Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

R7.COM/SÃO PAULO
Data Veiculação: 11/09/2020 às 15h47

Grandes escolas particulares da cidade de São Paulo pretendem voltar às aulas com todos os alunos. Esses colégios vão usar o esquema de "bolhas" ou "clusters" já adotado em outros países, em que as turmas são divididas em pequenos grupos e fazem rodízio presencial. Dessa forma, os alunos acabarão indo uma ou duas vezes por semana à escola e fazem o restante do ensino remotamente. A Prefeitura ainda não liberou a volta às aulas na capital e a decisão do prefeito Bruno Covas (PSDB) é esperada para a semana que vem. Profissionais das escolas passaram os últimos meses debruçados em logísticas — com altos gastos — para viabilizar a abertura e agora dizem temer que a cidade não autorize a volta. O Estadão analisou 14 protocolos de escolas particulares já prontos ou conversou com os responsáveis que finalizam os documentos. Todas se dizem prontas para abrir assim que for autorizado. A regra do governo do Estado é a de que, na primeira etapa, devem voltar apenas 35% dos estudantes sem especificar como essa conta deve ser feita. A gestão João Doria (PSDB) prevê a retomada em 7 de outubro, mas prefeitos precisam autorizá-la. Desde terça-feira, o governo paulista liberou a reabertura de escolas para a oferta de atividades extracurriculares, como aulas de reforço e, segundo o Estado, 128 cidades deram aval para iniciar a retomada de atividades presenciais. A ideia das bolhas é a de que os alunos tenham contato com um grupo menor de colegas, o que diminui as chances de transmissão da covid-19 e controla melhor se ela eventualmente acontecer. Países como Alemanha e Inglaterra usaram o modelo. Muitas das escolas tomaram essa decisão com base em orientação dos Hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês, que cobram até R$ 250 mil para assessorar as instituições. A recomendação é de que esses pequenos grupos façam tudo junto e separados dos outros, como recreio, alimentação e aulas. Em muitas escolas, as carteiras até serão identificadas com os nomes dos estudantes. Alguns pais, principalmente os que discordam da volta neste ano, acreditam que não vale a pena o filho retornar para ir poucas vezes na semana. "A gente precisa começar. Para chegar a um modelo completo, que todos desejamos, temos de passar por isso", diz a diretora pedagógica do Colégio Santa Cruz, Débora Vaz. "Faz parte do processo de aprendizagem, de como passar a viver juntos numa experiência segura. Nós - educadores, estudantes e família - estamos todos aprendendo." No Santa Cruz, o protocolo prevê que crianças da educação infantil (creche e pré-escola) até o 1.º ano do fundamental irão duas vezes por semana; os de 2.º ano em diante, apenas uma vez, nesta primeira etapa. Para uma mãe do Santa Cruz que pediu para não ter o nome divulgado, não "vale a pena colocar toda uma comunidade escolar em risco, professores, profissionais de limpeza, porteiros" para que a filha vá poucas vezes ao colégio até o fim do ano. No Colégio Oswald de Andrade, na zona oeste, as salas serão divididas em três turmas: por exemplo, 1.º ano C (grupo 1), 1.º ano C (grupo 2) e 1.º ano C (grupo 3). Em uma semana, o grupo 1 vai na segunda-feira à escola, o 2, na terça, e assim sucessivamente, começando novamente a sequência na quinta e seguindo na próxima semana. O mesmo vai ser feito em todas as séries, considerando os alunos cujos pais permitiram a volta. "Não há como justificar para o pai que um ano é mais importante que o outro", diz Claudio Giardino, diretor executivo do grupo OEP, que inclui os colégios Oswald, Elvira Brandão e Piaget. Na Escola Viva, na zona sul da capital, a decisão foi a mesma. "Até pensamos em priorizar o 3.º médio, que não terá mais um ano mas entendemos que voltar para a escola é um direito de todos, todo mundo que quiser vai poder voltar", diz a diretora Camilla Schiavo. Outras instituições ouvidas pelo Estadão com protocolos semelhantes são Colégio Dante Alighieri, Porto Seguro, Pentágono Gracinha, Miguel de Cervantes, Escola da Vila e Projeto Vida. No Colégio Bandeirantes, todos os alunos voltarão na primeira etapa, mas algumas séries irão em uma semana durante quatro dias e depois ficarão a outra semana em casa, quando vão outras séries. A Escola Luminova foi a única das ouvidas que escolheu retomar na primeira etapa só com educação infantil, 1.º e 2.º ano, "por serem séries de alfabetização e quem mais precisa desse tipo de atividade", diz o diretor acadêmico Luizinho Magalhães. O restante da escola permanecerá com ensino online. Os professores, no entanto, principalmente da educação infantil e fundamental 1 (1.º ao 5.º ano), que são polivalentes, poderão ter contato com todos os pequenos grupos. "A professora é adulta tem capacidade maior de controlar o distanciamento, foi treinada para os protocolos, então o risco é menor", explica a diretora de Desenvolvimento de Projetos e Consultoria do Hospital Albert Einstein, Anarita Buffe. Quarentena de livros Outras medidas que serão adotadas incluem quarentena de livros e exigência de cinco máscaras para cada aluno. As bibliotecas, em geral, permanecerão abertas, mas não será mais possível andar pelos corredores das prateleiras, tocando os livros, para escolher o preferido. Eles terão de ser pedidos para uma funcionária ou online. Isso acontecerá em Pentágono e Oswald. No Dante e no Santa Cruz, as crianças deverão levar cinco máscaras cada para fazer três trocas. "Uma quando chega, uma no lanche, uma na saída", informa o protocolo do Dante. Outras escolas pedem uma quantidade menor, mas há a divergência sobre a idade em que as máscaras serão exigidas. A Sociedade Brasileira de Pediatria pede que o uso seja feito a partir de 2 anos, mas há colégios que só vão recomendar máscaras para crianças acima de 5 anos. A refeição na escola também vai ser diferente. Em algumas, as cantinas estarão fechadas, em outras, vão funcionar em esquema delivery, como na Luminova. Outras permitem alimentação só na sala de aula. No Bandeirantes, o tempo no colégio foi reduzido e os alunos não poderão comer na escola. "Esse momento da alimentação é muito crítico, todo mundo tira a máscara, fica mais exposto", explica a diretora pedagógica do Band, Mayra Lora. Há ainda recomendação para as crianças pequenas e professoras tirarem os sapatos assim que entrarem na sala de aula, como na Projeto Vida, na zona norte. Alunos maiores terão de levar poucos materiais na mochila e não compartilhar nada com colegas. Em comum, as 14 escolas consultadas vão medir temperatura de todos ao entrar, exigir distanciamento de 1,5 metro, sinalizar os caminhos para os alunos caminharem dentro do colégio e fazer rígida higienização do espaço e das mãos de todos. Copyright © Estadão. Todos os direitos reservados.

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 11/09/2020 às 14h56

Grandes escolas particulares da cidade de São Paulo pretendem voltar às aulas com todos os alunos. Esses colégios vão usar o esquema de "bolhas" ou "clusters" já adotado em outros países, em que as turmas são divididas em pequenos grupos e fazem rodízio presencial. Dessa forma, os alunos acabarão indo uma ou duas vezes por semana à escola e fazem o restante do ensino remotamente. A Prefeitura ainda não liberou a volta às aulas na capital e a decisão do prefeito Bruno Covas (PSDB) é esperada para a semana que vem. Profissionais das escolas passaram os últimos meses debruçados em logísticas - com altos gastos - para viabilizar a abertura e agora dizem temer que a cidade não autorize a volta. O Estadão analisou 14 protocolos de escolas particulares já prontos ou conversou com os responsáveis que finalizam os documentos. Todas se dizem prontas para abrir assim que for autorizado. A regra do governo do estado é a de que, na primeira etapa, devem voltar apenas 35% dos estudantes sem especificar como essa conta deve ser feita. A gestão João Doria (PSDB) prevê a retomada em 7 de outubro, mas prefeitos precisam autorizá-la. Desde terça-feira, o governo paulista liberou a reabertura de escolas para a oferta de atividades extracurriculares, como aulas de reforço e, segundo o estado, 128 cidades deram aval para iniciar a retomada de atividades presenciais. A ideia das bolhas é a de que os alunos tenham contato com um grupo menor de colegas, o que diminui as chances de transmissão da covid-19 e controla melhor se ela eventualmente acontecer. Países como Alemanha e Inglaterra usaram o modelo. Muitas das escolas tomaram essa decisão com base em orientação dos Hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês, que cobram até R$ 250 mil para assessorar as instituições. A recomendação é de que esses pequenos grupos façam tudo junto e separados dos outros, como recreio, alimentação e aulas. Em muitas escolas, as carteiras até serão identificadas com os nomes dos estudantes. Alguns pais, principalmente os que discordam da volta neste ano, acreditam que não vale a pena o filho retornar para ir poucas vezes na semana. "A gente precisa começar. Para chegar a um modelo completo, que todos desejamos, temos de passar por isso", diz a diretora pedagógica do Colégio Santa Cruz, Débora Vaz. "Faz parte do processo de aprendizagem, de como passar a viver juntos numa experiência segura. Nós - educadores, estudantes e família - estamos todos aprendendo." No Santa Cruz, o protocolo prevê que crianças da educação infantil (creche e pré-escola) até o 1º ano do fundamental irão duas vezes por semana; os de 2º ano em diante, apenas uma vez, nesta primeira etapa. Para uma mãe do Santa Cruz que pediu para não ter o nome divulgado, não "vale a pena colocar toda uma comunidade escolar em risco, professores, profissionais de limpeza, porteiros" para que a filha vá poucas vezes ao colégio até o fim do ano. No Colégio Oswald de Andrade, na zona oeste, as salas serão divididas em três turmas: por exemplo, 1º ano C (grupo 1), 1º ano C (grupo 2) e 1º ano C (grupo 3). Em uma semana, o grupo 1 vai na segunda-feira à escola, o 2, na terça, e assim sucessivamente, começando novamente a sequência na quinta e seguindo na próxima semana. O mesmo vai ser feito em todas as séries, considerando os alunos cujos pais permitiram a volta. "Não há como justificar para o pai que um ano é mais importante que o outro", diz Claudio Giardino, diretor executivo do grupo OEP, que inclui os colégios Oswald, Elvira Brandão e Piaget. Na Escola Viva, na zona sul da capital, a decisão foi a mesma. "Até pensamos em priorizar o 3º médio, que não terá mais um ano, mas entendemos que voltar para a escola é um direito de todos, todo mundo que quiser vai poder voltar", diz a diretora Camilla Schiavo. Outras instituições ouvidas pelo Estadão com protocolos semelhantes são Colégio Dante Alighieri, Porto Seguro, Pentágono, Gracinha, Miguel de Cervantes, Escola da Vila e Projeto Vida. No Colégio Bandeirantes, todos os alunos voltarão na primeira etapa, mas algumas séries irão em uma semana durante quatro dias e depois ficarão a outra semana em casa, quando vão outras séries. A Escola Luminova foi a única das ouvidas que escolheu retomar na primeira etapa só com educação infantil, 1º e 2º ano, "por serem séries de alfabetização e quem mais precisa desse tipo de atividade", diz o diretor acadêmico Luizinho Magalhães. O restante da escola permanecerá com ensino online. Os professores, no entanto, principalmente da educação infantil e fundamental 1 (1º ao 5º ano), que são polivalentes, poderão ter contato com todos os pequenos grupos. "A professora é adulta, tem capacidade maior de controlar o distanciamento, foi treinada para os protocolos, então o risco é menor", explica a diretora de Desenvolvimento de Projetos e Consultoria do Hospital Albert Einstein, Anarita Buffe. Quarentena de livros outras medidas que serão adotadas incluem quarentena de livros e exigência de cinco máscaras para cada aluno. As bibliotecas, em geral, permanecerão abertas, mas não será mais possível andar pelos corredores das prateleiras, tocando os livros, para escolher o preferido. Eles terão de ser pedidos para uma funcionária ou online. Isso acontecerá em Pentágono e Oswald. No Dante e no Santa Cruz, as crianças deverão levar cinco máscaras cada para fazer três trocas. "Uma quando chega, uma no lanche, uma na saída", informa o protocolo do Dante. Outras escolas pedem uma quantidade menor, mas há a divergência sobre a idade em que as máscaras serão exigidas. A Sociedade Brasileira de Pediatria pede que o uso seja feito a partir de 2 anos, mas há colégios que só vão recomendar máscaras para crianças acima de 5 anos. A refeição na escola também vai ser diferente. Em algumas, as cantinas estarão fechadas, em outras, vão funcionar em esquema delivery, como na Luminova. Outras permitem alimentação só na sala de aula. No Bandeirantes, o tempo no colégio foi reduzido e os alunos não poderão comer na escola. "Esse momento da alimentação é muito crítico, todo mundo tira a máscara, fica mais exposto", explica a diretora pedagógica do Band, Mayra Lora. Há ainda recomendação para as crianças pequenas e professoras tirarem os sapatos assim que entrarem na sala de aula, como na Projeto Vida, na zona norte. Alunos maiores terão de levar poucos materiais na mochila e não compartilhar nada com colegas. Em comum, as 14 escolas consultadas vão medir temperatura de todos ao entrar, exigir distanciamento de 1,5 metro, sinalizar os caminhos para os alunos caminharem dentro do colégio e fazer rígida higienização do espaço e das mãos de todos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

ANAHP
Data Veiculação: 11/09/2020 às 00h00

Evento online do Hospital Moinhos de Vento aborda tratamento do carcinoma de células renais 11 de setembro, 2020 Atividade integra programação do ciclo de palestras sobre avanços em pesquisa clínica em oncologia Um tipo de tumor considerado pouco comum, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de rim atinge cerca de 150 mil pessoas no mundo, a grande maioria idosos. Porém, sua incidência vem aumentando no Brasil e o último levantamento, de 2018, revela que foram 6 mil novos casos no país. A situação complexa e agressiva exige investimento em pesquisas e tratamentos de primeira linha. O Centro de Pesquisa Clínica do Hospital Moinhos de Vento traz o assunto para o próximo evento científico online do ciclo de palestras “Avanços em Pesquisa Clínica em Oncologia”. Na terça-feira (15), especialistas irão discutir o tema “Carcinoma de células renais avançado: opções na primeira linha de tratamento”. Estarão em pauta no encontro os novos medicamentos, imunoterapia e terapias-alvo – tratamentos que têm como objetivo melhorar o prognóstico dos pacientes e possibilitar intervenções menos invasivas, com maiores taxas de cura e menores riscos de recidiva. O palestrante convidado é o oncologista clínico Daniel da Motta Girardi, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), médico do Hospital Sírio Libanês em Brasília e atualmente advanced clinical fellow em tumores geniturinários no Instituto Nacional do Câncer, em Bethesda (EUA). A moderação será do coordenador médico de pesquisa em oncologia do Hospital Moinhos de Vento, Pedro Isaacsson, e do chefe do Serviço de Oncologia da instituição, Sérgio Roithmann. A palestra é destinada a médicos e outros profissionais da saúde. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site da instituição. O ciclo de palestras realiza, mensalmente, atividades educacionais em oncologia, com foco em atualizações científicas e educação continuada. O objetivo é promover o estímulo ao desenvolvimento e ampliação de conhecimento na área de pesquisa. Ver o mês atual Setembro COVID-19: COMO A PANDEMIA TEM TRANSFORMADO AS RELAÇÕES ENTRE PRESTADORES E OPERADORAS DE PLANOS DE SAÚDE

MEIO&MENSAGEM ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 11/09/2020 às 06h00

A HSM Expo, feira de gestão empresarial, completa 20 anos em 2020 e, assim como todo o mercado de eventos, precisou se reinventar por conta da pandemia da Covid-19. O festival que já experimentava um modelo híbrido — em 2019 foram 40 mil inscritos online e seis mil presenciais — terá uma edição completamente digital. Além disso, pela primeira vez, o evento será gratuito. O ticket médio da feira chegava a R$ 6 mil. Neste contexto, a HSM Expo NOW! se apresenta como um movimento que vai resultar em mais de 60 horas de conteúdo, divididos em oito dias, e mais de 50 palestrantes, como Amy Webb, Charles Duhigg, Esther Perel, Jonathan Zittrain, Henry Timms, Bozoma Saint John e Efosa Ojomo. O evento terá o apoio da Vivo, CI&T, Accenture e Sírio-Libanês, que também vão atuar em palestras e workshops durante o festival. Segundo Reynaldo Gama, CEO da HSM, em pouco mais de uma semana de lançamento o projeto já registrou cerca de 13 mil inscritos. O objetivo da organização é impactar um milhão de pessoas. As inscrições podem ser feitas na página do evento. Ao todo, o festival terá cinco encontros entre os meses de setembro e novembro. A abertura será realizada nos dias 18 e 19 deste mês. O Off the Grid | Retreat Gravidade Zero vai oferecer uma imersão nos temas que serão debatidos durante o movimento. Já em 30 de setembro, os participantes poderão acompanhar o NOW! People, um dia focado em transformações pessoais e mudanças de relacionamento na vida e no trabalho. No dia 15 de outubro, o NOW! Business vai discutir as tendências e modelos que estão impactando o futuro dos negócios. NOW! HSM Classics, em 29 de outubro, transmitirá as principais palestras e entrevistas realizadas durante os 20 anos da feira. O festival será encerrado com a NOW! Week que vai ocupar os dias 9, 10 e 11 de novembro. A divisão da feira em blocos foi uma estratégia da organização para manter o engajamento do público ao longo dos oito dias de evento, em um contexto onde muitas empresas seguem em home office. De acordo com o CEO da HSM, o foco da vigésima edição da Expo será ajudar no desenvolvimento dos profissionais. “O que mais se sentiu na pandemia foi o quanto nós precisamos de qualificação”, conta Reynaldo. Para isso, a companhia quer transpor a experiência da feira para o online com destaque para workshops e masterclasses que contam com a participação dos inscritos. “Antes o online era muito expositivo, o que nós estamos trazendo é muita mão na massa também no digital”, garantiu o executivo.

O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 11/09/2020 às 03h00

PERGUNTAS & RESPOSTAS 70% dos pais não querem retorno 1. Como funciona esse sistema de “bolhas”? O coordenador do Pronto Atendimento Pediátrico e médico da saúde escolar do Sírio Libanês, Ricardo Luiz Affonso Fonseca, explica que o esquema de “clusters” ou “bolhas” considera o grupo como se fosse um indivíduo. “Um grupo de cinco crianças usa o parquinho e depois você higieniza o local para o próximo grupo de cinco crianças e depois para próximo. Não precisa higienizar para cada criança que usa”, diz. Se houver contaminação de algum aluno, todos precisam fazer quarentena. 2. Haverá procura pelos pais e pelos alunos? Pesquisas de opinião indicam que cerca de 70% dos pais não querem a volta às aulas agora. Todas as escolas estão fazendo também sucessivas consultas próprias e elaborando seus planos de volta levando em consideração a quantidade de alunos cujos pais autorizarão a ida ao colégio. Nos levantamentos internos, em geral, entre 30% e 50% das famílias têm respondido que mandariam os filhos. Há uma percepção entre os diretores de que esses números podem aumentar com a volta efetivamente autorizada pela Prefeitura. 3. Vale a pena voltar por pouco tempo, perto do fim do ano? Especialistas em educação e o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, têm defendido que mesmo apenas um dia presencialmente na escola faz diferença para o estudante, principalmente por causa do vínculo com o professor, essencial na aprendizagem. 4. Como será esse retorno? A regra do governo do Estado é ade que, 11a primeira etapa, devem voltar apenas 35% dos estudantes, sem especificar como essa conta deve ser feita. A quantidade de alunos nas escolas aumentará para 70% do total na segunda etapa. Ela ocorre quando 60% da população de São Paulo estiver em áreas que ficaram por 14 dias na fase verde (a segunda menos restritiva no plano estadual de flexibilização da quarentena, que tem cinco etapas). Neste momento, apenas duas regiões estão na fase laranja e o restante, na amarela (uma anterior à verde). Mas a volta depende das prefeituras, a exemplo da capital.

O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 11/09/2020 às 03h00

Escola particular em SP deve voltar no formato ‘bolha’ Grandes escolas particulares da cidade de SP pretendem voltar às aulas no esquema de “bolhas”, com rodízio de turmas. N o geral, os alunos deverão ir apenas uma ou duas vezes por semana à aula. METRÓPOLE / PÁG. A10 PANDEMIA DO CORONAVIRUS Escola quer ajuda de advogados para voltar. Pág. All} Assessorados por grandes hospitais, colégios vão usar o esquema de ‘bolhas’ ou ‘clusters’ já adotado em outros países, em que as turmas são divididas em pequenos grupos e fazem rodízio presencial. Protocolo incluirá máscaras, fim do recreio e até troca de sapatos Particulares planejam volta às aulas com aluno indo à escola um dia por semana Renata Cafardo Grandes escolas particulares da cidade de São Paulo pretendem voltar às aulas com todos os alunos. Esses colégios vão usar o esquema de “bolhas” ou “clusters” já adotado em outros países, em que as turmas são divididas em pequenos grupos e fazem rodízio presencial. Dessa forma, os alunos acabarão indo uma ou duas vezes por semana à escola e fazem o restante do ensino remotamente. A Prefeitura ainda não liberou a volta às aulas na capital e a decisão do prefeito Bruno Covas (PSDB) é esperada para a semana que vem. Profissionais das escolas passaram os últimos meses debruçados em logísticas com altos gastos para viabilizar a abertura e agora dizem temer que a cidade não autorize a volta. O Estadão analisou 14 protocolos de escolas particulares já prontos ou conversou com os responsáveis que finalizam os documentos. Todas se dizem prontas para abrir assim que for autorizado. A regra do governo do Estado é a de que, na primeira etapa, devemvoltarapenas35%dos estudantes sem especificar como essa conta deve ser feita. A gestão João Doria (PSDB) prevê a retomada em 7 de outubro, mas prefeitos precisam autorizá-la. Desde terça-feira, o governo paulista liberou a reabertura de escolas para a oferta de atividade s extracurriculares, como aulas de reforço e, segundo o Estado, 128 cidades deram aval para iniciar a retomada de atividades presenciais. A ideia das bolhas é a de que os alunos tenham contato com um grupo menor de colegas, o que diminui as chances de transmissão da covid-19 e controla melhor se ela eventualmente acontecer. Países como Alemanha e Inglaterra, usaram o modelo. Muitas das escolas tomaram essa decisão com base em orientação dos Hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês, que cobram até R$ 250 mil para assessorar as instituições. A recomendação é de que esses pequenos grupos façam tudo junto e separados dos outros, como recreio, alimentação e aulas. Em muitas escolas, as carteiras até serão identificadas com os nomes dos estudantes. Alguns pais, principalmente os que discordam da volta neste ano, acreditam que não vale a pena o filho retornar para ir poucas vezes na semana. “A gente precisa começar. Para chegar a um modelo completo, que todos desejamos, temos de passar por isso”, diz a diretora pedagógica do Colégio Santa Cruz, Débora Vaz. “Faz parte do processo de aprendizagem, de como passar a viver juntos numa experiência segura. Nós educadores, estudantes e família estamos todos aprendendo.” No Santa Cruz, o protocolo prevê que crianças da educação infantil (creche e pré-escola) até o i.° ano do fundamental irão duas vezes por semana; os de 2.0 ano em diante, apenas uma vez, nesta primeira etapa. Para uma mãe do Santa Cruz que pediu para não ter o nome divulgado, não “vale apena colocar toda uma comunidade escolar em risco, professores, profissionais de limpeza, porteiros” para que a filha vá poucas vezes ao colégio até o fim do ano. Divisão de turma. No Colégio Oswald de Andrade, na zona oeste, as salas serão divididas em três turmas: por exemplo, i.° ano C (grupo 1), i.° ano C (grupo 2) e i.° ano C (grupo 3). Em uma semana, o grupo 1 vai na segunda-feira à escola, o 2, na terça, e assim sucessivamente, começando novamente a sequência na quinta e seguindo na próxima semana. O mesmo vai ser feito em todas as séries, considerando os alunos cujos pais permitiram a volta. “Não há como justificar para o pai que um ano é mais importante que o outro”, diz Cláudio Giardino, dire- • Justificativa “A ideia é ser democrático e trazer todo mundo.” Cláudio Giardino DIRETOR EXECUTIVO DO GRUPO OEP, QUE INCLUI OS COLÉGIOS OSWALD. ELVIRA BRANDÃO E PIAGET tor executivo do grupo OEP, que inclui os colégios Oswald, Elvira Brandão e Piaget. Na Escola Viva, na zona sul da capital, a decisão foi a mesma. “Até pensamos em priorizar o 3.0 médio, que não terá mais um ano, mas entendemos que voltar para a escola é um direito de todos, todo mundo que quiser vai poder voltar”, diz a diretora Camilla Schiavo. Outras instituições ouvidas pelo Estadão com protocolos semelhantes são Colégio Dante Alighieri, Porto Seguro, Pentágono, Gracinha, Miguel de Cervantes, Escola da Vila e Projeto Vida. No Colégio Bandeirantes, todos os alunos voltarão na primeira etapa, mas algumas séries irão em uma semana durante quatro dias e depois ficarão a outra semana em casa, quando vão outras séries. A Escola Luminova foi a única das ouvidas que escolheu retomar na primeira etapa só com educação infantil, i.° e 2.0 ano, “por serem séries de alfabetização e quem mais precisa desse tipo de atividade”, diz o diretor acadêmico Luizinho Magalhães. O restante da escola permanecerá com ensino online. Os professores, no entanto, principalmente da educação infantil e fundamental 1 (i.° ao 5.0 ano), que são polivalentes, poderão ter contato com todos os pequenos grupos. “A professora é adulta, tem capacidade maior de controlar o distanciamento, foi treinada para os protocolos, então o risco é menor”, explica a diretora de Desenvolvimento de Projetos e Consultoria do Hospital Albert Einstein, Anarita Buffe. Quarentena de livros. Outras medidas que serão adotadas incluem quarentena de livros e exigência de cinco máscaras para cada aluno. As bibliotecas, em geral, permanecerão abertas, mas não será mais possível andar pelos corredores das prateleiras, tocando os livros, para escolher o preferido. Eles terão de ser pedidos para uma funcionária ou online. Isso acontecerá em Pentágono e Oswald. No Dante e no Santa Cruz, as crianças deverão levar cinco máscaras cada para fazer três trocas. “Uma quando chega, uma no lanche, uma na saída”, informa o protocolo do Dante. Outras escolas pedem uma quantidade menor, mas há a divergência sobre a idade em que as máscaras serão exigidas. A Sociedade Brasileira de Pediatria pede que o uso seja feito a partir de 2 anos, mas há colégios que só vão recomendar máscaras para crianças acima de 5 anos. A refeição na escola também vai ser diferente. Em algumas, as cantinas estarão fechadas, em outras,vão funcionarem esquema delivery, como na Luminova. Outras permitem alimentação só na sala de aula. No Bandeirantes, o tempo no colégio foi reduzido e os alunos não poderão comer na escola. “Esse momento da alimentação é muito crítico, todo mundo tira a máscara, fica mais exposto”, explica a diretora pedagógica do Band, Mayra Lora. Há ainda recomendação para as crianças pequenas e professoras tirarem os sapatos assim que entrarem na sala de aula, como na Projeto Vida, na zona norte. Alunos maiores terão de levar poucos materiais na mochila e não compartilhar nada com colegas. Em comum, as 14 escolas consultadas vão medir temperatura de todos ao entrar, exigir distanciamento de 1,5 metro, sinalizar os caminhos para os alunos caminharem dentro do colégio e fazer rígida higienização do espaço e das mãos de todos. WERTHER SANTANA/ESTADÃO 26/6/2020 \F™T1| solamento. Em comum, 14 escolas consultadas vão medir temperatura de todos ao entrar, exigir distanciamento de 1,5 metro, sinalizar caminhos e fazer rígida higienizaçãodos espaços.