Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Data Veiculação: 05/10/2020 às 19h07

CIÊNCIA CONTRA PANDEMIA Pesquisa conduzida pela UnB analisa manifestações orais relacionadas à covid-19 Desordem no paladar é a mais comum e afeta 45% dos pacientes. Pesquisadores também buscam potenciais biomarcadores salivares para diagnóstico da doença Da Secretaria de Comunicação da UnB 05/10/2020 Focado na saúde bucal, projeto já tem alguns resultados publicados em revistas internacionais. Foto: Pressfoto O uso de ferramentas que auxiliam no diagnóstico e monitoramento de informações mais específicas sobre pacientes infectados pelo novo coronavírus incentivou pesquisadores da Faculdade de Ciências da Saúde (FS) da Universidade de Brasília a desenvolverem o projeto Covid-19 e Cavidade Oral. A iniciativa investiga as manifestações orais decorrentes da covid-19. Coordenado pela professora Eliete Neves da Silva Guerra, do Departamento de Odontologia da FS, o projeto possui três etapas. Nelas, busca-se destacar a importância da inclusão de cirurgiões-dentistas em equipes multifuncionais em unidades de terapia intensiva; subsidiar, com evidência científica, os cuidados com a saúde bucal de pacientes com covid-19; além de identificar potenciais biomarcadores salivares que podem ser usados para o diagnóstico e o monitoramento da doença. Eliete Guerra espera que conhecimentos gerados pela pesquisa auxiliem no desenvolvimento de tecnologia viável e de baixo custo para diagnóstico da covid-19. Foto: Arquivo pessoal “Este projeto de revisão sistemática e avaliação crítica visa relatar modelos de previsão que usaram testes salivares para confirmação do diagnóstico da doença em pacientes com suspeita de infecção e para previsão do prognóstico de pacientes com covid-19. Isso, analisando o potencial de uso desses exames para detecção da doença, assim como para detecção de anticorpos, com o intuito de verificar e monitorar o quadro clínico da infecção”, explica Eliete. Até o momento, a pesquisa identificou que a manifestação oral mais comum em pacientes com covid-19 é a desordem do paladar, presente em 45% dos infectados. Entretanto, também foi reparado que certos pacientes apresentavam lesões na mucosa. A equipe da pesquisa não achou evidências que pudessem ligar as lesões à contaminação por covid-19. Por isso, sugeriu-se que essas manifestações se apresentam por coinfecções, que podem ser causadas por queda na imunidade, condições de hospitalização ou até mesmo reações adversas aos medicamentos utilizados no tratamento da doença. “Distúrbios do paladar podem ser sintomas comuns em pacientes com covid-19 e devem ser considerados no escopo do início e progressão da doença", observa a docente Eliete Guerra. De acordo com a coordenadora do estudo, "as lesões na mucosa oral são mais propensas a se apresentarem como coinfecções e manifestações secundárias, com múltiplos aspectos clínicos". PUBLICAÇÕES – Além da UnB, estão envolvidos o Departamento de Oncologia Clínica do Hospital Sírio-Libanês de Brasília, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e duas instituições francesas: o Laboratório de Ciências Analíticas, Bioanalíticas e Miniaturização da Escola Superior de Física e Química Industrial da Cidade de Paris (LSABM-ESPCI) da ParisTech e a Université Paris Descartes Sorbonne. O projeto conta com pesquisadores das áreas da medicina, odontologia e biologia. As duas etapas iniciais resultaram na publicação internacional de dois artigos. O primeiro, intitulado Oral mucosal lesions in a COVID-19 patient: new signs or secondary manifestations?, foi divulgado no periódico da Sociedade Internacional de Doenças Infecciosas e já teve dez citações internacionais. O outro, Oral manifestations in COVID-19 patients: a living systematic review, saiu em uma das principais revistas na área de odontologia, a Journal of Dental Research, editada pela Associação Internacional de Pesquisa em Odontologia (IADR). Na foto, Juliana Amorim (esq.), doutoranda em Odontologia, e Eliete Guerra (dir.), coordenadora do projeto. Foto: Arquivo pessoal Por sua vez, a terceira etapa do projeto foi contemplada com financiamento de R$ 30 mil em edital dos decanatos de Pesquisa e Inovação (DPI) e de Extensão (DEX) e do Comitê de Pesquisa, Inovação e Extensão de combate à covid-19 (Copei) para apoiar projetos com foco no enfrentamento à pandemia conduzidos pela UnB. Eliete Guerra tem boas perspectivas quanto ao andamento da pesquisa. “A expectativa é que os resultados gerem a produção de conhecimentos científicos, tecnológicos e de inovação, com vistas especialmente à produção e ao desenvolvimento de tecnologia baseada em evidência para o diagnóstico da covid-19, considerando também a importância de medidas de fácil acesso e baixo custo com possível aplicabilidade no Sistema Único de Saúde." FUNDO DE DOAÇÕES – Pessoas e entidades da sociedade civil podem financiar iniciativas de combate à covid-19 do portfólio da UnB por meio da destinação de recursos ao fundo de doações. Acesse pelo link: https://www.finatec.org.br/doacaoprojetos/form. Esta é uma ação do Copei, em parceria com a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec). Doações podem ser feitas por meio de boleto, depósito bancário, cartão de crédito ou PayPal. O comitê gestor do fundo irá direcionar as contribuições aos projetos, seguindo os critérios de classificação nas chamadas prospectivas de iniciativas contra a covid-19 da Universidade. Para doações em serviços, materiais ou equipamentos, é preciso articular a ação junto ao Decanato de Pesquisa e Inovação (DPI), pelo e-mail este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Leia também: >> Instrução normativa regulamenta a prestação de serviços de laboratórios da UnB a clientes externos >> Pesquisa pretende identificar impacto da pandemia entre mulheres no DF >> Projeto propõe alternativas para auxiliar docentes da rede pública do DF no ensino remoto emergencial >> UnB e Censipam articulam acordo de cooperação técnica >> Pesquisa mapeia práticas de enfermagem na Atenção Primária à Saúde >> Pesquisa faz recorte da contaminação por covid-19 entre profissionais de odontologia do DF >> Grupo da UnB desenvolve aparato de ventilação para combater a covid-19 nos hospitais >> UnB realiza inspeção em laboratórios que seguem em funcionamento durante a pandemia >> Projeto leva informações a produtores do campo sobre manejo de animais durante a pandemia >> UnB desenvolve aplicativo para facilitar reinserção de egressos do sistema prisional à sociedade >> Disciplina incentiva adesão dos estudantes ao aplicativo Guardiões da Saúde >> Projeto mapeia cadeias alternativas de distribuição de alimentos saudáveis e sustentáveis durante a pandemia >> DEG lança cartilha para orientar retorno às atividades não presenciais >> Campanhas de solidariedade da UnB continuam contando com você >> Webinário apresenta à sociedade projetos de combate à covid-19 >> Copei divulga orientações para trabalho em laboratórios da UnB durante a pandemia de covid-19 >> Coes publica cartilha com orientações em caso de contágio pelo novo coronavírus >> UnB cria fundo para doações de combate à covid-19 ATENÇÃO – As informações, as fotos e os textos podem ser usados e reproduzidos, integral ou parcialmente, desde que a fonte seja devidamente citada e que não haja alteração de sentido em seus conteúdos. Crédito para textos: nome do repórter/Secom UnB ou Secom UnB. Crédito para fotos: nome do fotógrafo/Secom UnB. Palavras-chave pesquisa e inovação contra covid-19 Copei

BLOGS-O GLOBO
Data Veiculação: 05/10/2020 às 18h21

O tratamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para se recuperar da covid-19, segue evidências científicas, pelo menos em relação à orientação de não usar a hidroxicloroquina para combater a doença. Na avaliação do médico do Sírio-Libanês Luciano Cesar Azevedo, um dos coordenadores da Coalizão Covid19 Brasil, que realiza as principais pesquisas do país sobre o coronavírus, os médicos de Trump “unem medicamentos com evidência científica”, sem utilização da cloroquina para esse tratamento. Luciano aponta, porém, a inclusão de mais medicamentos “cuja comprovação da eficácia é inexistente”. Abaixo, a entrevista na íntegra. Qual sua avaliação sobre tratamento que Donald Trump vem fazendo após o diagnóstico da covid-19? É difícil falar sobre o que realmente vem acontecendo, porque temos só o informativo dos médicos e às vezes, outras informações que não contribuem para termos um entendimento completo do quadro. Eles informaram que Trump começou com um antiviral, o antiviral remdesivir, que não está disponível para brasileiros, a não ser em uma iniciativa de pesquisa. Mas é um número muito pequeno de pacientes. Qual medicamento Trump usa e que tem comprovação científica? Trump também está tomando a dexametasona. Ela pode ser ministrada na fase mais tardia e, preferencialmente, em pacientes com quadros mais graves. Quando Trump começou a usá-la, todos se perguntaram se havia piorado seu quadro clínico. E o uso da dexametadosa foi relacionado pelos médicos do presidente às quedas de oxigenação. A Coalizão Covid19 Brasil fez um estudo com dexametasona nas fases mais graves da doença, com pacientes que precisaram de oxigênio ou usaram ventilação mecânica, mostramos benefício nesses doentes. Qual sua avaliação sobre o presidente não ter usado a hidroxicloroquina? É uma demonstração de que os médicos de Trump, pelo menos nessa frente da hidroxicloroquina, seguem a medicina baseada em evidência. De fato, a evidência científica nos estudos mais bem realizados é toda negativa. Trump usou medicamentos que não são alvos de pesquisa no Brasil? Sim. O presidente usou o anticorpo monoclonal. Eu desconheço se há pesquisas nesta frente no Brasil. O que a gente tem feito no Sírio, em parceria com outras instituições, é o uso de plasma convalescente, que é mais ou menos a mesma ideia. São abordagens terapêuticas semelhantes, mas não a mesma coisa, porque o plasma tem inúmeros outros anticorpos que não vão agir contra o coronavírus. Já o anticorpo monoclonal é uma preparação mais purificada e age diretamente na proteína viral para a qual ele é alvo. Então, em teoria ele é mais eficaz, mas ainda é algo muito experimental. Não tem nenhum estudo mostrando que isso funciona. E, quando ficar pronto, se for efetivo, vai ser muito caro. Para o senhor Trump segue um tratamento com base em evidências cientificas? É tratamento que une medicamentos com evidência científica e outros cuja comprovação da eficácia é inexistente, como melatonina, vitamina D. Mesmo sobre o anticorpo monoclonal, ainda não há comprovação, mas estudos em andamento. Mas quando o presidente usa o antiviral remdensivir e dexametasona, está baseado em evidências que consideramos adequadas.

VIAGORA
Data Veiculação: 05/10/2020 às 16h16

O jornalista Álvaro Carneiro, assessor de imprensa do governador Wellington Dias (PT), está entubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Unimed, após ser diagnosticado com a Covid-19. Conforme nota divulgada pela família de Álvaro, o estado de saúde do jornalista é grave, mas que ele está recebendo todos os cuidados necessários da equipe médica. Foto: Divulgação/FacebookO jornalista Álvaro Carneiro foi internado na UTI do Hospital Unimed. A família agradeceu ainda aos amigos do jornalista que entraram em contato para saber sobre o seu estado de saúde, e pediu orações pela recuperação de Álvaro. Devido ao estado de saúde dele, a família cogita a transferência para o Hospital Sírio-Libanês. Confira abaixo a nota na íntegra: Amigos, Informo a todos os amigos do Álvaro, que ele continua internado na UTI da Unimed, onde tem recebido todo o carinho da equipe médica. Ele segue em um quadro grave, mas recebendo todos os cuidados necessários no momento. Uma equipe médica e multidisciplinar, ligada à família, também acompanha o quadro. São muitas ligações e ajudas. Agradeço e continuo pedindo oração de todos. Mas, nesse momento, quero principalmente calma e paciência. Sei que todos querem informações e isso só mostra o quanto o Álvaro é querido. Aos meus amigos da imprensa, peço que entendam e, assim que tivermos boas notícias, vamos informar na hora devida. Um abraço carinhoso em todos! Renée, Letícia e Júlio

JORNAL DO COMMERCIO ONLINE/ RECIFE
Data Veiculação: 05/10/2020 às 14h22

O atacante Raniel, do Santos, passou por cirurgia na noite de domingo para drenar um hematoma na perna direita, em razão de uma trombose venosa profunda. O jogador está internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O atleta foi infectado pelo novo coronavírus há cerca de um mês e a doença pode ter ligação com o vírus. De acordo com especialistas ouvidos pelo Estadão, a trombose pode ser uma sequela da covid-19. Há casos de pessoas que tiveram problemas meses após contraírem o vírus. "A covid19 pode ter ligação com o fato, pela sua enorme capacidade de causar doenças inflamatórias vasculares, comprometendo o endotélio (camada de célula que reveste os vasos sanguíneos), causando uma endotelite (espécie de inflamação) que pode ser aguda ou crônica", disse Margareth Dalcolmo, pneumologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz. O médico infectologista Alexandre Vargas Schwarzbold destacou que muitas doenças podem aparecer em pacientes mesmo após eles estarem curados. O problema é que a covid-19 afeta as células que cobrem os vasos sanguíneos, por isso ocorrem casos como trombose e AVC em diversas pessoas. "Não há como excluir que a trombose tenha ligação com a covid19. As complicações em razão da covid19 podem levar alguns meses, como deve ser o caso dele. Os jogadores viajam muito de avião e isso pode afetar também. Por isso, sempre que há voos internacionais mais longos, a recomendação é se movimentar para evitar o tromboembolismo", disse o médico, que é presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia do Rio Grande do Sul e professor da Universidade de Santa Maria-RS. Ex-Santa Cruz, Raniel é internado com trombose e desfalca o Santos No encontro entre Bielsa e Guardiola, Leeds e City empatam em jogo movimentado Seleção Brasileira inicia preparações para partida contra a Bolívia Ex-volante de Vasco e Fortaleza, Rafael Coutinho morre aos 36 anos 'Neymar e Mbappé bem colocados' para suceder Messi e Rolando, diz Platini Ele ainda lembra que o porte físico de Raniel reforça a ideia de que o coronavírus pode ter causado o problema. "Óbvio que não tem como assegurar que a covid19 causou isso, mas é incomum um jovem não obeso ter trombose venosa." Margareth Dalcolmo lembra também que o atleta pode ter uma predisposição para contrair doenças vasculares. "É preciso saber se o jogador é ou não portador de alguma condição de trombofilia (tendência ao surgimento de trombose), que é uma condição genética. Mas só é possível detectar isso em exames muito sofisticados", explicou a médica. O próprio médico do Santos, Ricardo Galotti, admitiu que a trombose pode, sim, ter ligação com a covid-19. Entretanto, vale reforçar que, por enquanto, não há nada que aponte alguma negligência do departamento médico do Santos. ENTENDA O CASO No dia 4 de setembro, o Santos anunciou que os exames de Raniel deram positivo para o novo coronavírus. Cerca de 15 dias depois, ele foi liberado para retornar aos treinamentos e participou normalmente dos treinos e jogos do Santos desde então. No sábado, ele foi internado na Clínica do Esporte, em Goiânia, após apresentar trombose venosa profunda na perna direita. Ele estava com os demais atletas para o jogo com o Goiás. No domingo, ele já estava internado no Sírio-Libânes. De acordo com uma nota do hospital, ele chegou "apresentando quadro de dor, edema e impotência funcional na perna direita. Evoluiu para síndrome compartimental por hematoma extenso".

ACIDADEON/RIBEIRÃO PRETO
Data Veiculação: 05/10/2020 às 14h02

Lapena apresenta melhora em seu quadro clínico O médico e candidato a prefeito Luis Claudio Lapena Barreto (Patriota) teve alta do hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Ele estava lá desde o dia 29 de setembro, quando teve um agravamento de seu quadro respiratório em decorrência da covid-19. Lapena se recuperou e está voltando para Araraquara, onde ainda deve cumprir quarentena junto com sua família. A mulher de Lapena e os dois filhos também testaram positivo para covid-19 no final de setembro. Em mensagem para reportagem, Lapena diz: "Recebi alta, em breve estarei em casa". O médico chegou a ficar internado em Araraquara, mas foi transferido para a Unidade de Pronto Atendimento do Sírio Libanês. Ainda não há previsão para que o candidato retome seus compromissos de campanha.

RONDÔNIA DINÂMICA
Data Veiculação: 05/10/2020 às 08h50

Tributo a Mikael Esber Ontem (sábado dia 03 de outubro/2020), a Covid19 levou mais um pioneiro de Rondônia, desta feita, nosso querido amigo Mikael Esber. Nos conhecemos desde o tempo da Padaria Camponesa e a amizade contínuo até os dias atuais. Recentemente ele nos ajudou com a publicação do livro “As Peripécias do General”. Mikael além de amigos, era uma pessoa alegre, parecia que para ele sempre estava tudo bem. Pois é, foi esse cara, essa pessoa que perdemos na manhã de ontem. Poderíamos muito bem colocar neste espaço apenas uma Nota de Pesar, porém, resolvemos reproduzir a entrevista que fizemos com ele e publicamos em abril de 2016. Vejam que história maravilhosa. DE PADEIRO A GRÁFICO – A RODA VIVA DA VIDA Quando Rondônia ainda engatinhava no processo de sua colonização, desembarca em Porto Velho o libanês Mikael Esber que ao contemplar o rio Madeira por algumas horas resolveu fixar residência na capital. “Vim direto de Urbelândia para Vila Rondônia e ao chegar disse aos meus primos que queria conhecer a capital, vim olhei o rio Madeira e decidi ficar”.Padeiro de profissão montou a pizzaria Roda Viva na galeria do Ferroviário, matou um urubu e conheceu o governador Jorge Teixeira e passou a atender os coquetéis oficiais. Com o Plano Collor teve que fechar a pizzaria. “O povo não podia sair de casa porque não tinha dinheiro para colocar gasolina no carro, por isso fechei a Roda Viva”. Sem ter o que fazer, aceitou ser representante de uma gráfica e depois resolveu colocar seu próprio negócio. “A Gráfica Imediata hoje é uma das mais modernas do Brasil”. A Imediata é o que podemos considerar como empresa familiar pois seu corpo diretor, é formado pela dona Magda casada há 40 anos com o Mikael, seus filhos Welesley, Célio e Vanessa. Mikael também pode e deve ser considerado um dos fundadores da Banda do Vai Quem Quer. Acompanhe essas histórias: E N T R E V I S T A Zk – Vamos começar pela sua identificação? Mikael - Nasci no dia 10 de novembro de 1950, aliás, fui registrado nessa data, mas, nasci mesmo no dia 15 de agosto dia de Nossa Senhora. Nasci no Líbano. Vim pro Brasil com 20 anos de idade, desembarquei em São Paulo depois fui para Uberlândia Minas Gerais. Zk – Começou a trabalhar em que? Mikael – Minha profissão na época era a de padeiro, isso desde o Líbano, quando vim pro Brasil eu e meu tio tínhamos padaria em Uberlândia. Nessa mudança de padaria do Líbano pra cá aconteceu uma mudança radical, lá no Líbano é outro tipo de pão. Em Uberlândia era a Panificadora “Pão de Açúcar”. Aconteceu que vim pra ficar apenas 30 dias e meu tio viajou e foi quando o pau estourou no Líbano e eu não podia mais voltar por causa da guerra civil. Meu visto era para 90 dias e com isso consegui renovar por mais 90 dias. Cheguei ao Brasil no dia 23 de maio de 1971. Zk – Qual a cultura do Líbano? Mikael – O Líbano é dividido em quatro partes, cada lugar tem um estilo deferente. Apesar de ser considerado pequeno, pra nós é grande demais, ele tem 250 km de comprimento por 55 km de largura com aproximadamente 3 milhões de habitantes. No Brasil existem entre 8 a 12 milhões de libaneses e descendentes, três vezes mais que os habitantes do Líbano. A guerra da época não foi uma guerra nossa, compramos a guerra pra defender os Palestinos que moravam dentro do Líbano. Foi a nossa cruz na verdade. Zk – E essa história do brasileiro chamar vocês de Turco? Mikael – Na verdade as pessoas não são obrigadas a saber o que realmente aconteceu. A Turquia dominou o mundo Árabe e parte da Europa por 450 anos, isso não é novidade pra ninguém. Acontece que os primeiros libaneses que saíram para outros países, saíram com passaporte Turco. Quando terminou o domínio turco entrou a Síria que passou a emitir dinheiro e todos os documentos, aí passamos a ser chamado de Sírio. Só a partir de 1943/45 foi que o Líbano começou a emitir documento. No Brasil é hospital, clube tudo que existe é denominado como Sírio/Libanês. Zk – Vocês também adotaram a cultura do mascate, daquele vendedor de porta em porta? Mikael – Sim! A gente chegava aqui ia fazer o que? O fulano trazia o sobrinho chegava aqui dizia: Taqui uma mala cheia de roupa, vai lá vender. O mascate tem origem no mundo Árabe. Nós não sabemos trabalhar de empregado. Zk – E Porto Velho, aliás, como foi que você veio parar em Rondônia? Mikael – Essa é uma história muito bonita! Na época eu me casei no dia 29 de fevereiro com a banda de carnaval atrás de mim e eu indo pra igreja. Casei-me num dia de domingo, era o costume da maioria dos católicos, e eu sou católico ortodoxo, casar-se aos domingos. Como já falei, tinha uma padaria lá em Uberlândia e o prédio onde essa padaria funcionava foi vendido e eu fiquei sem fazer nada e vim parar em Vila de Rondônia (Ji Paraná). Lá existia o Comercial “Irmão Nicola” que são meus primos que me trouxeram pra cá. Quando cheguei em Vila de Rondônia, falei: Primo quero conhecer a capital e mesmo eles insistindo pra eu ficar, vim conhecer Porto Velho. Zk – E o que aconteceu? Mikael – Desembarquei na rodoviária de Porto Velho que era na Sete de Setembro, isso era o ano de 1976, exatamente no dia 15 de abril. Assim que saltei do ônibus desci a Sete e fui até a beira do rio Madeira a pé. A sete de setembro era mão dupla. Fiquei aproximadamente meia hora contemplando o rio Madeira e disse, esse é o lugar que vou morar. Voltei a pé pela Sete e quando cheguei na Padaria Reski (o nome em Árabe quer dizer patrimônio), conversei com o João em Árabe, subi e vi a Panificadora Caravela do Madeira lotada de gente, quando cheguei na Panificadora Camponesa (na Sete de Setembro com a Joaquim Nabuco), parei pra tomar uma água. Entrei tomei um café, pedi uma garrafa de água pra levar e tinha um senhor atrás de mim balançando uma chave na mão e disse: Mikael me virei e vi que era um patrício que conheci em Uberlândia. Ele era o arrendatário da Panificadora Camponesa da família Pimentel (Jacinto Pimentel). Falei pra ele que não tinha dinheiro pra ficar com aquilo não e ele, pega a chave, to doido pra ir embora daqui, fica com a Padaria, o que tu tens pra trocar e respondi: Rapaz trouxe sabão, bala doce, fubá, leite ninho ta tudo em Ji Paraná é um caminhão de mercadoria. O nome dele era Remer Salum. No mesmo dia me sentei na cadeira da Padaria e depois fui buscar as coisas em Vila de Rondônia e fizemos a troca, farinha de trigo, bebida com o material que tinha no caminhão. Aí começou minha vida em Porto Velho. Zk – E o nome da Padaria continuou camponesa? Mikael – Sim, a empresa era dele eu não sabia que a Padaria era arrendada do Pimentel. Passou um tempo e chegou a festa de São João, entrou um senhor forte pediu um Campari e eu disse que não tinha e foi então que ele se identificou: Sou o Ferreira da “Ferreira Veículo” o senhor vai amanhã na minha loja que vou lhe dar dinheiro pro senhor encher isso aqui de bebida. Eu não o conhecia e na realidade quem me ajudou muito foi ele o Afonso Ferreira de Assis a loja dele era no Hotel Iara na Sete de Setembro. Nessa época conheci o Hugo Dias dono da Comercial Amazônia que vendia móveis, Chico da Curinga, Paulinho da Loja de Móveis. Zk – E como surgiu a Pizzaria Roda Viva? Mikael – Na época que estava com a padaria, entrava uma senhora todo dia e pedia: Moço o senhor coloca um pouquinho de queijo numa massa e coloca no forno pra mim. Todo dia ela pedia a mesma coisa; Massa com queijo, banana, colocava dentro do pão e farinha. Com isso fiquei pensando, por que não abro uma pizzaria! Andando pela Sete parei na calçada dos Correios e olhei para o canto da Galeria do Ferroviário e vi “Sorveteria Skimol”, ali é o ponto ideal pra montar uma pizzaria. Fui lá e fiquei sabendo que o responsável pelos contratos de aluguel era o Dr. Abílio Nascimento, assinei contrato de cinco anos. Inaugurei no dia 17 de dezembro de 1976 a Pizzaria Roda Viva. O único dia que a Roda Viva fechava era na quarta-feira de cinzas, assim mesmo, a gente realizava a festa da Roda Viva la no Areal. Zk – Era só pizza? Mikael – Como você sabe, eu era padeiro e confeiteiro e então fiz uma massa que misturava a massa pra fazer doce e a de pizza e por isso até hoje ninguém consegue fazer a massa da Roda Viva até mesmo por causa da temperatura do forno. Zk – Era forno a lenha? Mikael – Não, era forno elétrico. A pizza exige uma temperatura de 450 a 500 graus, coisa que o forno a lenha não consegue. No forno a lenha eles colocam a massa e não dá tempo de ela crescer, porque não é fermentada e quando o forno é quente demais você perde o controle da temperatura. O meu forno tinha resistência em cima e em baixo, portanto, a pizza assava por completo. Eu desmanchava mais de trinta sacos de trigo de 50 kg por mês. Zk – A Roda Viva também lançou vários artistas. Lembra alguns? Mikael – Tudo aconteceu por acaso, não foi nada programado, conforme o cara chegava e fazia sucesso nas mesas por tocar o que o povo queria, exemplo: tinha uma mulher chamada Rosangela que veio para cá contratada pela boate Acapulco e certo dia ela pediu uma canja na Roda Viva e nunca mais saiu de la. Ela foi de aqui gravar em São Paulo e certo dia assistindo um programa na TV Globo ela aprece dizendo que começou a vida artística cantando na Roda Viva em Porto Velho. Teve o Nonato do Cavaquinho que fez sucesso internacional, Bino, Téo o Juanito da Harpa e muitos outros. Todo esse sucesso devo a minha esposa que até hoje cuida dos negócios junto comigo e agora meus filhos. Em conseqüência da Roda Viva montei o restaurante Arabesck também na Galeria do Ferroviário, a discoteca Vagalume que também fez muito sucesso, peguei a lanchonete do Mercado Central, a lanchonete do Ypiranga e a do Botafogo. Zk – Carnaval? Mikael – Você sabe mais que todo mundo que quando o Manelão foi Rei Momo chegou na Pizzaria e disse da vontade em ser o Rei Momo e eu disse pode contar comigo. Através do restaurante Arabesck bancamos a festa da Corte do Rei Momo, ninguém contribuiu com um centavo. Quando terminou tudo, nós bêbados na calçada falei, por que tu não abres um bloco de carnaval e ele respondeu, será que pega e o dinheiro? Vamos começar com cerveja. Zk – Nesse ínterim acontece a disputa pra ver quem era melhor de tiro? Mikael - Na realidade tudo começou ali onde é o Bingool (Yamaha) com aposta de tiro. Manelão, Eduardo (genro da dona do hotel Iara) e outros amigos que tinham loja na Galeria. Chega o Manelão toma um café coloca o cigarro na boca, vira pra mim e diz, quero ver se tu é bom de tiro, acende esse cigarro na bala. Não contei conversa, saquei a pistola e atirei acertando o cigarro que estava na boca dele. O gordo só não desmaiou porque se fez de forte para provar que era homem, afinal de contas foi ele que instigou. Aí começou o negócio de aposta de tiro. O interessante foi que quem desmaiou foi o Eduardo. Quando o Eduardo acordou me desafiou, vamos ver quem consegue derrubar um urubu, ele atirou primeiro e nada e quando eu atirei com minha 45 acertei o urubu que caiu na Porta da Casa do governador Teixeirão. Zk – Na porta da casa do governador? Mikael – Pois é! Teixeirão perguntou do segurança de onde vinha aquilo e o guarda disse que era coisa do loiro da pizzaria. “Então vão buscar esse Diabo Loiro agora”. Resultado fiquei amigo do Coronel Teixeira que me contratou para fazer todos os coquetéis que o governo oferecia lá no Clube Cujubim, foi aí que surgiu a Banda do Vai Quem Quer. Zk – Como surgiu a Banda do Vai Quem Quer. Essa ninguém sabe? Mikael – Acontece que logo que vocês colocaram o nome na Banda Manelão ainda relutava em colocar o bloco na rua, questionei por quê? Não tem dinheiro pra fazer, foi quando disse, eu dou a cerveja. No primeiro ano foram 100 caixas e no segundo 200 caixas. Vale salientar que eram caixas com 24 garrafas de 600 ml cada uma. No terceiro ano surgiu a caipirinha porque o dono da distribuidora da cachaça 51, deu 50 caixas de pinga e quem fazia a caipirinha era eu. Zk – Você e o Manelão foram muito amigos, até que surgiu a história que ele contava sobre a despesa da Corte do Rei que a prefeitura não pagou. Como aconteceu realmente isso? Mikael - A Banda surgiu realmente por causa disso. Só não gostei quando o Manelão passou a acusar nas entrevistas que dava, que o Sergio Valente foi o responsável pelo não pagamento da dívida da Corte, quando na realidade o Sergio não tinha nada a ver. Por causa disso me aborreci com o Manelão. Sempre dizia: O Sergio Valente já morreu, você não devia falar contra ele porque quem pagou a despesa fui eu. Outra briga foi por causa da música da Banda que ele nunca disse que foi você que fez, ele dizia que era dele com o João do Vale eu briguei com ele por causa disso. Ficamos sem nos falar por algum tempo. Zk – Como foi que de pizzaiolo você virou gráfico? Mikael – Na verdade eu não fui pra gráfica, fui empurrado pra gráfica. Por falta de opção na época, depois que vendi tudo la da Rogério Weber (por alguns anos a Roda Viva funcionou na rua Rogério Weber esquina com a Alexandre Guimarães) e fiquei sem fazer nada. Pra completar veio o Plano Collor e acabou de enterrar porque ninguém tinha mais dinheiro pra sair de casa e por isso parei com a pizzaria. Eu tinha 40 funcionários, a Banda Roda Viva tinha doze músicos, garçom também eram 12. Tudo era doze na Roda Viva e o Plano Collor acabou com tudo. Zk – Aí foi pro ramo de gráfica? Mikael – Quando fui convidado para atuar no ramo disse que não sabia mexer com gráfica. O Ibraim da gráfica Leonora de Vilhena insistia, você tem prestígio é muito conhecido. Aí fiquei representante da Gráfica Leonora em Porto Velho por falta do que fazer, fiquei por muito tempo até que consegui enxergar que esse ramo é viável. De 95 a 2000 fui apenas representante e então decidi montar o meu negócio. Comecei com a distribuidora de papel, material de expediente, papelaria essas coisas todas e ai surgiu a área de gráfica. Comprei uma maquininha impressora que está guardada até hoje e funciona. Zk – Surge a Imediata? Mikael – Até hoje não entendo nada de gráfica, entendo de comercio, de venda, de planejar, essas coisas que os árabes sabem fazer. Somos comerciantes não interessa o ramo. Hoje nosso parque gráfico é um dos mais modernos da Amazônia e do Brasil. Zk – Em tempo de campanha eleitoral, vocês trabalham só para um candidato ou atendem vários partidos? Mikael – Hoje em política não existe a ética. O candidato quando começa se diz honesto, acha que vai ganhar, que vai ser bom administrador e quando perde a eleição, não tem dinheiro pra sanar parte das dívidas e a gente confia nas pessoas, porque é o nosso ramo. Já levamos muito cano de candidato e de partido e mesmo assim não paramos de atendê-los essa é a nossa política. Atender a todos sem distinção e acima de tudo acreditar que todos são honestos. Quem morre de véspera é peru. Zk – E o parque da Imediata? Mikael – Apesar de termos um dos melhores equipamentos do mundo em se falando de gráfica. Hoje aqui é tudo interligado via rede de informática, uma máquina conversa com a outra. Temos um equipamento ligado diretamente com a fábrica na Alemanha, na hora que acontece algum problema, os técnicos da fábrica na Alemanha é quem resolvem e a máquina volta a funcionar aqui em Porto Velho. Porém, não é apenas um equipamento de ponta que faz a gráfica funcionar bem. O maior responsável pelo bom desempenho da empresa são nossos funcionários. Nossos técnicos, é o ser humano. Investimos na formação profissional dos nossos técnicos que enviamos a São Paulo para se especializarem e outras vezes trazemos os técnicos aqui para aplicar cursos para os nossos funcionários. Tudo que você viu no nosso parque gráfico não foi feito em um dia, levou anos para chegarmos aonde chegamos. Nossos técnicos são todos formados, aqui não existe o curioso. São todos capacitados que passam por cursos de reciclagem constantemente. A única pessoa que não sabe nada de gráfica na Imediata sou eu.

ISTOÉ ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 05/10/2020 às 08h03

O atacante Raniel, do Santos, passou por cirurgia na noite de domingo para drenar um hematoma na perna direita, em razão de uma trombose venosa profunda. O jogador está internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O atleta foi infectado pelo novo coronavírus há cerca de um mês e a doença pode ter ligação com o vírus. De acordo com especialistas ouvidos pelo Estadão, a trombose pode ser uma sequela da covid-19. Há casos de pessoas que tiveram problemas meses após contraírem o vírus. “A covid19 pode ter ligação com o fato, pela sua enorme capacidade de causar doenças inflamatórias vasculares, comprometendo o endotélio (camada de célula que reveste os vasos sanguíneos), causando uma endotelite (espécie de inflamação) que pode ser aguda ou crônica”, disse Margareth Dalcolmo, pneumologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz. O médico infectologista Alexandre Vargas Schwarzbold destacou que muitas doenças podem aparecer em pacientes mesmo após eles estarem curados. O problema é que a covid-19 afeta as células que cobrem os vasos sanguíneos, por isso ocorrem casos como trombose e AVC em diversas pessoas. “Não há como excluir que a trombose tenha ligação com a covid19. As complicações em razão da covid19 podem levar alguns meses, como deve ser o caso dele. Os jogadores viajam muito de avião e isso pode afetar também. Por isso, sempre que há voos internacionais mais longos, a recomendação é se movimentar para evitar o tromboembolismo”, disse o médico, que é presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia do Rio Grande do Sul e professor da Universidade de Santa Maria-RS. Ele ainda lembra que o porte físico de Raniel reforça a ideia de que o coronavírus pode ter causado o problema. “Óbvio que não tem como assegurar que a covid19 causou isso, mas é incomum um jovem não obeso ter trombose venosa.” Margareth Dalcolmo lembra também que o atleta pode ter uma predisposição para contrair doenças vasculares. “É preciso saber se o jogador é ou não portador de alguma condição de trombofilia (tendência ao surgimento de trombose), que é uma condição genética. Mas só é possível detectar isso em exames muito sofisticados”, explicou a médica. O próprio médico do Santos, Ricardo Galotti, admitiu que a trombose pode, sim, ter ligação com a covid-19. Entretanto, vale reforçar que, por enquanto, não há nada que aponte alguma negligência do departamento médico do Santos. ENTENDA O CASO – No dia 4 de setembro, o Santos anunciou que os exames de Raniel deram positivo para o novo coronavírus. Cerca de 15 dias depois, ele foi liberado para retornar aos treinamentos e participou normalmente dos treinos e jogos do Santos desde então. No sábado, ele foi internado na Clínica do Esporte, em Goiânia, após apresentar trombose venosa profunda na perna direita. Ele estava com os demais atletas para o jogo com o Goiás. No domingo, ele já estava internado no Sírio-Libânes. De acordo com uma nota do hospital, ele chegou “apresentando quadro de dor, edema e impotência funcional na perna direita. Evoluiu para síndrome compartimental por hematoma extenso”.

PAUTAS INCORPORATIVA
Data Veiculação: 05/10/2020 às 07h44

Executivos das principais instituições de saúde, educação e pesquisa do país se reúnem no 8º Fórum Healthcare Business, que acontece nos dias 20 e 21 de outubro em versão online. O tema desta edição é “O despertar de uma nova saúde” que tratará das mudanças no cenário de atuação do gestor de saúde com o advento da pandemia, as novas exigências que se impõem ao gestor e os desafios. O evento acontece desde 2013 e é um dos maiores eventos brasileiros que debatem temas ligados a gestão em saúde. Segundo o empresário Edmilson Jr. Caparelli, presidente do Grupo Mídia e realizador do Fórum Healthcare Business, “este é um profissional múltiplo porque tem de gerir áreas de alimentação/gastronomia, hotelaria, logística, recursos humanos, vigilância sanitária etc. e a pandemia do novo coronavírus só mostrou, mais uma vez, quão especializado tem de ser esses executivos ”. O evento conta com palestras seguidas de debate. As inscrições estão abertas no link https://eventosgm.grupomidia.com/fhcb/#pre-inscricao . Programa 20/10 – terça-feira 18h00 - 18h30 Palestra: Os pacientes fugiram! Como sobreviver à redução da receita de instituições de saúde devido à drástica redução de atendimentos por causa da pandemia? Palestrante: Fernando Ganem, diretor de Governança Clínica do Hospital Sírio Libanês 18h30 - 19h00: debate Debatedores: Fernando Torelly (superintendente do HCor), Rodrigo Lopes (CEO do Grupo Leforte e presidente do Masterclass de Gestão Hospitalar na SAHE 2021) Moderador: Leonardo Barberes (secretário-geral da Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro, conselheiro fiscal efetivo da Federação Brasileira de Hospitais) 19h00 - 19h30 Palestra: A COVID-19 acelera a telemedicina Palestrante: a confirmar 19h30 - 20h00: debate Debatedores: Marco Bego (diretor do Inrad HCFMUSP) e Fabio de Carvalho (CIO do Adventista Paraguai) Moderador: Gustavo Kiatake (presidente do SBIS e do Masterclass de Tecnologia na SAHE 2021) 20h00 - 20h30 Palestra: Saúde mental: o desafio da gestão de pessoas frente ao esgotamento de colaboradores Palestrante: a confirmar 20h30 - 21h00: debate Debatedores: Lídia Abdalla (CEO do Laboratório Sabin), Erika Vrandecic (diretora do Biocor) Moderador: Lauro Miquelin (CEO da L+M) 21/10 - quarta-feira¬¬ 18h00 - 18h30 Palestra: Os impactos da COVID-19 na cadeia de suprimentos e logística Palestrante: Eduardo Menezes (diretor corporativo de suprimentos da Pró-Saúde e presidente do Masterclass de Suprimentos na SAHE 2021) 18h30 - 19h00: debate Debatedores: Carlos Oyama (senior healthcare advisor) 19h00 - 19h30 Palestra: Lições pós COVID-19: competência, criatividade e consistência Plaestrante: José Cechin (superintendente do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar-IESS) Moderador: Denise Eloi (CEO do ICOS) 19h30 - 20h00: debate Debatedores: Henrique Salvador (presidente da Rede Mater Dei) 20h - 20h30 Palestra: O salto quântico para uma nova realidade Palestrante: Ricardo Valentim (coordenador do LAIS/UFRN) 20h30 - 21h: debate Debatedores: Sérgio Rocha (presidente da Abraidi), Wilson Shcolnik (presidente da Abramed) Moderador: Lauro Miquelin (CEO da L+M) Healthcare Management A plataforma Healthcare Management, do empresário Edmilson Jr. Caparelli, de Ribeirão Preto, promove os prêmios 100 Mais Influentes na Saúde, Líderes da Saúde e Excelência da Saúde. Produz ainda eventos de gestão em saúde, como o Fórum Healthcare Business, o Welcome Saúde e a South America Health Education (SAHE), o maior evento de educação executiva em saúde da América Latina.

MEDICINA S/A/SÃO PAULO
Data Veiculação: 05/10/2020 às 00h00

O 1º Congresso Virtual da SBPC/ML tem trazido muitas informações de extrema importância sobre o que o setor de Medicina Laboratorial está fazendo a fim de estudar e entender melhor sobre o novo Coronavírus e contribuir para o tratamento de tantas pessoas que sofrem com a doença. Luiz Vicente Rizzo, diretor do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, trouxe uma importante contribuição, quando falou sobre o tema Repositório Covid-19 Data Sharing/BR: o primeiro repositório de dados para pesquisa sobre Covid-19 do Brasil”. Na ocasião, ele apresentou o repositório de dados Covid-19, uma iniciativa pioneira que a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) montou, com o gerenciamento da Universidade de São Paulo (USP) e a participação do Grupo Fleury e os Hospitais Sírio Libanês e Hospital Israelita Albert Einstein, com o objetivo de compartilhar dados de alta relevância, a fim de gerar informações não só para um grupo restrito de especialista, mas para outros que têm os mesmos interesses. “Isso é absolutamente fundamental. Quando permitimos que outros vejam nossos resultados, também adquirimos conhecimento e nos aprimoramos”, explica. Já são dois trabalhos publicados com os dados colocados nessa plataforma. “Temos a impressão de que as pessoas que analisarão os dados conseguirão ver coisas que talvez nós não enxerguemos. Estamos monitorando com muito cuidado essas análises externas publicadas, e isso tem sido útil para melhorar ainda mais nosso desempenho. De acordo com Luiz, atualmente, as três instituições juntas possuem um conjunto de dados composto por 120 mil pacientes testados para Covid-19. “Usamos esses dados com uma frequência bastante razoável. O Einstein publicou mais de 50 trabalhos em resposta à pandemia de Covid-19 em diversas áreas do cuidado com a saúde”. O médico ainda diz que a possibilidade de compartilhar abertamente na internet essas informações fará com que os dados sejam cada vez mais úteis para a humanidade. É importante ressaltar que trata-se de um ambiente extremamente seguro e a privacidade dos pacientes preservada. O site é o https://repositoriodatasharingfapesp.uspdigital.usp.br/. Por esta nova mídia, dois trabalhos já firam publicados, o que é uma coisa importante. “Um deles é foi relacionado a computação, que analisou como conseguimos produzir tantos dados de um indivíduo só, ou seja, somente uma pessoa é capaz de produzir alguns terabytes de informação”. O especialista afirma que “uma das poucas coisas que ganhamos nessa pandemia é o entendimento de que só teremos o melhor desfecho para a humanidade trazendo para a discussão todos os possíveis atores e fatos científicos. Isso por si só é algo bom diante de um cenário horroroso de tantas mortes. Outra vantagem é dividir com outras instituições que gostariam de participar conosco de um processo de excelência de obtenção e curadoria de dados”, conclui. Tags: Coronavírus Destaque Fapesp Fleury Hospital Albert Einstein Hospital Sírio-Libanês Medicina Laboratorial Saúde Digital SBPC/ML USP

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 05/10/2020 às 05h00

O atacante Raniel, do Santos, passou por cirurgia na noite de domingo para drenar um hematoma na perna direita, em razão de uma trombose venosa profunda. O jogador está internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O atleta teve coronavírus há cerca de um mês e a doença pode ter ligação com o vírus. De acordo com especialistas ouvidos pelo Estadão, a trombose pode ser uma sequela da covid-19. Há casos de pessoas que tiveram problemas meses após contraírem o vírus. “A covid19 pode ter ligação com o fato, pela sua enorme capacidade de causar doenças inflamatórias vasculares, comprometendo o endotélio (camada de célula que reveste os vasos sanguíneos), causando uma endotelite (espécie de inflamação) que pode ser aguda ou crônica”, disse Margareth Dalcolmo, pneumologista pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz. O médico infectologista Alexandre Vargas Schwarzbold destacou que muitas doenças podem aparecer em pacientes mesmo após eles estarem curados. O problema é que a covid-19 afeta as células que cobrem os vasos sanguíneos, por isso ocorrem casos como trombose e AVC em diversas pessoas. “Não há como excluir que a trombose tenha ligação com a covid19. As complicações em razão da covid19 podem levar alguns meses, como deve ser o caso dele. Os jogadores viajam muito de avião e isso pode afetar também. Por isso, sempre que há voos internacionais mais longos, a recomendação é se movimentar para evitar o tromboembolismo”, disse o médico, que é presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia do Rio Grande do Sul e professor da Universidade de Santa Maria-RS. Ele ainda lembra que o porte físico de Raniel reforça a ideia de que o coronavírus pode ter causado o problema. “Óbvio que não tem como assegurar que a covid19 causou isso, mas é incomum um jovem não obeso ter trombose venosa.” A doutora Margareth Dalcolmo lembra também que o atleta pode ter uma predisposição para contrair doenças vasculares. “É preciso saber se o jogador é ou não portador de alguma condição de trombofilia (tendência ao surgimento de trombose), que é uma condição genética. Mas só é possível detectar isso em exames muito sofisticados”, explicou a médica. O próprio médico do Santos, Ricardo Galotti, admitiu que a trombose pode, sim, ter ligação com a covid-19. Entretanto, vale reforçar que, por enquanto, não há nada que aponte alguma negligência do departamento médico do Santos. Entenda o caso no dia 4 de setembro, o Santos anunciou que os exames de Raniel deram positivo para o coronavírus. Cerca de 15 dias depois, ele foi liberado para retornar aos treinamentos e participou normalmente dos treinos e jogos do Santos desde então. No sábado, ele foi internado na Clínica do Esporte, em Goiânia, após apresentar trombose venosa profunda na perna direita. Ele estava com os demais atletas para o jogo com o Goiás. Ontem, ele já estava internado no Sírio-Libânes. De acordo com uma nota do hospital, ele chegou “apresentando quadro de dor, edema e impotência funcional na perna direita. Evoluiu para síndrome compartimental por hematoma extenso”.

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | COTIDIANO
Data Veiculação: 05/10/2020 às 03h00

Retomada presencial deixa professores inseguros com vírus □ Regras do protocolo para escolas são paulo com a adesão de escolas particulares paulistanas à reabertura a partir desta quarta-feira (7), professores relatam insegurança com o retomo parcial. Medo de contaminação, dificuldade para que os alunos cumpram o protocolo de higiene e incerteza sobre o tipo de atividades que poderão ser desenvolvidas são questões levantadas. As direções dos colégios admitem haver sensação de incerteza entre os educadores, mas afirmam ser natural o sentimento por se tratar de uma situação inédita para todos. Além de cursos para orientar as equipes a respeito das novas regras, há unidades que estão oferecendo apoio emocional aos docentes. “No momento em que se adaptavam às aulas a distância, vamos mais uma vez enfrentar o novo com essa reabertura parcial É natural que os professores se sintam inseguros, em dúvida”, diz Giselle Magnossão diretora pedagógica do colégio Albert Sabin, na zona oeste da capital. “Eles têm um senso de responsabilidade muito grande com o bem estar dos alunos, por isso há essa angústia.” A escola tem promovido rodas de conversa com os educadores, com a mediação de um psicólogo, para que eles compartilhem os medos e angústias do retorno. Segundo Magnossão, a maior preocupação relatada é a de como criar um ambiente seguro e acolhedor às crianças com tantas novas regras. O prefeito Bruno Covas (PSDB) autorizou a reabertura das escolas na cidade a partir desta quarta. Para a rede particular, o único limite imposto é o de que atendam apenas 20% das crianças por vez. Não há restrição de dias e horários para que os alunos frequentem as unidades. No entanto, o receio fez com que muitas optassem por oferecer as atividades em horários restritos ou apenas para algumas séries. Há escolas que optaram por receber os alunos apenas uma vez na semana (opção, por exemplo, do colégio Stance Dual, na região da Bela Vista) ou até mesmo duas vezes no mês (decisão do colégio Gracinha, no Itaim Bibi). Há ainda outras que não informaram os professores PREPARAÇÃO ■ Professores, diretores e demais funcionários devem receber curso de formação para entender o cumprimento do protocolo • Pais e alunos serão comunicados sobre as regras ■ Responsáveis devem informar por escrito quando optarem pelo não retorno ENTRADA DOS ALUNOS ■ Ao menos um funcionário acompanhará a entrada • Todos os alunos terão a temperatura aferida ■ Todos devem lavar as mãos antes de entrar na escola (ou usar álcool em gel) • Pais estão proibidos de entrar nas unidades • Horário de entrada será diferente para cada turma para evitar aglomeração sobre a frequência e horários que devem adotar, apenas comunicaram os docentes sobre a volta. Uma professora do colégio Elvira Brandão (Chácara Santo Antônio) contou que ainda ■ Todos acima de4 anos devem usar máscara todo 0 tempo SALAS DE AULA • Alunos devem sentar a 1,5 m de distância um dos outros ■ Materiais escolares devem ser desinfetados ■ Compartilhar brinquedos e materiais é proibido ■ Janelas e portas devem ficar abertas • Salas devem ser limpas ao final de cada turno ESPAÇOS COMUNS • Escola deve criar rotas de circulação dentro da unidade • Jogos de contato e de bola ficam vetados, assim como uso de brinquedos coletivos, como gira-gira e gangorra • Intervalos serão separados por turmas não sabe quantos dias terá de frequentar a escola e em quantos deles receberá os alunos. O curso de preparação para o protocolo de segurança só será feito nesta segunda (5), dois dias antes da reabertura da unidade. Para a professora, que pediu para não ser identificada, o principal receio é com o cumprimento das novas regras por parte dos alunos e dos pais. Ela cita, por exemplo, que as famílias não poderão entrar nas escolas e diz temer que alguns não entendam a nova regra ou que as crianças se sintam desamparadas no retorno sem o apoio dos pais dentro da unidade. A Folha procurou o colégio, mas não houve resposta. No colégio Lourenço Castanho, na Vila Nova Conceição, os professores disseram que, com o pouco tempo de organização, há ainda muitas dúvidas sobre como será o retorno das atividades parciais. A interpretação errada das normas da prefeitura também atrasou o planejamento. Nesta sexta (2), os professores foram informados por email que a escola ao ser informada das "possibilidades de atividades presenciais” iria iniciar o planejamento de atividades culturais e de acolhimento para todos os alunos, com previsão de reabertura para o dia 13. Um professor, que também pediu para não ser identificado, disse que inicialmente a escola planejava receber os alunos para atividades que envolvessem professores e educadores de disciplinas que não são obrigatórias. Depois decidiu por convocar os demais docentes para fazer ações de acolhimento aos alunos. “Temos quatro prédios diferentes, um para cada ciclo de ensino, e cada um vai fazer uma proposta para esse retorno gradual. Vamos ofertar um cardápio de atividades e as famílias vão optar em quais querem participar”, diz Alexandre Abbate paulo, diretor da escola. Ele afirma que só no início da próxima semana saberá o resultado da consulta às famílias sobre o interesse no retorno parcial. “E natural que haja insegurança. Estamos inseguros para retomar muitas das nossas atividades nesse momento, mas a escola se cercou de cuidados, fez parceria com o Hospital Sírio Libanês”, diz. “Não dá para afirmar que não há risco, mas eles estão bastante reduzidos com as ações que adotamos.” Isabela Palhares

O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 05/10/2020 às 03h00

Trombose do santista Raniel pode ter ligação com coronavírus Atacante teve a doença há cerca de um mês e especialistas dizem que quadro atual pode ser uma consequência Daniel Batista 4 O atacante Raniel, do Santos, passou ontem à noite por cirur- ♦ gia para drenar um hematoma na perna direita, em razão de ♦ uma trombose venosa profunda. O jogador está internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O atleta teve coronavírus há cerca de um mês e a doença pode ter ligação com o vírus. De acordo com especialistas ouvidos pelo Estadão, a trombose pode ser uma sequela da covid-19. Há casos de pessoas que tiveram problemas meses após contraírem o vírus. “Acovid pode ter ligação com o fato, pela sua enorme capacidade de causar doenças inflamatórias vasculares, comprometendo o endotélio (camada de célula que reveste os vasos sanguíneos), causando uma endotelite (espécie de inflamação) que pode ser aguda ou crônica”, disse Margareth Dalcolmo, pneumologista pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz. O médico infectologista Alexandre Vargas Schwarzbold destacou que muitas doenças podem aparecer em pacientes mesmo após eles estarem curados. O problema é que a covid19 afeta as células que cobrem os vasos sanguíneos, por isso ocorrem casos como trombose e AVC em diversas pessoas. “Não há como excluir que a trombose tenha ligação com a covid. As complicações em razão da covid podem levar alguns meses, como deve ser o caso dele. Os jogadores viajam muito de avião e isso pode afetar também. Por isso, sempre que há voos internacionais mais longos, a recomendação é se movimentar para evitar o tromboembolismo”, disse o médico, que é presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia do Rio Grande do Sul e professor da Universidade de Santa Maria-RS. Ele ainda lembra que o porte físico de Raniel reforça a ideia de que o coronavírus pode ter causado o problema. “Óbvio que não tem como assegurar que a covid causou isso, mas é incomum um jovem não obeso Ricardo Galotti, admitiu que a trombose pode, sim, ter ligação com a covid-19. Entretanto, vale reforçar que, por enquanto, não há nada que aponte alguma negligência do departamento médico do Santos. Contágio. No dia 4 de setembro, o Santos anunciou que os exames de Raniel deram positivo para o coronavírus. Cerca de 15 dias depois, ele foi liberado e participou normalmente dos treinamentos e jogos do Santos desde então. No sábado, ele foi internado na Clínica do Esporte, em Goiânia, após apresentar trombose venosa profunda na perna direita. Ele estava com os demais atletas para o jogo com o Goiás. Ontem, ele foi transferido para o Sírio-Libânes. De acordo com nota do hospital, após a cirurgia, Raniel “foi submetido agora à noite a fasciotomia e drenagem cirúrgica do hematoma em perna direita, sem intercorrências... Apresenta, nomomento, bom prognóstico”. IVAN STORTI/SANTOS FC-4/10/2020 Internado. Raniel vai ser submetido a cirurgia vascular ter trombose venosa.” A doutora Margareth Dalcolmo lembra também que o atleta pode ter uma predisposição para contrair doenças vasculares. “É preciso saber se o jogador é ou não portador de alguma condição de trombofilia (tendência ao surgimento de trombose), que é uma condição genética. Mas só é possível detectar isso em exames muito sofisticados”, explicou a médica. O próprio médico do Santos,