Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

GAÚCHAZH./PORTO ALEGRE
Data Veiculação: 08/09/2020 às 19h24

O plano sanitário para o dia das eleições apresentado na tarde desta terça-feira, 8, pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, prevê que o eleitor deve obrigatoriamente usar máscara sobre o nariz e a boca para ter acesso ao seu local de votação. continuar lendo Elaborado com auxílio dos médicos David Uip, do hospital Sírio-Libanês, Luís Fernando Aranha Camargo, do hospital Albert Einstein, e Marília Santini, da Fundação Fiocruz, o plano prevê ainda procedimentos a serem adotados por mesários. As eleições de 2020 contarão com mais de 2 milhões de mesários e apoiadores - considerando quatro mesários por seção eleitoral - e 148 milhões de eleitores. De acordo com o TSE, cada seção tem 435 eleitores em média, que representa um pequeno aumento em relação ao pleito anterior, em razão de o Tribunal não ter conseguido concluir a licitação de novas urnas eletrônicas. Barroso afirmou que o TSE está contando com um alto volume de mesários voluntários e que os mesários que forem eventualmente convocados e pertencentes a grupos de risco terão a opção de não participar. — Estamos contanto com uma ampla adesão dos mesários que não pertencem a grupos de risco — disse Barroso. De acordo com o presidente do TSE, graças à campanha realizada com o médico Drauzio Varella, os Estados do Rio de Janeiro, Paraná, Pernambuco e Tocantins já registraram mais que o dobro de voluntários de 2016. São Paulo também registrou aumento. Além da exclusão da biometria — que prolongaria o tempo de votação em 70%, em média, e aumenta risco de contaminação por covid-19 — e da prorrogação da duração das eleições — que começará uma hora mais cedo, passando a ser das 7h às 17h — , o TSE divulgou uma série de procedimentos. Os materiais necessários para garantir o cumprimento de medidas sanitárias foram doados por 30 empresas e entidades e receberão isenção do ICMS que incidiria sobre essas doações. Segundo Barroso, a desobrigação do imposto foi facilitada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, pelo advogado-geral da União (AGU), José Levi Mello do Amaral Júnior, e pelo secretário de Estado da Fazenda, Bruno Negris. Serão usados nos dois turnos: 9.726.113 milhões de máscaras descartáveis (fornecidas aos mesários, para serem trocadas a cada 4 horas), mais de 2 milhões de frascos de 100 ml de álcool gel para os mesários, 533.170 marcadores para o chão, 1.887.836 viseiras plásticas (para os mesários) e mais de 1 milhão de litros de álcool gel para os eleitores. Doaram materiais ao TSE: Fiesp, Senai, Mercado Livre, Ambev, Cosan, Unica, Todos pela Saúde (Itaú), Klabin, Caoa, Quero Quero, Amil, Magalu, Gerdau, iFood, GM, Movida, Abralog, Aberc, Abrainc, ABBC, ABERT - Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, Abear, Abesata, Aneaa, ABNT, iDV, Matins e Falconi. Os procedimentos preveem o isolamento de infectados, o distanciamento de pelo menos um metro entre todos, a higienização das mãos e das superfícies, o uso de proteção sobre a boca e o nariz, além de fila preferencial durante as primeiras três horas de votação, das 7h às 10h, para quem tem mais de 60 anos.

HOSPITAIS BRASIL ONLINE
Data Veiculação: 08/09/2020 às 00h00

O Conselho Nacional de Entidades de Saúde dos Servidores Públicos (Conessp) irá realizar no próximo dia 9 de setembro, às 17h, um webinar gratuito na plataforma Zoom, com o tema “Impactos causados pela Covid-19 nos sistemas de saúde público e privado e panorama pós pandemia”. O encontro online, que será mediado pelo presidente do Conessp, Latif Abrão Jr., e João Luís, membro da entidade, terá como convidados o presidente da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), Reinaldo de Camargo Scheibe, e o médico sanitarista e professor da Universidade de São Paulo, Gonzalo Vecina Neto. Gonzalo Vecina Neto é médico sanitarista, mestre em Administração, servidor público, professor da FSP-USP, colunista do jornal O Estado de São Paulo, foi Secretário Municipal de Saúde de São Paulo, Secretário Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, fundador e Presidente da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária e Superintendente do Hospital Sírio libanês. Reinaldo de Camargo Scheibe é administrador de empresas, pós graduado em Administração Hospitalar. Presidente da ABRAMGE – Associação Brasileira de Planos de Saúde. Foi Presidente da Alami – Associação latino Americana de Saúde Privada. Tem extensa trajetória no setor de saúde suplementar, atuando há mais de 30 anos em diferentes entidades da saúde suplementar, tanto na área hospitalar quanto de planos de saúde. Link de acesso: bit.ly/3bxnbfp

HOSPITAIS BRASIL ONLINE
Data Veiculação: 08/09/2020 às 00h00

Uma aliança para condução de pesquisas, formada por Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet), avalia a eficácia e a segurança de potenciais terapias para pacientes com Covid-19. Denominada Coalizão Covid-19 Brasil, a iniciativa conduz dez estudos voltados a diferentes populações de pacientes infectados pelo novo Coronavírus. A Coalizão já havia publicado seu primeiro estudo no New England Journal of Medicine avaliando o uso de hidroxicloroquina isolada ou associada a azitromicina em pacientes hospitalizados com doença leve e moderada e outro estudo no JAMA avaliando o uso de corticoides ( no caso, dexamatasona) em pacientes internados em UTI com quadro pulmonar de alta gravidade (síndrome da angústia respiratória aguda-SARA). Um novo estudo, nomeado Coalizão II, avaliou se o antibiótico azitromicina poderia trazer benefícios a pacientes adultos hospitalizados com formas graves de Covid-19 quando adicionado ao tratamento padrão ofertado aos pacientes na ocasião em que o trabalho foi realizado. Os resultados foram publicados no periódico científico The Lancet nesta sexta-feira (4). O estudo foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Coalizão II teve início no dia 28 de março e realizou a inclusão do último paciente no dia 19 de maio. Foram cadastrados 447 indivíduos atendidos em 57 hospitais brasileiros. Deste total, a Covid-19 foi confirmada em 397 pacientes, que serviram de base para a análise principal pesquisa. Todos apresentavam ao menos um dos seguintes critérios de gravidade: necessidade de uso de mais de 4 litros de oxigênio por dia, uso de cânula nasal de alto fluxo, de ventilação não invasiva com pressão positiva ou de ventilação mecânica. Além disso, eram portadores de fatores de risco para agravamento da doença (hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e insuficiência renal crônica). Cerca de 50% dos pacientes incluídos nesta pesquisa estavam em ventilação mecânica quando o estudo começou. Por meio de randomização (sorteio), 214 pacientes receberam azitromicina mais o tratamento padrão e 183 receberam tratamento padrão sem azitromicina. Tratamento padrão incluía todas as medidas de suporte hospitalar, uso de outros tratamentos como antivirais e, conforme padrão da época da realização do estudo, hidroxicloroquina. A azitromicina foi ministrada em doses diárias de 500 mg por via oral, nasogástrica ou intravenosa durante dez dias. Os pacientes foram acompanhados durante 29 dias, mas a principal análise foi feita com base no estado clínico dos participantes 15 dias após a implantação dos regimes terapêuticos. A avaliação considerou seis aspectos: ter recebido alta, mas manifestar sequela; estar internado, porém sem limitações; permanecer internado e continuar recebendo oxigênio; precisar de oxigênio, mas sem ventilação mecânica; fazer uso de ventilação mecânica e, por fim, ter vindo a óbito. O objetivo principal foi avaliar se a adição de azitromicina ao tratamento padrão poderia resultar em melhor evolução clínica dos pacientes. O QUE ACONTECEU COM OS PACIENTES INCLUÍDOS NO ESTUDO? A análise feita 15 dias após o início dos tratamentos mostrou que não houve diferença entre os grupos na chance de os pacientes apresentarem melhora segundo a escala de seis pontos usada para aferir a evolução clínica. Interpretação: O uso de azitromicina associado ao tratamento padrão não mostrou benefícios para a recuperação dos pacientes. Também não houve diferença importante na mortalidade entre o grupo medicado com azitromicina mais tratamento padrão (incluindo hidroxicloroquina) e o grupo que recebeu apenas tratamento padrão (incluindo hidroxicloroquina). No primeiro, a taxa de óbitos após 29 dias foi de 42%. Entre o grupo controle, foi de 40%. A elevada taxa de óbito demonstra a gravidade desta população e a necessidade de pesquisas adicionais para identificação de terapias seguras e eficazes. Finalmente, não houve diferenças significativas no tempo médio de internação: 26 dias para os pacientes que receberam azitromicina mais tratamento padrão e 18 dias entre os pacientes que receberam apenas a terapia padrão. EFEITOS ADVERSOS A incidência de eventos colaterais foi semelhante nos dois grupos de pacientes. Entre os que receberam a adição da azitromicina ao tratamento padrão, por exemplo, 39% apresentaram insuficiência renal e precisaram ser submetidos à diálise. No grupo dos medicados com a terapia padrão, o índice foi de 33%. CONCLUSÃO O uso da azitromicina não melhora a evolução clínica de pacientes com Covid-19 em estado grave. Os achados do estudo, portanto, não sustentam a indicação do uso rotineiro desta terapia no tratamento da doença em casos graves. IMPORTÂNCIA DO ESTUDO COALIZÃO II Hoje, a azitromicina é o segundo remédio mais usado no mundo no tratamento de pacientes com Covid-19 em estado grave. O resultado da pesquisa Coalizão II – ao que se sabe, primeiro estudo randomizado do mundo a avaliar o efeito da adição da azitromicina à terapia padrão -, demonstrando a ineficácia do antibiótico, pode contribuir para mudar a prática clínica adotada até o momento no cuidado aos pacientes. Vale destacar que estes achados são específicos para a população de pacientes hospitalizados com Covid-19 em estado grave. Os outros estudos da Coalizão Covid-19 Brasil em andamento Coalizão IV – Está avaliando se a anticoagulação plena com rivaroxabana traz benefícios para pacientes com Covid-19 com risco aumentado para eventos tromboembólicos. Foram incluídos 120 de um total previsto de 600 pacientes em 40 centros. Coalizão V – Está avaliando se a hidroxicloroquina previne o agravamento da Covid-19 em pacientes não hospitalizados. Foram incluídos 764 de um total previsto de 1300 pacientes em 63 centros. Coalizão VI – Avaliou se o tocilizumab, um inibidor da interleucina 6, é capaz de melhorar a evolução clínica de pacientes hospitalizados com Covid-19 e fatores de risco para formas graves inflamatórias da doença. Inclusão de pacientes encerrada com 129 casos em 12 centros. Os resultados deverão ser publicados em breve. Coalizão VII – Está avaliando o impacto a longo prazo, após alta hospitalar, incluindo qualidade de vida, de pacientes que tiveram Covid-19 e foram participantes dos demais estudos da Coalizão. Até o momento, foram incluídos 980 pacientes. Coalizão VIII – Avaliará se anticoagulação com rivaroxabana previne agravamento da doença com necessidade de hospitalização em pacientes não-hospitalizados com formas leves da Covid-19. Previsão de início de inclusão em setembro de 2020 (1.000 pacientes). Coalizão IX – Avaliará se drogas antivirais isoladas e/ou em combinação são efetivas para tratar casos de Covid-19 hospitalizados com doença moderada. Os antivirais a serem testados são atazanavir, daclatasvir e daclatasvir associado a sofosbuvir. Previsão de início em setembro de 2020.

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 08/09/2020 às 23h15

As eleições municipais de 2020, previstas para novembro, terão um protocolo sanitário para evitar a disseminação de coronavírus entre eleitores e mesários. Entre as regras estão a obrigatoriedade do uso de máscaras pelos eleitores e mesários. "Se estiver sem máscara, não pode entrar [no local de votação]", afirmou o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso. O Plano de Segurança Sanitária foi elaborado por especialistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Hospital Israelita Albert Einstein e do Hospital Sírio-Libanês. Os cerca de 95 mil locais de votação serão adaptados para manter distancimento mínimo de 1 metro entre os eleitores, terão álcool em gel disponíveis antes e depois da votação. O horário foi ampliado em uma hora para evitar aglomerações. Segundo o TSE, empresas doaram 9,7 milhões de máscaras descartáveis, 1 milhão de litros de álcool em gel para eleitores e 2,1 milhões de frascos individuais para os mesários. A Justiça Eleitoral também excluiu a identificação biométrica e alterou o protocolo de entrega dos documentos, que agora devem ser apenas exibidos aos mesários. Leia abaixo perguntas e respostas sobre o esquema da Justiça Eleitoral para a eleição durante a pandemia. * Como os locais de votação serão adaptados para receber os eleitores? Todos os espaços, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), terão álcool em gel disponível para higienização das mãos antes e depois da votação. Para evitar proximidade entre as pessoas, fitas adesivas no chão marcarão o distanciamento mínimo de 1 metro tanto entre os eleitores na fila para votação quanto entre eleitores e mesários. O uso de máscara será obrigatório. Injerir alimentos, beber ou qualquer outra atividade que exija a retirada da máscara estão proibidas nos locais de votação. Quais são as principais medidas adotadas pelo TSE para evitar aglomeração nos espaços? O horário de votação foi ampliado em uma hora, e acontecerá das 7h às 17h. Além disso, o eleitor poderá justificar ausência no aplicativo e-Título, disponível para celulares e tablets com sistemas operacionais iOS ou Android, sem sair de casa. A medida foi tomada para reduzir o fluxo de pessoas nos locais de votação. O Código Eleitoral prevê multa de três a dez por cento sobre o salário mínimo da região para os que deixarem de votar e não se justificarem. Haverá alguma medida especial para quem é considerado grupo de risco para o coronavírus? O TSE orienta que o horário das 7h às 10h seja preferencial para pessoas acima de 60 anos, um dos grupos considerados de risco para o coronavírus. Eleitores que não fazem parte do grupo de risco poderão votar neste horário, mas a ideia da recomendação é que idosos sejam majoritariamente atendidos neste período do dia. Algum protocolo que exige contato com superfícies será abandonado? O TSE excluiu a identificação biométrica no dia da votação —segundo dados apresentados em entrevista coletiva nesta terça pelo presidente do TSE, o ministro Luís Roberto Barroso, uma média de 400 pessoas colocariam as mãos em um mesmo aparelho. A consultoria sanitária recomendou essa mudança para, além de diminuir o risco de contágio em superfíceis, evitar a formação de filas e aglomerações, já que o protocolo é um dos mais demorados nas etapas de votação. Sem a biometria, a confirmação da identidade do eleitor será feita mediante assinatura do caderno de votação. A Justiça Eleitoral recomenda que cada um tenha sua própria caneta. Caso o eleitor não leve, haverá uma para uso coletivo. Os mesários serão orientados a higienizar essas canetas com álcool 70% antes e depois do uso. O recebimento do comprovante de votação passará a ser facultativo e entregue só mediante solicitação do eleitor. Além disso, em vez de entregar o documento de identificação ao mesário e retirá-lo após a votação, o eleitor deve apenas exibir o documento oficial ou o e-Título pelo aplicativo mantendo a distância de 1 metro. O protocolo sanitário também prevê a higienização constante de outras superfícies do espaço, como as mesas e cadeiras usadas pelos mesários. Como o transporte das urnas será feito? A recomendação da consultoria sanitária aos Tribunais Regionais Eleitorais, responsáveis pelo transporte, é de que os funcionários envolvidos usem máscaras, mantenham distância de 1 metro e higienizem as mãos com álcool em gel ao chegar e sair do local de votação com os aparelhos. Urnas serão higienizados durante a votação? Não. Segundo o TSE, as urnas não podem ser higienizadas por eleitores ou mesários já que um protocolo inadequado pode prejudicar o equipamento. Para evitar o contágio nessa superfície, os eleitores serão orientados a usar álcool em gel antes e depois de utilizar a urna. O uso de luvas não é recomendado. Há algum remanejamento de locais de votação previstos para que os eleitores votem em locais mais próximos de suas residências? Não, mas eleitores idosos, com deficiência ou com mobilidade reduzida podem solicitar transferência para seção especial. Quais são os principais itens de segurança para proteger os mesários? Eles receberão máscaras para trocar a cada quatro horas, um face shield (protetor facial), álcool em gel individual e álcool 70% para limpeza de superfícies. A Justiça Eleitoral não garantirá transporte individual para os mesários, e orienta que eles evitem veículos cheios e mantenham a distância mínima de 1 metro de outras pessoas se possível. Quem tiver febre, ainda sem receber diagnóstico de Covid-19, deve deixar de ir à votação? Sim. Todos os eleitores e mesários que tiverem febre nos 14 dias anteriores não devem comparecer e poderão justificar a ausência. Os mesários também devem avisar sua zona eleitoral. Colaborou Matheus Teixeira, de Brasília

VEJA.COM/SÃO PAULO
Data Veiculação: 08/09/2020 às 21h48

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou nesta terça-feira, 8, o Plano de Segurança Sanitária para as eleições municipais de 2020. Em função da pandemia da Covid-19, o tribunal estabeleceu um protocolo com medidas preventivas para eleitores e mesários que vão trabalhar no pleito, que será realizado em novembro. Os eleitores só poderão para entrar nos locais de votação se estiverem usando máscaras faciais e deverão higienizar as mãos com álcool em gel antes e depois de votar. A distância de um metro entre as demais pessoas também deverá ser mantida. O TSE recomenda ainda que o eleitor leve sua própria caneta para assinar o caderno de votação. Os cerca de 2 milhões de mesários deverão trocar as máscaras de proteção a cada quatro horas, manter distância mínima de um metro entre os eleitores e os demais mesários, limpar as superfícies com álcool 70% e higienizar as mãos com álcool em gel constantemente. Eleitores e mesários que estiverem com sintomas da Covid-19 não devem comparecer ao local de votação. Posteriormente, a ausência poderá ser justificada na Justiça Eleitoral. Cartazes ilustrativos com o passo a passo da votação serão divulgados nas seções eleitorais para orientar os eleitores. Os equipamentos de proteção que serão usados nas eleições foram doados por 30 empresas privadas. No total, foram arrecadadas 9 milhões de máscaras descartáveis, 100 mil litros de álcool em gel para os mesários, 2,1 milhões de marcadores de distanciamento no chão, 1,8 milhões de viseiras plásticas e 1 milhão de litros de álcool em gel para os eleitores. Durante a apresentação do protocolo, o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, disse que não há segurança sanitária absoluta para evitar contaminações nos locais de votação, mas os riscos foram diminuídos com as medidas adotadas pelo TSE. “Nós estamos tomando todas as precauções possíveis e razoáveis na convicção de que minimizaremos o risco de contaminação de quem quer que seja. Segurança absoluta só se não tiver eleição e ninguém sair na rua”, afirmou. As regras foram elaboradas em parceria com especialistas dos hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês, além de técnicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Devido à pandemia da Covid-19, o Congresso promulgou emenda constitucional que adiou o primeiro turno das eleições deste ano de 4 de outubro para 15 de novembro. O segundo turno, que seria em 25 de outubro, foi marcado para 29 de novembro. Os eleitores vão às urnas para elegerem prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Com Agência Brasil

JORNAL NACIONAL/TV GLOBO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 08/09/2020 às 21h28

Plano com os cuidados para a eleição deste ano por causa do coronavírus que um passo a passo detalhado pra gente ficar bem longe do vírus sem se distanciar do compromisso com a democracia orientações que começam antes de o eleitor sair de casa já estar de máscara sem a proteção não será permitido o acesso aos locais de votações o eleitor deve levar a própria caneta para evitar aglomerações o horário de votação foi ampliado será das sete horas da manhã às cinco da tarde os eleitores com mais de sessenta anos devem votar preferencialmente de sete às dez horas da manhã e terão também uma fila exclusiva no local da votação deve se manter a distância mínima de um metro entre as pessoas o eleitor não deve levar crianças e acompanhantes antes de entrar e sair da sessão tem que usar álcool em gel durante todo o tempo em que estiveram na sessão não levar as mãos ao rosto praticamente não haverá contato entre mesários e eleitores este ano não vai ter biometria lá dentro o eleitor terá que mostrar um documento oficial com foto esticando os braços em direção ao mesário a um metro de distância o mesário poderá pedir pra abaixar rapidamente a máscara pra identificação o eleitor deve assinar o caderno de votação com a própria caneta ou esterilizada fornecida pelos mesários os mesários a cada vez que retornarem à seção eleitoral depois de ir ao banheiro por exemplo devem higienizar a mesa e a cadeira com álcool setenta por cento eles deverão trocar a mascarar a cada quatro horas e mais uma recomendação importante eleitores e mesários que estiverem com febre no dia da eleição ou aqueles que têm sido diagnosticados corta o vídeo nos catorze dias anteriores não devem nem sair de casa todas estas orientações foram elaboradas por médicos dos hospitais sírio libanês e albert einstein além de técnicos da fio cruz sob encomenda para o tribunal superior eleitoral tudo pra evitar riscos de contágio e garantir uma votação saudável e tranquila o tse quer que eleitores e mesários se sintam seguros nós estamos tomando todas as precauções possíveis e razoáveis na convicção de que minimizaremos o risco de contaminação é de quem quer que seja tanto a classe política quanto o eleitorado devem estar mobilizados por todo o interesse de participar mais do que eu tenho muita confiança de que as pessoas com as cautelas devidos com a proteção adequada compareçam para exercer não esse dever cívico mas o direito de participar das escolhas dos seus governantes e contribuem para fazer um país melhor e maior a informação de que o laboratório astrazeneca e a universidade de oxford interromper.

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 08/09/2020 às 20h46

Os impactos da pandemia do novo coronavírus na vida e na saúde dos idosos é o temo do Ao Vivo em Casa, série de lives da Folha, nesta quarta-feira (9). A partir das 17h, o jornalista Emilio Sant'Anna entrevista Flávia Garcez, geriatra do Hospital Sírio-Libanês e pesquisadora do envelhecimento no Hospital das Clínicas (HC), em São Paulo. Dos efeitos do isolamento na saúde mental aos efeitos no organismo, Flávia explicará os efeitos da pandemia nos idosos. Enquanto o mundo espera pela chegada de uma vacina eficaz contra o vírus, a atenção com a população mais velha deve ser redobrada. Nesta terça-feira (8), o estudo da vacina da Universidade Oxford contra a Covid-19, no qual o Brasil participa através de parceria com a Fiocruz, foi pausado, segundo informações que a Stat, veículo especializado em saúde e tecnologia, recebeu da própria AstraZeneca. A informação foi posteriormente confirmada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Segundo o comunicado da farmacêutica, os testes da imunização foram paralisados para verificação de dados sobre segurança da vacina. "Esse é um processo de rotina que precisa acontecer conforme sejam detectados potenciais problemas em um dos braços de teste", afirma a AstraZeneca. A Anvisa afirma que a decisão de pausar os estudos veio do laboratório, que. em seguida, comunicou os países participantes. A agência aguarda mais informações para se pronunciar oficialmente. A farmacêutica diz ainda que, em estudos com participação de muitas pessoas, como é o caso da fase três da vacina em questão, problemas de saúde ocorrerão aleatoriamente, mas tais casos precisam ser analisados por uma equipe independente. O Brasil registrou 516 mortes pela Covid-19 e 17.526 casos da doença, nesta terça (8). Com isso, o país chega a 127.517 mil óbitos pelo novo coronavírus e 4.165.124 infecções desde o início da pandemia. Além dos dados diários do consórcio, a Folha também mostra a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete. De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 691, o que mantém uma posição de estabilidade nos dados, embora com números elevados. Os dados são fruto de colaboração inédita entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais. O balanço é fechado diariamente às 20h. A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 08/09/2020 às 18h53

O plano sanitário para o dia das eleições apresentado na tarde desta terça-feira, 8, pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, prevê que o eleitor deve obrigatoriamente usar máscara sobre o nariz e a boca para ter acesso ao seu local de votação. Elaborado com auxílio dos médicos David Uip, do hospital Sírio-Libanês, Luís Fernando Aranha Camargo, do hospital Albert Einstein, e Marília Santini, da Fundação Fiocruz, o plano prevê ainda procedimentos a serem adotados por mesários. As eleições de 2020 contarão com mais de 2 milhões de mesários e apoiadores – considerando quatro mesários por seção eleitoral – e 148 milhões de eleitores. De acordo com o TSE, cada seção tem 435 eleitores em média, que representa um pequeno aumento em relação ao pleito anterior, em razão de o Tribunal não ter conseguido concluir a licitação de novas urnas eletrônicas. Barroso afirmou que o TSE está contando com um alto volume de mesários voluntários e que os mesários que forem eventualmente convocados e pertencentes a grupos de risco terão a opção de não participar. “Estamos contanto com uma ampla adesão dos mesários que não pertencem a grupos de risco”, disse Barroso. De acordo com o presidente do TSE, graças à campanha realizada com o médico Drauzio Varella, os Estados do Rio de Janeiro, Paraná, Pernambuco e Tocantins já registraram mais que o dobro de voluntários de 2016. São Paulo também registrou aumento. Além da exclusão da biometria – que prolongaria o tempo de votação em 70%, em média, e aumenta risco de contaminação por covid-19 – e da prorrogação da duração das eleições – que começará uma hora mais cedo, passando a ser das 7h às 17h –, o TSE divulgou uma série de procedimentos. Os materiais necessários para garantir o cumprimento de medidas sanitárias foram doados por 30 empresas e entidades e receberão isenção do ICMS que incidiria sobre essas doações. Segundo Barroso, a desobrigação do imposto foi facilitada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, pelo advogado-geral da União (AGU), José Levi Mello do Amaral Júnior, e pelo secretário de Estado da Fazenda, Bruno Negris. Serão usados nos dois turnos: 9.726.113 milhões de máscaras descartáveis (fornecidas aos mesários, para serem trocadas a cada 4 horas), mais de 2 milhões de frascos de 100 ml de álcool gel para os mesários, 533.170 marcadores para o chão, 1.887.836 viseiras plásticas (para os mesários) e mais de 1 milhão de litros de álcool gel para os eleitores. Doaram materiais ao TSE: Fiesp, Senai, Mercado Livre, Ambev, Cosan, Unica, Todos pela Saúde (Itaú), Klabin, Caoa, Quero Quero, Amil, Magalu, Gerdau, iFood, GM, Movida, Abralog, Aberc, Abrainc, ABBC, ABERT - Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, Abear, Abesata, Aneaa, ABNT, iDV, Matins e Falconi. Os procedimentos prevêem o isolamento de infectados, o distanciamento de pelo menos um metro entre todos, a higienização das mãos e das superfícies, o uso de proteção sobre a boca e o nariz, além de fila preferencial durante as primeiras três horas de votação, das 7h às 10h, para quem tem mais de 60 anos. Os mesários devem trocar suas máscaras de proteção a cada quatro horas, usar viseiras plásticas, receber álcool gel de uso individual e usar álcool 70% para desinfetar superfícies. Eles também deverão manter ao menos 1 metro de distância entre eles, os eleitores e os demais mesários. Já os eleitores deverão comparecer de máscaras – sem as quais eles não terão acesso ao local de votação –, receberão embalagens de álcool gel para higienizar as mãos antes e depois de usar a urna eletrônica. Eles também devem procurar tentar levar duas próprias canetas, para não precisar usar a caneta que estará disponível na seção eleitoral e que será higienizada a cada uso. Os eleitores e mesários que estiverem com febre no dia da votação ou que tiverem recebido diagnóstico positivo para covid19 a menos de 14 dias antes do pleito devem informar a situação ao chegar no local de votação. O TSE afirmou que não haverá medição de temperatura nos locais de votação devido ao risco de aglomeração e ao baixo custo-benefício, já que a febre é apenas um de vários sintomas possíveis da doença. O Tribunal também optou pela higienização constante no lugar do uso de luvas. A urna, no entanto, não será higienizada após cada uso, mas todos os eleitores serão obrigados a higienizar as mãos com álcool gel antes e depois de votar. O fluxo de votação aboliu o contato físico entre eleitor e mesário. Quem comparecer para votar, ao entrar em sua seção, deverá se dirigir até a mesa e exibir seu documento de modo a manter distância de um metro entre ele e o mesário. Em seguida, o eleitor deverá higienizar as mãos, assinar a ata de votação (preferencialmente com a sua própria caneta), votar e higienizar as mãos novamente. O eleitor só deverá solicitar a comprovação de votação se precisar dela. Cartazes com o passo a passo dos procedimentos serão colocados em todos os locais de votação. Como medidas de justificativa, o TSE vai disponibilizar aos que estejam fora de seu domicílio eleitoral a possibilidade de justificar a ausência por meio de um aplicativo de celular que vai usar georreferenciamento. Quem não tiver celular, poderá justificar em local de votação. Será possível também justificar depois da eleição.

MSN BRASIL
Data Veiculação: 08/09/2020 às 17h51

Desde junho, está disponível um teste para diagnosticar a presença do coronavírus (Sars-CoV-2) no corpo através da coleta de saliva humana. Mais barato e com eficácia similar ao do famoso exame de RT-PCR (aquele feito com o cotonete na garganta e no nariz), o novo método pode se tornar uma opção viável para o diagnóstico em massa de casos de Covid-19, inclusive os assintomáticos. Por enquanto, só o laboratório Mendelics está comercializando o exame no Brasil. Mas outras instituições, como a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de Goiás (UFG), já trabalham em suas próprias versões. Assim como no RT-PCR, a técnica, chamada de RT-LAMP, verifica se o próprio vírus está circulando pelo organismo. Isso é diferente dos testes sorológicos, que medem a quantidade de anticorpos produzidos contra o Sars-CoV-2 e que são indicados para verificar quantas pessoas já entraram em contato com o vírus em algum momento (não para o diagnóstico precoce da doença). Continua após a publicidade O RT-LAMP analisa o material genético do vírus nas células humanas, porém de uma maneira mais simples e rápida do que o RT-PCR. O resultado final pode chegar ao indivíduo em três horas. “Além disso, as enzimas utilizadas como reagentes não precisam ser aquecidas em alta temperatura. E, durante a própria reação, já se sabe se o resultado é negativo ou positivo, sem necessidade de análises posteriores, como ocorre no PCR”, explica o virologista Fernando Spilki, presidente da Sociedade Brasileira de Virologia. Trocando em miúdos, o método simplifica etapas e possibilita uma coleta menos desconfortável, sem perder confiabilidade, segundo os estudos disponíveis. Contudo, os exames de RT-LAMP não vieram para substituir os de RT-PCR, como você verá mais adiante. A técnica RT-LAMP, aplicada na Covid-19 Não vamos fingir que é fácil explicar. O teste induz a transcriptase reversa — processo em que o RNA do vírus é convertido em DNA nas células humanas. Então, faz milhões de cópias dessas fitas de DNA para flagrar a presença do material genético do intruso. “Ao fazer a replicação, o código genético do coronavírus, que pode ser difícil de detectar, fica mais exposto”, revela David Schlesinger, médico e CEO da Mendelics. Continua após a publicidade no PCR, isso também acontece, mas antes é preciso “abrir” as fitas de DNA e fazer a investigação de uma maneira linear. Tecnicalidades a parte, esse procedimento não existe apenas para a Covid-19. Ele é bem estabelecido para testagens populacionais e já foi usado contra dengue, zika e HIV. Justamente porque, com os processos simplificados, o custo tende a cair. A USP calcula uma redução de 30% em relação ao valor do RT-PCR, e a Mendelics o oferece com valores a partir de R$95 para empresas. Há ainda vantagens práticas, como a possibilidade de fazer autocoleta e obter amostras melhores. A saliva, afinal, é mais abundante do que a secreção nasal, e parece ter papel chave na disseminação da Covid-19. “O RT-LAMP mede a presença do vírus na saliva, uma secreção que demonstra, nos estudos, ser a mais relevante para a transmissão da doença”, afirma Schlesinger. Continua após a publicidade um exame complementar, não substitutivo em pesquisas realizadas com apoio do Hospital Sírio-Libanês (SP), a Mendelics atingiu uma especificidade de quase 100%. “Na prática, isto significa que não tivemos nenhum falso positivo”, destaca Schlesinger. Ou seja, quando o exame diz que o coronavírus invadiu o corpo, é quase certo que isso ocorreu mesmo. Já a sensibilidade, que é a porcentagem do total de positivos flagrados pelo RT-LAMP, ficou em 80%. Portanto, 20% das pessoas realmente infectadas com o Sars-CoV-2 passariam batidas pelo RT-LAMP, segundo o estudo. A sensibilidade do RT-PCR fica na casa dos 86% — um tantinho mais precisa, portanto, Apesar dos exames serem usados par fins semelhantes, a expectativa é o que RT-LAMP não substitua o teste com o swab nasal. Ele atuaria de forma complementar, principalmente na população que deve fazer testes em massa e de maneira recorrente (como em empresas ou hospitais). Ele pega mesmo os indivíduos assintomáticos que transmitem o vírus. “Uma limitação do exame é não conseguir calcular exatamente a carga viral do indivíduo, mas ele pode ajudar muito para processos de rastreamento”, diz Spilki. “Qualquer método que facilite a testagem e o rastreamento de contatos, que não é feito adequadamente agora, é bem-vinda”, completa. Continua após a publicidade outro problema envolve os insumos necessários para fazer o RT-LAMP. No caso do RT-PCR, houve uma escassez que dificultou o acesso ao exame. Apesar dos reagentes do teste da saliva não estarem em falta no mercado, eles são importados e respondem por boa parte do custo. Mas isso pode mudar em breve. Recentemente, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista, anunciou uma parceria com a Mendelics para produzir as enzimas necessárias e aperfeiçoar o teste em seu Centro de Química Medicinal.

VEJA SAÚDE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 08/09/2020 às 16h57

Desde junho, está disponível um teste para diagnosticar a presença do coronavírus (Sars-CoV-2) no corpo através da coleta de saliva humana. Mais barato e com eficácia similar ao do famoso exame de RT-PCR (aquele feito com o cotonete na garganta e no nariz), o novo método pode se tornar uma opção viável para o diagnóstico em massa de casos de Covid-19, inclusive os assintomáticos. Por enquanto, só o laboratório Mendelics está comercializando o exame no Brasil. Mas outras instituições, como a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de Goiás (UFG), já trabalham em suas próprias versões. Assim como no RT-PCR, a técnica, chamada de RT-LAMP, verifica se o próprio vírus está circulando pelo organismo. Isso é diferente dos testes sorológicos, que medem a quantidade de anticorpos produzidos contra o Sars-CoV-2 e que são indicados para verificar quantas pessoas já entraram em contato com o vírus em algum momento (não para o diagnóstico precoce da doença). O RT-LAMP analisa o material genético do vírus nas células humanas, porém de uma maneira mais simples e rápida do que o RT-PCR. O resultado final pode chegar ao indivíduo em três horas. Continua após a publicidade “Além disso, as enzimas utilizadas como reagentes não precisam ser aquecidas em alta temperatura. E, durante a própria reação, já se sabe se o resultado é negativo ou positivo, sem necessidade de análises posteriores, como ocorre no PCR”, explica o virologista Fernando Spilki, presidente da Sociedade Brasileira de Virologia. Trocando em miúdos, o método simplifica etapas e possibilita uma coleta menos desconfortável, sem perder confiabilidade, segundo os estudos disponíveis. Contudo, os exames de RT-LAMP não vieram para substituir os de RT-PCR, como você verá mais adiante. 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Então, faz milhões de cópias dessas fitas de DNA para flagrar a presença do material genético do intruso. “Ao fazer a replicação, o código genético do coronavírus, que pode ser difícil de detectar, fica mais exposto”, revela David Schlesinger, médico e CEO da Mendelics. No PCR, isso também acontece, mas antes é preciso “abrir” as fitas de DNA e fazer a investigação de uma maneira linear. Continua após a publicidade Tecnicalidades a parte, esse procedimento não existe apenas para a Covid-19. Ele é bem estabelecido para testagens populacionais e já foi usado contra dengue, zika e HIV. Justamente porque, com os processos simplificados, o custo tende a cair. A USP calcula uma redução de 30% em relação ao valor do RT-PCR, e a Mendelics o oferece com valores a partir de R$95 para empresas. Há ainda vantagens práticas, como a possibilidade de fazer autocoleta e obter amostras melhores. A saliva, afinal, é mais abundante do que a secreção nasal, e parece ter papel chave na disseminação da Covid-19. “O RT-LAMP mede a presença do vírus na saliva, uma secreção que demonstra, nos estudos, ser a mais relevante para a transmissão da doença”, afirma Schlesinger. Um exame complementar, não substitutivo em pesquisas realizadas com apoio do Hospital Sírio-Libanês (SP), a Mendelics atingiu uma especificidade de quase 100%. “Na prática, isto significa que não tivemos nenhum falso positivo”, destaca Schlesinger. Ou seja, quando o exame diz que o coronavírus invadiu o corpo, é quase certo que isso ocorreu mesmo. Continua após a publicidade já a sensibilidade, que é a porcentagem do total de positivos flagrados pelo RT-LAMP, ficou em 80%. Portanto, 20% das pessoas realmente infectadas com o Sars-CoV-2 passariam batidas pelo RT-LAMP, segundo o estudo. A sensibilidade do RT-PCR fica na casa dos 86% — um tantinho mais precisa, portanto, Apesar dos exames serem usados par fins semelhantes, a expectativa é o que RT-LAMP não substitua o teste com o swab nasal. Ele atuaria de forma complementar, principalmente na população que deve fazer testes em massa e de maneira recorrente (como em empresas ou hospitais). Ele pega mesmo os indivíduos assintomáticos que transmitem o vírus. “Uma limitação do exame é não conseguir calcular exatamente a carga viral do indivíduo, mas ele pode ajudar muito para processos de rastreamento”, diz Spilki. “Qualquer método que facilite a testagem e o rastreamento de contatos, que não é feito adequadamente agora, é bem-vinda”, completa. Outro problema envolve os insumos necessários para fazer o RT-LAMP. No caso do RT-PCR, houve uma escassez que dificultou o acesso ao exame. Apesar dos reagentes do teste da saliva não estarem em falta no mercado, eles são importados e respondem por boa parte do custo. Continua após a publicidade, mas isso pode mudar em breve. Recentemente, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista, anunciou uma parceria com a Mendelics para produzir as enzimas necessárias e aperfeiçoar o teste em seu Centro de Química Medicinal. RelacionadasMais Lidas MedicinaEstudo mostra que a azitromicina não é eficaz em casos graves da Covid-195 set 2020 - 12h09 MedicinaO risco de pegar coronavírus em diferentes ambientes e situações3 set 2020 - 18h09 MedicinaCoronavírus: o que o caso confirmado de reinfecção significa na prática?28 ago 2020 - 19h08 MedicinaPor que o coronavírus pode fazer o cabelo cair?28 ago 2020 - 12h08 MedicinaMedicina1Ivermectina: o que sabemos sobre seu uso contra o coronavírus MedicinaMedicina2Remédios para o colesterol podem ajudar no tratamento da Covid-19 MedicinaMedicina3A transmissão do coronavírus por pessoas assintomáticas e pré-sintomáticas.

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 08/09/2020 às 09h00

O presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, encontrou-se nesta segunda-feira (7) com os presidentes da Fiocruz, Nísia Trindade, do Hospital Albert Einstein, Sidney Klajner, e o diretor-geral do Hospital Sírio Libanês, Paulo Chapchap. Definidos como "dream team" da medicina brasileira por Barroso, eles entregaram ao ministro o Plano de Segurança Sanitária para as Eleições Municipais de 2020, elaborado por especialistas das três instituições, e que será divulgado nesta terça-feira (8). A ideia do plano é a de estabelecer protocolos a serem seguidos por eleitores, mesários e servidores da Justiça Eleitoral para evitar a disseminação da pandemia da Covid-19 nas eleições, marcadas para novembro.

PESQUISA FAPESP ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 08/09/2020 às 07h47

Sem terapia antiviral eficaz, manejo da Covid-19 consiste, por ora, em reduzir a inflamação e combater a formação de coágulos O mundo testemunhou neste ano uma corrida sem precedentes em busca de um tratamento eficaz contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Com o avanço da pandemia, pesquisadores, empresas farmacêuticas e autoridades de saúde multiplicaram os esforços para testar a capacidade de vários compostos – alguns novos e muitos já em uso contra outras enfermidades – de deter o vírus ou reduzir os danos diretos e indiretos que causa ao organismo. Em questão de meses, milhares de pesquisas avaliando a ação de medicamentos em seres humanos, os chamados ensaios clínicos, foram planejadas e centenas colocadas em prática. Até o momento, no entanto, o sucesso foi modesto: apenas um antiviral, o remdesivir, mostrou potencial de reduzir o tempo de internação e um anti-inflamatório, a dexametasona, diminuiu de modo importante a mortalidade de pessoas internadas necessitando de suporte respiratório. Nove meses após o início da pandemia, não se tem uma medicação específica contra a Covid-19, ainda que uma associação de fármacos para controlar a inflamação e reduzir a formação de coágulos, com uso de heparina, mostre-se promissora. Nunca foi fácil combater com medicamentos as infecções virais, em especial as agudas. Não existem, por exemplo, antivirais de eficácia comprovada contra os agentes causadores da dengue, da febre amarela ou da gripe, embora algumas drogas controlem bem as infecções virais crônicas, como a Aids e certas formas de hepatite. Outra possível explicação para a atual ausência de resultados que permitam distinguir com mais segurança o que funciona daquilo que é ineficiente contra a Covid-19 é uma relativa falta de coordenação e planejamento adequados dos ensaios clínicos, que, em muitos casos, não usam a metodologia apropriada. Em um estudo de revisão publicado em julho na revista Microorganisms, Atin Sethi e Horacio Bach, pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, identificaram a adoção de grupos de controle inadequados em parte dos 26 ensaios clínicos avaliando a ação de 12 compostos para tratar pacientes com Covid-19. Alguns pesquisadores afirmam também haver um excesso de estudos com uma quantidade de participantes inferior à necessária para prover evidências científicas robustas. “Testes clínicos feitos com uma centena de participantes atendidos em um único hospital têm capacidade reduzida de fornecer resposta para uma pergunta científica”, explica o médico intensivista Luciano Cesar Pontes de Azevedo, superintendente do Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa, centro de aprimoramento profissional do hospital de mesmo nome, em São Paulo, e integrante da Coalização Covid-19 Brasil, que conduz nove estudos de medicamentos contra a Covid-19 no país. Em 21 de agosto, a maior base de registro de ensaios clínicos do mundo, a plataforma clinicaltrials.gov, mantida pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos, listava 3.086 estudos em diferentes estágios de execução avaliando tratamentos para a Covid-19. Só 272 deles (9%) seguiam o padrão mais rigoroso de investigação clínica, destinado a reduzir interferências nos resultados. São os ensaios clínicos duplo-cego, randomizados e controlados com placebo, nos quais os participantes são aleatoriamente alocados no grupo do medicamento ou do placebo (substância inócua) e, até a conclusão da pesquisa, nem médicos nem voluntários sabem quem recebeu o quê. Pesquisadores da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, analisaram 1.551 ensaios clínicos contra a Covid-19 cadastrados no site clinicaltrials.gov e concluíram que apenas 29% poderiam providenciar o nível mais alto de evidência clínica proporcionado por estudos individuais. “A grande proporção de estudos com um esperado baixo nível de evidência é preocupante”, escreveram os autores do artigo, publicado em julho na revista Jama Internal Medicine. Para eles, a disseminação desses resultados “pode influenciar ações governamentais e a prática clínica de maneira prejudicial”. Em meio ao joio, porém, emergem testes rigorosos e bem organizados, com resultados que começam a orientar a ação dos médicos e estabelecer um tratamento possível. Um dos primeiros ensaios clínicos a trazer dados promissores para o tratamento da doença foi o Adaptive Covid-19 Treatment Trial (ACTT), coordenado pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (Niaid) dos Estados Unidos. Participaram do estudo 1.059 pessoas, aleatoriamente separadas em dois grupos: 538 voluntários receberam o antiviral remdesivir e os outros 521 tomaram placebo, ambos os grupos tiveram acesso aos cuidados-padrão oferecidos durante a internação. Originalmente desenvolvido pelo laboratório farmacêutico norte-americano Gilead Sciences para combater o vírus ebola, o novo composto já havia demonstrado potencial in vitro de diminuir a replicação do coronavírus Sars-CoV-2. Os resultados do teste, publicados em maio no New England Journal of Medicine, indicam que o composto reduziu em cerca de 30% o tempo de internação: metade dos indivíduos tratados com remdesivir deixou o hospital em até 11 dias. Esse tempo foi de 15 dias no grupo que recebeu placebo. Também se notou uma tendência de queda nos óbitos: morreram 8% dos doentes que tomaram o antiviral e quase 12% do outro grupo. As análises estatísticas, no entanto, não permitiram concluir se essa diferença ocorreu ao acaso ou por influência do tratamento. Dias após o anúncio dos resultados, e antes da publicação do artigo, a Food and Drug Administration (FDA), agência norte-americana de controle de alimentos e medicamentos, autorizou o uso emergencial da medicação em pacientes internados com Covid-19. Hoje, as diretrizes de tratamento da doença redigidas pelos NIH, o maior centro de pesquisas médicas do mundo, recomendam o uso do remdesivir prioritariamente em pacientes internados menos graves. Especialistas suspeitam que o medicamento possa produzir um efeito mais benéfico na fase mais inicial da infecção, quando a reprodução do vírus é mais intensa. Por ora, o remdesivir não está disponível no Brasil – sua produção é muito limitada e seu uso foi aprovado apenas na União Europeia (provisoriamente) e em cinco países, mas não nos Estados Unidos. A dexametasona foi o único que reduziu a mortalidade de pessoas internadas que precisavam de suporte respiratório foi um velho conhecido dos médicos, no entanto, que gerou os benefícios mais consistentes observados até agora no tratamento da Covid-19. É a dexametasona, uma versão sintética do hormônio cortisol, produzido por glândulas situadas sobre os rins e com potente ação anti-inflamatória e imunossupressora. Barata, amplamente disponível e com segurança comprovada por seis décadas de uso, a dexametasona reduziu a mortalidade de pacientes internados tanto em unidade de tratamento intensivo como em leitos comuns e com necessidade de algum tipo de suporte respiratório. O efeito do medicamento foi avaliado em um terço dos 6,5 mil pacientes de um dos quatro braços do ensaio clínico “Randomized evaluation of Covid-19 therapy” (Recovery), que inclui um total de 11,5 mil pessoas atendidas em 175 hospitais do Reino Unido. Dados publicados em julho no New England Journal of Medicine mostram que a administração de doses baixas (6 miligramas por dia) diminuiu em 20% a taxa de óbito de pessoas que recebiam oxigênio por cateter ou máscara e em 30% a dos pacientes intubados. Os médicos supõem que a dexametasona ajude a controlar a resposta exagerada do sistema de defesa à presença do vírus (ver reportagem). “O benefício de sobrevida é claro e grande nos pacientes doentes o suficiente para necessitar de oxigênio, portanto, a dexametasona deve se tornar tratamento-padrão para eles”, afirmou Peter Horby, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, um dos coordenadores do estudo, em um comunicado à imprensa. O uso desse glicocorticoide não é recomendado nos casos mais leves nem como medida de prevenção à infecção. Dois outros braços do Recovery, cada um deles com quase 5 mil participantes, mostraram que dois tratamentos não contribuíram para reduzir o número de mortes: a associação dos antivirais lopinavir e ritonavir, usados contra o HIV, e a hidroxicloroquina – a medicação não mostrou benefícios em casos leves, moderados e graves da doença. Um ensaio clínico conduzido pela Coalizão Covid-19 Brasil com 667 pacientes com quadro leve e moderado de Covid-19, tratados em 55 hospitais brasileiros, constatou ainda que a hidroxicloroquina, usada sozinha ou em associação com o antibiótico azitromicina, não promoveu melhora clínica. O estudo, apresentado no New England Journal of Medicine, não avaliou pacientes graves. Apesar dessas evidências, no Brasil, o Ministério da Saúde mantém uma orientação, publicada em maio, indicando o tratamento com cloroquina e azitromicina ou hidroxicloroquina mais antibiótico para casos leves, moderados e graves da doença. Diante dos achados dos grandes ensaios clínicos, as diretrizes de tratamento dos NIH e da Organização Mundial da Saúde (OMS) incorporaram a recomendação de uso da dexametasona. Também passaram a indicar doses profiláticas do anticoagulante heparina. Uma proporção importante das pessoas infectadas pelo vírus apresenta coagulação excessiva. Possivelmente induzida pelos danos causados pelo Sars-CoV-2 ao revestimento interno dos vasos sanguíneos e pela resposta imunológica exacerbada, essa alteração reduz a oxigenação dos tecidos e pode levar à formação de bloqueios (trombos) em artérias e veias importantes e até mesmo à morte. Essas diretrizes norteiam a ação dos médicos, que, no entanto, têm autonomia para segui-las ou ignorá-las. No Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), que integra o maior complexo hospitalar do país, o protocolo para o tratamento de pessoas internadas com Covid-19 recomenda ainda o uso de antibióticos tão logo surjam nos exames de imagem sinais de pneumonia causada por bactérias, infecção secundária que costuma surgir dos danos provocados pelo vírus. “Biopsias feitas na universidade mostraram que as pessoas que morriam quase sempre tinham infecção bacteriana”, conta o pneumologista Carlos Roberto de Carvalho, da USP, que integra o Centro de Contingências do Coronavírus no Estado de São Paulo. No início da pandemia no país, uma equipe da universidade desenvolveu um protocolo de tratamento que foi aprovado pela Secretaria de Estado da Saúde e recomendado para os quase 300 leitos de UTI do HC e do Instituto do Coração e outros 500 leitos de hospitais do interior e do litoral monitorados pela universidade. Segundo Carvalho, esse padrão de tratamento permitiu alcançar uma taxa de mortalidade de 45% entre os pacientes que precisam de ventilação mecânica, inferior à média nacional, que é de 70% nos hospitais públicos e de 62% nos privados, segundo dados do Registro Nacional de Terapia Intensiva. “Não é baixa, mas é aceitável pela gravidade dos doentes”, diz o pneumologista. As diretrizes de tratamento indicadas pelo Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, são mais agressivas no que diz respeito ao uso de anticoagulantes. Assim que a concentração de oxigênio no sangue cai abaixo de certo valor (94% para pessoas sem doenças respiratórias prévias) ou o exame de sangue revela sinais de hipercoagulação, os médicos iniciam uma dose terapêutica de heparina (injetada no sangue), correspondente ao dobro da profilática, aplicada sob a pele. A equipe da pneumologista Elnara Negri foi uma das primeiras a adotar doses mais elevadas de heparina para combater a coagulação excessiva que ocorre na Covid-19 (ver Pesquisa FAPESP nº 291). Negri e Azevedo afirmam que, possivelmente por causa das boas práticas médicas e do tratamento anticoagulação mais intenso, a mortalidade dos pacientes em ventilação mecânica no hospital é de 11%. “Estamos aprendendo a identificar mais cedo os pacientes que vão desenvolver trombose”, afirma Negri, que também é pesquisadora da USP. “Ainda não sabemos qual o melhor momento para iniciar a dose terapêutica de anticoagulante.” A fim de encontrar a resposta, o grupo, em parceria com pesquisadores do Canadá e dos Países Baixos, iniciou um ensaio clínico que deve acompanhar 200 pacientes nos próximos meses. Enquanto prosseguem os testes com outros antivirais, anti-inflamatórios, drogas que regulam a resposta imunológica e anticorpos contra o vírus, alguns pesquisadores não nutrem esperança de que seja possível chegar a um único composto capaz de tratar de modo eficiente a Covid-19. “Há uma chance de conseguirmos, mas não creio que vá se concretizar”, diz a pneumologista Margareth Dalcolmo, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. “Acho que o tratamento exigirá uma associação de medicamentos.” Algo que os médicos já aprenderam nesses meses é a importância do que chamam de boas práticas de terapia intensiva: manter a oxigenação adequada do paciente, utilizar anticoagulantes, corticoides anti-inflamatórios e sessões de fisioterapia. “Isso ficou demonstrado na Alemanha, que tinha grande disponibilidade de leitos e profissionais qualificados e apresentou uma das menores taxas de mortalidade entre todos os países”, lembra Dalcolmo.

EM PONTO/GLOBONEWS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 08/09/2020 às 06h48

A partir de hoje as escolas poderão reabrir atividades presenciais não curriculares a no Estado de São Paulo para falar sobre esse retorno nas escolas particulares, a gente conversa agora com o presidente do sindicato dos estabelecimentos de ensino no estado que alguém já me liberou e quem conduz a entrevista nas querido José Roberto Burnier, então bom dia para os dois num dia Benjamin, bom dia bom, né. Bom dia julho, no Bom dia, Bom dia a todos. O encontro, Bom dia Rio de Janeiro, muito brigada por estar aqui conosco logo cedinho bomba já me hoje, claro, hoje é o dia de para as escolas aqui no Estado de São Paulo. Na rede pública apenas vinte por cento dos municípios que estão hoje condições há mais de vinte e oito dias após a maneira como prevê o plano de São Paulo para reabrir as escolas deste de decidiram pela volta da das atividades presenciais. Na rede privada, infelizmente, nós dependemos também dos prefeitos. A gente sabe da necessidade de SÁ volta às aulas, principalmente aumente para as crianças menores que estão precisando desse acolhimento e infelizmente tem um jogo de informações tão grande que vem de um lado muito deste as famílias totalmente desorientada às muitas estão com muito medo ainda vai fazer o que que as crianças voltem às aulas. Mas eu acredito que o remédio que estão oferecendo preços das crianças hoje, ele é muito pior do que a doença mas sabemos a pandemia uma coisa séria é uma doença muito grave, nossos temos plena consciência de tudo isso, mas nós temos hoje muitos problemas, mas com a com essa questão as famílias vão voltando a trabalhar no terreno onde deixar a criança. Vou lutar por poles será um os tomadores de conta de crianças e colar com várias crianças em uma casa de família qualquer sem a mínima condição sanitária sem a mínima condição pedagógica e se é uma dificuldade muito grande, então o sindicato das escolas de Samba de São Paulo tem lutado muito e tem tentado esclarecer, inclusive a população da necessidade dessas em muitas crianças e realmente preciso e muitas famílias. A escola particular hoje atende famílias das classes C p i são pessoas que moram em casas pequenas em apartamentos que vão de quarenta e sessenta metros quadrados. Se imagina já estão há quase cento e oitenta dias em casa, então estão sofrendo violência familiar e estão sofrendo e todos os tipos A e de crise e psicológica, então é necessário, principalmente crianças de zero até oito anos de idade que é que tem muita dificuldade mais dificuldade de interagir com as aulas, não é. Agora já me quais são os protocolos de segurança que as escolas particulares no Estado de São Paulo implementar que é que a gente pode passar e para país. Jogos. Nós temos escolas que fizeram protocolos com o hospital Albert que antes e os com sírio-libanês é como se a o protocolo Bruce St foi feito pela clínica Santa Isabel, uma das maiores clínicas infantis de São Paulo e apoiada pela Associação Paulista de Medicina hoje, inclusive eu participo de um de uma Lady com a própria a sucessão paulista de Medicina, as escolas investiram equipamentos investiram em consultoria treinarão seus funcionários mudaram legal de da escola nós não concordamos também com a volta e e total dos alunos deve ser deve voltar parceladamente realmente agora é preciso descontar a criança tá carente, descontado entender um pouquinho de educação sabe o que está acontecendo e nós temos visto aí ontem mesma precisa Cruzeiro do Todos pela Educação, ela é muito de lá dizendo que nós vamos pagar ainda muito caro por ter aberto de bares. Restaurante praias disse que esses clubes boates e não diabéticos escolas. Então acho que é o Brasil é o único país no mundo e que demorou tanto tempo para reabrir as escolas e o pior não é isso que aqui estão usando isso politicamente e usando um pouco a as pesquisas. A opinião pública realmente está e desorientada ela não ela não sabe em quem acreditar, são vários tipos de disto um dos vários tipos de e de e de colocações que acabam colocando, então, é um problema sério e eu acho que nós vamos é perder um dia é de porteira fechada, essas crianças, tanto tempo fora da escola. Veja menus de ser a rápida a mente por favor como fazer com que crianças e adolescentes nas escolas privadas cumprem com os protocolos já que não é tão fácil assim. Não é tão fácil quanto mais você veja bem, já temos um legado, por exemplo, com o trânsito nas começando trabalha com o trânsito nas escolas hoje, o maior de fiscal de trânsito que nós temos são as crianças que cobrem suas famílias. Vamos respeitar as leis de trânsito qualquer mudança de paradigma qualquer coisa que você tenha que mudar, tem que ser através da escola e melhor é estar na escola do que ele está em qualquer outro lugar, seis viram a CCP Cyrela semana às praias com luzes estavam eles, então não tem sentido isso aí não tem sentido e você é a previsão das crianças de todo o editor de isso acontecer. Mas já me muito obrigado pela sua participação. Boa sorte, tomara que dê tudo certo e a volta às aulas onde for possível voltar a muito obrigado e uma boa semana para você. Eu que agradeço a oportunidade, um abraço a todos e todos os seus assinantes. Jolie agora terça-feira para você se agora possam começar. É só ir para mim é a gente se encontrar amanhã, então um mês para você.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 08/09/2020 às 03h00

São Paulo autoriza a reabertura de escolas públicas para reforço e o Amazonas completa um mês de aulas presenciais. O Brasil tem 127.001 mortes e 4.147.598 de infectados pelo novo coronavírus. Um feriadão sem controle pelo país. O Assunto: Índia, do maior lockdown à explosão da Covid19. A segurança durante as eleições deste ano. A acareação entre Flávio Bolsonaro e o empresário Paulo Marinho na investigação do suposto vazamento da operação Furna da Onça. E os novos saques do FGTS. Volta às aulas? O governo de São Paulo autoriza a partir de hoje que escolas públicas e privadas do estado reabram para reforço escolar, tutoria e atividades esportivas em regiões que estejam na fase amarela do plano de flexibilização econômica há, pelo menos, 28 dias. Já a retomada das aulas presenciais está prevista para o dia 7 de outubro em todo o estado. Dos 645 municípios, 128 devem aderir a reabertura. Capital e 39 cidades da região metropolitana resolveram adiar volta das atividades nas escolas. Já no Amazonas está completando um mês de aulas presenciais. O estado foi o primeiro do país a retomar as aulas na rede pública. Durante o processo, porém, houve protestos. Veja como foi a adesão dos estudantes e novos hábitos. O avanço da pandemia no país O Brasil chegou a 127.001 mortes e 4.147.598 casos confirmados de coronavírus. A média móvel de mortes registrou queda de 17%. Feriadão O fim de semana prolongado foi de praias, parques e bares lotados pelo Brasil. Mesmo com restrições e limitações impostas por prefeituras e governos estaduais para conter a disseminação do novo coronavírus, os brasileiros se aglomeraram em espaços de lazer e em festas particulares. Veja FOTOS e VÍDEOS. O Assunto Episódio fala sobre a Índia, que enfrentou um gigantesco lockdown e agora vê uma explosão da Covid19. O país passou o Brasil no número de casos, são mais de 4,2 milhões, e é o terceiro em número de óbitos. Eleições em meio à pandemia Presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, apresenta o Plano de Segurança Sanitária para as Eleições Municipais de 2020, elaborado pela consultoria formada por especialistas da Fiocruz e dos hospitais Sírio Libanês e Albert Einstein. O plano inclui o protocolo a ser adotado pelas seções eleitorais e as recomendações para garantir segurança para os eleitores, mesários e demais colaboradores da Justiça Eleitoral. Acareação O MPF negou o pedido do senador Flávio Bolsonaro para mudar a data da acareação, marcada para o dia 21 deste mês, entre ele e o empresário Paulo Marinho na investigação do suposto vazamento da operação Furna da Onça. A operação da PF investigou esquemas de corrupção na Assembleia Legislativa do Rio ligados ao ex-governador Sérgio Cabral. Flávio, na época deputado estadual, não era investigado, mas um relatório produzido no âmbito da operação apontou movimentação financeira suspeita do ex-assessor dele na Alerj, Fabrício Queiroz. Paulo Marinho diz ter ouvido do próprio Flávio que um delegado da PF vazou informações da operação. Flávio Bolsonaro nega. Saques do FGTS A Caixa Econômica Federal libera o crédito dos novos saques do FGTS para os trabalhadores nascidos em outubro. Os pagamentos serão feitos em poupança social digital e, em um primeiro momento, os recursos estarão disponíveis apenas para pagamentos e compras por meio de cartão de débito virtual. Cada trabalhador poderá sacar até R$ 1.045 de contas ativas (do emprego atual) ou inativas (de empregos anteriores). Queimadas Uma área equivalente a 10% de todo o Pantanal mato-grossense já foi destruída pelas queimadas deste ano. E os incêndios continuam fora de controle. Vestibular A Unicamp encerra nesta terça-feira as inscrições para o vestibular 2021, que terá provas em janeiro e fevereiro por causa da pandemia do novo coronavírus.