Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 06/08/2020 às 21h41

Em São Paulo, o interesse por um serviço drive-thru que faz o teste para Covid19 provoca uma fila grande. É que muita gente acha que o resultado negativo é suficiente para respirar aliviado, mas os especialistas alertam que o teste não libera ninguém de todas as medidas preventivas. A fila no estacionamento do shopping na Zona Sul de São Paulo desde a madrugada lembra os dias de grandes promoções no varejo. O desejo é fazer um dos 400 testes diários gratuitos para Covid-19. “É mais uma das ações que o Butantan faz no sentido de identificar o vírus, a situação do vírus na população, e com isso obter uma fotografia da epidemia”, destacou Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan. Nem o Instituto Butantan contava em dobrar a oferta de testes. Só a lógica de uma pandemia explica tanta procura por esse serviço. A família do Flávio passou mais de dez horas dentro do carro. “Sem almoço, só com lanchinho”, conta Flávio Gonçalves, funcionário público. A família do Flávio busca uma espécie de "passe livre". “Para visitar alguém, a gente quer ter uma certeza que a gente não está infectado”, explica Flávio. O teste é o chamado padrão ouro. A partir da coleta de material do nariz e da garganta, feita por um tipo de cotonete, uma enzima transforma o RNA do vírus em DNA. O DNA é ampliado e assim é possível procurar o material genético do novo coronavírus na amostra. Se for encontrado, o teste é positivo. É a primeira geração de testes, tão nova quanto a doença. Por isso, os médicos dizem que adotar o exame para compartilhar espaços e quebrar o isolamento diminui, mas não zera o risco de contágio. O diretor de diagnósticos do Hospital Sírio Libanês explica que nos primeiros dias de infecção o teste pode dar um falso negativo, porque a quantidade de vírus no corpo pode ainda ser baixa. “O passaporte é o sonho de todos nós, é o que todo mundo quer. Mas infelizmente, a curto prazo, nós não vamos ter isso, justamente porque a gente não tem um teste perfeito, 100%. Ele não é tão sensível quanto nós gostaríamos que fosse”, avalia César Nomura, infectologista e diretor de Medicina Diagnóstica do Hospital Sírio Libanês. O Brasil já tem mais de dois milhões de recuperados da doença. No mundo, os casos de reinfecção são raros e estão sendo estudados. Os médicos não sabem por quanto tempo os anticorpos protegem, por isso não é possível saber quando um teste pode ser interpretado como uma espécie de salvo conduto. “Por isso, ainda a recomendação de se utilizar máscara, de ainda evitar as aglomerações e um certo distanciamento social”, destaca César Nomura.

JORNAL NACIONAL/TV GLOBO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 06/08/2020 às 21h24

negativo é suficiente pra respirar aliviado mas os especialistas alertam que o teste não libera ninguém de todas as medidas preventivas a fila no estacionamento do shopping na zona sul de são paulo desde a madrugada lembra os dias de grandes promoções no varejo vale a pena claro é o achou importante o desejo é um dos quatrocentos testes gratuitos para com vídeo e dezenove ou mais uma das ações o butantan faz no sentido de identificar o vírus é a circulação do vírus na população e com isso é obter uma fotografia da epidemia nem o instituto butantan contava em ter que dobrar a oferta de teste sua lógica de uma pandemia explica tanta procura por esse serviço a família do flávio passou mais de dez horas dentro do carro sem almoço só com lanchinho atrás de uma espécie de passe livre para visitar alguém a gente que tem certeza que a gente não tá interditado o teste é o chamado padrão ouro a coleta do nariz e da garganta é levada para o laboratório lá é acrescentada uma enzima que transforma o rn a identidade genética do vírus em d n a o d n a é ampliado e assim é possível procurar o material genético do novo coronavírus na mostra se for encontrado o teste é positivo essa é a primeira geração de testes tão nova quanto a doença é por isso que os médicos dizem que adotaram o exame pra compartilhar espaços e quebrar o isolamento diminui mas não gera o risco de contágio o diretor de diagnóstico do hospital sírio libanês explica que nos primeiros dias de infecção o teste pode dar um falso negativo porque a quantidade de vírus no corpo pode ainda ser baixa o passaporte e o sonho de todos nós é o que todo mundo quer mas infelizmente a curto prazo nós não vamos ter isso justamente porque a gente não tem um teste perfeito que é cem por cento e ele não é tão sensível quanto nós gostaríamos que fosse o brasil já tem mais de dois milhões de recuperado da doença no mundo os casos de reinfecção são raros e estão sendo estudados os médicos não sabem por quanto tempo os anticorpos protegem por isso não é possível saber quando um teste pode ser interpretado como uma espécie de salvo-conduto isso ainda a recomendação é utilizar a máscara de evitar as aglomerações um certo distanciamento social olha hoje pesquisadores da universidade de são paulo confirmaram que uma técnica de enfermagem de ribeirão preto testou positivo duas vezes por coronavírus num intervalo de cinquenta dias agora eles querem entender o que tornou possível a suposta desinfecção ajudar no desenvolvimento de uma vacina os pesquisadores salientaram que o caso é extremamente raro renata acabou de dizer isso foi o segundo caso documentado no mundo todo o primeiro foi em boston nos estados unidos a técnica de enfermagem está bem que já voltou ao trabalho.

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 06/08/2020 às 21h06

As explosões em um depósito onde estavam armazenadas toneladas de nitrato de amônio no porto de Beirute, no Líbano, que deixaram bairros em destroços, comoveram o mundo. Quase 140 vidas foram perdidas, mais de 5 mil ficaram feridos e ao menos 300 mil estão desalojados. No Brasil, comunidades libanesas preocupadas lançaram iniciativas de ajuda humanitária para as vítimas da tragédia ocorrida em um país que já sofre com uma economia fragilizada e a pandemia de coronavírus. A Embaixada do Líbano no Brasil, que esteve à frente de ações pedindo doações de suprimentos médicos e equipamentos no enfrentamento à covid-19, agora solicita ajuda para o atendimento às vítimas da explosão e para a reconstrução da área atingida. No comunicado divulgado pela representação, há pedidos de suprimentos cirúrgicos e hospitalares, itens alimentícios (tais como trigo, farinha, grãos e comidas enlatadas de todos os tipos), materiais de construção e instalações e equipamentos necessários para reconstruir e equipar o porto de Beirute. Ajuda humanitária Em paralelo à iniciativa da embaixada, pelo menos três entidades decidiram se unir em uma campanha para arrecadar recursos financeiros, que serão usados para adquirir itens necessários, que, posteriormente, serão enviados ao Líbano. A Associação Médica Líbano Brasileira (AMLB) divulgou uma conta bancária na quarta-feira, 5. "Estamos em contato também com diversas entidades, entre elas a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB) e a Câmara de Comércio Brasil-Líbano (CCBL). Conversando para saber como será feita toda a logística. Muitas lideranças libanesas e entidades hospitalares também demonstraram interesse em nos ajudar", afirma Robert Sami Nemer, médico oftalmologista e presidente da AMLB. Em um primeiro momento, será feita uma ação emergencial para a aquisição e envio dos itens o quanto antes. "Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) com capacidade para 22 toneladas fará o transporte nos próximos dias. Já estamos conversando com o governo brasileiro sobre a viabilidade deste processo". Procurado pelo Estadão, o Ministério da Defesa ainda não se posicionou sobre o assunto. Posteriormente, a entidade quer continuar com a campanha para ajudar na reconstrução de Beirute. "Vamos continuar arrecadando para manter a ajuda em um segundo momento". Nascido na cidade libanesa, Nemer ainda demonstra ter fortes raízes com suas origens. "Morei lá até os 17 anos. Sai em 1976, durante a guerra civil e vim para o Brasil". Mesmo longe e já sem sotaque, ele ficou muito sensibilizado com a tragédia. "Eu decidi não somente me solidarizar, mas também criar uma campanha para ajudar de forma efetiva." O Consulado-Geral do Líbano em São Paulo também está apoiando a ajuda humanitária. "Precisamos da ajuda de todos para ter uma quantia significativa que será utilizada na compra de material médico/ hospitalar e outras compras que se façam necessárias", disse, em nota, citando as campanhas. "É muito triste e chocante essa situação que se soma aos transtornos já enfrentados por causa da crise financeira e da pandemia, já que a tragédia pode impactar no aumento de infectados", diz Rubens Hannun, presidente da CCAB, que também participa da iniciativa. Hannun tem fortes vínculos com a comunidade. Ele é árabe e vem de família síria e libanesa. "A tragédia no Líbano é profundamente sentida por mim e por toda nossa entidade, que busca continuamente fortalecer os laços entre o Brasil e os países da Liga Árabe”. "Estamos nos unindo para conseguir recursos financeiros. Também estamos definindo com quanto a Câmara poderá contribuir. Pessoas físicas também podem participar. Em uma ação inicial e emergencial, pretendemos adquirir produtos na linha médica, alimentos não perecíveis, na sua maioria, e materiais de construção com o dinheiro arrecadado". Depois, a entidade também quer continuar com a campanha, de forma a contribuir para a reconstrução da cidade. "Começamos a campanha na quarta-feira e estamos em contato com outras associações para que também participem. Estamos alinhados com o governo brasileiro. Ainda não há detalhes do voo, mas o governo brasileiro está empenhado em colaborar", disse Hannun. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirma que "o governo brasileiro está em contato com o governo libanês para identificar necessidades que possam ser atendidas pela cooperação bilateral e para estruturar a ajuda humanitária a ser oferecida, em articulação também com a sociedade civil". De acordo com pesquisa realizada neste ano a pedido da CCAB, cerca de 12 milhões de brasileiros são de ascendência árabe, sendo quase 30% libaneses. Já o Consulado-Geral do Líbano em São Paulo estima a presença entre 8 e 10 milhões de libaneses no País, sendo que metade reside no Estado paulista. Confira as contas bancárias para depósitos: Beneficiário: Associação Médica Líbano Brasileira CNPJ: 08.326.792/0001-09 BANCO: Santander (033) AG: 1199 CC: 13000982-5 Beneficiário: Câmara de Comércio Árabe-Brasileira: CNPJ: 62.659.784/0001-11 Banco: Santander (033) Agência: 3681 Conta Corrente: 13003341-5 Beneficiário: Câmara de Comércio Brasil-Líbano CNPJ: 62370887/0001-67 Banco: Bradesco (237) Agência: 0099 Conta Corrente: 302324-9/500 Como as campanhas começaram recentemente, ainda não foram divulgados os valores arrecadados até o momento. Solidariedade Nesta noite de quinta-feira, a partir das 20h, o Cristo Redentor receberá uma projeção da bandeira do Líbano em solidariedade às vítimas da explosão. A iniciativa é do Consulado Geral do Líbano no Rio de Janeiro, da comunidade libanesa no Rio de Janeiro, da Arquidiocese do Rio de Janeiro, das Igrejas Melquita, Maronita e Ortodoxa e das instituições Líbano-brasileiras do Rio de Janeiro. Durante o ato, o reitor do Santuário Cristo Redentor, padre Omar, fará uma oração pelas vítimas. Fundado por famílias de origem síria e libanesa, o Hospital Sírio-Libanês também prestou solidariedade às vítimas da tragédia em Beirute. "Essa realidade se faz ainda mais preocupante frente aos desafios sanitários e econômicos que muitos países estão atravessando por conta da pandemia do novo coronavírus", afirma, em nota.

VEJA.COM/SÃO PAULO
Data Veiculação: 06/08/2020 às 21h03

Um dos maiores planos de saúde do país e o único totalmente dedicado a atender o público de terceira idade, a rede Prevent Senior amargou um bom tempo na UTI de uma grave crise de imagem provocada pelas notícias assustadoras que saíam de seus hospitais no início da pandemia. Em março, a companhia viu-se abarrotada de pacientes contaminados. O primeiro óbito em território nacional foi registrado na unidade Sancta Maggiore, em São Paulo: um homem de 62 anos com histórico de diabetes, hipertensão e hiperplasia prostática. Era apenas o começo do pesadelo. No fim do mesmo mês, a empresa já acumulava 61 mortes, o equivalente a 30% do total de vítimas fatais por coronavírus no país. O Ministério Público e a vigilância sanitária abriram investigações sobre o caso e, durante uma coletiva de imprensa, o então Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, bateu duro na empresa, insinuando negligência. Para coroar a fase crítica, a mãe dos donos da Prevent acabou sendo intubada em um dos hospitais da rede devido a complicações causadas pela Covid-19. Diante de um caso tão grave de enfermidade nos negócios, a recuperação parecia improvável. Passados pouco mais de quatro meses, no entanto, a Prevent, depois de ser cruelmente vilanizada, exibe sinais de vitalidade, acima até da média das companhias do seu setor, duramente atingidas pela crise. Somente entre maio e junho, os planos de saúde contabilizaram a saída de quase 300 000 associados, sendo a maior parte desse grupo formada por pessoas que perderam o emprego e passaram a depender da rede pública. Enquanto isso, a Prevent aumentou em 15% o número de clientes durante a pandemia. Na esfera judicial, as investigações contra a empresa não deram em nada, e o alastramento da calamidade pelo país ajudou a tirar o foco da companhia. De março a julho, os hospitais da rede registraram 673 mortes pela doença, ou menos de 1% dos óbitos do país no mesmo período. “Fomos vítimas de interesses políticos, era mais fácil bater na nossa empresa do que ter um plano de ação”, diz Fernando Parrillo, CEO e que divide a direção da companhia com o irmão, Eduardo. “Como o nosso foco é a terceira idade, naquele momento inicial foi natural concentrarmos muitos pacientes.” Outro motivo de alívio: Maria Aparecida, de 75 anos, mãe dos donos, depois de passar três semanas intubada por Covid-19, venceu a doença. Do ponto de vista dos números financeiros, o saldo do ano que começou trágico para a Prevent será bastante positivo. Durante a pandemia, a empresa criou ao todo 4 613 empregos e vai investir 350 milhões de reais na construção de quatro novos hospitais em São Paulo e parcerias com clínicas do Rio de Janeiro e de Curitiba. O faturamento de 2020 deve ser 20% maior que o do ano passado, de 3,5 bilhões de reais. A Prevent deixou para trás a posição de epicentro de problemas do coronavírus, mas é verdade também que contabilizar centenas de mortes em um curto período de tempo está longe de ser um resultado a ser comemorado, mesmo se levando em conta a especialização no atendimento a pacientes com idade mais avançada. A título de comparação, os hospitais Sírio-Libanês e Albert Einstein registraram 30 e 57 óbitos por Covid-19 entre março e julho, respectivamente. Chama atenção ainda o fato de a Prevent ter se tornado uma das principais porta-vozes dos benefícios da polêmica hidroxicloroquina. Embora a OMS e muitos outros especialistas tenham chegado à conclusão de que o medicamento não traz nenhum benefício diante do ataque desse vírus, a rede prescreve a droga para qualquer pessoa que relate sintomas de Covid-19 em uma das 5 000 teleconsultas feitas por celular todo mês. Uma caixinha do remédio e algumas vitaminas são enviadas à casa do paciente, no que tem sido chamado de “kit Covid”. “Entre os dias zero e três da contaminação, a cloroquina evita a internação em 95% dos caos”, diz Pedro Benedito Batista Jr., diretor médico da Prevent Senior. Por uma série de falhas técnicas e omissões, uma pesquisa da Prevent sobre a eficácia desse tipo de tratamento foi cancelada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. A empresa não recorreu da decisão e decidiu deixar de lado o assunto. A cota de problemas no ano já estava estourada. Publicado em VEJA de 12 de agosto de 2020, edição nº 2699

METRO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 06/08/2020 às 09h52

É comum que o clima mais frio e seco do inverno em muitas localidades do Brasil provoque o aumento de casos de doenças respiratórias em crianças, consequentemente aumentando o movimento de prontos-socorros infantis durante esta época do ano. No entanto, em 2020, com a pandemia do novo coronavírus, não é isso que está acontecendo. Os prontos-socorros infantis, na verdade, estão relatando uma queda no movimento. Na capital paulista, por exemplo, levantamento do jornal O Estado de S. Paulo mostra que vários hospitais registraram uma queda na procura por atendimento infantil. No Hospital Municipal Menino Jesus, da Prefeitura de São Paulo, o movimento do PS infantil caiu no período de março a junho deste ano em relação ao mesmo período de 2019. O Hospital Sírio-Libanês registrou queda de até 25% do movimento do PS em relação aos meses do verão. Já o Hospital São Camilo, que esperava um aumento de 20% no atendimento a crianças com a chegada do inverno, realizou levantamento que apontou queda de 80% em relação à média da mesma época do ano anterior. Leia também – Conviver com um cachorro ajuda a desenvolver habilidades sociais das crianças, diz estudo O Estadão conversou com especialistas, que apontaram duas possíveis explicações para essa situação. Para o pediatra e infectologista Marco Aurélio Safadi, presidente de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo, ficar em casa e reforçar hábitos de higiene por causa da pandemia pode estar protegendo as crianças de outras doenças além da Covid-19. Para Linus Pauling Fascina, gerente médico do departamento materno-infantil do Hospital Albert Einstein, é cedo para conclusões, já que a pandemia e suas consequências ainda serão muito estudadas, mas, no momento, o fechamento das fronteiras dos países pode ser apontado como um fator para a diminuição da circulação de vírus e bactérias e a redução na procura por atendimento infantil. Leia também – Assista ao vídeo: como manter uma relação saudável entre o casal após a chegada do bebê O pediatra Fernando Oliveira, do Hospital Menino Jesus, comentou ao Estadão sobre a redução do movimento nos postos infantis, ressaltando que é muito importante que os pais não ignorem sintomas apresentados pelas crianças, pois há sinais que demandam um atendimento médico. Ele alerta que, em casos de necessidade, os pais devem sim levar as crianças para ter atendimento médico, como quando elas têm falta de ar e febre alta, por exemplo. Quer receber mais conteúdos como esse? Clique aqui para assinar a newsletter da Canguru News. É grátis!

CBN
Data Veiculação: 06/08/2020 às 06h00

Um levantamento feito pela CBN mostra que pelo menos 13 estados e o Distrito Federal emitiram notas técnicas entre o fim de maio e julho descrevendo a falta de evidências científicas na prescrição da cloroquina e da hidroxicloroquina. Além do Distrito Federal, pelo menos oito estados editaram novas normas com a expressiva recomendação para que médicos NÃO usem a medicação em casos leves ou mais graves. São eles: São Paulo, Paraná, Bahia, Espírito Santo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Maranhão e Ceará. Outros cinco estados recomendaram cuidados redobrados dos médicos: Acre, Amazonas, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina. O secretário de saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, afirmou que a decisão pela não recomendação se baseou na análise de novos estudos. "Inúmeras pesquisas não mostram evidências científicas de efeitos da cloroquina sobre o coronavírus. Dessa forma, o protocolo atual da secretaria estadual de saúde da Paraíba não contempla a utilização da cloroquina, nem hidroxicloroquina", disse. Os estados citam nos novos protocolos pesquisas publicadas na revista científica The Lancet. Levam em consideração ainda as recomendações da Organização Mundial da Saúde e da Sociedade Brasileira de Infectologia. Em maio, o Ministério da Saúde editou um novo protocolo ampliando a recomendação da cloroquina e hidroxicloroquina para pacientes com casos leves de coronavírus. Apesar das evidências científicas apontarem para a ineficácia do medicamento, pelo menos nove estados afirmaram que seguem os protocolos do Ministério ou mantiveram a recomendação inicial para o uso das medicações: Rio de Janeiro, Pará, Alagoas, Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Rondônia, Pernambuco e Sergipe. Em São Paulo, a CBN procurou 10 hospitais privados de referência no tratamento da covid-19. Seis deles mudaram os protocolos. Um exemplo é o Sírio Libanês. A mudança veio no fim de julho depois de um estudo brasileiro feito por uma coalizão também apontar riscos no uso. O coordenador de práticas médicas do hospital, Felipe Duarte Silva, disse que se o médico insistir na aplicação, precisa justificar o uso. "Para médicos que porventura, em caráter excepcional, desejem prescrever a cloroquina, o que temos feito são termos de consentimento, pedidos de justificativa sobre o porque a droga é importante ou precisa entrar no tratamento e seguimos com monitoramento de efeitos adversos. O que estamos vendo é que outras medidas fazem a diferença, como um bom cuidado intensivo. Manter o paciente na UTI bem, ventilar e cuidar para que ele não tenha infecção secundária. Tudo isso faz muita diferença e talvez o remédio da cura seja o menor dos problemas", conta. Na contramão, pelo menos um grande hospital e três redes da capital paulista mantiveram o uso da cloroquina nos protocolos. Entre eles a Prevent Senior, que criou kits de cloroquina para pacientes com casos leves e moderados usarem em casa. De acordo com normas do Conselho Federal de Medicina, os médicos possuem liberdade de prescrição da medicação, mesmo com recomendações de não uso feitas por autoridades. Na rede pública de São Paulo, o coordenador dos hospitais municipais, Luiz Zamarco, contou que não se veem mais receitas de cloroquina ou hidroxicloroquina para pacientes com COVID-19. "Depois dos estudos mostrarem que os medicamentos não tinham eficácia sobre o tratamento da COVID-19, percebemos que eles foram abolidos pela maioria dos médicos. Não vejo mais nenhum receituário nosso com hidroxicloroquina ou cloquina", disse. O Ministério da Saúde distribuiu até julho mais de quatro milhões de comprimidos de cloroquina e hidroxicloroquina para os estados, que repassam a medicação para municípios e hospitais.

BLOG JORNAL DA MULHER
Data Veiculação: 06/08/2020 às 00h00

Entenda porque aumentou na quarentena e como lidar com ela Recentemente publicada pela Associação Internacional de Estudos da Dor (IASP), a nova definição para dor tornou-se descrita como: experiência sensorial e emocional desagradável associada a, ou semelhante à associada a dano tecidual real ou potencial. Ela se torna crônica quando não está mais associada a uma patologia específica, mas ao sistema nervoso. “Dor é a forma do corpo expressar que algo não vai bem. É a comunicação do sistema nervoso periférico (local afetado) e central (cérebro). Se o problema demora muito a ser resolvido, o nervo sofre danos e se comporta como um alarme que soa ininterruptamente. Por isso, se após o tratamento da causa da dor ela ainda persistir de um a três meses, indica que pode ter se tornado crônica”, explica Dr. Cezar de Oliveira, neurocirurgião especialista em coluna do Hospital Sírio-Libanês. Uma pesquisa recente da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) revelou que 50% das pessoas que já sofriam com dores crônicas tiveram piora nos últimos quatro meses. A maior manifestação dessa dor entre os brasileiros está na região da coluna lombar, de acordo com informações da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). “A pesquisa condiz com o que vemos em consultório, muitos pacientes estão sofrendo com aumento ou novos registros de dor. Isso pode decorrer de vivermos tempos de pandemia, em que naturalmente há um aumento de ansiedade, preocupações e mudanças na rotina que muitas vezes resultam em má postura e sedentarismo. O corpo reage com dor”, revela o especialista. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que cerca de 30% das pessoas no mundo são afetadas por dor crônica, que já é considerada questão de saúde pública. O Dr. Cezar reflete que “ela compromete a qualidade de vida do paciente, que muitas vezes se sente incapacitado de realizar suas tarefas cotidianas e acarreta uma série de outros impactos, como econômico, social, afetivo e psicológico”. Como aliviar a dor crônica para tratar a dor crônica com sucesso é preciso entendê-la. Essencialmente, se manifesta em três intensidades: leve, moderada e intensa. “A última chamamos de dor crônica complexa e intratável, onde medicamentos não funcionam e requer intervenções diretamente no nervo”, indica Dr. Cezar. Para casos leves, medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares podem ajudar. Atividades físicas e técnicas de relaxamento também podem colaborar para o alívio de tensões musculares que levam a quadros de dor. Já para os casos moderados a intensos, pode haver a necessidade de medicamentos mais fortes e intervenções cirúrgicas, como as minimamente invasivas. Entre elas: Bloqueio e infiltração: consiste em injetar medicamento diretamente no nervo afetado, com auxílio de imagens por raio-x e anestesia local. Rizotomia por radiofrequência: busca interagir com os nervos que causam dor para reprogramá-los ou danificar suas estruturas para evitar que continuem a causar dor. Com precisão absoluta e auxílio de ondas de calor, o procedimento atinge somente o nervo afetado e proporciona alívio imediato da dor. “A melhor indicação estará associada ao histórico de saúde do paciente, por isso cada caso deve ser avaliado individualmente com o médico”, encerra Dr. Cezar. Dr. Cezar Augusto Alves de Oliveira – Neurocirurgião – Especialista em Coluna , é o chefe de equipes da Neurocirurgia nos hospitais: Sírio-Libanês, AACD, Hcor, Rede São Luiz, Edmundo Vasconcelos e Santa Catarina. Possui especialização pela Harvard Medical School, com Prof. Chief Peter M. Black; fez residência médica com especialização em cirurgia da coluna, no Departamento de Neurocirurgia do Centro Médico da Universidade de Nova Iorque, com o Prof. Dr. Paul Cooper; é Membro Titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia. Possui graduação pela Faculdade de Medicina de Campos (RJ) e cursou o Internato Eletivo em Neurocirurgia, no Instituto de Neurocirurgia da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro.

REUTERS BRASIL ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 06/08/2020 às 00h20

BRASÍLIA (Reuters) - Ausente nas sessões colegiadas desde o retorno do recesso forense, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi submetido a exames médicos e poderá passar em breve por uma nova cirurgia, informou o gabinete do magistrado nesta quarta-feira. “O ministro Celso de Mello, que trabalhou intensamente no período de suas férias em julho deste ano, está a submeter-se a exames cujos resultados podem recomendar novo procedimento cirúrgico”, disse o gabinete do decano do Supremo em nota. Celso de Mello, que se aposenta do STF em novembro, quando completará 75 anos, não participou de nenhuma das três sessões —duas no plenário e uma na Segunda Turma da corte— desde a volta do recesso do Judiciário. Em janeiro, o ministro passou por uma cirurgia no quadril no Hospital Sírio Libanês, na capital paulista. Durante a pandemia do novo coronavírus, ele tem trabalhado em sua casa em São Paulo, participando de julgamentos virtualmente. Um dos ministros mais respeitados do Supremo, o decano do Supremo é relator de um caso vital para o governo do presidente Jair Bolsonaro: o inquérito em que Bolsonaro é investigado por ter, segundo acusação do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, tentado interferir na Polícia Federal. Celso de Mello terá de decidir em breve sobre como Bolsonaro vai depor nesta investigação, se presencialmente ou por escrito. Posteriormente, o procurador-geral da República, Augusto Aras, deverá decidir se denuncia o presidente, arquiva o caso ou pede novas investigações. Bolsonaro, que já fez duras críticas ao ministro, terá o direito a indicar um novo ocupante para o STF na vaga aberta pela futura aposentadoria de Celso de Mello.