Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 11/01/2021 às 07h00

Uma ação movida na Justiça por organizações estudantis e institutos da área de educação e uma carta de mais de 45 associações ligadas a ciência questionam a segurança sanitária para a realização do Enem 2020 - a versão impressa está marcada para este domingo (17) e o seguinte (24). O Brasil vive alta no número de casos do novo coronavírus nos últimos dias. A Defensoria Pública da União pediu à Justiça o adiamento das provas na última sexta (7), junto com a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e as entidades Campanha Nacional pelo Direito à Educação e Educafro. O documento diz que "temos agora uma prova agendada exatamente no pico da segunda onda de infecções, sem que haja clareza sobre as providências adotadas para evitar-se a contaminação dos participantes da prova, estudantes e funcionários que a aplicarão". À Justiça, o Inep afirmou que "reorganizar um calendário a nível de Enem é fragilizar e colocar em risco políticas públicas dele decorrentes como sistema de cotas, financiamento estudantil, instrumentos que por sua vez são as chaves para minorar as desigualdades sociais tão alarmantes hoje no nosso país". Na mesma sexta, mais de 45 entidades científicas publicaram uma carta endereçada ao ministro da Educação, Milton Ribeiro, em que expressam preocupação pela realização do exame. Encabeçam a manifestação a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped) e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). Segundo a carta, as medidas do Inep e do governo federal "não são suficientes para garantir a segurança da população brasileira, num momento de visível agravamento da pandemia no país". O Enem 2020 tem 5,78 milhões de candidatos confirmados. Originalmente, o exame seria feito em novembro, mas foi adiado devido à pandemia. No começo da semana passada, o presidente do Inep, Alexandre Lopes, descartou ao G1 um novo adiamento, e disse que o órgão está preparado para fazer a prova durante a pandemia. Neste último domingo (10), o Brasil superou a marca de 1.000 mortes por coronavírus na média móvel após 5 meses. A variação foi de +65% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de crescimento nos óbitos pela doença. As provas do Enem vão ocorrer pouco mais de duas semanas após as festas de fim de ano, quando houve aglomerações em todo o país. Em diversos casos, a polícia interrompeu festas, muitas repletas de jovens sem máscaras. Neste primeiro domingo, a duração máxima para realização da prova é de 5h30 - no segundo será menor, de 5h. Entre as medidas adotadas estão a redução em 50% da capacidade máxima de alunos por sala e o distanciamento social de 2 metros. Portas e janelas terão de ficar abertas. O presidente do Inep afirmou que não haverá planejamento especial para os locais que estejam com aumento no número de casos. Disse que as provas vão ser feitas aos domingos, quando há menor circulação de pessoas nas cidades, e citou as medidas tomadas para a organização do exame na pandemia: A retirada da máscara poderá ser feita, segundo o protocolo, para alimentação, ingestão de líquidos e troca do item. O que dizem os especialistas Márcio Sommer Bittencourt, da Clínica Epidemiológica do Hospital Universitário da USP, diz que, "de forma bem subjetiva", o risco com "pessoas em silêncio, usando máscara, com distanciamento e janelas abertas poderia ser considerado moderado" nas condições anunciadas pelo Inep. Em sua avaliação, a decisão de manter ou adiar o Enem é "muito complicada, mas acho que estamos fazendo o exame no pior momento da pandemia no Brasil. Está pior do que na data em que foi adiado [maio do ano passado]". Para o infectologista Jamal Suleiman, do Instituto Emílio Ribas, de São Paulo, "o risco de transmissão nesse cenário é mínimo, porque a possibilidade de disseminação de gotículas é praticamente zero. Não há comunicação oral nem contato físico durante a permanência nas salas". Ressalta Suleiman que "atenção especial deve ser dada aos momentos entrada e saída da prova para que não ocorra aglomeração". "O ponto central é que, se o processo seguir rigorosamente protocolo de segurança, estaremos executando a flexibilização de maneira correta." Miriam Dal Ben, infectologista do hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, diz que as medidas adotadas pelo Inep "são as indicadas para mitigar o risco, mas o risco não é zero". Os sintomas de Covid-19 podem aparecer até 15 dias após o contato com o vírus. Isso significa que os candidatos poderão ter sintomas da doença próximo ao primeiro dia de provas. Caso os sintomas apareçam na véspera do exame, o indicado é ligar para o 0800-616161. O que diz o Inep Por meio de advogados da União, o Inep se manifestou na noite da sexta e rebateu os argumentos da defensoria. Declarou que o exame já foi adiado por conta da pandemia e, neste período, foram adotadas "todas as medidas sanitárias para que o mesmo seja realizado com segurança" "Cabe destacar que não se está desconsiderando, aqui, a preocupação maior com a vida e a saúde", ressalta o documento, que apontou as medidas que o Inep adotou para evitar a transmissão da doença entre os candidatos. "Tirar a chance do estudante de prestar este Exame é acentuar, ainda mais, qualquer discrepância social, econômica, é colocar em um local ainda mais distante as perspectivas de ascensão e crescimento dessa juventude", afirma o documento. Complementa que "há que registrar que eventual adiamento do Enem 2020 pode inviabilizar o Enem 2021 previsto para novembro 2021, já que o planejamento do Enem começa em janeiro". Vídeos: saiba tudo sobre o Enem 2020

UOL VIVA BEM/UOL/SÃO PAULO
Data Veiculação: 11/01/2021 às 04h00

Todas as manhãs, Leandro Tavares, 37, veste seu capacete e segue rumo ao petshop onde trabalha, no Rio de Janeiro. O entregador, que chega a percorrer 50 km por dia, decidiu trocar o ônibus pela bicicleta para evitar a aglomeração do transporte público durante a pandemia. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a bike é uma das formas de deslocamento mais seguras para evitar a proliferação do coronavírus. Mas não foi só um risco mais baixo de contrair covid-19 ao ir e voltar do trabalho que Leandro obteve quando passou a se locomover sobre duas rodas: "Diminui o estresse, melhorou o humor e até minha autoestima aumentou", afirma o carioca. A médica cardiologista Danielle Resende, do Vera Cruz Hospital, de Campinas, confirma que logo nos primeiros dias de atividade física algumas pessoas já podem obter uma elevação na sensação de alegria e bem-estar e redução de estresse, já que pedalar estimula a produção de substâncias como epinefrina, noradrenalina e endorfina. Nickolas Pereira de Arruda, 27, também colheu esses benefícios. O mecânico hidráulico de São Paulo relata que a redução do estresse e o aumento da disposição no dia a dia foram os primeiros efeitos que sentiu ao trocar o ônibus pela bike para ir trabalhar. Depois de alguns meses, veio a perda de peso e o paulistano, que tem asma, viu até sua respiração melhorar. Por ser uma atividade aeróbica --exercício em que você faz movimentos constantes por tempo prologando e usa o oxigênio como principal fonte de energia para os músculos--, pedalar trabalha bastante o sistema cardiorrespiratório, melhorando a saúde do coração, dos pulmões e a circulação sanguínea. Para se ter ideia, segundo a cardiologista Amanda Gonzales Rodrigues, do Hospital Sírio-Libanês, uma única sessão do exercício já é capaz de reduzir os níveis da pressão arterial por até 24 horas. "O exercício também proporciona grande gasto calórico e pode contribuir para a perda de peso, mas uma dieta equilibrada é fundamental nesse resultado. A pessoa não pode comer mais para compensar o que perdeu pedalando, né?", alerta Rodrigues. Para obter todos esses benefícios trazidos pela atividade física, a OMS recomenda a realização de ao menos 150 minutos semanais de exercícios moderados, que podem ser distribuídos ao longo do dia. Ou seja, mesmo quem mora perto da empresa e gasta 15 minutos para ir e 15 minutos para voltar do trabalho vai garantir melhorias à saúde. Principalmente no início, quem é sedentário pode sofrer com fadiga e dores musculares. Mas o segredo é manter a regularidade, pois com o tempo a capacidade do sistema cardiovascular aumenta, os músculos ficam mais fortes e o organismo se adapta ao exercício. Caso o desconforto no começo seja grande, procure intercalar os dias em que pedala, para dar tempo para o corpo se adaptar. "Após algumas semanas, o organismo passa a funcionar de forma tão equilibrada que até mesmo a qualidade do sono melhora", diz Raul Osiecki, professor do curso de educação física da UFPR (Universidade Federal do Paraná). Antes de se lançar ao projeto de pedalar diariamente, é fundamental fazer uma avaliação médica para saber se você está apto para praticar exercícios regularmente. O segundo passo é ter uma bike com tamanho adequado para sua altura, com o selim e o guidão ajustados corretamente. Também é importante que a bicicleta tenha os equipamentos de segurança necessários para pedalar no trânsito: farol dianteiro, luz traseira, buzina. Sem falar do capacete, que é obrigatório! Principalmente para quem é iniciante, Ericson Pereira, professor do curso de educação física da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), recomenda antes de sair de casa planejar bem o trajeto que irá fazer: "Opte por ruas mais planas no início", diz. Independentemente do seu nível no pedal, a recomendação é sempre transitar por ciclovias, ciclofaixas ou ruas pouco movimentadas, mesmo que isso faça com que o trajeto fique um pouco mais longo. Evite grandes avenidas (vá por vias paralelas) e nunca pedale no corredor de ônibus, nem na contramão —os ciclistas devem obedecer às mesmas regras de trânsito dos automóveis. O professor Ericson alerta ainda que o ciclista precisa estar preparado para imprevistos: leve na mochila ferramentas para consertar um pneu furado ou problemas mecânicos.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 11/01/2021 às 18h17

O presidente do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), conselheiro Mario de Mello, recebeu alta hospitalar, nesta segunda-feira (11), após se recuperar da Covid-19. Ele ficou internado por 13 dias no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Até domingo (10), dos mais de 213 mil casos confirmados de Covid19 no Amazonas, 181.460 pessoas se recuperaram da doença. Por outro lado, mais de 5,7 mil pessoas morreram com a Covid19. Por meio de nota, o TCE informou que a esposa do conselheiro, juíza Elza Vitória de Mello, que o acompanhava no tratamento, também testou positivo para o novo coronavírus, mas ficou assintomática e também foi liberada. "Enfrentamos uma segunda onda da Covid-19 no Amazonas e precisamos unir esforços para salvar vidas. As pessoas precisam se conscientizar que o isolamento é importante. Não desejo essa doença para ninguém. Felizmente, eu venci a Covid19", afirmou o presidente do TCE-AM, ao sair do hospital, por meio de assessoria. "Enfrentamos uma segunda onda da Covid-19 no Amazonas e precisamos unir esforços para salvar vidas. As pessoas precisam se conscientizar que o isolamento é importante. Não desejo essa doença para ninguém. Felizmente, eu venci a Covid19", afirmou o presidente do TCE-AM, ao sair do hospital, por meio de assessoria. Com o novo surto da doença, o presidente do TCE-AM determinou a prorrogação do regime híbrido de trabalho na Corte de Contas (parte presencial e parte em homeoffice) até 31 de março deste ano. O retorno do recesso continua mantido para o dia 11 de janeiro, mas, até o dia 22 deste mês, o Tribunal funcionará exclusivamente sob o regime de trabalho remoto (home office), por segurança. VÍDEOS: mais assistidos do G1 AM nos últimos 7 dias