Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 09/09/2020 às 20h07

Idosos acometidos por Covid-19 podem apresentar confusão mental, falta de apetite e dificuldade em realizar tarefas habituais num indicativo da doença sem, necessariamente, manifestar outros sintomas comuns. Segundo Flávia Garcez, geriatra do Hospital Sírio-Libanês e pesquisadora do envelhecimento no Hospital das Clínicas da USP (HC), essas manifestações não típicas em outras idades podem ser comuns para os mais velhos. A médica participou do Ao Vivo Em Casa, série de lives da Folha que, nesta quarta-feira (9), discutiu os impactos da pandemia do novo coronavírus na vida e na saúde dos idosos. A entrevista foi conduzida pelo jornalista Emilio Sant'Anna. A partir de estudo realizado no HC, foi identificado que um em cada três pacientes idosos de Covid-19 internados apresentou quadro de "delirium", alteração mental aguda manifestada quando há alguma inflamação no corpo. Com a doença, especialmente levando em conta os protocolos de isolamento, a chance de apresentar "delirium" se agrava. Atentar para a saúde mental do idoso na pandemia é um ponto muito importante, afirma Garcez, pois isso pode ter influência em outras doenças. "A ausência de interação com família, comunidade e amigos traz muito impacto para o idoso, como ansiedade, depressão, levando à descompensação de outras doenças". De acordo com ela, há o agravamento de questões que ficaram por meses sem acompanhamento. Na espera pela chegada de uma vacina eficaz contra o vírus, a atenção com a população mais velha deve ser redobrada. Enquanto isso, ela afirma, é necessário garantir que idosos sigam realizando acompanhamentos médicos, especialmente para doenças crônicas. "Já é possivel retornar a consultas presenciais, mas a forma tem que ser conversada com o médico que faz o atendimento: se é necessário atender presencialmente ou pode ser feito de forma remota". Para aplacar os impactos da pandemia e do isolamento na saúde mental dos idosos, a médica indica que familiares e amigos atentem sempre para os protocolos de segurança. "Realizar visitas com um certo nível de segurança não é ter a ausência de risco. Essas visitas não podem acontecer agora de forma globalizada agora porque ainda há a recomendação de distanciamento social."4

EXAME.COM/SÃO PAULO
Data Veiculação: 09/09/2020 às 13h59

Não foram poucos os desafios do médico paulistano Paulo Chapchap nos últimos meses. Ele é presidente de um dos mais tradicionais hospitais brasileiros, o Sírio-Libanês. Participou de inúmeras lives e eventos virtuais para informar a população sobre os riscos da covid-19. E, desde abril, coordena o movimento Todos pela Saúde, uma iniciativa lançada pelo Itaú Unibanco para enfrentar a pandemia e seus efeitos. Além de coordenar o investimento de 1 bilhão de reais doados pelo Itaú Unibanco, o Todos pela Saúde já recebeu mais 238 milhões de reais de pessoas e empresas. Em entrevista ao EXAME IN, Chapchap afirma que escolher onde não atuar foi tão importante quanto escolher onde atuar. “Desde o começo definimos com clareza quatro pilares de atuação: informar, proteger, cuidar e retomar”, diz. “Definimos, juntos, quem eram as pessoas com as competências necessárias para fazer a diferença nessas frentes”. Inscreva-se no EXAME IN e saiba hoje o que será notícia amanhã Além de Chapchap, integram o grupo o médico o cientista e escritor Drauzio Varella; o consultor do Conselho dos Secretários de Saúde Eugênio Vilaça Mendes; o ex-presidente da Anvisa Gonzalo Vecina Neto; o ex-diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Maurício Ceschin; o presidente do Instituto de Biologia Molecular do Paraná, instituição ligada à Fundação Oswaldo Cruz, Pedro Barbosa; e o presidente do Hospital Albert Einstein, Sidney Klajner. “Definimos também desde o começo que faríamos coisas com mais potencial de salvar vidas e que permaneceriam depois. Um exemplo são laboratórios que inauguramos no Rio e em Fortaleza. Eles atendem a covid, mas depois que acabar a pandemia poderá responder a outras pandemias e endemias”, afirma. O roteiro de disseminação da doença, que já contaminou mais de 4 milhões de brasileiros, foi outra prioridade do grupo na definição de estratégia. “A doença começou pelas grandes cidades, chegando de avião com pessoas que vieram de fora. Mas começou a interiorizar pelas rodovias. Os caminhoneiros tinham um potencial muito grande de carregar o vírus de um lugar para o outro. E por isso entraram no nosso foco”, diz. Até agosto a iniciativa já havia realizado 44.000 testes em caminhoneiros em São Paulo, Mato Grosso, Bahia e Minas Gerais. Entre outros grandes números do Todos pela Saúde estão, no balanço de agosto: 14 milhões de máscaras distribuídas, 90 milhões de equipamentos de proteção adquiridos, 6.000 consultas mensais com psicólogos, 1.000 leitos de alojamento, 105.000 oxímetros doados, 100 milhões de reais investidos em vacinas. “Nunca paramos de informar, embora estejam todos um pouco saturados. Mas ainda precisamos convencer as pessoas a não se agrupar e a usar máscaras”, afirma Chapchap. “Mas em algumas frentes nossa atuação já mudou. Pagamos adiantado, por exemplo, para ter equipamentos de proteção. Mas agora as cadeias já se desenvolveram, e os governos adquiriram capacidade de compra”. Outro valor essencial da iniciativa, na visão de Chapchap, está no exemplo. “Chamamos a atenção para a sociedade como um todo da importância da saúde pública até para as classes privilegiadas. É um processo de transferência de valor fundamental para o equilíbrio da sociedade. Trouxemos a consciência que somos uma sociedade só”, diz. “Se conseguirmos ter isso como legado, de que estamos juntos, e que quem tem mais capacidade de influência tem que pensar no benefício de toda a sociedade, teremos tido algum sucesso”. A ideia é que mesmo com o término da pandemia esse grupo continue se reunindo e pensando na saúde, como uma espécie de Think Tank de especialistas para propor soluções. “Mostramos que somos um povo solidário”, afirma Chapchap.

JORNAL HOJE/TV GLOBO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 09/09/2020 às 14h30

Diferentes com um protocolo inédito né pra garantir a segurança sanitária estamos em época de pandemia nos tribunais eleitorais ficaram preocupados é com uma possível falta de voluntários para trabalhar como mesários mas aí as inscrições começaram e aconteceu uma surpresa muito positiva os terriers estão registrando recorde de interessados o meu karina se inscreveu como voluntária no ano passado pra trabalhar nas eleições deste ano quando o tre de minas confirmou que ela seria mesária a pandemia já tinha começado o acho que é um trabalho que está da rihanna é um compromisso pra gente sair vídeo atmosfera indonésia se nesse processo do meu passeio o tre tem um banco de mesários pessoas que com frequência topam trabalhar nas eleições mas na pandemia muita gente desistiu aqui em belo horizonte por exemplo em algumas seções metade manifestou que não vai colaborar porque faz parte de grupo de risco por isso a justiça eleitoral precisa muito de voluntários o tribunal superior eleitoral fez uma campanha convocando voluntários e se surpreendeu com o resultado em relação a dois mil e dezesseis nos estados que nós já temos os dados nós já dobramos o número de mesários voluntários o que se verifica é que apesar da pandemia há uma grande mobilização cívica a um grande sentimento de participação dessa festa democrática brasileira em são paulo já são quase dezesseis por cento a mais de mesários voluntários inscritos em relação às eleições municipais de dois mil e dezesseis em minas gerais cinquenta e quatro por cento o tre do tocantins registrou um aumento de oitenta e três por cento no rio de janeiro crescimento de noventa e sete por cento já o tre do paraná diz que houve um recorde de mesários voluntários noventa e oito por cento a mais no dia da eleição são necessários aproximadamente oitenta e cinco mesários para atuarem nas seções eleitorais e mais trinta mil pessoas que vão ajudar nos locais de votação hoje aproximadamente o paraná tem setenta mil pessoas voluntárias para garantir a segurança no dia das eleições o tse em parceria com a fundação oswaldo cruz e o hospital Sírio Libanês e o hospital albert einstein elaborou um protocolo sanitário cada mesário vai receber três máscaras viseira protetor pro rosto álcool setenta por cento em gel e treinamento pra manter a distância de um metro dos eleitores e dos outros mesários os eleitores só poderão entrar na seção usando máscara todos terão que respeitar a distância mínima de um metro entre as pessoas que vão estar no local de votação nas cabines terá álcool em gel pra higienizar as mãos antes e depois de votar nas eleições anteriores até quatro eleitores podiam entrar ao mesmo tempo na sessão agora serão no máximo dois e é recomendável que cada um leve a própria caneta pra assinar o comprovante de votação pra ele que demora e aglomerações o tse decidiu que não haverá votação por biometria e ao invés de abrir às oito da manhã as sessões vão começar a funcionar as sete izabel tá sabendo de todos os cuidados e não teve nenhum medo ao contrário ficou mais confiante tá pronta pra trabalhar e até convenceu alguns amigos a serem mesário voluntário também eu aqui no bairro onde eu cresci na escola onde eu estudei isso é muito bacana o senhor acaba revendo muitas pessoas que ficaram na sua lembrança te passar é o momento é de ajudar pra democracia é o momento de civismo e pra mim o momento de confraternização também em minas gerais mais de vinte e seis mil voluntários já se inscreveram mas ainda falta muita gente pra completar o quadro de mesários aproximadamente duzentos e oito mil mesários vão trabalhar esse ano em minas gerais a gente ainda precisa de novos voluntários pra acrescentar né aqueles que pediram dispensas e as novas seções criadas se você como pedagoga isabel ficou animado então eu segui você quer ser voluntário né ser mesário voluntário então tem até o dia dezesseis de setembro pra se inscrever o interessado pode fazer sua inscrição lá no cartório eleitoral da cidade dele preencher um cadastro no site do tre ontem riel então baixar o aplicativo que se chama este título próprio mesário algumas condições é preciso estar em situação regular com a justiça eleitoral e ter mais de dezoito anos mas esse convite pra atuar na eleição não vale pra aqueles que fazem parte dos grupos de risco pra convide obviamente e o ministro da economia paulo guedes comentou hoje a declaração do presidente da câmara rodrigo maia sobre a relação com

PESQUISA FAPESP/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 09/09/2020 às 03h00

MARCAS DA COVID-19 Coronavírus pode afetar coração, rins, pâncreas e cérebro, além dos pulmões, e causar danos persistentes após a fase aguda da doença 0 / reportagens e entrevistas destacam i * Em meio à expansão de crimes virtuais, empresas nacionais de dber segurança tentam crescer Represas, brejos e poças se multiplicam em áreas desmatadas no Alto Xingu Estudos identificam razões que levam artigos científicos a não serem citados Pesquisadores e povos originários discutem repatriação de peças extraídas em períodos coloniais I Ano 21 n.295 CAPAILUSTRAÇÕES KIKA CARVALHO Meses após terem superado a fase agudada doença, alguns pacientes ainda apresentam complicações persistentes nos pulmões, coração ou cérebro Rodrigo de Oliveira Andrade Infecção causada pelo Sars-CoV-2 nas CÉLULASPULMONARES pode levara formação de fibroses, pequenas cicatrizes que tomamos órgão menos flexível, o que pode fazer com que o indivíduo infectado passe a ter dificuldade para respirar Passados quase nove meses desde o início da pandemia, o conhecimento acumulado sobre o agente causadora Çovid-19, o novo coronavírus (Sars-CoV-2), indica que seus efeitos deletérios no organismo humano podem ser maiores e mais duradouros do que se pensava. Antes descrita como uma pneumonia um pouco mais grave que se manifestava na parcela de infectados com sintomas severos, a Covid-19 hoje é considerada por médicos e pesquisadores uma enfermidade mais abrangente, capaz de desencadear um processo inflamatório generalizado, semelhante ao causado pela sepse. “O pulmão é o marco zero da infecção”, destaca patologista Marisa Dolhnikoff, coordenadora deequipe da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) que está realizando autópsias em pessoas que morrem por causa daCovid-19. “Sabemos que o vírus é capaz de infectarcélulas de outros órgãos, como o coração, os rinse o sistema nervoso central.” Diante disso, e dos casos clínicos atendidos por pesquisadores de diferentes países, passou-se chamar a atenção para a possibilidade de que, em parte dos casos, alguns sintomas da Covid-19podem persistir por longos períodos após o fim da fase aguda da doença. O risco de desenvolver que eles chamam de síndrome pós-Covid-19 se estenderia às pessoas com manifestações grave-se moderadas da doença. A lista de sintomas remanescentes é longa e variada. Inclui fadiga, batimentos cardíacos acelerados, falta de ar, dores nas articulações, perda persistente do olfato paladar, e dificuldade de concentração. “Tenho pacientes que se curaram há meses e ainda hoje não recuperaram o paladar; outros perderam olfato”, comenta a pneumologista Margareth Dalcolmo, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. A própria pesquisadora, recuperada da doença há dois meses, ainda sofre de neuropatias periféricas, como dormência nas mãos. Estudos recentes também estimam que a Covid-19 pode gerar complicações mais graves e atémesmo favorecer o surgimento de outras doenças, como a diabetes, quando o organismo não metaboliza de forma eficiente as moléculas de açúcar (glicose) no sangue. Esse cenário desenhado pelos pesquisadores é preocupante e põe à prova a noção de que todas as pessoas que se livraram da Covid-19 — até agora são mais de 16milhões no mundo, das quais 3 milhões no Brasil — podem ser consideradas de fato curadas por terem sobrevivido à infecção. “Da mesma forma, é possível que o número de mortos seja, indiretamente, muito maior do que o estimado”, sustenta o infectologista Marcus Vinícius Lacerda, da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado, em Manaus. “Muitos pacientes que se recuperaram da Covid-19 e deixaram os hospitais podem morrer tempos depois por conta de complicações relacionadas à infecção. Essas mortes não serão contabilizadas nos números da pandemia, mesmo que estejam relacionadas.” Ainda não existem estatísticas capazes de traçar um panorama claro acerca desse novo capítulo da pandemia. Também é difícil estimar o risco de um paciente desenvolver sintomas persistentes após superar a fase aguda da Covid-19 ou mesmo por quanto tempo esses sintomas podem perdurar. Os pesquisadores também não sabem quais seriam os fatores relacionados ao maior ou menor risco de uma pessoa acometida pelo novo coronavírus desenvolver complicações mais graves após a infecção. A maioria dos estudos de acompanhamento da saúde de indivíduos considerados curados da doença está em andamento ou em fase inicial de desenvolvimento. Não por acaso, as principais evidências dos efeitos de longo prazo da infecção emergem de trabalhos em países precocemente atingidos pela pandemia, entre dezembro de 2019 e fevereiro de 2020, como a Itália. Um estudo publicado em julho no Journal of the American Medicai Associatíon (Jama) verificou que 87,4% dos pacientes de um grupo de143 pessoas que haviam sido internadas em um hospital de Roma com Covid-19 ainda exibiam sintomas dois meses após terem recebido alta. Estudos sugerem que o novo coronavírus seria capaz de invadir danificar diferentes CÉLULAS NEURONAIS, como astrócitose neurônios, causando uma inflamação que pode resultar em agitação psicomotora, delírios e alucinações meses após a fase aguda da Covid-19O principal problema identificado pelos pesquisadores foi a dificuldade para respirar (dispneia). Essa complicação resulta da formação de fibroses, pequenas cicatrizes, no tecido pulmonar. Elas tornam o órgão menos flexível, o que pode comprometer a sua capacidade de realizai' as trocas gasosas e de oxigenar os demais tecidos docorpo. A formação de fibroses pulmonares seria mais comum nos casos mais graves de Covid-19, em razão da ação direta do vírus ou ainda de um efeito indireto, consequência de uma resposta inflamatória desregulada na região afetada. As fibroses também podem surgir em decorrência do tempo em que alguns desses indivíduos ficam em UTIs respirando com o auxílio de ventilação mecânica. “O risco de formação de fibroses no pulmão pode variar de acordo com a idade do paciente, a presença de doenças pulmonares preexistentes ou mesmo determinantes genéticos individuais”, explica Dolhnikoff. “Seja como for, o que se tem claro é que uma parcela da população afetada poderá desenvolver essas cicatrizes, com prováveis impactos em sua qualidade de vida. ” As complicações de longo prazo também podem se estender para além do pulmão. Na Alemanha, um estudo publicado em julho na revistaJama Cardiology avaliou 100 pacientes com idades entre 4S e 53 anos. Todos se recuperaram daCovid-19. Cerca de 10 semanas após o diagnóstico da doença, no entanto, 78% deles haviam desenvolvido anormalidades cardíacas por conta de inflamações no coração. No Brasil, pelo menos dois estudos pretendem avaliar pacientes que sobreviveram à doença e mapear seus impactos de longo prazo na saúde. Um deles envolve a equipe de Marcus Lacerda. Em julho, eles iniciaram a coleta de dados de800 pacientes que receberam alta de hospitais de Manaus após testarem negativo para a doença. “Vamos mapear os que morreram fora do hospital e identificar as causas da sua morte”, ele explica. A ideia é estimar a incidência de determinados problemas de saúde em pessoas consideradas curadas e comparar esses números com os daqueles que não tiveram Covid-19. “Em outra frente, vamos mapear as pessoas vivas que desenvolveram algum tipo de sequela e tentar traçar possíveis relações entre a Covid-19 e as complicações adquiridas. ”Também em julho, a equipe do médico Augusto César de Oliveira, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, deu início a um estudo envolvendo os hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês, na capital paulista, e o Hospital Geral de Fortaleza, no Ceará. O objetivo é avaliar a incidência de disfunções neurológicas de longo prazo em indivíduos acometidos pelo Sars-CoV-2. “Vamos analisá-los ao logo dos próximos seis meses”, esclarece o pesquisador. Ele conta que desde o início da pandemia os relatos clínicos apontavam para uma alta incidência de dores de cabeça algum nível de confusão mental em indivíduos infectados. “Achávamos que isso estava associado à fase aguda da doença, mas é surpreendente a quantidade de manifestações neurológicas após os pacientes se curarem.” Oliveira cita um caso específico: uma mulher de meia-idade, sem doenças preexistentes, que se infectou com o novo coronavírus e desenvolveu um quadro moderado de Covid-19. “Ela se curou, mas, quatro meses após os primeiros sintomas, começou a apresentar alterações cognitivas comportamentais, como lapsos de memória, dificuldade de concentração e agitação”, conta pesquisador. No líquido cefalorraquidiano da paciente, que banha e protege o cérebro, foram encontradas amostras do Sars-CoV-2, o que “sugere que o vírus não apenas é capaz de invadir o sistema nervoso, como consegue permanecer nele por algum tempo, mesmo após a cessação dos principais sintomas da enfermidade”. Segundo o médico Jorge Casseb, pesquisador do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (IMT) da USPe subcoordenador do projeto, “essas sequelas podem causar lesões potencial mente graves ao longo da vida dos pacientes”. Dalcolmo, da Fiocruz, vem observando casos semelhantes em seu consultório particular. “Tenho pacientes que se curaram, mas quase um mês depois desenvolveram meningoencefaEte, inflamação que acomete o cérebro e as meninges, membranas que o envolvem. ” Alguns, inclusive, foram submetidos ao teste RT-PCR, exame padrão para o diagnóstico da Covid-19 a partir de amostras da secreção respiratória. O teste não identificou amostras do vírus no organismo. Ainda assim, tempos depois, os pacientes continuavam a sofrer dos sintomas adquiridos ao longo da doença ou desenvolveram complicações mais graves. As situações observadas por Oliveira e Dalcolmo trazem à tona uma dúvida importante: os pacientes com sintomas persistentes ou complicações mais graves ainda carregam o vírus em seu organismo meses após a fase aguda da infecção? Aparentemente, não há um padrão. Alguns ainda têm o vírus, mesmo que em menos quantidades; outros, não. Alguns especialistas sugerem ainda que é possível que o RT-PCR não consiga detectara presença do vírus em outras partes do corpo, como no sistema nervoso, cujos impactos causados pelo vírus podem levar ao surgimento de outras doenças. Em julho, Lacerda e sua equipe descreveram, em Manaus, o caso de um adolescente que, ao se infectar com o novo coronavírus, desenvolveu a síndrome de Guillain-Barré. Esse distúrbio imunológico leva à destruição da mielina, substância que reveste os nervos, provoca fraqueza muscular e, em casos graves, causa paralisia total dos membros e até a morte. Todas essas complicações, em parte, estariam relacionadas à versatilidade do vírus em invadir diferentes tipos de células. Tal como uma chave que se encaixa em uma fechadura, o Sars-CoV-2usa sua proteína S - de spike, ou espícula - parasse ligar à enzima conversora de angiotensina 2(ACE2) na superfície das células que recobremos pulmão. “Ocorre que as células do coração, do sistema nervoso e de vários outros órgãos também0 Sars-CoV-2 também pode infectar as células que revestem a parede interna dos vasos sanguíneos, provocando alterações no mecanismo de coagulação, levando a um quadro de hipercoagulabilidade,com a formação de trombos que podem causar infartos e hemorragias no CORAÇÃO expressam a ACE2, de modo que praticamente todos os tecidos estão vulneráveis”, esclarece o biomédico Marcelo Mori, do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas(IB-Unicamp). “Ao invadir as células, o vírus começa a se multiplicar”, complementa o bioquímico José Carlos Alves-Filho, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP. “Após atingir certo número de cópias, ele rompe sua membrana, destruindo-as para infectar outras células e repetir o processo.” Isso se estende aos monócitos, células do sistema imune produzidas na medula óssea. Lançadas na corrente sanguínea, elas migram para os tecidos e se diferenciam em macrófagos, células de defesa que detectam e englobam partículas e microrganismos estranhos ao corpo. Em estudo publicado em julho na revista Cell Metabolism, Mori e outros pesquisadores da força-tarefa contra a Covid-19 da Unicamp verificaram que o Sars-CoV-2 se multiplica de modo mais acelerado dentro dessas células nos casos de pacientes com alto teor de glicose no sangue. A glicose é usada pelas células para produzir energia. “Nesse caso, porém, é como se o vírus a usasse para se replicar mais rapidamente dentro dos monócitos”, destaca o pesquisador. Em resposta à crescente carga viral, os monócitos liberam grandes quantidades de proteínas(citocinas) que agravam a resposta inflamatória, consequentemente, o quadro da doença. Esse fenômeno ajudaria a explicar por que aCovid-19 é mais grave em indivíduos com diabetes, que apresentam níveis elevados de glicose no sangue. Nos últimos meses, porém, os pesquisadores têm observado cada vez mais casos de pessoas sem histórico dessa doença que passaram a registrar um aumento dos níveis de glicose apósse infectarem com o Sars-CoV-2. Uma das explicações aventadas por Mori é a de que o vírus infecte células do pâncreas, do fígado e do tecido adiposo que controlam os níveis de glicose. Ainda não se pode dizer que há uma relação de causalidade entre esses fenômenos, mas os especialistas não descartam a possibilidade de a Covid-19, em alguns casos, levar ao surgimento de diabetes. Outro aspecto da infecção pelo novo coronavírus que preocupa médicos e pesquisadores são as complicações decorrentes da formação excessiva de coágulos sanguíneos (trombos). A formação de trombos pode causar problemas sérios a depender de onde se alojam. Eles costumam se formarem vasos profundos das pernas ou da pélvis e podem viajar até os pulmões. Coágulos originadosem vasos do pescoço e do tórax podem atingir o interior do crânio. Se não forem desfeitos com medicamentos, podem causar a morte de parte do órgão — e da pessoa — por falta de oxigenação. Nas mais de 60 autópsias realizadas na FM-USP, Dolhnikoff e sua equipe identificaram vários trombos em pequenas artérias pulmonares da maioria das pessoas mortas pela Covid-19. O mesmo foi observado pela equipe de Lacerda em0 vírus pode infectar células do PÂNCREAS e d»FÍGADO, que controlam os níveis de glicose (açúcar)no sangue, o que pode levar a doenças como diabetes, em alguns casos■ i t j CARICATURA FERMANDO CARVALLautópsias no cérebro e no coração de vítimas dadoença em Manaus. Estima-se que isso seja uma consequência da infecção do Sars-CoV-2 nas células que revestem parede interna (endotélio) dos vasos sanguíneos. Em muitos pacientes, essa invasão provoca uma série de alterações no mecanismo de coagulação sanguínea, levando-os a desenvolverem um quadro de hipercoagulabilidade, com a formação de trombos que podem causar infartos e hemorragias no coração e no cérebro (ver reportagem napágina 24). “As sequelas dessas complicações são as mesmas de qualquer acidente vascular”, diz Oliveira, do Instituto Emílio Ribas. Os sintomas causados pela infecção do novo coronavírus e as complicações subsequentes estariam associadas a outro fenômeno importante. Em muitos casos, o vírus provoca uma resposta infamatória intensa e sistêmica, acionada pelas citocinas. “Essa reação exacerbada do sistema de defesa à presença do vírus faz com que as células de defesa ataquem parte do tecido saudável em torno da área afetada, potencializando os danos no órgão acometido, comprometendo suas funções”, explica Alves-Filho. É como se houvesse uma briga entre o paciente e seu sistema imunológico. Essabriga, em algumas situações, dá-se em órgãos vitais como os rins, afetando sua capacidade de filtrar o sangue. “A incidência de lesão renal aguda em pacientes hospitalizados com a Covid-19 é de36%”, destaca a bioquímica Adriana Girardi, do Hospital das Clínicas da FM-USP. Segundo ela, nos casos dos que evoluem para um quadro mais grave da doença e são internados em UTIs, esse número chega a 90%. “Dois dos meus pacientes hoje precisam fazer hemodiálise, e provavelmente essa situação é definitiva”, comenta Dalcolmo. Não se sabe por que o sistema imunológico de alguns age de forma acentuada enquanto o de outros atua de modo mais localizado nas células infectadas. É possível que isso envolva, entre outros fatores, a constituição genética de cada pessoa ou a presença de doenças preexistentes, que expõem constantemente o sistema imunológico amoléculas infiarnatórias. Essa situação pode comprometer a capacidade de defesa do organismo contra outras doenças, como a Covid-19. “Aqueles que precisam ser internados na UTI correm o risco de infecções bacterianas secundárias, que tendem a exacerbar ainda mais a respostainfiamatória do organismo”, destaca Alves-Filho. “Estamos conhecendo a doença à medida que elas se espalham. É como trocar o pneu de um carro em movimento”, resume Dolhnikoff. ■PESQUISA NA QUARENTENA"PARECENORMAL100 MIL PESSOASMORREREME A MAIORIASER NEGRA “Estudo desigualdades raciais mortalidade por câncer de colo de útero e de mama. O câncer de colo de útero é uma doença infecciosa relacionada falta de acesso à prevenção, por isso é associada à pobreza e às desigualdades, e permanece em evidência no Brasil principalmente entre as mulheres negras e indígenas, nas regiões Norte e Nordeste. Com a pandemia, trabalho em casa. Foi criada a Rede Covid19, que é uma rede de solidariedade e informação em ciência. Faço uma reflexão sobre a desigualdade nos impactos da pandemia-da doença e das medidas -nos grupos raciais, a população negra em particular. Paras mulheres, há o aumento na violência doméstica. O uso de máscara na rua é uma questão para os homens negros, porque a polícia aborda mais. Eles estão mais na mercado informal, expostos à violência na rua. Não só a doença, mas as medidas também aprofundam violência ligada ao racismo. Os dados do Ministério da Saúde mostram que as pessoas brancas adoecem mais e são mais internadas, enquanto as negras têm o maior número de óbitos. A população negra não temo processo de se internar e se recuperar, ela morre direto porque acessa o serviço de saúde mais tardiamente, no estágio adiantado da doença. Acabo de baixar esses dados do Data Sus para analisar o número de diagnósticos e de testes, comorbidades, como o paciente foi encaminhado no serviço de saúde, entre outros aspectos. É considerado normal 100 mil pessoas morrerem e a maioria ser pobre, negra, do Nordeste, da periferia, do Norte,indígena - essas populações sempre estiveram à margem. Os projetos e artigos científicos consultados para esta reportagem estão listados na versão on-line. EMANUELLE GÓES é epidemiologista com formação em enfermagem, pesquisadora em estágio depós-dout orado no Centro de Integração de Dadose Conhecimentos para Saúde (Cidacs) da FundaçãoOswaldo Cruz (Fiocruz) na Bahia. DEPOIMENTO CONCEDIDO A MARIA GUIMARÃES

CONSUMIDOR MODERNO/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 09/09/2020 às 03h00

A ECONOMIA DAPor Melissa LulioNa reabertura econômica, o consumidor considera que confiar nas empresas com as quais se relaciona é primordial. E essa demanda já foi identificada pelo mercado INSEGURO, VULNERÁVEL b SOB OAIAQUb de um inimigos visfvel e praticamente desconhecido. Estas são condições que descrevem bem o indivíduo diante de uma pandemia em pleno2020. Depois ce pelo menos seis meses desde o primeiro caso confirmado de COVID-19 no Brasil, falar em pandemia já não provoca tanta preocupação. Existe, é claro, uma parcela da população - mais cautelosa e com condições sociais e econômicas para se isolar - que ainda tem muito medo e, assim, evita o lado de fora de casa. Vias, esses são a minoria. Os dados sobre o isolamento social no Estado de São Paulo mostram que, no auge da quarentena, o máximo de ilustração: Rica Rarros CONFIANÇA isolamento social foi de 557». IX verdade é que, no tstaco queé o epicentro da pandemia no Brasil, houve uma quarentena. O isolamento social em São Paulo foi cercado de regras mutantes de segurança e, agora, grande parte das cidades está abeira de uma retomada econômica total. A reabertura, porém, não nos levará de volta a fevereiro de 2020. Há novos valores, demandas, necessidades regras a serem seguidas em prol da saúde coletiva e, para o consumidor, o apoio das empresas (das quais consomou para as quais trabalhai é indispensável. Nesse processo, um sentimento ganhou extrema relevância: a confiança. Isso é comprovado tanto pela exponencia das empresas quanto pelo Edelman Trust Barometer 2020. Segundo relatório apurado no início de março, 91% dos brasileiros afirmam que, para escolher uma marca, precisam acreditar que ela fará o céu é certo. "O início da pandemia foi um dos momentos em que a confiança do consumidor na marca foi importante para que tudo pudesse acontecer de forma que atendesse a todos e garantisse o funcionamento do País", confirma Marina Daineze, diretora de Imagem e Comunicação da Vivo. As empresas de telecomunicações sentiram isso no dia a dia, afinal, I*//como destaca a executiva, quando as relações presenciais precisaram ser evitadas, o digital conectou pais e filhos, professores e alunos, médicos e pacientes, artistas e espectadores, empresas e consumidores - e. sem a confiança do cliente, isso não seria possível. 'Trabalhamos de forma incansável para garantir o ‘funcionamento remoto do País’, porque tudo está conectado pela rede das operadoras (serviços de saúde, delivery/, entretenimento, educação, informação, segurança etc)" diz. De fato, nunca dependemos tanto da tecnologia, da conexão e da confiança nas infraestruturas das operadoras de telefonia, tanto no momento do lazer quanto no período de trabalho. Celso Tonet, diretor de Atendimento e Call Center da Claro - outra gigante das telecomunicações -, reconhece que a questão da confiança já vinha ganhando notoriedade nas relações das empresas com seus clientes bem antes da pandemia. "Contudo, nesse momento em que todos foram afetados por uma crise de medo, de desconfiança, por conta de a go desconhecido, confiar em alguém ou em uma empresa passou a ler uma importância ainda maior", acredita, “ler uma referência clara, forte, cue he dê um mínimo necessário de certeza e segurança passou a ser ainda mais um fator de escolha - e isso já é uma realidade. "A CONFIANÇA EM UM MUNDO REMOTO Luís Guilherme Prates, vice-presidente Comercial da Atento no Brasil, empresa que vive o relacionamento com clientes no dia a dia e estuda o comportamento do consumidor, identifica que o ser humano está mudando de forma muito acelerada, devido à pandemia de COVID-19. "Esta era uma tendência que já existia e foi ampliada, por conta deste momento em que gerar conexões, mesmo que a distância, se tornou tão importante" defende "Os consumidores querem-se identificar com os propósitos da marca que, durante crises como essas, ficam mais evidentes)'D ato nível de exigência em relação à confiabilidade das marcas, contudo, vem acompanhado de um perfil mais vulnerável e grato, ainda que vigilante e questionador. É isso o que percebe Roberta Vernaglia, VP de Marketing da Accor América do Sul. 'Acreditamos que receberemos um cliente que vai prestar muita atenção nos detalhes e fazer perguntas que jamais fez antes da COVID-19", conta. “O cliente vaievitar áreas sociais movimentadas e, por exemplo, preferir comer no seu quarto em vez de ir ao restaurante. "Renato Pelissaro, diretor de Marketing e Atendimento ao cliente do dr. consulta, acredita que os consumidores NESSE MOMENTOEMQUETODOSFORAM AFETADOSPOR UMA CRISEDE MEDO, DEDESCONFIANÇA,POR CONTA DE ALGODESCONHECIDO,CONFIAR EM ALGUÉMOU EM UMA EMPRESAPASSOU A TER UMAIMPORTÂNCIA AINDA MAIOR"Celso Tonet,direlor de Atendimento eCall Center da ClaroFotos: Divulgação não só procuram marcas confiáveis como também avaliam se as atitudes tomadas hoje perdurarão. "0 consumidor precisa sentir que as empresas preocupam com o bem estar, desde seus colaboradores ale seus clientes, e está trabalhando para manter as atividades e a qualidade dos serviços mesmo no cenário em que nos encontramos", argumenta. COMUNICAR É PRECISO Por mais que haja um consenso a respeito da relevância do sentimento de confiança, é fato que, mais do que agir, a marca precisa levar, ao cliente, a informação a respeito da maneira como atua. Marina, da Vivo, traduz essa necessidade ao dizer que, além de garantir a relevância e a qualidade dos serviços, as empresas têm de ser transparentes e empáticas ao comunicar. Esse sempre foi um princípio da Vivo, sob o propósito de "digitalizar para aproximar". "A conexão é um meio (e não um fim) para conectaras pessoas ao que é realmente importante para elas", defende. "A tecnologia amplia possibilidades e deve servir a uma vida melhor. Nossos serviços se revelaram agora mais essenciais do que nunca e ter a confiança do consumidor é primordial. "Levar informação para clientes e colaboradores, inclusive, é uma tarefa que se tornou parte da rotina das empresas. Ainda de acordo com o estudo desenvolve do pela Edelman,927. dos brasileiros acreditam que as marcas devem ser uma fonte de notícias sobre a COVID-19 e o combate ã doença. Para William Maifatti, diretor deMarketing Comunicação e Relacionamento com Clientes do Grupo Tleury, a demanda pela confiabilidade está conectada com a busca por informações de credibilidade. "Com a pandemia, passamos a vivenciar também a 'infodemia'"diz. "A falta de informação fez a pandemia crescer na forma como cresceu. "EXPECTATIVA DE OCUPAÇÃO DO TEMPO NASSEMANAS SEGUINTES AO ESTUDO□IMINURfl H PERMANECERÁ H AUMENTARÁ CA PADOS BRASILEIROS AFIRMAM QUE, PARA ESCOLHER UMA MARCA, PRECISAM ACREDITAR QUE ELA FARÁ O QUE É CERTO. É O QUEMOSTRA O EDELMAN TRUST BAROMETER 2020, APURADO NOINÍCIO DE MARÇO DESTE ANO, NO INÍCIO DA PANDEMIAFORMADORES DE OPINIÃO ao mesmo tempo, o executivo destaca que a saúde passou a ser o epicentro da vida dos seres liuinarius e, consequentemente, os players desse setor passaram a ser procurados também como uma referência. "Mo Grupo Fleury,nós nos posicionamos como uma fonte de informação - tanto para o médico quanto para o cidadão", afirma. Fora do setor de saúde, essa realidade também é percebida. Silvana 3albo, diretora de Marketing do Carrefour, acredita que p papel da empresa compreender consumidor e se aproximar, de forma transparente, com mensagens e ações relevantes que farão diferença tanto agora quanto no momento de retomada da normalidade. "Nós, no começo da pandemia, lançamos em nossas redes sociais a Campanha Ajude o Seu Vizinho e o Guia com vizinho Solidário, para criar um movimento de colaboração e apoio aos que são do grupo de risco" diz. 'Além disso, colaboramos com ONGs, governos e prefeituras do Brasil na doação de cestas básicas e máscaras de proteção em valores que totalizaram, aproximadamente, R$ 20 milhões. "Nas lojas, a empresa adotou tanto medidas de higiene quanto informativas por exemplo, a higienização contínua de carrinhos, caixas e esteiras; totens informativos nas entradas das lojas e disponibilização de álcool-gel; e adesivos no chão para que os clientes mantenham a distância uns dos outros enquanto aguardam nas filas, entre outros. No hiper Carrefour Osasco, que está funcionando corno um laboratório de testes para novas ações, já existem outros recursos, como uma câmera térmica que mede a temperatura de até nove pessoas de uma única vez e uma estação de higienização na saída. ACESSO À INFORMAÇÃO Tonet, da Caro, reforça que, mais do que comunicai; a empresa tem o papel de viabilizar o acesso à informação. Por isso, desde 14 de março, a empresa atua por meio de uma série de medidas que envolvem, desde a liberação da rede de Wi-Fi disponível em locais públicos (inclusive para quem não é cliente)até disponibilização de um bônus diário de 100 MB pai a que o cliente pré-pago continue online mesmo após o fim da franquiado dados. Para ter acesso aos serviços, o consumidor precisa apenas assistir a conteúdos oferecidos pelo Ministério da Saúde. Para os clientes, a operadora também disponibilizou aplicativo Coronavírus SUS sem custo ou desconto na franquia de internet do plano e liberou canais de TV por assinatura de entretenimento ou jornalísticos. “O objetivo é manter a população informada e conectada durante a quarentena", explica lonet. "testes são exemplos de ações que fortalecem a relação de confiança da Claro com seus consumidores, indo muito além da relação comercial. "0 mesmo propósito está presente no planejamento e na atuação da TIM, como conta Alberto Griselli,Chief Revenue Officer. "Temos o compromisso de estender a cobertura AG para todo o Brasil até o fim de2022 e lançaremos, em setembro, a rede 5G nas primeiras cidades", revela "Ou seja, pretendemos abrira companhia para uma dinâmica de interação maiorcom questões factuais da sociedade" INFORMAÇÃO COM RESULTADOS Além de beneficiar o consumidor, a informação disseminada por determinadas empresas especialmente aquelas que aluam em saúde- tem colaborado muito com a adaptação de outros negócios - é o que conta Malfatti,do Grupo Fleurv. "Começamos a ser muito procurados por empresas parque elas pudessem adular um retorno seguro e saudável tanto para colaboradores quanto para clientes ', conta. Diante dessa demanda, o Grupo Fleury criou um serviço de consultoria e, nos primeiros 45 dias, já tinha mais de 300 empresas como clientes. “Elas nos procuraram porque precisavam adotar protocolos médicos e queriam orientação" explica. Em seguida, o Grupo identificou a necessidade de disponibilizar uma certificação. "Com a auditoria cacom foco na questão da saúde, inclusive com a consultoria de outra empresa. Claucimar Petcov, diretora-executiva da empresa, confirma que a exigência no aspecto de higiene e segurança é cada vez mais clara. "Essa foi a nossa primeira preocupação - e segue como a principal" diz. Entre as meTars estratégias lotam adotadas por diferentes empresas da área de saúde. 0 Hospital Israelita Albert Einstein, por exemplo, elaborou protocolos que são utilizados na obtenção do selo Covid Audit, desenvolvido com a OnYou, empresa de monitoramento de experiência do cliente. Dessa forma, empresas de grande credibilidade emprestam sua expertise outras organizações, criando um ado ce confiabilidade. 0 banco Bradesco é uma das empresas que estão agindo Fundação Vanzolini, montamos uma oferta que, apesar de complementar, é independente" diz. dias tomadas, ela menciona que, com os aprendizados da pandemia, o banco intensificou a atuação médica no departamento de Recursos Humanos. ATRIBUTOS DE MARCA QUE SÃO OS MAIS IMPORTANTES AO. ■. TORNAR-SE UM CLIENTE FIEL. COMPRAR UMA NOVA MARCA da marciseus cliente: ambiente empregados que detém □marta ou na marca que faz o produto comprara marca pandemia de Covid19terá um bom desempenha e fará tudo o que você precisa que ele faça sustentável certamente os ingredientes e materiais que utiliza FjiiL?: Edelnidi iqptamhn 70X1 | TECNOLOGIA COLABORATIVA Enquanto as companhias do setor de saúde desempenham o nobre papel de tornar as empresas mais seguras, o setor de tecnologia investe no compartilhamento de dados, produtos e serviços que tendem a facilitar a adaptação durante a retomada econômica. É o caso da Salesforce, que tornou gratuito a determinadas soluções. Por exemplo, com a tecnologia Health Cloud, é possível acessar equipes de resposta emergencial, call centers e times de gestão de cuidados ligados a sistemas de saúde afetados pelo novo coronavírus. Utilizando a Tableau, empresa adquirida em ?019 pela Salesforce, as organizações têm acesso a um hub gratuito de dados sobre a pandemia quase em tempo real. Entre outros recursos, contudo, o grande destaque da empresa é o Work. com, que fornece soluções essenciais projetadas para ajudar as outras companhias a reabrir o local de trabalho o mais rapidamente possível, mantendo funcionamos, clientes, parceiros e comunidades seguros e informados. Em agosto, a solução passou a ser disponibilizada para escolas também, mas, fora do Brasil. Além d isso, em parceria com a CV5 Health, a Salesforcepretende oferecer, às organizações, relatórios de resultados de teste integrados, ferramentas de monitoramento de bem-estar dos colaboradores, entre outros pontos. Outra parceria de destaque é a que foi feita entre a área de consultoria do Hospital Sírio-Libanês e a 9S | «jptpmhrn0 projeto de ambas tem, por exemplo, o objetivo de oferecer urn mapa de risco de contágio em veículos, além de uni anual de boas prateas com dicas para diminuir a chance de contaminação. A cooperação faz parte do Pacote de Proteção da 99, que já conta com investimento de mais de R$32 milhões em ações contra o novo coronavírus. A SAÚDE ESTÁ EM TUDOCom a pandemia de COVID-19, a saúde deixou de ser uma parte da vida humana e um setor de atuação parase tornar um assunto transversal do qual, de repente, todos os negócios dependem para sobreviver. No caso das empresas que já atuavam na área, o impacto também foi grande, como conta Edvalco Vieira, ciretor-executivo deCustos Médicos e Operações da Amil. "Com as recomendações de isolamento social, investimes em ferramentas remotas para garantir segurança, comodidade, continuidade do tratamento dos pacientes e melhor experiência para o usuário", conta "Expandimos o serviço de telemedicina a todos os nossos 3, A milhões de clientes desde março, já realizamos mais de380 mil atendimentos. " Por mais que esse não fosse um recurso inédito no mercado, com certeza não era também a primeira opção do cliente. Porém, os últimos indicadores ca Amil apontam uma aceitação de 92% da ferramenta entre os clientes até mesmo pelos idosos. Que já respondem por 16‘Acos atendimentos. "Essa medida trouxe uma gama de benefícios", dizFoto: Divulgação abertura econômica já ocorreu, 73% dos estadunidenses não se sentem muito confiantes ao sair de casa. No Brasil não é muito diferente. Carlos de Barros, CEO da Dasa, dizque, hoje, o paciente não é apenas digital-first, mas home-first, ou seja, não adianta apenas ter a conveniência de conseguir agendar exames no site do laboratório de diagnósticos ou receber laudo pelo WhalsApp, pois o cliente vai preferir também fazer a prevenção ou o cuidado com sua saúde em casa. "Esse novo relacionamento só funciona por conta da confiança que existe entre a Dasa e os pacientes, afinal, eles estão abrindo as portas de suas casas para nossas equipes", afirma. O executivo reforça que o atendimento domiciliar ganhou muitos adeptos. "Foi nos pioneiros não a oferta de realização de exames para a identificação QUEM LEVA A CONFIANÇA A SERIO? O executivo. "Para o paciente, a telemedicina dá mais autonomia, permite escolha do horário mais conveniente, reduz deslocamentos, colabora com diagnósticos mais precoces etc; para o médico, é mais uma opção de atuação,permite mais flexibilidade de agendasse de locais de trabalho e estimula a Boa performance clínica. "CUIDADOS EM CASAA adoção da telemedicina pelos diferentes públicos reflete um dado presente nos insights da McKinsey sobreo cidadão americano. Assim como obrasileiro, ele está mudando a formarmos passa n tempo dentro de casa- e estã apreciando esse tempo. Inclusive, mesmo em locais em Que a reaFnntP! (-ridmiin CAPA da COVID-19 na casa das pessoas, já no dia 29 de fevereiro “lembra. À época, esses testes ficaram restritos ao atendimento domiciliar para proporcionar mais segurança aos nossos colaboradores e aos demais pacientes. Agora, esse serviço também está estendido até mesmo para exames de imagens, como ullrassonografia. 0 EFEITO DO ISOLAMENTOO fato de o consumidor passar muito tempo em casa afetou também empresas que dependem do movimento fora dólar, como os postos de combustíveis. Marcelo Couto, diretor de Marketing da Raizen, licenciada da marca Shell,conta que a redução da circulação de automóveis fez com que os motoristas buscassem serviços oferecidos nos postos Shell e nos combustíveis da marca para cuidar de seus veículos. "A boa manutenção passa pelo combustível de qualidade, que é muito importante neste período em que ficaram sem rodar", justifica Por outro lado, entre os clientes ca IMercedes-Benz, aprincipal questão é justamente continuar em movimento. Silvio Rerian, diretor de Peças e Serviços ao Cliente da Mercedes-Benz do Brasil, destaca a confiança de um dos principais clientes da empresa: o caminhoneiro. Sem eles, com certeza, os supermercados (e, por consequência, os ares) não teriam sido abastecidos durante a quarentena. "Confiança é essencial em qualquer relação entre consumidores e fornecedores, independentemente do contexto edo momento", defende o executivo. Para isso, a empresa permanece dedicaca às necessidades do cliente, 24 horas por dia. 'Garantimos total apoio e assistência aos transportadores p aos motoristas, que, diga-sp dp passagem, não deixaram de trabalhar na quarentena, entregando produtos que movimentam a economia do País", sustenta. Parasse, a companhia adicionou aos seus serviços o atendimento do serviço 24 horas por WhatsApp. otí oA UENDA ONLINEAlém dos recursos de atendimento comunicação digitais, o canal de e-commerce, que ainda era visto com desconfiança por grande parte dos consumidores antes da pandemia, foi usado pela primeiravez por muitas pessoas durante a quarentena. ' Este período tem sido fundamental para que muitos consumidores experimentem esta modalidade de consumo confirma Sarah Buchwitz, VP de Marketing e Comunicação Mastercard Brasil eCone Sul. Nesse sentido, ela conta que. na quarentena, o volume de compras em e-commerce aumentou. No Brasil, por exemplo, de acordo com oFOI QUANTOCRESCERAM ASVENDAS NO VAREJOPELO E-COMMERCEEM MAIO NOCOMPARATIVO ANOA ANO, SEGUNDOA MASTERCARDSPENDIGPULSE,INCLUINDO ASTRANSAÇÕESEM DINHEIRO ECHEQUEdcrmndArno. CiW»iJnTii|Ti^i^mbriiPr7írPChni br | cprprvhrc 7O?O Sarah Buchwitz,JP de Marketing eComunicação MastercardBrasil e Cone SulMastercard SpendingPulse, índice que rastreia as vendas gerais de varejo em todos os tipos de pagamento incluindo dinheiro e cheque), as vendas peloe-commerce cresceram 75% em maio nocomparativo ano a ano. Na Via Varejo, a aposta no digital também foi uma realidade. "Temos trabalhado para promover ainda mais segurança para nossos clientes, otimizando os processos de nossos serviços, desde o atendimento até a chegada da compra na casa do cliente, com o objetivo de manter um padrão elevado de qualidade) diz Ecinelson ITed)Santos, diretor de Gestão e Atendimento ao Cliente da Via Varejo. Por isso, a empresa investiu em novas formas de manter o contatc direto com os vencedores, por meio da plataforma VendedorOnline (ou o Me Chama no Zap,para a Casas Bahia, e Vai no Contratinho, para o Ponto frio). "A partir dessa solução, trouxemos o cliente físico parao ambiente online, com a consultoria dovendedor de forma remota, e oferecemos comodidade para o cliente, humanizando o relacionamento no online por meio de um atendimento personalizado', explica. | çpfpmhrnC-laucimar, do Bradesco, conta que houve aumento no uso dos canais digitais inclusive para transações financeiras. "Muitos dos consumidores que não utilizavam, por exemplo, o aplicativo começou a utilizar", revela. ' Essa éuma tendência que vai muito além da pandemia, que passarela qualidade da experiência percebida e pela confiança do consumidor. " Nesse sentido, ela reforça que confiar na instituição financeira é indispensável afinal, o cliente confia aela o próprio dinheiro, que lutou para nonouistar. E a relaçãocom os canais digitais faz parte disso. REDUÇÃO DE RENDONo âmbito pessoal, é fato que muitos clientes também foram impactados pela rrise econômica que surgiu como consequência das incertezas da pandemia. Diante disso,o apoio das empresas também foi indispensável. Siivana,do Carrefour, lembra que a empresa congelou os preços de200 itens de sua marca própria por 60 dias para colaborar com a gestão financeira dos clientes. Também atuamoscom os fornecedores para que os produtos básicos tivessem seus preços mantidos. "Diante de um cenário econômico de recessão, o receio com as perdas passou a fazer parte do dia a dia do brasileiro”remrçaTed, da Via Varejo. "Consumidor passou a arriscar menos e, com isso, as marcas e as empresas que jã têm um bomre acionamento e a pre:erência dos seus respectivos públicosficam àfrente na reabertura", defende. Assim, fica claro: a retomada de uma vidatranqui a virá, de fato, quando o consumidorsentir confiança para viajar, trabalhar e consumir em segurança enquanto isso, é essencial ter em quem confiar. Foto: Divulgação IMPORTÂNCIA VS. DESEMPENHOrápidaIMPORTÂNCIA ■ DESEMPENHOhnrrp: Frp m?nNOVO5 HÁBITOS ADOTADOSCONSUMIDORES QUE CONSUMIRAM DE MANEIRA DIFERENTE NA PANDEMIA. E PRETENDEMCONTINUARFonte: Edelman

CONSUMIDOR MODERNO/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 09/09/2020 às 03h00

VIMOS DE PERTO É CDMO VOLTAR A IJSAR IJM MEMBRO IMOBILIZADO por meses. Ainda que cinicamente pronto para ouso, os movimentos, antes espontâneos, parecem difíceis. Os jornalistas da Consumidor Moderno foram verificar a abertura comercial em diferentes shoppings da capita paulista, uma das áreas mais atingidas pelo novo coronavírus e igual mente pelo impacto econômico do isolamento social. O desejo de empresas e consumidores em retomar o contato pós isolamento venceu. Mas, como uma parte do corpo recuperada depois de uma longa fase engessada, a retomada do movimento é gradual, um tanto desajeitada e em um ritmo impresso pelo medo e por um ambiente redesenhado por protocolos dos quais só tínhamos notícia na ficção científica: máscaras, banhos de ultravioleta, medição de temperatura, exigência de distância entre as pessoas - em locais desenhados para reunir pessoas. ANTECIPAÇÃOO shopping Iguatemi foi veloz e apresentou suas medidas de segurança em uma campanha que antecedeu a divulgação do protocolo da Associação Brasileira de Shopping Centers (ABRASCE), em junho, quando a reabertura foi autorizada a prefeitura em junho. Além das medidas obrigatórias elaboradas em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, o Grupo apresentou um cardápio de soluções de segurança que não deixam atrás os um dia futuristas cenários sci-fi _uz ultravioleta para desinfecção de corrimãos de escadas rolantes, botões touchless para chamada de elevadores e contagem eletrônica de ocupação via inteligência eletrônica. Também, antes da abertura, o Iguatemi cercou suas entradas com tapetes sanitizantes para a desinfecção dos solados de calçados nas entradas, renovou o sistema10 rnrKi. mirfnrmnrfp-nnrnm. hr I çpfpmhrn ?G?D ■NOTAMOS QUE AS PESSOASAIN DA ESTÃO CAUTELOSAS,O QUE É COMPREENSÍVEL ENATURAL NESSE MOMENTO. OSCLIENTES QUE NOS VISITARAMNAS ÚLTIMAS SEMANAS ESTAVAMMUITO FOCADOS, REALIZANDOASSUAS COMPRAS UE MANEIRAPLANEJADA E OBJETIVA. ALGOQUE JÁ ERA ESPERADO NESSEPROCESSO DE REABERTURAGRADUAL DO SETOR. 'Marcelo Miranda, Vice-presidente Comercial e de Marketing do Iguatemi Empresa de Shopping Centers de ar-condicionado (com a troca de filtros no mínimo duas vezes por mês) e passou a oferecer o uso de pastilhas bactericidas, sempre que necessário, o uso de bandejas, além de automatizar completamente as formas de pagamento dos estacionamentos Marcelo Miranda, vice-presidente Comercial e de Marketing do Iguatemi Empresa de Shopping Centers, contou à Consumidor Moderno que a empresa já havia começado a estudar, desde o início da pandemia, as melhores práticas para oferecimento do bem-estar aos clientes varejistas, com base em experiências internacionais. "Tudo foi feito com o máximo de cuidado e adotando sempre as recomendações das autoridades de saúde, inclusive no que se refere â questão da capacidade de público. "Dentre as médicas adotadas e o Iguatemi São Paulo. segundo Marcelo Miranda, estão: adoção de câmeras termográficas para aferição de temperatura e monitoramento do uso de máscaras com câmeras baseadas em Inteligência Artificial. Ele acredita que o negócio conseguiu se reinventar de uma maneira "muito rápida e segura’, “priorizando a saúde e o bem-estar dos clientes, funcionários e colaboradores". Os números inação apareceram, mas as projeções são otimistas. Miranda conta que a empresa se preparou também para a mudança de comportamento por parte dos clientes. Os clássicos passeios tranquilos ao shopping foram substituídos por visitas rápidas e diretas, geral mente com objetivo prévio em mente - conduta que tem sido observada em todas as áreas de varejo físico. qpt=mhn20?n I ron^iimifirrmndp-nnrnmhr31 Tapetes sanitizantes e câmeras termográficas são encontrados durante passeio pelo shopping Iguatemi CLIENTES PODEM SE CERTIFICARDA SEGURANÇA? Na entrada do shopping de luxo situado na movimentada Faria Lima, em São Paulo, faz-se visível um longo corredor com faixas organizadoras de filas entapetes sanitizantes. No fim da passagem, uma grande teia apresenta informações em lista, atualizadas em tempo real, que se assemelham demais aos painéis de horários de chegada e partida de voos em aeroportos. Esse painel serve para indicara medição de temperatura de cada pessoa ao entrar no centro comercial. 0 processo Lodo leva menos de cinco segundos, desde lavar os calçados até receber a afirmativa de que sua entrada ao shopping é segura. É realmente uma nova experiência de passeio. Ao chegar no imponente edifício que inaugurou a era dos shoppings em São Paulo, avista-se as câmeras Termográficas. A medição é feita na entrada, mas não é permitido ficar no local tempo suficiente para checar os dados apresentados no painel. O ambiente interno é amplo, com grandes corredores em-iluminados. Por todos os lados, é possível enxergar orientações de distanciamento social, bem coino displays de álcool em gel com mensagens de incentivo à limpeza das mãos. 0 uso obrigatório de máscaras de proteção é reforçado em tocas as esquinas. \Jo Iguatemi, não encontramos nenhum visitante sem o acessório. Ha a promessa de luzes ulíravioleLas desinfecta (antes de corrimãos nas escadas rolantes. Se estão lá ou não, não há como tirar a prova devido à natureza invisível do ultravioleta. Frequentar é, como em tudo nessa retomada, uma questão de confiança dentre algumas lojas vastas p tntalmpnfp vazias, p outras com cerca de cinco pessoas presentes, a Consumidor Modernoveiificou um mix de lojistas particularmente preocupados com o distanciamento e outros mais confiantes em permitirá entrada de múltiplos clientes simultaneamente. Por fim, os elevadores com suposto sistema de ativação touchless não foram localizados - dos três elevadores acessados pela repórter, nenhum possuía Cotoneira sem toque. Mas o álcool em gel estava marcando presença dentro de todos eles. CUIDADOS QUESTIONÁVEIS os shoppings populares ativeram-se ao protocolo legal, mas com nítidas falhas no treinamento. Na entrada principal do shopping Metrô Santa Cruz, os frequentadores são recebidos por um funcionário sentado atrás de um tripé cue, no topo, segura uma câmera com sensor infravermelho para aferição de temperatura corporal a uma distância de, aproximadamente, um metro e meio. E o mesmo acontecia para quem ingressasse por outra entrada menor, ligada a área do metrô de mesmo nome. Fotos Divulgação A impossibi:idade do controle do número de pessoas circulando pé o shopping é nítido. No site do shopping, a balas, holding que é dona do empreendimento, diz que opera com ima limitaçãode 40% da sua capacidade. Porém, no dia da visita, não era difícil visualizar esbarroes entre os frequentadores que passavam pelo andar térreo. Nas mesas dispostas na praça de alimentação,apenas metade das cadeiras estava disponível. Emas paradas rolantes havia uma sinalização para o distanciamento de dois degraus entre as pessoas. POUCA SEGURANÇA No shopping Eldorado, terceiro mais antigoda cidade, a verificação da temperatura por um segurança com um termômetro de infravermelho, em uma distância a menos de um metro, foi maior expressão de segurança protocolar antiCOt/ID 19. Durante 40 minutos no shopping, foi possível observar o público, acompanhado das respectivas famílias, usando inadequadamente máscara (com ela apoiada no queixo) Em uma loja de vestuário no shopping Eldorado, repórter perguntou a um funcionário se o local higienizava todas as peças tocadas, ao longo do dia, e a resposta foi positiva. 0 mesmo vencedor acrescentou, porém, cue se o repórter desejasse provar um item fora do processo de higienização (que exige a diferença de 72 horas entre uma prova de um cliente e outra) em um dos cantos daloja, para que ninguém soubesse, "tudo bem'. Lojistas e colaboradores, em ambos os shoppings, usavam máscara, e também havia a disposição de álcool em gel em diferentes áreas dos empreendimentos. Todas as atividades infantis e do cinema foram suspensas nos dois locais também. Por fim. os dois shoppings disponibilizam armários inteligentes para retiraras compras realizadas de forma on-line. ACA’ACK>Ot MÁXIMADE>TllL£*ADOftlMJ PIJMMSOUUMAMMÍUA. OBRIGATÓRIO o uso de máscara. No MorumbiShopping, as medidas de segurança envolvem distanciamento social, comunicação e disponibilização de álcool em gel, entre outras ações DISTRAÇÃO INUSITADAA Consumidor Moderno esteie também no Morumbi Shopping nos primeiros dias da reabertura. 0 número de entradas foi reduções câmeras termográficas devidamente posicionadas, tanto nas entradas de pedestres quanto nas de acesso pelo estacionamento de carros e motos, são observadas durante todo o horário de funcionamento. A ocupação limitada a 40“ da capacidade e o distanciamento de 2 metros, entre as mesas nas praças de alimentação, estavam sendo respeitados no momento da reabertura. No entanto, nasduas horas de permanência no interior do local, apenas um funcionário - que limpavam corrimão de uma escada rolante foi visto realizando algum tipo de assepsia. No Morumbi, mesas destinadas a uso dividem espaço com outras, interceptadas devidamente sinalizadas. Além disso, é possível visualizar totens de álcool em gel em diversas pontos da praça p demarcações no piso, organizando as filas dos restaurantes. Observamos que, tanto nos corredores do shopping quanto nas escadas rolantes, nos elevadores e nas lojas, não faltam marcadores e avisos. Nas lojas, lembretes do uso do álcool em gel são facilmente encontrados dentro dos espaços; provadores não estão liberadospara uso (como contrapartida, é oferecido prazo maior, ou até ilimitado para atroca); eo número máximo de clientes é respeitado. Mas os protocolos não dão conta de todas asparticularidades dos clientes recém-libertos do isolamento. Quiosques centrais aglomeravam compradores e vendedores sem respeitar distância mínima. 0 motivo; um filhote de cabra,passeando encoleirado com seus donos orgulhosos bastante para que todos se esquecessem do distanciamento social e se aglomerassem, afim de tirar uma foto com o visitante insólito até para uma cena de ficção científica.

PESQUISA FAPESP/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 09/09/2020 às 03h00

Sem terapia antiviral eficaz, manejo daCovid-19 consiste, por ora, em reduzir a inflamação e combatera formação de coágulos Ricardo Zorzetto 0 mundo testemunhou neste ano uma corrida sem precedentes em busca deum tratamento eficaz contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Com o avanço da p ande mia, pesquisadores, empresas farmacêuticas e autoridades de saúde multiplicaram os esforços para testar a capacidade de vários compostos - alguns novos e muitos já em uso contra outras enfermidades - de deter o vírus ou reduzir os danos diretos e indiretos que causa ao organismo. Em questão de meses, milhares de pesquisas avaliando a ação de medicamentos em seres humanos, os chamados ensaios clínicos, foram planejadas e centenas colocadas em prática. Até o momento, no entanto, o sucesso foi modesto: apenas um antiviral, o remdesivir, mostrou potencial de reduzir o tempo de internação e uma anti-inflamatório, a dexametasona, diminuiu de modo importante a mortalidade de pessoas internadas necessitando de suporte respiratório. Nove meses após o início da pandemia, não se tem uma medicação específica contra a Covid-19, ainda que uma associação de fármacos para controlar a inflamação e reduzir a formação de coágulos, com uso de heparina, mostre-se promissora. Nunca foi fácil combater com medicamentos as infecções virais, em especial as agudas. Não existem, por exemplo, antivirais de eficácia comprovada contra os agentes causadores da dengue, da febre amarela ou da gripe, embora algumas drogas controlem bem as infecções virais crônicas, como a Aids e certas formas de hepatite. Outra possível explicação para a atual ausência de resultados que permitam distinguir com mais segurança o que funciona daquilo que é ineficiente contra a Covid-19 é uma relativa falta de coordenação e planejamento adequados dos ensaios clínicos, que, em muitos casos, não usam metodologia apropriada. Em um estudo de revisão publicado em julho na revista Miicroorganisms, Atin Sethi e HoracioBach, pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, identificaram a adoção de grupos de controle inadequados em parte dos26 ensaios clínicos avaliando a ação de 12 compostos para tratar pacientes com Covid-19. Alguns pesquisadores afirmam também haver um excesso de estudos com uma quantidade de participantes inferior à necessária para prover evidências científicas robustas. “Testes clínicos feitos com uma centena de participantes atendidos em um único hospital têm capacidade reduzida de fornecer resposta para uma pergunta científica”, explica o médico intensivista Luciano César Pontes de Azevedo, superintendente do Sírio-libanês Ensino e Pesquisa, centro de aprimoramento profissional do hospital de mesmo nome, em São Paulo, e integrante da CoalizaçãoCovid-19 Brasil, que conduz nove estudos de medicamentos contra a Covid-19 no país. Em 21 de agosto, a maior base de registro de ensaios clínicos do mundo, a plataforma clinicaltrials. gov, mantida pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos, listava 3. 086 estudos em diferentes estágios de execução avaliando tratamentos para a Covid-19. Só 272 deles (9%) seguiam o padrão mais rigoroso de investigação clínica, destinado a reduzir interferências nos resultados. São os ensaios clínicos duplo-cego, randomizados e controlados complacebo, nos quais os participantes são aleatoriamente alocados no grupo do medicamento ou do placebo (substância inócua) e, até a conclusão da pesquisa, nem médicos nem voluntários sabem quem recebeu o quê. Pesquisadores da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, analisaram 1. 551 ensaios clínicos contra a Covid-19 cadastrados no site clinicaltrials. gov e concluíram que apenas 29% poderiam providenciar o nível mais alto de evidência clínica proporcionado por estudos individuais. “A grande proporção de estudos com um esperado baixo nível de evidência é preocupante”, escreveram os autores do artigo, publicado em julho na revista Jama Internai Medicine. Para eles, a disseminação desses resultados “pode influenciar ações governamentais e a prática clínica de maneira prejudicial”. Em meio ao joio, porém, emergem testes rigorosos e bem organizados, com resultados que começam a orientar a ação dos médicos e estabelecer um tratamento possível. Um dos primeiros ensaios clínicos a trazer dados promissores para o tratamento da doença foi o Adaptive Covid-19Treatment Trial (ACTT), coordenado pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (Niaid) dos Estados Unidos. Participaram do estudo 1. 059 pessoas, aleatoriamente separadas emdois grupoS: 538 voluntários receberam o antiviral remdesivir e os outros 521 tomaram placebo, ambos os grupos tiveram acesso aos cuidados-padrão oferecidos durante a internação. Paciente internado com Covid-19:poucos medicamentos são eficazes contra a doença originalmente desenvolvido pelo laboratório farmacêutico norte-americanoGilead Sciences para combater o vírus ebola, o novo composto já havia demonstrado potencial fn vitro de diminuir a replicação do coronavírus Sars-CoV-2. Os resultados do teste, publicados em maio noNew England Journal of Medicine, indicam que o composto reduziu em cerca de 30% o tempo de internação: metade dos indivíduos tratados com remdesivir deixou o hospital em até 11 dias. Esse tempo foi de 15 dias no grupo que recebeu placebo. Também se notou uma tendência de queda nos óbitos: morreram 8% dos doentes que tomaram o antiviral e quase 12% do outro grupo. As análises estatísticas, no entanto, não permitiram concluir se essa diferença ocorreu ao acaso ou por influência do tratamento. Dias após o anúncio dos resultados, e antes dapublicação do artigo, a Food and Drug Administrai ion (FDA), agência norte-americana de controle de alimentos e medicamentos, autorizou o uso emergencial da medicação em pacientes internados com Covid-19. Hoje, as diretrizes de tratamento da doença redigidas pelos NIH, omaior centro de pesquisas médicas do mundo, recomendam o uso do remdesivir prioritariamente em pacientes internados menos graves. Especialistas suspeitam que o medicamento possa produzir um efeito mais benéfico na fase mais Azinicial da infecção, quando a reprodução do vírus é mais intensa. Por ora, o remdesivir não está disponível no Brasil - sua produção é muito limitada e seu uso foi aprovado apenas na União Europeia (provisoriamente) e em cinco países, mas não nos Estados Unidos. Foi um velho conhecido dos médicos, no entanto, que gerou os benefícios mais consistentes observados até agora no tratamento da Covid-19. É a dexametasona, uma versão sintética do hormônio cortisol, produzido por glândulas situadas sobre os rins e com potente ação anti-inflamatóriae imunossupressora. Barata, amplamente disponível e com segurança comprovada por seis décadas de uso, a dexametasona reduziu a mortalidade de pacientes internados tanto em unidade de tratamento intensivo como em leitos comuns e com necessidade de algum tipo de suporte respiratório. O efeito do medicamento foi avaliado em um terço dos 6,5 mil pacientes de um dos quatro braços do ensaio clínico “Randomized evaluation ofCovid-19 therapy” (Recovery), que inclui um total de 11,5 mil pessoas atendidas em 175 hospitaisdo Reino Unido. Dados publicados em julho noIVew England Journal of Medicine mostram que administração de doses baixas (6 miligramas por dia) diminuiu em 20% a taxa de óbito de pessoasque recebiam oxigênio por cateter ou máscara em 30% a dos pacientes intubados. Os médicos supõem que a dexametasona ajude a controlar a resposta exagerada do sistema de defesa à presença do vírus (ver reportagem na página 18). “O benefício de sobrevida é claro e grande nos pacientes doentes o suficiente para necessitar de oxigênio, portanto, a dexametasona deve se tornar tratamento-padrão para eles”, afirmou Peter Horby, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, um dos coordenadores do estudo, em um comunicado à imprensa. O uso desse glicocorticuide não é recomendado nos casos mais leves nem como medida de prevenção à infecção. Dois outros braços do Recovery, cada um deles com quase 5 mil participantes, mostraram que dois tratamentos não contribuíram para reduzir o número de mortes: a associação dos antiviraislopinavir e ritonavir, usados contra o HIV, e a hidroxicloroquina - a medicação não mostrou benefícios em casos leves, moderados e graves da doença. Um ensaio clínico conduzido pela Coalizão Covid-19 Brasil com 667 pacientes com quadro leve e moderado de Covid-19, tratados em55 hospitais brasileiros, constatou ainda que a hidroxicloroquina, usada sozinha ou em associação com o antibiótico azitromicina, não promoveu melhora clínica. O estudo, apresentado no AéwEngland Journal of Medicine, não avaliou pacientes graves. Apesar dessas evidências, no Brasil,o Ministério da Saúde mantém uma orientação, publicada em maio, indicando o tratamento com A DEXAMETASONA FOI O ÚNICOMEDICAMENTO QUE REDUZIUA MORTALIDADE DE PESSOASINTERNADAS QUE PRECISAVAMDE SUPORTE RESPIRATÓRIO cloroquina e azitromicina ou hidroxicloroquinamais antibiótico para casos leves, moderados e graves da doença. Diante dos achados dos grandes ensaios clínicos, as diretrizes de tratamento dos NIH e da Organização Mundial da Saúde (OMS) incorporaram a recomendação de uso da dexametasona. Também passaram a indicar doses profiláticas do anticoagulante heparina. Uma proporção importante das pessoas infectadas pelo vírus apresenta coagulação excessiva. Possivelmente induzida pelos danos causados pelo Sars-CoV-2 ao revestimento interno dos vasos sanguíneos e pela resposta imunológica exacerbada, essa alteração reduza oxigenação dos tecidos e pode levar à formação de bloqueios (trombos) em artérias e veias importantes e até mesmo à morte. Essas diretrizes norteiam a ação dos médicos, que, no entanto, têm autonomia para segui-las ou ignorá-las. No Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), que integra o maior complexo hospitalar do país, o protocolo para o tratamento de pessoas internadas com Covid-19 recomenda ainda o uso de antibióticos tão logo surjam nos exames de imagem sinais de pneumonia causada por bactérias, infecção secundária que costuma surgir dos danos provocados pelo vírus. “Biopsias feitas na universidade mostraram que as pessoas que morriam quase sempre tinham infecção bacteriana”, contão pneumologista Carlos Roberto de Carvalho, duas, que integra o Centro de Contingências do Coronavírus no Estado de São Paulo. No início da pandemia no país, uma equipe da universidade desenvolveu um protocolo de tratamento que foi aprovado pela Secretaria de Estado da Saúde e recomendado para os quase 300leitos de UTI do HC e do Instituto do Coração outros 500 leitos de hospitais do interior e do litoral monitorados pela universidade. Segundo Carvalho, esse padrão de tratamento permitiu alcançar uma taxa de mortalidade de 45% entre os pacientes que precisam de ventilação mecânica, inferior à média nacional, que é de 70% nos hospitais públicos e de 62% nos privados, segundo dados do Registro Nacional de Terapia Intensiva. “Não é baixa, mas é aceitável pela gravidade dos doentes”, diz o pneumologista. As diretrizes de tratamento indicadas pelo Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, são mais agressivas no que diz respeito ao uso de anticoagulantes. Assim que a concentração de oxigênio no sangue cai abaixo de certo valor (94% para pessoas sem doenças respiratórias prévias) ou o exame de sangue revela sinais de hipercoagulação, os médicos iniciam uma dose terapêutica de heparina (injetada no sangue), correspondente ao dobro da profilática, aplicada sob a pele. A equipe da pneumologista Elnara Negri foi uma das primeiras a adotar doses mais elevadas de heparinapara combater a coagulação excessiva que ocorre na Covid-19 (ver Pesquisa FAPESP n°29í). Negri e Azevedo afirmam que, possivelmente por causa das boas práticas médicas e do tratamento anticoagulação mais intenso, a mortalidade dos pacientes em ventilação mecânica no hospital de 11%. “Estamos aprendendo a identificar mais cedo os pacientes que vão desenvolver trombose”, afirma Negri, que também é pesquisadora da USP. “Ainda não sabemos qual o melhor momento para iniciar a dose terapêutica de anticoagulante.” A fim de encontrar a resposta, o grupo, em parceria com pesquisadores do Canadá e dos Países Baixos, iniciou um ensaio clínico que deve acompanhar 200 pacientes nos próximos meses. Enquanto prosseguem os testes com outros antiviraís, anti-inflamatórios, drogas que regulam a resposta imunológica e anticorpos contra o vírus, alguns pesquisadores não nutrem esperança deque seja possível chegar a um único composto capaz de tratar de modo eficiente a Covid-19. “Há uma chance de conseguirmos, mas não creio que vá se concretizar”, diz a pneumologista Margareth Dalcolmo, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. ‘Choque o tratamento exigirá uma associação de medicamentos.” Algo que os médicos já aprenderam nesses meses é a importância do que chamam de boas práticas de terapia intensiva: manter a oxigenação adequada do paciente, utilizar anticoagulantes, corticoides anti-inflamatórios sessões de fisioterapia. “Isso ficou demonstrado na Alemanha, que tinha grande disponibilidade de leitos e profissionais qualificados e apresentou uma das menores taxas de mortalidade entre todos os países”, lembra Dalcolmo. Projeto Avaliação da musculatura ventilatória ins. e expiratória nas doenças respiratórias (n* 10/08947-9); Modalidade Projeto Temático;Pesquisador responsável Carlos Roberto Ribeiro de Carvalho (USP);Investimento R$ 1608714,90.

EM PONTO/GLOBONEWS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 09/09/2020 às 07h45

A gente falou ontem em conta que num ponto alto e se apresentou plano de segurança sanitária para as eleições municipais deste ano. Então eu Valdo vamos conversar agora com o presidente do TSE que o ministro Luís Roberto Barroso, que tem todas as informações para a gente isso agradeço muito a presença do Senhora que no encontro com a gente queria começar perguntando as linhas gerais desse importante plano que vai dar tranquilidade para as pessoas irem votar em novembro. Onde a Júlia onde a Al do Brasil aqui e com vocês hoje estão mais ontem lançamos efetivamente o plano de segurança sanitária para as eleições, municipais um plano e elaborado sob a coordenação do TSE por três das principais instituições de saúde do país, a fundação, os lucros para uma entidade pública. O hospital Sírio Libanês de hospital Israelita Albert diz que e é neste plano nós fazemos um passo a passo para a segurança dos mesários e para a segurança dos eleitores e também essa mesma equipe julho e vão fez a lista dos materiais e equipamentos de segurança que nós estaremos entregando todos os mesários e colocando à disposição dos leitores. Para que nós possamos conciliar da melhor maneira possível este rito vital da democracia que são eleições com uma proteção da saúde pública de toda a população o plano é um lugar na lista, mas nós temos cartazes e para explicar diferentes segmentos da população, os cuidados que devem ter. No início era bom dia, muito obrigada a todos aqui a comentar Folha é um desafio importante, neste momento garantir a realização das eleições nesse ambiente da pandemia né, muitas pessoas ali com dúvidas em relação com Muito e risco de uma abstenção elevada nesse ano. Bom, se nós só traça senhor acha que as medidas estão sendo adotadas, vão levar realmente segurança para o eleitor deve comparecer a eleição começar isso passa para o eleitor para aquela pessoa que está em casa hoje tem dúvidas evie sa que eu vou voltar a ser como votar sobre o grupo de risco, essa, porque realmente é segurança e para chegar a votar com tranquilidade sem riscos que sua acho que o temor de uma parte da população neste momento com a sua mensagem para essas pessoas que estão com essas dúvidas e na cabeça neste momento, por que é importante que a gente só coloca tanta sempre defendendo as eleições procurando é dotada de procedimentos de segurança começar sua própria eleitor que está agora com receio. Das eleições deste ano. O que eu vou te dizer, é surpreendente Mazembe primeiro lugar só para o eleitor e o telespectador entender, eu tomei posse em vinte cinco de maio imediatamente estabelecer contatos com um grupo de médicos de infectologista F menos vistas de cem militares, três. Eles recomendaram o adiamento das eleições para algumas semanas pela crença de que a partir de setembro, a doença estaria em queda como efetivamente parece estar acho que eles acertaram e portanto, pediram que nós e de aços para novembro para nós temos algumas semanas com um platô abaixo de do isso eu então estabelecer um diálogo institucional com o Congresso Nacional, mas aprovamos em tempo recorde e cem mil de condicional. Eu passo seguinte foi cuidar das providências para a segurança dos mesários de dos eleitores e constituiu-se uma consultoria sanitária com que o Luís o Sírio Libanês de não estar mais tempo nos reunimos todas as semanas de julho e de agosto. E anteontem nós liberamos e se e plano de segurança sanitária e neste plano a Aldo. Além desse passo a passo e depois de um típico nós também temos a lista de todos os equipamentos de segurança que o TSE vai fornecer armas. Vamos falando de quase dez milhões de máscaras. Nós estamos falando de cerca de dois milhões de feixe os nós estamos falando de dois milhões de frascos pequenos de álcool gel para que cada um mesário tenhamos tio. E um milhão de litros de álcool, gel para que o eleitor possa higienizar a mão na entrada e na saída da sessão eleitoral e adesivos para fazer a marcação. No chão do que é razoavelmente impossível de fazer para prover segurança, nós estamos fazendo isso que eu queria de falar de surpreendente, é o seguinte, nós fizemos uma campanha para a convocação de mesários voluntários, os Devi conduzida voluntariamente graciosamente pelo grande médico comunicador Drauzio Varella e você vai surpreender de saber que em relação a dois mil e dezesseis dos estados que não haja tempo, os dados, nós já dobramos o número de mesários voluntários, Paraná, Pernambuco Tocantins, Rio de Janeiro São Paulo dobrou, mas aumento. Significativamente o que se verifica é que apesar da pandemia há uma grande mobilização cívica a um grande sentimento de participação dessa festa democrática brasileiro, eu acho que o Brasil viveu um momento de revitalização da democracia nas eleições municipais são aquelas que elege os agentes públicos mais próximos das situações municípios. segundo eles, o mais inclusive por essas eleições do ano que nós temos mais expectativa para a opção de que diminua em lugar de aumentar o nível de abstenção se nós tomamos como referência a quantidade de pessoas que está se apresentando como mesário voluntário nas equipes médicas que nos ajudar as pessoas estão se oferecendo para atuar como mesários voluntários Brasil está precisando desse exercício de mobilização e de participação popular para espantar essa fase ruim que quiser ficar para trás que é causada pelo grande. Ministro que ótima notícia então é impressionante esse número que o ministro traz de o dobro de mesários voluntários nesta eleição de 2020 comparação com 16 que foi a última municipal. Eu queria pedir para o senhor ministro o senhor o senhor tem falado exaustivamente sobre isso, mas queria pedir a gentileza do senhor repeti para o nosso telespectador como se dará o processo de votação. No dia da eleição, qual será a novidade em termos de horas em termos do protocolo mesmo que eu lembro do senhor comenta comigo numa oportunidade anterior sobre a dificuldade com o álcool gel às ruas nas para as urnas vão estragar em como é que será esse processo. A pessoa entra dar ao documento mesário vai manusear o documento explica para a gente por favor. Veja o que aconteceu em julho, quando a consultoria sanitária começou a nos orientar sobre o volume de materiais de segurança e de equipamentos que nós precisaríamos comprar eu verifiquei que isso teria um custo elevadíssimo eu vi a matéria anterior de vocês neste momento de crise fiscal, tudo o que nós não queremos é colocar pressão sobre os cofres públicos. Além das dificuldades de compra todos estes materiais pelos procedimentos da administração pública de licitação, demanda, o que é o jeito fazer uma chamada pública à iniciativa privada. Manifestação de interesse em colaborar e para mim é grata surpresa. Quase 30 empresas apareceram se disponibilizando para ajudar a comprar esses equipamentos dessas quantidades que eu já falei e mais do que isso Júlia se disponibilizando a fazer a logística para que este material chegue até os Tribunais Regionais eleitorais de modo que eu e a minha equipe também vimos nos reunindo semanalmente mais até do que uma vez por semana, um grupo grande de doadores que Patriótica mente, está ajudando o Brasil. A realizar estas eleições sem nenhum custo a mais para os cofres públicos a nossa consultoria sanitária tem portanto protocolos para os mesários e para os eleitores e os mesários receberam cada 1 3 máscaras para que possam trocar de 4 em 4 horas de cada um receberá e fez xixi em cada um receberá um frasco de álcool gel para higienizar as mãos e com frequência e não haverá nenhum contato do eleitor com o mesário, como é que vai funcionar o processo de votação, o eleitor entra na sessão eleitoral se dirigir até a mesa onde está o 1º mesário de pelo menos 2 e exibe o seu documento assim, a distância aumento. O mesário lê os dados e 8 mesário digita no terminal e confirmado o nome, o eleito, o que assina o caderno de votação de preferência, levando a sua própria caneta para que não haja nenhuma troca de objetos aceita a perdão antes de assinar ele higienizar a sua mão com álcool gel assim, né, então, um comprovante de que votou se ele precisar se dirigir à cabine devassada o voto e que já vai direto para Porto grande saída onde haverá outro álcool gel para higienizar as mãos, portanto, o higienizar as mãos na entrada e na saída de que nós mudamos antigamente ele deixar o documento na mesa votava e voltava para pegar o documento e assinar nós subimos uma dessas fases de interação com o mesário entanto, sobretudo se o eleitor levará sua caneta, não há nenhuma troca de objetos nem de contato físico com o mês já a transmissão ocorre de 19 principal via de transmissão e por secreções respiratórias. Portanto, os segredos mazzucco chão, distanciamento social e o uso de máscara e higienização constante das mãos para que não se dê a contaminação por via de contato, tanto essas serão as providências, o eleito deverá sair de mais frio, desde a sua casa, nós estamos fornecendo mais 3 para os mesários, talvez haja o mês de do para uma lei que o risco isso, mas não tem para todo mundo, pelo contrário e se o eleitor estiver sem máscara, ele não vai ser utilizado entrar na seção eleitoral. E no início a uma outra preocupação, eu sei que estar se cuidando disso, mas nossa preocupação são as filas que se formam para o processo de votação, né. A gente que é um recorde ao voto numa escola. Aqui em Brasília, onde você tenha os corredores e 2 3 andares salas você vê se tem forma a filha do no lado de uma parede contra a filha, no outro lado da parede. Então forma que ela filha ali, né. E aí tem mais de uma proximidade e outra coisa na entrada da escola sempre tem aglomeração e e muitas vezes, o e militantes e candidatos fazendo ali a abordagem dos eleitores naquele momento como é que você ousou pessoas disciplinar, isso vai ter um bom esquema de segurança especial na eleição deste ano para evitar, por exemplo, aglomeração e na entrada da escola e as filhas a suas ambições ficava, tem marcações os né. E no piso da moça mais distanciamento como e por uma proposta, o senhor relações a questões das filhas e no processo de votação. O laudo, a nossa principal preocupação foi é e minimizar o risco de aglomerações e de filas para isso nós tomamos algumas providências, a 1ª delas foi suprimir a biometria que aquele aparelhinho em que o eleitor colocar o dedo para a identificação, nós apuramos junto aos nossos estatísticos no TSE, que a o uso da biometria retardar o processo de votação aumentava o tempo em 70 por cento, além de aumentar o risco de contágio. Pelo toque no objeto, portanto, recomendação da nossa consultoria sanitária, mas suprimiu os a biometria e a identificação vai ser dessa maneira que eu falei pela exibição do documento, o aumento de distante com isso, a gente já diminuir a possibilidade de fila a outra providência que nós tomamos, Aldo foi aumentar em uma hora o horário das eleições até a minha 1ª ideia era aumentar mas no maior número de ônibus, isso não era possível em muitas partes do Brasil por dificuldades de transporte por segurança. Pública e essa a Guinazu e depois porque os estatísticos fizermos um terço e verificaram que bastava o aumento de uma hora para nós produzimos. O resultado de minimizar as seções eleitorais onde haverá fila e aí embora fosse o horário tradicional das eleições do ano e de 7 de 8 os DIs de de 8 às 17, a embora a minha intuição faz passar de 8 para os 18 todos os PRE, isso nos pedidos aos Tribunais Regionais eleitorais nos pediram para em lugar de retardar uma hora antes de ir para uma área. Nós vamos começar às 7 horas da manhã e vamos até as 17 ônibus e pediram isso sobretudo porque as maiores concentrações de dão nas primeiras ônibus e a outra providência que nós tomamos vão também pelo cálculos estatísticos tudo que nós fizemos foi com consultorias e a gente o consultor e a médica, o consultor estatística neste caso específico, nós recorremos e tivemos sucessivas reuniões, o Instituto de Matemática Pura e aplicada o Insper a USP e a Fiocruz também nos ajudaram nas contas de fizeram um relatório e portanto, nós reservamos o 1º horário da manhã de 7 às 10 para as pessoas e maiores de 60 anos e que portanto, estariam em grupo de risco e é preferencial, não vamos proibir quem não seja do grupo de comparecer mais cedo, até porque muitos eleitores idosos comparece acompanhados de filhos. O evento aumente até meados de Janeiro, uma fila preferencial para essas pessoas o que aumenta a segurança, porque geralmente tentar um grupo de risco tomar mais cuidados e portanto, vai conviver com os outros ficam mais cuidados para que as providências para minimizar as filas foram suprimir a biometria que aumentar em 70 por cento o tempo de votação, aumentar uma hora com a jornada eleitoral no dia e reservar um horário, os 3 primeiras áreas para as pessoas que estão em um grupo de risco. Além de termos marcadores na decisivos no chão para o distanciamento físico de pelo menos, um momento essas são as providências. Os times como eu falei tudo o que é razoável fazer para assegurar a proteção dos mesários dos eleitores e está sendo feito e acho que o risco é muito pequeno o que na verdade, estes mecanismos todo o chão, a proteção, caso a pessoa esteja infectada, porque se não tiver deitada, não precisa é de nada disso é 100 por cento garantidos 100 por cento garantidos sua última eleição, mas essa é uma opção que nenhum de nós deseja. Sem dúvida nenhuma, ministro só para a gente finalizará que rapidamente não queria deixar de perguntar do senhor sobre feito que nem os um assunto tão importante não só na eleição brasileira como na eleição no mundo, basta a gente vê o que aconteceu em Black Series. Eleição americana em 2016 e eu queria que o senhor falar como é que a gente está protegendo como o TSE vai proteger a democracia brasileira no que diz respeito à fé que News nesta eleição de 2020. O julho ante da pandemia essa é a minha principal preocupação em grandes preocupações, inverteram é um pouco, mas continua a ser o que é que nós fizemos em relação o xeique mil juiz notícias de fraudulentas nas campanhas de desinformação de 1º, eu quis diz mês de justificar a ideia de que o judiciário e o TSE e os Tribunais Regionais eleitorais pudesse ser caçadores, defeitos, Unidos. O que o judiciário não pode não dever e não quer se o sensor do debate público e a própria qualificação teriam feito o início como você sabe 2 estão jornalistas. Nem sempre é fácil é claro que onde haja uma mentira, uma falsidade objetivamente aferir o não pode e deve ser removida, mas essa não pode ser o que eu estabeleci, como regra foi a atuação das mídias sociais e portanto me reuni julho com todos os elos de unir um Twitter uma já um Facebook Instagram e com o e todos eles estão desenvolvendo ferramentas de procedimentos para enfrentar os comportamentos e não tem ticos na rede. Os comportamentos e não tem discussão nos impulsiona aumentos de ilegais o uso de abusivo de roubo, isso os perfis falsos, os próximos e portanto, nós vamos enfrentar, tem 500 e pelo controle de comportamentos e não tente fugir, não pelo controle de conteúdo e este é o passo número 1 2 nós lançamos uma grande campanha de esclarecimento para a população liderada pelo YouTube e biólogo, a China e a Marino para conscientizar a população a não repassar notícias cuja autenticidade não sabe e a se comportar. As pessoas civilizadas deve se comportar respeitando a regra de ouro que não fazia os outros o que não gostaria que fizesse, consigo mesmos e portanto, não repassar a notícia pro do lento e que prejudica um candidato que não gosta e depois se indignar que faço isso com o candidato que elas acompanhem o que eu tenho defendido e Júlia e uma campanha civilizada coloque os seus argumentos na mesa democracia ND Pat de rascunhos, quem precisa de no interior de ódio e de agressão. Não defende uma boa causa de uma boa causa precisa desse tipo de artifício, nós estamos fazendo uma grande campanha para que as pessoas joguem limpo e o Brasil pode se orgulhar do seu processo político eleitoral. Você falou sobre eu acho que a Marina, daqui a pouquinho de estar aqui com a gente tão já aproveitou e já repercute tudo isso que o ministro falou, eu agradeço muito a presença do senhor aqui no encontro o desejo. Boa sorte, senhor na condução desse importante processo. Já começou lá atrás, mas que o seu ápice em novembro, voltamos a nos falar em breve o ministro até. Muito obrigado, Júlio, muito obrigada, PC que vai começar a trabalhar cedo assim, viu os desfiles, cidade das empregadas que todo o agregador ministro. Até a próxima Valdo conversamos daqui a pouco de Nova. E a gente volta a falar sobre os testes com a vacina jogos porque foram suspensos temporariamente, a gente vai conversar agora com a Cecília Malan que estar em Londres, tudo bem, Cecília, bom dia.

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 09/09/2020 às 03h00

Eleitores terão de usar máscaras, e não haverá biometria este ano COMO CHEGAMOS AQUI? Marcadas para novembro, as eleições municipais de 2020 terão um protocolo sanitário para evitar a disseminação de coronavírus. 0 Plano de Segurança Sanitária foi elaborado por especialistas da Fiocruz e dos hospitais Israelita Albert Einstein e Sírio-Libanês. Os cerca de 95 mil locais de votação serão adaptados para manter distanciamento entre os eleitores e o horário de votação foi ampliado. Segundo o TSE, empresas doaram 9,7 milhões de máscaras, além de álcool em gel para eleitores e mesários. A Justiça Eleitoral também excluiu a identificação biométrica e alterou o protocolo de entrega dos documentos FOLHA EXPLICA Votação na pandemia terá máscara obrigatória e biometria excluída Eleição municipal será em 15 e 29 de novembro; TSE definiu protocolos de segurança Técnicos do Ministério Público em evento para inspeção e teste do sistema das urnas eletrônicas, nesta terça AbdiasPinheiro/DivuigaçàoTSE ELEIÇÕES 2020 Carolina Moraes e Matheus Teixeira Como os locais de votação serão adaptados para receber os eleitores? Todos os espaços, de acordo com determinação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), terão álcool em gel disponível para higienização das mãos, antes e depois da votação. Para evitar proximidade entre as pessoas, fitas adesivas no chão marcarão o distanciamento mínimo de 1 metro tanto entre os eleitores na fila para votação quanto entre eleitores e mesários. O uso de máscara será obrigatório. Ingerir alimentos ou bebidas e fazer qualquer outra atividade que exija a retirada da máscara estão proibidas nos locais de votação. Quais as principais medidas adotadas para evitar aglomeração nos espaços? O horário de votação foi ampliado em uma hora: será das 7h às íyh. Além disso, o eleitor poderá justificar ausência no aplicativo e-Título, disponível para celulares e tablets com sistemas operacionais iOS ou Android, sem sair de casa. A medida foi tomada para reduzir o fluxo de pessoas nos locais de votação. O Código Eleitoral prevê multa de 3 a 10% sobre o salário mínimo da região para os que deixarem de votar e não se justificarem. Haverá alguma medida especial para quem é considerado grupo de risco para o coronavírus? O TSE orienta que o horário das 7h às íoh seja preferencial para pessoas acima de 6o anos, um dos grupos considerados de risco. Eleitores que não fazem parte do grupo de risco poderão votarnessehorário, mas a ideia da recomendação é que idosos sejam majoritariamente atendidos neste período do dia. Algum protocolo que exige contato com superfícies será abandonado? O TSE excluiu a identificação biométrica no dia da votação —de acordo com dados apresentados em entrevista coletiva nesta terça-feira (8) pelo presidente do TSE, o ministro Luís Roberto Barroso, uma média de 400 pessoas colocariam as mãos em um mesmo aparelho. Aconsultoria sanitária recomendou essa mudança para, além de diminuir o risco de contágio em superfíeeis, evitar a formação de filas e aglomerações, já que o protocolo é um dos mais demorados nas etapas de votação. Sem a biometria, a confirmação da identidade do eleitor será feita mediante assinatura do caderno de votação. A Justiça Eleitoral recomenda que cada um tenha sua própria caneta. Caso o eleitor não leve, haverá uma para uso coletivo. Os mesários serão orientados a higienizar essas canetas com álcool 70% antes e depois de qualquer uso. O recebimento do comprovante de votação passará a ser facultativo e entregue só mediante solicitação do eleitor. Além disso, em vez de entregar o documento de identificação ao mesário e retirá-lo após a votação, o eleitor deve apenas exibir o documento oficial ou o e-Título pelo aplicativo mantendo a distância de 1 metro. O protocolo sanitário também prevê a higienização constante de outras superfícies do espaço de votação, como as mesas e cadeiras usadas pelos mesários. Como o transporte das urnas será feito? A recomendação da consultoria aos Tribunais Regionais Eleitorais, responsáveis pelo transporte, é de que funcionários envolvidos usem máscaras, mantenham distância de 1 metro entre si e higienizem as mãos com álcool em gel ao chegar e sair do local de votação com os aparelhos. Urnas serão higienizados durante a votação? Não. Segundo o TSE, as urnas não podem ser higienizadas por eleitores ou por mesários, já que um protocolo inadequado pode prejudicar o equipamento. Para evitar o contágio nessa superfície, os eleitores serão orientados a usar álcool em gel antes e depois de utilizar a urna. O uso de luvas não é recomendado. Há algum remanejamento de locais de votação previstos para que os eleitores votem em locais mais próximos de suas residências? Não, mas eleitores idosos, com deficiência ou com mobilidade reduzida podem solicitar transferência para seção especial. Quais são os principais itens de segurança para proteger os mesários? Eles receberão máscaras, que deverão ser trocadas a cada quatro horas, um face shield (protetor facial), álcool em gel individual e álcool 70% para limpeza de superfícies. A Justiça Eleitoral não garantirá transporte individual para os mesários, e orienta que eles evitem veículos cheios e mantenham a distância mínima de 1 metro de outras pessoas se possível. Quem apresentar febre, ain da sem receber diagnóstico de Covid-19, deve deixar de ir à votação? Sim. Todos os eleitores e mesários que tiverem febre nos 14 dias anteriores à votação não devem comparecer e poderão justificar a ausência. Os mesários também devem avisar sua zona eleitoral.