Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA | GERAL
Data Veiculação: 07/03/2020 às 03h00

O caso mais delicado é de uma mulher de 52 anos. O estado de saúde se agravou, e ela está em coma induzido em UTI do Hran. Moradora de Brasília, ela esteve na Inglaterra e na Suíça. Na volta, teste que fez em laboratório privado deu positivo para coronavírus e aguarda contr aprova oficial para confirmar ou não o contágio. PÁGINAS 5,11E15 ^ Confirmações ü agora são 13 Novos casos são de pessoas que viajaram ao exterior e todos estão em isoLamento, exceto a adoLescente assintomática. Saúde de muther infectada, no DF, piorou e foi coLocada em coma induzido na UTI do Hran CarolinaAntunes/PR No pronunciamento, presidente exortou união e garantiu que governo não poupa esforços contra disseminação » MARIA EDUARDACARDIM O número de casos confirmados do novo coronavírus no Brasil subiu para 13, de acordo com a última atualização da situação nacional, feita pelo Ministério da Saúde, ontem. Destes, 10 casos são de São Paulo, um do Rio de Janeiro, um do Espírito Santo e outro da Bahia. No início desta semana, na segunda-feira, o país tinha apenas duas confirmações. Com a evolução da doença em território nacional, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou que, na próxima segunda-feira, novas medidas devem ser anunciadas para reforçar o enfr entamento da Covid-19.

De acordo com a pasta, os cinco novos casos confirmados são importados, ou seja, são de pessoas que chegaram de viagens para fora do país. Há pacientes que viajaram para Itália, Reino Unido e Estados Unidos. O caso da Bahia, por exemplo, é de uma mulher de 34 anos, moradora de Feira de Santana, que retornou da Itália, em 25 de fevereiro. Ela visitou as cidades de Milão e Roma, e manifestou os sintomas depois de chegar ao Brasil. É o primeiro caso confirmado no Nordeste e todos — menos o da paciente de 13 anos que permanece assintomática— estão em isolamento domiciliar. Mandetta afirmou que, diante da nova situação encontrada pelo Brasil, será necessário fazer algumas mudanças na maneira de como o país lida com o vírus. A partir de agora, pessoas que voltam do exterior e tenham pelo menos dois dos sintomas — seja febre, tosse ou dificuldade de respirar — devem ser investigadas como suspeitas. Segundo o ministro, só será desconsiderado quem voltar da África, da América do Sul e da América Central, já que esses continentes ainda não têm um grande número de casos.

“Antes, para ter um caso suspeito, a gente tinha que ver de onde o passageiro estava vindo. Começamos comWuhan, epicentro da doença; depois, aumentamos para a China e, gradativamente, acrescentamos países na lista. Agora, temos transmissão sustentada na Europa, em alguns países do Oriente Médio e em outras nações. Não tem mais por que ficar estressando nosso sistema de saúde para considerar diversas possibilidades ao apontar um caso suspeito. Vamos adotar como se isso já tivesse sido reconhecido mundialmente”, completou. O diretor do departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis, Júlio Croda, explicou que a medida facilita a vigilância de saúde para classificar esses casos como suspeitos ou excluídos. “Não precisamos ficar checando em que país estava. Fica mais fácil e isso produz mais eficiência para o sistema”, destacou. Mandetta disse ainda que medidas que reforçam a atenção básica devem ser tomadas na próxima segunda-feira. “A porta de entrada é pela atenção básica. Nasegunda-feira, a gente deve editar novas medidas de reforço da atenção primária, para abertura em horários estendidos, para o chamamento de médicos para esse programa Mais Médicos”, afirmou. Além disso, uma portaria que disciplina a lei que fala de isolamento domiciliar deve ser pu- Con vocação de médicos sai na 2a 0 ministro daSaúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que, na próxima segunda-feira, o governo pretende editar várias medidas voLtadas à assistência sobre o novo coronavírus.

A ideia é divulgar as normas para abertura de unidades de saúde básica em horários estendidos, editar a portaria que disciplina a Lei sobre isolamento domiciliar, além de estender o alcance de nova convocação de profissionais ao Mais Médicos. "Já está pronto o edital e assinamos na segunda-feira", disse, sobre o certame para chamamento do prog rama Mais Médicos. Na qu intafeira, o secretário executivo da pasta, João Gabbardo, afirmou que o governo planejava convocar profissionais apenas para cidades menores, mas resolveu ampliar para todas as faixas. Mandetta ainda frisou, novamente, que as pessoas que sentirem necessidade, procurem as unidades básicas de saúde, deixando os hospitais e UPAs para os casos mais sérios. "Momento é de evitar hospital", disse. blicada pela pasta. A habilitação de UTIs também foi mencionada pelo ministro. Na última quinta-feira, o Ministério declarou que dois casos confirmados de São Paulo contraíram o vírus, por meio do contato com o primeiro paciente confirmado no país, um homem de 61 anos, que viajou para Itália. Segundo a pasta, desta forma é possível afirmar que há transmissão local do novo coronavírus no Brasil.

Até ontem, os episódios de infecção eram apenas de pessoas contaminadas no exterior. Bolsonaro: não há razão para pânico Thays Umbelino/CB/DA Press Mulher deu entrada no Daher, do Lago Sul, na quarta-feira, mas foi transferida para o Hran, onde está isolada Estado de paciente no DF é grave O presidente Jair Bolsonaro afirmou, em pronunciamento ontem à noite, que “não há motivo para pânico", mesmo que a crise do novo coronavírus se agrave. Segundo ele, “o momento é de união” e a melhor forma de prevenção é “seguir rigorosamente as recomendações dos especialistas". Bolsonaro salientou, no pronunciamento, que o mundo enfrenta um "grande desafio”, pois o novo coronavírus está em todos os continentes, e o homem não é imune à doença Covid-19. “O governo federal vem prestando orientações técnicas a todos os estados por intermédio do Ministério da Saúde. Determinei ações que ampliam o funcionamento dos postos de saúde, bem como reforço aos nossos hospitais e laboratórios”, observou. Horas antes, na coletiva para atualizar os números da infeccção pelo coronavírus, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que a pasta deve necessitar de novos recursos para enfrentar a epidemia, mas voltou a dizer que ainda não há como precisar o montante extra que poderá ser requisitado. “Não tenho números (sobre recurso extra). Isso parte de cenários, este ano o orçamento tem características diferentes de anos anteriores”, disse o ministro, lembrando que já teve conversas com o Congresso Nacional sobre o assunto.

Mandetta também afirmou que, para chegar a um número, o ministério acompanha como outros países com epidemia mais avançada trabalharam com os gastos extra. “Pode ser um R$ 1 bilhão, R$ 3 bilhões, R$ 5 bilhões, não há como saber ainda”, disse. O ministro ponderou que ainda tem condições de enfrentar a situação atual com os próprios recursos da pasta. “No meu próprio orçamento já temos remanejado”, explicou. Ele também disse que a corrida pela compra de máscaras por países de primeiro mundo está “perturbando severamente” o abastecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para o Hemisfério Sul e a países que não realizaram as aquisições. O ministro pontuou, por outro lado, que o nível de abastecimento no Brasil está bom, lembrando que o país está adquirindo novas máscaras. “Comuniquei tanto a Organização Panamericana da Saúde como a Organização Mundial da Saúde que empresas e os países de primeiro mundo saíram adquirindo quantidades enormes, fazendo estocagem, e isso está perturbando severamente o abastecimento de Equipamentos de Proteção Individual para o Hemisfério Sul e países que não o fizeram”, disse durante coletiva à imprensa para atualizar os dados sobre o novo coronavírus no Brasil. O Ministério da Saúde anunciou que havia encontrado fornecedores de parte dos equipamentos de segurança que prevê usar contra a doença. Mandetta disse que, antes, uma máscara saía por algo em torno de R$0,10 e, agora é quase R$2. » SARAH PER ES »THAÍSUMBELINO » WALDER GALVÃO A paciente de 52 anos, internada depois de dar positivo para o novo coronavírus, apresentou piora no estado de saúde. A mulher está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), desde que foi transferida do Hospital Daher, no Lago Sul, na madrugada de sexta-feira.

Pouco mais de 20 horas depois de ser levada à unidade da rede pública, ela teve que ser entubada. Segundo informações preliminares, a paciente está em coma induzido e passa por exames neurológicos. A principal suspeita é que uma bactéria tenha agravado o estado clínico da paciente. O Correio apurou que o quadro de saúde apresentou complicações devido ao fato de ela ser obesa e ter problemas cardíacos. A paciente está isolada em uma área da UTI.

Está sendo avaliada a possibilidade de ser feita a transferência dos demais internados na ala para outras unidades de saúde. A informação não foi confirmada pela Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). A mulher deu entrada no hospital particular, na última quartafeira, com sintomas da Covid-19, como febre, cansaço e tosse seca. No dia seguinte, passou por exames que deram positivo para a infecção por coronavírus. A partir desse resultado, a Secretaria decidiu pela transferência de paciente para o Hran. A família pediu para que o encaminhamento fosse feito para o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Desde que o teste na mulher deu positivo para o novo agente infeccioso, o marido e uma enfermeira que prestou atendimento a ela no Daher precisaram ser isolados. Ainda na tarde de ontem, quatro colegas de trabalho da paciente se apresentaram no Hran, informando terem tido contato com ela. O grupo foi liberado, de acordo com informações de uma fonte da Secretaria de Saúde ao Correio.