Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

PESQUISA FAPESP/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 13/08/2020 às 03h00

REPARTIRA crise do novo coronavíru está mudando o modo como os pesquisadores se comunicam e trabalham em conjunto, dando mais velocidade e transparência à dinâmica de produção e disseminação do conhecimento. Em meio à urgência para desenvolver vacinas e medicamentos, muitos cientistas estão compartilhando de forma instantânea a seus dados de pesquisa, aquela massa de informações primárias que serve de base para as conclusões de seus estudos. Esse comportamento se enquadra em uma mobilização envolvendo governos, empresas, organizações internacionais, agências de financiamento e comunidade científica, que, para enfrentar a pandemia, passaram a promover práticas alinhadas à ciência aberta, conceito que envolve o acesso livre à informação e a construção colaborativa do conhecimento. Em maio, por exemplo, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reforçou em um comunicado a relevância dessa estratégia no combate à Covid-19: “Em emergências globais como a pandemia do novo coronavírus, a implementação de políticas de ciência aberta remove obstáculos ao fluxo de dados e ideias de pesquisa, acelerando o ritmo de desenvolvimento do conhecimento para combater a doença”. Diversas iniciativas emergiram para promover a troca de informações científicas sobre o novo coronavírus. Uma Compartilhamento de dados de pesquisa cresce na pandemia e os benefícios da estratégia podem ajudara consolidá-la Rodrigo de Oliveira Andrade delas é a Nextstrain, banco de análises de sequências genéticas do Sars-CoV-2criado por pesquisadores da Universidade da Basiléia, na Suíça, e do Centro de Pesquisas do Câncer Fred Hutchinson,em Seatle, nos Estados Unidos. Por meio dele, é possível mapear padrões de dispersão do vírus analisando informações sobre mutações em seu material genético vindas de múltiplas fontes. “Os pesquisadores podem compartilhar dados dessas análises, compará-los e identificar como e em quais regiões do mundo o novo coronavírus está sofrendo mutações”, explicou Trevor Bedford, um dos criadores da plataforma. O projeto já revelou conexões entre linhagens registradas na Austrália com casos de Covid-19 no Irã, além de um paciente em Taiwan infectado com uma variedade oriunda dos Países Baixos. Também verificou que a linhagem do Sars-CoV-2 que se espalhou na Itália é a mesma que chegou na América Latina e na África, enquanto a Ásia já recebeu de volta variedades que havia exportado para a Europa. A plataforma, na avaliação de Bedford, poderia ter sido útil em epidemias como a da febre Zica, entre abril de 2015 e novembro de 2016. “A área mais afetada foi do Nordeste do Brasil. Caso tivéssemos uma ferramenta capaz de mapear em tempo real como e em que velocidade o vírus zika se espalhava pelo mundo, talvez pudéssemos antecipar que aquela região seria a mais vulnerável. Isso daria a chance de limitar a propagação ILUSTRAÇÃO ALEXANDRE AFFONSO da doença.” A urgência por dados sobre o novo coronavírus levou a Comissão Europeia a lançar em abril, em colaboração com outros parceiros, a Covid-19 Data Portal. A plataforma permite que pesquisadores compartilhem, acessem e analisem diferentes tipos de dados sobreo novo coronavírus, como proteínas egenes específicos do agente patológico. Tais informações estão ajudando no desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial capazes de identificaras principais áreas de concentração dos estudos sobre a Covid-19 no mundo, de modo a apontar sobreposições de esforços e abordagens promissoras que merecem ser exploradas. O portal também reúne informações hospedadas em outros repositórios da região, como a britânica Elixir, que congrega resultados de pesquisa na área de ciências da vida, mas que, recentemente, criou uma seção exclusiva para o Sars-CoV-2, incluindo informações sobre genes específicos do vírus, linhagens celulares mais adequadas para o estudo dos seus mecanismos de ação e proteínas que interagem como patógeno. Esse esforço de compartilhamento também reverbera no Brasil. Um exemplo é a plataforma Covid-19 Data Sharing/BR, lançada em junho. Fruto de uma articulação da FAPESP envolvendo a Universidade de São Paulo (USP), grupo Fleury e os hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês, o repositório reúne dados laboratoriais e demográficos de cerca de 180 mil indivíduos submetidos a testes para diagnóstico da Covid-19 - que apresentaram resultados positivos ou negativos -, além de 6. S00 desfechos de casos - como recuperação ou óbito - quase S milhões de resultados de exames clínicos e laboratoriais. “A expectativa é que essas informações sejam usadas no aprimoramento do diagnóstico, em estudos sobre fatores relacionados à evolução da doença no Brasil e em investigações sobre candidatos a medicamentos e vacinas”, disse o neurocientista Luiz Eugênio Mello, diretor científico da FAPESP, no lançamento da iniciativa. O novo repositório utiliza uma estrutura computacional criada pela Superintendência de Tecnologia da Informação da USP, usada desde dezembro de 2019para conectar os repositórios de dados de pesquisas de diferentes instituições paulistas (ver Pesquisa FAPESP n°287). “O fato de já termos essa estrutura pronta nos ajudou a acelerar a implementação da plataforma para a Covid-19", destacou o físico Sylvio Canuto, pró-reitor de Pesquisa da USP. O estímulo ao compartilhamento dedados é antigo e tem várias motivações. Uma delas é a preocupação com a reprodutibilidade de pesquisas e a importância de disponibilizar as informações primárias coletadas para que outros cientistas consigam verificar a precisão e a relevância de resultados divulgados. Com a pandemia, isso ganhou um signifiPLATAFORMA COVID-19DATA SR ARI NG/BR REÚNEDADOS LABORATORIAISE DEMOGRÁFICOSDE QUASE 180 MIL PESSOAS HEXTSTRAl N OFERECEACESSO A 1. 787 ANÁLISESGENÔMICAS DEVARIEDADES DO SARS-COV-2EM CIRCULACÃDNA AMÉRICA DO SULMAIS DE 2. 800 ENSAIOSPARA A COVID-19ESTÃO DISPONÍVEISNA COCHRANE COVID-19STUDY REGISIERcado mais urgente. “O compartilhamento pode otimizar os esforços de pesquisa e catalisar novas colaborações, acelerando o ritmo de descobertas”, explica a engenheira eletricista Claudia BauzerMedeiros, do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro da coordenação dos programas e Science e Data Science da FAPESP. “Também permite que os pesquisadores desenvolvam estudos combinando dados de origens diversas. ” Medeiros é conselheira da Re se ar chat Alliance, organização criada em2013 para disseminar o compartilhamento de dados científicos e criar infraestruturas que viabilizem essa tarefa. Em março, ela e outros 136 membros afiliados uniram esforços na elaboração de recomendações para acelerar a pesquisa sobre a Covid-19 (ver box). “A pandemia pôs em evidência a relevância de promover um intercâmbio de resultados científicos de forma rápida aberta”, disse a Pesquisa FAPESP o bioquímico britânico Richard Severa, um dos fundadores do bioRxiv, repositório depreprints que reúne artigos de ciências biológicas. “Essa prática tem contribuído para o avanço do conhecimento sobre vírus.” A comparação com situações do passado ajuda a mostrar a importância do esforço atual. “O sequenciamento completo do renomado Sars-CoV-1, que causou um surto na Ásia entre 2002 e 2003, levou praticamente cinco meses para ser concluído”, diz o engenheiro elétrico Daniel Villela, pesquisador do Programa de Computação Cientifica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “Já agora, o fluxo de informações sobre a Covid-19, poucos dias após a coleta de amostras dos primeiros indivíduos infectados, permitiu sequenciamento completo do genoma doSars-CoV-2 em apenas um mês: ’Apesar dos avanços durante a pandemia, alguns obstáculos permanecem. Consolidação de um ambiente propício para o fluxo de informações pressupõe não apenas a disposição dos pesquisadores de dividir seus dados, mas também comprometimento dos governos em coletar e oferecer informações de forma transparente. Desde abril, a OpenKnowledge Brasil, organização que promove a transparência de informações públicas, avalia a disponibilidade e a qualidade de dados epidemiológicos de infraestrutura de saúde relacionados à Covid-19 fornecidos pelos governos federal, estaduais e municipais. Chamado índice da Transparência da Covid-19 nos estados e na União é atualizado a cada 15 dias e leva em conta três aspectos de avaliação das informações divulgadas: conteúdo, formato e granularidade, isto é, o grau de detalhamento dos dados divulgados. “Verificamos que apenas cinco estados divulgam bases dedados detalhadas, incluindo notificações de casos suspeitos, por exemplo”, esclarece Fernanda Campagnucci, diretora- executiva da Open Knowledge Brasil. “Por parte do governo federal, há falta UM GUIA PARAD COMPARTILHAMENTO DE DADOSA Research Data Alliance (RDA) divulgou em fins de junho um documento com diretrizes detalhadas para estimular compartilhamento e a reutilização de dados no contexto da pandemia e em emergências futuras. Elas abordam o uso de resultados de estudos clínicos, epidemiológicos, sociológicos e ômicosisto é, pesquisas nas áreas de genômica, transcriptômica, proteômica e metabolômica e o desenvolvimento de estratégias que favoreçam a troca dessas informações. O relatório é fruto de trabalho colaborativo envolvendo pesquisadores de diversos países, entre eles Claudia Bauer Medeiros, do Instituto de Computação da Unicamp. “Em meados de março, a pedido da Comissão Europeia, a RDA convocou seus mais de 10 mil afiliados para elaborar orientações que pudessem auxiliar as várias estratégias de compartilhamento", conta Medeiros. Desses, 130 engajaram-se no projeto, dividindo-se em grupos de redação. '‘Reuníamo-nos de duas a três vezes por semana, via internet, para discutir e redigir de forma colaborativa o documento final. "O relatório propõe que governos, agência de fomento à pesquisa instituições científicas do mundo trabalhem juntos para desenvolver políticas e promover investimentos para otimizar o fluxo de dados entre entidades locais e internacionais. "O documento chama a atenção para a necessidade de os dados, softwares, modelos compartilhados sejam encontráveis, acessíveis, interoperáveis e reutilizáveis". explica Medeiros. "Isso exige dos pesquisadores um plano de gestão bemdetalhado, com informações sobre como□s dados foram gerados e como podem ser reutilizados. " de articulação na divulgação de informações detalhadas sobre a pandemia. Elas são essenciais para estimar a dinâmica de propagação do vírus. ” Apesar dos esforços globais, muitos pesquisadores ainda resistem em incorporar a prática colaborativa em sua rotina de trabalho. Alguns têm preocupação quanto ao uso incorreto das informações originais. Também há os que evitam fornecer seus dados porque querem explorá-los em novos estudos ou temem não receber os créditos pela cessão. Daí a preocupação de que o compartilhamento arrefeça após a pandemia. Desde outubro de 2017, a FAPESP, a exemplo de instituições de financiamento da Austrália, dos Estados Unidos e da Europa, exige que as solicitações de financiamento de projetos venhamacompanhadas de um plano de gestão de dados, desde a coleta até onde eles serão disponibilizados. “A estratégia de compartilhamento de dados será progressivamente um item cada vez mais importante na análise dos projetos submetidos à FAPESP”, afirma Luiz Eugênio Mello, o diretor científico da Fundação. Para a cientista de dados brasileira Renata Curt, que atua na gestão e curadoria de dados de pesquisa na Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, nos Estados Unidos, as agências de fomento podem ajudar a moldar novos comportamentos em relação ao compartilhamento de dados. “No entanto”, diz Curt, “também é preciso investir em parâmetros de avaliação desses planos em sistemas que verifiquem se de fato os dados foram compartilhados e avaliem a qualidade desse material”. Uma preocupação é garantir que essas informaçõesvenham acompanhadas dos chamados metadados, que oferecem uma descrição detalhada dos dados gerados em determinado estudo, especificando como foram produzidos, quem os gerou, quando, onde e como podem ser reutilizados, de modo a possibilitar sua devida interpretação e ampliar o potencial de reuso em novas pesquisas. Na avaliação de Claudia Bauzer Medeiros, para que a cultura do compartilhamento se fortaleça após a pandemia é preciso avançar na implementação de mecanismos de recompensa para quem adota essa prática. Uma das estratégias seria a criação de indicadores de citação das informações partilhadas. “Da mesma forma, é importante que essas métricas sejam levadas em consideração pelos sistemas de avaliação, de modo a reconhecer e valorizar o esforço dos pesquisadores que fornecem seus dados.” O ambiente com acesso livre à informação e construção colaborativa do conhecimento também depende de financiamento sistemático. “Entre 20%e 30% das iniciativas envolvendo o compartilhamento de dados primários são descontinuadas após dois ou três anos por falta de recursos”, destaca.

HOSPITAIS BRASIL ONLINE
Data Veiculação: 13/08/2020 às 00h00

Em um momento de tantos desafios, fica ainda mais clara a importância do diálogo aberto e da troca de experiências. Neste contexto, nasce o projeto #DiálogosDigitais, uma série de eventos digitais, promovido pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), para dialogar sobre os mais variados temas que afetam a cadeia da saúde. O primeiro episódio da série recebeu, na noite de 11 de agosto, lideranças da saúde e especialistas para tratar da retomada econômica na nova realidade. Com as incertezas que permeiam o cenário nacional abalado pela pandemia de Covid-19, como gestores, médicos e economistas encaram os desafios que estão pela frente? Moderado por Priscilla Franklim Martins, diretora-executiva da Abramed, o diálogo contou com a participação de Carlos Alberto Marinelli, CEO do Grupo Fleury; Paulo Chapchap, diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês; e Rachel de Sá, economista da XP Investimentos. Logo após a confirmação do primeiro caso de infecção pelo novo Coronavírus no Brasil, a crise começou a se instalar. Com a paralisação de algumas atividades, sendo mantidos apenas os serviços essenciais, a economia começou a enxergar que os desafios seriam enormes. Ainda dentro dessa perspectiva, hospitais, laboratórios e clínicas de imagem viram sua movimentação entrar em vertiginosa queda com a suspensão de atendimentos eletivos, visto que a prioridade do país era identificar e tratar pessoas acometidas pela Covid-19. Diante de tantas incertezas – estávamos frente a uma doença nova em uma situação difícil de ser compreendida em tão pouco tempo – o conhecimento foi evoluindo tanto na área da saúde quanto na economia. É o que explica Rachel de Sá. “No começo, a maior parte dos economistas do mundo entendiam que vivíamos uma crise de oferta. Porém, depois da compreensão de que o grande problema do novo coronavírus não era a letalidade, mas sim a disseminação muito rápida que ameaçava os sistemas de saúde, entramos em isolamento social e a economia mundial parou. Começamos, então, a avaliar que a Covid-19 era uma crise da economia real, que trazia tanto problemas de oferta quanto de demanda”, disse. Para os serviços de saúde, a crise também se instalou. Apontando que a incerteza é o maior desafio de todos nesse momento, Carlos Marinelli, falando sob a ótica do Grupo Fleury, traçou um panorama das atividades da rede ao longo dos últimos meses enfatizando que os resultados da companhia mostram que o segundo trimestre de 2020 foi, de fato, muito desafiador. Lembrando de cenários internacionais como o de Nova Iorque, nos Estados Unidos, que acusou aumento de 800% no número de mortes nas residências por doenças cardíacas ocasionadas principalmente pelo receio das pessoas buscarem atendimento médico e, assim, serem contaminadas com a Covid-19 nos equipamentos de saúde, Marinelli avaliou o segundo semestre. “Cuidados de saúde são prioritários e chega uma hora que a pessoa precisa ir ao médico, precisa fazer seus exames. Quando projetamos 2020, pensamos que uma segunda onda de infecções pelo novo coronavírus não seja o cenário mais provável, visto que infelizmente não tivemos um controle tão efetivo da pandemia”, pontuou. “A gente não teve um colapso do sistema de saúde, o que foi muito positivo. Mas isso não quer dizer que controlamos a pandemia da melhor maneira”, completou. Ao falar sobre a contenção do patógeno na sociedade, o executivo declara que todos estão a cada dia aprendendo mais sobre a doença e sobre como os serviços devem se comportar em um país continental como o Brasil, onde os surtos chegaram em tempos e com intensidades diferentes. “Trabalhamos com pesquisadores da USP e da Unifesp para entender a prevalência de Covid-19 na cidade de São Paulo e o que vemos é uma divergência muito grande em função do nível de renda, visto que em regiões mais pobres já vemos soro prevalência batendo 23%”, apontou. Segundo Marinelli, quando a porcentagem de pessoas que já tiveram contato com o vírus chega a esse patamar, começamos a observar características de imunidade de rebanho. “E é isso que reforça nossa percepção de que não necessariamente teremos uma segunda onda”, disse. Trazendo dados sobre como o Hospital Sírio-Libanês foi impactado pelo alto número de casos de Covid-19 de março até hoje, Paulo Chapchap fez uma análise de como a pandemia provocou uma mudança na saúde geral da população, mesmo naqueles indivíduos que não se contaminaram com o novo coronavírus. “Começamos a ver internações de pacientes muito mais graves. Tanto de Covid-19 quanto de quem não tinha Covid-19”, disse. O executivo no comando do hospital acredita que nos próximos meses assistiremos o número de exames de diagnóstico voltar a 90% do que era realizado na pré-pandemia. Papel da testagem – Priscilla provocou os participantes a falarem sobre o papel do diagnóstico nesse cenário. “Sabemos quão importante é a testagem para que a retomada realmente ocorra e que temos testes cada dia mais confiáveis. Temos ciência de que o exame molecular RT-PCR é o padrão ouro para diagnóstico da Covid-19, mas vemos que os testes sorológicos estão a cada dia mais assertivos. Como está esse cenário hoje?”, questionou. Sem deixar de reforçar que a melhor estratégia para o combate de uma pandemia infecciosa como a Covid-19 é testar, isolar e rastrear, Marinelli falou sobre o teste sorológico como um excelente caminho para empresas que estão retornando às atividades. “Muitas pessoas contaminadas não têm nenhum sintoma característico. O RT-PCR identifica a fase aguda da doença. Vamos, então, testar essas pessoas o tempo todo para identificar o patógeno? Nesse caso, testar pela sorologia é mais vantajoso. Caso o paciente apresente IgM alto, sabemos que está no período mais crítico da doença. Se tiver alto o IgG, é porque já teve contato e o corpo dele já se manifestou, mesmo que não tenha tido sintomas e complicações”, explicou. Comportamento do cidadão – Chapchap aproveitou a oportunidade para enfatizar que vivemos uma crise onde o cidadão tem papel fundamental. “Uma infecção de transmissão respiratória como a Covid-19 é a situação em que o paciente é mais responsável pelo que acontece com ele. A gente sabe evitar essa doença e nessa pandemia somos responsáveis pela nossa saúde e pela saúde de todos que vamos encontrar”, declarou. Para Marinelli, com o passar dos meses o conhecimento se multiplicou, mas não adianta compreender melhor a doença se o comportamento não se adéqua aos cenários. “Todos sabemos que temos que usar máscara. Não deveríamos nem estar saindo, mas se já estamos podendo sair, vamos usar a máscara”, enfatizou. Previsão para 2021 – Para Rachel, a resposta brasileira em termos de política pública foi muito positiva. Em sua análise, a economista declarou que o Brasil, no comparativo com países emergentes da América Latina, é um dos que menos assistirá a quedas econômicas. “Os gastos desse ano estão precificados e justificados. A grande preocupação está no próximo ano”, disse ao mencionar que o que levou o país para a crise que se instalou antes da chegada da Covid-19 foi um cenário similar ao que está sendo traçado agora, onde após políticas econômicas acertadas as políticas contracíclicas permaneceram somadas à estratégia fiscal de estímulo à demanda sem que fosse necessário. “O grande problema era a oferta”, completou. Para Chapchap, o caminho é único: “Se o Brasil se comportar do ponto de vista fiscal, ano que vem não teremos um problema tão grande para lidar”. Em termos de saúde, Marinelli se preocupa em não perdermos tudo o que conquistamos em prevenção. Relembrando que muitas pessoas deixaram de fazer suas consultas, exames e cirurgias por medo da contaminação, mas, também, pela paralisação das atividades (muitos serviços públicos cancelaram os atendimentos eletivos), falou sobre a adaptação das instituições para separar os pacientes garantindo segurança nos atendimentos. “Posso garantir que os locais hoje estão seguros, com fluxos completamente separados. O conhecimento vai nos ajudar a não perder ganhos significativos que tivemos. Além disso, parcimônia e equilíbrio são fatores críticos para retornarmos à nossa normalidade sem desperdiçar a grande evolução que conquistamos com as campanhas de prevenção em saúde que investimos há anos no nosso país”, disse. Legado da pandemia – Para encerrar o debate, Priscilla trouxe uma pergunta do presidente do Conselho de Administração, Wilson Shcolnik, que questionou aos palestrantes os dois principais pontos de aprendizado que eles acreditam que ficarão para a história. Rachel, da XP Investimentos, apontou a adesão tecnológica que fez com que as empresas conseguissem bons resultados mesmo diante da crise e a lição de que a responsabilidade fiscal não deve ser um fim, mas um meio para obtenção de respostas em momentos desafiadores; Paulo Chapchap mencionou a compreensão sobre as benesses da ciência de dados gerando informações que baseiam a tomada de decisões, além de que equipes bem treinadas e um bom ambiente de trabalho são fatores fundamentais para o enfrentamento; e Carlos Marinelli enfatizou que estabelecer uma cultura empresarial forte, aprender a fazer mais com menos, foi um dos aprendizados, assim como a percepção de que a tecnologia em saúde é real e pode contribuir de forma grandiosa para os atendimentos e a qualidade de vida de todos. O bate-papo está disponível no canal do YouTube da Abramed (clique aqui para assistir). O próximo debate do projeto Diálogos Digitais também tratará da nova realidade após a crise de Covid-19, porém enfocando a gestão de pessoas.

METRÓPOLES/BRASÍLIA
Data Veiculação: 13/08/2020 às 21h55

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), está com coronavírus. Ele é o 12º governador no país a contrair a Covid-19. Em nota divulgada nesta quinta-feira (13/8), o governo do Amazonas informou que o político está sem sintomas e permanecerá em isolamento. No estado, são mais de 108 mil casos confirmados. Nessa quarta-feira (12/8), segundo a imprensa local, o governador amazonense cumpriu agenda intensa no interior do Amazonas, com compromissos no município de Novo Aripuanã. Veja o vídeo em que ele anuncia estar com a doença: “Seguindo aquele nosso compromisso de total transparência em ações relacionadas ao coronavírus, estou vindo aqui comunicar que recebi o resultado do meu exame e deu positivo para o Covid-19. Estou bem de saúde, mas vou seguir todas as recomendações médicas. A partir de hoje, estou em isolamento, inclusive aqui dentro de casa. Vou ficar despachando com os meus secretários e mantendo algumas reuniões por videoconferência”, disse o político. O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (DEM), pegou Covid-19 em junho e precisou ser internado Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Ele já superou a doença.

SAÚDE BUSINESS ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 13/08/2020 às 19h44

Evento digital recebeu executivos do Grupo Fleury, Hospital Sírio-Libanês e XP Investimentos Em um momento de tantos desafios, fica ainda mais clara a importância do diálogo aberto e da troca de experiências. Neste contexto, nasce o projeto #DiálogosDigitais, uma série de eventos digitais, promovido pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), para dialogar sobre os mais variados temas que afetam a cadeia da saúde. O primeiro episódio da série recebeu, na noite de 11 de agosto, lideranças da saúde e especialistas para tratar da retomada econômica na nova realidade. Com as incertezas que permeiam o cenário nacional abalado pela pandemia de COVID-19, como gestores, médicos e economistas encaram os desafios que estão pela frente? Moderado por Priscilla Franklim Martins, diretora-executiva da Abramed, o diálogo contou com a participação de Carlos Alberto Marinelli, CEO do Grupo Fleury; Paulo Chapchap, diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês; e Rachel de Sá, economista da XP Investimentos. Logo após a confirmação do primeiro caso de infecção pelo novo coronavírus no Brasil, a crise começou a se instalar. Com a paralisação de algumas atividades, sendo mantidos apenas os serviços essenciais, a economia começou a enxergar que os desafios seriam enormes. Ainda dentro dessa perspectiva, hospitais, laboratórios e clínicas de imagem viram sua movimentação entrar em vertiginosa queda com a suspensão de atendimentos eletivos, visto que a prioridade do país era identificar e tratar pessoas acometidas pela COVID-19. Diante de tantas incertezas – estávamos frente a uma doença nova em uma situação difícil de ser compreendida em tão pouco tempo – o conhecimento foi evoluindo tanto na área da saúde quanto na economia. É o que explica Rachel de Sá. “No começo, a maior parte dos economistas do mundo entendiam que vivíamos uma crise de oferta. Porém, depois da compreensão de que o grande problema do novo coronavírus não era a letalidade, mas sim a disseminação muito rápida que ameaçava os sistemas de saúde, entramos em isolamento social e a economia mundial parou. Começamos, então, a avaliar que a COVID-19 era uma crise da economia real, que trazia tanto problemas de oferta quanto de demanda”, disse. Para os serviços de saúde, a crise também se instalou. Apontando que a incerteza é o maior desafio de todos nesse momento, Carlos Marinelli, falando sob a ótica do Grupo Fleury, traçou um panorama das atividades da rede ao longo dos últimos meses enfatizando que os resultados da companhia mostram que o segundo trimestre de 2020 foi, de fato, muito desafiador. Lembrando de cenários internacionais como o de Nova Iorque, nos Estados Unidos, que acusou aumento de 800% no número de mortes nas residências por doenças cardíacas ocasionadas principalmente pelo receio das pessoas buscarem atendimento médico e, assim, serem contaminadas com a COVID-19 nos equipamentos de saúde, Marinelli avaliou o segundo semestre. “Cuidados de saúde são prioritários e chega uma hora que a pessoa precisa ir ao médico, precisa fazer seus exames. Quando projetamos 2020, pensamos que uma segunda onda de infecções pelo novo coronavírus não seja o cenário mais provável, visto que infelizmente não tivemos um controle tão efetivo da pandemia”, pontuou. “A gente não teve um colapso do sistema de saúde, o que foi muito positivo. Mas isso não quer dizer que controlamos a pandemia da melhor maneira”, completou. Ao falar sobre a contenção do patógeno na sociedade, o executivo declara que todos estão a cada dia aprendendo mais sobre a doença e sobre como os serviços devem se comportar em um país continental como o Brasil, onde os surtos chegaram em tempos e com intensidades diferentes. “Trabalhamos com pesquisadores da USP e da Unifesp para entender a prevalência de COVID-19 na cidade de São Paulo e o que vemos é uma divergência muito grande em função do nível de renda, visto que em regiões mais pobres já vemos soro prevalência batendo 23%”, apontou. Segundo Marinelli, quando a porcentagem de pessoas que já tiveram contato com o vírus chega a esse patamar, começamos a observar características de imunidade de rebanho. “E é isso que reforça nossa percepção de que não necessariamente teremos uma segunda onda”, disse. Trazendo dados sobre como o Hospital Sírio-Libanês foi impactado pelo alto número de casos de COVID-19 de março até hoje, Paulo Chapchap fez uma análise de como a pandemia provocou uma mudança na saúde geral da população, mesmo naqueles indivíduos que não se contaminaram com o novo coronavírus. “Começamos a ver internações de pacientes muito mais graves. Tanto de COVID-19 quanto de quem não tinha COVID-19”, disse. O executivo no comando do hospital acredita que nos próximos meses assistiremos o número de exames de diagnóstico voltar a 90% do que era realizado na pré-pandemia. Papel da testagem – Priscilla provocou os participantes a falarem sobre o papel do diagnóstico nesse cenário. “Sabemos quão importante é a testagem para que a retomada realmente ocorra e que temos testes cada dia mais confiáveis. Temos ciência de que o exame molecular RT-PCR é o padrão ouro para diagnóstico da COVID-19, mas vemos que os testes sorológicos estão a cada dia mais assertivos. Como está esse cenário hoje?”, questionou. Sem deixar de reforçar que a melhor estratégia para o combate de uma pandemia infecciosa como a COVID-19 é testar, isolar e rastrear, Marinelli falou sobre o teste sorológico como um excelente caminho para empresas que estão retornando às atividades. “Muitas pessoas contaminadas não têm nenhum sintoma característico. O RT-PCR identifica a fase aguda da doença. Vamos, então, testar essas pessoas o tempo todo para identificar o patógeno? Nesse caso, testar pela sorologia é mais vantajoso. Caso o paciente apresente IgM alto, sabemos que está no período mais crítico da doença. Se tiver alto o IgG, é porque já teve contato e o corpo dele já se manifestou, mesmo que não tenha tido sintomas e complicações”, explicou. Comportamento do cidadão – Chapchap aproveitou a oportunidade para enfatizar que vivemos uma crise onde o cidadão tem papel fundamental. “Uma infecção de transmissão respiratória como a COVID-19 é a situação em que o paciente é mais responsável pelo que acontece com ele. A gente sabe evitar essa doença e nessa pandemia somos responsáveis pela nossa saúde e pela saúde de todos que vamos encontrar”, declarou. Para Marinelli, com o passar dos meses o conhecimento se multiplicou, mas não adianta compreender melhor a doença se o comportamento não se adéqua aos cenários. “Todos sabemos que temos que usar máscara. Não deveríamos nem estar saindo, mas se já estamos podendo sair, vamos usar a máscara”, enfatizou. Previsão para 2021 – Para Rachel, a resposta brasileira em termos de política pública foi muito positiva. Em sua análise, a economista declarou que o Brasil, no comparativo com países emergentes da América Latina, é um dos que menos assistirá a quedas econômicas. “Os gastos desse ano estão precificados e justificados. A grande preocupação está no próximo ano”, disse ao mencionar que o que levou o país para a crise que se instalou antes da chegada da COVID-19 foi um cenário similar ao que está sendo traçado agora, onde após políticas econômicas acertadas as políticas contracíclicas permaneceram somadas à estratégia fiscal de estímulo à demanda sem que fosse necessário. “O grande problema era a oferta”, completou. Para Chapchap, o caminho é único: “Se o Brasil se comportar do ponto de vista fiscal, ano que vem não teremos um problema tão grande para lidar”. Em termos de saúde, Marinelli se preocupa em não perdermos tudo o que conquistamos em prevenção. Relembrando que muitas pessoas deixaram de fazer suas consultas, exames e cirurgias por medo da contaminação, mas, também, pela paralisação das atividades (muitos serviços públicos cancelaram os atendimentos eletivos), falou sobre a adaptação das instituições para separar os pacientes garantindo segurança nos atendimentos. “Posso garantir que os locais hoje estão seguros, com fluxos completamente separados. O conhecimento vai nos ajudar a não perder ganhos significativos que tivemos. Além disso, parcimônia e equilíbrio são fatores críticos para retornarmos à nossa normalidade sem desperdiçar a grande evolução que conquistamos com as campanhas de prevenção em saúde que investimos há anos no nosso país”, disse. Legado da pandemia – Para encerrar o debate, Priscilla trouxe uma pergunta do presidente do Conselho de Administração, Wilson Shcolnik, que questionou aos palestrantes os dois principais pontos de aprendizado que eles acreditam que ficarão para a história. Rachel, da XP Investimentos, apontou a adesão tecnológica que fez com que as empresas conseguissem bons resultados mesmo diante da crise e a lição de que a responsabilidade fiscal não deve ser um fim, mas um meio para obtenção de respostas em momentos desafiadores; Paulo Chapchap mencionou a compreensão sobre as benesses da ciência de dados gerando informações que baseiam a tomada de decisões, além de que equipes bem treinadas e um bom ambiente de trabalho são fatores fundamentais para o enfrentamento; e Carlos Marinelli enfatizou que estabelecer uma cultura empresarial forte, aprender a fazer mais com menos, foi um dos aprendizados, assim como a percepção de que a tecnologia em saúde é real e pode contribuir de forma grandiosa para os atendimentos e a qualidade de vida de todos. O bate-papo está disponível no canal do YouTube da Abramed (clique AQUI para assistir). O próximo debate do projeto Diálogos Digitais também tratará da nova realidade após a crise de COVID-19, porém enfocando a gestão de pessoas. Siga a Associação nas redes sociais (Instagram, Facebook e LinkedIn) e fique por dentro.

BLOGS-O GLOBO
Data Veiculação: 13/08/2020 às 17h58

Entidades libanesas no Brasil estão em busca de um avião particular para transportar três toneladas de doações para o Líbano. A carga é composta por remédios e insumos médico doados pelo Hospital Sírio Libanês, pela Secretaria da Saúde do Rio de Janeiro e pelo Ministério da Saúde. Marcello Moufarrege, diretor da Confelibra (Confederação das Entidades Libano-Brasileiras) que atua em parceria com a Comissão de Solidariedade ao Líbano, responsável por coordenar as doações, está em busca de empresas aérea ou de proprietário de jato privado que possa oferecer o transporte, entre eles artistas. Como não estão acontecendo turnês em tempos de pandemia, essa é uma das opções. A ideia é não apelar para o governo para que o transporte não acarrete custos para o Brasil.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 13/08/2020 às 17h34

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), testou positivo para a Covid-19. Em nota divulgada nesta quinta-feira (13), a Secretaria de Comunicação do Governo informou que ele está sem sintomas e permanecerá em isolamento. Ele é o 12º governador do País a contrair o vírus. Em todo o Amazonas, já são mais de 108 mil casos confirmados, até quarta-feira (12). Por conta do isolamento, segundo nota, o governador despachará por videoconferência. Nessa quarta-feira (12), o governador cumpriu agenda no interior do Amazonas e chegou a participar de diversos compromissos no município de Novo Aripuanã. “Seguindo aquele nosso compromisso de total transparência em ações relacionadas ao coronavírus, estou vindo aqui comunicar que recebi o resultado do meu exame e deu positivo para o Covid-19. Estou bem de saúde, mas vou seguir todas as recomendações médicas. A partir de hoje, estou em isolamento, inclusive aqui dentro de casa. Vou ficar despachando com os meus secretários e mantendo algumas reuniões por videoconferência”, disse, em vídeo divulgado nas redes sociais. No dia 18 de março, o governador já havia feito um teste para saber se tinha contraído a Covid-19. Na ocasião, a decisão foi tomada após Lima ter se encontrado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre que, na época, tinha testado positivo para a doença. No dia 29 de junho, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, também testou positivo para a Covid-19. Uma semana depois do diagnóstico, ele e a primeira-dama do município, Elizabeth Valeiko, foram transferidos para o Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para dar continuidade ao tratamento, e retornaram para a capital amazonense no dia 29 de julho. Covid no Amazonas O Amazonas registrou 815 novos casos de Covid-19 e mais 4 mortes pela doença nas últimas 24h, conforme boletim epidemiológico desta quarta-feira (12), divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM). O total de casos confirmados no Estado chegou a 108.920 e o número de pessoas que morreram com a doença subiu para 3.417, já que outras 8 mortes ocorridas em meses passados foram reclassificadas como Covid-19. Segundo o boletim, o número de pessoas recuperadas da doença subiu para 92.335, mas outras 13.168 seguem internadas ou em isolamento domiciliar. Até esta terça-feira (11), 251.029 testes para Covid-19 foram realizados no Amazonas. Entre os casos confirmados, há 159 pacientes internados, sendo 95 em leitos clínicos (10 na rede privada e 85 na rede pública) e 64 em UTI (24 na rede privada e 40 na rede pública). Há ainda outros 61 pacientes internados considerados suspeitos e que aguardam a confirmação do diagnóstico. Desses, 42 estão em leitos clínicos (22 na rede privada e 20 na rede pública) e 19 estão em UTI (13 na rede privada e 06 na rede pública).

PODER 360/BRASÍLIA
Data Veiculação: 13/08/2020 às 13h32

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta 5ª feira (13.ago.2020) que as mais de 100 mil mortes por covid-19 no Brasil teriam sido evitadas caso tivessem feito o tratamento com cloroquina de forma precoce. Em inauguração de obra no Pará, ele disse que enviou mais de 400 mil unidades do remédio para o Estado apesar de admitir não haver comprovação científica. Receba a newsletter do Poder360 “Muitos médicos defendem esse tratamento e sabemos que mais de 100 mil pessoas morreram no Brasil que, caso tivessem sido tratadas lá atrás com esse medicamento poderiam essas vidas (sic) terem sido evitadas”, afirmou confundindo a palavra vida por mortes. Ele também destacou que fez o tratamento e que é “prova viva” da eficácia. Bolsonaro disse ainda que os críticos da hidroxicloroquina não apresentam alternativas para o tratamento da covid-19. O presidente defendeu o remédio também no domingo (9.ago). Falou que a hidroxicloroquina deve ser usada conforme recomendações do Conselho Federal de Medicina, que estabelece que os médicos têm autonomia para receitar o remédio. EFICÁCIA DA CLOROQUINA A cloroquina é 1 remédio de uso controlado que tem efeito imunomodulador, ou seja, dá resposta imune contra determinados microorganismos. É usado contra a malária, artrite reumatoide e lúpus. A droga e a hidroxicloroquina, medicação derivada da cloroquina, já foram testadas contra o coronavírus em vários países, mas não tiveram eficácia comprovada. Em 4 de julho, a OMS (Organização Mundial da Saúde) decidiu de forma definitiva retirar a hidroxicloroquina de seus testes realizados em hospitais pelo mundo. A organização estabeleceu que o remédio só deve ser usado sob estrita supervisão médica. O produto já havia sido suspenso duas vezes depois de estudos não comprovarem o benefício do medicamento no tratamento da covid-19. Um estudo brasileiro divulgado em 23 de julho também indicou que a medicação não apresentou “melhores resultados clínicos” na saúde de pacientes com a covid-19. A pesquisa foi desenvolvida pela coalizão formada pelos hospitais Albert Einstein, HCor e Sírio-Libanês, Moinhos de Vento, Oswaldo Cruz e Beneficência Portuguesa, pelo Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e pela Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet). Atualmente, no Brasil, a venda da cloroquina e da hidroxicloroquina está restrita, após determinação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Só pode ser feita mediante apresentação de receita branca especial em duas vias.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 13/08/2020 às 11h32

O avanço do novo Coronavírus provocou grandes mudanças na vida das pessoas e estabeleceu novas rotinas, como o isolamento social e transformou a internet em um canal de comunicação muito relevante. Integrado a esta nova realidade o Hospital da Bahia, que sempre teve presença marcante no universo on-line, investiu em novas formas de comunicação virtual. Neste contexto surgiram as Lives do Hospital da Bahia, encontros que reúnem especialistas em diversas áreas, para discutir temas ligados aos cuidados com a saúde durante a pandemia. No evento de estreia, a Assessora de Imprensa da Instituição, Acácia Lirya, conversou com o Dr. Marcelo Zollinger (CRM-BA 6271), Superintendente Médico Executivo do Hospital da Bahia, e o Dr. Igor Brasil Brandão (CRM 24.020 BA), Coordenador da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. O tema do debate foi “A segurança dos Hospitais em tempo de Covid-19”. Na oportunidade, os especialistas compartilharam as medidas que o Hospital da Bahia adotou diante do novo cenário. Dentre elas a criação de rígidos protocolos de segurança e higiene, baseado em evidências internacionais e conduzido por um comitê de gestão especialmente criado para acompanhar e avaliar os resultados destes protocolos. No setor de emergência do hospital foi criada um acesso exclusivo para pacientes com sintomas de doenças respiratórias. Os setores de atendimento e internação para pacientes com outras patologias a exemplo de infarto, AVC, traumas, cirurgias, tratamentos oncológicos contam com rigorosos protocolos de individualização. Na sequência, a Live seguinte contou com a participação da Dra. Marianna Andrade (CRM 24638-BA), Coordenadora da UTI Cardíaca e Presidente do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital. O tema foi “Os cuidados com o coração nesse período”, assunto que tem causado grande preocupação para os especialistas da área. O motivo é a ausência de cuidados aos primeiros sinais de um problema, atitude que tem se tornado comum durante a pandemia, devido ao medo de contágio pela Covid-19, o que tem levado os pacientes a agravarem os seus problemas cardiológicos com o risco de ocorrência de Infarto do Miocárdio e AVC. Na live que aconteceu no dia 19 de maio de 2020, o Hospital da Bahia convidou um especialista internacional, o Dr. Fausto Pinto (Ordem dos Médicos nº 28271), Presidente eleito da Federação Mundial do Coração e Diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. A conversa com o Superintendente do Hospital da Bahia e membro titular da Academia de Medicina da Bahia, Dr. Jadelson Andrade (CRM 4636 BA), teve repercussão muito positiva na classe médica e a sociedade em geral. O tema abordado foi “Pandemia: a experiência bem sucedida de Portugal. É possível transportar para o Brasil?”. Foram discutidas as principais medidas adotadas em Portugal na luta contra o Coronavírus e quais caminhos o Brasil pode percorrer. Em sua quarta edição, o projeto contou com a participação de Dr. Carlos Sampaio (CRM-BA: 9898), trazendo conteúdos importantes sobre o tratamento dos pacientes oncológicos durante a pandemia. Na sequência, Dra. Marianna Andrade (CRM 24638-BA) e o neurologista e Fellowship em Neurovascular, Dr. Artur Souza (CRM 20157 BA), trocaram conhecimentos sobre os sintomas neurológicos do AVC e como proceder em meio à pandemia. A Profa. do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo Ludhmila Hajjar (CRM 103.034 SP) e Dr. Jadelson Andrade (CRM 4636 BA) realizaram a sexta edição das Lives do Hospital da Bahia, promovendo grande interação entre o público participante com o tema Pandemia: o que preciso saber? Como tratar? Quais os riscos? A Live, foi destaque na mídia devido a sua grande repercussão. Empenhado em fornecer conteúdo de qualidade, o Hospital da Bahia foi em busca de mais um participante internacional: o Prof. Dr. João A. C. Lima, Director of Cardiovascular Imaging and Professor of Medicine do Johns Hopkins University. Em conjunto com Dr. Jadelson Andrade (CRM 4636 BA), a live tratou da experiência da Universidade Johns Hopkins (USA) com a Covid-19, esclarecendo sobre medidas tomadas pela instituição durante o pico do Coronavírus e as projeções pós-pandemia. No dia 16 de junho foi a vez de Dr. Marcelo Zollinger (CRM-BA 6271) realizar mais uma Live. A convidada foi a Coordenadora do Serviço de Infectologia do Hospital da Bahia, Dra. Márcia Sampaio (CRM 9824 BA). O tema abordou a experiência do Hospital da Bahia com a Covid-19 abordando os protocolos de segurança, diagnóstico e tratamentos aplicados no combate ao vírus pela Instituição. A edição seguinte foi realizada por Dra. Marianna Andrade (CRM 24638-BA) e o Infectologista e Ex-secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Prof. Dr. David Uip (CRM 25.876 SP). Mais um grande sucesso de repercussão e interação ao falarem sobre o futuro da pandemia, abordando assuntos como imunidade individual, coletiva, reinfecção e vacinas. Sucesso incontestável, a décima edição do projeto contou com uma dupla de peso para a área da cardiologia: o Dr. Jadelson Andrade (CRM 4636 BA) e o Prof. Dr. Roberto Kalil Filho (CRM 52.788 SP). Especialistas absolutos quando o assunto é a saúde do coração, os cardiologistas encantaram o público participante ao abordarem temas como a pandemia em São Paulo, protocolos de segurança implementados pelo Hospital Sírio-Libanês para pacientes e colaboradores, doenças cardiovasculares durante a pandemia e as consequências da redução significativa de pacientes na procura por procedimentos de alta complexidade neste período. O encontro mais recente ocorreu na 11ª edição do projeto e contou com as presenças de Dr. Marcelo Zollinger (CRM-BA 6271) e a Psicóloga Líder do Hospital da Bahia, membro do Comitê de Enfrentamento da Covid-19 da instituição, Karine Sepúlveda. O tema abordado foi a comunicação hospitalar virtual em tempos de pandemia. A interação dos internautas foi intensa e a live foi muito bem conduzida pelos seus participantes, traduzindo-se em numerosos elogios aos profissionais envolvidos e ao próprio Hospital da Bahia. As próximas Lives acontecerão com temas de igual relevância e terão por objetivo sempre contribuir, de forma significativa, para esclarecer assuntos que fazem parte do dia a dia e são de grande interesse para toda a população. Os encontros realizados estão disponíveis nas redes sociais do hospital e no site www.hospitaldabahia.com.br.

BOL
Data Veiculação: 13/08/2020 às 04h00

Escolas particulares da capital paulista ainda não sabem se querem ou mesmo se poderão abrir as portas em setembro para a realização de atividades de reforço e acolhimento. A possibilidade desta reabertura parcial foi anunciada pelo governador João Doria (PSDB) na última sexta-feira (7), quando também foi confirmado o adiamento da retomada das aulas presenciais para o dia 7 de outubro em todo o estado. A Secretaria Estadual da Educação informou à reportagem que poderão ser realizadas, a partir de 8 setembro, atividades de reforço, recuperação, acolhimento individualizado, atividades esportivas, tutoria, plantão de dúvidas, laboratório de informática e ciências, sem que seja aplicado conteúdo curricular. Essa reabertura no primeiro mês será opcional e permitida para escolas públicas e particulares que estiverem em regiões do estado que tenham permanecido na fase amarela do Plano São Paulo por pelo menos 28 dias. O plano de reabertura econômica do governo estadual prevê cinco fases — a vermelha é a situação mais crítica em relação à curva de contágio do novo coronavírus e a azul, é o cenário controlado. Na fase amarela, que é a terceira, há liberação do funcionamento de shopping centers, bares, restaurantes e comércio com restrições. Decreto editado pelo governo um decreto que deve especificar as atividades que serão autorizadas em setembro, além de formalizar as novas regras e datas, deve ser editado pelo governo paulista apenas na semana que vem. Há ainda incerteza com relação à liberação da Prefeitura de São Paulo para o funcionamento das escolas particulares na capital. Após a definição de diretrizes e da autorização por parte do estado, a reabertura depende de protocolos municipais —e os prefeitos têm a liberdade de adotar condutas mais restritivas do que o plano estabelecido pelo estado. A gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB) aguarda o resultado de um inquérito sorológico para apresentar uma decisão sobre a retomada das aulas na capital. Covas já afirmou, no entanto, que a data de retorno será a mesma para escolas públicas e privadas. Na capital paulista, vereadores aprovaram na semana passada um projeto que regulamenta a volta às aulas na cidade. Não há uma data estipulada, e pontos controversos —como a compra de vagas em escolas particulares, incluindo aquelas com fins lucrativos, para crianças de 4 a 5 anos — foram aprovados. O projeto foi criticado por pais, professores, sindicatos e representantes do setor. Presidente do Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo), Benjamin Ribeiro afirma que as escolas particulares estão prontas para atender os alunos. "Estamos com as pernas e as mãos amarradas, dependendo especialmente do poder público", diz. O sindicato representa cerca de 10 mil escolas particulares no estado. Segundo ele, 80% desses colégios têm menos de 500 alunos e a maioria atende às famílias das classes C, D e E. "Vemos que os alunos têm tido problemas, especialmente em cidades como São Paulo", diz ele, citando casos de crianças que moram em apartamentos muito pequenos ou não têm condições adequadas de moradia. Discussão e protocolos Diretor da unidade de Higienópolis do Colégio Rio Branco, Renato Júdice de Andrade diz que o anúncio do adiamento da retomada para outubro foi recebido com naturalidade pela equipe da escola. "Mas a possibilidade de antecipar, com algum tipo de reforço, isso foi uma surpresa para nós", diz. Segundo ele, a discussão sobre a possibilidade de reabertura parcial do colégio, em setembro, ainda está "muito fluida" porque não se tem clareza sobre quais atividades poderão ser oferecidas. Uma eventual retomada parcial também envolveria os custos relativos à implementação dos protocolos de segurança na escola, que vão desde o fornecimento de álcool em gel até o distanciamento dentro da unidade escolar. Assim como outros colégios particulares da capital, o Rio Branco firmou uma parceria com o Hospital Sírio Libanês para a elaboração desses protocolos. Colégios como Dante Alighieri, Santa Cruz e o bilíngue Avenues disseram estar em discussão interna sobre as decisões que irão tomar, envolvendo a possibilidade de retorno em setembro, e preferiram não conversar com a reportagem. A despeito das incertezas e de não ter uma data concreta para retorno, alguns colégios já têm um protocolo definido. O biligue St. Paul's estabeleceu diretrizes para casos suspeitos e confirmados, além de uma política ampla de testagem dos alunos e funcionários. O colégio, no entanto, diz que as aulas retornarão em "momento oportuno", levando em consideração a autorização do poder público e as diretrizes das autoridade sanitárias. Não há uma data para retorno, mesmo com os acenos dos governos estadual e municipal. No protocolo, também consta uma política de revezamento, na qual alunos alternam entre aulas presenciais e aulas remotas. No protocolo de reabertura do St. Paul's, constam também outras normas: Caso o aluno esteja com suspeita, mas não teste positivo, poderá retornar as aulas somente sem sintomas e com atestado; Se o aluno testar positivo, o aluno deve ficar fora da escola por ao menos dez dias, e só retornará com atestado; Máscaras cirúrgicas deverão ser trocadas de quatro em quatro horas, com estações disponíveis para que elas sejam descartadas; A escola construiu também uma área de isolamento para alunos que apresentem sintomas da covid-19; os profissionais do local foram treinados em parceria com o Hospital Sírio-Libanês "O que o aluno faz em casa, ele faria no colégio" Mantenedora do Colégio Renovação, que atende 1.350 alunos em uma unidade na capital e cerca de 4 mil em outras duas unidades no interior do estado, Sueli Bravo Conte diz que o resultado de uma pesquisa a ser realizada com os pais será o eixo principal para a tomada de uma decisão sobre a reabertura ou não da escola em setembro. Uma opção de atividade, segundo ela, seria a realização de esportes em espaços abertos e com distanciamento entre os alunos. "No curso em período integral seria um número de alunos muito limitado", diz. "Não seria aula. Teríamos as atividades físicas e as lições. O que o aluno faz em casa, no computador, ele faria no colégio", afirma. "Se os pais não quiserem, eu continuo com as aulas remotas, on-line. E se tiver dois ou três de cada sala que o pai queira que vá, vou manter a aula e o ensino on-line", diz. Danyelle Marchini, diretora executiva da Escola Tarsila do Amaral, que atende 150 alunos da educação infantil, diz que a escola está pronta para abrir e aguarda apenas a autorização para isso. "Fizemos tudo o que pudemos para voltar com segurança. A escola particular, a minha pelo menos, está preparada para voltar e temos condições. Mas não vamos levantar bandeira para abrir ou não, a gente vai esperar os governantes", afirma. Segundo ela, foram instaladas quatro pias na entrada da escola, para que todos lavem as mãos ao chegar ao local. Além disso, cadernos e agendas não serão mais enviados para casa e a mochila ficará na escola durante a semana. Também serão organizadas caixas individuais para brinquedo e material escolar de forma que não haja compartilhamento de objetos entre as crianças.

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Data Veiculação: 13/08/2020 às 04h00

Escolas particulares da capital paulista ainda não sabem se querem ou mesmo se poderão abrir as portas em setembro para a realização de atividades de reforço e acolhimento. A possibilidade desta reabertura parcial foi anunciada pelo governador João Doria (PSDB) na última sexta-feira (7), quando também foi confirmado o adiamento da retomada das aulas presenciais para o dia 7 de outubro em todo o estado. A Secretaria Estadual da Educação informou à reportagem que poderão ser realizadas, a partir de 8 setembro, atividades de reforço, recuperação, acolhimento individualizado, atividades esportivas, tutoria, plantão de dúvidas, laboratório de informática e ciências, sem que seja aplicado conteúdo curricular. Essa reabertura no primeiro mês será opcional e permitida para escolas públicas e particulares que estiverem em regiões do estado que tenham permanecido na fase amarela do Plano São Paulo por pelo menos 28 dias. O plano de reabertura econômica do governo estadual prevê cinco fases — a vermelha é a situação mais crítica em relação à curva de contágio do novo coronavírus e a azul, é o cenário controlado. Na fase amarela, que é a terceira, há liberação do funcionamento de shopping centers, bares, restaurantes e comércio com restrições. Decreto editado pelo governo um decreto que deve especificar as atividades que serão autorizadas em setembro, além de formalizar as novas regras e datas, deve ser editado pelo governo paulista apenas na semana que vem. Há ainda incerteza com relação à liberação da Prefeitura de São Paulo para o funcionamento das escolas particulares na capital. Após a definição de diretrizes e da autorização por parte do estado, a reabertura depende de protocolos municipais —e os prefeitos têm a liberdade de adotar condutas mais restritivas do que o plano estabelecido pelo estado. A gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB) aguarda o resultado de um inquérito sorológico para apresentar uma decisão sobre a retomada das aulas na capital. Covas já afirmou, no entanto, que a data de retorno será a mesma para escolas públicas e privadas. Na capital paulista, vereadores aprovaram na semana passada um projeto que regulamenta a volta às aulas na cidade. Não há uma data estipulada, e pontos controversos —como a compra de vagas em escolas particulares, incluindo aquelas com fins lucrativos, para crianças de 4 a 5 anos — foram aprovados. O projeto foi criticado por pais, professores, sindicatos e representantes do setor. Presidente do Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo), Benjamin Ribeiro afirma que as escolas particulares estão prontas para atender os alunos. "Estamos com as pernas e as mãos amarradas, dependendo especialmente do poder público", diz. O sindicato representa cerca de 10 mil escolas particulares no estado. Segundo ele, 80% desses colégios têm menos de 500 alunos e a maioria atende às famílias das classes C, D e E. "Vemos que os alunos têm tido problemas, especialmente em cidades como São Paulo", diz ele, citando casos de crianças que moram em apartamentos muito pequenos ou não têm condições adequadas de moradia. Discussão e protocolos Diretor da unidade de Higienópolis do Colégio Rio Branco, Renato Júdice de Andrade diz que o anúncio do adiamento da retomada para outubro foi recebido com naturalidade pela equipe da escola. "Mas a possibilidade de antecipar, com algum tipo de reforço, isso foi uma surpresa para nós", diz. Segundo ele, a discussão sobre a possibilidade de reabertura parcial do colégio, em setembro, ainda está "muito fluida" porque não se tem clareza sobre quais atividades poderão ser oferecidas. Uma eventual retomada parcial também envolveria os custos relativos à implementação dos protocolos de segurança na escola, que vão desde o fornecimento de álcool em gel até o distanciamento dentro da unidade escolar. Assim como outros colégios particulares da capital, o Rio Branco firmou uma parceria com o Hospital Sírio Libanês para a elaboração desses protocolos. Colégios como Dante Alighieri, Santa Cruz e o bilíngue Avenues disseram estar em discussão interna sobre as decisões que irão tomar, envolvendo a possibilidade de retorno em setembro, e preferiram não conversar com a reportagem. A despeito das incertezas e de não ter uma data concreta para retorno, alguns colégios já têm um protocolo definido. O biligue St. Paul's estabeleceu diretrizes para casos suspeitos e confirmados, além de uma política ampla de testagem dos alunos e funcionários. O colégio, no entanto, diz que as aulas retornarão em "momento oportuno", levando em consideração a autorização do poder público e as diretrizes das autoridade sanitárias. Não há uma data para retorno, mesmo com os acenos dos governos estadual e municipal. No protocolo, também consta uma política de revezamento, na qual alunos alternam entre aulas presenciais e aulas remotas. No protocolo de reabertura do St. Paul's, constam também outras normas: Caso o aluno esteja com suspeita, mas não teste positivo, poderá retornar as aulas somente sem sintomas e com atestado; Se o aluno testar positivo, o aluno deve ficar fora da escola por ao menos dez dias, e só retornará com atestado; Máscaras cirúrgicas deverão ser trocadas de quatro em quatro horas, com estações disponíveis para que elas sejam descartadas; A escola construiu também uma área de isolamento para alunos que apresentem sintomas da covid-19; os profissionais do local foram treinados em parceria com o Hospital Sírio-Libanês "O que o aluno faz em casa, ele faria no colégio" Mantenedora do Colégio Renovação, que atende 1.350 alunos em uma unidade na capital e cerca de 4 mil em outras duas unidades no interior do estado, Sueli Bravo Conte diz que o resultado de uma pesquisa a ser realizada com os pais será o eixo principal para a tomada de uma decisão sobre a reabertura ou não da escola em setembro. Uma opção de atividade, segundo ela, seria a realização de esportes em espaços abertos e com distanciamento entre os alunos. "No curso em período integral seria um número de alunos muito limitado", diz. "Não seria aula. Teríamos as atividades físicas e as lições. O que o aluno faz em casa, no computador, ele faria no colégio", afirma. "Se os pais não quiserem, eu continuo com as aulas remotas, on-line. E se tiver dois ou três de cada sala que o pai queira que vá, vou manter a aula e o ensino on-line", diz. Danyelle Marchini, diretora executiva da Escola Tarsila do Amaral, que atende 150 alunos da educação infantil, diz que a escola está pronta para abrir e aguarda apenas a autorização para isso. "Fizemos tudo o que pudemos para voltar com segurança. A escola particular, a minha pelo menos, está preparada para voltar e temos condições. Mas não vamos levantar bandeira para abrir ou não, a gente vai esperar os governantes", afirma. Segundo ela, foram instaladas quatro pias na entrada da escola, para que todos lavem as mãos ao chegar ao local. Além disso, cadernos e agendas não serão mais enviados para casa e a mochila ficará na escola durante a semana. Também serão organizadas caixas individuais para brinquedo e material escolar de forma que não haja compartilhamento de objetos entre as crianças.