Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

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Data Veiculação: 12/05/2021 às 20h33

É enganoso o post que usa afirmações do cardiologista Roberto Kalil Filho sobre a cloroquina para sugerir que ele apoia o uso indiscriminado do medicamento em casos de covid19. A publicação, que foi feita no ano passado e voltou a circular agora, traz uma fotomontagem com o título alterado de uma reportagem da rádio Jovem Pan. No texto original, a chamada é "Recuperado, Dr. Roberto Kalil revela que tomou hidroxicloroquina e defende uso em casos graves" e, no post, "Recuperado, Dr. Roberto Kalil revela que tomou hidroxicloroquina e defende: 'Tem que ser utilizada'". Na entrevista à Jovem Pan, o médico contava como foi sua recuperação da doença e afirmava ter tomado hidroxicloroquina e outros remédios. Já naquela entrevista o diretor-geral do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês dizia: "Minha opinião é que independentemente das ideologias, devemos procurar minimizar o dano à população e evitar mortes. Se existe medicação com evidências que pode haver benefícios, aliada a outras medicações, numa situação desta, tem que ser utilizada e pronta. Não tem conversa". Em nenhum momento ele defende a hidroxicloroquina como a única ou principal responsável por sua recuperação. Em 10 de abril, dois dias depois da entrevista, Kalil afirmou para a Folha que não era "garoto-propaganda de nada" e que seu tratamento incluiu uma combinação de remédios, não apenas a cloroquina. O post tira as afirmações de Kalil de contexto e utiliza-as um ano depois, quando o conhecimento sobre o uso da cloroquina contra a covid19 já está mais avançado. Em outubro de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que o tratamento é ineficaz e, em março deste ano, passou a contraindicá-lo em casos de covid19. No mesmo mês, quatro das seis fabricantes de cloroquina no Brasil já não recomendavam o remédio contra o coronavírus. O Comprova tentou falar com Kalil, mas sua equipe informou que ele não poderia responder às perguntas. Quanto ao autor da postagem no Facebook, a rede social não permitiu o contato direto com o perfil. Como verificamos? Buscamos as reportagens da rádio Jovem Pan sobre as declarações do médico Roberto Kalil, e o vídeo completo da entrevista concedida por ele ao veículo, no ano passado. As assessorias de imprensa do médico e do Hospital Sírio Libanês, onde ele atua profissionalmente, foram procuradas, mas disseram à nossa reportagem que o cardiologista não teria disponibilidade para uma entrevista. O Comprova não encontrou declarações diretas do cardiologista sobre o uso da hidroxicloroquina em pacientes da covid-19 após a publicação de diversos estudos que atestam a ineficácia do medicamento nesses casos. Por isso, buscamos em entrevistas e colunas assinadas por ele, em diferentes veículos, declarações recentes que dessem pistas sobre a visão dele sobre o assunto. Também buscamos os posicionamentos da OMS e de fabricantes da cloroquina e verificações nossas para averiguar o que mudou sobre o conhecimento científico que se havia em maio de 2020 e no mesmo mês deste ano. O Comprova fez esta verificação baseado em informações científicas e dados oficiais sobre o novo coronavírus e a covid-19 disponíveis no dia 12 de maio de 2021. Verificação Kalil e a cloroquina A matéria publicada no site da Jovem Pan, em 8 de abril de 2020, tem o seguinte título: "Recuperado, Dr. Roberto Kalil revela que tomou hidroxicloroquina e defende uso em casos graves". O texto se refere a uma entrevista concedida ao programa "Jornal da Manhã", da emissora, na mesma data, e cita trechos das respostas do cardiologista sobre o uso da hidroxicloroquina no próprio tratamento, quando ficou internado por causa da covid-19, e no tratamento de outros pacientes infectados pelo novo coronavírus. Na entrevista, Kalil, que ainda estava internado, se recuperando do quadro de covid19, afirma que recebeu um coquetel de medicações diante da gravidade do próprio quadro. Entre os fármacos, ele confirma que tomou hidroxicloroquina: "Foram propostos antibióticos, anticoagulantes, oxigenoterapia e a hidroxicloroquina. Obviamente, eu aceitei sim tomar a hidroxicloroquina — embora todos saibam que não tem grandes estudos comprovando o benefício, eu acho que num paciente mais grave tem sim que ser ponderado o uso". Perguntado sobre o uso do medicamento mesmo em pacientes com quadro leve, o médico ressalta que não é infectologista, mas que acreditava que a hidroxicloroquina poderia ser um dos medicamentos utilizados no tratamento, desde que com acompanhamento médico. Kalil ressalta que a possibilidade deveria ser especialmente considerada diante da gravidade da pandemia e a possível demora até que surgissem estudos científicos robustos sobre a eficácia dos medicamentos. Depois da entrevista, no mesmo dia 8 de abril, o presidente Jair Bolsonaro mencionou a entrevista de Kalil em um pronunciamento oficial em defesa da cloroquina. Dois dias depois, em 10 de abril, a Folha publicou uma entrevista com o médico, em que ele ressaltou que o tratamento incluiu outros medicamentos e a estrutura do Hospital Sírio-Libanês. "Eu não sou garoto-propaganda de nada. Eu sou garoto-propaganda do que salva vidas. […] É verdade que não temos grandes estudos científicos mostrando benefícios, mas é uma doença que mata. Se daqui a seis meses sair um estudo mostrando que a cloroquina não funciona, parabéns, fizemos o que tinha que fazer", afirmou. Hoje, diante das novas evidências científicas de ineficácia da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento da covid-19, o cenário é bem diferente do de abril de 2020. Roberto Kalil não chegou a declarar de maneira direta, à imprensa, o seu novo entendimento sobre o uso dos fármacos, mas há várias publicações em que ele afirma que não há medicamento contra o novo coronavírus. É o caso, por exemplo, de uma uma coluna publicada no UOL, com uma conversa com a também cardiologista Ludhmilla Hajjar, publicada em 1º de março de 2021. O tema são as novas evidências científicas relacionadas à covid-19, e Kalil diz, ao final da entrevista: "Tratamento? Tem tratamento de suporte. Mas não existe um anti-viral. A arma é a vacina". No mesmo veículo, em 11 de janeiro, ele já havia conversado com o infectologista David Uip sobre a inexistência de medicamentos. No vídeo da entrevista, Uip diz que "hoje, nós damos suporte à vida. Nos casos graves, o que nós fazemos é isso: suportamos a vida. No sentido de fazer o que é possível para o paciente grave continuar vivo — e estamos conseguindo, na grande maioria dos pacientes, graças a Deus. Mas infelizmente — e eu insisto nisso, infelizmente — ainda nós não temos um medicamento preventivo". E Kalil completa: "A única medicação pra evitar o vírus chama-se vacina". O Comprova tentou agendar uma entrevista com Roberto Kalil sobre o tema, mas a assessoria dele disse que o médico estava atarefado com a rotina de trabalho em dois hospitais, e não poderia atender à reportagem. Ineficácia contra a covid-19 O apoio ao medicamento se disseminou após a publicação, em março de 2020 —com o coronavírus já se espalhando pelo mundo—, de um estudo conduzido pelo francês Didier Raoult. Segundo a pesquisa, o uso da cloroquina teria curado 75% dos pacientes com covid-19 em seis dias. Mas o estudo foi alvo de críticas da revista "Science", referência em estudos científicos, e seus resultados foram questionados e considerados incompletos. O então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou a apoiar o medicamento e, logo depois, Jair Bolsonaro (sem partido) encampou o mesmo discurso. Já em 21 de março de 2020, Bolsonaro anunciou que o Exército ampliaria a produção do remédio no país para pacientes com o coronavírus. Quatro dias depois, o Ministério da Saúde emitiu uma nota técnica autorizando seu uso em pacientes graves. Nos meses seguintes, Bolsonaro demitiu dois ministros da saúde, Luiz Henrique Mandetta, em 16 de abril, e Nelson Teich, em 15 de maio. Ambos são médicos e se opunham à prescrição de cloroquina para tratar pacientes com quadros leves da doença. Em 20 de maio, o Ministério da Saúde, já tendo como ministro interino o general Eduardo Pazuello, passou a orientar o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina no "tratamento medicamentoso precoce" de pacientes com o novo coronavírus, mas ressaltava que "ainda não há meta-análises de ensaios clínicos multicêntricos, controlados, cegos e randomizados que comprovem o benefício inequívoco dessas medicações para o tratamento da covid-19". Só naquele mês, o Comprova publicou quatro verificações sobre o uso da cloroquina — todas com a etiqueta de conteúdo enganoso. Enquanto o chefe do governo federal defendia o medicamento sem eficácia comprovada, alguns médicos do Brasil todo passaram a fazer o mesmo. Começaram a surgir falsas teorias de que cidades, como Porto Feliz, teria evitado mortes pelo vírus por terem adotado o tratamento com o remédio. Ainda em outubro de 2020, a OMS rejeitou de forma conclusiva o uso da cloroquina no combate ao coronavírus e, quatro meses depois, a Apsen, maior fabricante do medicamento no Brasil, afirmou que não recomendava que ele fosse usado para este fim. Outras três farmacêuticas —Farmanguinhos/Fiocruz, EMS e Sanofi-Medley— já haviam feito declarações nesse sentido. A Cristália, outra das seis fabricantes, divulgou um texto em março deste ano em que um representante ressaltou: "Não vendo nenhum produto fora do que a Anvisa autorizou. Ela autoriza para algumas coisas, como malária, mas não tem nada a ver com Covid19. Na minha bula, que é dada pela Anvisa, só forneço cloroquina para estes fins específicos". O sexto produtor é o Laboratório do Exército, pertencente ao governo federal, que continua defendendo o medicamento. Por que investigamos? Em sua 4ª fase, o Comprova verifica conteúdos de redes sociais ligados à pandemia e a ações do governo federal. Priorizamos informações suspeitas que têm grande alcance, como o post analisado nesta checagem. Embora não tenha eficácia comprovada, a cloroquina vem sendo amplamente defendida pelo presidente e seus apoiadores. Isso pode significar um risco para a população já que as medidas eficazes conhecidas até agora, além da vacina, são o distanciamento social, restrição de circulação, uso de máscaras e higienização das mãos. Só assim o país vai diminuir os índices de contaminação e morte pela doença. No ano passado, quando o post com Kalil foi publicado, houve 183 mil compartilhamentos no Facebook. Desde 8 de maio de 2021, quando ele voltou a circular, já foram 6,6 mil compartilhamentos e 12 mil interações. Enganoso, para o Comprova, é o conteúdo retirado do contexto original e usado em outro de modo que seu significado sofra alterações; aquele que confunde, com ou sem a intenção deliberada de causar dano.

BLOGS DO ESTADÃO
Data Veiculação: 12/05/2021 às 11h30

Sr. Luiz Paulo, que completará 74 anos em 3 semanas, vem sentindo que algo não está como antes. Talvez os remédios que usa para o controle de seu diabetes e da pressão alta não estejam fazendo efeito como antes. Mas, como consultar o médico que o acompanha há mais de 5 anos, em meio à pandemia? Poderá contrair Covid-19 em uma de consulta de rotina? Esta dúvida vem torturando Sr. Luiz Paulo há meses. Infelizmente, ele apresentou um mal súbito que o forçou a procurar o Pronto Socorro e acabou descobrindo que sua função renal estava comprometida, além de uma intoxicação pelos medicamentos que usava. Necessitou de internação em UTI e diálise. Causou muita preocupação em seus familiares até que se recuperasse. Esta é uma de muitas histórias que vemos no dia a dia de serviços de emergência desde o início da pandemia. As pessoas, por medo de se exporem à contaminação, deixam de fazer acompanhamento médico, agravando situações que poderiam ser corrigidas com ajustes simples no tratamento de suas doenças crônicas. Para exemplificar a dimensão deste problema, o número de “Mortes Súbitas” (aquelas em que não a tempo de receber atendimento emergencial levando o paciente ao óbito) em domicílio aumentou, pelo menos, 3 vezes na pandemia. O tempo tem nos ensinado muito durante este período É importante esclarecer que não é certo deixar de acompanhar doenças crônicas, assim como deixar de reconhecer sintomas diferentes que podem representar risco potencial para o seu agravamento. Neste momento em que temos a maior parte dos idosos passando pelo processo de vacinação contra a Covid-19, precisamos rever alguns cuidados importantes para evitar a contaminação. À ideia do “Fique em Casa” deve ser acrescentada da frase: “Se Puder e Desde que Não o Prejudique”. O cuidado diário com a saúde deve ser priorizado. Com isso evitamos a deterioração da qualidade de vida e a redução da sobrevida de cada indivíduo. 7 doenças importantes que não devem ter seu tratamento interrompido – Diabetes mellitus – Hipertensão Arterial – Doenças pulmonares – bronquite, asma, câncer de pulmão – Doenças cardíacas – insuficiência cardíaca, arritmias, doenças das coronárias e das válvulas cardíacas – Doenças neurológicas – Alzheimer, AVC, Parkinson, epilepsias – Doenças oncológicas (câncer) em geral – Doenças Renais – Insuficiência renal Existe luz no fim do túnel! Recentemente autorizada pelo Conselho Federal de Medicina – CFM, a Telemedicina pode ser uma boa saída para essa questão. Por meio de uma consulta online, pelo computador ou celular, médicos que já conhecem e seguem seus pacientes podem avaliar queixas, rever medicações em uso, solicitar e avaliar exames laboratoriais e, deste modo, determinar ajustes no tratamento. Com esse recurso tecnológico, ocorrências semelhantes à do Sr. Luiz Paulo podem ser reduzidas. Uma modalidade não exclui a outra! As consultas presenciais são possíveis e desejáveis, desde que feitas com os cuidados já amplamente difundidos – uso de máscaras, higiene das mãos e distanciamento. O mesmo vale para os grupos de pessoas vacinadas, tanto pacientes quanto profissionais da saúde. Ao sair de casa para se consultar ou fazer exames, certifique-se e exija que sejam tomados cuidados adequados na higiene, circulação do ar e disponibilização de máscaras e álcool nos consultórios e clínicas onde será atendido. Estas ações são muito efetivas para você manter a saúde. Sabendo de tudo isso, seja racional quando considerar o risco de perda de controle de suas doenças crônicas versus o medo da contaminação pela COVID-19… certamente quem sairá ganhando será você! *Marcello Barduco, cardiologista e emergencista do Corpo Clínico do Hospital Sírio Libanês. Pós-graduação em Geriatria pelo IEP – Hospital Sírio Libanês. Gestor do Pronto Atendimento no Hospital Santa Cruz (2004 a 2009). Membro do comitê de ética do Hospital Sírio Libanês (desde 2014). Responsável técnico pela Clínica Barduco há 25 anos. Membro do Conselho Editorial da TREVOO (desde 2021).

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 12/05/2021 às 08h00

O lançamento do Instituto Todos pela Saúde (ITpS), criado em fevereiro de 2020, consolida o apoio do Itaú à saúde no país. O destino do investimento social privado feito pelo banco, que antes da pandemia se voltava à mobilidade urbana, ao incentivo à leitura, ao esporte e à cultura, agora contribui para a vigilância epidemiológica no Brasil. “Como evitamos novas epidemias? Esse é o foco do instituto”, diz Luciana Nicola, superintendente de Sustentabilidade, Relações Institucionais e Empreendedorismo no Itaú. A executiva trabalhou ao lado de Claudia Politanski no movimento Todos pela Saúde, que articulou um fundo de R$ 1,2 bilhão para a mitigação dos impactos da pandemia no país. A iniciativa foi finalista do Prêmio Empreendedor Social do Ano em Resposta à Covid-19. Concebido como associação sem fins lucrativos, o ITpS dará apoio à pesquisa, à formação de recursos humanos em epidemiologia genômica e ao desenho de uma vigilância genômica. “O grande objetivo é preparar o Brasil para ter um centro epidemiológico que evite novas crises sanitárias”, conta Luciana. Com dotação inicial de R$ 200 milhões alocados a partir de doações da Fundação Itaú, o instituto carrega pilares fundamentais que surgiram com o movimento: produção de conhecimento para a saúde pública, financiamento de pesquisas e governança compartilhada com um comitê de notáveis. O conselho de administração é presidido por Paulo Chapchap, diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês. E tem Jorge Kalil, professor da USP e do Incor (Instituto do Coração), como diretor-presidente. Os dois fazem parte do grupo de sete médicos voluntários que orientam a aplicação de recursos do banco no combate à pandemia. Drauzio Varella, médico e escritor; Gonzalo Vecina Neto, criador da Anvisa; e Sidney Klajner, presidente do Hospital Albert Einstein, são membros ativos. “A gente se reúne de duas a três vezes por semana e temos um grupo no WhatsApp”, diz Luciana. Na pauta da conversa entre médicos e equipe do banco está sempre o processo de atenção contínuo da saúde enquanto não há vacinação em massa. “O investimento social tem limite, colapso não é só falta de EPI, é falta de mão de obra também.” Na fase inicial, ainda em 2020, houve compra e distribuição maciça de máscaras, equipamentos hospitalares e a criação de dois centros de testagem. A Fiocruz e o Instituto Butantan receberam R$ 50 milhões cada um para o desenvolvimento de suas fábricas de vacina. No repique da pandemia, em 2021, a atuação mudou diante de demandas complexas em todo o país. “Adquirimos medicamentos para intubação, usinas e concentradores de oxigênio para áreas remotas”, diz Luciana. O Itaú também tem se dedicado à assistência social, com a aquisição de cestas básicas. “Os impactos econômicos vão perdurar, voltamos ao mapa da fome.” O investimento em saúde se colocou como parte da reputação do banco. “Percebemos que as pessoas enxergam nosso esforço de maneira diferente, entenderam o objetivo do Todos pela Saúde”, comemora a executiva, que liderou uma equipe de 300 pessoas. “Cada um doou parte do seu tempo para fazer o projeto acontecer e víamos o impacto ao final do dia.” Na rotina do home office e em reuniões diárias com equipe e conselho, um acontecimento marcou Luciana. Ela perdeu seu padrinho para a Covid-19 em um momento de colapso do sistema de saúde. “Aquilo me tocou e pensei: ‘vou trabalhar para que ninguém precise passar por isso’.” A iniciativa Todos pela Saúde vai à votação popular na categoria Legado Pós-Pandemia, concorrendo com outras nove iniciativas na Escolha do Leitor. COMO VOTAR NA ESCOLHA DO LEITOR Passo 1 Acesse folha.com/escolhadoleitor2021 e escolha a iniciativa que mais fez seus olhos brilharem Passo 2 Clique no botão "Quero votar" e aguarde a confirmação Passo 3 Faça uma doação para uma delas clicando em "Doar agora" Passo 4 Preencha seus dados, valor da doação e clique em "Enviar" O público poderá eleger seu finalista favorito em cada uma das categorias em formato inovador no qual a enquete, no site da Folha, torna-se também plataforma de doação. Os vencedores, tanto os recordistas de votos quanto os líderes na captação de doações, serão anunciados ao longo de 2021.