Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

R7.COM/SÃO PAULO
Data Veiculação: 09/03/2021 às 22h59

O Hospital Sírio-Libanês de São Paulo suspendeu, nesta terça-feira (9), as cirurgias eletivas e anunciou a abertura de uma ala para acomodar mais pacientes com covid-19 em meio ao avanço no número de internações pela doença. De acordo com a diretoria do hospital, a unidade está ampliando a sua oferta de leitos por meio da realocação de espaços e vai priorizar pacientes que precisem de suporte intensivo, seja pelo novo coronavírus ou outras doenças. As medidas anunciadas pelo complexo hospitalar também incluem o adiamento de exames, desde que não prejudiquem a saúde dos pacientes e, inicialmente, terão duração de 15 dias. Confira o comunicado emitido pelo Hospital Sírio-Libanês: "O Hospital Sírio-Libanês tem registrado nas últimas semanas um aumento expressivo na procura por assistência médico-hospitalar de pacientes com suspeita ou confirmação de COVID-19. Por isso, nesse momento, a instituição tomou a iniciativa de suspender, por um prazo estimado de 15 dias, alguns procedimentos eletivos para priorizar pacientes com maior necessidade de suporte intensivo, seja pelo Coronavírus ou por outras enfermidades. A medida vale para o Complexo Hospitalar da Bela Vista, em São Paulo, onde estão suspensos temporariamente procedimentos eletivos que podem ser adiados momentaneamente sem prejudicar a saúde do paciente, além de exames ambulatoriais de polissonografia e eletivos de colonoscopia, endoscopia digestiva alta e broncoscopia. Todos os demais atendimentos estão mantidos por meio de fluxos separados, que permitem uma assistência segura para a realização de exames e procedimentos em geral. Pacientes que precisem de atendimento de urgência serão atendidos no pronto-atendimento normalmente, seguindo os protocolos de segurança previamente estabelecidos. Nesse momento, é fundamental que cada paciente procure e converse com seu médico para entender seu caso. Nenhum tratamento dever ser interrompido por conta própria. O Hospital Sírio-Libanês está ampliando a sua oferta de leitos por meio da realocação de espaços e remanejamento de equipes e equipamentos. A ocupação hospitalar é avaliada em tempo real e novos leitos são abertos de acordo com a demanda. A instituição reforça a importância de as pessoas manterem as medidas preventivas para reduzir o risco de transmissão do vírus SARS-Cov2, com uso de máscaras, higienização frequente das mãos e distanciamento físico. #NãoPareDeSeCuidar."

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 09/03/2021 às 19h51

O hospital Sírio-Libanês divulgou nesta terça-feira (9) medidas para ampliar a acomodação de pacientes com Covid-19, dada a elevada taxa de ocupação de leitos. Foram suspensas cirurgias eletivas estéticas e funcionais e de intervenção guiada por imagem, além de exames também eletivos de colonoscopia, endoscopia, broncoscopia e exames ambulatoriais de polissonografia. Uma ala de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) foi convertida em área destinada a atendimento exclusivo de contaminados pelo coronavírus e um andar foi aberto também para internação de pacientes com Covid-19. O hospital passou a estimular a transferência de pacientes crônicos estáveis, que tenham condições de serem transferidos, para que sejam atendidos por clínicas de transição ou home care. As medidas são temporárias e, inicialmente, têm duração prevista de 15 dias, podendo ser estendidas. Leitos Na última quinta-feira (4), a estrutura hospitalar da cidade de São Paulo para o combate à Covid-19 voltou a atingir um nível de pressão que não via há oito meses: a cada dez leitos de UTI operacionais para o tratamento de pacientes com suspeita ou confirmação da doença, oito estavam ocupados. Desde 28 de maio a taxa não ultrapassava os 80%. O secretário da Saúde municipal de São Paulo, Edson Aparecido, afirmou nesta terça-feira (9) que vai fazer um chamamento público entre hospitais particulares para para pedir ajuda no atendimento de pessoas internadas que não estão com Covid-19 e tentar, assim, liberar leitos de UTI da rede municipal para receber futuros pacientes com a doença. "É uma corrida contra o tempo. Estamos atrás de leito para aguentar os próximos 15 dias, que serão de muita pressão. Transferindo pacientes que não estão com Covid-19 para a rede privada, a gente libera leitos de UTI para Covid-19", disse Edson Aparecido. VÍDEOS: Tudo sobre São Paulo e região metropolitana.

YAHOO! FINANÇAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 09/03/2021 às 12h24

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Internado com Covid-19 desde o dia 26 de dezembro do ano passado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, o prefeito licenciado de Vitória da Conquista (BA), Herzem Gusmão (MDB), 72, gravou no sábado (6) um áudio para avisar à população que voltaria para a UTI. "Quero dizer para minha terra que, por necessitar de mais oxigênio, a equipe médica indicou o meu retorno para tratamento na UTI", disse. "Tive esse imprevisto, mas continuo firme, crendo na minha recuperação". A decisão médica foi tomada porque ele precisa receber oxigênio em cateter de alto fluxo. O áudio com o aviso foi divulgado nas redes sociais do prefeito. No dia em que foi internado em São Paulo, o prefeito apresentava quadro clínico estável e ficou na unidade semi-intensiva. No início de janeiro, foi transferido para UTI para otimizar a assistência ventilatória. No dia 15 do mesmo mês voltou para a unidade semi-intensiva e, agora, foi novamente encaminhado para a UTI. Antes, no dia 18 de dezembro, havia sido atendido em um hospital de Vitória da Conquista, após apresentar complicações pulmonares em decorrência da Covid-19. No Sírio-Libanês, Gusmão está sob os cuidados das equipes dos médicos Roberto Kalil, Carlos Carvalho, David Uip e Cláudia Cozer Kalil. A mensagem do último sábado não foi a única transmitida para a população. No dia 21 de fevereiro, ele gravou um áudio para falar que a recuperação é lenta e que havia sido avisado sobre isso pelos médicos. No início de fevereiro, contou que havia falado com secretários municipais e com a prefeita em exercício, Sheila Lemos (DEM), sobre questões administrativas. No dia 19 de janeiro, agradeceu as orações da população. "Estou confiante", disse. Prefeito reeleito com 54% dos votos, ele fez o juramento de posse em sessão virtual diretamente da UTI do hospital. Como ele, outros prefeitos eleitos em 2020 precisaram participar das cerimônias de posse de forma virtual e dentro de hospitais por causa da Covid-19. Um deles, Maguito Vilela, 71, prefeito licenciado de Goiânia, morreu após dois meses de internação hospitalar. Ele havia tomado posso no dia 1º de janeiro com assinatura eletrônica na UTI. Vilela morreu no dia 13 de janeiro no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde estava internado desde o dia 27 de outubro em razão de complicações decorrentes da Covid-19. Vitória da Conquista, terceira maior cidade da Bahia, com 341.000 habitantes, já teve 20.876 casos confirmados de Covid-19 desde o início da pandemia. Trezentas e trinta e duas pessoas morreram.

PROPMARK ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 09/03/2021 às 12h02

Com o intuito de reforçar os cuidados com a saúde em tempos de pandemia e distanciamento social, o Hospital Sírio-Libanês apresenta a sua nova campanha. Segundo a empresa, mesmo com a chegada da vacina, a ideia é sensibilizar as pessoas sobre a importância de manterem os cuidados, promovendo as medidas de segurança que, comprovadamente, reduzem o risco de transmissão da doença e salvam vidas. “Apesar de haver vacinas disponíveis, a pandemia não acabou. Por isso, queremos enfatizar que as medidas de prevenção devem continuar as mesmas do início da pandemia, e reforçar, até quando for preciso, que não podemos parar de nos cuidar”, diz Dr. Paulo Chapchap, diretor geral da Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês. Com a hashtag #NãoPareDeSeCuidar, a campanha criada pela InPress Porter Novelli – nova agência da instituição -, será veiculada nas plataformas digitais e terá publicações em jornais de grande circulação nacional. “O mote #NãoPareDeSeCuidar é uma clara convocação para que cada um faça a sua parte e ajude a evitar o aumento exponencial de casos na pandemia. A participação da InPress Porter Novelli na concepção desse tipo de projeto reafirma a essência da agência na criação de narrativas que inspiram mudanças de comportamento em causas de extrema relevância para a sociedade”, comenta Alex Lopes, diretor de criação da InPress Porter Novelli.

UOL VIVA BEM/UOL/SÃO PAULO
Data Veiculação: 09/03/2021 às 10h21

A reabilitação precoce de pacientes com covid-19 ainda nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) minimizaria déficits físicos, depois da alta hospitalar. A reabilitação fisioterápica consiste em exercícios cardiorrespiratórios com bicicletas, treinos de sentar-se -e levantar da cama e estabelecimento de uma rotina de exercícios com graduação de peso, andar, dentre outras. Um estudo da USP realizado em quatros hospitais de São Paulo, dois públicos e dois particulares, mostrou que os doentes graves por covid-19 internados em UTIs apresentam déficits físicos no momento da alta hospitalar e que a reabilitação poderia ser uma estratégia para que eles pudessem voltar para casa com melhor forma física, com menos demanda de acompanhamento fisioterapêutico e em condições de realizar suas atividades funcionais e laborais, de forma independente. A pesquisa, que ainda está em andamento, já acompanhou 250 pessoas em três momentos distintos: durante o período de internação, na UTI e na enfermaria, e três meses após terem recebido alta. Em geral, pessoas acometidas por doenças graves que permaneceram por longo período em UTIs, depois de receberem alta, acabam se tornando incapazes de realizar algumas tarefas que antes eram comuns na sua rotina, podendo esses efeitos perdurar por muito tempo. Sentem dificuldades para andar e/ou realizar atividades corriqueiras do dia a dia como tomar banho ou ir sozinhos ao banheiro, explica ao Jornal da USP a fisioterapeuta Débora Schujmann, que faz parte do grupo de pesquisa do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional (Fofito) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Segunda a pesquisadora, a reabilitação precoce, o mais cedo possível, começando ainda na UTI, favorece um melhor retorno das funcionalidades, menos dias de ventilação mecânica, diminuição do delirium (distúrbios de consciência, atenção e cognição), da fraqueza muscular e dos dias de internação. Mesmo para os pacientes em estado grave, hipoxêmicos (baixo nível de oxigênio no sangue), com uso de ventilação mecânica, a reabilitação precoce deve ter início ainda na UTI, se os critérios de estabilidade e segurança forem observados e a prescrição dos exercícios for individualizada, diz. A pesquisa, que vai até o final da pandemia, pretende acompanhar ao todo 400 pacientes de quatro hospitais referenciados para SARS-CoV-2: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo; Hospital das Clínicas de São Bernardo do Campo; Hospital do Coração (HCOR), em São Paulo; e o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O objetivo é avaliar a função física de doentes graves por covid-19 no momento da alta da UTI e entender quais os principais déficits físicos que esses pacientes apresentavam quando tinham alta, e se um início precoce dos exercícios na UTI está relacionado a melhores resultados físicos. Dos 250 pacientes que participaram da pesquisa, apenas 36% saíram andando sozinhos, sem precisar de ajuda; 37% precisaram de ajuda de alguém; e 27% não conseguiram sequer andar. De cada dez pacientes, seis saíram sem conseguir andar sozinhos, sendo que três precisaram de ajuda e os outros três não andaram. Somente quatro conseguiram andar sozinhos na alta da UTI. Sobre algumas atividades específicas avaliadas, foi verificado que 35% não conseguiam tomar banho sozinhos. E, de cada cinco pacientes, quase dois precisavam de ajuda. Para se vestir, 44% precisaram de algum tipo de suporte. Para ir ao banheiro, 56% dos pacientes não conseguiam usá-lo sozinhos. A cada dez pacientes, cinco precisariam de apoio e 52% dependeriam de ajuda para se sentar no vaso sanitário. Segundo a fisioterapeuta, alguns estudos indicam que 5% dos pacientes acometidos por covid necessitem de internação em UTI, área hospitalar em que o tratamento agudo de doenças graves, associado à inatividade, traz uma combinação de fatores que pode levar os pacientes a desenvolver a Síndrome Pós-Terapia Intensiva (SPTI), com deficiências ou piora no estado de saúde física, cognitiva ou mental. O declínio funcional, por exemplo, implica a incapacidade do indivíduo de cuidar de si próprio e viver de forma independente. Na UTI, o uso de corticoides, ventilação mecânica prolongada, bloqueadores neuromusculares e imobilidade estão entre os principais fatores do surgimento da SPTI. Os cuidados fisioterápicos iniciados de forma precoce, em torno de até dois dias após a estabilização do paciente, podem ser uma estratégia para evitar ou minimizar os impactos individuais (atividades laborais), coletivos (custos com saúde) e econômicos (retorno ao trabalho), conclui a pesquisadora. Mais informações: e-mail debora.schujmann@fm.usp.br, com Débora Schujmann.

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 09/03/2021 às 04h00

Médicos e enfermeiros dos principais hospitais de São Paulo dizem que ainda ouvem, com frequência, relatos de pacientes internados em leitos de UTI (unidades de terapia intensiva) para covid-19 que tomaram ivermectina para combater o novo coronavírus. O vermífugo é usado há 40 anos na África e na América Latina, mas não tem eficácia no tratamento contra a covid-19, segundo a própria fabricante. O UOL conversou com oito médicos e enfermeiros dos hospitais das Clínicas, São Luiz, Albert Einstein, Sírio Libanês, Samaritano e Oswaldo Cruz. De acordo com eles, os pacientes —alguns que foram intubados por complicações da covid-19— disseram ter tomado ivermectina de maneira preventiva ou quando apresentaram os primeiros sintomas, em casa. Não há, por enquanto, nenhum levantamento ou estudo que monitore quantos pacientes internados fizeram uso de medicamentos comprovadamente ineficazes. A reportagem teve acesso a dados de um hospital particular de São Paulo que apontam que, dos 49 pacientes internados na unidade até ontem, seis tomaram ivermectina ou cloroquina. Três estão internados em estado grave na UTI. Outros três estão na enfermaria. Na semana passada, um profissional do Hospital Municipal de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, já havia dito ao UOL que recebeu pacientes que haviam tomado o vermífugo. Quando vou intubar a pessoa, ela reclama: 'doutor, eu tomei ivermectina em casa, não é possível'. Eu tento explicar que ele não tem verme, mas não ajuda em nada na covid. Relato de um enfermeiro que não quis se identificar Menos cloroquina Os profissionais de saúde contaram que o volume de pacientes que tomam hidroxicloroquina ou cloroquina em casa diminuiu consideravelmente neste ano, mas a impressão é de que a ivermectina se manteve como esperança das pessoas que acreditam em um tratamento precoce para a doença. O tratamento precoce e cloroquina são defendidos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus apoiadores. No entanto, dezenas de estudos indicaram que a substância não tem eficácia no tratamento contra covid e que não há remédios que façam efeito no tratamento precoce. Normalmente, a cloroquina é usada no tratamento de doenças como lúpus e artrite reumatoide. Após insistência de ministros e assessores, Bolsonaro começou a avaliar um desembarque gradual do discurso de estímulo de uso da substância. Na semana passada, a OMS (Organização Mundial da Saúde) publicou uma diretriz na qual pede fortemente que a hidroxicloroquina não seja usada como tratamento preventivo da covid-19. O documento foi divulgado na revista científica "The BMJ". Efeitos colaterais e agravantes os médicos se preocupam com os efeitos colaterais causados pelos medicamentos usados em casa. Segundo os profissionais ouvidos pelo UOL, o paciente sente os primeiros sintomas, toma remédio e, em vez de ajudar no combate à covid-19, acaba sobrecarregando o organismo, piorando o quadro de saúde. Médico da divisão de moléstias infecciosas do Hospital das Clínicas, Evaldo Stanislau diz que já perdeu pacientes que haviam tomado o medicamento preventivamente, mas que foram poucos. Perdi poucos. A ivermectina para mim é inócua. Não interferiu, exceto a chatice de desdizer e desfazer conceitos. O que é sempre desgastante. Mas, na prática, obviamente, 100% de quem pegou covid e tomou ivermectina evoluiu com ou apesar da ivermectina. Evaldo Stanislau, médico O diretor da Sociedade Paulista de Infectologista confirma que o uso de hidroxicloroquina caiu —o medicamento. "Diminuiu muito. Mas o cenário era semelhante, com a agravante do risco cardíaco." Isso não acontece apenas com pacientes. Os profissionais de saúde relatam que até médicos, quando contaminados, chegam a tomar o medicamento. Brigas com médicos no pronto-socorro, o desgaste entre médicos, enfermeiros e pacientes ainda existe por conta da prescrição desses medicamentos. Os médicos lembraram de discussões com pacientes dentro das salas de atendimento dos hospitais —na maioria das vezes, pelo mesmo motivo: o paciente quer tomar ivermectina, hidroxicloroquina ou cloroquina para tratar a covid-19. Não é raro os pacientes citarem o fato do Ministério da Saúde e do próprio presidente da República recomendarem o uso do medicamento. É uma sinuca de bico para os médicos. Para se eximir da responsabilidade de efeitos colaterais, alguns hospitais, como o Oswaldo Cruz, já estabeleceram termos de responsabilidade para o médico assinar caso queira receitar algum desses medicamentos. No documento, o doutor ou doutora deve explicar ao paciente que não há comprovação de eficácia contra o novo coronavírus, além de esclarecer todos os efeitos colaterais. No caso de alguns hospitais municipais da capital paulista, a prescrição de cloroquina ou outros medicamentos ineficazes ainda é permitida. A Secretaria Municipal da Saúde disse ao UOL que "não recomenda, mas também não proíbe" a receita do medicamento.

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 09/03/2021 às 02h20

Internado com Covid-19 desde o dia 26 de dezembro do ano passado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, o prefeito licenciado de Vitória da Conquista (BA), Herzem Gusmão (MDB), 72, gravou no sábado (6) um aúdio para avisar à população que voltaria para a UTI. "Quero dizer para minha terra que, por necessitar de mais oxigênio, a equipe médica indicou o meu retorno para tratamento na UTI", disse. "Tive esse imprevisto, mas continuo firme, crendo na minha recuperação". A decisão médica foi tomada porque ele precisa receber oxigênio em cateter de alto fluxo. O áudio com o aviso foi divulgado nas redes sociais do prefeito. No dia em que foi internado em São Paulo, o prefeito apresentava quadro clínico estável e ficou na unidade semi-intensiva. No início de janeiro, foi transferido para UTI para otimizar a assistência ventilatória. No dia 15 do mesmo mês voltou para a unidade semi-intensiva e, agora, foi novamente encaminhado para a UTI. Antes, no dia 18 de dezembro, havia sido atendido em um hospital de Vitória da Conquista, após apresentar complicações pulmonares em decorrência da Covid-19. No Sírio-Libanês, Gusmão está sob os cuidados das equipes dos médicos Roberto Kalil, Carlos Carvalho, David Uip e Cláudia Cozer Kalil. A mensagem do último sábado não foi a única transmitida para a população. No dia 21 de fevereiro, ele gravou um áudio para falar que a recuperação é lenta e que havia sido avisado sobre isso pelos médicos. No início de fevereiro, contou que havia falado com secretários municipais e com a prefeita em exercício, Sheila Lemos (DEM), sobre questões administrativas. No dia 19 de janeiro, agradeceu as orações da população. "Estou confiante", disse. Prefeito reeleito com 54% dos votos, ele fez o juramento de posse em sessão virtual diretamente da UTI do hospital. Como ele, outros prefeitos eleitos em 2020 precisaram participar das cerimônias de posse de forma virtual e dentro de hospitais por causa da Covid-19. Um deles, Maguito Vilela, 71, prefeito licenciado de Goiânia, morreu após dois meses de internação hospitalar. Ele havia tomado posso no dia 1º de janeiro com assinatura eletrônica na UTI. Vilela morreu no dia 13 de janeiro no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde estava internado desde o dia 27 de outubro em razão de complicações decorrentes da Covid-19. Vitória da Conquista, terceira maior cidade da Bahia, com 341.000 habitantes, já teve 20.876 casos confirmados de Covid-19 desde o início da pandemia. Trezentas e trinta e duas pessoas morreram.