Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

EL PAÍS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 11/11/2020 às 22h17

Fachada do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Sebastiao Moreira / EFE Entre outubro e novembro, hospitais particulares da cidade de São Paulo registraram aumento de internações por covid-19. Só neste mês, o Hospital Sírio-Libanês realizou 120 internações, 30% delas em unidades de terapia intensivas (UTIs). “Nossa média era de 85 a 110 internações. Temos entre 130 e 140 leitos e a ocupação desta semana está próxima à do pico da pandemia em abril”, diz Felipe Duarte Silva, coordenador de Práticas Médicas do Sírio. O Hospital do Coração (HCor) registrou 36 internações entre 1 e 10 de novembro, em um ritmo que pode superar o total de 67 hospitalizações em outubro e 82 em setembro. No mês passado, as internações em UTI no HCor foram cinco. Nos dez primeiros dias de novembro, já são sete. Aviso aos leitores: o EL PAÍS mantém abertas as informações essenciais sobre o coronavírus durante a crise. Se você quer apoiar nosso jornalismo, clique aqui para assinar. No Hospital Israelita Albert Einstein, a média de internações por covid-19 em abril foi de 111 hospitalizações e, até o dia 9 de novembro, a média para este mês já é de 55 internações. Estaria a maior cidade do país, epicentro da pandemia de coronavírus, na iminência de uma segunda onda, como já acontece na Europa? Para o pesquisador Vitor Mori, membro do Observatório Covid-19 BR, ainda é cedo para dizer. “Ainda não há um aumento consistente do número de casos. A gente só sabe da segunda onda quando já estamos nela. Mas, sem dúvida, o aumento de internações nos hospitais particulares é um sinal para se prestar atenção”, afirma. Uma evidência de que esse aumento consistente de casos ainda não acontece é o número de internações nos hospitais públicos da cidade. O Hospital das Clínicas informa, em nota, que a ocupação média das últimas semanas tem se mantido em torno dos 30%, “o que corrobora a tendência de queda em comparação ao auge da epidemia entre os meses de abril e junho, em que o HC chegou a ter uma ocupação de mais de 90% dos leitos de UTI destinados à covid-19”. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a taxa de ocupação de UTI covid-19 de todos os hospitais municipais é 37% (8/11), abaixo daquelas registradas em abril (56%), maio (92%) e junho (59%). No Hospital Municipal Tide Setúbal, um dos referenciados para atendimento de pacientes com covid-19 e que possui 70 leitos de UTI e 40 leitos de enfermaria disponíveis, a taxa de ocupação de UTI foi de 39% em outubro, em comparação com 52,9% em abril. Vitor Mori explica que essa diferença de ocupação entre hospitais privados e público pode dever-se ao fato de que o novo coronavírus espalha-se em focos —ou clusters (agrupamentos, em inglês), como a comunidade científica prefere chamá-los—. “Pode ter relação com o verão europeu, com as classes mais altas, que têm acesso à saúde privada, viajando para lá”, diz ele. “O que vemos agora pode ser um cluster entre as classes mais abastadas que, em um primeiro momento, estavam trabalhando de casa, conseguiram se proteger mais e agora estão mais suscetíveis ao vírus”, acrescenta. Apagão de dados em todo estado de São Paulo, enquanto a média móvel de mortes por covid-19 vem caindo —no dia 27 de outubro, ficou em um patamar abaixo de 100 novas mortes diárias primeira vez em seis meses—, a média de novos casos vem subindo. No dia 28 de outubro, ela ficou acima de 4,3 mil casos registrados em um dia. Cinco dias depois, o Ministério da Saúde registrou um “incidente” em seus sistemas de informação que impediu a atualização dos números de algumas secretarias estaduais de Saúde, como a de São Paulo —um problema que foi solucionado na noite de terça-feira. Os últimos números oficiais dão conta de 39.907 óbitos e 1.150.872 casos do novo coronavírus no Estado. No entanto, desde esse apagão na quinta-feira (05/11), a Prefeitura da capital paulista, que usa outra fonte de dados, já registrou mais de 900 mortes pelo novo coronavírus, óbitos esses que ainda não entraram nas estatísticas gerais. Vitor Mori acredita que “em algum momento, os casos voltarão a aumentar” não apenas em São Paulo, mas no resto do país. “Pelo próprio ciclo da doença, há um atraso entre o número de casos e o número de óbitos, porque leva um tempo até a infecção ser detectada, se agravar e levar a uma possível hospitalização e um possível óbito”, explica. O especialista não acredita, no entanto, que uma quarentena mais restrita, como ocorreu em algumas cidades em março e abril, seja possível, segundo ele, pela própria necessidade de preservação da saúde mental das pessoas. “O que se deve fazer, então, é incentivar a realização de atividades ao ar livre e em espaços bem ventilados”, diz. Para o médico Felipe Duarte Silva, do Hospital Sírio-Libanês, um dos desafios deste momento de novo aumento de casos é comportar também o atendimento do que ele chama de pacientes não-covid. “Já sabemos como converter leitos para atender pacientes com covid-19, por exemplo. Mas o problema é acomodar os pacientes não-covid, cuja gravidade aumentou desde abril, porque as pessoas tiveram medo de ir ao hospital e se contaminar e ficaram piorando em casa”, lamenta ele, que diz que a procura por atendimento no pronto-socorro aumentou no último mês. Para dar conta da situação, o coordenador de Práticas Médicas do Sírio-Libanês aposta no atendimento por fluxos, como praticamente todas as unidades de saúde adotaram na pandemia, com áreas separadas entre os pacientes com covid-19 e os demais, além de zonas de transição. E para conter uma eventual segunda onda, ele tem apenas uma receita: “É preciso manter o distanciamento social. Afinal, a pandemia não acabou”. Siga a cobertura em tempo real da crise da covid-19 e acompanhe a evolução da pandemia no Brasil.

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 11/11/2020 às 23h16

O Todos Pela Saúde, organização integrada por médicos e especialistas e criada para o combate à Covid-19, discute o lançamento de nova campanha para insistir que o uso das máscaras e o distanciamento social, mesmo em encontros pequenos e reservados, segue sendo fundamental. RELAX TOTAL  “As classes A e B, que conseguiram se isolar no início da epidemia, agora estão saindo, e de forma muito relaxada, o que já está gerando uma nova onda de contaminação”, afirma o médico Sidney Klajner, presidente do Hospital Albert Einstein. CURVA  A coluna revelou que hospitais privados têm registrado um aumento nos atendimentos de infecção pelo novo coronavírus. O Sírio Libanês tem hoje 120 pacientes, número próximo ao do pico da epidemia. O HCor viu o atendimento saltar, de 18 para 30 pacientes. No Vila Nova Star, os casos no pronto atendimento dobraram. RISCO  O fenômeno é creditado ao comportamento de grande parte da classe média e alta: os jovens frequentam festas sem qualquer cuidado. E mesmo pessoas mais velhas e, em tese, mais cautelosas, vão a encontros familiares e com amigos, tiram as máscaras e ficam próximas —justamente a atitude mais perigosa de todas. DISPARO  Há ainda um temor de que se repita agora o que ocorreu no começo da epidemia no Brasil: a infecção se alastrar por todas as classes sociais, revertendo a curva de queda de casos na cidade. TODO CUIDADO  “Estamos preocupados em comunicar às pessoas as situações que podem levar a um novo aumento dos casos de Covid-19”, diz Klajner. PRIMEIRA PARTE   A primeira campanha do Todos Pela Saúde, “Usar a Máscara Salva”, foi estrelada pelo médico Drauzio Varella, que também integra o conselho da organização. LEIA TODOS OS TEMAS ABORDADOS PELA EDIÇÃO IMPRESSA DA COLUNA DESTA QUINTA (12) Especialistas contra a Covid-19 debatem nova campanha pelo uso de máscaras e isolamento social Investidas de simpatizantes do PT a favor de Boulos geram incômodo em dirigentes petistas Bancada Ativista fará ação em São Paulo pelo incentivo ao voto Kim Kataguiri e Isa Penna mediarão debate com candidatos do MBL e do PSOL PSOL pede que TCU investigue queda de investimento contra a Covid-19 pelo governo federal Filtro 'petistas com Boulos' ganha adesões no Facebook na véspera do pleito Maju Coutinho apresentará evento virtual do Prêmio Jabuti Barroso debate sobre fake news e democracia Betty Faria exibe novo corte de cabelo, e Regina Casé posa com elenco de 'Amor de Mãe' QUARENTENA com BRUNO B. SORAGGI, BIANKA VIEIRA e VICTORIA AZEVEDO

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 11/11/2020 às 19h45

O técnico Cuca, do Santos, apresentou "sintomas respiratórios transitórios" nesta quarta-feira, de acordo com boletim médico divulgado pelo Hospital Sírio-Libanês. O treinador, que está internado após testar positivo para covid-19, enfrenta leve dificuldade para respirar. "O paciente Alexi Stival, conhecido como Cuca, apresentou sintomas respiratórios transitórios nesta quarta-feira, que são comuns nesta fase da infecção por covid-19, e recebeu cuidados clínicos. O paciente segue em observação clínica. Não há previsão de alta hospitalar", informou boletim assinado pelo médico Angelo Fernandez, diretor clínico do hospital. O hospital não apresentou mais informações sobre o estado de saúde de Cuca, que é considerado do grupo de risco por apresentar problema cardíaco. O treinador chegou a passar por cirurgia no coração em dezembro de 2018. Na época, ele chegou a fazer uma breve pausa em sua carreira para tratar do problema. O técnico do Santos sofreu um mal-estar no sábado, antes de comandar treino da equipe em preparação para o jogo contra o Red Bull Bragantino, pelo Brasileirão. Ele foi encaminhado ao hospital, onde teve a confirmação de covid-19. O clube paulista vem enfrentando um surto do novo coronavírus nos últimos dias. No total, são 27 jogadores infectados, sendo dez da equipe comandada por Cuca e sete jogadoras da equipe feminina. São ainda cinco membros da comissão técnica com testes positivos para covid-19. Dois deles são auxiliares de Cuca: Cuquinha e Eudes Pedro, além do preparador de goleiros Arzul. Assim, o treino desta quarta foi orientado pelo auxiliar Marcelo Fernandes e pelo preparador físico Omar Feitosa. Deve ser a dupla a responsável por comandar o Santos no confronto com o líder Internacional, no sábado, na Vila Belmiro, pelo Brasileirão.

CNN PRIME TIME/CNN BRASIL/SÃO PAULO
Data Veiculação: 11/11/2020 às 18h25

Neste sábado pelo brasileirão por causa do surto de Covid19 no clube dez jogadores estão infectados além de funcionários e integrantes da comissão técnica o time feminino do peixe também tem dezessete casos positivos pro novo coronavírus a repórter débora freitas ela tá no hospital sírio libanês em são paulo onde o técnico cuca está internado débora boa noite pra você quando eu estar do cuca conta pra gente boa noite uma árvore acordo com o último boletim médico divulgado o estado de saúde de cuca estável os sinais vitais estão normais ele está em observação no entanto o técnico do santos permanece internada preventivamente aqui no hospital sírio libanês por causa do histórico de problemas cardíacos ainda não há previsão de alta mas a expectativa da divulgação do novo boletim médico ainda hoje além de cuca dez jogadores do santos foram infectados pela covid19 só esta semana sem contar outros integrantes da comissão técnica todos estão isolados e sendo acompanhado pelo departamento médico do clube se aguarda a decisão da cbf sobre o pedido de cancelamento da partida contra o inter marcado para este sábado pelo campeonato brasileiro o certo também atingiu o time feminino de futebol na vila belmiro dezessete atletas os cinco integrantes da comissão técnica das sereias da vila também foram contaminados inclusive o time feminino perdeu hoje por w o a o jogo que estava marcado contra o são josé pelo campeonato paulista de futebol feminino a federação paulista de futebol não cancelou a partida como havia solicitado o santos alegando falta de data o clube informou que vai acionar o tribunal de justiça desportiva de são paulo márcio muito obrigado débora c ver tanta preocupação com a corrida de um lado e de outro a anvisa agência né

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 11/11/2020 às 18h06

SÃO PAULO - Com alta de infecções na classe média constatada na capital paulista, hospitais privados de São Paulo voltaram a registrar aumento de atendimentos e internações por covid-19 ao longo do último mês. Já na rede pública municipal, boletins epidemiológicos da Prefeitura mostram que o índice vinha recuando significativamente mês a mês, mas acabou estacionando em novembro. No Hospital Sírio-Libanês, por exemplo, o número de internações por covid19 havia recuado para 80 em outubro e agora voltou a registrar 120, o mesmo patamar de abril, fase mais aguda da pandemia. Entre os pacientes, 50 estão na UTI. Já o HCor, no Paraíso, na zona sul, chegou a internar cem pessoas no período mais crítico, mas viu o índice cair nos meses seguintes. Há três semanas, porém, as internações subiram de novo: de 17 registros, em 20 de outubro, para 30, no último dia do mês. Desde então, a taxa tem se mantido acima desse patamar. Esses dados foram publicados pela colunista Mônica Bergamo, do jornal, e confirmadas pelo Estadão. "Em nenhum dos dias, o índice foi inferior ao de 20 internações diárias", diz o HCor, em nota. Considerando só leitos de UTI, havia 13 pessoas no hospital por casos confirmados ou suspeitos de coronavírus no início desta semana. O Hospital Vila Nova Star, que atende principalmente público de alta renda, confirma, em nota, que houve “aumento no número de pacientes com suspeita de covid19” no pronto-socorro, mas não informou o número de atendimentos. “Ressalta, porém, que a quantidade de internações permanece estável”, diz o comunicado. Por sua vez, o São Camilo afirma ter notado crescimento “gradual e muito sutil” tanto nas internações quanto nos atendimentos do PS. Em 13 de setembro, a unidade registrava 39 pacientes internados -- média que se manteve pelo mês seguinte. Agora são 45, segundo último boletim do hospital. "Desde o dia 12 de outubro, temos constatado uma reversão da tendência de queda e, em alguns hospitais privados, aumento de internações”, descreve o especialista em saúde pública Márcio Sommer Bittencourt, do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica do Hospital Universitário da USP, que reúne e monitora boletins de unidades na capital. “O crescimento observado é lento e gradual", e não acelerado como em abril. O monitoramento tem notado, ainda, alta no número de pacientes em prontos-socorros dessas unidades por suspeita de coronavírus, segundo Bittencourt. "O aumento de infecções é principalmente entre os mais jovens, grupo que está mais cansado do isolamento social e tem menor chance de evoluir para quadro grave", diz. Ainda assim, gestores de alguns hospitais já discutem reativar comitês de crise e retomar leitos exclusivos para covid19. Bittencourt explica que não existe banco de dados público sobre ocupação na rede privada e as informações dependem de divulgação voluntária de cada unidade. Ele também pondera que hospitais de referência acabam recebendo grande volume de pacientes de outras cidades ou Estados. Ao comentar a situação da pandemia no País nesta terça-feira, 10, o presidente Jair Bolsonaro disse que o Brasil tinha de deixar de ser "um País de maricas". “Tudo agora é pandemia, tem que acabar com esse negócio, pô. Lamento os mortos, lamento. Todos nós vamos morrer um dia, aqui todo mundo vai morrer. Não adianta fugir disso, fugir da realidade. Tem que deixar de ser um País de maricas", disse ele. O presidente e boa parte dos seus auxiliares abandonaram o uso de máscaras, proteção que pode auxiliar na contenção da propagação da doença. Estudo sorológico mostrou alta de casos em bairros nobres Inquérito sorológico feito com adultos de São Paulo, divulgado em setembro, mostrou avanço do coronavírus em bairros nobres, principalmente da região centro-oeste, onde a prevalência subiu de 5,2% para 10,3%. Em bairros de IDH alto, o aumento foi de 53%. Para Bittencourt, é possível que isso tenha impactado na rede. Também há outras unidades que mantiveram o índice estável no último mês. No início de abril, por exemplo, o Albert Einstein chegou a ter 135 pacientes internados por covid19, 112 deles na UTI -- número que caiu para 56 em outubro. Nesta semana, eram 59. A Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (Fehoesp) afirma que, diante de amostra pequena, seria cedo para afirmar que houve aumento de casos. Em São Paulo, há 116 hospitais privados, sem contar os filantrópicos. A federação também diz não dispor de levantamento geral por enquanto. Para o Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp), os dados podem ser sazonais e pouco significativos. "Nesses hospitais, até onde se tem notícia, os dados indicam que o número de internações aumentou, mas isso não quer dizer que esse aumento possa e deva, necessariamente, ser um indicativo de que vai acontecer na cidade e no Estado de São Paulo como um todo", pondera o presidente Francisco Balestrin. Segundo Balestrin, também não é possível afirmar que há uma segunda onda da pandemia na cidade. "Em março e abril, foram esses hospitais que começaram a ter aumento de pacientes, porque o vírus começou a pegar nas pessoas de classes A e B”, diz. “Esse mesmo grupo socioeconômico, de alguma forma, está se expondo mais agora, desrespeitando o distanciamento social, o uso de máscara, aparentemente sendo displicente com isso." Nos hospitais municipais, internações pararam de cair já nos hospitais municipais, boletins epidemiológicos da gestão Bruno Covas (PSDB) indicam que, em geral, as internações pararam de cair em novembro. No dia 1.º, havia 642 pacientes por covid19, considerando unidades da Prefeitura e leitos contratados na rede privada. Já na quarta-feira, 10, eram 655 internados, segundo o boletim mais recente. Esse comportamento contrasta com o que vinha sendo observado nos meses anteriores, com quedas consecutivas na capital paulista. Entre os dias 1º e 15 de outubro, por exemplo, São Paulo havia saído de 807 internações para 623, um recuo de 22,8% em duas semanas, que fez a cidade chegar ao patamar atual. Para comparação, o patamar era de 1.200 casos, em agosto, e 930, em setembro.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 11/11/2020 às 14h41

O número de órgãos e tecidos doados teve queda de 59% no estado de São Paulo durante a pandemia, segundo os dados da Secretaria de Saúde do estado. Entre abril e outubro deste ano, foram 2.100 doações realizadas. No mesmo período do ano passado, foram 5.068 doações contabilizadas, segundo o levantamento. A redução foi acentuada, principalmente, pela queda de 80% nas doações de córnea e também de 80% em rins doados por pessoas vivas. Entre abril e outubro de 2020, foram doados 59 rins por pessoas vivas. Em 2019, no mesmo período, foram 285 doações. Já a doação de córneas passou de 3.248 em 2019 para 641 neste ano, de acordo com a secretaria. O coordenador da Central de Transplantes de SP, Francisco de Assis Salomão, explica que as cirurgias eletivas de transplante de córnea e de rins foram paralisadas durante a pandemia — o que explicaria a redução justamente nesse tipo de doação. "As cirurgias emergenciais de transplante córnea continuaram, mas as eletivas foram paralisadas e só foram retomadas em outubro. Com os rins, como existe tratamento por meio de diálise, os transplantes foram postergados para proteger tanto os receptores quanto os doadores vivos", afirma. O menino Henzo, de 9 anos, foi um dos casos que não podia esperar a pandemia passar. Ele nasceu com atresia das vias biliares, uma doença que, com o passar do tempo, exige que o paciente faça transplante de fígado. Herivelto Machado, pai da criança, afirma que o Enzo estava há anos na fila para receber o transplante. Como a doação pode ser feita por pessoas vivas compatíveis com o paciente, ele e a filha mais nova tentaram fazer a doação, mas não conseguiram por problemas de saúde. "Neste ano, tentamos com uma irmã minha, tia do Henzo. Viemos para São Paulo para fazer os exames, mas, antes de sair o resultado, o hospital nos ligou de madrugada para falar que encontrou um outro doador compatível. Corremos para lá para ele fazer a cirurgia", conta Herivelto. A cirurgia foi feita pelo SUS, no Hospital Sírio-Libanês. O doador foi um menino de 17 anos que teve morte encefálica. "A gente é do interior de Minas Gerais. Eu via pela televisão como estava a situação de São Paulo na pandemia e como estava perigoso. Então viemos com preocupação, mas alegres que íamos resolver o problema dele. Eu estava naquela ansiedade de poder dar uma vida melhor ao meu filho, e curar ele", conta Herivelto. Outros órgãos que tiveram queda nas doações em 2020 foram pulmão (-52%), rim doado por pessoas após morte encefálica (-13%), fígado doado por pessoas vivas (-17%) e coração (-6%). Já o número de doadores de órgãos teve queda de apenas 4%. Entre abril e outubro deste ano, foram 625 doadores. No mesmo período do ano passado, foram 653. Essa queda menos expressiva se dá porque só são contabilizadas pessoas que doaram os órgãos após a morte encefálica. "Pessoas vivas, que podem doar rins e fígado, não entram nessa conta", diz o coordenador da Central de Transplantes de SP. Vídeos: Tudo sobre São Paulo e Região Metropolitana

LANCE!NET/RIO DE JANEIRO
Data Veiculação: 11/11/2020 às 07h00

A semana livre para treinamentos serviria para o Santos aproveitar o tempo livre de jogos e acertar a equipe para os próximos compromissos na temporada. Porém, os dias sem jogos começaram de maneira turbulenta nos arredores do CT Rei Pelé. Tudo começou no último sábado (7), quando o técnico Cuca testou positivo para Covid-19 e foi internado por precaução no Hospital Sírio-Libanês, onde permanece em repouso. Depois, no domingo, o gerente de futebol Jorge Andrade, além do médico do Peixe, Guilherme Faggioni, também tiveram resultados positivos para a doença. Mais tarde, o clube confirmou catorze jogadoras da equipe feminina do Peixe contaminadas com a Covid-19. A situação, que já era ruim, piorou na última segunda (09), quando três jogadores da equipe titular foram diagnosticados com a doença: o goleiro João Paulo, o zagueiro Lucas Veríssimo e o lateral Madson. Além deles, o preparador de goleiros Arzul também foi infectado. Com todo esse risco de um surto nos arredores do CT Rei Pelé, a preparação do elenco para o jogo contra o Internacional, no próximo sábado (14), foi prejudicada. O clube cancelou o treino desta terça-feira para os jogadores fazerem novos exames para a Covid-19. Com isso, a comissão técnica perdeu pelo menos um dia de treinos e corre o sério risco de ver novos jogadores infectados. Vale destacar que o Santos não tinha uma semana livre de jogos há pouco mais de um mês, entre as vitórias contra o Defensa y Justicia (ARG), pela Libertadores e a derrota para o Fluminense, no Brasileirão, na última semana de outubro. Resta saber se o time irá superar esses contratempos para voltar a vencer no Campeonato Brasileiro e encostar nos líderes do campeonato. Felipe Jonatan realiza teste de Covid-19 (Foto:Ivan Storti/Santos FC)

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 11/11/2020 às 06h00

Cuca teve melhora nas últimas horas, mas recebeu a notícia de familiares que também testaram positivo para a covid-19: sua esposa, seu filho, seu genro e seus sogros. Os familiares visitaram o técnico em Santos na semana passada, antes da volta para Curitiba. Todos não apresentaram sintomas graves até o momento, mas preocupam Cuca. O treinador santista está internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e ainda não tem previsão de alta. Os sintomas, porém, diminuíram nos últimos dias. Depois de apresentar febre, aumento na pressão e taquicardia, Cuca está melhor e espera continuar o isolamento em casa em breve. Ele testou positivo no sábado e foi internado preventivamente em função de histórico de problemas no coração.

YAHOO! FINANÇAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 11/11/2020 às 00h57

90min Ler o artigo completo Nathalia Almeida 10 de novembro de 2020 7:57 PM · 1 minuto de leitura O temor que pairava sobre a Vila Belmiro na manhã desta terça-feira (10), acabou se confirmando nas últimas horas do dia. Após nova bateria de testes realizada nesta tarde no CT Rei Pelé, o Santos confirmou mais sete casos positivos para covid-19 em seu elenco profissional, com o número de contaminados chegando a dez entre jogadores alvinegros. Além de João Paulo, Lucas Veríssimo e Madson - jogadores que já haviam testado positivo em bateria de exames realizada no início da semana -, Jobson, Alex, Jean Mota, Vladimir, Diego Pituca, Alison e Sandry também foram diagnosticados com o novo covid-19. Todos foram imediatamente afastados das atividades diárias do clube e estão sendo monitorados pelo departamento médico do Peixe. Em nota oficial publicada em seu site, o Santos ainda confirmou que seis membros da comissão técnica alvinegra também testaram positivo para a covid-19, dentre eles os auxiliares Cuquinha e Eudes Pedro. Vale lembrar que o técnico Cuca foi internado preventivamente no Hospital Sírio-Libanês, logo após ser diagnosticado com a doença, por conta de seu histórico de problemas cardíacos. Uma nova bateria de exames será realizada na próxima quinta-feira (12), 48 horas da partida entre Santos e Internacional pelo Brasileirão, como manda o protocolo da CBF para a competição. POPULARES 1. Bolsonaro diz que não vai surgir novo líder em 2 anos e que vida na Presidência é uma 'desgraça' 2. Morales anuncia que irá retomar projeto de lítio na Bolívia 3. Aprenda a fixar mensagens no Telegram 4. Ludmilla rebate críticas por clipe em favela: 'Queriam que eu gravasse aonde?' 5. Bugs no Chrome, Android, iOS e Windows eram usados para espionar internautas