Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

METRÓPOLES/BRASÍLIA
Data Veiculação: 12/08/2021 às 20h58

A morte do ator Tarcísio Meira, nesta quinta-feira (12/8), foi seguida de uma série de dúvidas a respeito da vacinação contra a Covid-19, pois ele e a companheira Glória Menezes já estavam imunizados com as duas doses da vacina há cerca de cinco meses. O casal tomou a segunda dose em 16 de março e o ator fez uma postagem no Instagram informando os fãs. De acordo com os dados da Secretaria de Saúde de São Paulo, Tarcísio e Glória receberam a Coronavac – único imunizante aplicado no município de Porto Feliz na data em que eles se vacinaram. A vacina da farmacêutica chinesa Sinovac que, no Brasil, é fabricada pelo Instituto Butantan, apresentou eficácia menor para o grupo de idosos – justamente o grupo do qual Tarcísio fazia parte. Até aí, nada diferente do geral das outras vacinas, que também costumam ser menos efetivas por conta da menor resposta imunológica apresentada pelas pessoas mais velhas. No entanto, ainda em maio, um estudo focado no grupo etário acima de 60 anos iniciou o debate sobre a necessidade de uma terceira dose para os idosos. De acordo com o trabalho, a taxa de proteção da Coronavac seria de apenas 28% para o grupo acima de 80 anos. No Chile, onde o imunizante também foi aplicado, as autoridades sanitárias já iniciaram uma campanha de reforço voltada aos idosos. Na terça-feira (12/8), a própria Sinovac divulgou estudos que sugerem uma terceira dose da fórmula para adultos com 60 anos ou mais. Os resultados mostraram que o reforço pode representar um aumento significativo nos anticorpos que neutralizam o vírus que provoca a Covid-19. O infectologista Alexandre Cunha, que atende no Hospital Sírio-Libanês e é vice-presidente da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal, acredita que a dose reforço da Coronavac deve ser um assunto para logo mais. “No momento, a prioridade deve ser ampliar a vacinação”, defende. A infectologista Ana Helena Germoglio concorda com o colega. “Na atual conjuntura, é injusto e inviável que um grupo receba a terceira dose, enquanto há muitas pessoas que não tiveram chance de tomar a primeira dose”, afirma. De acordo com ela, o esforço de vacinação coletivo faz com que o vírus circule menos, o que é melhor para todos os grupos etários. Outro ponto é que a morte de Tarcísio Meira seria um caso excepcional, que comprova a informação já conhecida de que as vacinas não são 100% eficazes. Um levantamento divulgado pela Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual Paulista (Unesp) na segunda-feira (12/8) informa que, entre os brasileiros que tomaram a segunda dose da vacina, 9.878 morreram, o que equivale a apenas 3,7% do total de vacinados.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 12/08/2021 às 15h51

O empresário Wanderley Xavier Ribeiro, um dos fundadores do Grupo Umaflex, em Umuarama, no noroeste do Paraná, morreu por complicações da Covid-19 na madrugada de quinta-feira (12). Segundo a prefeitura, Ribeiro foi contaminado pela Covid-19 e ficou 90 dias internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, por complicações da doença. Do total de dias internado, o empresário ficou entubado por 70 dias. O velório do corpo de Wanderley Xavier Ribeiro está previsto para ser realizado nesta quinta-feira, na Capela da Acesf, das 16h às 18h. O sepultamento deve ocorrer no cemitério municipal. O prefeito Celso Pozzobom emitiu uma nota de pesar lamentando o falecimento do empresário que tinha 55 anos. "À frente da Umaflex Estofados e Colchões, Wanderley levou o nome de Umuarama não só para o Brasil, como a diversos países da América Latina. Homem cristão, dedicado à família, bom amigo e industrial respeitado, seu legado de retidão será sempre lembrando e respeitado", disse o prefeito. Ribeiro deixa a esposa e dois filhos.

PEBMED/ONLINE
Data Veiculação: 12/08/2021 às 14h00

O Portal PEBMED é destinado para médicos e profissionais de saúde. Seu conteúdo tem o objetivo de informar panoramas recentes da medicina, devendo ser interpretado por profissionais capacitados. Para diagnósticos e esclarecimentos, busque orientação profissional. Você pode agendar uma consulta aqui. Desde o início da pandemia causada pelo vírus Sars-Cov-19, milhares de registros de ensaios clínicos foram realizados no mundo objetivando o desenvolvimento de novas drogas que pudessem combater o vírus antes que houvesse na pessoa eventuais complicações. Os estudos in vitro que tiveram resultados satisfatórios não promoveram consenso da ciência frente a drogas que determinariam a diminuição da possibilidade de adoecer. O desafio dos países é imenso na busca por soluções, uma vez que a pandemia afetou a vida da população de maneira global. As perdas são incalculáveis e atualmente ainda não temos certeza sobre diversos medicamentos que são utilizados no sistema de saúde, trabalhado em algumas correntes, com a promessa de impedir o adoecimento ou sua complicação. Muitos medicamentos já foram utilizados em humanos sem comprovação de eficácia. Da mesma velocidade que a pandemia chegou, muitos profissionais já buscaram a resolução para o problema, no entanto, não está sendo tão fácil buscar medicações que gerassem eficácia concreta no combate à Covid-19¹. Com exceção dos imunobiológicos, não tivemos consenso da ciência quanto aos chamados medicamentos “reposicionados”. Destes, os mais conhecidos no Brasil, fizeram parte inclusive do famoso Kit Covid. Alguns desses medicamentos ganharam a mídia e repercussão no cenário mundial, principalmente por fazer parte de uma estratégia governamental de cuidado. A defesa do “tratamento precoce”, baseado em cloroquina/hidroxicloroquina e outros medicamentos, tornou-se, no Brasil, símbolo do viés político no enfrentamento da epidemia. Saiba mais: Ministério da Saúde confirma ineficácia do “kit covid” no tratamento contra Covid-19 Tome as melhores decisões clinicas, atualize-se. Cadastre-se e acesse gratuitamente conteúdo de medicina escrito e revisado por especialistas Cadastrar Login Estudos sobre os medicamentos Diretrizes para o tratamento farmacológico da Covid-19 foram construídas no ano de 2020, em Consenso da Associação de Medicina Intensiva Brasileira, da Sociedade Brasileira de Infectologia e da sociedade brasileira de Pneumologia e tisiologia. O estudo publicado na revista brasileira de terapia intensiva, já trazia a análise de diversos estudos, afirmando a ineficácia de diversos medicamentos, até hoje tratados como possibilidade terapêutica, inclusive a nível governamental². Vamos discutir alguns resultados desse estudo, que traz informações relevantes sobre muitas medicações, que estão a todo tempo nas notícias e nas perguntas dos usuários do serviço da saúde frente aos profissionais de saúde. É importante compreender alguns passos do método proposto: As diretrizes foram elaboradas por um grupo composto por 27 membros, incluindo médicos especialistas em infectologia, medicina interna, pneumologia e terapia intensiva, além de farmacêuticos, epidemiologistas e especialistas em saúde pública. Diversas bases de dados foram utilizadas para avaliar estudos que foram realizados em todo mundo comprovando ou não a eficácia dos medicamentos mais utilizados no Brasil. Os estudos foram avaliados na íntegra após seleção. “Para a avaliação da qualidade da evidência e a realização de recomendações, foi utilizado o sistema GRADE”. Após, o estudo classificou as evidências em alta, moderada, baixa e muito baixa. A seguir vamos resumir as recomendações construídas a partir das evidências, de acordo com quadro proposto pelo estudo: Resumo das recomendações Recomendação 1 Sugerimos não utilizar hidroxicloroquina ou cloroquina de rotina no tratamento da Covid-19 (recomendação fraca, Nível de Evidência baixo) Recomendação 2 Sugerimos não utilizar a combinação de hidroxicloroquina ou cloroquina e azitromicina de rotina no tratamento da Covid-19 (recomendação fraca, Nível de Evidência muito baixo) Recomendação 3 Recomendamos não utilizar oseltamivir no tratamento da Covid-19 em pacientes sem suspeita de infecção por influenza (recomendação forte, Nível de Evidência muito baixo) Recomendação 4 Sugerimos utilizar tratamento empírico com oseltamivir na suspeita de síndrome respiratória aguda grave ou em síndrome gripal com fatores de risco para complicações, na qual não se possa descartar o diagnóstico de influenza (recomendação fraca, Nível de Evidência muito baixo) Recomendação 5 Sugerimos não utilizar lopinavir/ritonavir de rotina no tratamento da Covid-19 (recomendação fraca, Nível de Evidência baixo) Recomendação 6 Sugerimos não utilizar glicocorticosteroides de rotina em pacientes com Covid-19 (recomendação fraca, Nível de Evidência muito baixo) Recomendação 7 Sugerimos não utilizar tocilizumabe de rotina no tratamento da Covid-19 (recomendação fraca, Nível de Evidência muito baixo) Recomendação 8 Recomendamos utilizar profilaxia para tromboembolismo venoso de rotina em pacientes hospitalizados com Covid-19 (recomendação forte, Nível de Evidência muito baixo) Recomendação 9 Sugerimos não utilizar heparinas em dose terapêutica de rotina no tratamento da Covid-19 (recomendação fraca, Nível de Evidência muito baixo) Recomendação 10 Sugerimos não utilizar antibacterianos profilático em pacientes com suspeita ou diagnóstico de Covid-19 (recomendação fraca, Nível de Evidência muito baixo) Recomendação 11 Recomendamos utilizar antibacterianos em pacientes com Covid-19, com suspeita de coinfecção bacteriana (recomendação não graduada) Na época o artigo apresentou o entendimento que a diretriz clínica consiste em direcionamentos para a prática, não se aplicando a todos os usuários do serviço de saúde. A pouca referência não podia trazer maiores contribuições. Mas hoje, como será que estamos em relação a essas medicações? Será que houve modificação? Hoje os estudos já apontam com segurança consenso de especialistas no Brasil sobre o uso de medicamentos compreendidos como “reposicionados” para a prevenção e tratamento do Covid-19. Cloroquina e Hidroxicloroquina continuam sendo referidos como sem benefício clínico. Houve uma problemática na divulgação da possível eficácia que revela a falta desses medicamentos nas farmácias, impossibilitando o tratamento de doenças para o qual estes são destinados. A defesa do “tratamento precoce”, sempre foi destinado ao uso de cloroquina/hidroxicloroquina, mas também havia outros medicamentos, os chamados kit Covid³. Estudo sobre a ivermectina Estudos revelam que o consumo de medicamentos tidos como profiláticos aumentou demasiadamente. Medicamentos utilizados de forma indevida por profissionais e pela população são considerados suposto tratamento à população. Cabendo considerar que até o momento não há evidência científica conclusiva que possa determinar qualquer tratamento ou profilaxia contra o coronavírus(4). Outros estudos apresentam que: “os medicamentos utilizados até a atual conjuntura para o tratamento da Covid-19, ainda não possuem trabalhos científicos consolidados para provar seu verdadeiro potencial ao tratamento profilático da doença”(5). Uma revisão rápida (rapid review methodology) foi produzida pela Unidade de Avaliação de Tecnologias em Saúde do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (UATSHAOC) e Núcleo de Avaliação de Tecnologias em Saúde do Hospital Sírio-Libanês (NATS-HSL), concluindo que outro dos fármacos mais utilizados pelos brasileiros a Ivermectina não possui comprovação científica para o uso(6). A Merck empresa farmacêutica que produz o medicamento declarou em nota que não há evidências científicas para uso do medicamento no tratamento ou profilaxia do Covid-19(7). Estudo preprint apoiando ivermectina na Covid-19 é retirado do ar Antibacterianos possuem atualmente grande efeito no tratamento, dada a rápida afecção da doença, mas continua não sendo indicado na ação profilática. Esta é uma dúvida frequente de muitos profissionais da saúde. Azitromicina pode ser indicado em pacientes que testam positivo para Covid-19, mas não há consenso na literatura sobre tal questão. O que se sabe é que esta pode ter efeito modulador e ação no combate a agente oportunista. Sua associação com hidroxicloroquina/cloroquina leva a efeitos adversos indesejáveis, principalmente os cardiopáticos.(8) Autor: Rafael Polakiewicz Doutorando em Ciências do Cuidado em Saúde (UFF), Mestre em Ciências do Cuidado em Saúde (UFF) e Especialista em Atenção Psicossocial. Referências bibliográficas: Ferreira, Leonardo L. G. e Andricopulo, Adriano D.Medicamentos e tratamentos para a Covid-19. Estudos Avançados. 2020, 34, (100), pp. 7-27. Falavigna, Maicon et al. Diretrizes para o tratamento farmacológico da COVID-19. Consenso da Associação de Medicina Intensiva Brasileira, da Sociedade Brasileira de Infectologia e da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Revista Brasileira de Terapia Intensiva [online]. 2020, v. 32, n. 2 [Acessado 2 Julho 2021] , pp. 166-196. Doi: https://doi.org/10.5935/0103-507X.20200039. Santos-Pinto, et. al. O “kit-covid” e o Programa Farmácia Popular do Brasil. Cadernos de Saúde Pública [online]. 2021, 37, (2). https://doi.org/10.1590/0102-311X00348020. Oliveira J. V. L. et.al.; Self-medication in the pandemic period of COVID-19: Integrative review. Research, Society and Development, [S. l.]. 2021, 10, (3), p. e58610313762. DOI: 10.33448/rsd-v10i3.13762. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/13762. Acesso em: 2 jul. 2021. HermesF. S., AlexandreJ. C. M., LucenaJ. M. B., SousaT. P. de, CardozaY. A. F., & GuimarãesM. C. M. (2021). Análise de tratamentos profilático para a COVID-19: uma revisão integrativa. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 2020, 13(5), e7167. https://doi.org/10.25248/reas.e7167.2021 Marra LP, et.al. Ivermectina para covid-19. Revisão sistemática rápida. Revisão sistemática rápida. MERCK. Merck Statement on Ivermectin use During the COVID-19 Pandemic. Disponível em https://www.merck.com/news/merck-statement-on-ivermectin-use-during-the-covid-19-pandemic/. Moura J.M.de et,al. Brazilian Journal of Development, Curitiba, 2021, 7, (6), p. 56547-56556. DOI:10.34117/bjdv7n6-185

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | COTIDIANO
Data Veiculação: 12/08/2021 às 03h00

A consultoria para escolas do hospital Sírio Libanês, segundo a infectologista Carla Kobayashi, orienta que, se o aluno contaminado for do ensino fundamental ou do médio, sua turma pode ser mantida em aula presencial, com monitoramento, e que o afastamento só precisa ocorrer se houver um segundo caso. No infantil, em que é mais difícil controlar o contato dos alunos, deve haver a suspensão da turma por dez dias. “Os casos são analisados individualmente. No fundamental e no médio, a depender da situação, se já houver algum indício de sintoma ou presença do virus na família de alunos, podemos orientar o afastamento no primeiro caso.” Para as escolas com consultoria do Albert Einstein, a orientação se equipara à do protocolo do governo, com afastamento de 14 dias. De acordo com Cléber de Moraes Motta, consultor médico de projetos emsaúde do Einstein, o monitoramento se tomou mais rígido com a presença de 100% dosalunose, recentemente, a suspensão para turmas com caso de Covid, que antes durava 10 dias, passou a 14. Mesmo dentre as escolas que tenham a mesma consultoria médica, os critérios podem variar. Na Abepar (Associação Brasileira de Escolas Particulares), que reúne colégios como o Bandeirantes, o Santa Cruz e o Pentágono, também não há consenso sobre o afastamento da turma, que pode durar 10 ou 14 dias, segundo 0 diretor da entidade, Arthur Fonseca Filho. As escolas aguardam as novas orientações do governo para definir seus procedimentos. A comissão médica da Secretaria de Saúde deve se reunir nos próximos dias para discutir os protocolos. Protocolo contra Covid amplia fosso entre escolas públicas e particulares Estaduais afastam por 14 dias, enquanto escolas privadas liberam a volta antes com testagem Laura Mattos são paulo O que a escola deve fazer quando o teste para Covid19 de um estudante der positivo? Enquanto o protocolo do governo de São Paulo determina para a rede pública a suspensão por 14 dias da turma que teve contato com o contaminado, consultorias médicas orientam escolas particulares a autorizar a retomada dos colegas antes, com teste negativo, ou até que só se determine a suspensão dos outros alunos se houver um segundo caso. Os diferentes protocolos se somam ao fosso de desigualdade ampliado na pandemia entre escolas públicas e privadas. Nos particulares, em que há mais estrutura para o controle de casos e famílias com acesso a testes, os alunos têm uma chance maior de permanecer com aulas presenciais. A discussão torna-se ainda mais relevante neste segundo semestre, em que o governo paulista permitiu a presença de 100% dos alunos nas escolas, e as ocorrências de Covid dentre as turmas tendem a ser mais frequente. Escolas particulares têm dúvidas sobre a obrigatoriedade ou não de se seguir o protocolo do governo de afastamento por 14 dias. A Secretaria de Educação afirmou à Folha que a resolução é dirigida à rede estadual e que os colégios privados podem opcionalmente utilizar o mes- Realização detestes rápidos em escola municipal de São Bernardo, na Grande SP Gabriel Inamine/Divulgaçâo Prefeitura de São Bernardo do Campo no critério ou definir outras maneiras de controle. O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo, com a consultoria de médicos, orienta que as escolas saspendam a turma com um caso de Covid19 e libere a volta dos alunos que apresentarem teste negativo. Segundo o presidente da entidade, Benjamin Ribeiro da Silva, o tempo de suspensão não é determinado, depende do prazo seguro para a realização do teste em cada uma das situações. Em geral, realiza-se o teste de pessoas assintomáticas de cinco a sete dias após o último contato com uma pessoa infectada. Dessa forma, a depender de quando o aluno com Covid é afastado, seus colegas podem perdem apenas três dias de aula presencial, se o fim de semana estiver dentro desse período. O epidemiologista Wanderson Oliveira, membro da comissão de saúde da Secretaria de Educação de São Paulo, afirmou à Folha que acha viável esse retorno antecipado com teste negativo e que o protocolo oficial está mais voltado à realidade das escolas públicas, com menor acesso à testagem. O governo paulista anunciou na semana passada a compra de um milhão de testes e afirma que está em andamento um processo de aquisição de mais 3 milhões para a área da educação. “Essa é a tendência internacional, mais testagem para que se possa garantir mais rapidamente e com segurança uma retomada à normalidade. Temos que estimular a volta às aulas presenciais, os estudantes já foram muito prejudicados” diz. Segundo o epidemiologista, é possível que o protocolo seja flexibilizado para que os alunos percam o mínimo possível de aulas. "O momento da pandemia permite isso.