Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

JORNAL NACIONAL/TV GLOBO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 06/03/2020 às 20h36

 

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 06/03/2020 às 21h22

As medidas anunciadas pelo governo mostram a importância de evitar uma sobrecarga no sistema de saúde neste momento. Apreensão, retorno de viagens e sintomas de gripe estão levando muita gente às emergências particulares. O empresário não viajou para os países de maior risco, mas sintomas de gripe e uma dose de medo o levaram ao pronto-socorro. “Tenho contato com um cliente de fora, que viaja bastante, mas nada de contato direto não. Mais medo mesmo, tenho dois filhos pequenos”, diz. No hospital que diagnosticou o primeiro caso da Covid-19 no país, o aumento da procura foi de 50%.

Em outro pronto-socorro, o crescimento foi de 10%. Mas a maioria só tinha doenças respiratórias de vírus que são velhos conhecidos, como os da influenza, que chegaram mais cedo. Pronto-socorro cheio aumenta o tempo de espera, o que é especialmente ruim para quem tem problema ou doença grave. Além disso, aglomerações aumentam o risco de contágio por doenças. Os médicos alertam ainda para a falsa sensação de segurança que o exame para o novo coronavírus pode dar quando é feito sem indicação. A recomendação é fazer o exame apenas quando a pessoa tem sintomas, como febre, tosse, dificuldade para respirar, e ligação com casos confirmados ou suspeitos.

O exame de quem não tem sintomas pode enganar. “Se ele vier negativo, a gente não pode afastar que essa pessoa dentro dos 14 dias não desenvolva os sintomas e não passe, então, a excretar o vírus, que a gente tem esse período de incubação. E a gente tem medo que a pessoa ache que não tem mais a doença e que possa então relaxar com as nossas medidas tão faladas sobre a higiene das mãos, a etiqueta da tosse e atenção aos sinais e sintomas que podem vir a ocorrer”, explica Maura Salaroli, do controle de infecção hospitalar do Hospital Sírio-Libanês. Os infectologistas lembram que tanto no setor público quanto no particular, as emergências só devem ser procuradas por quem realmente precisa. “Se a gente começar a desperdiçar recursos pode ser que no futuro nós sintamos falta do uso inapropriado do recurso que hoje nós temos em boa quantidade.

A emergência sempre foi destinada aos pacientes com risco de morte ou sintomas graves ou sintomas de sofrimento. Sintomas simples, sintomas não agudos, você pode através de seu médico titular, do consultório, sanar essas dúvidas e não determinar uma sobrecarga dos departamentos de emergência do país”, diz José Leão, gerente médico de pronto atendimento do Hospital Albert Einstein. Apreensão, retorno de viagens e sintomas de gripe estão levando muita gente às emergências particulares. O empresário não viajou para os países de maior risco, mas sintomas de gripe e uma dose de medo o levaram ao pronto-socorro. “Tenho contato com um cliente de fora, que viaja bastante, mas nada de contato direto não.

Mais medo mesmo, tenho dois filhos pequenos”, diz. No hospital que diagnosticou o primeiro caso da Covid-19 no país, o aumento da procura foi de 50%. Em outro pronto-socorro, o crescimento foi de 10%. Mas a maioria só tinha doenças respiratórias de vírus que são velhos conhecidos, como os da influenza, que chegaram mais cedo. Pronto-socorro cheio aumenta o tempo de espera, o que é especialmente ruim para quem tem problema ou doença grave. Além disso, aglomerações aumentam o risco de contágio por doenças.

Os médicos alertam ainda para a falsa sensação de segurança que o exame para o novo coronavírus pode dar quando é feito sem indicação. A recomendação é fazer o exame apenas quando a pessoa tem sintomas, como febre, tosse, dificuldade para respirar, e ligação com casos confirmados ou suspeitos.

O exame de quem não tem sintomas pode enganar. “Se ele vier negativo, a gente não pode afastar que essa pessoa dentro dos 14 dias não desenvolva os sintomas e não passe, então, a excretar o vírus, que a gente tem esse período de incubação. E a gente tem medo que a pessoa ache que não tem mais a doença e que possa então relaxar com as nossas medidas tão faladas sobre a higiene das mãos, a etiqueta da tosse e atenção aos sinais e sintomas que podem vir a ocorrer”, explica Maura Salaroli, do controle de infecção hospitalar do Hospital Sírio-Libanês.

Os infectologistas lembram que tanto no setor público quanto no particular, as emergências só devem ser procuradas por quem realmente precisa. “Se a gente começar a desperdiçar recursos pode ser que no futuro nós sintamos falta do uso inapropriado do recurso que hoje nós temos em boa quantidade.

A emergência sempre foi destinada aos pacientes com risco de morte ou sintomas graves ou sintomas de sofrimento. Sintomas simples, sintomas não agudos, você pode através de seu médico titular, do consultório, sanar essas dúvidas e não determinar uma sobrecarga dos departamentos de emergência do país”, diz José Leão, gerente médico de pronto atendimento do Hospital Albert Einstein.

REVISTA FÓRUM ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 06/03/2020 às 22h55

“Não é motivo para pânico”, afirma a infectologista, enquanto o efeito de cenário virtual mostra dois gigantescos modelos 3D do novo coronavírus girando no estúdio, como se ameaçassem jornalista e entrevistados. Esse flagrante no “Fantástico”, da Globo, é o padrão recorrente da atual cobertura da ameaça de pandemia: a presunção da catástrofe induzida por uma narrativa ambígua que gera confusão e medo. Igual às chamadas “fake news”, o álibi da grande mídia para se livrar de qualquer suspeita.

Por que essa ambiguidade deliberada? Quem está ganhando?

Talvez a resposta esteja lá em outubro de 2019, no “Event 201 – A Global Pandemic Exercise”, realizado no Johns Hopkins Center for Health Security, Baltimore. Dois meses antes da atual crise, o evento realizou uma simulação cuidadosamente projetada de uma possível epidemia de coronavírus, então chamado de “nCoV-2019” – muito próximo do acrônimo atual. Seguindo o mesmo “modus operandi” dos supostos atentados terroristas na Europa e EUA dos últimos anos, sempre antecipados por exercícios de simulação. O grande álibi do jornalismo é a notícia. A descrição que ele faz de si mesmo é a de um vigilante da verdade, das informações fidedignas que só fortaleceriam os valores democráticos, da liberdade e da cidadania. Como mais um produto à venda no mercado, esse é o rótulo estampado em cada notícia colocada na vitrine das primeiras páginas e escaladas dos telejornais. Mas há muito mais por trás desse álibi-rótulo: a notícia é resultante de um grande volume de dados por meio de diversos processos: classificar, priorizar, hierarquizar, incluir, excluir, adaptar, expor etc. São processos tecnicamente chamados de edição. Mas o trabalho também consiste na transliteração: adequação da linguagem para que o leitor/espectador leigo compreenda assuntos complexos em termos simples. É aqui que a notícia passa do campo da informação para o da percepção. Do campo da linguística para o campo semiótico.

Disso decorre o seguinte: se há edição, há uma intencionalidade. Combinada com uma determinada retórica ou estética da notícia, temos, portanto, uma bomba semiótica – a arbitrária moldagem da percepção do público no sentido daquilo que interessa o chamado “aquário” das redações num movimento de correia de transmissão com os interesses corporativos, políticos e econômicos. Isso cria situações contraditórias, ambíguas: muitas vezes o rótulo diz uma coisa e a estética da edição diz outra.

O que resulta numa outra questão: qual é a intencionalidade? Ou tudo é apenas o resultado dessa contradição inerente à produção de notícias?

A atual cobertura extensiva da grande mídia sobre a ameaça de uma pandemia do novo coronavírus vem revelando essa ambiguidade que transformam as notícias em verdadeiras bombas semióticas: a retórica e estética moldam a percepção das notícias, muitas vezes num sentido contrário do que elas pretendem informar. “Não há motivo para pânico!” Se não, vejamos. Como não poderia deixar de ser, a última edição do “Fantástico”, da Globo (01/03/2020), deu destaque ao novo coronavírus. Dois infectologistas foram recebidos no estúdio do programa para serem entrevistados pela jornalista Sonia Bridi. “Não é motivo para pânico”, diz logo de cara a infectologista Mirian Dalben, do Hospital Sírio Libanês. Esse era o tom da entrevista: não confiar nas fake news que só produzem pânico e confusão. Mas… espere um momento!

O que são aquelas duas estruturas 3D gigantescas num tosco cenário virtual girando no estúdio, inseridas ameaçadoramente entre a jornalista e os entrevistados? Algo parecido com aqueles assustadores monstros disformes dos filmes de terror sci-fi B japoneses e americanos dos anos 1950 – “A Bolha Assassina”, o “Monstro da Bomba H” etc. A notícia é: não vamos entrar em pânico, isso é tudo fake news! Mas a transliteração da notícia cria outra percepção: a da assustadora ameaça de duas gigantescas estruturas 3D que emulam o coronavírus, girando dentro do estúdio…

Onde estão as fake news?

Ou ainda no infográfico do telejornal Bom Dia Brasil (04/03/2020) da mesma emissora, no qual mostra os 29 países monitorados pelo Ministério da Saúde e, mais uma vez, com um modelo 3D gigantesco do COVID-19, como se ameaçasse o mapa-múndi ao seu lado. Em seguida, mais advertências contra as fake news, que apenas criariam “pânico e confusão”. Em toda a cobertura da grande mídia parece haver uma ambiguidade intencional para criar um rendimento semiótico bem definido: medo e insegurança. Camadas de retórica visual embrulham a notícia, colocando a informação no campo das bombas semióticas: a intencionalidade não é informar, mas moldar a percepção a partir da contradição entre forma e conteúdo, notícia e estética, informação e percepção. Daí a insistente necessidade da grande mídia diferenciar o produto do jornalismo corporativo das fake news: criar um suposto selo de qualidade, porque, no final, elas não são lá muito diferentes das notícias falsas, com seus cenários virtuais e infográficos deliberadamente toscos.

Pandemia falsa? Portanto, qual é a intencionalidade por trás dessas bombas semióticas? Por que esse sensacionalismo ambíguo da grande mídia na cobertura do COVID-19?

Para o professor emérito de Economia da Universidade de Ottawa (e fundador e diretor do Centro de Pesquisas sobre Globalização – CRG), Michel Chossudovsky, há uma série de evidências de que a ameaça da pandemia do coronavírus é falsa, com um objetivo bem definido: desestabilização econômico, social e geopolítica global. Na superfície, deliberada campanha contra a China para criar uma onda de sentimentos racistas contra a etnia chinesa (e mesmo oriental, como demonstram notícias sobre atos racistas contra coreanos em Londres). Mas para Chossudovsky, essa é apenas a superfície da questão – alimentar o preconceito é a motivação da psicologia de massas para legitimar outras agendas: a financeira e a geopolítica.

Em seu artigo “COVID-19: A Fake Pandemic? Who’s Behind It? Global Economic, Social and Geopolitical Desastabilization” (clique aqui), Chossudovsky começa “triturando” os números: A população mundial é da ordem de 7,8 bilhões. A população da China é da ordem de 1,4 bilhões.A população mundial menos a China é da ordem de 6,4 bilhões. 4.691 casos confirmados e 67 mortes relatadas (fora da China) de uma população de 6,4 bilhões não constituem uma pandemia. 4691/6.400.000.000 = 0,00000073 = 0,000073%64 casos nos EUA, com uma população de aproximadamente 330 milhões, não são uma pandemia. (Dados de 28 de fevereiro): 64 / 330.000.000 = 0,00000019 = 0,000019%. Segundo o pesquisador, enquanto isso os mais recentes dados da vigilância do “Fluview” dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA relatam que em 18 de janeiro de 2020 houve 15 milhões de casos de gripe, 140 mil hospitalizações e 8.200 mortes nessa temporada do influenza.

“Cerca de 84 mil pessoas em pelo menos 56 países foram infectadas e cerca de 2.900 morreram”, diz o New York Times. Mas o que não é mencionado é que 98% desses casos de infecção estão na China Continental. Existem menos de 5 mil casos confirmados fora da China. (OMS, 28 de fevereiro de 2020). Michel Chossudovsky Por que a propaganda? “Então, por que a propaganda?”, pergunta-se o autor. Haveria uma “outra dimensão” nessa desinformação da grande mídia.