Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

QUEM ACONTECE ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 13/09/2020 às 22h56

Parrerito, integrante do Trio Parada Dura, morreu neste domingo por volta das 22h, segundo sua assessoria de imprensa. O cantor estava internado por causa do Covid-19 no Hospital Unimed, em Belo Horizonte, Minas Gerais, desde o dia 29 de agosto. "É com muita tristeza e o coração apertado que informamos o falecimento do cantor Eduardo Borges, conhecido como Parrerito, neste domingo, 13 de setembro, em Belo Horizonte (MG). Voz principal do Trio Parada Dura, Parrerito morreu por volta das 22h após complicações causadas pela Covid-19. Parrerito foi internado há 16 dias no Hospital Unimed, em Belo Horizonte (MG), com sintomas do novo coronavírus e, por ser do grupo de risco pela idade e diabético, precisou ser mantido na UTI em estado grave. Batalhou muito, mas infelizmente não resistiu às complicações da doença", informou sua assessoria por meio de comunicado. "Familiares e a equipe Trio Parada Dura agradecem todas as correntes de orações e fé formadas durante a luta de Parrerito pela vida. Elas mostraram o quanto ele era tão querido e estimado por todos. E é desta forma que vamos sempre lembrar dele. Igual a andorinha, Parrerito parte voando e deixa um Brasil inteiro já com saudade de sua voz que por quase quatro décadas marcou gerações no Trio Parada Dura. Ficará para sempre em nossos corações e na memória da música sertaneja. Parrerito deixa mulher, filhas e netas que eram sua grande paixão. Vai com Deus, Parrerito! Sentiremos muito sua falta." Para Quem, a assessoria informou que a família tinha esperança que o cantor fosse melhorar e estava preprando, com a ajuda do cantor Leonardo, a transferência de Parrerito para o hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, um dos melhores do país. Antes de ser internado, Parrerito teve um quadro de mal súbito e precisou ser entubado no mesmo momento. Ele estava em UTI cfazendo uso de respirador mecânico. De lá para cá, ele teve algumas melhoras no quadro, mas voltou a piorar no final da semana. O Trio Parada Dura foi criado na década de 70 e se destacou no cenário da música sertaneja após a canção As Andorinhas fazer sucesso nas rádios do país, em 1985. Já recebeu 11 discos de ouro e três de platina. Parrerito entrou no grupo após um acidente aéreo grave com o trio em 1982 que deixou Barrerito, seu irmão, paraplégico. Após várias mudanças de integrantes, em 2016 se fez a formação atual do trio com Creone, Xonadão e Parrerito.

METRÓPOLES/BRASÍLIA
Data Veiculação: 13/09/2020 às 14h32

O cantor Parrerito, do Trio Parada Dura, segue internado em uma UTI do Hospital Unimed, em Belo Horizonte (MG). O músico deu entrada no local há 15 dias com sintomas da Covid-19 e desde então não saiu mais. A assessoria de Parrerito informou a Coluna Leo Dias que o quadro do mesmo piorou bastante nas últimas horas e que seu amigo Leonardo teve de intervir na internação para que o cantor fosse transferido para o consagrado Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Vale lembrar que o sertanejo é diabético e faz parte do grupo de risco do novo coronavírus.

CNN BRASIL ONLINE
Data Veiculação: 13/09/2020 às 16h02

"Seja um mesário voluntário". Com esse pedido, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) veiculou uma propaganda estrelada pelo médico Dráuzio Varella convocando pessoas que não fazem parte do grupo de risco para a Covid-19 a se candidatarem ao trabalho nas eleições de 2020. Segundo a Corte, o objetivo da campanha é "incentivar a inscrição voluntária de mesários e garantir que o trabalho no dia da votação ocorra com toda a proteção necessária para reduzir os riscos de contaminação". A Justiça Eleitoral temia a possibilidade de um "apagão" na mão de obra, mas números do último dia 4 indicam, na verdade, aumento nas inscrições, que cresceram 11,52% em comparação com o pleito de 2018. Interessados podem se cadastrar no site do tribunal regional do seu estado até quarta-feira (16). O TSE disponibiliza a lista para acessar ao site de cada TRE. O primeiro turno será disputado no dia 15 de novembro e o segundo turno, nas cidades em que for necessário, no dia 29 de novembro. Os mesários são os responsáveis pela conferência do documento dos eleitores, controle do registro de votação e habilitação da urna eletrônica. O Tribunal informa que mesários possuem benefícios e direitos pelo trabalho nas eleições e que foram adotadas medidas, após consultoria médica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e dos hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês, para garantir a segurança dos profissionais e evitar a disseminação da Covid-19. Direitos e benefícios dos mesários O TSE reforça que o mesário possui direitos e benefícios pelo trabalho nas eleições. A cada dia trabalhado como mesário ou participando de treinamento oferecido pela Justiça Eleitoral, o trabalhador tem direito a dois dias de folga da sua atividade profissional. O mesário recebe um certificado dos serviços prestados à Justiça Eleitoral, que pode ser utilizado, por exemplo, como atividades complementares necessárias para a formatura em determinados cursos universitários. Os interessados em prestar concurso público também podem ser beneficiados. A lei garante ao mesário o desempate a seu favor, caso isso esteja incluído no edital do concurso. Nos dias de trabalho para a Justiça Eleitoral, o mesário recebe auxílio para a alimentação. Quem pode ser mesário? Todos os eleitores brasileiros maiores de 18 anos e em situação regular com a Justiça Eleitoral. A exceção fica por parte dos candidatos e seus parentes até o segundo grau, ainda que por afinidade, e os integrantes da direção de partidos políticos. Também não podem ser mesários os policiais, autoridades públicas e funcionários que desempenhem cargos de confiança no Poder Executivo. Será seguro ser mesário? O TSE divulgou um Plano de Segurança Sanitária, desenvolvido para o pleito de 2020 por Fiocruz, Hospital Albert Einstein e Hospital Sírio Libanês. As medidas, listadas abaixo, incluem o uso de máscaras, viseiras plásticas e álcool em gel e a promoção do distanciamento físico. Também serão promovidas mudanças no fluxo de votação. O leitor não entregará o documento de identificação ao mesário, apresentando-o a partir de um ponto a um metro de distância da mesa, indicado por meio de uma fita adesiva que será colada no chão. Como o uso de máscaras de proteção será obrigatório durante todo o processo de votação, caso não seja possível reconhecer o eleitor com a máscara, ele deverá dar dois passos para trás, abaixá-la e voltar a ajustá-la tão logo seja reconhecido. Outra mudança é que o número do título de eleitor será informado por um mesário a outro não com o compartilhamento dos documentos, mas através de leitura em voz alta. Uma vez identificado o eleitor, o nome será lido e confirmado também em voz alta. O TSE pedirá a todos os eleitores que levem as próprias canetas, para assinar o caderno de votação. Caso o eleitor não tenha caneta, o mesário deverá borrifar álcool no objeto imediatamente após o uso pelo eleitor. Convocações e dispensas O TSE orienta todos os tribunais regionais a evitarem a convocação de eleitores maiores de 60 anos. Caso esses eleitores sejam convocados, terão direito a pedir dispensa alegando serem do grupo de risco para a Covid-19. Demais comorbidades listadas como possíveis complicadoras de quadros da doença também podem resultar na dispensa do mesário, mas apenas mediante atestado médico assinado e com as informações de cadastro do profissional. São admitidas três tipos de justificativas: O tribunal orienta aos mesários, voluntários ou convocados, que não saiam de casa se apresentarem febre no dia da votação ou se tiveram diagnóstico positivo para o novo coronavírus nos 14 dias que antecedem a votação, avisando imediatamente a sua Zona Eleitoral. Quem faltar sem justa causa está sujeito a uma multa de 50% do valor do salário-mínimo no estado onde deveria prestar o serviço. Servidores públicos são multados com suspensão de até 15 dias. Caso a mesa em que o mesário deveria trabalhar não funcione em razão da falta, as penalidades são dobradas.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 13/09/2020 às 06h00

É possível receber amigos em casa, desde que cuidados sejam tomados e que os grupos sejam pequenos e fechados. É o que acreditam os especialistas convidados que participaram da última live "Agora é assim?", do G1, nesta sexta-feira (11). Assista ao papo na íntegra no vídeo acima. Semanalmente, repórteres do G1 debateram com convidados, ao vivo, o legado que a pandemia deve deixar. Foram discutidas as mudanças no dia a dia, as novas formas de trabalho e lazer, a transformação na nossa relação com a tecnologia, entre outros temas. Dessa vez, a conversa foi sobre as mudanças definitivas provocadas pela Covid-19 no dia a dia dos brasileiros. Participaram da live, a última da série, o microbiologista Atila Iamarino e a infectologista Mirian Dal Ben. "A gente tem que pensar muito no lado da saúde mental também. Quem mora sozinho, ou em duas pessoas, pode escolher um grupo pequeno, com pessoas que não pertençam ao grupo de risco, se quiser receber pessoas em casa", afirmou Dal Ben. Com mestrado e doutorado pelo Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP, ela é infectologista do hospital Sírio Libanês, em São Paulo. "E pode tomar cuidado com ar o circulando, cadeiras espaçadas. O ideal é que todo mundo fique de máscara, com álcool gel para que as pessoas possam higienizar as mãos. Dá para receber um grupo pequeno de amigos, mas é correr mais riscos do que não receber." Iamarino concorda que é possível, mas lembra há riscos mais compreensíveis. "Tem a essencialidade das coisas. Coisas muito arriscadas só compensam quando muito essenciais", diz o co-criador do "ScienceBlogs Brasil", braço em português da maior rede de blogs científicos do mundo, e do Nerdologia, canal de divulgação científica no YouTube. Preciso ir ao hospital, ficar com pessoas que podem estar com Covid, é um risco que a gente entende. Agora, 'preciso ir a uma balada fechada com 500 pessoas' é difícil de defender." Vacinas sem nacionalidade quanto às vacinas que estão em teste no Brasil e no mundo, a dupla afirma que o importante é que elas se provem eficazes, e não qual país for o desenvolvedor. "A vacina confiável é aquela que, em um grupo de milhares de pessoas vacinadas, ela as tornou imunes e não teve complicações, como respostas autoimunes, e não exacerba a situação. A vacina que foi segura, de onde for, é a que eu vou tomar", afirma Iamarino. "A vacina boa é aquela que, além de segura e eficaz, for barata e não exigir medidas extremas para transporte, como refrigeração abaixo de 80ºC. Não tem nada a ver com nacionalidade dela." Dal Ben destaca que diversas vacinas estão sendo pesquisadas, e que a diversidade vai ser importante para imunizar o maior número de pessoas possível – a melhor forma para controlar a doença. "As pessoas falam como se existisse uma super competição. Quanto mais vacinas se mostrarem eficazes na fase três melhor para a gente. A gente tem que pensar que vamos ter que vacinar o mundo inteiro. Quanto mais tiverem, mais condições vamos ter de fabricar o suficiente para vacinar um monte de gente ao mesmo tempo", afirma a infectologista Segundo o microbiologista, é preciso que pelo menos de 60% a 80% da população esteja imune para que o vírus não circule, e que vacinas de doenças respiratórias, como a gripe, só costuma ter eficiência em 60% dos casos em média. "Ter esse tipo de politização é pedir para que uma parcela da população não se vacine, e assim nunca vamos chegar a uma imunização suficiente da sociedade. Seria o pior dos cenários. Conseguir uma vacina e mesmo assim não estar protegido porque algumas pessoas não confiam." Manter o passo para não voltar ao longo da live, os especialistas abordaram também sobre cuidados ao tomar elevador e ao voltar para casa, a educação dada a crianças que estão prestes a retornar à escola e mutações do vírus. No fim, disseram que é importante se manter alerta, continuar com as medidas de segurança e não relaxar, para que a situação não saia do controle novamente. "Se a gente não tomar cuidado e manter as medidas agora, vamos ter de voltar a tomar medidas mais severas como foi no começo da pandemia", afirmou Dal Ben. "Uso de máscara por todos, o distanciamento social, fazer atividades em ambientes com boa circulação de ar, evitar superfícies muito tocadas e higienizar muito as mãos. As pessoas já sabem o que têm de fazer." Iamarino concorda. "Não contem com momento mágico, com vacina, ou pó de pirlimpimpim. Não adianta pensar que você vai ficar trancado em casa o resto da vida, mas é bom se preparar", disse o microbiologista. "Quanto mais prevenção melhor para todo mundo. Essa retomada vai ser gradual. Duvido muito que tenha um grande evento que vá mudar a situação para qualquer lado."