Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

RÁDIO JOVEM PAN 620 AM/SÃO PAULO | Jornal da Manhã
Data Veiculação: 08/08/2020 às 08h13

Enquanto as escolas públicas ficam aguardando autorização do governo paulista, os colégios particulares querem iniciar o quanto antes a retomada das aulas e para explicar por que a rede privada se sente segura para reiniciar as aulas presenciais gentilmente nos atende o presidente do sindicato dos estabelecimentos de ensino do Estado de São Paulo Benjamin Ribeiro da Silva Benjamin nós sabemos que há uma grande diferença de fato entre a escola pública e a estrutura da escola privada e como é que vocês analisam e esse retorno será facultativo aos pais que as crianças possam ir ou não, como ficará essa questão bom dia, senhor. É bom dia, vocês são os jovens seja jovem traz é na verdade é a seguinte, escola particular já vem se preparando algum tempo para crescer e tornar as ela contratou e as consultorias três investir em equipamentos e dizer a ele e o pai de aluno procurar uma escola particular, um procura as suas qualidades e procura também segurança. E a escola se preocupam muito com isso hoje nós temos escolas que têm convênio com o hospital Albert reais e outras como sírio-libanês e com a Brand se clínicas pediátrica do Estado de São Paulo apoiados pela Associação Paulista de Medicina, quer dizer, nós temos um portal com ela para voltar com segurança, nós Carmen Silva tem cem por cento e de segurança cem por cento seguro. Lógico que não é se fosse não seria uma pandemia não usarem passando pelo uma nação passa. Mas é necessário seguir a volta e urgentemente as crianças menores, principalmente a crença de zero até oito anos, ela está sofrendo muito em casa já tem muitas crianças com problemas psicológicos e problemas e filho e metais e até físicos, né, em função de que a presidente Dilma pagamento a grande maioria das famílias de São Paulo mora em apartamento escola particular, os viciados São Paulo atende dois milhões e quatrocentos mil alunos, sendo que um milhão e meio desses alunos são das classes CD e que moram em apartamentos pequenos casa, quem deu essa necessidade é e ele é premente. Por outro lado, nós temos também respeitamos aquela família que estar receosa de mandar o filho para a escola em por que é realmente a gente sabe que a pandemia aí é um problema que nos anos que enfrentar então a gente respeita essa opinião da família e também a ideia é que continuo com essas aulas. Mesmo voltando de aulas híbridas, né, quando um carro e é de oito em oito e nove anos que estava no terceiro quarto ano do ensino fundamental um a testes até essa idade, ele não consegue e é de muitos sucesso na educação a distância, mas a partir dos nove anos e isso muito bem isso é um grande legado que essa coisa de três, você quer educação precisa ser cada dia mais de tecnologia e essa tecnologia vem e vem para ficar então nós e estamos preparando se ser e estou no Cadê e oito de setembro, nós estamos fazendo realmente o reforço, principalmente com essas crianças que mais estão precisando de zero até oito nove anos que são as que não consegue interagir e um para facilidade com que estando em cima de suas então achamos que os outros com a esperasse um pouquinho mais, mas essas crianças estão precisando muito da escola particular para a pronta para entender. Agora Benjamin, o senhor falou em relação às famílias que têm um certo receio, uma preocupação, né. E as crianças voltarem às aulas e uma dessas preocupações é em relação ao transporte, né, com que essas crianças chegam às escolas muitas usam as vans escolares, ou seja, compartilham transporte com outras crianças, alguma medida algum cuidado vai ser tomada em relação a isso. Não tendo visões escolas estão preparadas para comprar máquinas diz infecção, né para fazer antes de começar a pegar os alunos depois o aluno entrar no colégio de fazer a medição da temperatura na entrada do aluno conta que comprou e que eles dispensa ser e de e álcool, gel e monitorados pelos pés para a criança não tem que estar colocando há muitos anos no mesmo lugar e no meio Leandro da escola, quer dizer, porque dentro do prazo, porque o transporte escolar vai ter que ser uma quantidade menor de crianças não poder trabalhar com um ônibus cheio é muito grande, você tem hoje as crianças andando transporte coletivo em Monte de gente apertado do jeito que sabe como funciona o transporte coletivo na cidade de São Paulo e do que ela estava com um pé na no transporte escolar, cuidados cento para um por um motoqueiro motorista é capacitado para isso tem uma lei vigente hoje exige uma categoria especial para esse motorista e também cento por um monitor que é sempre monitorada junto, eu acho que as escolas têm condição se irritar e tomando toda segurança possível. Eu sempre digo, não é cem por cento seguro. Não adianta a gente ele é e achar que vai não vai acontecer nada, o que pode acontecer nada, nós não temos grandes experiências, contar isso ainda, sabemos por exemplo, que na Europa no estado e no principalmente na Europa. A volta às aulas não aumentou. No entanto, a GM a gente sabe, diz principalmente pelas crianças menores, então a gente acha que hoje realmente as crianças estão precisando da escola. Tem muito problema é que é muito séria todas vê se tem uma demanda grande para algum serviço algum produto e que por conta de um decreto de uma lei e ele é proibido começam a aparecer as operações ilegais, isso já tá com C na cidade de São Paulo, hoje nós já temos um monte de tomadores de conta de criança que são pessoas sem nenhuma capacidade técnica, que colocam crianças em casas de família e filhos de ilegais e sem nenhuma coisa é é qualidade sanitária, então é necessário sim, essa volta e a gente mas que não é que as autoridades têm que pensar e de se ele pensa politicamente a situação por quê. O professor da rede privada estava pronto para voltar a gente sabe que tem uma resistência muito grande por terceiros da rede pública, nós não temos culpa aos pais das crianças não têm culpa. Quando eles procuram escola particular e por que já teve alguma coisa melhor os seus filhos, então, eu acho que o os governantes têm que pensar um pouquinho e realmente é pensar a criança e se pensar na situação geral da criança, não, pois simplesmente tentar politizar a questão que está acontecendo aí dar da quando ele. Jamie você citou esse caso da Europa, nessa avaliação que o lar, como nos Estados Unidos ao início do ano letivo Neves estão iniciando aqui no Brasil, nós estamos completando o ano de dois mil e vinte ainda na Europa. Então uma boa impressão nos Estados Unidos, a situação diferente, então pensei muito maior em relação às contaminações. E a seleção dos Estados Unidos e Brasil é que se você pegar a Europa, quase inteira, ela vai ter a quantidade de habitantes que tem nos três meses que tem no Brasil também proporcionou mente. O Estado de São Paulo é o estado que menos teve problema com a pandemia onde estava de vinte e três e vinte e se fala na questão do aumento de mortes durante o período nos últimos cinco anos, São Paulo entre o trinta e cinco por cento do tempo das pessoas que o parecer, então quer dizer, não foi tão grande a UE Papuda poderia eu acho que foi feito um bom trabalho foi feito em uma Bowl prevenção, as pessoas são mais esclarecidas isso acaba melhorando a condição sanitária da e líder da situação todo agora lá na Europa realmente começar o houve impacto nenhum. Na época, poderia isso acontecer na Espanha está acontecendo na França e em vários países no Japão, com as empresas nem para. As aulas não tiver nenhuma interrupção Benjamin agora perderam agora em relação ao corpo docente a gente sabe que os professores fazem parte do grupo de risco. Vocês vão contratar professores temporários para essa volta e o que que vocês vão fazer em relação a isso. Não ter dúvida ninguém vai colocar nenhum professor nem o é na verdade, o que a escola vai ter que fazer nesse momento, nós estamos ainda mais de cento e vinte dias e nós vamos ter que fazer o acolhimento, tanto com alunos e professores com uma faca com a minha família sabe o que é uma situação que ninguém passou nessa nossa geração, polícia em último grande evento mundial. O acidente foi a segunda Guerra Mundial, eu tenho quase setenta anos não tinha nascido nessa época ainda né, então e não vamos ter que fazer o recolhimento antes a os professores, estamos tendo treinamentos, né, foram contratar consultorias para dizer como agir como como trabalha terão todo o e T i é necessário para poder traço e iniciando as aulas e aquele professor tiver como Liberdade que tiver realmente é uma causa justa, ele será afastado, não tenho dúvida nenhuma, o maior patrimônio da escola, o professor sem professores, escola, veja bem só para ficar claro, então nós tivemos outro anos do Governo do estado. O adiamento para outubro da rede estadual, como é que fica a rede particular, ela legalmente, ela pode voltar antes então. Pelo que nós entendemos sim, para fazer esse esse reforço e esse acolhimento por isso, nós estamos aconselhando que no primeiro momento as escolas para as crianças de zero até oito nove anos de idade que são as que têm com maiores problemas é que tem mais problemas, interagir com ensino a distância e que realmente tem, mas precisamos, nós temos várias crianças dessas, então sofrer de ansiedade de angústia e que se imagina a grande maioria dessas pessoas mora em apartamento em São Paulo a pagar mais pequenos se imagina estava mais de cento e vinte dias presidência para cá, né, como instâncias eles não temos relatos de crianças que tão importante, mas os que estão muito ansiosa, outras que estão até com um. E com problemas psíquicos mesmo entre os que estão morrendo de medo e não quer sair na rua na quarta na rua de forma. Em uma quer dizer, nós temos que é pensar desses alunos pensaram essas pessoas acho que é essa nossa grande missão no momento. Obrigado, nós agradecemos ao Benjamin Ribeiro da Silva, que é o presidente do sindicato dos estabelecimentos é vítima do Estado de São Paulo, obrigado Benjamin, bom dia, senhor. Bom dia, vocês muito bom dia aos ouvintes da Jovem Pan muito obrigado e obrigado pela oportunidade e agora são oito horas e vinte e três

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 08/08/2020 às 08h00

Se historicamente a música desempenha papel terapêutico, com o isolamento social decorrente da pandemia do novo coronavírus, essa característica passou a ser utilizada também para diminuir a tensão entre trabalhadores da saúde e pessoas em quarentena. Nesse contexto, os musicoterapeutas, profissionais graduados ou especializados em desenvolver tratamentos por meio da música, estão conduzindo ações para promover saúde e amenizar os efeitos da pandemia. Musicoterapia: o que é e como funciona? A musicoterapia é um campo de conhecimento científico que não só estuda os impactos da música e da utilização de experiências musicais, como as aplica para prevenção, tratamento e reabilitação da saúde. Para isso, se vale de técnicas e sistemáticas específicas para auxiliar em tratamentos oncológicos, pediátricos, neurológicos, entre outros. “É importante observar que a musicoterapia se pauta sempre em um profissional qualificado, em músicas e sons (ferramentas que possibilitam a profissão) e, por fim, em pessoas ou grupos que necessitam de algum tipo de ajuda”, ressalta Verônica Rosário, doutora em neurociências e professora do bacharelado em música com habilitação em musicoterapia da Universidade Federal de Mina Gerais (UFMG). Como a musicoterapia contribui para melhorar a saúde na pandemia? Com a pandemia de covid-19, ganhou força o Música Para Quem Cuida, iniciativa da Escola de Música UFMG que leva apoio a pessoas que estão na linha de frente do combate à covid-19. Coordenado pela professora e doutora em música Marina Freire, o projeto permite que qualquer pessoa dedique canções a profissionais da saúde. Depois de aprovadas pela equipe envolvida, as dedicatórias são interpretadas por musicoterapeutas e estudantes da área e postadas nas redes sociais. De abril até hoje, 110 vídeos foram publicados pelo projeto. Um deles, no Dia das Mães, direcionado à psicóloga hospitalar Luciana Purysco, que foi surpreendida pela homenagem da filha Luanna, de 13 anos. “Foi uma emoção fora do comum e continua sendo, já que sempre revejo a homenagem em meio à pandemia”, revela Luciana ao falar da música, de Adriana Calcanhotto, interpretada por duas graduandas de musicoterapia. Já a terapeuta ocupacional Nathalia Gravito dedicou a canção, de Frejat, à equipe assistencial e demais profissionais do Hospital Risoleta Tolentino Neves, de Belo Horizonte. “Percebi minha equipe de trabalho bem abalada e com medo do que viria pela frente. Como sempre fui muito movida pela música, achei que seria uma linda forma de acalmar nossos corações”, conta. Para Marina Freire, como gestos de afeto ficaram limitados durante a pandemia, “a música surge como abraço e respiro” em meio a estresses, tensões e ansiedades do dia a dia. “O neurotransmissor mais ativado na audição musical é a dopamina, mas também ocorre produção de endorfina e outros hormônios”, destaca. Além disso, a música também tem função de desviar a atenção da dor, já que ambas atuam no sistema nervoso autônomo, explica a musicoterapeuta do Centro Biomédico da Música Nathalya Avelino. Desenvolvido pela doutora em medicina Cybelle Loureiro, a UFMG também conduz um projeto de musicoterapia em parceria com o Centro de Investigação em Esclerose Múltipla de Minas Gerais (Ciem). Com o isolamento social acarretado pela pandemia, a iniciativa teve que ser reinventada para atender às determinações do governo e, ainda assim, promover ações de musicoterapia à distância, o que também resultou em um novo nome: “Musicoterapia no Ciem no tempo do coronavírus”. Para Juliana Carvalho, coordenadora do serviço de Musicoterapia do Hospital Sírio-Libanês e mestre na área, a pandemia fez com que os musicoterapeutas se organizassem para atuar de forma remota e também motivou uma série de trocas entre profissionais — seja para refletir sobre como promover saúde ou para discutir de que forma mitigar os efeitos dos acontecimentos recentes na saúde mental. Desde o começo da pandemia, a musicoterapeuta e uma equipe multidisciplinar do hospital passaram a produzir, mesmo à distância, materiais direcionados a profissionais do Sírio-Libanês que estão atuando na linha de frente da pandemia. A intenção é que os vídeos, áudios e outros tipos de materiais sejam recorridos em pausas e intervalos, para aliviar a tensão do dia a dia. Em junho, a União Brasileira das Associações de Musicoterapia (UBAM), em parceria com a comissão do Sistema Único de Saúde (SUS), elaborou um documento para nortear a atuação do musicoterapeuta em situação de emergência, pandemias, desastres e catástrofes. Por que o papel terapêutico da música não faz dela musicoterapia? De acordo com levantamento da plataforma Deezer, entre 11 mil entrevistados ao redor do mundo, 30% ouvem música para combater a solidão na pandemia. Além disso, as lives são um sucesso de audiência e o Spotify teve aumento de assinantes além do esperado. Em meio a isso, é comum a confusão entre o efeito terapêutico das músicas e a musicoterapia, mas eles não são a mesma coisa. A musicoterapia é uma área de conhecimento que forma profissionais para, com base justamente no caráter terapêutico dos sons, alcançar objetivos. “Enquanto a música é do mundo, e cada pessoa pode experimentá-la de forma individual, a musicoterapia é uma área separada”, explica Juliana Carvalho, que, enquanto musicoterapeuta, vê nas canções uma vasto campo de experimentação e descoberta. “Eu, por exemplo, enquanto ouvinte, sou grande admiradora da Mônica Salmaso”, conta. Já Verônica Rosário ressalta o forte caráter memorial da música e, mais do que isso, o potencial que ela tem de unir pessoas, mesmo distantes. “As músicas, além de sensações individuais, promovem forte conexão entre os seres humanos. Com elas, as pessoas podem compartilhar experiências, falar sobre , por exemplo, e aliviar o peso da pandemia”, diz. Não à toa, a música é adotada em ambientes médicos até de forma mais ampla. Em junho, funcionários do Hospital de Campanha de Santarém (HCS), no Pará, promoveram intervenções musicais com o objetivo de amenizar a tensão e o estresse de pacientes de covid-19 e profissionais da linha de frente. Já o Hospital Israelita Albert Einstein firmou uma parceria com o Spotify em 2017 para, a partir de então, oferecer playlists em diferentes contextos de tratamento.

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 08/08/2020 às 05h00

Escolas particulares investiram para se adequar aos protocolos de saúde e afirmam que estão prontas para receber os alunos em 8 de setembro. Apesar da liberação do Estado para as instituições que estão em regiões de fase amarela, elas precisam da autorização dos municípios para poder retomar as atividades. A capital, que já está na etapa menos restritiva da quarentena desde 26 de junho, ainda não definiu se permitirá a abertura das escolas municipais e particulares. Faculdades também dependem da mesma liberação. “As escolas privadas vão usar as atividades, vão acolher seus alunos, acredito que a maioria vá voltar em setembro”, diz o presidente da Associação Brasileira de Escolas Particulares (Abepar), Arthur Fonseca Filho. Apesar de alguma resistência, as instituições têm feito pesquisas com famílias e a maioria tem respondido que mandará o filho assim que a abertura for permitida. No Colégio Dante Alighieri, 60% disseram na semana passada serem a favor da volta. “Somos uma escola de adolescentes e que estimula sempre a autonomia. Desde o início do distanciamento, fizemos duas pesquisas com os alunos e eles querem voltar”, diz o diretor do Colégio Bandeirantes, Mauro Aguiar. As escolas de elite fizeram convênios caros com hospitais como o Albert Einstein e o Sírio-Libanês – R$ 80 mil e R$ 250 mil, respectivamente, até o fim do ano – para ajudar em seus protocolos de saúde e investiram na mudança de estrutura. “A ideia do plano é interessante para ir voltando aos poucos, o retorno gradual traz boas contribuições”, diz a diretora pedagógica da Escola Viva, Camilla Schiavo. Segundo ela, a intenção é, nos primeiros dias, explicar às crianças os novos espaços, a sinalização, o uso de máscaras. Ontem, quando o plano foi divulgado, escolas ficaram em dúvida sobre se precisariam da liberação da Prefeitura. Há quem acredite que ela só autorizaria escolas de educação infantil, por ser sua responsabilidade no sistema de ensino. Segundo a professora da Faculdade de Direito do Largo São Francisco Nina Ranieri, essa é uma questão de saúde e não de educacional. Ou seja, por mais que o Estado seja responsável pelo ensino fundamental e médio, compete ao município legislar sobre assuntos de interesse local. “Se o município comprova que naquela localidade o número de infecções está alto, seria omissão não tomar essa providência.” Há ainda decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de abril, de que os Estados decidem sobre o funcionamento das atividades econômicas durante a pandemia, mas o município pode ser mais restritivo, como aconteceu com bares e restaurantes na capital. Na coletiva de ontem, o secretário municipal de Educação, Bruno Caetano, disse que a Prefeitura vai decidir “nas próximas semanas” a liberação ou não das escolas. Pais. Os pais estão divididos. O comerciante Jorge Gabriel Navarro, de 45 anos, pai de um menino de 5 anos, concorda com a volta às aulas. Como a mulher voltou a trabalhar presencialmente, ele reorganizou a sua rotina e tem trabalhado à noite para poder cuidar da criança. “Está complicado. Ainda consigo ficar em casa, mas quem não consegue está deixando as crianças com os avós, que são grupo de risco. Acho que as escolas deveriam voltar, fazendo a redução de riscos.” A advogada Monyse Tesser, de 33 anos, já decidiu que, se for possível, o filho de 3 anos e 7 meses não volta à escola neste ano. Ele está matriculado em uma creche da rede municipal, mas tem ficado com a avó materna. No mês passado, Monyse viu os efeitos do coronavírus. “Minha mãe, meu pai, eu e meu marido tivemos o vírus. Meu pai ficou pior. Ele tem 83 anos e teve sequelas nos pulmões, mas já está melhor. Não quero que meu filho volte para a escola, porque ele não está imune e também pode trazer o vírus para casa. Não sabemos se podemos pegar novamente.” /COLABOROU JOÃO PRATA