Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

CORREIO WEB/CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA
Data Veiculação: 08/04/2021 às 21h01

Em entrevista ao CB.Saúde desta quinta-feira (8/4), o geriatra Thiago Póvoa destacou que as internações e os casos graves percebidos em pessoas mais velhas diminuíram com a imunização. Cuidados devem ser mantidos mesmo após aplicação das duas doses Durante a entrevista, Thiago Póvoa lembrou que as vacinas são apenas parte da proteção contra o vírus - (crédito: Marcelo Ferreira/C.B/D.A Press) Nesta quinta-feira (8/4), em entrevista ao CB.Saúde, parceria do Correio com a TV Brasília, o médico Thiago Póvoa, presidente da Sociedade de Geriatria do Distrito Federal, destacou que a mortalidade por covid-19 de idosos com 75 anos ou mais foi reduzida pela metade com a campanha de vacinação do grupo. "A imunização desse público vem produzindo efeitos observados na nossa prática diária nos consultórios e nas UTIs. Temos visto queda expressiva na taxa de idosos internados e, portanto, de óbitos dessa faixa etária. O sucesso, a segurança e a eficácia da vacina vêm sendo observados", relatou o médico. "A queda na presença de idosos na UTI nos alegra, mas, infelizmente, essas vagas têm sido ocupadas por mais jovens", lamentou. Póvoa ressaltou a necessidade de entender o objetivo principal da imunização contra a covid-19. "A vacina busca tornar a doença mais branda. A eficácia para evitar completamente o contágio não é total, infelizmente, mas a maioria das vacinas tornam as patologias mais atenuadas, sem impedir a infecção." O geriatria citou como exemplo o imunizante contra a gripe. "É uma vacina que não tem intuito de evitar completamente que a pessoa tenha gripe, mas evita o risco de as pessoas vulneráveis, como os idosos, morram pela doença", explicou. Usando como exemplo a morte do cantor Agnaldo Timóteo, em que se desconfia que a contaminação pela covid-19 tenha ocorrido entre as doses da vacina, Póvoa destacou a importância de manter os cuidados e as medidas de segurança, mesmo depois da imunização completa contra a doença. "Os casos mostram que vacina pode não ter proteção completa, mas é a melhor ferramenta que temos, em termos de saúde pública, contra a doença e a redução dos casos é real. Os benefícios estão provados", completou. Assista à entrevista completa abaixo: Hospital Sírio-Libanês

VEJA BLOGS
Data Veiculação: 08/04/2021 às 17h36

A elite brasileira se assustou com as listas de espera por um leito nos principais hospitais privados de São Paulo. De uma hora para outra, descobriram que mesmo com dinheiro, mesmo que conhecessem o dono do hospital, não conseguiriam ser atendidos nos dois hospitais privados de maior referência do país: o Albert Einstein e o Sírio Libanês. Nem de Covid-19, nem de qualquer outra enfermidade mais grave. Esta situação é o que caracteriza o colapso do sistema de saúde, segundo os especialistas. Alguns advogados, empresários e investidores relataram à coluna Radar Econômico que essas listas foram chamadas de “listas de transplantes” da Covid19, em uma alusão às listas públicas de transplantes em que os pacientes que recebem os órgãos são escolhidos pela gravidade da doença e a chance de sobrevivência, não importando outros fatores como dinheiro. O número de casos de Covid atendidos pelos dois hospitais tem caído nas últimas semanas. O Sírio Libanês está com 83% de ocupação, mas ainda opera com restrições de transferências de pacientes de hospitais de outras cidades.

EM PONTO/GLOBONEWS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 08/04/2021 às 08h21

Vamos seguir aqui nesse assunto, condutor Carlos Jardim trabalha na linha de frente do combate à convite aqui em São Paulo, os hospitais sírio-libanês e HC Hospital das Clínicas, Otávio aqui com a gente participa também da conversa. Tudo bem. O ator Carlos, bom dia, obrigado pela sua presença aqui no ponto. Queria perguntar para o senhor o senhor tem visto aí no trabalho de campo hoje, em relação que a gente tinha no que ficou convencional mente chamado de primeira onda da cor verde, na qual a diferença na situação das UTI das pessoas internadas hoje. Um dia em julho, um dia bom dia. Bom dia a todos. E é bom, a gente tem visto que falam que é um aumento, né. Desde final do ano passado, um aumento muito grande no número de casos. Então está bem evidente, não é bem documentada e ele diz também que esse aumento do número de casos de não sabemos se só pelo grande número de pessoas infectadas ao mesmo tempo, o se existe também um papel das lentes a pacientes evoluindo e mão também é uma aquela parede, passam os cuidados dos pacientes internados, principalmente aqueles e terapia intensiva e tem chamado a atenção da gente e esse número é muito grande e de pacientes e acabou morrendo. Tem um e a gente acompanha, né, todos os e aí pelos mineiros. É a primeira onda e como eu disse isso pode ser feito o e o em que usuários e a turista e por isso com eles uma coisa importante, eu acho que é bastante noite é que você chama a atenção em todos os crimes e não é só o fato de a Vivo tem nenhuma vez e deles também pessoal que trabalha é um time bastante sobrecarregados, né, eu não sermos equipe de enfermagem de fisioterapia, obviamente, os médicos é que tem trabalhado, Tim ON it was também bom, de alguma maneira da gente sobre carregados e o está bem mais evidente, agora do que naquela a chamada primeira onda do ano passado. Doutor e o Otávio Guedes, bom dia, o rejuvenescimento digamos assim de pessoas que evoluir para casos graves e não tem não pode haver também com a vacinação seja menos idoso, porque eles estão sendo vacinados ou não, a essa relação. E essa é uma hipótese bastante plausível, à medida que você começa a vacinar as pessoas mais idosas e não sabemos que a China tem um papel importante em deduzir e é o aquecimento incômodo e cinco e o mais grave que nem aquele que levam à internação sem dúvida nenhuma você aumenta o número de pessoas que estão doentes ao mesmo tempo tem do vacinado já os mais idosos, isso de Falco pode fazer com que tenha e um diz o aumento dos casos mais graves que as faixas etárias ainda e que não foram consideradas estão receoso em pontos sem dúvida é uma eu acho que hoje a gente vinte e uma dificuldade nessa busca de informação com qualidade e a gente precisa de falta de método científico para responder a essas perguntas. Não é só me permitam pergunta muito boa e essa é uma hipótese bastante onze. Doutor Carlos, o senhor acabou tendo com vídeo na trabalhando na linha de frente cabos contaminando tinha tomado a vacina também que você contasse um pouco como é que foi essa experiência quanto tempo depois da vacina e quais os sintomas que o senhor teve. E eu eu comecei a ter sintomas em pouco mais de um mês depois da 2ª dose da vacina não é que eu recebi como profissional de saúde do Hospital das Clínicas. E eu comecei basicamente com o sintoma mais longo de Gary de cair porque a gente perceber que era uma coisa um pouco diferente e acabei de crescer com ele, com que o diagnóstico de couve de e, infelizmente tive a necessidade de buscar o hospital e um não tinha em quadra, o grau de ponto de vista, este não foi o time bastante sintomas gerais e se mudou o íntimo de minha pouco de sintoma desse festim ao e mas felizmente, consegui e passam bem e por esse semanas, mas realmente não percebi que é um quadro que pode definir que pessoalmente. As pessoas mais frágeis, não é o que tem comunidades pessoas mais idosas e um e é o que dá para perceber bem, né, para ter ele como o e sem formação de turma se o um significativo e mas talvez é um time que eu te dou mal o ano assim, né, aí, que tive felizmente, não precisem usar, não é um hospital, não, isso é muito bom, consegui me recuperar e sem precisar dos vales assim que eles me. Pois é, então isso cria fiz essa comparação da 1ª convite que o senhor teve antes da vacina e depois da vacina e como eles tiraram a vida de pessoa que depois de vacinados o que virá depois da vacina. A nós de rádio e dos 3 a mais e não foi ela não é e foi branda, digamos assim, foi um grande MS se a gente usar como parâmetro de gravidade. Necessidade de suporte hospitalar, necessidade de oxigênio, necessidade de medicações em Governo 11 necessidade de vários profissionais que ajudaram a sair, disse Paulo e não precisem felizmente nada disso, né, então isso é uma grande São Paulo é assim. As certo doutor Carlos, muito obrigado, então, por dividir com a gente e sua experiência e nos encontramos numa próxima vez bom dia para o senhor e muito obrigado, bom dia para vocês também.

YAHOO! FINANÇAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 08/04/2021 às 08h50

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Mesmo com queda na internação por Covid-19 nos últimos dias, o Hospital Sírio-Libanês (SP) segue com a ocupação máxima dos leitos de UTI e com uma fila de mais de 130 pacientes em terapias intensivas de outros hospitais aguardando a transferência. Para o cirurgião Paulo Chapchap, 66, diretor-geral do Sírio, independentemente da vacina, o uso de máscara continua sendo o componente mais importante de qualquer medida preventiva e as autoridades brasileiras deveriam torná-la obrigatória, com policiais e guardas nas ruas chamando a atenção de pessoas que ainda não a utilizam. "Não adianta esperar misericórdia do vírus. Não tem. Nós é que temos que ter misericórdia um dos outros e nos comportar adequadamente para não causar dezenas de milhares de mortes agora em abril", afirma ele, que também lidera o grupo Todos pela Saúde. * Pergunta - Hospitais como Sírio e o Einstein registram queda de internação por Covid19. Isso já se reflete na ocupação das UTIs? Paulo Chapchap - Não. Ainda estamos com uma ocupação alta das UTIs, embora tenhamos aumentado muito o número de leitos disponíveis. Temos indicadores antecedentes de que a ocupação dos leitos não críticos vai continuar diminuindo. O número de pacientes com síndromes gripais que testam positivo no pronto-atendimento está caindo continuadamente. A gente chegou a atender 120 pacientes com síndrome gripal e mais de 85% testavam positivos para a Covid. Agora esse número está em 50%. E o sr. atribui isso a quê? Às medidas de restrição ou ao impacto da vacinação nos grupos prioritários? PC - Acho que é um misto das duas coisas. Qualquer evento de risco para a infecção [grandes aglomerações, por exemplo] começa a se manifestar de duas a três semanas depois nas internações. Para que os números caiam, precisamos de medidas de distanciamento e comportamento adequado mais restritivas. Quando vocês [imprensa] colocam que a situação é crítica e ascendente, as pessoas ficam com medo de não encontrar vaga no hospital. Teve uma segunda-feira aqui que a gente não tinha nenhuma vaga para leito Covid e 21 pacientes estavam esperando no pronto-atendimento pela internação. Quando a gente notícia isso, só um insano não se comportaria de forma mais adequada. O reflexo a gente vê de duas a três semanas depois. Vocês trabalham com modelos preditivos. O que podemos esperar para as próximas semanas? PC - Se continuar esse comportamento de diminuição no pronto-atendimento, acho que teremos uma folga. Entretanto, a nossa preocupação é que as pessoas, quando ficam sabendo que diminuiu a pressão, voltam a ter um comportamento inadequado. E eu não sei qual foi o comportamento nessas semanas de feriados prolongados. A transmissão em eventos de grande contágio já está fartamente documentada, mas têm outras situações, como a reunião de duas a três famílias que não moram juntas e que se reúnem para um jantar dentro de casa, num ambiente pouco ventilado. Não é um evento que você contamina 70 ao mesmo tempo, também é um evento de disseminação. Se nesses feriados prolongados as pessoas se reuniram com outras que não moram na mesma casa, devemos ter uma outra inflexão ruim da curva para cima em duas a três semanas. Vamos saber disso a partir do dia 20. Como vocês estão se preparando para essa hipótese? PC - Nós não estamos desmobilizando as equipes em unidades Covid e continuamos contendo algumas das outras unidades do hospital. Fiquei muito mal impressionado com aquela festa em Santa Catarina, como se não houvesse amanhã. Imagino que isso possa ter acontecido em outros locais. Uma coisa que está bem documentada é que ter uma infecção anterior não te protege de outra. Já começam a aparecer evidências de que pode até ser pior. O que vai fazer a diferença é distanciamento com uma vacinação ampla, como a gente vê em outros países. A questão é que está cada vez mais difícil manter as pessoas em isolamento… PC - Precisamos mudar um pouco o nosso discurso. A gente coloca que todo o isolamento é igual, e não é. Ao ar livre, é diferente, a chance de contaminação é muito pequena, a não ser que ocorra grande aglomeração. Se você fica com sua pequena família, você tem liberdade de viajar, de ir à praia. A gente precisa tratar a população com mais maturidade, sem tentar apavorar, fazer um projeto educativo. Máscara é o componente mais importante de qualquer medida. As autoridades brasileiras precisam tornar o uso de máscaras mandatório. Não adianta esperar misericórdia do vírus. Não tem. Nós é que temos que ter misericórdia um dos outros e nos comportar adequadamente para não causar dezenas de milhares de mortes agora em abril. Às vezes, as pessoas falam: 'ah!, mas eu já me comportei um ano!' Como se tivessem feito uma poupança que permitisse uma proteção adicional. Mas basta um ato de mau comportamento para ele se contaminar. Qual a ocupação hoje das UTIs no Sírio? PC - Estamos com ocupação próxima a 100%, em torno de 95% na UTI Covid, mas com lista de espera em outros hospitais. Em Brasília são mais de 70 casos que pediram transferência e que a gente não está conseguindo trazer. Em São Paulo, em torno de 60. São pacientes que estão em terapias intensivas em outros hospitais e pediram transferência para cá. Há um movimento em curso pedindo lockdown nas próximas semanas. Ainda é necessário? PC - Lockdown é uma medida extrema. Quando a prevalência está altíssima, como estava há duas, três semanas, aí você tem que ser mais rigoroso. Em algumas localidades do Brasil, onde os hospitais estão com lotação máxima e há risco de falta de insumos, de as pessoas morrer em casa com falta de ar, como aconteceu em Manaus, aí tem fazer lockdown. Em São Paulo, com o comportamento atual, não tem sentido porque caiu a ocupação, inclusive em algumas UTIs públicas. É só usar as outras medidas restritivas inteligentes, como as blitze em festas clandestinas. A nossa polícia, a nossa guarda civil metropolitana tinha que estar nas ruas dizendo: 'põe a máscara'. Isso é fundamental. É muito mais inteligente do que, numa situação como a atual, fazer lockdown. A questão é que como exigir isso da população em um país em que o próprio presidente insiste em não usar máscara… PC - Bom, se a gente for falar sobre isso eu vou ali tomar um remedinho e depois a gente fala de novo... O problema é que tem uma parte significativa da população, inclusive muito instruída, que copia o presidente para mostrar apoio. A gente subestima a influência que ele tem na população. E ele tem muita. Por quê? PC - Porque isso acontece até com médicos. Quando o paciente vai a diferentes médicos que dão diferentes opiniões, ele adota aquela que é mais confortável. Quando você tem um presidente que uma parcela da população considera um mito, 30% vão copiar o que ele faz. Mas existe o resto da população que não acha ele um mito mas já está cansado do enfrentamento da pandemia e que também não viveu o luto da perda de um ente querido. Aí escolhe a conduta que é mais confortável. E a mais confortável é não fazer isolamento social e não usar máscara. Isso se aplica também à questão do tratamento precoce que o presidente insiste em defender a despeito das evidências? PC - Quem indica esses remédios provoca uma falsa sensação de segurança nas pessoas. Elas podem pensar que estão seguras que não vão pegar. Aí não usam máscara, fazem aglomeração. Na minha opinião, preconizar o tratamento precoce nessa altura da pandemia é criminoso. Essas pessoas tinham que visitar pelo menos um hospital, uma UTI e conversar com as famílias dos pacientes internados. É o mínimo que eu esperaria das nossas lideranças. Pergunta para as famílias o que os pacientes em estava tomando [antes de piorar]. Muitos pacientes que estão internados hoje em UTIs, com pouca chance de sobreviver, estavam usando o tal kit de tratamento precoce. É a mesma recomendação que o sr. daria à diretoria do CFM? PC - Sem dúvida nenhuma. O CFM ainda é pior, a liderança do CFM tem informação médica, científica a ponto de saber ler um trabalho científico. Não existe justificativa para a ignorância. O plenário do STF deve analisar nesta quarta (7) a questão do veto a cultos religiosos. O que sr. pensa sobre isso? PC - Cultos, missas são exatamente os eventos de grande contágio. Ninguém está querendo impedir que as pessoas exerçam a sua religiosidade, mas sim que o façam em ambientes adequados. Com uso de máscara, distanciamento físico, ao ar livre, em grandes praças e parques, eu não vejo problema. Dentro das igrejas, sim, temos um grande problema. * PAULO CHAPCHAP, 66 Médico formado pela Faculdade de Medicina da USP, doutor em clínica cirúrgica. Foi pesquisador e professor visitante em transplante de fígado da Universidade de Pittsburgh e é coordenador do grupo de transplante de fígado do Hospital Sírio-Libanês. Atualmente é diretor-geral da instituição