença, deve estar sempre abaixo 1 para que a tendência de queda de casos se mantenha. “É uma bomba que a gente estava esperando. Se continuar alto assim, comprometeremos fevereiro também com hospitais lotados e alta de casos mesmo com a vacinação.” Casaca explica que, para o cálculo dessa métrica, é necessário ter o total de casos confirmados. Em geral, para um caso entrar como confirmado, leva-se em média de cinco a dez dias por causa do atraso entre a coleta do material para teste e a divulgação desse resultado. "O Rt de hoje, na verdade, leva em conta o que houve há dez dias. A taxa de contágio voltou a subir a partir do É uma bomba que a gente estava esperando. Se continuar alto assim, comprometeremos fevereiro também com hospitais lotados e alta de casos mesmo com a vacinação Wallace Casaca professor da Unesp e coordenador do Info Tracker, que monitora dados da pandemia dia 5, ou seja, bate com o período das festas de Natal e Ano-Novo. ” O epidemiologista Paulo Menezes, professor da USP e coordenador do centro de contingenciamento da Covid-19 do governo paulista, diz que parte desse aumento da taxa de contágio pode ser resultado das notificações de casos de Covid19 que ficaram represadas no final do ano. Mas ele não tem dúvidas de que houve um aumento real de internações e óbitos e acredita que, se as medidas de endurecimento da quarentena não tivessem sido adota das no final do ano, a situação poderia ser ainda pior hoje. O estado vem registrando média diária de mortes por Covid-19 acima de 200. O valor não ficava acima dessa marca desde o dia 16 de setembro de 2020. “A transmissão é intensa em todas as regiões. O impacto que se espera com a vacinação é uma redução progressiva do número de óbitos e internações dos grupos de maior risco. Mas o vírus continuará circulando entre os jovens e os adultos. Nós vamos continuar tendo um número importante de casos durante meses e meses”, diz Menezes. Por isso, reforça o médico, será necessário manter todas as medidas de proteção e de distanciamento social. Hospitais privados paulistas também registram aumento de internações por Covid, segundo levantamento do SindHosp (sindicato dos hospitais, clínicas e laboratórios paulistas) em 76 instituições. Em dezembro, 40% dos leitos clínicos e de UTI estavam dedicados à Covid. Hoje sáo em tomo de 60%. Segundo Francisco Balestrin, presidente do SindHosp, embora as taxas de ocupação permaneçam semelhantes —em torno de 84% (UTI) e 65% (leitos clínicos) —, o espaço dedicado a pacientes com Covid aumentou bastante nas últimas semanas. “Parece comentário de tia velha e chata, que está sempre dizendo que vai piorar, mas vai piorar. As pessoas não estão levando a sério as regras de ouro, como uso de máscara e evitar aglomerações. ” No Hospital Israelita Albert Einstein (SP), o número de internados por Covid-19 nesta terça (12) bateu recorde e foi o maior desde o primeiro caso diagnosticado pela instituição, em fevereiro de 2020:140 doentes, contra 138 em abril. Em dezembro, o número de pacientes com Covid oscilava entre 108 e 110. No Hospital Sírio-Libanês, a taxa de ocupação de leitos para Covid está em torno de 90%, com 174 pacientes internados, sendo 47 na UTI. Segundo Fernando Ganem, diretor de governança clínica do Sírio-Libanês, também tem chamado atenção um aumento de 20% no movimento do pronto-socorro de pessoas jovens, assintomáticas, que se aglomeraram no final do ano e agora querem fazer o teste para ver se têm Covid. “Muitas famílias estão exigindo que os se as jovens que foram para festas no final do ano façam os testes antes de voltar para suas casas”, diz. Há um consenso entre todos os médicos do comitê de contingenciamento de que São Paulo deve chegar em um novo pico de contaminações e internações em uma semana. Para eles, isso é uma consequência direta das aglomerações das festas de fim de ano. Governo de SP deve endurecer quarentena na sexta Artur Rodrigues e Aline Mazzo são Paulo Com a piora nos índices, o governador João Doria (PSDB) anunciou nesta quarta-feira (12) que a reclassificação do Plano São Paulo, programada para 5 de fevereiro, será antecipada para a próxima sexta-feira (15). Segundo o secretário de estado da Saúde, Jean Gorinchteyn, diante da alta de internações, casos e óbitos, é preciso garantir que o vírus circule menos, reduzindo a movimentação das pessoas. Atualmente, as regiões de Registro, Presidente Prudente, Marília e Socorro —que têm 10% da população do estado— estão na fase laranja (a segunda mais restritiva). Já o restante de São Paulo segue na fase amarela. No último dia 7, o governo do estado alterou os parâmetros do Plano São Paulo, São Paulo tem aumento de internações e mortes Internações em UTIs e enfermarias nos distritos paulistanos Mortes notificadas* 16.dez a 29.dez.2020 30.dez al2.jan.2021 “1 79% ;1 827 - _| de aumento Mortalidade por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) ‘Podem ocorrer atrasos nas notificações de óbitos Fonte: Projeto Info Tracker/Unesp e USP cultuando a migração para a fase verde, mas flexibilizando o funcionamento de atividades na fase laranja. Além disso, a nova versão do plano tem como alvo a redução do lazer noturno, reduzindo horário de abertura de bares. O estado está com ocupação de 66,3% dos leitos de UTI para Covid-19. Na Grande São Paulo, esse índice chega a 67,7%. “Lembrando que no final de novembro tínhamos 40% de ocupação nos dois cenários”, disse Gorinehteyn. O secretário ainda destacou que o estado registrou, nos últimos cinco dias, média móvel de 10 mil novos casos da doença e mais de 200 óbitos diários. Os números, segundo ele, aproximam-se dos registros de agosto de 2020. A gestão Doria também anunciou nesta quarta (13) que fornecerá 750 mil ehips com dados para alunos e colaboradores das escolas estaduais paulistas asarem a internet e R$ 2.000 para cada professor comprar seu computador. O programa, batizado Conecta Educação, servirá para aumentara conectividade de alunos e professores durante a pandemia de Covid-19. “São 500 mil ehips para os alunos que mais precisam e 250 mil para os colaboradores”, detalhou o secretário estadual da Educação, Rossielle Soares. Segundo o governo, também serão comprados 356 mil computadores e tablets para uso nas escolas. O investimento é de R$ 1,2 bilhão na compra de equipamentos. Soares ainda afirmou que o estado está pronto para o retorno às aulas presenciais, previsto para i° de fevereiro, e ameaçou recorrer à Justiça caso algumas prefeituras não apresentem “justificativas epidemiológicas” para iniciar o ano letivo na data estipulada. Nesta terça (12), as sete cidades da região do ABC anunciaram que vão adiar a retomada das aulas. Segundo o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, as escolas particulares poderão reabrir em 18 de fevereiro e as públicas, somente em 1° de março. Os municípios afirmam que tomaram a decisão com base no plano estadual de vacinação. “Se necessário vamos judicializar. Por que autorizaram iniciativa privada e não pública? Qual é a justificativa? Parece que não estão prontos, enquanto nós estamos prontos para o retorno”, disse Rossieli. O secretário voltou a explicar que as aulas serão retomadas na rede estadual em sistema de rodízio, com a presença de alunos até duas vezes por semana nas escolas, para que todos estudantes possam ser recebidos. Após duas semanas, começa a valer o percentual de ocupação máxima das salas, definido pela fase do Plano Sáo Paulo. “O aluno vai uma ou duas vezes, entrega e recebe materiais para continuar no centro de mídias ou na TV. Nas duas primeiras semanas, mesmo naquela de qualquer cor [da fase do Plano São Paulo], vamos voltar com no máximo um terço, porque vamos focar no acolhimento, na formação dos estudantes para que aprendam comportamento.

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 14/01/2021 às 03h00

Empresários sugerem dar vacina ao SUS para usá-la Cerca de 30 empresários e executivos de conselho da Fiesp se reuniram com ministros do governo para sugerir iniciativa de apoio ao programa de vacinação do país. Pela proposta, as empresas comprariam doses, doariam parte ao governo e imunizariam seus funcionários e familiares. O governo agradeceu e respondeu que já comprou o necessário. Mercado ah Empresas avaliam compra de vacinas, reforçam exames e mantêm home office Possibilidade de imunizar os funcionários contra a Covid-19 entra no radar das companhias Sheyla Santos Brasília Com repique nos casos de Covid-19 e indefinições no calendário de vacinação no Brasil, as empresas começam o ano reforçando medidas de segurança para os funcionários. Além de postergarem a volta aos escritórios, companhias intensificam testagens nas equipes e monitoram as discussões sobre a vacinação para entender se —e, eventualmente, como— poderão adotar um programa de imunização para seus trabalhadores. Nesta quarta (13), grandes empresários que querem comprar vacinas para a Covid19 a firmaram a o governo que, para isso, estão dispostos a doar uma parte para o governo (leia abaixo). Na semana passada, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, defendeu em live realizada com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a possibilidade de compra de vacina pela iniciativa privada depois que o SUS estiver abastecido. “No momento em que a gente cumprir todas as demandas para suprir o SUS e atender a população brasileira, a gente necessita também que a iniciativa privada adquira as vacinas diretamente de laboratórios internacionais ou o excedente do produzido no Brasil e disponibilize na rede privada também’’, afirmou. A possibilidade de vacinação na rede privada já entrou no radar das companhias. Na primeira semana de janeiro, a clínica de imunização vacinar, que atua há mais de 20 anos com o atendimento corporativo em São Paulo, foi procurada por 50 empresas interessadas em informações sobre vacinação de funcionários. De acordo com o médico e responsável técnico da Vacinar, Roberto Florim, as conversas são preliminares e feitas ao mesmo tempo que as empresas fecham contratos para a aquisição das vacinas de prevenção contra a gripe. “O certo é que as empresas estão cada vez mais preocupadas coma imunização dos funcionários de maneira geral”, afirma Florim. A clínica não divulga os nomes das interessadas, mas diz que são dos mais diversos setores. A tendência também é percebida pelo grupo Hermes Pardini. A carteira de clientes corporativos em dezembro de 2020 mais que dobrou em relação ao mesmo período de 2019.0 vice-presidente do grupo, Alessandro Ferreira, diz que, além do maior interesse por testes de Covid-19, cresce também a demanda por teleconsulta e a busca por acompanhamento mais regular de outras doenças. Tem mais demanda para monitoramento dos casos de diabetes e hipertensão, por exemplo, que predispõem ao contágio da Covid-19, mas também mais pedidos de monitoramento de saúde mental pesquisas têm apontado aumento de quadro de ansiedade e estresses em home office. “A procura é não apenas para cumprir obrigações previstas em lei como para acompa nhar quem trabalha com pro dutos químicos, mas uma preocupação generalizada, indicando que há uma mudança de perfil nas prioridades com a saúde”, diz Ferreira. O grupo tem sido procurado para dar informações sobre vacinação de Covid-19. “Já estamos pleiteando, junto a algumas fornecedoras, para obter vacinas, porque temos interesse em vacinar nossos colaboradores e disponibilizar aos nossos clientes, que se mostram interessados. Mas ainda não há nada concreto”, afirma. A multinacional P&G (Procter & Gamble), que tem 4.000 tuncionários no Brasil (800 delesemescritório), não descarta a possibilidade de importar vacinas. “Se houvera disponibilidade de vacinas para empresas privadas e a possibilidade de importação, teremos interesse”, afirma Fernando AkioMariya, gerente médico da empresa. A P&G havia programado o retorno presencial aos escritórios para a primeira quinzena de janeiro. Diante da alta de casos de coronavírus e da identificação de uma mutação mais contagiosa do vírus, a volta foi postergada para fevereiro e poderá ser alte rada de acordo com a evolução da doença. Em dezembro, a P&G estabeleceu uma espécie de quarentena para seus funcionários que re tornavam gra dativa mente ao escritório como prevenção a um possível aumento de contaminação no Natal e no Ano-Novo. Agora, analisa se a estratégia foi efetiva. "Iremos usar o mês de janeiro para capturar informações mais precisas e atualizadas sobre os impactos das festas de final de ano no aumento de número de casos e de ocupação de UTI, que sempre foram vetores importantes na tomada de decisão de estarmos ou não no escritório”, afirma RaíssaFonseca, gerente de RH. A 99 Food, que tem 120 funcionários na área administrativa —todos em home office e sem previsão de retorno aos escritórios—, também tem interesse na aquisição de vacinas. Segundo o diretor-executivo, Danilo Mansano, a empresa tem acompanhado a compra de vacinas na China e estuda como poderia replicar o processo no Brasil. Mansano afirma que segue protocolos definidos em parceria com o Hospital Sírio Libanês. Quando precisam ir ao escritório, os funcionários são submetidos a controle de acesso, triagem por meio de aplicativo interno e testageas. No início da semana passada, o presidente da ABCVAC (Associação Brasileira das Clínicas de Vacina), Geraldo Barbosa, embarcou para a índia para conhecer a fábrica da Bharat Biotech, que está desenvolvendo a Covaxin. A entidade tem 200 clínicas de vacina associadas (70% do setor privado nacional) e afirmou que todas são favoráveis às negociações de compra do imunizante. Nesta semana, ao retomar da viagem, Barbosa afirmou que há uma resposta positiva do mercado corporativo, que tem procurado a associação para subsidiar a imunização de funcionários. A Covaxin ainda não obteve autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Laboratório que vê aumento na carteira de clientes corporativos para testagem contra Covid Eduardo Anizein/Foihapress