Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

O ESTADO ONLINE/FORTALEZA
Data Veiculação: 11/03/2020 às 00h00

Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia. Reprodução O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas. Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza. A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre. As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada. “Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos”, diz o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês. Um dos projetos do Proadi é o “Lean nas Emergências”, que tem a meta de sanar o problema de superlotação e o longo tempo de espera nas emergências do SUS. Neste ano, cem hospitais públicos devem participar do projeto. Outros 59 já passaram por treinamentos. “Naqueles hospitais onde estou fazendo o ‘Lean’, vou dar suporte para que as emergências consigam absorver o grande número de casos da epidemia”, explica o diretor. Outro projeto que deve estar envolvido na contenção da epidemia, por meio da telemedicina, é o “Saúde em Nossas Mãos”, que tem como objetivo reduzir casos de três tipos de infecções hospitalares em 119 instituições públicas do país. “Vamos fazer o que for necessário. Os ‘gaps’ [brechas] vão aparecer, as necessidades vão ficar claras se epidemia vier na intensidade vista nos outros países. O ministério vai nos apontar as necessidades e a gente vai tentar ajudar. ” Segundo Ana Paula Marques de Pinho, superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Oswaldo Cruz, a ideia é que as instituições ligadas ao Proadi usem a capilaridade dos projetos que já estão em curso no SUS. “Você estende o mesmo nível de controle, a mesma lógica do privado, e o conhecimento fica mais equânime. ” O cenário leva em conta a possibilidade de que nas próximas semanas o país já tenha transmissão comunitária do novo coronavírus. “Os primeiros casos contaminaram de duas a três pessoas. Agora a progressão é geométrica, não tem jeito. É um para dois, dois para quatro, quatro para oito, oito para 16. A gente espera que a situação seja menos grave no Brasil por causa do clima, mas temos obrigação de estarmos preparados para o grave”, afirma Chapchap. Segundo o diretor do Sírio Libanês, a orientação é que, caso o pior cenário se confirme, cirurgias eletivas (como de hérnias, vesícula, quadril, joelho entre outras) sejam adiadas para que os leitos fiquem reservados às vítimas de coronavírus. “Numa hora de estresse, são procedimentos que podem ser adiados sem prejuízo aos pacientes”, diz Chapchap Outra preocupação é com a proteção dos profissionais de saúde, mais suscetíveis à contaminação. No Irã, 40% dos profissionais de saúde se infectaram. Na Itália, até profissionais não treinados, como bombeiros e pessoal do exército, estão ajudando no atendimento de pacientes. O país registra a maior taxa de letalidade até agora: 5%. “A mensagem é: vamos nos preparar para o pior para evitarmos sustos. A gente não quer subsestimar a situação. Se não acontecer, ótimo, vamos celebrar”, diz ele. No Sírio-Libanês, eventos já foram cancelados e médicos proibidos de viajar de avião, inclusive no Brasil. “Você entra num avião e não sabe quem tem e quem não tem [o coronavírus]. Se eu ficar sem o profissional, fico sem conseguir atender os pacientes”, afirma o diretor. Mais conteúdo sobre: Alerta Ministério

VALTER VIEIRA/ SALVADOR
Data Veiculação: 11/03/2020 às 00h00

O Ministério da Saúde estima que, nas próximas duas semanas, haverá um aumento exponencial de casos do novo coronavírus no Brasil.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, diante de tal projeção, a pasta pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia.

Até por volta das 7h50 desta quarta-feira (11), o Brasil registrava 34 casos confirmados de infecção pela covid-19. No pior cenário, a previsão do ministério é que, em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado expressivamente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas.

Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza.

A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre. BAHIA.BA

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Casos de coronavírus devem começar a crescer exponencialmente no Brasil

BLOG DO BG

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Casos de coronavírus devem começar a crescer exponencialmente no país

BAHIA.BA/SALVADOR

PORTAL DO HOLANDA/MANAUS
Data Veiculação: 11/03/2020 às 00h00

As agressões a jornalistas em Manaus O Ministério da Saúde alertou que nas próximas duas semanas e meia haverá um aumento de casos do novo coronavírus (Covid-19) no Brasil. Por isso, cinco hospitais filantrópicos de excelência foram convocados para uma reunião sobre enfrentamento da epidemia. A estimativa é uma avaliação do pior cenário possível no país, com o aumento dos casos sendo exponencial por até oito semanas, após o pico. O Ministério da Saúde acredita que a demanda em hospitais vai aumentar e ainda mais com um momento em que se deve ter um aumento de casos de gripe por influenza. Com essa projeção, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Manieta, convocou uma reunião na última segunda-feira (9), com os gestores dos hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre. As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS). As instituições devem ficar em alerta para auxiliar e resguardar o Sistema Único de Saúde (SUS) no cenário projetado.

YAHOO!NOTÍCIAS /SÃO PAULO
Data Veiculação: 11/03/2020 às 00h00

O Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos que utilizem recursos e pessoal envolvidos em projetos do SUS sobre o novo coronavírus para enfrentar a doença. O governo projeta um aumento exponencial no número de casos nas próximas duas semanas e meia e que se manteriam estáveis por mais oito semanas. O Brasil, no momento, tem 34 casos confirmados. As informações são da Folha de S.Paulo.

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Nesse período, o governo avalia um aumento da demanda por atendimento hospitalar. Isso deve coincidir com o aumento de casos de gripe por influenza.

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A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na segunda-feira com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz, Hospital do Coração e Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

Leia também:

As instituições integram o Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS, projeto público-privado na área da saúde. Um dos projetos do Proadi é o “Lean nas Emergências”, que tem o objetivo de sanar o problema da superlotação e o tempo de espera nas emergências do SUS.

Ao jornal, o diretor-geral do Sírio-Libanês, Paulo Chapchap, falou que, caso o pior cenário se confirme, cirurgias eletivas (como de hérnias, joelhos, entre outras), podem ser adiadas para que os leitos fiquem disponíveis para os contaminados pelo Covid-19. O hospital, aliás, já cancelou eventos e proibiu médicos de viajarem de avião.

IMPRESSO

Ministro alerta para “20 semanas duras”

ZERO HORA/PORTO ALEGRE

WEB

Ministro da Saúde pede ajuda com coronavírus a hospitais privados

ÚLTIMO SEGUNDO/IG/SÃO PAULO

PLENO.NEWS
Data Veiculação: 11/03/2020 às 00h00

Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia. O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas. Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza. A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre. As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada. – Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos – afirmou o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês. Um dos projetos do Proadi é o “Lean nas Emergências”, que tem a meta de sanar o problema de superlotação e o longo tempo de espera nas emergências do SUS. Neste ano, cem hospitais públicos devem participar do projeto. Outros 59 já passaram por treinamentos. – Naqueles hospitais onde estou fazendo o ‘Lean’, vou dar suporte para que as emergências consigam absorver o grande número de casos da epidemia – explicou o diretor. Outro projeto que deve estar envolvido na contenção da epidemia, por meio da telemedicina, é o “Saúde em Nossas Mãos”, que tem como objetivo reduzir casos de três tipos de infecções hospitalares em 119 instituições públicas do país. – Vamos fazer o que for necessário. Os ‘gaps’ [brechas] vão aparecer, as necessidades vão ficar claras se epidemia vier na intensidade vista nos outros países. O ministério vai nos apontar as necessidades e a gente vai tentar ajudar – apontou. Segundo Ana Paula Marques de Pinho, superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Oswaldo Cruz, a ideia é que as instituições ligadas ao Proadi usem a capilaridade dos projetos que já estão em curso no SUS. – Você estende o mesmo nível de controle, a mesma lógica do privado, e o conhecimento fica mais equânime – disse. O cenário leva em conta a possibilidade de que nas próximas semanas o país já tenha transmissão comunitária do novo coronavírus. – Os primeiros casos contaminaram de duas a três pessoas. Agora a progressão é geométrica, não tem jeito. É um para dois, dois para quatro, quatro para oito, oito para 16. A gente espera que a situação seja menos grave no Brasil por causa do clima, mas temos obrigação de estarmos preparados para o grave – afirmou Chapchap. Segundo o diretor do Sírio Libanês, a orientação é que, caso o pior cenário se confirme, cirurgias eletivas (como de hérnias, vesícula, quadril, joelho entre outras) sejam adiadas para que os leitos fiquem reservados às vítimas de coronavírus. – Numa hora de estresse, são procedimentos que podem ser adiados sem prejuízo aos pacientes – disse Chapchap Outra preocupação é com a proteção dos profissionais de saúde, mais suscetíveis à contaminação. No Irã, 40% dos profissionais de saúde se infectaram. Na Itália, até profissionais não treinados, como bombeiros e pessoal do exército, estão ajudando no atendimento de pacientes. O país registra a maior taxa de letalidade até agora: 5%. – A mensagem é: vamos nos preparar para o pior para evitarmos sustos. A gente não quer subsestimar a situação. Se não acontecer, ótimo, vamos celebrar – disse. No Sírio-Libanês, eventos já foram cancelados e médicos proibidos de viajar de avião, inclusive no Brasil. – Você entra num avião e não sabe quem tem e quem não tem [o coronavírus]. Se eu ficar sem o profissional, fico sem conseguir atender os pacientes – afirmou o diretor. *Folhapress 1 OMS declara oficialmente pandemia de coronavírus 2 China: Novo método promete detectar Covid-19 mais rápido 3 Previsão do PIB é reduzida por conta do novo coronavírus

ÚLTIMO SEGUNDO/IG/SÃO PAULO
Data Veiculação: 11/03/2020 às 17h51

Prevendo aumento exponencial de casos do novo coronavírus nas próximas duas semanas e meia, o Ministério da Saúde solicitou auxílio a cinco hospitais privados filantrópicos para lidar com a crise. Instituições, que já possuem parceria público-privada com o Sistema Único de Saúde (SUS), ajudariam com recursos e pessoal.

Na última segunda-feira (9), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, realizou uma reunião sobre o coronavírus com líderes dos hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), em São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre, segundo informação divulgada nesta quarta-feira (11), pela Folha de S. Paulo.

No encontro com o Ministério da Saúde, foi apresentado uma projeção que mostrou que, no pior cenário, deve haver aumento exponencial de casos do novo coronavírus no Brasil nas próximas duas semanas e meia. Segundo previsão, a elevação duraria oito semanas para a baixar.

O governo prevê que nesse período haja uma grande demanda por atendimento hospitalar. A época também coincide com o pico de casos de gripe, aumentando as necessidades. Dessa forma, pediu o auxílio para esses hospitais, que integram o projeto público-privado Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS).

“Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus ], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos”, explicou o diretor-geral do Sírio-Libanês Paulo Chapchap, à Folha de S. Paulo. “Vamos fazer o que for necessário. Os ‘gaps’ [brechas] vão aparecer, as necessidades vão ficar claras se epidemia vier na intensidade vista nos outros países. O ministério vai nos apontar as necessidades e a gente vai tentar ajudar. ”

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Coronavírus: governo projeta aumento exponencial no número de casos

YAHOO!NOTÍCIAS/SÃO PAULO

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Casos de coronavírus devem começar a crescer exponencialmente no Brasil

SÃO MIGUEL PARA TODOS

PRETO NO BRANCO
Data Veiculação: 11/03/2020 às 15h00

Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia.

O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas.

Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza.

A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada.

“Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos”, diz o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês.

Um dos projetos do Proadi é o “Lean nas Emergências”, que tem a meta de sanar o problema de superlotação e o longo tempo de espera nas emergências do SUS. Neste ano, cem hospitais públicos devem participar do projeto. Outros 59 já passaram por treinamentos.

“Naqueles hospitais onde estou fazendo o ‘Lean’, vou dar suporte para que as emergências consigam absorver o grande número de casos da epidemia”, explica o diretor.

Outro projeto que deve estar envolvido na contenção da epidemia, por meio da telemedicina, é o “Saúde em Nossas Mãos”, que tem como objetivo reduzir casos de três tipos de infecções hospitalares em 119 instituições públicas do país.

“Vamos fazer o que for necessário. Os ‘gaps’ [brechas] vão aparecer, as necessidades vão ficar claras se epidemia vier na intensidade vista nos outros países. O ministério vai nos apontar as necessidades e a gente vai tentar ajudar. ”

Segundo Ana Paula Marques de Pinho, superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Oswaldo Cruz, a ideia é que as instituições ligadas ao Proadi usem a capilaridade dos projetos que já estão em curso no SUS.

“Você estende o mesmo nível de controle, a mesma lógica do privado, e o conhecimento fica mais equânime. ”

O cenário leva em conta a possibilidade de que nas próximas semanas o país já tenha transmissão comunitária do novo coronavírus.

“Os primeiros casos contaminaram de duas a três pessoas. Agora a progressão é geométrica, não tem jeito. É um para dois, dois para quatro, quatro para oito, oito para 16. A gente espera que a situação seja menos grave no Brasil por causa do clima, mas temos obrigação de estarmos preparados para o grave”, afirma Chapchap.

Segundo o diretor do Sírio Libanês, a orientação é que, caso o pior cenário se confirme, cirurgias eletivas (como de hérnias, vesícula, quadril, joelho entre outras) sejam adiadas para que os leitos fiquem reservados às vítimas de coronavírus.

“Numa hora de estresse, são procedimentos que podem ser adiados sem prejuízo aos pacientes”, diz Chapchap

Outra preocupação é com a proteção dos profissionais de saúde, mais suscetíveis à contaminação. No Irã, 40% dos profissionais de saúde se infectaram.

Na Itália, até profissionais não treinados, como bombeiros e pessoal do exército, estão ajudando no atendimento de pacientes. O país registra a maior taxa de letalidade até agora: 5%.

“A mensagem é: vamos nos preparar para o pior para evitarmos sustos. A gente não quer subsestimar a situação. Se não acontecer, ótimo, vamos celebrar”, diz ele.

No Sírio-Libanês, eventos já foram cancelados e médicos proibidos de viajar de avião, inclusive no Brasil.

“Você entra num avião e não sabe quem tem e quem não tem [o coronavírus]. Se eu ficar sem o profissional, fico sem conseguir atender os pacientes”, afirma o diretor.

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Casos de coronavírus devem começar a crescer exponencialmente no Brasil

SÃO MIGUEL PARA TODOS

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Casos de coronavírus devem começar a crescer exponencialmente no Brasil

ACOPLAN/SÃO PAULO

SÃO MIGUEL PARA TODOS
Data Veiculação: 11/03/2020 às 14h14

Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia.

O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas.

Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza.

A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada.

“Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos”, diz o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês.

FOLHAPRESS

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Ministro da Saúde pede ajuda com coronavírus a hospitais privados

ÚLTIMO SEGUNDO/IG/SÃO PAULO

GAÚCHAZH. /PORTO ALEGRE
Data Veiculação: 11/03/2020 às 14h11

Diante de uma projeção de aumento de casos da nova corona vírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no Sistema Único de Saúde (SUS) no enfrentamento da epidemia. Um deles é o Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é de que, em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas.

Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza.

A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada.

— Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise (do coronavírus), para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos — diz o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês.

Um dos projetos do Proadi é o Lean nas Emergências, que tem a meta de sanar o problema de superlotação e o longo tempo de espera nas emergências do SUS. Neste ano, cem hospitais públicos devem participar do projeto. Outros 59 já passaram por treinamentos.

— Naqueles hospitais onde estou fazendo o "Lean", vou dar suporte para que as emergências consigam absorver o grande número de casos da epidemia — explica o diretor.

Mapa do coronavírus

Acompanhe a evolução dos casos por meio da ferramenta criada pela Universidade Johns Hopkins:

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Outro projeto que deve estar envolvido na contenção da epidemia, por meio da telemedicina, é o Saúde em Nossas Mãos, que tem como objetivo reduzir casos de três tipos de infecções hospitalares em 119 instituições públicas do país.

— Vamos fazer o que for necessário. Os 'gaps' (brechas) vão aparecer, as necessidades vão ficar claras se epidemia vier na intensidade vista nos outros países. O ministério vai nos apontar as necessidades e a gente vai tentar ajudar — afirma o médico.

Segundo Ana Paula Marques de Pinho, superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Oswaldo Cruz, a ideia é que as instituições ligadas ao Proadi usem a capilaridade dos projetos que já estão em curso no SUS:

— Você estende o mesmo nível de controle, a mesma lógica do privado, e o conhecimento fica mais equânime.

O cenário leva em conta a possibilidade de que nas próximas semanas o país já tenha transmissão comunitária do novo coronavírus.

— Os primeiros casos contaminaram de duas a três pessoas. Agora a progressão é geométrica, não tem jeito. É um para dois, dois para quatro, quatro para oito, oito para 16. A gente espera que a situação seja menos grave no Brasil por causa do clima, mas temos obrigação de estarmos preparados para o grave — afirma Chapchap.

Segundo o diretor do Sírio Libanês, a orientação é que, caso o pior cenário se confirme, cirurgias eletivas (como de hérnias, vesícula, quadril, joelho entre outras) sejam adiadas para que os leitos fiquem reservados às vítimas de coronavírus.

— Numa hora de estresse, são procedimentos que podem ser adiados sem prejuízo aos pacientes — diz Chapchap.

Outra preocupação é com a proteção dos profissionais de saúde, mais suscetíveis à contaminação. No Irã, 40% dos profissionais de saúde se infectaram. Na Itália, que declarou quarentena devido ao vírus, até profissionais não treinados, como bombeiros e pessoal do exército, estão ajudando no atendimento de pacientes. O país registra a maior taxa de letalidade até agora: 5%.

— A mensagem é: vamos nos preparar para o pior para evitarmos sustos. A gente não quer subsestimar a situação. Se não acontecer, ótimo, vamos celebrar —diz ele.

No Sírio-Libanês, eventos já foram cancelados e médicos proibidos de viajar de avião, inclusive no Brasil.

— Você entra num avião e não sabe quem tem e quem não tem [o coronavírus]. Se eu ficar sem o profissional, fico sem conseguir atender os pacientes — afirma o diretor.

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Casos de coronavírus devem começar a crescer exponencialmente no país

BAHIA.BA/SALVADOR

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Casos vão disparar no País, alerta o governo

A TRIBUNA/VITÓRIA

BLOG DO VALENTE/SANTO ANTÔNIO DE JESUS
Data Veiculação: 11/03/2020 às 14h01

A OMS (Organização Mundial da Saúde) decidiu, nesta quarta (11), declarar que há uma pandemia do novo coronavírus em curso no mundo. Com isso, o órgão reconhece que a doença está amplamente disseminada ao redor do planeta. De acordo com a OMS, o número de casos, mortes e países afetados deve subir nos próximos dias e semanas. Nas últimas duas semanas, o número de casos fora da China aumentou 13 vezes e o número de países afetados triplicou. O Brasil registra 36 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas. Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia. Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza. A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre. As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada. (Diário do Nordeste)

BANDA B/CURITIBA
Data Veiculação: 11/03/2020 às 13h17

Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia. O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas. Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza. Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. (Foto: Divulgação) A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre. As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada. “Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos”, diz o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês. Um dos projetos do Proadi é o “Lean nas Emergências”, que tem a meta de sanar o problema de superlotação e o longo tempo de espera nas emergências do SUS. Neste ano, cem hospitais públicos devem participar do projeto. Outros 59 já passaram por treinamentos. “Naqueles hospitais onde estou fazendo o ‘Lean’, vou dar suporte para que as emergências consigam absorver o grande número de casos da epidemia”, explica o diretor. Outro projeto que deve estar envolvido na contenção da epidemia, por meio da telemedicina, é o “Saúde em Nossas Mãos”, que tem como objetivo reduzir casos de três tipos de infecções hospitalares em 119 instituições públicas do país. “Vamos fazer o que for necessário. Os ‘gaps’ [brechas] vão aparecer, as necessidades vão ficar claras se epidemia vier na intensidade vista nos outros países. O ministério vai nos apontar as necessidades e a gente vai tentar ajudar. ” Segundo Ana Paula Marques de Pinho, superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Oswaldo Cruz, a ideia é que as instituições ligadas ao Proadi usem a capilaridade dos projetos que já estão em curso no SUS. “Você estende o mesmo nível de controle, a mesma lógica do privado, e o conhecimento fica mais equânime. ” O cenário leva em conta a possibilidade de que nas próximas semanas o país já tenha transmissão comunitária do novo coronavírus. “Os primeiros casos contaminaram de duas a três pessoas. Agora a progressão é geométrica, não tem jeito. É um para dois, dois para quatro, quatro para oito, oito para 16. A gente espera que a situação seja menos grave no Brasil por causa do clima, mas temos obrigação de estarmos preparados para o grave”, afirma Chapchap. Segundo o diretor do Sírio Libanês, a orientação é que, caso o pior cenário se confirme, cirurgias eletivas (como de hérnias, vesícula, quadril, joelho entre outras) sejam adiadas para que os leitos fiquem reservados às vítimas de coronavírus. “Numa hora de estresse, são procedimentos que podem ser adiados sem prejuízo aos pacientes”, diz Chapchap Outra preocupação é com a proteção dos profissionais de saúde, mais suscetíveis à contaminação. No Irã, 40% dos profissionais de saúde se infectaram. Na Itália, até profissionais não treinados, como bombeiros e pessoal do exército, estão ajudando no atendimento de pacientes. O país registra a maior taxa de letalidade até agora: 5%. “A mensagem é: vamos nos preparar para o pior para evitarmos sustos. A gente não quer subsestimar a situação. Se não acontecer, ótimo, vamos celebrar”, diz ele. No Sírio-Libanês, eventos já foram cancelados e médicos proibidos de viajar de avião, inclusive no Brasil. “Você entra num avião e não sabe quem tem e quem não tem [o coronavírus]. Se eu ficar sem o profissional, fico sem conseguir atender os pacientes”, afirma o diretor.

FOLHA DE PERNAMBUCO
Data Veiculação: 11/03/2020 às 13h15

Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia. O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas. Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza. A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre. As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada. "Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos", diz o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês. Um dos projetos do Proadi é o "Lean nas Emergências", que tem a meta de sanar o problema de superlotação e o longo tempo de espera nas emergências do SUS. Neste ano, cem hospitais públicos devem participar do projeto. Outros 59 já passaram por treinamentos. "Naqueles hospitais onde estou fazendo o 'Lean', vou dar suporte para que as emergências consigam absorver o grande número de casos da epidemia", explica o diretor. Outro projeto que deve estar envolvido na contenção da epidemia, por meio da telemedicina, é o "Saúde em Nossas Mãos", que tem como objetivo reduzir casos de três tipos de infecções hospitalares em 119 instituições públicas do país. "Vamos fazer o que for necessário. Os 'gaps' [brechas] vão aparecer, as necessidades vão ficar claras se epidemia vier na intensidade vista nos outros países. O ministério vai nos apontar as necessidades e a gente vai tentar ajudar." Segundo Ana Paula Marques de Pinho, superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Oswaldo Cruz, a ideia é que as instituições ligadas ao Proadi usem a capilaridade dos projetos que já estão em curso no SUS. "Você estende o mesmo nível de controle, a mesma lógica do privado, e o conhecimento fica mais equânime." O cenário leva em conta a possibilidade de que nas próximas semanas o país já tenha transmissão comunitária do novo coronavírus. "Os primeiros casos contaminaram de duas a três pessoas. Agora a progressão é geométrica, não tem jeito. É um para dois, dois para quatro, quatro para oito, oito para 16. A gente espera que a situação seja menos grave no Brasil por causa do clima, mas temos obrigação de estarmos preparados para o grave", afirma Chapchap. Segundo o diretor do Sírio Libanês, a orientação é que, caso o pior cenário se confirme, cirurgias eletivas (como de hérnias, vesícula, quadril, joelho entre outras) sejam adiadas para que os leitos fiquem reservados às vítimas de coronavírus. "Numa hora de estresse, são procedimentos que podem ser adiados sem prejuízo aos pacientes", diz Chapchap Outra preocupação é com a proteção dos profissionais de saúde, mais suscetíveis à contaminação. No Irã, 40% dos profissionais de saúde se infectaram. Na Itália, até profissionais não treinados, como bombeiros e pessoal do exército, estão ajudando no atendimento de pacientes. O país registra a maior taxa de letalidade até agora: 5%. "A mensagem é: vamos nos preparar para o pior para evitarmos sustos. A gente não quer subsestimar a situação. Se não acontecer, ótimo, vamos celebrar", diz ele. No Sírio-Libanês, eventos já foram cancelados e médicos proibidos de viajar de avião, inclusive no Brasil. "Você entra num avião e não sabe quem tem e quem não tem [o coronavírus]. Se eu ficar sem o profissional, fico sem conseguir atender os pacientes", afirma o diretor.

ACOPLAN/SÃO PAULO
Data Veiculação: 11/03/2020 às 13h07

Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia, relata a Folha de S.Paulo.

O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas.

Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza.

A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada.

“Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos”, diz o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês.

Um dos projetos do Proadi é o “Lean nas Emergências”, que tem a meta de sanar o problema de superlotação e o longo tempo de espera nas emergências do SUS. Neste ano, cem hospitais públicos devem participar do projeto. Outros 59 já passaram por treinamentos.

“Naqueles hospitais onde estou fazendo o ‘Lean’, vou dar suporte para que as emergências consigam absorver o grande número de casos da epidemia”, explica o diretor.

Outro projeto que deve estar envolvido na contenção da epidemia, por meio da telemedicina, é o “Saúde em Nossas Mãos”, que tem como objetivo reduzir casos de três tipos de infecções hospitalares em 119 instituições públicas do país.

“Vamos fazer o que for necessário. Os ‘gaps’ [brechas] vão aparecer, as necessidades vão ficar claras se epidemia vier na intensidade vista nos outros países. O ministério vai nos apontar as necessidades e a gente vai tentar ajudar. ”

Segundo Ana Paula Marques de Pinho, superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Oswaldo Cruz, a ideia é que as instituições ligadas ao Proadi usem a capilaridade dos projetos que já estão em curso no SUS.

“Você estende o mesmo nível de controle, a mesma lógica do privado, e o conhecimento fica mais equânime. ”

O cenário leva em conta a possibilidade de que nas próximas semanas o país já tenha transmissão comunitária do novo coronavírus.

“Os primeiros casos contaminaram de duas a três pessoas. Agora a progressão é geométrica, não tem jeito. É um para dois, dois para quatro, quatro para oito, oito para 16. A gente espera que a situação seja menos grave no Brasil por causa do clima, mas temos obrigação de estarmos preparados para o grave”, afirma Chapchap.

Segundo o diretor do Sírio Libanês, a orientação é que, caso o pior cenário se confirme, cirurgias eletivas (como de hérnias, vesícula, quadril, joelho entre outras) sejam adiadas para que os leitos fiquem reservados às vítimas de coronavírus.

“Numa hora de estresse, são procedimentos que podem ser adiados sem prejuízo aos pacientes”, diz Chapchap

Outra preocupação é com a proteção dos profissionais de saúde, mais suscetíveis à contaminação. No Irã, 40% dos profissionais de saúde se infectaram.

Na Itália, até profissionais não treinados, como bombeiros e pessoal do exército, estão ajudando no atendimento de pacientes. O país registra a maior taxa de letalidade até agora: 5%.

“A mensagem é: vamos nos preparar para o pior para evitarmos sustos. A gente não quer subestimar a situação. Se não acontecer, ótimo, vamos celebrar”, diz ele.

No Sírio-Libanês, eventos já foram cancelados e médicos proibidos de viajar de avião, inclusive no Brasil. “Você entra num avião e não sabe quem tem e quem não tem [o coronavírus]. Se eu ficar sem o profissional, fico sem conseguir atender os pacientes”, afirma o diretor.

WEB

Casos de coronavírus devem começar a crescer exponencialmente no Brasil

PRETO NO BRANCO

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Casos de coronavírus devem começar a crescer exponencialmente no Brasil

POLÊMICA PARAÍBA/JOÃO PESSOA

DL NEWS/SÃO JOSÉ DO RIO PRETO
Data Veiculação: 11/03/2020 às 13h30

Ministério alerta hospitais sobre pico do coronavírus Ministério alerta hospitais sobre pico do coronavírus Por: FOLHAPRESS - CLÁUDIA COLLUCCI 11/03/2020 às 13:30 Brasil e Mundo SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais... SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia. O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas. Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza. A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre. As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada. "Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos", diz o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês. Um dos projetos do Proadi é o "Lean nas Emergências", que tem a meta de sanar o problema de superlotação e o longo tempo de espera nas emergências do SUS. Neste ano, cem hospitais públicos devem participar do projeto. Outros 59 já passaram por treinamentos. "Naqueles hospitais onde estou fazendo o 'Lean', vou dar suporte para que as emergências consigam absorver o grande número de casos da epidemia", explica o diretor. Outro projeto que deve estar envolvido na contenção da epidemia, por meio da telemedicina, é o "Saúde em Nossas Mãos", que tem como objetivo reduzir casos de três tipos de infecções hospitalares em 119 instituições públicas do país. "Vamos fazer o que for necessário. Os 'gaps' [brechas] vão aparecer, as necessidades vão ficar claras se epidemia vier na intensidade vista nos outros países. O ministério vai nos apontar as necessidades e a gente vai tentar ajudar." Segundo Ana Paula Marques de Pinho, superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Oswaldo Cruz, a ideia é que as instituições ligadas ao Proadi usem a capilaridade dos projetos que já estão em curso no SUS. "Você estende o mesmo nível de controle, a mesma lógica do privado, e o conhecimento fica mais equânime." O cenário leva em conta a possibilidade de que nas próximas semanas o país já tenha transmissão comunitária do novo coronavírus. "Os primeiros casos contaminaram de duas a três pessoas. Agora a progressão é geométrica, não tem jeito. É um para dois, dois para quatro, quatro para oito, oito para 16. A gente espera que a situação seja menos grave no Brasil por causa do clima, mas temos obrigação de estarmos preparados para o grave", afirma Chapchap. Segundo o diretor do Sírio Libanês, a orientação é que, caso o pior cenário se confirme, cirurgias eletivas (como de hérnias, vesícula, quadril, joelho entre outras) sejam adiadas para que os leitos fiquem reservados às vítimas de coronavírus. "Numa hora de estresse, são procedimentos que podem ser adiados sem prejuízo aos pacientes", diz Chapchap Outra preocupação é com a proteção dos profissionais de saúde, mais suscetíveis à contaminação. No Irã, 40% dos profissionais de saúde se infectaram. Na Itália, até profissionais não treinados, como bombeiros e pessoal do exército, estão ajudando no atendimento de pacientes. O país registra a maior taxa de letalidade até agora: 5%. "A mensagem é: vamos nos preparar para o pior para evitarmos sustos. A gente não quer subsestimar a situação. Se não acontecer, ótimo, vamos celebrar", diz ele. No Sírio-Libanês, eventos já foram cancelados e médicos proibidos de viajar de avião, inclusive no Brasil. "Você entra num avião e não sabe quem tem e quem não tem [o coronavírus]. Se eu ficar sem o profissional, fico sem conseguir atender os pacientes", afirma o diretor. Publicado em Wed, 11 Mar 2020 13:00:00 -0300 Notícias Relacionadas

GAÚCHAZH./PORTO ALEGRE
Data Veiculação: 11/03/2020 às 13h00

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia. O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas. Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza. A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre. As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada. "Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos", diz o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês. Um dos projetos do Proadi é o "Lean nas Emergências", que tem a meta de sanar o problema de superlotação e o longo tempo de espera nas emergências do SUS. Neste ano, cem hospitais públicos devem participar do projeto. Outros 59 já passaram por treinamentos. "Naqueles hospitais onde estou fazendo o 'Lean', vou dar suporte para que as emergências consigam absorver o grande número de casos da epidemia", explica o diretor. Outro projeto que deve estar envolvido na contenção da epidemia, por meio da telemedicina, é o "Saúde em Nossas Mãos", que tem como objetivo reduzir casos de três tipos de infecções hospitalares em 119 instituições públicas do país. "Vamos fazer o que for necessário. Os 'gaps' [brechas] vão aparecer, as necessidades vão ficar claras se epidemia vier na intensidade vista nos outros países. O ministério vai nos apontar as necessidades e a gente vai tentar ajudar." Segundo Ana Paula Marques de Pinho, superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Oswaldo Cruz, a ideia é que as instituições ligadas ao Proadi usem a capilaridade dos projetos que já estão em curso no SUS. "Você estende o mesmo nível de controle, a mesma lógica do privado, e o conhecimento fica mais equânime." O cenário leva em conta a possibilidade de que nas próximas semanas o país já tenha transmissão comunitária do novo coronavírus. "Os primeiros casos contaminaram de duas a três pessoas. Agora a progressão é geométrica, não tem jeito. É um para dois, dois para quatro, quatro para oito, oito para 16. A gente espera que a situação seja menos grave no Brasil por causa do clima, mas temos obrigação de estarmos preparados para o grave", afirma Chapchap. Segundo o diretor do Sírio Libanês, a orientação é que, caso o pior cenário se confirme, cirurgias eletivas (como de hérnias, vesícula, quadril, joelho entre outras) sejam adiadas para que os leitos fiquem reservados às vítimas de coronavírus. "Numa hora de estresse, são procedimentos que podem ser adiados sem prejuízo aos pacientes", diz Chapchap Outra preocupação é com a proteção dos profissionais de saúde, mais suscetíveis à contaminação. No Irã, 40% dos profissionais de saúde se infectaram. Na Itália, até profissionais não treinados, como bombeiros e pessoal do exército, estão ajudando no atendimento de pacientes. O país registra a maior taxa de letalidade até agora: 5%. "A mensagem é: vamos nos preparar para o pior para evitarmos sustos. A gente não quer subsestimar a situação. Se não acontecer, ótimo, vamos celebrar", diz ele. No Sírio-Libanês, eventos já foram cancelados e médicos proibidos de viajar de avião, inclusive no Brasil. "Você entra num avião e não sabe quem tem e quem não tem [o coronavírus]. Se eu ficar sem o profissional, fico sem conseguir atender os pacientes", afirma o diretor.

PARAÍBA MASTER/PARAÍBA
Data Veiculação: 11/03/2020 às 11h36

Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia. O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas.

Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza. A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada.

“Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos”, diz o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês.

Um dos projetos do Proadi é o “ Lean nas Emergências ”, que tem a meta de sanar o problema de superlotação e o longo tempo de espera nas emergências do SUS. Neste ano, cem hospitais públicos devem participar do projeto. Outros 59 já passaram por treinamentos.

“Naqueles hospitais onde estou fazendo o ‘Lean’, vou dar suporte para que as emergências consigam absorver o grande número de casos da epidemia”, explica o diretor.

Outro projeto que deve estar envolvido na contenção da epidemia, por meio da telemedicina, é o “Saúde em Nossas Mãos”, que tem como objetivo reduzir casos de três tipos de infecções hospitalares em 119 instituições públicas do país.

“Vamos fazer o que for necessário. Os ‘gaps’ [brechas] vão aparecer, as necessidades vão ficar claras se epidemia vier na intensidade vista nos outros países. O ministério vai nos apontar as necessidades e a gente vai tentar ajudar. ”

Segundo Ana Paula Marques de Pinho, superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Oswaldo Cruz, a ideia é que as instituições ligadas ao Proadi usem a capilaridade dos projetos que já estão em curso no SUS.

“Você estende o mesmo nível de controle, a mesma lógica do privado, e o conhecimento fica mais equânime. ”

O cenário leva em conta a possibilidade de que nas próximas semanas o país já tenha transmissão comunitária do novo coronavírus.

“Os primeiros casos contaminaram de duas a três pessoas. Agora a progressão é geométrica, não tem jeito. É um para dois, dois para quatro, quatro para oito, oito para 16. A gente espera que a situação seja menos grave no Brasil por causa do clima, mas temos obrigação de estarmos preparados para o grave”, afirma Chapchap.

Segundo o diretor do Sírio Libanês, a orientação é que, caso o pior cenário se confirme, cirurgias eletivas (como de hérnias, vesícula, quadril, joelho entre outras) sejam adiadas para que os leitos fiquem reservados às vítimas de coronavírus.

“Numa hora de estresse, são procedimentos que podem ser adiados sem prejuízo aos pacientes”, diz Chapchap

Outra preocupação é com a proteção dos profissionais de saúde, mais suscetíveis à contaminação. No Irã, 40% dos profissionais de saúde se infectaram.

Por Paraíba Master com Folha de SP

PÁGINA DO ESTADO/CUIABÁ
Data Veiculação: 11/03/2020 às 10h24

DA REDAÇÃO Share Tweet. Casos de coronavírus devem aumentar no Brasil | Foto: Diculgação/China/AFP Ouça este conteúdo O Ministério da Saúde estima que os casos de coronavírus no Brasil aumentem em duas semanas e meia. Com isso, diz a Folha, a pasta mobilizou cinco hospitais filantrópicos de excelência no país para que utilizem contra o vírus recursos e pessoal envolvidos atualmente em projetos desenvolvidos no SUS. Uma reunião foi feita pelo ministro Luiz Henrique Mandetta na última segunda-feira com representantes dos hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz, Hospital do Coração (HCor) e Moinhos de Vento. O Brasil contabiliza 34 casos de coronavírus, segundo último boletim do ministério. Fonte: Gazeta do Povo – República DA REDAÇÃO Propaganda REPÚBLICA Publicados 34 minutos atrás em 11/03/2020 - 08:45h. Por DA REDAÇÃO. Sintomas do coronavírus incluem febre e mais um respiratório | Foto: AFP Ouça este conteúdo A XP Investimentos confirmou o segundo caso de coronavírus entre seus funcionários. O homem diagnosticado com o vírus na última terça-feira (10) esteve recentemente em viagem a Cuba e ao Panamá. Não há relação entre os dois casos na empresa. O colaborador está em casa e o estado de saúde dele é considerado bom. A empresa liberou o home office para os colaboradores que preferirem. O primeiro caso na XP foi registrado em 29 de fevereiro. Fonte: Gazeta do Povo – República Continue lendo Últimas Notícias JUDICIÁRIO NACIONAL 19 minutos atrás POLÍTICA MT 27 minutos atrás Geral 29 minutos atrás ENTRETENIMENTO 34 minutos atrás ENTRETENIMENTO 34 minutos atrás CATEGORIA JUDICIÁRIO NACIONAL 19 minutos atrás. Conteúdo da Página A pretensão de abstenção de uso de marca para comercialização de bens tem prazo prescricional deflagrado... POLÍTICA MT 27 minutos atrás. O senador de Vermont e pré-candidato democrata Bernie Sanders, durante comício em St. Louis, Missouri, na segunda-feira... Geral 29 minutos atrás Símbolo da libra esterlina, moeda britânica, em frente ao Bank of England, em Londres, em imagem de 2016 —... CATEGORIA ENTRETENIMENTO 34 minutos atrás Foi ao ar, na última terça-feira (10), mais uma edição de “Luciana By Night”, apresentado por Luciana Gimenez. O convidado... ENTRETENIMENTO 34 minutos atrás. Na noite da última terça-feira (10), Zilu Camargo atualizou sua conta no Instagram com um clique para lá de jovial.... ENTRETENIMENTO 34 minutos atrás.No último sábado (07), Diego Alemão se envolveu em uma briga na boate DC Club, no bairro do Itaim Bibi. CATEGORIA REPÚBLICA 34 minutos atrás. Sintomas do coronavírus incluem febre e mais um respiratório| Foto: AFP Ouça este conteúdo A XP Investimentos confirmou o... MUNDO 34 minutos atrás arrow-options Kentaro IEMOTO / Wikimedia Commons Poluição do ar em Pequim O chefe da agência meteorológica da Organização das Nações... JUDICIÁRIO NACIONAL 34 minutos atrás. 2ª Turma mantém medidas alternativas deferidas a investigados na Operação Ressonância Na sessão desta terça-feira (10), a Segunda Turma... CATEGORIA MUNDO 34 minutos atrás. Candidato democrata à presidência Joe Biden conseguiu uma boa vantagem sobre Sanders| Foto: Mandel NGAN/AFP Ouça este conteúdo O... ECONOMIA 49 minutos atrás arrow-options Marcelo Camargo/ABr Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou na... REPÚBLICA 49 minutos atrás. Casos de coronavírus devem aumentar no Brasil| Foto: Diculgação/China/AFP Ouça este conteúdo O Ministério da Saúde estima que os... MAIS LIDAS DA SEMANA MULHER 7 dias atrás Delícias com Cacau e Café farão a alegria dos paulistanos de 27 a 29 de março na região da Avenida Paulista ATIVIDADE PARLAMENTAR 6 dias atrás Audiência pública apresenta metas fiscais do governo Geral 7 dias atrás Dia da Mulher: Mulheres incríveis que se reinventaram profissionalmente Geral 3 dias atrás Tia de Suzy relatou que sobrinha abusou de outras crianças REPÚBLICA 7 dias atrás Economia brasileira desacelera e fecha 2019 com alta de 1,1% MULHER 7 dias atrás Carlinhos Maia, fenômeno das redes sociais, promove seu primeiro curso a distância para influenciadores digitais Geral 7 dias atrás Mauro Mendes descarta apoio a Nilson Leitão por conta de reciprocidade REPÚBLICA 3 dias atrás Pacotão comercial e plantio de 1 trilhão de árvores: o que Bolsonaro e Trump negociaram nos EUA

CLAUDIO TOGNOLLI
Data Veiculação: 11/03/2020 às 10h24

Leia Aqui Antes Resumo dos jornais de quarta-feira (11/03/20) Editado por Chico Bruno Manchetes FOLHA DE S.PAULO: Ministério alerta hospitais sobre pico do coronavírus Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia. O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas, informa Cláudia Colluci. Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de coincidir com o pico de gripe por influenza. A projeção foi descrita por Luiz Henrique Mandetta (Saúde), em reunião na última segunda (9), com gestores de Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre. As cinco instituições integram o Proadi-SUS, o maior projeto público-privado na área da saúde no país, que atua em diversas frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada. CORREIO BRAZILIENSE: Brasília terá Guarda Civil Distrital com 2 mil vagas A iniciativa de criação da força de vigilância é da Secretaria de Segurança Pública, que encaminhou a proposta de projeto de lei ao Executivo. Caso seja efetivada, a Guarda Civil ficará responsável pela proteção de monumentos e edificações públicas da capital. Como esse serviço é feito hoje pela Polícia Militar, integrantes da corporação poderiam ser liberados para reforçar o policiamento ostensivo na cidade. Para compor a nova tropa, a SSP sugere a abertura de concurso de nível médio, com 2 mil vagas e salário inicial de R$ 2,5 mil e de R$ 6,3 mil ao final da carreira. Eles vão trabalhar armados e uniformizados e terão carga horária de 40 horas semanais. O ESTADO DE S.PAULO: Petróleo em queda deve levar a bloqueio no Orçamento A queda no preço do petróleo e a perspectiva de um crescimento do PIB menor que o esperado deve levar o governo a anunciar um bloqueio no Orçamento. Os parâmetros atuais levam em conta um crescimento de 2,32% da economia este ano, mas esse número será revisto para baixo. As contas do governo também preveem um barril de petróleo cotado a US$ 58,96, mas o preço ontem estava em US$ 37. Petróleo mais barato tem impacto direto na receita. Cálculo extraoficial mostra que, a cada US$ 10 de queda no barril, a arrecadação recua R$ 10 bilhões. O governo estimou uma receita de R$ 61,1 bilhões com petróleo este ano. O Orçamento prevê R$ 126,3 bilhões em despesas com custeio e investimentos, que podem sofrer bloqueio em caso de necessidade. Para o secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues, o contingenciamento “é o cenário mais provável”. Valor Econômico: Medidas anticrise sustentam recuperação parcial de bolsas O pânico que tomou conta dos mercados mundiais na segunda-feira deu lugar ontem a uma recuperação parcial das perdas recentes. O cenário mais favorável surgiu porque autoridades globais prometeram medidas para ajudar a economia a superar o estrago provocado pela crise do coronavírus. A presidente da Comissão Europeia, Ursula van der Leyen, informou que a União Europeia vai ativar um fundo de € 25 bilhões para combater os efeitos da epidemia, dos quais € 7,5 bilhões serão liberados imediatamente. A verba será destinada a socorrer empresas com problemas de liquidez, a reforçar os orçamentos de sistemas de saúde e a proteger o mercado de trabalho europeu. O GLOBO: Estratégia de isolamento: coronavírus esvazia eventos esportivos e culturais pelo mundo O isolamento para combater o coronavírus se amplia. Festivais de música foram cancelados nos EUA, e Cannes pode ser adiado. Competições esportivas foram suspensas e partidas de futebol disputadas sem torcida. Na Itália, a restrição à circulação de pessoas deixou vazios ruas e cartões-postais. Destaques do dia Governo tenta reduzir poder de relator para conseguir acordo sobre Orçamento – Para manter o acordo que entrega ao Congresso o destino de R$ 15 bilhões do Orçamento, o governo deve tentar um novo caminho, o de reduzir o poder do relator na liberação das verbas —como está, o texto requer que Domingos Neto (PSD-CE) autorize a despesa. Sem saber se tem os votos necessários para manter o combinado, a ideia é tentar a alternativa para convencer os que reclamam que o atual formato deixa o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), com superpoderes. Alcolumbre (DEM-AP) tenta, nos bastidores, sua recondução à presidência do Senado –a eleição é em fevereiro de 2021. Os que estão contra o acordo querem minar a possibilidade de que ele use esse dinheiro como moeda na campanha. Embora Jair Bolsonaro siga negando que tenha feito acordo com o Congresso, parlamentares ressaltam que o governo não retirou a proposta que tramita na comissão de Orçamento. Governistas colocam na conta de Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) o impasse no Orçamento. Dizem que o governo não ganhava, desde o início, nada com o acordo. No Congresso, o ministro é visto agora com descrédito, por Bolsonaro não assumir o combinado que ele fez. Prioridade corporativista – O novo secretário de Esporte, Marcelo Magalhães, padrinho de casamento de Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), fez nesta terça (10), em sua cerimônia de posse, um discurso corporativista. Disse que seu grande desafio à frente da pasta será “fortalecer a imagem do profissional de educação física”. Flávio Bolsonaro esteve presente, sentado à mesa do evento. Magalhães assumiu o lugar do general Décio Brasil, que diz ter sido demitido por ter desagradado Jair Bolsonaro em uma indicação feita pelo presidente. Ex-PM herói de Bolsonaro tinha contas pagas por milícia, revelam documentos – O ex-policial militar Adriano da Nóbrega, chamado de herói pelo presidente Jair Bolsonaro e ligado ao gabinete de seu filho Flávio, tinha suas contas pessoais e de familiares pagas por membros de uma milícia, apontam documentos apreendidos pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. O material usado como prova pela Promotoria foi recolhido em janeiro de 2019, quando foi deflagrada a Operação Os Intocáveis. Os documentos foram encontrados no escritório do homem apontado como responsável pelas finanças da quadrilha de Rio das Pedras, na zona oeste do Rio. São faturas de cartão de crédito, boletos de contas de energia e recibos em nome de Adriano —também identificado como “Gordinho” nos documentos— e com referências à mulher do ex-PM, Julia Lotuffo. Adriano esteve foragido por mais de um ano até o mês passado, quando foi morto durante uma operação policial na Bahia. A família do ex-PM diz que ele foi vítima de uma “queima de arquivo”, e os resultados de uma segunda perícia no corpo do miliciano ainda não foram divulgados. Provocado por Bolsonaro, Congresso racha – Um racha entre partidos de centro ameaça deixar para depois das manifestações do dia 15 de março a análise dos textos enviados pelo governo Jair Bolsonaro para a divisão do chamado Orçamento impositivo. Nesta terça-feira (10), as tentativas de aprovar os projetos de lei sobre a divisão de recursos federais fracassaram. O controle do dinheiro público motivou mais uma crise entre Planalto e Congresso. Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), estavam dispostos, até a noite desta terça, a liquidar o assunto nesta semana e votar os textos. Uma parte das siglas do chamado centrão pressiona a cúpula do Congresso para votar ainda nesta quarta-feira (11) os projetos com o objetivo de virar a página. Paralelo a isso, congressistas de partidos como Novo, Podemos, Rede, PSL e Cidadania começaram a recolher assinaturas de apoio a uma carta que pede a Bolsonaro que retire um dos projetos enviados pelo Executivo. A proposta trata exatamente do texto que permite ao Congresso controlar R$ 15 bilhões dos R$ 30 bilhões que inicialmente estavam sob decisão do relator do Orçamento, deputado Domingos Neto (PSD-CE). Entre os signatários de carta estava o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente da República. Alguns deputados disseram acreditar que, longe do Brasil, Bolsonaro foi influenciado por auxiliares da área mais ideológica do governo. Mobilização por dia 15 encolhe em rede social – A despeito de falas de apoio do presidente Jair Bolsonaro aos atos em sua defesa no próximo domingo (15), a atividade no Twitter relacionada às manifestações caiu —e não engata desde 28 de fevereiro. Os protestos, que estão sendo convocados por grupos críticos à atuação do Congresso, têm na rede um outro tipo de simpatizante: os robôs, que podem representar cerca de 6% dos usuários que tuitaram apoiando a manifestação. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), personifica essa rejeição ao Poder Legislativo e é a figura pública que mais vem sofrendo ataques na rede. Os dados são fruto de monitoramento feito pela consultoria Quaest, que acompanhou a atividade na rede do dia 24 de fevereiro ao dia 9 de março. No sábado, o índice da Quaest sobre as manifestações bateu 6,5 —valor muito menor que os 98,8 registrados no dia 27. Desde então, a atividade dos usuários no Twitter vem caindo. Na segunda (9), registrou 3,2. O coordenador da pesquisa, Felipe Nunes, tem uma hipótese para o encalhe do engajamento: o aceno de Bolsonaro ao Congresso para negociar o Orçamento pode ter minado o apoio. “A negociação que ele fez, na minha avaliação, fragilizou o presidente em relação à sua base porque mostrou um certo descompasso”, afirma. Investigações nunca viram sinal mínimo de fraude em urna, diz TSE – O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e a Vice-Procuradoria-Geral eleitoral afirmaram que nunca houve fraude em urna eletrônica após o presidente Jair Bolsonaro dizer ter provas de que foi eleito em primeiro turno em 2018. Segundo o secretário-geral da presidência do TSE, Estêvão Waterloo, a corte não tem um levantamento de quantas investigações sobre urnas já foram realizadas porque elas são feitas pela Polícia Federal perante os TREs (Tribunais Regionais Eleitorais). Ele, porém, refutou a acusação do presidente, que até agora não apresentou indícios de irregularidades. Bolsonaro foi eleito no segundo turno ao vencer o candidato do PT, Fernando Haddad. O vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros, afirmou por meio de assessoria que o Ministério Público confia no sistema de votação brasileiro e que nunca houve denúncias fundadas de fraude. Segundo Medeiros, se Bolsonaro apresentar à Procuradoria as provas que disse ter, o órgão abrirá uma investigação para apurá-las. Nesta terça-feira (10), a primeira resposta veio por meio de nota divulgada pelo TSE. O tom foi de cobrança para que Bolsonaro apresente as provas que disse ter. “Ante a recente notícia quanto a suspeitas sobre a lisura das eleições 2018, em particular o resultado da votação no 1º turno, o TSE reafirma a absoluta confiabilidade e segurança do sistema eletrônico de votação e, sobretudo, a sua auditabilidade, a permitir a apuração de eventuais denúncias e suspeitas, sem que jamais tenha sido comprovado um caso de fraude, ao longo de mais de 20 anos de sua utilização”, afirmou a corte. Segundo a nota, existindo qualquer elemento que sugira algo irregular, o tribunal agirá com presteza e transparência para investigá-lo. O texto foi escrito pela presidente do TSE, ministra Rosa Weber, e pelo futuro presidente, Luís Roberto Barroso, que assumirá o cargo em maio. Na Flórida, Bolsonaro prioriza narrativa a apoiadores – Durante viagem aos EUA, Bolsonaro focou o discurso em seus apoiadores —90% dos brasileiros em Miami votaram nele no segundo turno de 2018—, enquanto as agendas oficiais, que foram de acordo militar inédito a jantar com Donald Trump, foram pouco capitalizadas pela figura do presidente. Tratado como o principal resultado prático da visita de Bolsonaro à Flórida, o acordo para tentar ampliar a entrada brasileira no mercado de defesa americano foi negociado entre o ministro Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e o Departamento de Defesa dos EUA. O presidente, que foi até a base militar em Miami para a cerimônia de assinatura, não participou nem da declaração conjunta dos governos. Em sua passagem pela Flórida, o presidente brasileiro priorizou a condução da narrativa aos apoiadores, enquanto ministros faziam a maior parte das articulações da viagem. Em evento esvaziado nos EUA, Bolsonaro nega crise – Não havia nem cem convidados quando Jair Bolsonaro (sem partido) chegou na manhã desta terça-feira (10) a um hotel no centro de Miami. Pelo menos 3 das 25 mesas do evento organizado por empresários brasileiros estavam completamente vazias. Aos presentes, que incluíam o ex-piloto de F-1 Emerson Fittipaldi e o ex-lutador de UFC Vitor Belfort, o presidente insistiu na retórica de que o quadro econômico do Brasil está controlado, negou que haja crise com o derretimento dos mercados financeiros em todo o mundo e disse que a imprensa é culpada pela situação. Na avaliação de Bolsonaro, “muito do que falam é fantasia”, “problemas na Bolsa acontecem” e é melhor “cair 30% o preço do petróleo do que subir”. Na segunda-feira (9), ele já havia minimizado o coronavírus como uma das causas das perdas históricas dos mercados e dito que as notícias sobre a doença estavam superdimensionadas. Bolsonaro é aconselhado a adiar reforma administrativa – Com uma nova piora na relação entre Executivo e Legislativo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem indicado que vai adiar novamente o envio da reforma administrativa. Ele foi aconselhado por integrantes do núcleo político do Palácio do Planalto a deixá-la para depois do protesto do próximo domingo (15). O diagnóstico é que ao apresentá-la nesta quarta-feira (11), como esperava a equipe econômica, ele poderia tornar negativa uma pauta que é considerada positiva. Na avaliação do Planalto, além da falta de clima político para a proposta, o envio neste momento poderia ser explorado pelos organizadores dos protestos como mais um motivo de cobrança ao Legislativo, com potencial de aumentar o desgaste entre os dois Poderes. Nesta segunda-feira (9), o presidente indicou que deve seguir o conselho. Em discurso, durante um evento nos Estados Unidos, disse que até o final de março decidirá apresentar a proposta. “Temos mais duas [reformas] importantes pela frente e esse mês nós decidiremos com toda certeza apresentá-las, que é a reforma administrativa e a tributária”, disse. Advogado de Bolsonaro integrava TSE na época de suposta fraude – O advogado Admar Gonzaga, que hoje representa Jair Bolsonaro na área eleitoral, integrava o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nas eleições de 2018 —que o presidente diz terem sido fraudadas. “Ele não falaria isso levianamente”, diz Gonzaga. “Eu o conheço há muitos anos. Ele deve ter alguma prova. ” Gonzaga afirma, no entanto, que o presidente nunca falou com ele sobre as supostas provas. “Será uma surpresa para todos nós, que estávamos no TSE naquela época” Ele afirma que confia cegamente nos ministros do tribunal —como Rosa Weber, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso “e em mim mesmo, que estava lá”. E, também no sistema de votação. “Mas confio na segurança dos bancos. E às vezes há fraudes, por exemplo. É preciso verificar”, diz. As afirmações de Bolsonaro foram recebidas com descrédito por atuais ministros do TSE. Eles acreditam que o presidente entregará, no máximo —e se entregar — estatísticas para tentar colocar em dúvidas as eleições. Reajuste será votado hoje – Deputados e senadores integrantes da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), do Congresso Nacional, aprovaram ontem o relatório que prevê o reajuste de 8% para a Polícia Civil do Distrito Federal, além da recomposição salarial de até 25% para policiais militares e bombeiros. A matéria deve ser votada hoje, em sessão conjunta, no plenário. O acordo, demanda antiga das categorias, resultará em um impacto de cerca de R$ 505 milhões para os cofres do Distrito Federal. O Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) nº 1, de 2020, prevê que as recomposições salariais tenham efeito a partir de 1º de janeiro. Ontem, dos 42 integrantes da CMO, apenas um votou contra a aprovação do parecer. Para o deputado Lucas Gonzalez (Novo/MG), o fato de os reajustes serem concedidos de forma retroativa pode dar margem para que outras categorias reivindiquem o mesmo. Além disso, ele defende que haja divisão dos recursos do Fundo Constitucional do DF de forma equânime entre as três áreas contempladas: saúde, educação e segurança. “Não podemos ter um governo de ódio” – Incapacidade de dialogar e tendência incorrigível de causar conflitos desnecessários são os maiores equívocos do governo Bolsonaro, na avaliação de João Doria (PSDB). Em entrevista ao programa CB.Poder, parceria entre o Correio e a TV Brasília, o governador de São Paulo disse acreditar que o Executivo federal desperdiça tempo, energia e oportunidades com discussões irrelevantes ante as enormes carências do país. Além de agredir a democracia brasileira, os ataques despropositados e ofensas à imprensa dificultam — e muito — a superação dos impasses econômicos na agenda nacional. O clima de conflagração atrapalha até mesmo integrantes do governo bem-conceituados por Doria, como Paulo Guedes e Ricardo Salles. Apesar de se considerar um crítico respeitoso de Bolsonaro e ter votado no então candidato em 2018, Doria vê graves equívocos na conduta presidencial. “Não é cabível a um presidente da República estimular a convocação da população para atacar o Congresso Nacional”, diz. Marido de paciente do DF é o 2º caso de coronavírus – O resultado do exame de coronavírus para o marido da paciente que está com Covid-19 deu positivo. As informações são de integrantes da Secretaria de Saúde. Trata-se do segundo caso da doença no Distrito Federal. A suspeita sobre a condição do advogado de 45 anos existia havia dias. Tanto que o Governo do Distrito Federal (GDF) recorreu à Justiça para que o homem passasse a obedecer ao protocolo de isolamento estabelecido pelo Ministério da Saúde. Ele deveria estar recluso em casa e passar por exames que comprovassem a patologia, mas se recusou a seguir as exigências das autoridades epidemiológicas e continuou a circular pela cidade. Como o Correio apurou, o advogado desobedecia às orientações para não acompanhar a mulher, internada na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) desde quinta-feira. De acordo com a Secretaria de Saúde, o advogado havia feito o exame em um laboratório particular. Na segunda-feira, a pasta proibiu visitas à paciente com a Covid-19. A comprovação mostra que a Justiça e a Procuradoria-Geral do DF estavam certas em forçar o exame do homem. A decisão saiu ontem pela manhã, expedida pela juíza Raquel Mundim de Oliveira, da 8ª Vara de Fazenda Pública do DF, com base no entendimento de que um direito individual não se sobrepõe a uma questão de saúde pública. Agora, técnicos da Secretaria de Saúde vão avaliar a necessidade de internação ou apenas de uma quarentena domiciliar. Empresários bolsonaristas financiam ataques contra STF, revela inquérito – O inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) aberto para investigar fake news identificou empresários bolsonaristas que estariam financiando ataques contra ministros da Corte nas redes sociais. O Estado apurou que as investigações estão adiantadas e atingem até mesmo sócios de empresas do setor de comércio e serviços, todos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Embora o inquérito, que tramita sob sigilo, seja destinado a investigar ameaças, ofensas e calúnias dirigidas a ministros do STF e suas famílias, as informações são de que o mesmo grupo de empresários também está ajudando a convocar os atos do próximo domingo, tendo como alvo o Congresso e o Judiciário. O custo dos ataques virtuais pode chegar a R$ 5 milhões por mês. As apurações indicam que esses empresários bancam despesas com robôs – programas de computador que podem ser usados para fazer postagens automáticas nas redes – e produção de material destinado a insultar e constranger opositores de Bolsonaro nas mídias digitais. Aberto em março do ano passado por determinação do presidente do Supremo, Dias Toffoli, o inquérito não identificou apenas fake news, mas também evasão de divisas, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal por parte de alguns empresários bolsonaristas. A expectativa é de que o processo, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, seja concluído em maio e enviado ao Ministério Público. O Estado procurou o gabinete do relator do inquérito das fake news no Supremo, Alexandre de Moraes. Até a conclusão desta edição, ele não havia se manifestado. TIM e Telefônica têm interesse na Oi móvel – A Telefônica e a TIM decidiram negociar, em conjunto, a compra das operações móveis da Oi. A informação foi divulgada ao mercado na noite de ontem. Se o negócio for concretizado, a telefonia móvel ficará concentrada em três grandes operadoras (Claro, Vivo e TIM) e a Oi deixará a telefonia celular e restringirá sua atuação na banda larga fixa, TV por assinatura e telefonia fixa. As duas teles manifestaram ao assessor financeiro do grupo Oi, Bank of America Merrill Lynch, “interesse em iniciar tratativas com vistas a uma potencial aquisição, em conjunto, do negócio móvel da Oi, no todo ou em parte”. Caso a operação seja consolidada, segundo o comunicado, “cada uma das interessadas receberá uma parcela do referido negócio”, de acordo com nota divulgada pela Telefônica e pela TIM. As empresas informaram ainda que a transação pode criar valor aos acionistas e clientes, gerar eficiência operacional e melhorar a qualidade dos serviços. Operação mira esquema de propinas na Riotur – Policiais e promotores de Justiça cumpriram ontem dezenas de mandados de busca e apreensão em investigação que apura a existência de um esquema de corrupção na Prefeitura do Rio, na gestão do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos). Endereços ligados ao presidente da Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur), Marcelo Alves, um dos investigados, foram vasculhados. Crivella não foi alvo da operação, mas também está sob investigação no caso – ele negou, em vídeo ter participação nas suposta irregularidades. A investigação é baseada na colaboração premiada do doleiro Sérgio Mizrahy, preso em maio de 2018 pela operação Câmbio, Desligo desdobramento da Lava Jato no Rio. Mizrahy apontou Rafael Alves, irmão do presidente da Riotur, como responsável por um esquema de propinas na prefeitura. Segundo o delator, Alves viabilizava a contratação de empresas para a prefeitura e o recebimento de faturas antigas em aberto em troca do pagamento de propina. Por citar Crivella, a investigação está a cargo do Grupo de Atribuição Originária em Matéria Criminal (Gaocrim) do Ministério Público do Rio. O grupo é diretamente subordinado ao procurador-geral de Justiça, José Eduardo Gussem, que apura casos envolvendo pessoas com foro especial. Os dezessete mandados de busca e apreensão foram expedidos pela desembargadora Rosa Maria Helena Guita. Acusados de matar Marielle vão a júri popular – O policial militar reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio de Queiroz, acusados de matar a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes, vão a júri popular. A decisão foi anunciada ontem pelo Tribunal de Justiça do Rio, quatro dias antes de o crime completar dois anos – o duplo assassinato ocorreu em 14 de março de 2018. Fontes ligadas ao caso avaliam que o julgamento deve ser realizado ainda neste ano. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio, Ronnie Lessa teria disparado os tiros que mataram a vereadora e o motorista, enquanto Élcio Queiroz teria dirigido o carro usado no crime. Os advogados dos acusados foram procurados, mas não responderam até a conclusão desta edição. Maia Cobra o governo – O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), culpou a má relação do presidente Jair Bolsonaro com o Congresso pelo resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2019, de 1,1%, o menor desde 2017. Além disso, o deputado cobrou do Executivo medidas para estimular a economia a curto prazo para minimizar os impactos da crise. De acordo com Maia, por mais que o país conte com “uma economia que tem infraestrutura de péssima qualidade, um sistema tributário de péssima qualidade, que segura o crescimento”, a instabilidade política teve grande influência para o desempenho econômico do Brasil no ano passado, nem mesmo a aprovação da reforma da Previdência foi capaz de garantir um resultado mais expressivo. Aras dispensa vice-procurador – O procurador-geral da República, Augusto Aras, dispensou do cargo o seu vice José Bonifácio Borges de Andrada, na segunda-feira. Ele disse se tratar de uma “movimentação normal”. Como substituto, nomeou o vice-procurador-geral eleitoral Humberto Jacques de Medeiros. Em decisão publicada no Diário Oficial da União, Aras diz que tomou a decisão “a pedido”. Andrada estava no cargo desde 26 de setembro de 2019, quando o então recém-empossado PGR nomeou sua equipe de trabalho. Humberto Jacques, por sua vez, estava na lista da equipe de trabalho de Aras. Em novembro de 2019, num parecer enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele se manifestou contra a coleta de assinaturas digitais para a criação de partidos. A medida ajudaria o Aliança, partido do presidente Jair Bolsonaro, a sair do papel. À época, Jacques disse que todo o esforço na Justiça Eleitoral “é devotado ao tratamento dos documentos em papel”. A voz dos quartéis – Os militares mandaram vários sinais à classe política de que não concordam com o clima de tensão reinante entre o Planalto e o Congresso. A prioridade deles hoje é servir num clima de paz, sem golpes, contragolpes, rasteiras, ou seja, lá que nome alguns tentem dar ao mal-estar entre o presidente Jair Bolsonaro e os congressistas. E a fórmula para que isso aconteça é separar as estações –– Exército brasileiro e o Planalto. Ainda que haja generais em postos-chaves do governo, as Forças Armadas são uma coisa, e o Planalto é outra. A intenção de quem está na ativa é ajudar no sentido de estabelecer diálogos e separar estações. Só não chamou de bonito – A atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Rosa Weber, está uma arara com Bolsonaro. Em conversas reservadas, a fala do presidente sobre fraude nas eleições foi vista como mais uma forma de atacar o Poder Judiciário nas manifestações de domingo. Aliados de Bolsonaro na seara eleitoral irão a campo para tentar esclarecer a alta corte eleitoral de que o presidente não teve a intenção de criticar o TSE, mas apenas alertar para a necessidade do voto impresso, algo que sempre reivindicou. Aliás, ele e o falecido ex-governador do Rio Leonel Brizola. A bandeira de paz hasteada pelos aliados de Bolsonaro aos ministros do TSE não funcionou. Até porque o presidente disse que tinha provas. Agora, os ministros querem saber que provas são essas. Por ali, no TSE, tem gente apostando que tudo foi criado para dar combustível aos bolsonaristas nas redes sociais e ver se os internautas esquecem o PIB de 1,1% e as projeções previstas para 2020, que já foram revistas. Pesquisa mostra que brasileiros rejeitam medidas extremas – Pesquisa inédita da Quaest Consultoria indica que os brasileiros são contra a adoção de medidas extremas como solução para os impasses políticos atuais: 50% dos entrevistados são contra fechar o Congresso Nacional, 33% se disseram a favor da medida radical e 17% não quiseram ou não souberam responder. De acordo com o levantamento, a maioria dos pesquisados, 49%, não apoia um eventual impeachment de Jair Bolsonaro, ante 39% favoráveis à abreviação do mandato do atual presidente; 12% não souberam ou não quiseram responder. Os brasileiros entrevistados se disseram muito preocupados com o destino do Brasil: 61%. Apenas 20% afirmaram estar otimistas. Isso porque a pesquisa foi feita um pouco antes da turbulência nas bolsas de valores do mundo inteiro, incluindo a de São Paulo. A Quaest também pesquisou o sentimento em relação ao coronavírus: 44% se disseram extremamente preocupados e 22% afirmaram estar muito preocupados. A percepção quanto ao governo Bolsonaro mudou pouco: 30% o avaliam como positivo, 35% como negativo e 34% consideram a gestão regular (1% não quis ou não soube responder). “A pesquisa mostra um presidente de gueto, que se descolou da maioria, que fala para seu fã-clube, mas que não consegue mais empolgar o eleitor mediano”, diz o cientista político Felipe Nunes, da Quaest. A Quaest fez mil entrevistas entre os dias 2 e 5 deste mês. O método de coleta foi o painel digital de eleitores (questionário com autopreenchimento). A margem de erro máxima estimada é de 3,1 pontos porcentuais considerando os resultados obtidos no total da amostra. Intervalo de confiança: 95%. Sem o pai, Carlos dá plantão no ‘Gabinete do ódio’ – Enquanto o presidente Jair Bolsonaro esteve em viagem aos Estados Unidos, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), morador do Rio, atuou como uma espécie de “segurança” do gabinete do pai, localizado no terceiro andar do Palácio do Planalto. Considerado o mais radical dos filhos, o “zero dois” despachou no chamado “gabinete do ódio”, onde atuam assessores responsáveis pelas redes sociais do presidente e por fazer relatórios diários sobre fatos do Brasil e no mundo. Bolsonaro cumpriu agenda de quatro dias em Miami. O Estado apurou que Carlos não trabalhou no gabinete do presidente, mas optou por permanecer junto aos assessores Tércio Arnaud Tomaz, José Matheus Sales Gomes e Mateus Matos Diniz. O trio, nomeado na Presidência, atua sob o comando do vereador. Segundo relatos feitos em caráter reservado, Carlos ficou no Planalto para ser os olhos do presidente nas movimentações políticas. A presença do vereador no Planalto ocorreu quando o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, enfrenta um processo de desgaste em parte do Executivo, entre parlamentares governistas e bolsonaristas nas redes sociais. Na visão do filho do presidente, o articulador político do governo cedeu demais ao Congresso nas negociações envolvendo o controle de parte do Orçamento. Durante a estada de Carlos em Brasília, a pressão sobre a recém-empossada secretária Especial de Cultura, Regina Duarte, também aumentou. No domingo, em entrevista ao “Fantástisco”, da Rede Globo, ela declarou ser perseguida por uma “facção” do governo. Desde que tomou posse, na semana passada, a atriz passou a ser alvo de críticas de seguidores do guru do bolsonarismo, Olavo de Carvalho. No Twitter, começaram a circular a hashtag #ForaRegina. A Carlos também é atribuída o cancelamento da nomeação de Maria do Carmo Brant de Carvalho para a Secretaria da Diversidade Cultural. Filiada desde 1989 ao PSDB, ela havia sido designada para o posto na última sexta-feira por Regina Duarte. Carlos teria passado toda a segunda-feira trabalhando para tirá-la do governo. Conseguiu após relatar o caso ao pai. No fim da tarde, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), a nomeação foi suspensa. A presença de Carlos Bolsonaro no Palácio do Planalto, na ausência de Jair Bolsonaro causa incômodo em integrantes do governo. Esta não é a primeira vez que isso acontece. Em março do ano passado, quando Bolsonaro também estava nos Estados Unidos, o vereador esteve na sede do governo. Na época, ele se reuniu com deputados, dizendo estar cumprindo ordens do presidente. BNDES possui R$ 100 bi para combater crise – Em meio ao fraco desempenho da economia, ressurgiu dentro e fora do governo discussão sobre a conveniência de o BNDES voltar a ser usado como fonte relevante de financiamento do investimento privado. Deflagrado pelo governo Temer, o recuo muito rápido do banco como maior emprestador de longo prazo é apontado como principal razão de o país ter crescido tão pouco nos últimos três anos. Com o agravamento da situação econômica causado pelo coronavírus, o BNDES, que tem R$ 100 bilhões em caixa, poderia ampliar a oferta de recursos para investimentos, capital de giro e alongamento de dívidas. Fiat usa navios para abastecer fábrica de PE – Quando anunciou uma fábrica em Pernambuco, em 2014, a Fiat Chrysler sabia que o abastecimento da linha com peças do Sul e Sudeste, onde se concentram os fornecedores, seria um desafio. O risco se confirmou em 2018, na greve dos caminhoneiros. A empresa, então, decidiu testar o transporte de aço por navios. A experiência deu certo e hoje a cabotagem passou a ser usada também para outros tipos de peças. Segundo o diretor de logística, Luis Santamaria, os custos se equivalem, mas a redução de perdas é muito compensadora. Planos de saúde terão que cobrir teste contra vírus – As operadoras estão preparadas para a incorporação do teste de Coronavírus ao rol de procedimentos, diz a Federação Nacional de Saúde Suplementar, que representa as maiores empresas do setor. O Brasil já tem 35 casos confirmados. Em reunião realizada nesta terça-feira na sede da Agência Nacional de Saúde (ANS), no Rio, com as operadoras ficou acerta a inclusão extraordinária do teste para a detecção do coronavírus, o Covid-19, no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, que constitui a cobertura mínima obrigatória para os beneficiários de planos de saúde. A ANS informou que ainda está detalhando os aspectos técnicos da medida, como o tipo de exame que deverá fazer parte da cobertura obrigatória e as Diretrizes de Utilização (DUTs) que serão necessárias para adequação aos protocolos do Ministério da Saúde. Relator vota por arquivar representação contra Eduardo – O deputado Eduardo Costa (PTB-PA) apresentou nesta terça-feira voto para arquivar o procedimento contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) no Conselho de Ética da Câmara. Costa é relator da reclamação por quebra de decoro parlamentar, apresentada pelo PSL, partido que rachou após declarações do presidente Jair Bolsonaro, que era filiado ao partido e saiu para tentar fundar uma sigla própria. O relatório ainda não foi à votação por um pedido de vista, concedido por dois dias úteis. Costa entendeu que o caso não deveria ser analisado pelo conselho de Ética da Câmara, mas sim do partido. Para ele, as postagens de Eduardo são protegidas pela inviolabilidade de discurso parlamentar, mesmo que realizadas pelas redes sociais, “desde que presente o nexo causal entre a suposta ofensa e a atividade parlamentar precedente”. O partido apresentou reclamação no colegiado por ofensas feitas em redes sociais à deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), durante a crise que dividiu o partido em outubro do ano passado. O partido anexou à representação imagens divulgadas nas redes sociais de Eduardo, afirmando que o deputado iniciou “um verdadeiro linchamento virtual à deputada Joice Hasselmann através de suas redes sociais com ofensas e ataques pessoais”. PRTB oferece apoio de Mourão em troca de espaço nas eleições municipais – Sem acesso ao fundo partidário ou tempo de televisão, o PRTB trata o vice-presidente Hamilton Mourão como seu principal trunfo para as eleições municipais deste ano. Filiado ao partido, Mourão é considerado cabo eleitoral em estados como Rio, São Paulo e Pernambuco, além de ser moeda de troca para alianças partidárias. O partido do vice-presidente pretende ainda ocupar um eventual vácuo de representação do governo federal nas disputas municipais depois que o presidente Jair Bolsonaro anunciou que não participará do primeiro turno das eleições. O PRTB entrou, por exemplo, na briga por espaço na chapa do prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos). Witzel vê Bebianno ‘com bons olhos’ e quer frente anti-Crivella – O governador do Rio, Wilson Witzel, afirmou na noite desta segunda-feira que “vê com bons olhos” o lançamento pelo PSDB da candidatura de Gustavo Bebianno à Prefeitura do Rio. Witzel defendeu que os candidatos de centro e direita formem uma coalizão em busca de uma candidatura única contra o prefeito Marcelo Crivella. O governador disse que embora o PSC pretenda lançar candidatura própria, ele tem “tremenda afeição pelo PSDB”. Witzel não descartou a formação de uma chapa única, unindo os dois partidos e outras legendas como DEM e PSL.

TRIBUNA FEIRENSE ONLINE/FEIRA DE SANTANA
Data Veiculação: 11/03/2020 às 09h03

Projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Ministério da Saúde estima que, nas próximas duas semanas, haverá um aumento exponencial de casos do novo coronavírus no Brasil.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, diante de tal projeção, a pasta pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia.

Até por volta das 7h50 desta quarta-feira (11), o Brasil registrava 34 casos confirmados de infecção pela covid-19. No pior cenário, a previsão do ministério é que, em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado expressivamente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas.

Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza.

A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

FONTE: Bahia.ba

WEB

Casos de coronavírus devem começar a crescer exponencialmente no Brasil

POLÊMICA PARAÍBA/JOÃO PESSOA

WEB

Casos de coronavírus devem começar a crescer exponencialmente no Brasil

PARAÍBA MASTER/PARAÍBA

BAHIA.BA/SALVADOR
Data Veiculação: 11/03/2020 às 07h58

O Ministério da Saúde estima que, nas próximas duas semanas, haverá um aumento exponencial de casos do novo coronavírus no Brasil.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, diante de tal projeção, a pasta pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia.

Até por volta das 7h50 desta quarta-feira (11), o Brasil registrava 34 casos confirmados de infecção pela covid-19. No pior cenário, a previsão do ministério é que, em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado expressivamente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas.

Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza.

A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

GAZETA DO POVO ONLINE/CURITIBA
Data Veiculação: 11/03/2020 às 07h55

O Ministério da Saúde estima que os no Brasil aumentem em duas semanas e meia. Com isso, diz a, a pasta mobilizou cinco hospitais filantrópicos de excelência no país para que utilizem contra o vírus recursos e pessoal envolvidos atualmente em projetos desenvolvidos no SUS. Uma reunião foi feita pelo ministro Luiz Henrique Mandetta na última segunda-feira com representantes dos hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz, Hospital do Coração (HCor) e Moinhos de Vento. O Brasil contabiliza 34 casos de coronavírus, segundo último boletim do ministério.

POLÊMICA PARAÍBA/JOÃO PESSOA
Data Veiculação: 11/03/2020 às 07h51

Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia.

O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas.

Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza.

A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada.

“Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos”, diz o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês.

Um dos projetos do Proadi é o “Lean nas Emergências”, que tem a meta de sanar o problema de superlotação e o longo tempo de espera nas emergências do SUS. Neste ano, cem hospitais públicos devem participar do projeto. Outros 59 já passaram por treinamentos.

“Naqueles hospitais onde estou fazendo o ‘Lean’, vou dar suporte para que as emergências consigam absorver o grande número de casos da epidemia”, explica o diretor.

Outro projeto que deve estar envolvido na contenção da epidemia, por meio da telemedicina, é o “Saúde em Nossas Mãos”, que tem como objetivo reduzir casos de três tipos de infecções hospitalares em 119 instituições públicas do país.

“Vamos fazer o que for necessário. Os ‘gaps’ [brechas] vão aparecer, as necessidades vão ficar claras se epidemia vier na intensidade vista nos outros países. O ministério vai nos apontar as necessidades e a gente vai tentar ajudar. ”

Segundo Ana Paula Marques de Pinho, superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Oswaldo Cruz, a ideia é que as instituições ligadas ao Proadi usem a capilaridade dos projetos que já estão em curso no SUS.

“Você estende o mesmo nível de controle, a mesma lógica do privado, e o conhecimento fica mais equânime. ”

O cenário leva em conta a possibilidade de que nas próximas semanas o país já tenha transmissão comunitária do novo coronavírus.

“Os primeiros casos contaminaram de duas a três pessoas. Agora a progressão é geométrica, não tem jeito. É um para dois, dois para quatro, quatro para oito, oito para 16. A gente espera que a situação seja menos grave no Brasil por causa do clima, mas temos obrigação de estarmos preparados para o grave”, afirma Chapchap.

Segundo o diretor do Sírio Libanês, a orientação é que, caso o pior cenário se confirme, cirurgias eletivas (como de hérnias, vesícula, quadril, joelho entre outras) sejam adiadas para que os leitos fiquem reservados às vítimas de coronavírus.

“Numa hora de estresse, são procedimentos que podem ser adiados sem prejuízo aos pacientes”, diz Chapchap

Outra preocupação é com a proteção dos profissionais de saúde, mais suscetíveis à contaminação. No Irã, 40% dos profissionais de saúde se infectaram.

Na Itália, até profissionais não treinados, como bombeiros e pessoal do exército, estão ajudando no atendimento de pacientes. O país registra a maior taxa de letalidade até agora: 5%.

“A mensagem é: vamos nos preparar para o pior para evitarmos sustos. A gente não quer subsestimar a situação. Se não acontecer, ótimo, vamos celebrar”, diz ele.

No Sírio-Libanês, eventos já foram cancelados e médicos proibidos de viajar de avião, inclusive no Brasil.

“Você entra num avião e não sabe quem tem e quem não tem [o coronavírus]. Se eu ficar sem o profissional, fico sem conseguir atender os pacientes”, afirma o diretor.

BLOG DO BG
Data Veiculação: 11/03/2020 às 05h32

Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia.

O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas.

Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza.

A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada.

“Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos”, diz o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês.

R7.COM/SÃO PAULO
Data Veiculação: 11/03/2020 às 02h00

Os sintomas da covid-19 (provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV2) e da gripe (causada pelo vírus influenza) podem ser exatamente os mesmos. Além da febre, as duas infecções têm como característica sintomas respiratórios, incluindo, tosse, espirros, dor de garganta e coriza, que podem evoluir com o passar dos dias para quadros mais graves, como pneumonia. Uma diferença importante entre a influenza e o coronavírus, é que a complicação mais comum da gripe é a pneumonia bacteriana (tratada com antibióticos).

No caso do coronavírus SARS-CoV2, as complicações mais frequentes são a insuficiência respiratória e pneumonia viral. “O vírus [da gripe] também pode causar lesão pulmonar diretamente, mas o mais comum é que ela predispõe o paciente a uma pneumonia bacteriana quando ele está melhorando da gripe”, explica o pneumologista André Nathan, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

O infectologista Jamal Suleiman, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, acrescenta que o mecanismo da lesão pulmonar também pode ser diferente, mas que o tratamento vai ser o mesmo, independente disto. “Pode ser uma pneumonia necrotizante, o bloqueio de alguma enzima ou outra coisa. Mas a estratégia vai ser a mesma: antibiótico para possíveis complicações bacterianas e intubação.”

O médico explica que, clinicamente (sem que se tenha realizado exame específico), gripe e covid-19 se diferenciam de resfriados comuns por terem febre e o risco de complicações pulmonares. Os resfriados comuns, provocados por vírus como adenovírus, parainfluenza e outros tipos de coronavírus, causam uma inflamação mais focada no nariz e garganta. Saiba mais: Gripe requer isolamento como em casos de coronavírus Nathan explica que a gravidade é muito individual. “Algumas pessoas podem ter quadros graves de gripe, outras podem ter casos mais leves. Com o coronavírus, é mesma coisa.” Outra diferença apontada pelos médicos são os grupos de risco das doenças. A gripe, além de idosos, inclui grávidas, puérperas, crianças e pessoas imunossuprimidas.

Em ambos os casos, pacientes com doenças cardíacas, diabetes e hipertensão também são considerados grupos de risco. Sobe para 34 número de casos do novo coronavírus no Brasil Gripe tem remédio específico Suleiman aponta como uma diferença importante o fato de que para gripe existe tratamento específico e vacina. “Nesse momento a covid-19 é mais grave porque não tem remédio, vacina, e temos um surto em todos os lugares do planeta.” Os médicos alertam que pessoas com sintomas respiratórios só devem buscar o sistema de saúde em casos de alerta que são caracterizados pela febre por mais de 48 horas ou falta de ar. “Se você for sem necessidade e estiver com coronavírus, vai transmitir para todos no pronto-socorro. Se não estiver, pode se contaminar”, afirma Nathan. “Ir ao médico com sintomas leves é falta de cidadania. Os hospitais precisam estar disponíveis para atender os casos mais graves. Não se sabe se a taxa de letalidade se dá porque os pacientes idosos morrem por conta das doenças concomitantes ou porque os idosos não recebem atenção adequada devido a um sistema hipertrofiado”, acrescenta Suleiman.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, também pediu à população para que evite procurar hospitais sem que haja necessidade. "O que a gente entende é que as pessoas que estiverem doentes irem em hospitais vão terminar se encontrando com outras pessoas, que estão doentes, imunodeprimidas por outras razões, e a possibilidade da transmissão se eleva muito. Além disso, tem toda a questão das equipes de saúde, que quanto menor a exposição com pacientes doentes, melhor." Veja mais: Coronavírus: as dicas da Organização Mundial da Saúde para não 'pirar' de preocupação com a epidemia O pneumologista afirma que a preocupação com o coronavírus pode levar a uma diminuição nos casos de gripe, uma vez que a forma de transmissão e prevenção são as mesmas: lavar as mãos, não manter contato com pessoas com sintomas respiratórios e, se apresentar os sintomas, evitar aglomerações.

O Ministério da Saúde ressalta que não há necessidade e nem há recursos disponíveis para testar todos os casos de pessoas com síndrome gripal para saber se é influenza ou coronavírus. O principal critério, nos próximos meses, será a gravidade do caso. Se o paciente estiver internado com SRAG (síndrome respiratória aguda grave), será recolhida uma amostra para estudar qual é o tipo de vírus.