Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

METRÓPOLES/BRASÍLIA
Data Veiculação: 13/03/2021 às 20h03

O ex-deputado Alberto Fraga (DEM-DF), 64 anos, e a esposa, Mirta Fraga, 56, testaram, testaram positivo para Covid-19. Fraga começou a sentir os primeiros sintomas na última quinta-feira (11/3) e teve a doença confirmada neste sábado (13/3), após o casal realizar o exame de PCR. “Me escondi tanto, tanto, e peguei dentro de casa”, lamentou o ex-parlamentar ao Metrópoles. Fraga está com tosse leve, mal-estar, fez exames no Hospital Sírio-Libanês e passa bem. Ele e a esposa estão em tratamento em casa.

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 13/03/2021 às 15h58

Ao menos três hospitais privados da cidade de São Paulo têm ocupação de 100% para leitos exclusivos de tratamento da covid-19. A enfermaria do Hospital São Camilo opera com capacidade máxima neste sábado, 13. O Hospital Alemão Oswaldo Cruz tem 100% dos leitos de UTI ocupados, assim como o Hospital Israelita Albert-Einstein, de acordo com boletim divulgado na sexta-feira, 12. Na rede municipal, a taxa média de ocupação de leitos de tratamento intensivo para infectados pelo coronavírus é de 83%. Covid-19 no Brasil Consórcio de Veículos de Imprensa A taxa de ocupação dos leitos destinados ao tratamento de covid-19 é de 93% na UTI da rede de Hospitais São Camilo, em São Paulo, mas está com ocupação total na enfermaria. O hospital diz que “novos leitos estão sendo remanejados para suprir a alta demanda." De acordo com o boletim de sexta, a taxa de ocupação de leitos geral do Hospital Alemão Oswaldo Cruz é de 92%. Já para leitos de UTI covid-19, a taxa de ocupação é de 100%, com 64 pessoas internadas. A ocupação de leitos de covid-19 para casos menos graves é de 96%, com 120 pacientes. No Hospital Sírio-Libanês, a taxa de ocupação geral era de 91%. No total, a instituição tem 219 pacientes com confirmação ou suspeita de covid-19, sendo que 63 estão em UTIs. O Albert Einstein atende 216 pacientes internados com diagnóstico confirmado para covid-19. Destes, 112 ocupam leitos de UTI e da unidade semi-intensiva. Além disso, 40 pacientes estão submetidos à ventilação mecânica. A taxa de ocupação é descrita como “lotada”. No entanto, o hospital ressalta que possui um sistema de gerenciamento de leitos clínicos e de UTI que permite aumentar a capacidade de atendimento conforme a demanda. Mas afirma que “neste cenário de alta procura por vagas, pode ser necessário um tempo de espera para obtenção de leitos”. Rede hospitalar municipal Na cidade de São Paulo, a secretaria de saúde municipal informou que a rede alcançou 83% de ocupação para leitos de UTI. Já os leitos de enfermaria para a doença têm 77% de utilização. De acordo com assessoria, “a taxa de ocupação é dinâmica e pode variar ao longo do dia”. A pasta acrescentou que a rede de saúde municipal tem 1.176 leitos de UTI e 1.147 de enfermaria para o tratamento da covid-19. Como mostrou o Estadão, a Prefeitura anunciou a abertura de 555 novas vagas de covid-19 na cidade, além da suspender cirurgias eletivas em hospitais-dia. De acordo com a secretaria, na próxima segunda-feira 130 novos leitos de UTI serão implementados na capital, sendo 100 no Hospital do M’ Boi Mirim, 20 no Guarapiranga (ambos na Zona Sul), e 10 no São Luiz Gonzaga (na Zona Norte). Outros 185 leitos de enfermaria também serão criados na próxima semana, sendo 105 deles no Hospital da Cantareira, na zona norte, (segunda-feira). No decorrer da semana serão criados outros 60 leitos no Hospital da Capela do Socorro (zona sul) e 20 no Sorocabana (zona oeste).

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 13/03/2021 às 12h00

Esta segunda fase da pandemia da Covid19 que o Brasil vive é mais letal que a primeira em 40% das grandes cidades do Brasil. Em 50 desses maiores municípios (15% do total), houve uma explosão de óbitos: o pico de agora é pelo menos 80% maior que o do ano passado. A Folha comparou a semana com mais mortes nos municípios em dois momentos: março a outubro de 2020 (primeira fase) e o período entre novembro e esta última semana (segunda fase). Os recordes negativos começaram a ser batidos em dezembro e se estendem até agora. Jaú (SP), Chapecó (SC) e Santa Cruz do Sul (RS) foram os locais com as pioras mais graves, em que o pico atual de mortes foi até 11 vezes maior que o do ano passado. Foram consideradas na análise as cidades com mais de cem mil habitantes, onde os dados tendem a ser mais confiáveis. A situação não parece dar mostras de que arrefecerá tão cedo. O monitor da Folha de aceleração da doença indica que 68% dessas grandes cidades estão em estágio acelerado (crescimento rápido de novos casos) ou estável (estabilização do crescimento, mas num patamar alto). Considerando apenas os 190 municípios em que esta segunda fase está pior do que a primeira, 74% estão em aceleração ou estável. Embora não haja consenso entre especialistas sobre se o país vive de fato uma segunda onda ou apenas um repique da primeira, entre setembro e outubro do ano passado houve queda no número de casos e mortes por Covid19, com alta a partir de novembro. O impacto do recrudescimento foi maior no Sul, que tem hospitais lotados e sistema de saúde em colapso. Nove em cada 10 municípios grandes da região bateram recorde no número de óbitos em uma única semana, e em 26% deles esse valor é pelo menos o dobro do maior registrado até o ano passado. Em Chapecó, no oeste de Santa Catarina, o recorde da média móvel na primeira fase havia sido em setembro, com um óbito por dia. Na última semana de fevereiro, porém, a cidade chegou a uma média diária de 13 mortos. Houve dois casos confirmados da nova variante de Manaus no município, que, mesmo assim, reabriu o comércio na última segunda (8) após duas semanas com restrições. Considerando os estados, o mais afetado nesta segunda fase foi o Amazonas, que em janeiro foi palco da pior crise no sistema de saúde já vista na pandemia. Com escassez de UTIs, profissionais de saúde e oxigênio para os doentes, o estado passa de 6.000 mortos nestes três meses de 2021, mais que durante todo o ano passado. Em Manaus, onde estão concentrados todos os leitos de terapia intensiva do Amazonas, a maior média móvel registrada em 2020 havia sido de 43 óbitos, contra 143 no mês passado. Outras três capitais também passam por explosão de mortos nesta segunda fase: Florianópolis, Curitiba e Porto Velho. No Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e em Rondônia, o pico de mortes em uma semana é de duas a três vezes maior nesta segunda fase. Já São Paulo, que nesta sexta-feira (12) bateu recorde na média móvel de óbitos (331), tem 41% das cidades em situação pior agora. A que teve maior aumento de óbitos foi Jaú —saiu de 1 em outubro para 14 em fevereiro, maior crescimento entre os grandes municípios do país. Na capital paulista, apesar do aumento no número de casos e mortes desde novembro, a situação ainda está distante da vivenciada na primeira fase. Na pior semana da pandemia, em junho, a cidade registrou média diária de 111 mortes. O recorde da segunda fase, até o momento, é de 69. Segundo especialistas ouvidos, o impacto da nova fase é parte de uma cadeia complexa de eventos, muitos dos quais provenientes ainda da primeira parte da pandemia no país. Um dos pontos citados e impossível de ser ignorado a essa altura são as variantes do Sars-CoV-2, como a brasileira P.1 e a britânica B.1.1.7, ambas consideradas com maior potencial de disseminação, o que por si só pode acelerar o alcance da doença. As variantes também preocupam por causa de um possível potencial de fuga vacinal. A variante B.1.1.7 preocupou e atingiu de tal forma o Reino Unido que o país teve que, mais uma vez, decretar rígidas medidas restritivas, inclusive um lockdown, para reduzir a situação da cepa. Portugal, considerado um caso de sucesso durante a primeira onda, foi atingido por essa variante, o que também pode ter sido um dos motivos do descontrole no país, teve que decretar um lockdown e já vê na queda de casos o efeito da medida. No Brasil, as variantes do Sars-CoV-2, inclusive a sul-africana B.1.351, já são dominantes em seis estados, além do Amazonas (local de origem da P.1), segundo estudo da Fiocruz. Mas é incorreto jogar a culpa nas variantes, dizem os especialistas. O relaxamento das pessoas quanto às medidas de proteção também deve ser levado em conta —inclusive porque as variantes têm mais chance de surgir diante da alta circulação do vírus e do descontrole da pandemia. A fadiga da pandemia e do alongamento das estratégias de distanciamento entram na equação desse relaxamento. “Não é uma corrida de 100 metros, é uma maratona”, afirma Max Igor Banks Ferreira Lopes, infectologista do Hospital Sirio-Libanês, sobre a extensão de tempo das medidas aplicadas no país (sem necessariamente um controle efetivo da doença) e sobre a complexidade de como relaxar adequadamente as medidas aplicadas. Vale lembrar que o Brasil permaneceu em um platô de, aproximadamente, 400 a 600 mortes por dia nos quatro últimos meses de 2020, segundo os dados de média móvel do consórcio de veículos de imprensa. Há mais de 50 dias essa métrica ultrapassa os mil óbitos. “Não temos uma maturidade política e técnica para discutir isso”, diz o infectologista, sobre medidas restritivas para conter a pandemia. E aí entra a falta de políticas públicas para controle da pandemia. O Brasil não implementou políticas de testagem em massa e posterior tentativa de rastreamento de contatos, o que permite um olhar mais localizado e pode facilitar medidas de isolamento. Até hoje, para conseguir testes PCR (considerado o padrão-ouro para detecção) são necessários alguns dias, mesmo para quem tem convênio, diz Ferreira Lopes. O monitoramento por mortes e casos é falho, segundo o infectologista, porque está sempre olhando no retrovisor, para o que aconteceu há semanas. Ou seja, é limitado o conhecimento imediato sobre o que é necessário naquele momento. Segundo a epidemiologista Ethel Maciel, professora da Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo), os governantes em diversas esferas se limitaram à preocupação com vagas de UTI e, com isso, “investiram na doença”. “Estamos esperando as pessoas adoecerem para dar a elas [com UTI] uma forma mais digna de morrer. Se tivéssemos um medicamento maravilhoso contra Covid seria uma coisa, mas não temos”, diz Maciel. “A angústia é saber que muitas coisas poderiam ser feitas, e o Brasil não está fazendo nada. Não é só o governo federal, é todo mundo.” Para o epidemiologista e professor da USP Paulo Lotufo, as variantes foram usadas politicamente. “Elas serviram para governos colocarem a culpa do descontrole atual no vírus”, diz. Na primeira onda, grandes metrópoles de forma geral, como São Paulo e Rio de Janeiro, concentraram casos e mortes e, com suas medidas de restrição, conseguiram pelo menos diminuir um pouco a marcha do Sars-CoV-2 território adentro. Agora, o vírus se encontra muito mais alastrado. Em meio às mortes da pandemia e à falta de políticas públicas, houve ainda a minimização da situação. “Você tem um presidente que usou máscara poucas vezes. Você tem uma narrativa política de que ‘não tem problema, que as pessoas têm que sair, que é mimimi’”, afirma Maciel. Aliado a tudo isso, vieram feriados do segundo semestre, eleições, festas de final de ano e Carnaval. A união dessas variáveis —e outras tantas— desembocou em grande pressão no sistema de saúde do país todo ao mesmo tempo e nos profissionais já cansados. E, finalmente, na explosão de Covid19 à qual o Brasil assiste, sem ação. “Não dá para fingir normalidade. Não está dando”, afirma Ferreira Lopes, com barulhos de UTI ao fundo. 50 cidades onde as mortes explodiram na segunda fase da pandemia Angra Dos Reis (RJ) Apucarana (PR) Araraquara (SP) Ariquemes (RO) Assis (SP) Bagé (RS) Barbacena (MG) Barra Do Piraí (RJ) Cabo Frio (RJ) Camaçari (BA) Caraguatatuba (SP) Cascavel (PR) Catalão (GO)] Caxias Do Sul (RS) Chapecó (SC) Criciúma (SC) Curitiba (PR) Divinópolis (MG) Erechim (RS) Florianópolis (SC) Gravataí (RS) Guarapuava (PR) Guaratinguetá (SP) Itacoatiara (AM) Jaú (SP) Ji-Paraná (RO) Juiz De Fora (MG) Londrina (PR) Manaus (AM) Marília (SP) Maringá (PR) Mauá (SP) Niterói (RJ) Ourinhos (SP) Passos (MG) Petrolina (PE) Petrópolis (RJ) Poços De Caldas (MG) Ponta Grossa (PR) Porto Velho (RO) Resende (RJ) Santa Cruz Do Sul (RS) Santarém (PA) Santo André (SP) São Carlos (SP) Sapucaia Do Sul (RS) Teresópolis (RJ) Umuarama (PR) Uruguaiana (RS) Varginha (MG)

O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 13/03/2021 às 03h00

Prefeitura suspende até abril aulas presenciais Por causa do agravamento da pandemia, a Prefeitura de São Paulo decidiu que as escolas municipai s e particulares paralisarão as atividades presenciais de quarta-feira até o dia 1° de abril. Foram anunciadas também a abertura de 555 leitos, a suspensão de cirurgias eletivas em hospitais-dia e a contratação de leitos privados. O Estado teve recorde de mortes, com 521 ÓbitOS. METRÓPOLE / PÁG. A16 Escolas municipais vão adiantar recesso, a exemplo das estaduais, enquanto a maioria das particulares deve optar por manter ensino no formato remoto; Município prevê abertura de 555 leitos e suspensão de cirurgias eletivas, enquanto espera por UTI privada chega a 12 h Estado de SP tem recorde de mortes e capital suspende as aulas presenciais Renata Cafardo Júlia Marques As escolas municipais e particulares terão de paralisar as atividades presenciais de quarta-feira até o dia i.°, segundo informou ontem a Prefeitura de São Paulo. A definição ocorreu no dia em que o Estado registrou recorde de óbitos 521 e o Município anunciou a abertura de 555 leitos para covid-19, suspensão de cirurgias eletivas em hospitais-dia e contratação de leitos privados de enfermaria. As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 89,4% na Grande São Paulo e de 87,6% no Estado. O número de internados é o maior de toda a pandemia: 22.555, sendo 9.777 em UTI. A média de mortes é de 352 e o governo reforçou a necessidade de respeitar as medidas mais rígidas do “plano emergencial”, incluindo veto a cultos e jogos, além do toque de recolher, que começam a vigorar na segunda-feira. Diante do agravamento da pandemia e mudança no perfil dos internados, o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, fez um apelo para que os jovens busquem atendimento médico, caso tenham sintomas. Ele ainda atualizou os dados sobre testes, que indicam 25% de prevalência do coronavírus na capital paulista. Ou seja, um quarto da população paulistana já teve contato com o vírus. Com relação à educação e a exemplo do governo estadual, que adiantou recessos previstos para abril e outubro -, a rede municipal adiantará o recesso dejulho. Já as escolas particulares poderão dar férias ou continuar a dar aulas, mas só com ensino remoto. A volta de aulas presenciais só está autorizada, a princípio, para 5 de abril. O secretário municipal de Educação, Fernando Padula, explicou que as escolas da Prefeitura estarão abertas na segunda e na terça-feira para explicar sobre o fechamento e oferecer merenda. Mas ele pediu que quem puder já fique em casa. “A rede privada pode adotar outra saída, mas não pode ter aula presencial a partir do dia 17”, completou o prefeito, Bruno Covas. Procuradas, as escolas particulares de São Paulo informaram que devem oferecer aulas no modelo remoto. Parte jáhavia decidido suspender as ativi- WERTHER SANTANA/ESTADÃO -15/2/2021 1 1..... rru 1 ,I*1 i 1 1*1*1*1*1 - ■ J . 4 . Escola infantil na Vila Clementino. As municipais abrirão segunda e terça, para explicar o fechamento. Mas a ordem é:1 Quem puder fique em casa' País relata mais de 2 mil mortes pelo 3Q dia e supera a índia • 0 Brasil registrou ontem 2.152 novas mortes, no terceiro dia seguido com mais de 2 mil vítimas. A média móvel de óbitos semanal bateu recorde pelo 149 dia consecutivo e ficou em 1.761. Já o número de novas infecções noti-viades presenciais, como é o caso do Equipe, na região central. O Rio Branco também suspendeu atividades presenciais, após orientação do Hospital Sírio-Libanês, que prestou consultoria à escola para orientar a reabertura no ano passado. Segundo Arthur Fonseca Filho, presidente da Associação Brasileira das Escolas Particulares (Abepar), a decisão da Prefeitura não causou muito impacto porque as escolas já estavam restringindo as atividades pre- ficadas nesta sexta foi de 84.047. No total, o Brasil tem 275.276 mortos e 11.368.316 casos da doença, sendo a segunda nação com mais registros, atrás apenas dos Estados Unidos. Na contagem total de infectados, o País superou nesta sexta a índia, que tem 11.333.484 contaminados, segundo dados do site Worldometers. No país asiático, porém, os índices de contágio estão em declínio. /PAULOFAVERO senciais e houve redução da procura dos pais. “Talvez não haja alternativa neste momento”, reconhece. Nesta sexta-feira, o Colégio Bandeirantes, na zona sul, anunciou a suspensão das atividades e a manutenção do modelo remoto. No Magno, na zona sul, as atividades presenciais devem s er suspensas a partir de terça-feira. Isso vale para o Franciscano Pio XII. A decisão de suspender aulas desagradou, porém, ao sindicato dos colégios particulares. “O que podemos fazer é nos indignar e falar para ele (Covas) arrumar um lugar para deixar essas crianças, pegar os filhos dos profissionais de saúde e levar para a casa dele porque eram essas crianças que queríamos atender.” Mas a restrição é apoiada Luiz Antonio Barbagli, presidente do Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP). “O professor não vai deixar de trabalhar, só vai trabalhar no meio remoto.” As escolas da Prefeitura hoje têm cerca de í milhão de alunos, na maior rede municipal do País. Este mês, o sindicato dos professores decretou greve, contra a volta presencial. Mesmo assim,muitas escolas reabriram. De acordo com a gestão Covas, houve 500 surtos desíndrome gripai nas escolas municipais na última semana. Novos leitos. Os 555 novos leitos anunciados pela Prefeitura se dividem entre vagas em UTI e enfermaria. Serão abertos 130 leitos de UTI na próxima segunda-feira nos Hospitais do M’Boi Mirim, Guarapiranga e São Luiz Gonzaga. E 185 leitos de enfermaria nos Hospitais Cantareira, Capela do Socorro e Sorocabana. Além disso, haverá 240 leitos nos hospitais-dia do Município. Nessas unidades ficam suspensas as cirurgias eletivas. Segundo o secretário Aparecido, os doentes com covid demoram mais tempo parase recupe- REDE POR REDE • Estaduais e municipais Em todo o Estado, a partir de segunda-feira e até o dia 30, não haverá aulas presenciais. Houve adiantamento do recesso de abril e outubro e se recomendou o mesmo à rede particular. As municipais têm liberdade para suas definições. A capital também adotou recesso, do dia 17 ao dia 5. • Particulares Na capital devem optar por férias ou aula remota, de 17 a 5 o Município pode ser mais restritivo. rar. “É quase o dobro de tempo de permanência (em relação à primeira onda)”, disse. Ele atribui essa diferença à nova variante, origináriadeManaus,que está em circulação na capital paulista e já é predominante em vários Estados. Nesta sexta, a cidade tinha 83% de ocupação de leitos municipais de UTI e 76% dos leitos de enfermaria. 12h de espera. Lotados, os hospitais particulares na cidade de São Paulo também cancelam cirurgias eletivas, recusam pacientes e passam a atender dentro dos prontos-socorros. No Hospital Israelita Albert Einstein, na zona sul, houve caso de espera de 12 horas por um leito de terapia intensiva, segundo relatou uma gestora da unidade ao Estadão. “Antes desse cenário atual da covid-19, pacientes no Einstein nunca aguardaram por mais de duas horas por um leito”, diz Claudia Laselva, diretora de Operações e Práticas Assistenciais do Einstein. “E um cenário bastante complicado.”/ COLABOROU LUIZ CARLOS PAVÃO

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 12/03/2021 às 17h17

O senador Major Olímpio (PSL-SP) segue internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave mas estável. Ele foi entubado pela segunda vez na madrugada desta quinta-feira, 11, após ter passado três dias sem o aparelho nesta semana. Olímpio está internado com covid-19 há dez dias, e na UTI há uma semana. Em uma publicação nas redes sociais, a família do senador informou que o quadro requer cuidados e pediu respeito ao momento, “que será de recolhimento e foco no tratamento”. “Continuemos em oração pelo seu restabelecimento e de todos neste momento”, diz o texto. Um dia depois de ser internado, o senador chegou a participar de uma sessão legislativa por videoconferência enquanto estava na cama do hospital. Líder do PSL, ele se manifestou contra os dispositivos que preveem congelamento de salários no funcionalismo público. Antes de concluir o discurso, o sinal remoto do senador caiu e ele não conseguiu voltar. Além disso, estava com a respiração ofegante. Além de Olímpio, outros dois senadores estão internados com covid-19. Lasier Martins (Podemos-RS) e Alessandro Vieira (Cidadania-ES) também testaram positivo após uma reunião, no fim de fevereiro, que teve a participação dos três parlamentares. Lasier tem 78 anos e faz parte do grupo de risco para a doença. Ele foi internado em Porto Alegre na sexta-feira passada, 5. NO dia seguinte, ele informou na sua conta oficial do Twitter que o quadro estava estável e sem necessidade do uso de oxigênio. Vieira foi internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no último fim de semana. Na última quarta, sua assessoria publicou no Twitter que “continua a apresentar progressiva melhora em seu quadro clínico”.